pulseiras *o*

One Shot Niall Horan

Semana NHoran 

Sempre há dois lados. O bem e o mal sempre estão juntos porque um não existiria sem o outro, o equilíbrio entre eles é essencial e por isso anjos e demônios frequentam a escola juntos.

Parece loucura dizer que anjos e demônios vão à escola, mas isso realmente acontece. Eles são testados e avaliados para se tornarem aptos de suas funções, às vezes são colocados juntos, mas a maioria das vezes a escola fica dividida. Anjos de um lado e demônios do outro.

Em uma mesma escola há muitas histórias, tem a de Harry Styles que gosta de flores e de espalhar amor por todos os lados, ele se daria muito bem como um cupido, mas está indeciso porque gosta muito de crianças e ser um anjo da guarda também é uma opção bem boa para ele. Liam Payne está certo de sua decisão, ele será como Miguel, um arcanjo forte e guerreiro. E tem Niall Horan que dentre todos é o que mais se esforça, decidido a ser o melhor anjo da guarda ele se mantém longe de todos os demônios porque acha tudo isso deles terem que ficar perto uma besteira. Niall tem medo deles, são ruins e não deveriam existir.

— Uma ovelhinha perdida… — a voz ecoou no corredor e Niall parou imediatamente olhando para os lados e não viu ninguém — Não precisa ficar com medo. — a risada debochada veio junto com o ser que saiu da parte escura do corredor.

— O-o que você… — ele pigarreou — O que você está fazendo aqui?

(Seu nome) é o demônio que mais causa na escola, Niall pensa que ela foi treinada diretamente por Lúcifer e não pode deixar de desejá-la bem longe dele.

— Eu estou um pouco triste… — ela caminhou até ele e começou a dar voltas ao seu redor como um predador — Chegou aos meus ouvidos que você não gosta de mim… — ela fez um bico fingindo tristeza — Eu gosto tanto de você. — (seu nome) estendeu a mão para tocá-lo e ele se afastou.

— Não… — a voz quase não saiu.

— Por que, Niall? — o sorriso ladino brincava em seus lábios vermelhos — O gato comeu a sua língua, anjinho? Eu posso te ajudar a encontrá-la. — ela deu passos para frente e Niall para trás.

— Me deixe em paz. — ele virou de costas para fugir e (seu nome) entrou na sua frente.

— De todas as coisas que eu sei fazer, deixar em paz não é uma delas. — (seu nome) colocou sua mão no rosto de Niall e de repente olhou para trás — Eu vou voltar! — sussurrou no ouvido dele e sumiu no momento que Harry virou o corredor.

— O que você já está fazendo aí? As aulas já começaram. — Harry foi até Niall e começou a puxá-lo pelo braço — Parece que você viu um fantasma. — Harry riu sem parar de andar.

O que ele não sabe é que em vez de um fantasma, Niall viu seu demônio pessoal.

*-*-*-*-*-*-*

— Vocês estão todos reunidos aqui para trabalharem em conjunto. — o arcanjo disse andando de um lado para o outro olhando os alunos juntos e ao mesmo tempo separados. Sempre se colocavam demônios de um lado e anjos do outro, por mais que tentassem juntá-los, eles ainda se distanciaram — Vocês formarão duplas e terão que conviver durante três dias. Deixar um anjo com um demônio é uma jogada muito arriscada, mas temos uma pulseira que não permitirá que vocês anjos façam algo que não queiram. Lembrem-se que os demônios são mestres na arte da indução, tudo que vocês têm que fazer é resistir e não se deixar levar, vocês terão que se mostrar fortes desviando de todas as suas artimanhas.

— Nós teremos três dias para levar seus queridos anjinhos do céu ao inferno fodendo com eles? — (seu nome) perguntou horrorizando metade das pessoas ali presente.

— Eu não sei qual o sentido que você quis passar usando essa palavra, mas o que eles basicamente tem que fazer é resistir aos seus jogos.

— Eu quero o Niall! — ela se colocou de pé exibindo suas lindas pernas à mostra por estar usando um vestido preto bem curto.

— Ainda não terminamos…

— Eu. Quero. O. Niall.

O pequeno anjo se encolheu no seu lugar devido a insistência do demônio que ele mais quer longe de si, ele não poderia ficar três dias junto a ela, seria como estar no inferno.

— Tudo bem. Vocês podem ir até suas duplas. — disse o arcanjo a fim de não iniciar uma discussão.

Niall abriu a boca completamente quando viu Harry correr até o outro lado e sorrir para um demônio de olhos azuis, eles pareciam já se conhecer e isso não parece certo ao seu ver. Um demônio sério e vestido todo de preto atravessou e se colocou ao lado de Liam sem dizer uma só palavra e antes que ele parasse de observar em volta para fugir, (seu nome) já estava com o braço em volta de seu pescoço.

