Sabe, menina, às vezes dá vontade de sumir. Dá vontade de ficar na cama, dá vontade de não dar o rotineiro “bom dia”, tem dias que dá vontade de desistir. Em plena terça-feira a gente pensa em jogar tudo para o alto e sair correndo para um lugar muito longe. Mas a gente não pode, menina. A gente tem que suportar tudo com um sorriso, e ele nem precisa vir da alma. A vida é assim, menina. É triste? É, mas não conseguimos fazer nada senão seguir em frente. A gente não tem que matar um leão por dia, mas dez. O que a gente pode fazer? Esse é o show da vida, todos somos infelizes, senta aqui do meu lado que o espetáculo de corações partidos já vai começar.
—  Eu me chamo Anônimo.
Fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho de considerar que não sei se choro, ou se rio, depende do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser.
—  Anne Frank
Tenho me esforçado para ser uma boa pessoa, tenho dado o meu melhor e parece que isso nunca é o suficiente. Parece que eu estou me desgastando para absolutamente nada, então desisti. Comecei a ver a vida outro jeito e descobri que as pessoas nunca irão ver o seu melhor e sim o seu pior. A grande jogada é fazer do seu pior um pouco melhor, nunca notarão o que há de bom em você mesmo.
—  Eu me chamo Anônimo.