pulinhos

Passei a acreditar em signos. Eu pedi para uma moça ler a minha mão, implorei para que alguma estrela cadente atendesse ao meu pedido. Eu tinha recorrido a São Longuinho e prometi os três pulinhos. Buscando nos astros, nas estrelas, em superstição, qualquer coisa que pudesse me fazer acreditar que ficaríamos juntos.
—  Bianca Menezes.

Quer saber mais sobre mulheres que fizeram história na música? For real?

E aí que a Atena Haus, que é tipo um Netflix com vários cursos, me chamou pra dar uma aula sobre mulheres incríveis que foram importantíssimas e fizeram história na música. 

E aí, razoável que sou, fui pesquisar na Grécia Antiga, passei pela Idade Média, dei um pulinho rápido na era Colonial e destrinchei o século passado. 

Desde a primeira guitarrista de estúdio que influenciou Elvis e essa baciada de roquero toda, até a primeira pessoa a ter coragem a cantar uma música de direitos civis, passando pela primeira mulher a fundar e dirigir uma gravadora (Joan Jett, no caso), o curso aborda vários gêneros musicais, épocas e mulheres que foram cruciais na história e continuam sendo incríveis até hoje.

Então clica aqui, se inscreve nas parada e se prepara pra morrer de orgulho dessas maravilhosas e se inspirar pra fazer história também. <3

E, pra provar que eu não tô tendo um surto de delírio de grandeza, olha o vídeo educado que fiz chamando a glr - que ainda não conhece meu ~jeitinho~ especial - pro curso:


Certo, todos prontos pra aula?

Então, mais uma vez, é só clicar aqui –> http://bit.ly/203UbxH <— e se inscreve na Atena pra descobrir um monte de coisa foda sem nem precisar se mexer muito, porque o trampo da porra quem já fez fui eu <3

Amor de tribunal

Capítulo 410:

 ~.~

Na sexta-feira, 12 de abril, Lua acordou mais cedo que o normal. Era aniversário de Davi, e ela queria começar o dia surpreendendo o menino.

Logo no café da manhã, o garoto ganhou alguns presentes, incluindo o jogo de videogame que ele pedira a Arthur durante tanto tempo.

Como estava com o dia corrido, Lua pediu que o marido fosse buscar o bolo do filho às quatro horas da tarde, enquanto ela tentaria se livra dos problemas e dar um pulinho na escola do garoto.

~.~

O relógio indicava quase quatro e meia, quando Lua escutou o celular tocar.

Lua= Eu já vou! – atendeu rindo, imaginando que fosse o marido ao telefone. – Enrole a professora mais um pouquinho aí. Ele está feliz?

— Por favor, Lua María Blanco. – a voz feminina disse de forma séria.

Lua= Perdão. – saindo do escritório. – Sou eu. Quem gostaria?

— Aqui é do hospital. Gostaria de falar sobre o senhor Billy Blanco.

Lua= É meu pai. – parou em frente ao carro. – O que houve com ele? Ele está bem?

— Senhora, poderia vir ao hospital? Ele está internado.

Lua= O que? O que aconteceu? – desesperou-se. – Moça, o que houve?

— Ele sofreu um infarto. Preciso que venha o quanto antes.

Lua= O QUE? – perdeu o chão. – Eu estou indo. Que hospital que é? A minha mãe está aí?

— Você é a primeira pessoa da família que contatamos. Pode anotar o endereço?

Lua= C-claro. – abriu a bolsa com pressa, puxando o primeiro papel que encontrara. – Pode falar.

Havia ficado desnorteada com a notícia do pai, tentou ligar para o marido e para a mãe, mas nenhum dos dois atendera o celular.

Dirigia com pressa, furando a maioria dos sinais vermelhos, e passando seguidas vezes a mão no rosto, para se livrar das lágrimas que embaçavam sua vista.

Sem ideia do que fazer naquele momento, resolveu ligar para a irmã e pedir ajuda, talvez sendo médica conseguisse entrar no hospital e saber de novidades. O celular chamou uma, duas, cinco vezes e nada da morena atender. Já estava prestes a desligar o celular,quando escutou a voz do outro lado.

Bianca= Alô?

Lua= Ana? – disse aliviada.

Bianca= É a Bianca. – séria.

Lua= Bianca, é a Lua.

Bianca= Eu sei. – calma. - Ana está numa cirurgia junto com a mamãe. Eu peço pra ela te ligar depois, ok?

Lua= Por favor… – fungou. – Preciso que esqueça sua raiva e me ajude.

Bianca= Você está chorando? – assustou-se. – As crianças estão bem? Onde está o Arthur?

Lua= Estão bem, eu… – deu um pulo ao ouvir a buzina do carro ao lado.

Bianca= LUA?