— Eu disse que iria voltar. — ela riu baixo e deixou um beijo sobre sua orelha. Respirando fundo, Niall sentiu todo seu corpo tremer e mãos suar, ele definitivamente está na boca do lobo.

*-*-*-*-*-*-*-*

— Esse é um lugar onde você pode fazer tudo o que quiser… Menos me trair, aí eu terei que ser má com você. — (seu nome) disse no ouvido de Niall para que ele pudesse ouvir sobre a música alta.

— Eu não sou o seu aliado, como posso te trair? — Niall perguntou inocente e completamente rijo diante a proximidade da garota.

— Você não pode deixar ninguém encostar os lábios nos seus… Se isso acontecer, eu mato todos que estão aqui diante dos seus olhos. — Niall ofegou, ele sabe que ela é capaz de cumprir com a própria palavra.

(Seu nome) se inclinou para beijá-lo e ele se afastou, ela deveria estar testando-o.

— Você não vai matar ninguém!

— Eu posso, bobinho. Essa regra só se aplica a outras pessoas. — ela revirou os olhos e riu baixo encostando seus lábios nos dele.

Niall ficou estático esperando alguma coisa acontecer, ele estava usando a pulseira que o entregaram, mas nada aconteceu. Se ele não queria esse beijo por que a pulseira não acendeu? Só podia estar com defeito.

No fim da noite eles fizeram mais do que um encostar de lábios, (seu nome) beijou Niall outra vez e diferente de antes, ele retribuiu de uma forma que ele não sabia que podia. Ela levou as mãos dele a sua bunda o fazendo apertá-la causando sensações que ele nem ao menos sabia que existiam.

*-*-*-*-*-*-*-*-*

— O meu é bem melhor que o seu, mais bonito também. — (seu nome) disse a Louis olhando Harry de cima a baixo, eles estavam comparando os seus parceiros e isso era uma coisa estúpida a se fazer.

— Olhos verdes e cachos. Ninguém ganha de olhos verdes e cachos. — Louis falou completamente orgulhoso e convencido — Parece que eu venci em todos os aspectos, o meu é mais fiel também. — ele riu apontando para o outro lado. Harry estava sozinho encarando Louis enquanto Niall estava conversando com uma garota que o tocava a cada cinco segundos — Você podia disfarçar… Parace que sua cabeça vai explodir. — Louis riu e sua risada foi ainda mais alta quando (seu nome) desapareceu.

Niall não viu (seu nome) até o final do dia, ele havia acostumado a tê-la no pé dele o tempo todo e agora parece estranho não vê-la durante tanto tempo. Levantando-se de onde estava sentado, ele sorriu ao ver (seu nome) se aproximar, mas antes de falar alguma coisa ele foi cortado pela voz fria dela.

— Venha!   

Praticamente correndo, Niall tentou acompanhá-la sem saber aonde estavam indo, mas essa dúvida acabou quase dez minutos depois quando entraram no mesmo lugar onde foram a última vez em uma festa. Ele foi deixado para trás, não sabe quando foi que (seu nome) sumiu o deixando no meio de todos aqueles demônios, ele sabia que todos ali eram como ela, bastava olhar nos olhos deles.

Decidido a procurá-la, Niall caminhou em meio a todas as pessoas as empurrando quando necessário. No canto da sala, próximo ao banheiro estava (seu nome) sendo prensada contra a parede por um demônio que ele conhece como o parceiro de Liam, os dois estavam se beijando com tanto fervor que Niall sentiu seu corpo todo esquentar, mas não era um sentimento bom, era raiva e ele não sabia lidar com ela, nunca havia sentido antes.

Sem que pudesse impedir a si mesmo, Niall correu até onde eles estavam e puxou Zayn para longe de (seu nome), o acertando um soco no maxilar que o fez cair. Ele mal pôde ver a cara de surpresa de (seu nome) porque logo Zayn estava de pé pronto para revidar.

— Não! — (seu nome) se colocou na frente e segundos depois estava sendo puxada para fora daquele lugar.

— OLHA O QUE VOCÊ ME FEZ FAZER! — andando de um lado para o outro Niall mostrava todo o seu desespero.

— Você não é tão santo quanto eu imaginava. — (seu nome) riu — Estava no maior papo com uma vadia qualquer e agora está nervoso só porque eu ia dar para alguém.

— NÃO FALE ASSIM! Você não vai dar para ninguém!

— Quando foi que os nossos papéis se inverteram? — (seu nome) perguntou divertida encostando-se na parede.

— O que você fez comigo? — Niall se aproximou e colocou uma de suas mãos no maxilar da mulher apertando de leve — Eu não sou mais o mesmo, eu sinto isso.

