providenciar

bios para twitter (kpop)

EXO BIOS

• sehun vc vai me paga cada centavo pelo q ta me fazendo passa

• ao ler essa bio vc concorda com os termos q eu so vou falar de exo aq

• felizmente exo stan,,,,,,

• se nada der certo pelo menos sou fã do exo,,.,…,,,,,,,

• triste sim mas enaltecendo o exo sempre!!11111

• olho pro horizonte e penso::;;;;; meudeus como o baekhyun eh lindo,,..,,

GOT7 BIOS

• deus no céu e jackson wang na terra!111

• eU FALO TALENTO E VCS GRITAM GOT7!11

• haters de got7 nao passarao

• ainda bem q sou stan de talento que no caso eh got7

• mARK EH O AMOR DA MINHA VIDA REPASSEM,..,,,..

• jinyoung eu te amo d+

SUPER JUNIOR BIOS

• sou stan de super junior sim se nao gostou me processa!!!1111

• vivendo e me fodendo,,,,,, por super junior

• rebolando a raba ao som de mamacita

• so deus sabe o tanto q eu me fodo por super junior,,,,,,,

• sobre super junior eu to so aquela musica do lispector gustavo lima;;;..,,, saudades de vc saudades de vc

• dificil msm eh ser stan de super junior,,,, nois so se fode..,,..

BIOS EM INGLÊS (RANDOM)

• taehyung’s voice: CHIM CHIM

• dANCING IN CALL ME BABY LANGUAGE

• cl’s voice: wHERE MY BAD GIRLS AT?//?/??

• jackson’s voice to jinyoung : let’s eat ramen??¿?¿

• jimin’s voice: JEON JUNGKOOOOOOOOOOOOK

• tHEY CALL ME BAEPSAE,,..,.,548544154%¨@%¨

• SHY SHY SHY

• namjoon’s voice: WEAREBULLETPROOF RA RA

• GIRLS GENERATION MAKE FEEL THE HIT

• hARD CARRY HEY.,;..,.,.

• MARK WHY U DO DIS TO ME

• jungkook’s voice to jimin: my mo… my mochi

• eLECTRIC ,.,..,,, ELECTRIC SHOCK

• DANCING IN HOW’S THIS LANGUAGE

• yoongi’s voice: everybody is so weird here,,,,,

• BITCH RESPECT ME,,,,,, I KNOW SING IN KOREAN

• bITCH I WILL KILL U WITH MY KPOP POWERS (?/;/;?)

• jungkook’s voice: nADO NAL JAL MOLLA

• I LOVE TWICE MORE THAN I LOVE MYSELF,,,

  • símbolos pra nome ou bio,,,,
  • ˗ˏˋ nome ˎˊ˗
  • nome
  • ◥ ◤▽▲nome▼△◥ ◣
  • *∘✧ nome ✧∘*
  • ʚĭɞ nome ʚĭɞ
  • *∘✧ nome ✧∘*
  • ✧*:・゚•̤ᴗ•̤*ૢ bio *:・゚•̤ᴗ•̤*ૢ✧
  • *°•..¸¸.*♡*.¸¸.*☆* bio  *°•..¸¸.*♡*.¸¸.*☆*
  • ❤·.·´¯`·.·•❤•·.·´¯`·.·❤ bio ❤·.·´¯`·.·•❤•·.·´¯`·.·❤
  • ⋰˚☆  * ⋰˚☆★⋰˚☆  * ⋰˚☆★
  • * ʕ·ᴥ·ʔ *  
  • (づ  ̄ ³ ̄)づ
  • ⁷∕₂₇
  • ⁷∕₂₇ ᵗᵒᵘʳ
  • (づ  ̄ ³ ̄)づ
  • /\_¸_/\
    (=•_•= )

