quatro amigas

Olá, escritores! Sejam bem-vindos ao Sad Writers Club, um blog elaborado por quatro amigas que se aventuram no universo da escrita criativa, dedicadas a escrever e sofrer com suas próprias criações. E é nesse misto de amores, dores, e fascínio pela ficção que pretendemos postar dicas, matérias, e outros posts úteis para quem lê ou escreve.

O Sad Writers Club surgiu em resposta às nossas angústias enquanto escritoras, e o nome não poderia combinar melhor. Criado com muito carinho, o SWC fora planejado para satirizar os esteriótipos e trazer projetos para qualquer um que também seja apaixonado por narrativas.

Dúvidas? A nossa ask está aberta para qualquer comentário!! Até breve!!

Conheça as escritoras do Sad Writers Club

Experimentando a minha amiga

Olá, me chamo Bárbara tenho cabelo preto, sou branca, magra e alta, seios grandes, bunda média e impinada, e o relato que vou escrever é verdadeiro, bem tudo aconteceu quando tinha 14 anos ( sim ainda era muuito jovem, mas ja era muito maliçiosa rs ) eu ainda era virgem, nunca tinha dado mais do que um beijo em um homem, bem tudo aconteceu em um sábado ( me lembro bem) eu, minha irmã e minhas duas melhores amigas Karol e Michelle ( que também são irmãs) combinamos de fazer um “acampamento” no quintal da minha casa ( kk isso mesmo no quintal de casa, pegamos a barraca do meu pai e colocamos no quintal) minha mãe trabalha a noite, então podiamos fazer o que quisermos, pq estávamos sozinhas, enfim anoiteceu e fomos para barraca, com uma panela de brigadeiro, nós quatro eramos melhores amigas, falavamos de tudo, apesar de minha irmã também estar no grupo eu não tinha vergonha, falava sobre tudo, garotos, quando iriamos perder a virgindade (a única que não era virgem era a Michelle, a mais safada do grupo) e etc, nesse dia brincamos de verdade ou consequência, brincadeira da faca, cobra cega ( esse era um jogo diferente inventado por nós rs, nesse jogo a pessoa tampa os olhos, e é gira 5 vezes e nós tinhamos que dar um celinho em alguma de nós, e tentarmos descubrir quem é ( sim ja beijei minha irmã nesse jogo, pode parecer bizarro mas era só brincadeira de adolescente rs ) enfim depois de fazermos todas essas brincadeiras minha irmã e a Karol ( irmã da Michelle) resolveram durmir dentro de casa pq estavam com medo ( cagonas rs ) eu e a Michelle ficamos sozinhas conversando dentro da barraca de baixo do cobertor, nós eramos super intimas falavamos de tudo inclusive de sexo, e eu nunca tinha feito nada, era completamente virgem, mas Michelle já era “profissional” e ela só tinha 16 rs, enfim estavamos com tédio, estava escuro e só tinhamos a luz do celular pra iluminar, e do nada a Michelle resolveu falar de sexo, na hora eu achei estranho e pensei que ela ja queria alguma coisa comigo, talvez estava pensando isso pq eu também queria, ela começou falar que seu ultimo ficante tinha o pau pequeno e que nem dava pra sentir nada, rimos muito, só com aquela conversa eu ja estava molhadinha, e percevi que a Michelle estava olhando para os meus peitos ( meus peitos tem um ótimo tamanho) e ja tinha ouvido falar que a Michelle cortava pros dois lados, mas ela nunca ne confirmou, então eu muito idiota resolvi perguntar .
Eu - Mi vc ja ficou com mulher ?
Michelle - oq ? você ta louca
Eu - é que me disseram eu só queria saber
Michelle - ai ai nada haver, gosto de macho
(Lembro que nessa parte nós duas rimos e depois ficou um silençio total)
Eu super sem graça por ter feito essa pergunta, mas estava muito afim dela e queria que as coisas esquentacem, nós somos tão íntimas que ainda não entendo como ficamos sem graça com essa simples pergunta, enfim depois dessa pergunta, ficamos mechendo no celular e ela estava assistindo um porno que tinham mandado pra ela de uma mina do bairro, percebi que ela estava excitada ao assitir esse video, foi ai que eu resolvi tirar o sutiã na barraca com a desculpa de que estava me incomodando, mas é óbvio que eu queria que ela vesse meu peito rs, mas ela não reparou, então resolvi esquentar o assunto, eu pedi pra que ela me contasse como foi sua primeira vez, e ela me disse por cada detalhe, se doeu, as posições e etc, até que chegou em uma posição que eu não estava entendendo, então foi aí que ela subiu em cima de mim pra me mostrar, mas é obvio que ela subiu em mim só pra esquentar o clima, e foi aí que ela pegou na minha cintura e disse:
Michelle - Quer que eu te mostre como aconteceu ?
Eu- mostra ( toda com vergonha )