— Eu apenas te mostrei o outro lado… Você está sempre sendo lembrado de viver em santidade, de fazer isso e não fazer aquilo. Eu estou aqui para te desviar do seu caminho. — ela disse olhando em seus olhos — Ciúmes é um sentimento mundano… Acho que caímos em uma armadilha.

— Eu não quero mais ficar longe de você. — a boca de Niall estava a centímetros da de (seu nome).

— Nós temos que fugir! — Niall negou com a cabeça.

— Eles vão nos encontrar.

— Não seja pessimista, eu conheço uma pessoa. — (seu nome) riu fraco — Não me olhe assim, Magnus é gay e pode nos apagar do radar deles. — ela omitiu a parte que ele não é completamente gay. Os dois até já tiveram seus momentos.

— Você me transformou em um menino mau. — sorrindo Niall a beijou com fervor, como nunca tinha beijado antes.

A partir da decisão que tomaram, ele viraram as costas para tudo que conheciam, nada e mais ninguém importava a não ser estarem um com o outro para sempre e por isso eles foram viver em uma casa floresta longe de todos depois que Magnus os livrou de possíveis perseguições.




Aqui estou eu!

A semana NHoran começou (um pouco atrasada), espero que vocês gostem. :)

- Tay

Em Seus Olhos - Cap 24

O cheiro da comida estava no corredor

- Já está quase pronto – ela ainda estava só com a camiseta cinza, mas ela tinha prendido seu cabelo em um coque desarrumado, comecei a colocar a mesa.

Vanessa foi ao seu celular e conectou com as caixinhas de som, Frank Sinatra começou a cantar com It had be you, ouvi o ping do forno.

Servi vinho para nós duas enquanto ela servia nossos pratos, como esperado a comida estava de lamber os dedos. Ela estava apoiada sobre os cotovelos e sorrindo para mim.

- O que? – eu perguntei

- Eu gosto de ver você assim, comendo a minha comida e gostando.

- Gostando? Se continuar assim vou precisar comprar roupas novas – tinha começado a tocar Elza Fitgerald com The Man I Love, eu me levantei e fui até ela e peguei sua mão.

- Dança comigo? – ela se levantou e eu a trouxe para a sala, eu me virei fazendo com que ela tirasse seu rosto do meu ombro, e a beijei a vontade de dizer eu te amo surgiu de novo, e eu a beijei com mais urgência, evitando usar minha boca pra falar, colei nossos lábios de uma forma urgente. Minha mão direita entrelaçou os cabelos de Vanessa enquanto a mão esquerda foi para sua calça,descendo  seu zíper e depois entrando por dentro da calça. Comecei a acariciar o sexo de Vanessa por cima da calcina e senti ela se contrair. O ar nos faltou e finalizei o beijo chupando seu lábio inferior. Ela gemeu baixo. A deitei no sofá e coloquei minha perna direita entre suas pernas e tirei minha mão de dentro de sua calça. Minha boca foi para o seu pescoço e eu passei mina língua por ali dando leves mordidas, arrepiando-a. Eu não podia deixar marcas e isto era uma tortura pra mim, o que eu mais queira era sugar seu ponto de pulso e deixar um lindo chupão apenas para mostrar que ela era minha. Levantei minha perna direita e diz uma leve pressão em seu sexo. Vanessa gemeu. Levei minhas mãos para dentro de sua blusa e acariciei seus seios por cima do sutiã. Minha mão direita desceu para sua calça novamente e meu joelho que antes fazia pressão em meu sexo, relaxou. Minha mão invadiu sua calcinha e eu a encontrei totalmente molhada. Comecei a acariciar seu sexo com meus dedos enquanto minha boda provava de seu seio. Vanessa inclinou a cabeça e mordeu meu ombro a fim de abafar os gemidos que estava deixando escapar. Ela enfiou a mão por entre a minha blusa e começou a arranhar violentamente minhas costas. Minhas duas mãos foram para sua calça e sem desgrudar minha boca de seu seio abaixei sua calça e calcinha. Vanessa mexeu as pernas e se livrou totalmente de suas peças, ficando completamente nua. Comecei a fazer movimentos para torturá-la. Subia e descia lentamente enquanto Vanessa cravava suas unhas em minha nuca. Induzi um dedo em seu sexo, ela gemeu alto. Eu poderia ouvir aqueles gemidos pelo resto da minha vida.

                                                                              ***

- Eu acho melhor nos trocarmos e irmos comprar os presentes, que horas que nós viajamos amanha?

- Nós podemos comprar em Londres.

- Eu acho melhor comprarmos aqui, assim nós não precisamos nos preocupar lá – ela começou a se mexer na cama, e percebeu pela minha cara que eu não queria sair, ela jogou o travesseiro em mim.