Lua= Estou bem, estou bem. – secou os olhos. – Recebi uma ligação do hospital dizendo que o papai… ele..

Bianca= Ele o que? O que ele tem? Lua, fala! – desesperou-se com ela. – LUA! FALA! O que aconteceu com ele?

Lua= Sofreu um infarto. – entrou no estacionamento do hospital. – Não sei o que fazer. Me ligaram, eu estou chegando no hospital, mas não sei o que fazer, me ajuda.

Bianca= Vou pra aí, ok? Se o médico aparecer, me liga e avisa. Eu vou deixar o pessoal do hospital avisado, vou pedir que passem o recado pra mamãe e pra Ana.

Lua= Tá, tudo bem, só… não demora, tá? Eu estou mesmo perdida.

Bianca= Chego aí o quanto antes. – desligou o celular com pressa.

A morena estacionou o carro em frente ao hospital, e foi apressada até a recepção, esperando por notícias do pai.

— Senhora. – a recepcionista aproximou-se alguns segundos depois. – O médico já virá falar sobre o seu pai. Peço que aguarde aqui na recepção, por favor.

Lua= Ok. Ok, obrigada. – assentiu e foi até um dos sofás, sentando-se ali e respirando fundo.

Pegou o espelho na bolsa e passou devagar o lenço pelos olhos, tentando se acalmar. O celular tocou logo em seguida.

Lua= Alô? – guardou o espelho novamente.

Arthur= Amor, onde você está? Já estou na escola do Luiz.

Lua= Arthur… – buscou não se exaltar. – Preciso que peça pra sua mãe pegar as crianças na escola. Eu preciso de você comigo agora.

Arthur= Posso pedir, mas o que houve?

Lua= Eu quero que venha. – voltou a chorar. – O hospital me ligou…

Arthur= O que? Onde você está agora? – assustou-se.

Lua= No hospital. Meu pai… ele… ele sofreu um… ele infartou. E me ligaram. – respirou fundo. – Minha mãe e Ana estão em cirurgia, eu não sei… eu queria que você viesse. Estou sozinha.

Arthur= Claro! Eu estou indo pra aí agora, ok? Já vou ligar pra minha mãe, ela fica com as crianças. Em 10 minutos estou aí, ok?

Lua= Uhum. Eu estou naquele hospital perto da casa da Mari, sabe qual é? Não é o da minha mãe.

Arthur= Já sei, estou indo pra aí. Fica calma, ok?

Lua= Uhum. Obrigada, amor.

Arthur deixou rapidamente a escola do filho, e durante o caminho até o hospital, ligou para a mãe e pediu que ela ficasse responsável pelas crianças.

~.~

Chegou ao hospital junto com Bianca, e vendo o desespero da cunhada, achou melhor esperar por ela.

Arthur= Bia? – aproximou-se dela, que parecia atrapalhada entre pegar a bolsa e fechar o carro. – Posso te ajudar?

Bianca= Hey. – olhou-o com os olhos cheios de lágrimas. – Obrigada, esse… esse carro é uma droga.

Arthur= Claro. – pegou a bolsa dela.

Bianca= Que bom que você veio. – limpou os olhos. – Jorge está preso em reunião, eu não… não consegui falar com ele.

Arthur= Não tem problema, nós continuaremos tentando.

Bianca= Ele é médico… sabe… meu pai… – foi com o cunhado até a recepção do hospital. – Não deveria acontecer… não com ele… ele é… né?

Arthur= Ele é médico, mas também é humano. – colocou uma das mãos nas costas dela. – Ninguém está imune. Mas ele já está aqui, está sendo atendido, vai ficar tudo bem.

Bianca= Eu espero. – mirou-o. – Não estou pronta pra perder meu pai e minha irmã de uma só vez. – ele suspirou. – A Espanha não é logo ali.

Aeroportos

Pareço uma criancinha em aeroportos, minha animação a cada viagem se assemelha a cachorros que não viram seus donos em meses ou crianças abrindo presentes no natal, e minha animação estava a mil enquanto esperava andando de um lado pro outro na área de embarque internacional no aeroporto da minha cidade. Estou indo pra China, gritava de emoção e dava pulinhos dentro da minha cabeça enquanto olhava um mapa pendurado no grande hall de espera do aeroporto. Não entrava na minha cabeça que poderia se viajar até tão longe e a expectativa de todas as experiências por vir me comiam por dentro como boa ansiosa que sou. 

Até nova york um voo agradabilíssimo, parece que já numa tentativa de compensar as chateações que viriam Bem, depois de esperar 2h ja embarcados no avião, fui informada de problemas técnicos na aeronave e agradeci que não tinhamos decolado ainda, se for ter qualquer problema espero que não o descubram quando estou 10 mil metros acima de terra firme.