E foi ai que ela lascou um beijo gostoso em mim, os lábios dela eram macios, quase não dava pra perceber nos rapidos celinhos que nos davamos quando estavamos brincando, continuamos nos beijando, mas eu com vergonha parei e disse que não queria mais aquilo, então ela puxou meu cabelo me jogou no colchão e novamente sentou em cima de mim, rebolando gostoso, estava morrendo de tesão, minha bucetinha ja estava encharcada, pela primeira vez estava beijando uma garota, foi delicioso e estranho ao mesmo tempo por ser a minha melhor amiga, depois de uns minutos nos beijando gostoso, ela estava colando a lingua na minha boca, estavamos chupando a lingua uma da outra, foi excitante, Michelle começou acariçiar os meus seios e eu passando a mão na buceta dela por cima do pijama, estava doida para chupar a bucetinha dela, passava a mão na bunda dela ( ela tinha uma bunda maravilhosa), Michelle era linda e gostosa e nem acreditava estar beijando a menina mais desejada da escola, então foi ai que ela lascou um beijo gostoso no meu pescoço e me deixou arrepiada, eu tirei a minha blusa e a blusa dela, e ela ja lascou a boca no meu peito foi maravilhoso, lambeu meus mamilos até ficar completamente babado e eu gemendo baixinho, e ela amassava meus peitos com vontade e eu gemia alto ( até me esqueci que minha irmã podia estar ouvindo) e foi ai que nós duas tiramos a roupa e ficamos completamente nuas, e la estava a Michelle toda depiladinha e tinha um piercing nem sabia que ela tinha um piercing, minha boca encheu de água, estava doida pra chupar ela todinha, mas Michelle queria começar primeiro pra me ensinar, nunca tinha transado nem com homem, estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa pra gozar de verdade, ela me deitou, voltou a lamber os meu peitos, e eu gemia baixinho, (era íncrivel como ela lambia com vontade, amassava muito que eu achava que ela ia arrancar meus peitos rs ), ela descia devagar e passava a língua em toda a minha barriga, até que ela arreganhou minhas pernas e meteu a boca na minha buceta molhadinha, e eu gemendo baixinho, uma sensação maravilhosa, ela ja chegou lambendo com tudo, e eu me contorçia, até que não aguentei e gozei e ela ainda me segurou e ainda me torturou por alguns segundos, então nós nos beijamos um pouco, ela enfiava a língua na minha boca com tudo e nós nos esfregavamos, ela esfregava o peito dela no meu, então eu virei e fiquei por cima dela, estava na hora de eu retribuir, muito porno assistido tinha que valer pra alguma cousa kk, então eu começei rebolando em cima dela nós duas estavamos gemendo, lasquei minha boca nos mamilos dela, foi maravilhoso, queria chupar aqueles peitinhos dela pra sempre, amassei com vontade, e ela gemendo, fui descendo, lambi toda a barriga dela até chegar na buceta, abri as pernas dela e ela estava encharcada, que delícia, ja estava com a boca cheia de água, e então eu dei uma chupadona nela, lasquei minha boca com tudo naquela buçeta maravilhosa, e ela segurava minha cabeça e prensava minha cabeça com as pernas dela, e eu lambendo o clitóres dela, confesso que fiquei um pouco nervosa com o piercing dela, mas o tesão falava mais alto, e ela me disse que eu não precisava me preocupar que podia lamber com vontade, e eu fiz lambi ela, enfiei a ponta da minha lingua no buraco da buceta dela e ela gemeu alto, continuei prensando a ponta da minha lingua no buraquinho da buceta dela e ela gemia alto, continuei lambando a bucetinha deliçiosa dela até ela gozar, esfregava a minha cara toda na bucetinha dela e ela falava pra eu não parar, e ela gozou, eu acariçiva e beijava a buceta dela, e foi ai que ela pediu para que enfiasse um dedo nela, e eu nervosa pq nunca tinha feito em ninguém, nem mesmo em mim, mas ela me ajudou pegou a minha mão e me guiou, e eu enfiava com tudo meu dedo e ela gemia alto, e ela falava “ enfia safada, come essa buceta ” e eu enfiei dois dedos, fiz o vai e vem rapidamente, enquanto isso eu lambia o clitóres, não demorou muito e ela gozou, chupei o meu dedo e senti o melzinho dela, enfiei de novo e dei pra ela chupar, foi uma deliçia, demos uma pequena pausa, ficamos alguns minutos mexendo no celular na barraca, fiquei com medo de que a minha irmã tivesse escutado, mas felizmente não escutou, então eu e Michelle voltamos a ficar abraçadas, nos beijando e nos acariçiando, eu voltei a chupar o peito dela e ela chupava o meu, e eu chupava e mordia aqueles mamilos marronzinhos dela, foi maravilhoso, mas ainda não tinha terminado Michelle queria fazer algo que ia me deixar louca de tesão, ela deu a ídeia do Tribbing, eu já conhecia pelos filmes pornôs, eu ja estava com fogo de novo então amei a ídeia de esfregar nossas bucetas, nós nos encaixamos e eu começei a esfregar minha buceta na buceta dela, minha buceta estava pegando fogo, nós nos rebolavamos gostoso, eu sentia minha buceta toda melada o meu mel e o mel dela estavam misturados que delícia, estavamos gemendo alto, e eu estava segurando os peitos dela, eles pulavam enquanto nós batiamos as nossas bucetas na posição “tesoura”,não demorou muito e gozamos gostoso e eu dei uma ultima chupada na bucetinha deliçiosa dela pra sentir aquele mel maravilhoso, terminamos e fomos dormir, de manhã fomos tomar banho juntas e ainda fizemos uma rapidinha no chuveiro antes de minha mãe chegar do trabalho, e minha irmã e a karol nem estranharam pq depois elas tambem tomaram banho juntas rs ( se as duas também transaram eu não sei rs ) depois disso eu e Michelle transamos várias vezes e não estragamos a nossa amizade, foi com ela que descobri minha bisexualidade, e foi a primeira vez que transei, minha primeira vez com um homem foi logo depois, e pretendo contar um dia pra vcs :)