- Vem Clara. – ela foi para o banheiro, ouvi o chuveiro ser aberto e com muita relutância eu me levantei, ouvi um barulho de celular vibrando, não era o meu, fui ate a mochila dela e vi que era mensagem, queria apertar o botão e ler, mas achei melhor levar para ela no banheiro.

- Acho que chegou mensagem no seu celular. – mostrei a ela.

- Deixei ai em cima, depois eu vejo.

Entrei no chuveiro, Vanessa já estava saindo, vi quando ela colocou o roupão e foi para o balcão pegar seu celular e depois saiu.

Quando fui para o quarto, ela já estava pronta, estava arrumando a mala.

- Era algo importante?

- Não, era só minha irmã, perguntando como estão as coisas.

- E você disse que tem uma namorada aqui? – ela deu risada enquanto colocava na mala uma blusa cinza.

- Sim, eu disse a ela que tenho uma namorada aqui. – eu sorri, e ela revirou os olhos sorrindo.

Fomos para uma joalheria, minha mãe sempre gostou de jóias.

- Esse par de brincos, acho que ela vai gostar.

- São lindos mesmo, eu não conheço o gosto pessoal da sua mãe, mas duvido que ela não goste, vou dar uma olhada pela loja.

O garoto da loja começou a sorris mais, assim Vanessa saiu, mas eu fingi não notar.

- Eu gostaria de comprar algo para a minha namorada, você poderia me ajudar?

- Claro, preferência por brincos, anéis, colares ou algo mais? – boa pergunta, pensei comigo.

- Vamos tentar colares. – ela me levou para um mostruário com colares enormes, cheios de pedras, eu não imaginava Vanessa usando nada daquilo, olhei para ela, que estava usando calça jeans, uma botinha estilo coturno e uma blusa verde musgo bem confortável.

- Hmm acho que são muito opressivos para ela. Algo mais leve combinaria mais.

Então vi, em um busto preto, o colar era todo de diamantes branco, ele todo com a mesma pequena flor de quatro pétalas e o centro de cada flor era um pequeno losango de quatro pedras, espero que ela goste e não ache opressivo por se todo de diamantes.

- Esse. Mas quero dois, por favor.

- Ótima escolha.

- É uma surpresa! – eu avisei enquanto ela removia-o do busto. Fui ate Vanessa, que estava olhando para alguns colares.

- Escolheu algum? – ela olhou para mim fazendo bico.

- Não faço a menor idéia do que dar para sua mãe.

- Eu sei que minha mãe adora pérolas – ela fez uma cara mais feliz.

- Minha mãe também adorava, me ajuda a escolher algo então. Vanessa acabou escolhendo uma pulseira com pérolas, e o feixe de madrepérolas e diamantes, nada extravagante como eu imaginei, ela também não escolheria algo assim para dar de presente, espero que ela realmente goste do meu presente.

Estávamos no caminho de volta para o hotel, meu celular tocou e eu atendi pelo volante do carro.

- Clara.

- Oi Clara, é  Luis – Como vai Luis? – Estou bem, você pode falar agora? – Sim eu posso – Gostaria que você soubesse, meu contato já está atrás do lixo por trás do Robert, ele disse que em dois dias me passa um dossiê, como você estará fora, eu liguei para saber se você prefere que eu encaminhe o dossiê ou uma copia via e-mail – Luis me encaminhe o e-mail e guarde o dossiê no cofre, ate que eu saiba o que fazer – Pelo que ele me disse a coisa não cheira nada bem – Eu nunca fui com a cara dele – Ainda mais por causa de Vanessa certo? Droga! Eu pensei comigo, olhei de rabo de olho para o lado, Vanessa estava com a mesma fisionomia, mas eu sabia que eu ia ter que contar a ela – OK! Luis nos falamos depois. E eu desliguei.

- Você provavelmente deve estar querendo saber sobre o que Luis estava falando?

-  Nada mais justo você não acha? Eu não perguntaria nada a você, meu nome não tivesse surgido nessa conversa.

Sim, nada mais justo… Bom, você sabe quem é o Richard de quem falávamos? – ela fez que sim com a cabeça.

- Aquele dia no restaurante, quando você me mandou o guardanapo, Richard viu você entrando, e bem… ele achou você realmente bonita, ele parou nossa reunião para olhar você, e quando o guardanapo chegou, ele ficou intrigado, mas pior foi quando eu terminei inesperadamente a reunião e fui a seu encontro, ele ficou de queixo caído. Nos tivemos uma reunião logo após o episodio, e ele tocou no assunto – eu senti minha raiva daquele momento voltar, apertei com mais força o volante. – E ele aproveitou um momento em que estávamos a sós, para perguntar de onde você vinha, bem não  lugar de onde nasceu, e sim.. como vou explicar?

