quase-nada

É um colapso de mim mesmo
Que a partir de pouca coisa
Quase nada acontece
Por inteiro ou até mesmo só pedaços

De quando mesmo o nunca
Da mais ilógica possibilidade
Que ainda insiste em morrer no distante
E trazer pra perto a loucura

Que mesmo aos berros
Ainda que gemendo
Dor nenhuma cura o remédio
E nem a tristeza

Ainda a poucos tiros
Furou-se a realidade
Quem em desespero não disse
Nem que doía ou que fazia cócegas

Mas nem a rosa dos ventos
Nem as duas rosas da discórdia
Sabem melhor que ninguém
Que o vermelho e branco é doloroso e cretino.

                        M. Williams

Sei que sou
quase nada
mas amor
ficaria honrada
se no meu coração
tu fizeste
morada.
Se minh'alma
tu chamaste de casa.
—  Azuelar