Você fala de dor. Já perdeu alguém? De verdade, digo, não um namoradinho de quatro meses ou uma amiga falsa. Já perdeu alguém e sabe que nunca mais vai ouvir a voz dessa pessoa? Não né, sua dor é dessas por aí comuns, dores comuns.
—  Nick
Capitulo 27 {Tudo ou Nada}

POV CLARA AGUILAR

Assim que entrei no banheiro do meu quarto, a primeira coisa que eu fiz foi trancar a porta. Não sabia se era pra manter Vanessa do lado de fora ou se era pra me manter ali dentro. Eu precisava me acalmar.

Olhei para minha banheira. Eu gostava muito dela, mas hoje ela não iria me ajudar. Andei até a ducha e a regulei para água fria. Eu odiava tomar banho de água fria, entretanto aquilo se fazia necessário. Só de lembrar de Vanessa tocando meu corpo com as mãos já me batia um arrepio. E aqueles beijos quentes na minha nuca e nas minhas costas não ficavam atrás.

Fiquei alguns minutos dentro daquele banheiro, quando finalmente resolvi que era hora de encará-la.

Fala sério, Clara… É só a Vanessa! – repeti na minha mente como se isso me desse algum tipo de segurança. Peguei o roupão que eu tinha pendurado no banheiro e o vesti.

Respirei fundo e abri a porta.

Assim que voltei ao quarto, vi Vanessa em pé, de costas para mim, apenas de calcinha e sutiã. Ela puxava sua calça jeans para cima e a encaixava perfeitamente em seu corpo. Não consegui não olhar para aquela bunda. Ela se virou para mim e sorriu, e eu pude sentir meu rosto corar imediatamente. Então virei meu rosto para o outro lado, tentando fazer com que ela não me visse vermelha igual a um pimentão.

- Clarinha, eu já entendi… Eu to indo embora… – ela começou a falar, mas eu a interrompi, virando-me para ela. Eu realmente estava de saco cheio das desculpas dela.

- Você não precisa ir – falei, me aproximando dela e tentando ignorar o fato de ela estar apenas de sutiã.

- De qualquer forma, sua amiguinha daqui a pouco aparece na porta – ela disse, cruzando os braços.

- Tá com ciúmes? – perguntei, sorrindo.

Ela bufou com uma falsa indignação.

- Ciúmes? De você?

Envolvi seu corpo com as minhas mãos.

- Eu quero que você fique. E sabe… A Ariane não vai atrapalhar dessa vez…

Assim que terminei de falar a frase, a campainha tocou e eu amaldiçoei Ariane mentalmente Vanessa apenas levantou a sobrancelha como quem dizia “viu?” e eu parti para a porta da sala.

Abri a porta já querendo matar quem quer que fosse.

Ariane, se for você, eu juro que… – foi o meu pensamento enquanto eu abria a porta.