- Ele achou que eu fosse uma garota de programa? – ela me interrompeu.

- Sim.. – eu murmurei - .. Ele queria saber de qual agencia de acompanhantes você era.

- E você ficou brava com ele?

- Brava? Eu acabei com a reunião antes mesmo dela ter começado, o único propósito era comprar o terreno, eu deixei claro a ele que os negócios seriam tratados somente com Luis, disse a ele que você não era nada disso, e que eu não tinha dado esse tipo de liberdade a ele.

- Você o colocou no lugar dele?

- Eu imagino que sim, ele veio me pedir desculpas, mas eu não aceitei por isso aquele dia na construção quando ele te viu comigo, ele achou que fossemos namoradas.

- Hmm entendi.

- Você está brava? – ela me olhou sorrindo.

- Claro que não, você me defendeu, falou umas boas para esse homem e colocou-o no lugar dele, pronto assunto resolvido. – ela simplificava as coisas, isso me atraia cada vez mais para ela, outras mulheres provavelmente teriam dado maior importância para isso. Mas não ela.

Eu sorri para mim mesma.

Havíamos chegado ao hotel, peguei os pacotes com as jóias, eu não queria que ela visse o terceiro embrulho, peguei sua mão e fomos para a suíte.

Capitulo 47 - FINK (Feelings I Never Know)

(Pov Vanessa)

Meu corpo estava rígido no grosso sobretudo cinza por causa do frio repentino que se instalara na cidade. A ventania bagunçava meus cabelos enquanto eu estava encostada em meu carro, na porta do hotel, com um grande óculos escuro para esconder as lágrimas que insistiam em ir e vir conforme os minutos se passavam. Olhei no relógio novamente e o voo de Clara era em duas horas, meu coração se apertava cada vez mais, até vê-la pelo vidro da porta giratória, encolhida em meu moletom azul enquanto agarrava um outro casaco, logo ela me reconheceu e lançou um sorriso forçado e aflito. Sua mãe, obviamente, vinha atrás, com um olhar soberbo e frio, capaz de congelar todo o oceano com sua falta de sentimentos e incapacidade de reconhecer o amor.

Foi apenas uma questão de minutos para que Sinu se distraísse com alguns papéis e meu pai na recepção para que Clara viesse correndo feito uma criança, me fazendo sorrir com seu jeito apressado na porta giratória, afundando em meus braços logo em seguida

– Eu te amo tanto, Vanessa eu te amo tanto - ela afundou o rosto em meu pescoço e eu apertei seu corpo contra mim

– Eu te amo - afastei-a levemente ainda com um dos braços em sua cintura

– Você vai me buscar, não vai? - ela perguntou com um brilho infantil em seus olhos e eu rossei nosso narizes

– Eu iria até o inferno brigar com o capiroto só pra te pegar de volta - ela soltou uma risada fraca e eu puxei-a contra mim para iniciar um beijo

Eu nunca havia a beijado daquela forma, nós nunca havíamos tido um beijo assim, um beijo desesperado, era como se dependêssemos daquilo, como se nunca mais fôssemos repetir aquilo. E era essa sensação que cortava até o mais íntimo de meu peito. Seus lábios se pressionavam contra o meu sem dó, e sua língua parecia explorar cada canto de minha boca, como se estivéssemos tentando prender o gosto uma da outra. Aos poucos fomos encerrando o beijo, por conta de algumas lágrimas que insistiam em nos atrapalhar, Clara pegou meu rosto nas mãos e sorriu fraco

– Tira esses óculos, por favor, deixa eu ver teus olhos - ela pediu com os olhos lotados de lágrimas

– Eu estou chorando, Clara, você não precisa ver isso

– Deixa eu ver teus olhos antes de ir, eu não quero esquecer a paz que eles me trazem - ela pediu deixando escapar um soluço, então deixei que tirasse meus óculos

Mordi os lábios nervosa, tentando não deixar as lágrimas despencarem de meus olhos, eu nunca fui fraca na frente dela antes, e eu não seria agora

– Eles estão mais intensos hoje - ela disse acariciando minha bochecha e mordendo o canto da boca tentando não chorar – Eu não quero que chore assim, por favor, não chore assim, você vai continuar sua faculdade, vai seguir a sua vida

– O que você está insinuando, Clara? - meus olhos se arregalaram momentaneamente e ela abaixou a cabeça, elevei seu queixo fazendo-a olhar em meus olhos – Eu já falei que vou fazer o que for preciso

– Eu só quero que saiba que não importa o que aconteça, meu coração é seu - ela disse se afundando em lágrimas logo em seguida, apertei seu corpo contra o meu e eu puxei seu pulso esquerdo, fazendo seu olhar voltar para a pulseira

– O meu coração sempre vai estar com você - ela me abraçou forte e eu fechei os olhos querendo aproveitar cada segundo de seu corpo junto ao meu, do seu cheiro doce, suas carícias inocentes, sua respiração descompassada.

