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A líbia de Kadafi que não se pode conhecer: A guerra do banco Rothchild

 

Texto original: A Marcha Verde

Em 1951, antes de Kadafi libertar a Líbia de uma monarquia corrupta apoiada pelo governo dos Estados Unidos da América e Inglaterra, o país era o mais pobre do mundo.
Depois de quatro décadas de Kadafi, antes da invasão da Otan neste ano pela máquina de guerra dos EUA, França, Inglaterra, Itália, Canadá, Qatar etc (40 países macomunados na Otan) a Líbia tinha o IDH (índice que mede a qualidade de vida do povo) mais alto da África, mais alto que a Rússia, Brasil e Arábia Saudita.
A eletricidade era gratuita para todos. A casa era considerada um “direito da humanidade”, e todos recebiam casas ou apartamentos gratuitos, fornecidos pelo governo da Jamahiriya Líbia (poder popular). Os recém casados recebiam do governo um valor aproximado a 50 mil dólares para comprar uma casa ou apartamento. Todos os empréstimos em bancos estatais cobravam 0% de juros.
Kadafi prometeu que todos teriam uma casa antes que sua própria mãe a tivesse.
Antes de Kadafi, somente 5% do povo líbio sabia ler e escrever. Com Kadafi a educação era gratuita, do maternal à universidade, milhares de estudantes líbios estudavam no exterior financiados pelo governo, e o nível de alfabetização ultrapassa 83%.
A assistência médica, hospitais e remédios eram todos gratuitos. Ao comprar um veículo, o governo líbio oferecia 50% do valor como contribuição ao comprador. O preço do galão de gasolina na Líbia era de 14 centavos de dólar. Qualquer líbio que quisesse ser agricultor recebia do governo terra, animais, sementes, adubos, equipamentos agrícolas.
No dia 1 de julho, quase 2 milhões de líbios marcharam na Praça Verde para protestar contra os ataques terroristas da Otan, ou seja, 95% da população de Trípoli saiu às ruas para repudiar a Otan e apoiar Kadafi, mas isto a mídia ocidental mercenária não divulgou. O país conta com apenas 6 milhões de habitantes.
O Banco Central da Líbia poertence ao povo da Líbia, e não ao Banco Rotchild (que comanda o FED norte-americano). A moeda líbia não tinha dívidas, tinha lastro em ouro, e o país não fazia parte do FMI.
Quando Kadafi decidiu recusar o dólar como moeda nas transações de petróleo (exatamente como Sadam Hussein fez antes do Iraque ser invadido), o presidente Sarkozy declarou à imprensa mundial que a decisão era uma grande perigo para as finanças mundiais. Sarkozy temia que este passo teria consequências de longo alcance para os bancos franceses que de qualquer forma já estavam com perturbações e que não sobreviveriam à retirada dos milhares de milhões do petróleo líbio. E se bancos franceses entrassem em colapso, a França não seria capaz de participar mais nos Fundos de Resgate Europeus, os quais também fracassariam. Haveria uma cadeia de reações que poriam em perigo a continuação do euro e toda a zona euro.
O primeiro ato dos rebeldes líbios foi criar um Banco Central de propriedade dos banqueiros Rothchild, cujos proprietários, uma família de judeus sionistas, é metade de metade da riqueza no mundo.
Kadafi não vendeu o seu povo e o seu país ao banco Rothchild, como fez Obama nos EUA, Sarkozy na França, Cameron na Inglaterra.
Os bancos são as verdadeiras sanguessugas do mundo: não produzem nada e ficam com a maior parte dos lucros na indústria e na agricultura.
Sem a tirania dos bancos, liderados pelos Rothchilds, os países teriam mais riquezas e haveria menos fome, miséria e violência no mundo.
O novo aeroporto de Trípoli que estava sendo construído pela brasileira construtora Odebrecht seria o maior e mais moderno aeroporto do mundo. Nos últimos anos, a construção civil na Líbia deu um salto estratosférico e o país registrou crescimento de anual de 12%, mas a mídia ocidental não estava interessada em divulgar.
A Líbia apoiava com médicos, remédios e dentistas diversos países africanos. O país fundou a União dos Países Africanos, uma entidade que foi perseguida pelos governos imperialistas do ocidente desde a sua fundação. Presidentes foram subornados para não participar da União Africana, mas com a tenacidade e perseverança de Kadafi, a entidade foi criada e hoje é o elo de ligação entre todos os povos e nações da África.
Mais de 60.000 líbios foram assassinados pelos bombardeios da Otan e ataques de rebeldes e mercenários, com o único objetivo de roubar as riquezas do país, através de um governo fantoche dos imperialistas e sionistas.
Kadafi escreveu o Livro Verde – A Terceira Teoria Universal, denunciando a “democracia” como algo falso e ditatorial. Na democracia como a conhecemos, o povo elege substitutos, mas não há substitutos para o poder popular. Ao eleger pelo voto, o e eleitor está dando uma “carta branca” para políticos corruptos que formam verdadeiras quadrilhas de assaltantes em todos as esferas de poder.
Não podemos nos calar quando uma união criminosa de governantes corruptos assassinam uma nação inteira, a Líbia, um país próspero que praticava justiça na forma de governo.
A imprensa ocidental, que não passa de comércio vil, continua sua escalada de mentiras contra a Líbia e contra Kadafi, cuja morte revelou a verdadeira face do “novo” governo.
Na continuidade das mentiras diárias publicadas pela mídia ocidental, temos a “notícia” de que Kadafi teria enviado mais de 200 bilhões de dólares para o exterior. A manchete em todos os jornais induz a leitor a crer que o dinheiro foi roubado do povo líbio e depositado em contas particulares de Kadafi e seus filhos. Mas a mentira não se sustenta nem mesmo em poucas linhas. Citando o jornal New York Times, um comentarista afirma que o governo norte-americano está surpreso com o volume de dinheiro depositado no exterior por Kadafi, e na Europa o valor superava 30 bilhões de euros.
Este montante fabuloso de dinheiro – devidamente congelado pelos países que atacaram a Líbia – está em nome de quem? As contas estão em nome de quem? De Kadafi e de seus filhos? Não. Estão em nome do Banco Central da Líbia, Autoridade de Investimento da Líbia, Banco Líbio de Negócios Estrangeiros, Corporação de Petróleo Líbio e Pasta de Investimentos da Líbia (a fonte é o próprio NYT). Portanto, o dinheiro é – e sempre foi – do povo líbio, e deveria ser devolvido a ele. Não é dinheiro roubado pela família Kadafi, como tentam fazer crer algumas autoridades canalhas que cantam vitória na Líbia, mas é dinheiro honesto, honrado, legítimo, roubado do povo líbio pelos governos estrangeiros que prometem liberar os valores depositados à conta-gotas, desde que o “novo” governo obedeça fielmente as ordens dos Rothchilds.