Entretanto, quando abri a porta, não encarei aquelas covinhas que eu tanto gostava, e sim um rosto um tanto velho. Era o porteiro do prédio. Fiz uma careta inconsciente. Olhei para trás e vi Vanessa, terminando de colocar sua blusa, o que deixou sua barriga e parte dos seus seios amostra por um tempo. Aquela garota não tinha vergonha nenhuma na cara?

- Senhorita Aguilar, desculpe se interrompi algo – o porteiro disse, fazendo com que eu voltasse minha atenção para ele. E eu podia jurar que o tom dele estava sugestivo demais.

- Você não interrompe nada, Mike. O que houve?

- É que acho que a senhora deixou cair essa jaqueta aqui ontem a noite no estacionamento.

Olhei para a minha jaqueta na mão dele. Era a mesma jaqueta que eu havia envolvido Vanessa no dia anterior. Peguei-a da mão dele quando ele me estendeu e agradeci, fechando a porta em seguida. Virei-me para Vanessa. Ela estava com as duas mãos nos bolsos da calça.

- Tá. Dessa vez, não foi a Ariane. Mas quem me garante que ela não vai me aparecer aqui?

Voltei-me para a porta e a tranquei com a chave, jogando-a longe depois.

- Eu garanto – falei enquanto me aproximava dela e a segurava pela cintura. Vanessa colou seu corpo no meu e sorriu sugestivamente.

- Isso significa que você gostou da minha massagem? – ela perguntou e senti meu rosto queimar de novo. – Porque parece que você gostou bastante.

- Garota idiota! – exclamei, me desvencilhando do contato dela e indo até o meu quarto. Peguei o pijama que ela estava usando e entreguei para ela. – Você não vai passar o dia comigo usando jeans.

Vanessa sorriu.

- Então por que você não vem aqui tirar? – ela indagou. Eu engoli seco. Aquela garota conseguia me deixar sem graça de todas as formas possíveis.

- É.. É que.. você… é.. Vanessa! – exclamei, completamente sem graça. Dei o pijama para ela e coloquei as mãos no meu rosto, tentando esconder o quanto eu estava corada. Tapei meus olhos com as mãos. – Se troca!

Minhas mãos ainda estavam em meu rosto. Abri uma fresta pelos meus dedos e ousei olhar. Ela estava se trocando na minha frente!

Enquanto ela tirava a blusa eu podia jurar que ela tinha visto que eu estava olhando, pois começou a retirá-la de forma mais calma, puxando-a bem devagar e deixando seus seios amostra por um bom tempo. Fechei meus olhos completamente de novo, mas não durou muito tempo. Logo abri espaço entre os dedos e encarei novamente aquela mulher à minha frente. Agora ela tirava as calça jeans, deixando amostra sua calcinha rosa de renda. Engoli em seco. Ela estava de calcinha e sutiã, na minha frente. Pude perceber um sorriso sacana escapar de seu rosto. Ela sabia que eu estava olhando!

Logo, ela colocou o short do pijama com tanta velocidade quanto uma tartaruga, ora ou outra voltando o olhar para mim. Então, ela puxou a camiseta do pijama e a colocou na mesma velocidade que retirou a outra deixando amostra seus seios por alguns segundos ainda, apenas os acariciando, antes de puxar totalmente a camiseta para baixo. Fechei os olhos e contei até dez, apenas para fingir que eu não estive olhando o tempo inteiro.

Retirei minhas mãos do rosto e abri os olhos, encarando Vanessa com o pijama. Ela tinha uma das sobrancelhas levantadas. Olhei-a de cima à baixo.

- Se você acha que essa roupa ficou ruim, eu posso me trocar de novo – Vanessa disse chegando perto de mim. Ela sorriu. – E dessa vez você não precisa olhar entre os dedos.

Vanessa piscou e partiu para o quarto.

O domingo passou rápido. Passamos praticamente o domingo inteiro deitadas no sofá, assistindo filmes e mais filmes. Vanessa tinha um gosto diferenciado do meu. Eu escolhi “Diario de uma Paixão”, ela escolheu um filme de terror chamado “Os outros”. Eu escolhi “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante”, ela escolheu “Olhos Famintos” . Nas duas escolhas dela eu assisti só 10% do filme, os outros 90% eu estava encolhida no colo dela porque não queria ver.