Mas tudo que é bom dura pouco e a felicidade dura menos ainda. Um alto pigarro fez com que Clara me afastasse assustada, e assim que abri os olhos me deparei com sua mãe envolta por um sobretudo preto, que lhe dava um ar de superioridade, uma coisa que me fazia querer saltar em seu pescoço e eu tinha a ligeira impressão que ela queria fazer o mesmo, mas o firme braço de meu pai em torno de seu corpo não permitia.

– Vamos, Clara -Sinu disse apressada para Camila, me ignorando completamente

– Eu vou com a Vanessa - ela disse em um fio de voz e sua mãe ameaçou responder

– Vamos todos juntos - Meu pai disse alto antes mesmo de Sinu abrir a boca – Acho que já está ótimo de discussões, não custa nada irmos em um só carro

Sinu bufou mas não protestou, apenas me lançou um olhar de nojo e repreensão que eu ignorei. Clara não ousava tirar as mãos de mim nem por um minuto sequer. Meu pai foi dirigindo, com Sinu no carona deixando eu e Clara no banco de trás.

O caminho transcorria tranquilo já que Sinu resolveu calar a porra da boca, fechar os olhos e ficar esfregando as têmporas, o que dava total liberdade para que eu e Clara ficássemos com os lábios colados, procurando cada vez mais fixar o gosto uma da outra.

Apenas uma coisa estava me incomodando: o fato de meu pai não tirar os olhos do retrovisor, não que eu tivesse vergonha dele mas de dois em dois segundos ele olhava aflito pelo vidro

– Vanessa - ele chamou e eu separei o rosto de Clara rapidamente – Você chamou alguém para vir conosco levar Clara ao aeroporto?

– Eu não chamei ninguém

– Tem certeza?

– Absoluta

Ele não disse mais nada e Clara pareceu não se preocupar, pois afundou o rosto em meu peito. Mas eu fiquei intrigada com a pergunta repentina e acompanhei o olhar de meu pai pelo retrovisor, olhando para a rua atrás de nós, com dois carros que nos acompanhavam

– Você trouxe escolta? - perguntei curiosa

– Estou sem segurança nenhum

Finalmente entendi, estávamos sendo seguidos. Um arrepio tomou conta de meu corpo e eu apertei Clara contra mim, nada vai acontecer.

– Vai ver que eles estão indo para o aeroporto - disse tentando dar um sorriso calmo

– É, vai ver estão

O voo atrasou algumas horas e eu agradecia a Deus por cada minuto prolongado com Clara na sala de espera. A cadeira da sala de espera não era nem um pouco confortável, mas com Clara em meu colo, encolhida contra meu peito, eu não me importava com isso.

– Eu vou ao banheiro - ela disse se espreguiçando em meu colo

– Eu vou com você - eu disse mas meu pai me lançou um olhar em protesto indicando Sinu com a cabeça mesmo assim eu ameacei levantar

– Dá pra você deixar a minha filha respirar? - ela disse entre dentes socando o acento vazio ao seu lado

Engoli seco e olhei pra Clara que me lançou um olhar tranquilo, murmurando que era rapidinho e já voltava. Fechei minhas mãos em punho, eu sei que o aeroporto é o lugar mais seguro do mundo e etc mas o banheiro é muito longe da sala de espera e eu odiava pensar em Clara andando sozinha por aquele enorme lugar sem a minha companhia, ainda mais faltando pouco para me deixar. Meu rosto estava inchado de tanto chorar, mas eu chorava silenciosamente para que Clara não visse, porque eu sabia que se chorasse alto, ela iria sofrer mais.

Encostei minha cabeça na cadeira e fechei os olhos, voltando a abri-los apenas quando três disparos ao longe me despertaram. De súbito levantei da cadeira e me deparei com pessoas correndo em uma enorme gritaria, gente agachada, crianças chorando e os seguranças correndo de um lado para o outro tentando acalmar as pessoas. Mais outro disparo e dessa vez eu também respondi ao impulso de me agachar

– LEVARAM A GAROTA - uma mulher passou correndo e uma corrente elétrica passou pelo meu corpo

Onde estava Clara?

Olhei para os lados e vi meu pai agachado ao lado de Sinu, falando no telefone, provavelmente gritando por seguranças agora, olhei para Sinu desesperada

– Cadê a Camila? - perguntei com a respiração descompassada e ela negou com a cabeça chorando

Ela não sabia onde estava Clara, e Clara não estava ali, ela estava no banheiro. Por quanto tempo eu cochilei?

