quase perfeita

Já conheceu aquele tipo de pessoa que você queria loucamente ser amiga dela? Aquele tipo de pessoa que tem cheirinho de felicidade misturado com um pouco de insanidade, que não tem medo de viver, que corre riscos, que não economiza nos abraços e nem nas risadas e que não se envergonha da sua gargalhada ser alta.  Aquela pessoa que não apenas sorrir com os dentes mas com os olhos, que não vive para agradar as pessoas, que não se importa com o que falam dela, que não gosta de algo ou alguém por conveniência e que independente de quem ou que situação, ela nunca abandona quem ela é. Já conheceu uma pessoa assim? Uma pessoa que te olha nos olhos pra conversar , que ama, que chora e… Não, ela não é perfeita, ela assume seus defeitos e imperfeições sem medo e talvez isso a torne quase perfeita. Uma pessoa de alma transparente, que não nega o que ela é, o que ela carrega, não esconde suas cicatrizes — às vezes até se orgulha em mostrá-las — e não se esconde por traz de mascaras ou por traz de palavras bonitas e que todos querem escutar dela. Você é amiga(o) de uma pessoa assim? Ou você é uma pessoa assim? Pois se tem ou se é, lhe afirmo uma coisa, você tem sorte, muita, porque gente assim é raro de se encontrar em um mundo cheio de pessoas com mascaras, que agem por interesses próprios e são a própria mentira muitas vezes — pessoas que se tornaram verdadeiros subordinados as vaidades do mundo — que se esquecem do que elas realmente são… de suas essências.
—  M. Nascimento

desvio o olhar entre a garrafa de café e o quintal. seria quase a imagem perfeita pra contemplar
se não fosse o jeito que os teus braços fazem uma curvatura linda na minha cintura. como se fossem anéis
e eu só um universo de elétrons aflitos.

Ás vezes o destino parece cruel. Te separa da pessoa que você pensa ser tudo na sua vida. Mas apesar de cruel, duvidoso e infeliz, ás vezes, o destino não erra. Uma história pra ser quase perfeita precisa ter curvas. E o relógio não pode soar sempre á meia-noite.
Você molha os pés nas primeiras vindas do mar até a areia, experimenta a temperatura da água um pouco gelada no início. Conforme você vai dando seus passos, percebe seu corpo se acostumar e a temperatura parece subir, quando na verdade o seu corpo se adaptou. Nós nos achegamos assim de mansinho, vamos nos adaptando, não com a frieza, mas com aquilo que temos para rodear toda nossa vida, como um oceano cheio de sentimentos bons. Molhamos a fronha do travesseiro antes, sussurramos desejos que ninguém além de Deus escutou, experimentamos sozinhos várias coisas. Entretanto, nos encontramos tão encaixados num momento, contexto que entra numa concordância quase perfeita, retirando a distância, mas há muita paciência, só pressa de dar amor, com calma se chega lá. Mas é como um dedilhado de violão, cada toque atravessa a alma e te leva longe e essas horas me sinto tão ao lado dela, como a mais suave melodia, sem vozes, muitas palavras foram gastas até chegarmos aqui, o abraço, o sorriso, o toque e o beijo poderá dizer tudo o que podermos querer expressar.
—  Dois tons de amor.