O dia fora um dos melhor que eu já passei. Era divertido passar um tempo com Vanessa. Nos éramos bem opostas, mas incrivelmente nos dávamos bem.Eu ainda não sabia o que dizer, ou o que pensar a respeito daqueles beijos trocados por nós, e nem ela tocou no assunto. Assim como eu não toquei no assunto por ela estar bebendo tanto ultimamente. Ela parecia uma alcoólatra, e eu sabia que tinha alguma coisa de errado, mas não quis pressioná-la a dizer nada. Ela que tivesse seu tempo e ela que me dissesse quando quisesse dizer. Eu não sabia o que nós tínhamos, mas não era idiota a ponto de achar que ela iria largar o imbecil do namorado dela para ficar comigo.

Mas espera, eu quero que ela largue o namorado dela pra ficar comigo?

Tentei dispensar esses pensamentos. Eu podia ficar confusa depois. Naquele dia não.

Assim que a ultima cena do filme de Vanessa passou, respirei fundo, já desligando a televisão, para evitar qualquer tipo de cena extra durante os creditos. Eu odiava aquele tipo de filme.

Virei meu rosto para o de Vanessa e ela sorria na minha direção. Estávamos tão próximas que senti o hálito dela bater de encontro ao meu.

- Tá rindo por quê? – eu perguntei, e logo ela desfez o sorriso.

- Eu? Eu.. não tava rindo – ela disse e eu pude jurar que seu rosto corou.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, entretanto, ouvi um barulho vindo da minha esquerda. Olhei imediatamente, me deparando com uma Paula confusa. Ela estava na porta que dividia os nossos apartamentos e nos encarava.

- É .. acho que eu interrompendo – ela disse, de forma sem graça. – Volto depois.

Então, ela deu dois passos para trás e bateu a porta. Ela iria ficar puta comigo.

- Eu.. – comecei a falar para Vanessa, mas ela apenas acenou com a cabeça para que eu fosse.

Andei na direção do apartamento de Pauzão e entrei sem bater. Ela estava sentada no sofá. Assim que entrei, ela me encarou.

- Como você.. O que … Por que, Clarinha? – ela perguntou, me olhando nos olhos.

- Não é nada do que você pensando.

- Ah, deixe pra lá a frase clichê – ela disse, irônica. – Você ta ficando com a Mesquita!

- Paula! – a repreendi. Fechei a porta que separava os apartamentos e senti meu rosto corar. Merda, por que diabos eu estava corando pra tudo? – Fala mais baixo!

Ela levantou uma das sobrancelhas.

- Ela não sabe que vocês estão ficando? – ela perguntou, cruzando os braços. Eu odiava quando ela fazia aquilo e ela sabia disso.

- Não estamos ficando! É… complicado.

- Porque ela namora.

- Sim, mas… – comecei.

- Mas nada, Clarinha! Não quero te ver machucada por causa de uma veterana que acha que sabe de tudo! Que saber, eu vou lá agora! – ela se desembestou na minha direção tentando passar pela porta dos apartamentos, mas eu a impedi.

- Tá louca, Pauzão? -  perguntei, me colocando na frente da porta e tentando impedi-la. Apesar de eu saber que Paula era bem mais forte que eu, devido aos anos de ginástica artística. Se ela me desse um peteleco, eu saia voando. Ela colocou as mãos na cintura e me encarou.

- Me dê um bom motivo para não ir lá e arrebentar a cara dessa menina! – ela disse.

- Eu… meio que gosto dela – falei e coloquei as mãos no rosto. Tinha cansado de corar na frente delas o tempo inteiro.

- Você o quê, Clarinha? – ela perguntou. – Agora entendi o porquê de Ariane estar puta da vida com você.

Ela voltou ao sofá e se jogou ali.

- Então… você sabe o que Ariane sente por mim? – perguntei. Ela assentiu com a cabeça.

- Todo mundo sabe, Clarinha. Ta na testa dela. Ela fica toda babona quando tá perto de você.

Juntei minhas sobrancelhas.

- Eu devo ser muito idiota mesmo – falei. Paula assentiu, fazendo uma expressão seria. Eu peguei uma Almofada e ataquei nela. – Idiota!

Paula riu.

- Agora vai lá pra sua ancuda, vai – ela disse, praticamente me expulsando do apartamento.

- Você não era contra eu ficar com ela? – perguntei à ela. – Que mudança é essa?

- Você disse que gosta dela, Clarinha – ela respondeu.

- E desde quando isso torna as coisas certas?

Pauzão parou de me empurrar até a porta e me virou para que eu a encarasse.

- Clarinha, eu quero a tua felicidade. Você acha que consegue ser feliz com ela?

- Eu não sei – respondi sinceramente, torcendo o lábio.

- O que você sente quando tá com ela?

- Eu não sei… Eu sinto aquelas malditas borboletas no estômago toda vez que ela tá perto de mim.