Eu não tive outra reação a não ser sair correndo em meio a toda a corrente de pessoas que vinham na direção oposta, sentia minhas pernas doerem mas não parei, pude ouvir alguns me chamando de louca e outros me mandando voltar mas não parei até chegar no bando de policiais juntos

– O que você está fazendo aqui? - um deles segurou meus ombros com força me impedindo de continuar até o banheiro

– A minha namorada está aí dentro - disse aflita mas ele cuidadosamente me empurrou para a direção oposta

– Eles já saíram daí, sua namorada não está mais

– Onde eles estão agora? - perguntei sem fôlego então outro policial surge correndo

– Eles fugiram

– Mande uma escolta atrás

Os dois policiais começaram a discutir enquanto eu observava tudo aflita, sem saber em que pensar, girei os calcanhares e aproveitando a falta de atenção do policial e entrei no banheiro quase derrubando a porta que continha três furos de tiro.

– CLARA - gritei com as lágrimas já escorrendo em meu rosto mas não houve resposta

Abri todas as cabines quase arrombando as portas e não havia nada, mas o meu coração gelou ao encontrar na porta da última cabine o casaco branco que Clara segurava com uma mancha de sangue

******************

(Pov Clara)

A forte dor de cabeça me atingiu me fazendo acordar e de uma só vez dar espaço para todas as dores que apareceram em meu corpo. Senti minhas costas doerem apesar do macio colchão em que eu me encontrava. Abri os olhos e meu corpo inteiro se arrepiou.

Eu estava em um quarto escuro, um completo breu e cheiro de remédio. Eu não conhecia aquele lugar.

Tentei me levantar mas só o ato de me sentar na cama fez com que todo o meu corpo doesse, levei uma mão até a cabeça e senti uma atadura. Eu estava ferida? Forcei a memória em um ato nulo de lembrar de algo, o que só fez a minha cabeça doer mais. A única coisa que eu me lembro era Siope entrando no banheiro do aeroporto se aproximando com um pano na mão.

Aeroporto. Eu estava no aeroporto. Então onde eu estou agora?

Meus pensamentos foram interrompidos por uma fresta de luz que vinha da porta que estava sendo aberta, então a luz foi acesa e eu quis rir por perceber a decoração infantil daquilo, parecia um quarto de criança.

– Finalmente a princesa acordou - a voz rouca e grave ecoou pelo quarto e meu queixo caiu ao ver Celo de braços cruzados escorando-se na porta

– Espera, você não é o ex da Vanessa? - perguntei confusa levando minha mão a cabeça novamente e ele riu com escárnio, puxando um banco para sentar-se ao pé da cama

– Você tem boa memória

– O que eu estou fazendo aqui?

– Gostou do quarto? Mandei decorar só pra você - ele abriu um sorriso sedutor e eu arqueei as sobrancelhas

– Eu tenho dezessete, não sete

– Agora você está sobre o meu comando, então tem a idade que eu quiser

– Do que você..

– Deixa eu te contar uma história - ele me interrompeu e por mais que sua voz soasse sombria, seu rosto era calmo como se fôssemos bons amigos – Há dois anos atrás, um garoto muito bonito, com dinheiro, dono de algumas redes dentro da zona leste, estava caminhando na praia com os amigos e viu uma menina. Mas não era uma menina qualquer, porque esse garoto tinha todas as meninas nos seus pés - ele passou a mão pelo cabelo ajeitando o topete que continuou bagunçado – Mas aquela, ela era a menina mais linda que ele já vira, o corpo escultural, os cabelos loiros até a cintura e aqueles olhos, ela parecia uma deusa - suspirei alto de tédio, não precisava pensar muito pra saber de quem ele estava falando – Eu descobri que ela era irmã de um brother meu, um cara novo que comprava minhas mercadorias, eu falei pra ele que suavizava o preço se ele me apresentasse e ele fez, sabe eu conheci a minha princesa e tivemos uma linda história de amor até ela descobrir o que eu fazia e sobre as minhas mercadorias e tal então ela terminou comigo

– Então você é o tal garoto? - perguntei me fazendo de sonsa e ele pigarreou

– É, sou, agora cala a boca e escuta - ele disse fingindo estar bravo me dando um leve tapa no braço e eu ri, ele parecia legal, porque eu estou achando um bandido legal? Acho que bati a cabeça com força – Ela terminou comigo e se assumiu lésbica logo depois, ela pegava todas e que eu saiba só pegou um homem depois de mim, e foi um professor, porque precisava de nota - ele disse rindo e negando com a cabeça me fazendo rir novamente, Vanessa não prestava – E estava tudo bem pra mim, eu não ligava que ela passasse o rodo, pegasse todo mundo, porque no fundo ela não pertencia a ninguém, mas então uma garota mexicana chegou