 Fiquei no aeroporto numa busca voraz por internet, muito semelhante a caça de animais noturnos,  e, 5h e 2 trocas de avião mais tarde, já quase explicando pra a funcionária da united que não havia problema nenhum. Era só me colocar no próximo táxi pra times square que estávamos resolvidas. Finalmente, entrei  no terceiro avião e sentei no novo lugar que me tinha sido designado.

 Na nossa frente um chines que tira os sapatos e impesteia todo o ar condicionado com um cheiro insuportável. Espero que meu nariz passe a ignorar esse cheiro o mais cedo possível e logo penso “vai ser um longo voo”

 Mal saímos do portão e outro problema técnico. Escuto o comunicado do comandante com meu eu supersticioso gritando “SAI DAÍ” mas ainda permitindo que meu lado racional se sobressaísse. “Deve estar tudo certo" falei baixinho afirmando mais para mim mesma do que para a mulher assustada que me perguntava a tradução do comunicado. Vejo comissários de bordo andando de um lado pro outro e continuo me reafirmando “não deve ser nada” Ok 

agora vai

 Decolou 

 Ufa 

 Reclina a cadeira. Fecha os olhos e…
Ah! Criança chorando.  Claro que tinha que ter a criança chorando…

Eu me sinto bem sabendo que conheci você, sabendo que meu coração consegue dar aquele pulinho de alegria com sua presença, ou apenas com uma mensagem sua, e de ouvir a tua voz então? Me sinto feliz com coisas assim, é tão complicado morar no coração de um qualquer, e que nesse lugar de pessoas frias, não se tem o que fazer, dizer, ou até para onde ir. Eu me sinto bem quando me lembro de todas as coisas que vivi, minhas irmãs, aí que saudade, é cedo ou tarde pra virar o mundo para salvar cada uma? Eu me sinto bem, apenas com a ideia de talvez, mas só talvez, conseguir tirar cada decepção, cada machucado, cada ferida que ainda se abre, da minha cabeça. Já me disseram que seria difícil, mas a ignorância dos outros, insiste em vir e dizer, você devia, você poderia, você tem, você precisa! Eu me sinto sufocada mais uma vez, como se não fosse feita para a vida, mas mesmo assim, ainda tem um filme, uma música, um sorriso, um lugar, um coração. E esse coração, era o seu, morada minha.
—  Garoarte.

Amor não se pede, é uma pena. É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos. Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei. Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia. Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe. 

Aqui na Catland cuidamos não somente do bem-estar dos gatinhos, mas estamos atentos a vida de todos os bichinhos! Por isso, fechamos parceria com a marca de cosméticos Surya, que NÃO realiza testes em animais e NÃO tem em sua fórmula ingredientes de origem animal!

E quem se beneficia dessa parceria é você, que adquire cosméticos naturais, orgânicos e veganos, e os resGatinhos, pois parte das vendas é revertida para a Catland, se no ato da compra você se identificar como nosso apoiador Emoticon smile

Para conhecer a Surya, dá um pulinho no Shopping Ibirapuera! Ou adquira os produtos através do Televendas (0800 7707 411)!

Só não se esqueça de se identificar como um apoiador da Catland, assim os gatinhos conseguirão receber essas doações!

Catland lutando por uma beleza responsável e livre de crueldade!

vimeo

Maré ou Jogo-do-Homem. Video. 2014

Certa vez participei do laboratório artístico A Memória da casa: de dentro e de fora organizado pelas queridas Rosa Maria Unda Souki e Sylvia Amélia, tínhamos como proposta pensar “a casa”.
Foi nesse contexto que desenvolvi meu trabalho “maré ou jogo-do-homem”.Buscando justamente essa casa inabitável e também a casa no plural, “casas” como é usado o termo nos jogos de tabuleiro e também na amarelinha. Um jogo-casa situado justamente numa rodovia, que curiosamente é das mais perigosas desse país devido ao grande tráfego somado à sua precariedade e suas curvas sinuosas. Bem que a vida as vezes é um tanto assim entre pulinhos do o céu ao inferno. Daí resolvi modifica-la, retirar as “colocações” e seus números e criar um espaço circular, que não chama nem céu nem inferno, um círculo inventado, apelos do self jungiano e talvez a única casa que temos.

* partcipou da DiversaS - 1a Mostra Feminista de Arte e Resistência, sendo exibido na Mostra de Cinema e Vídeo Feminista em 2015.

* foi exibido na mostra de performance do Vespa no edifício Maletta em 2015

* foi exibido no Sarau Goma durante o 1° Circuito Literário de Belo Horizonte em 2014

* será exibido no festival francês Videoformes, em 18/03/2016 à 02/04/2016, endereço:  La DIODE190, 194 boulevard Gustave Flaubert • 63000 Clermont-Ferrand  / France