- Então vai com calma, Clarinha – ela disse. – Agora vai embora daqui. – Ela abriu a porta e apontou para o meu apartamento. Eu sorri pra ela antes de adentrar nele e perceber que Vanessa não estava mais na sala.Franzi o cenho.

- Ah, mais uma coisa! – Pauzão exclamou lá do apartamento dela. Ela correu para dentro do seu apartamento e voltou com uma gravatinha vermelha de festa que ela havia usado na Bubu na sexta-feira. A pendurou na maçaneta da porta, do lado do apartamento dela. Eu gargalhei.

- Você é uma idiota! – falei. Não consegui parar de rir.

- O que? Isso aqui é o sinal clássico de “estamos fazendo sexo aqui dentro” – ela exclamou.

- Eu seu o que significa! Por isso você é uma idiota. Não estamos fazendo sexo!

Pauzão riu.

- Quando for seguro pra eu entrar, só tira.

Então, bateu a porta. Procurar Vanessa.

POV VANESSA MESQUITA

Como Clara estava demorando demais para voltar do apartamento ou o que quer que fosse aquele negocio que ela dividia com Paula, resolvi ir me trocar. Já estava tarde e eu teria que chegar ao campus. Se ao menos eu pudesse ir para a minha casa, eu  não me preocuparia tanto com o horário, mais Polly estava me odiando, então eu não podia ir. Aquele pensamento me trouxe de volta os meus problemas. Respirei fundo.

Estava retirando a camiseta do pijama quando ouvi a voz de Clarinha preencher o quarto.

- Hey, hey – falou ela, encostando-se ao batente da porta. – Calma! Nem me levou pra jantar e já tá tirando as roupas?

Tentei sorrir. Os pensamentos sobre Polly ainda me assolavam.

- Não – falei. E saiu de forma mais cansada do que eu pretendia. – Só to indo embora. Tá tarde já.

Apontei para o relógio no quarto. Ela acompanhou meu olhar. Já eram 22:30. Como as horas passaram tão rápidas naquele dia?

- Dorme aqui – ela pediu. Eu neguei com a cabeça.

- Você não cansa de mim? – perguntei. Ela riu.

- Às vezes – Clarinha respondeu. Eu a encarei com os lábios torcidos. Não era a resposta que eu estava esperando. Então, ela veio até mim e enlaçou seus braços no meu corpo. Senti um arrepio percorrer minha espinha apenas com aquele toque. – Claro que não canso de você, idiota!

Engoli em seco. Os lábios dela eram tão macios e convidativos que chegava a doer não beijá-los. Entretanto, minha vida estava uma bagunça naquele momento, e eu não queria arrastá-la para isso.  Não por enquanto.

Desvencilhei-me do abraço, vendo ela fazer uma expressão de tristeza. Aquilo partiu o meu coração.

- Só hoje – respondi. A expressão de tristeza dela se converteu em um sorriso lindo, enquanto ela dava pulinhos de alegria. Aquela garota era o cumulo da fofura. – Mas eu fico no sofá.

Ela assentiu sem nem ao menos discutir, provavelmente sabendo que não adiantaria.

Clara já tinha me arrumado cobertores e mais cobertores (apesar de estar fazendo um calor do infernos) e uns cinco travesseiros que nem cabiam no sofá direito. Eu achei fofo. Ela estava se esforçando para me deixar o mais confortável possível. Então, ela se despediu, dando um beijo na minha testa e indo para o quarto, o que eu achei mais fofo ainda. Qualquer pessoa com o nosso histórico, provavelmente estaria em cima de mim, me enchendo de beijos na boca e tentando algo a mais. Mas não Clara. Clara era toda envergonhada, e isso só a deixava mais fofa ainda da minha concepção. De certa forma eu gostava dessa doçura e ingenuidade que ela tinha.

Senti meu celular vibrar depois de alguns minutos deitada ali. Peguei ele e olhei a mensagem. Era de lovespizza.

lovespizza: sinto muito por não ter conseguido te encontrar ontem, tive uns problemas L

Sorri. Eu estava era agradecida por ela não ter ido e me encontrado naquele estado deplorável. Já imaginou? Uma estranha tendo que me carregar para a casa dela. Ela nem me conhecia pessoalmente e quando fosse me conhecer, já me conheceria como uma bêbada que mal se aguenta em pé. Eu estava aliviada por ela ter tido “uns problemas”.

blackeyes: tudo bem, eu não fui também. Você só avisou antes.