– Eu sou cubana - disse e ele bufou percebendo que eu já tinha percebido tudo

– Tá, cubana, que seja, você chegou e fez uns feitiços, você fez alguma coisa extraordinária, algo fora do comum que fez com que ela se prendesse a você, assumir você, e isso não me agradou nem um pouco se quer saber, na verdade isso tem sido a razão de todo o meu ódio e raiva - ele disse com um largo sorriso e eu comecei a me perguntar se ele era bipolar ou tinha algum tipo de problemas emocionais

– Foi por isso que você me sequestrou? - disse como se fosse a coisa mais normal do mundo e afinal não tinha outra explicação para eu estar com Celo em um quarto que ele mesmo mandou decorar

– Você é esperta - ele sorriu sombrio novamente – Mas não foi só por isso, seu príncipe está me devendo uma boa grana e eu só solto você quando ele pagar

– Mas porque justo eu? - reclamei como uma criança birrenta e ele resmungou

– Porque quem tem dinheiro é o pai dele, ele não fala com o pai, apenas Vanessa fala então tenho que tirar uma coisa que afete ele e ela - meu corpo se arrepiou novamente e minha respiração começou a acelerar – Mas fica calma, eu não vou machucar você, até cuidei dos seus machucados, te coloquei em um cômodo confortável, estou cuidando até de boas refeições pra você

– Você quer que eu acredite que você não vai me machucar?

– Vanessa nunca iria me perdoar

– Porque você está sendo legal comigo se eu você diz que eu sou o obstáculo entre você e Vanessa?

– Porque você vai convencê-la a voltar pra mim

Friday I’m in love | Jily

@allhailpotter

Lily Evans se encontrava nervosa e, na verdade, não se lembrava de ter estado mais nervosa do que isso antes. As veias pareciam pulsar, vibrar em ansiedade pelo que estava a esperando no dia, o coração desgovernado batia tanto que parecia ser capaz de sair por sua boca, algo que estava acontecendo já há algumas semanas com a dona das madeixas avermelhadas. Depois de tanto tempo tendo uma impressão errada de James Potter quando se tratava de seus convites para sair, a garota teve provas totalmente contrárias quando permitiu abrir-se mais para que ele a demonstrasse tudo. Depois de ter sido confrontada por ele sobre estar apaixonada e acabar se dado contra do fato, novamente algo do qual o maroto já tinha percebido muito antes dela, o chamou para sair. Proferiu perfeitamente as palavras “go out with me, Potter” para ele, ato que achou completamente justo e merecido depois de ter o melhor amigo a chamando para sair tantas vezes e sendo dispensado com as palavras de que “we’re just friends, James”. A garota agora queria fazer daquilo especial, um encontro que nenhum dos dois se esqueceria.

Tinha conversado com Remus e Sirius sobre a ideia de levar Jamie para York, local em que nascera e praticamente seu lugar favorito. Tinha a ideia de um jantar ao ar livre, tendo ajuda no quesito cozinhar já que era péssima no que dizia respeito à culinária, não importando o quanto se esforçasse. Rems então ofereceu-se de bom grado em pegar a ideia que Lils tinha e colocar em ação, assim quando ela chegasse lá com o moreno tudo estaria em seu devido lugar para os dois. Já estava nervosa e, quando recebeu a mensagem do amigo Lupin dizendo que tudo havia sido precisamente arrumado, tal nervoso aumentou. Tinha passado um bom tempo decidindo até mesmo o que ia usar, mas isso porque não parava de andar de um lado para o outro dentro do dormitório, escutando inclusive um comentário brincalhão de Mary dizendo que a ruiva acabaria por fazer buracos no chão por não parar quieta. Por fim, pelo amor que tinha por saias, acabou vestindo uma preta com meia calça para não passar frio, e seus coturnos. Escolheu uma blusa quentinha vermelha, enquanto as madeixas vibrantes e onduladas foram simplesmente mantidas soltas, e ela não usava nada mais do que a maquiagem usual: o delineador e o gloss de cereja que ele tanto gostava também. Pegou a mochila com alguns itens que poderia precisar caso eles fossem mesmo ficar mais do que apenas a sexta no lugar, como já comentado por ambos. Ao sair do quarto para encontrá-lo, bateu na porta dos marotos enquanto mexia compulsivamente na pulseira que o dono dos óculos retangulares lhe dera, como que em uma maneira de distrair-se das sensações que tomavam a garota, vez ou outra mexendo também em sua corrente de corça.