Menti na cara dura. Mas quem se importa? Ela não estava lá mesmo. Meu celular vibrou depois de alguns segundos.

lovespizza: como foi seu final de semana?

blackeyes: um pouco conturbado, e o teu? Que problema que teve ontem?

lovespizza: digamos que ontem eu meio que saí do país RS

Bufei ao ler aquela mensagem. Aquela mimadinha no mínimo tinha ido viajar de ultima hora. Isso lá era problema.

blackeyes: legal, onde você foi?

lovespizza: Las Vegas!

blackeyes: e isso lá é problema?

lovespizza: claro que é, se você não ta com sorte no jogo nem no amor, qual a vantagem de ir pra Las Vegas?

Ri com a mensagem dela. Fazia sentido. Mas ainda assim, era Las Vegas.

Ficamos conversando daquela forma por horas e horas, até que o sono me atingiu.

Fui acordada pelo despertador do meu celular tocando igual um louco. Assim que levantei, já senti o cheiro de panquecas invadir minhas narinas. Clara estava na cozinha. Olhei o meu relógio.

- Bom dia – Clarinha falou para mim, assim que sentei-me no banco que dava para o balcão que dividia a cozinha da sala.

- Eu to atrasada – falei. Ela me encarou com cara de poucos amigos. – Bom dia! – exclamei, e ela sorriu.

- Não está, não. As aulas começam só daqui a trinta minutos.

- Sabe quanto tempo leva pra eu sair daqui e ir pras aulas?

- Dez minutos de carro – ela respondeu.

- Eu não tenho carro.

- Mas eu tenho. – Clara pôs uma panqueca em um prato e me estendeu. Então sorriu. – Você vai comigo.

- Notei que isso não foi uma pergunta – falei, enquanto puxava a panqueca e a comia.

- Que bom que tá entendo as coisas direitinho.

- Você é teimosa demais, menina.

Ela sorriu e virou de costas para pegar a própria panqueca.

- Como se você não fosse.

Fomos até a faculdade com o carro de Clara, apesar dos meus inúmeros protesto para que eu fosse de ônibus. Ela já tinha feito muito por mim aquele final de semana e eu já estava me sentindo uma folgada que não nem independência própria.

Tentei ligar para Kadu no caminho e percebi que Clara torcer o nariz quando eu fiz isso.

Assim que descemos na faculdade, andamos até o prédio juntas. Eu ainda tentava ligar para ele, mas continuava na caixa postal. Isso só tava me irritando mais. Onde diabos aquele filho da puta tinha se enfiado? Procurei por ele no campus, mas não o vi em lugar algum.

- Você pode falar com ele no intervalo, Vanessa! – Clara explodiu de repente, parando de andar e me encarando.

- Mas eu quero falar com ele agora! – eu disse.

- Tanto faz.

E saiu andando na direção do prédio de medicina sem sequer me esperar. As aulas de segunda-feira dela eram no segundo andar, enquanto as minhas eram no térreo. Assim que entrei no prédio, a porto do elevador já tinha se fechado, com ela lá dentro. Bufei irritada. Ela não tinha ideia do que tava acontecendo e tinha ficado bravinha comigo… Eu não devia nada pra ela. Ela sabia muito bem que eu namorava Kadu, e que ora ou outra eu teria que vê-lo. Talvez se ela tivesse ideia do que eu planeja fazer, ela não fosse tão cabeça dura quanto estava sendo.

Apertei o passo até a minha sala. As aulas do primeiro período foram um saco, como sempre eram. Mas a matéria não deixava de ser interessante. Diego tentou puxar papo, mas eu apenas fiz um sinal de negação com a cabeça, para que ele classe a boca. Mari me encarava pelo canto do olho. Parecia que ela estava esperando para que eu explodisse a qualquer momento.

Enquanto a aula ia passando, pensei em varias maneiras de cozinhar o pênis de Kadu. Ou talvez eu só o cortasse e enfiasse na boca dele. Esse pensamento me fez sorrir.

Quando o sinal do tocou, praticamente corri para o lado de fora. Provavelmente Mari me seguiria, mas eu não estava prestando atenção em mais nada. Meu objetivo claro era o prédio de Educação Física. Esbarrei em algumas pessoas no caminha, inclusive pensei ter visto Clara certa hora, mas eu não podia parar. Eu tinha um objetivo em mente: acabar com o Kadu.

E foi na frente do prédio dele que eu o encontrei. Boné virado pra trás, jaqueta com o símbolo do curso dele e aquela expressão arrogante que ele trazia sempre. A mochila dele estava em suas costas. Ele conversava com alguns garotos sobre algo que eu não tinha ideia do que era.

Apertei o passo até ele e me enfiei no meio da conversa. Ele tentou dar um sorrisinho para mim, mas logo foi impedido quando o atingi com um tapa forte no rosto. Os garotos gritaram um “aaaaaai”, mas não fizeram nada para impedir os atos seguintes. Provavelmente sabiam que Kadu podia ter feito algo para mim.

Apontei o dedo no peito dele e fui o empurrando. A raiva já beirava minha cabeça.

- COMO VOCÊ PODE? – exclamei, empurrando-o pelo peito. Ele tentou se desvencilhar, mas não deixei. – SEU FILHO DA PUTA DESGRAÇADO! – barrei mais ainda. Eu percebi uma movimentação em volta de nós, mas não me importei. Continuei empurrando Kadu até ele atingir as costas na parede do campus. – COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COM ELA?

Nesse momento eu já estava enchendo ele de socos e tapas no rosto. Ele apenas se encolhia sem falar nada. Ele sequer reagindo, e eu agradeci por isso, pois ele sabia que cada tapa que ele recebia era merecido.

Senti dois braços me envolvendo pela cintura e já me preparei para socar Mari também. Mas quando me virei para olhar quem era, Clara me encarava com uma expressão assustada.

- VANESSA! – Clara exclamou. – Para com isso, você vai perder sua bolsa se continuar assim!

- Foda-se a bolsa!  - gritei, jogando pro alto uma das melhores bolsas de estudo para medicina que alguém poderia receber. Segurei os ombros de Clara e a encarei. Meus olhos estavam marejados. Não de tristeza, mas de raiva. – Clarinha, ele tentou.. tentou.. ees.. estuprar a minha irmã! – Gaguejei. Aquelas palavras não pareciam querer sair da minha boca.

- Vanes… – ele tentou falar.

- Aaaaaaaaah, não! Clara exclamou, me desvencilhando dos seus braços e me colocando para trás dela, em um ato de proteção. Kadu nos encarava sem saber como continuar a frase. Ele chorava. De sua sobrancelha saía sangue. – Vanessa, você pode perder a bolsa, eu não.

Vi Clara se aproximar de Kadu. Em um movimento inesperado, ela chutou o meio das pernas dele e ele fez uma expressão de dor profunda, se encolhendo no chão. Assim que ele se ajoelhou, ela meteu-lhe um chute no meio do rosto, o que fez o sangue dele jorrar no chão. Logo, vi Mari se aproximar e puxar Clara pela cintura da mesmo forma que ela havia feito comigo anteriormente.

- Clarinha! Você ta louca? – ela exclamou, puxando Clara que debatia nos braços dela, tentando ir de encontro a Kadu. Este ainda estava de joelhos no chão, completamente inerte em seus próprios pensamentos.

- Me larga, Mari! – Clara exclamou, ainda tentando se desvencilhar. – Esse imbecil tentou estuprar a Polly!

Mari em um único movimento, jogou Clara para trás. Esta mesmo veio de encontro à mim, e eu a segurei.

- ELE FEZ O QUÊ? -  ela gritou, já indo de encontro à ele.

É agora que ele morre – pensei.

Entretanto, antes que Mari pudesse chegar em Kadu, os seguranças do campus já chegavam e a puxavam para o lado.

Desvencilhei-me de Clara e corri para fora do campus. Eu não podia ficar ali. Ouvi alguns gritos misturados. Mari, Clara.. pensei até em ter ouvido a voz de Paula. Mas não parei para nenhum deles. Continuei correndo. Quando estava quase na frente do campus, vi um rosto conhecido.

Não pensei duas vezes e me joguei naqueles braços que eram tão conhecido por mim.

- Van.. – Ana Paula exclamou, assim que meu corpo se chocou com o dela. O que aconteceu?

Ana Paula me apertava forte contra seu corpo. Eu estava chorando igual a um bebê. Não conseguia conter a dor por ter sido idiota a ponto de confiar em Kadu. A ponto de tê-lo deixado entrar na minha casa, conhecer minha irmã.. Era tudo minha culpa.

Ana Paula se afastou do abraço e me encarou nos olhos. Meu rosto já estava completamente molhado. Encarei AnaP. Ela tinha pintado o cabelo de castanho novamente. Eu sempre falei para que gostava do cabelo dela daquela forma, ao invés de loiro. Os olhos azuis dela me encaravam com preocupação.

- Van.. Fala comigo – ela sussurrou, acariciando meu rosto, limpando as lagrimas que insistiam em escorrer dali.

Com tudo o que havia acontecido, eu não estava pensando direito no que eu estava fazendo. Quando dei por mim, os lábios dela já estavam pressionados nos meus.