웃 ღ ♥ ♡ ❤ ❥ ❦ ∴ △ ∞ ☆ ★ ✖ ® ™  ☏ ℡ ゚ ❝ ❞ ✥ ✦ ✧ ✩ ✫ ✬ ✭ ✮ ✯ ✰ ✱ ✲ ✳ ❃ ❁ ❀ ✿ ✾ ✽ ♆ ✼ ✻ ✺ ✹ ✸ ✷ ₪ ✶ ✵ ✴ ❄ ❅ ❆ ❇ ❈ ❉ ❊ ❋ ❖ ⁂ ⁑ � ▲ ▼ △ ▽ ◺ ⊿ ◤ ◥ ◣ ◢ • ● ♀ ♂ ⚢ ⚣ ⚤ ⚥ ⚧ ➹ ◎ ♦ ✗ ✘ ✚ ✪ ✣ ✤ ✥ ➸ ☑ ☒ ☓ ☠ ☡ ☢ ☣ ☤ ᛟ ᴥ ☥ ☦ ☧ ☨ ☩ ☪ ☫ ☬ ☭ ☮ ☯ ♦ ♠ ♥ ♣ ♢ ♤ ♡ ♧ ● ◯ ☚ ☛ ☜ ☝ ☞ ☟ ✌ ☼ ⛮ ⛅ ☀ ❂ ☁ ⛈ ⛱ ☂ ☔ ☃ ⛇ ⛄ ☄ ☾ ☽ ❄ ☇ ☈ ⊙ ☉ ℃ ℉ ° ❅ ✺ ϟ ♔ ♕ ♖ ♗ ♘ ♙ ♚ ♛ ♜ ♝ ♞ ♟ ♈ ♉ ♊ ♋ ♌ ♍ ♎ ♏ ♐ ♑ ♒ ♓ ⚀ ⚁ ⚂ ⚃ ⚄ ⚅ ⚆ ⚇ ⚈ ⚉🐵 🌍 🌠 🎶 🏠 🌲 🌳 🌴 🌵 🌙 🎼 🎯 🌟 👪 👫 👬 👭 🔥 ◴ ◵ ◶ ◷ ◰ ◱ ◲ ◳ ☊ ☋ ☌ ☍ ♲ ♳ ♴ ♵ ♶ ♷ ♸ ♹ ♺ ♻ ♼ ♽ ♾ ✇ ❂ ⌘ ✈ ⚐ ⛿ ⚑ ⛳ ⛴ ⛵ ⛺ ⚗ ⚘ ⌇ ☫ ☬ ☭ ⍝ ⍟ ⍣ ⍤ ⍥ ⍨ ⍩ 유 ℧ ℥ ۵ ≛ ∫ ∬ ∭ ∮ ∯ ∰ ∱ ∳ 〄 ≦ ≧ ∩ ∪ ⊗ ⊘ ⊾ ⋖ ⋗ ∀ ∃ ∄ ∅ ∈ ∉ ∏ ∑ ∓ √ ∛ ∜ ∝ ∟ ∠ ∡ ∢ ≃ ≅ ≠ Ω ♨ ❢ ❣ ✐ ✎ ✏ ✍ ✆ ☎ ✄ † ✞ ✝ ✛ ✙ ރ ⌚ ▧ ▨ ▦ ▩ ۩ ஜ ಌ ஜ ๑۩۞۩๑ ஜ ஒ ண இ ஆ ௰ ௫& ૪ »♥«☜♥☞♥ ❥☊ ♪ ♫ ♩ ♫ ♭ ♪ ♯ ♬ ♮ ♫ ♩ ♫ ♭ ♪ ♯ ♬ ♮ ♬⇤ ⇥ ⇦ ⇧ ⇨ ⇩ ⇪ ⌦ ⌧ ⌫ ➫ ➬ ➩ ➪ ➭ ➮ ➯ ➱ ⇌ ⇍ ⇎ ⇏ ⇐ ⇑ ⇒ ⇓ ⇔ ⇕ ⇖ ⇗ ⇘ ⇙ ⇚ ⇛ ↺ ↻ ⇜ ⇝ ⇞ ⇟ ⇠ ⇡ ⇢ ⇣ ↩ ↪ ↫ ↬ ↭ ↮ ↯ ↰↱ ↲ ↳ ↴ ↵ ↶ ↷ ↸ ↹ ↼ ↽ ↾ ↿ ⇀ ⇁ ⇂ ⇃ ⇄ ⇅ ⇆ ⇇ ⇈ ⇉ ⇊ ← ↑ → ↓ ↔ ↕ ↖ ↗ ↘ ↙ ↚ ↛ ↜ ↝ ↞ ↟ ↠ ↡ ↢ ↣ ↤ ↥ ↦ ↧ ➟ ➡ ➢ ➣ ➤ ➥ ➦ ➧ ➨ ➚ ➘ ➙ ➛ ➜ ➝ ➞ ➸ ♐ ➲ ➳ ➳ ➴ ➵ ➶ ➷ ➸ ➹ ➺ ➻ ➼ ➽(◕‿◕✿) 。◕‿◕。 ⊱✿◕‿◕✿⊰ (◡‿◡✿) (◕〝◕) ◑▂◐ ◑0◐ ◑︿◐  ◑ω◐ ◑﹏◐ ◑△◐ ◑▽◐ ●▂● ●0● ●︿● ●ω● ●﹏● ●△● ●▽● ⊙▂⊙ ⊙0⊙ ⊙︿⊙  ⊙ω⊙ ⊙﹏⊙ ⊙△⊙ (°_°) (´❛-❛`) (´・_・`)(✿ฺ。✿ฺ) (。♡‿♡。) (-’๏_๏’-) (⌒_⌒;) (´✪‿✪`) (✪‿✪)ノ (✲✪‿✪) 𝓪 𝓫 𝓬 𝓭 𝒆 𝒇 𝓰 𝓱 𝓲 𝓳 𝓴 𝓵 𝓶 𝓷 𝓸 𝓹 𝓺 𝓻 𝓼 𝓽 𝓾 𝓿 𝔀 𝔁 𝔂 𝔃 𝓐 ℬ 𝓒 𝓓 𝓔 ℱ 𝓖 ℋ 𝓘 𝓙 𝓚 ℒ ℳ 𝓝 𝓞 𝓟 𝓠 ℛ 𝓢 𝓣 𝓤 𝓥 𝓦 𝓧 𝓨 𝓩ﭢ ツ ッ シ ⑆ 【ツ】 囧 ㅹ Ü ☺ ☹ ☻ ๏̯͡๏ ﭢ 〲 〴 ϡ ﭢ 〠 ⍡ ⍢ ⍣ ⍤ ⍥ ⍨ ⍩ ะ㋚ะ ๑㋡๑ ʚ㋞ɞ

FIZ MAIS UM DE BIOSZINHAS PRA VCS SZ

SE VCS QUISEREM Q EU FAÇA MAIS EH SÓ PEDIREM Q EU VOU PROVIDENCIAR SZ

fav se vocês usarem bbs ♡ //gio

Imagine - Harry Styles

Meio baseados em fatos reais, mas só meio mesmo hahahaha espero que gostem! 


- Chaves, celular, agenda, acho que eu não estou esquecendo de nada… – Murmurei sozinha em casa enquanto me arrumava para sair.
Depois de calçar o tênis, tranquei a porta e desci até a garagem para pegar o carro.
O trânsito estava caótico como todos os dias que eu saia para trabalhar. Pegar a avenida principal era uma tortura, afinal, precisava que alguém tivesse a boa vontade de me dar espaço para entrar na via.
Uma Rover preta foi quem deu sinal para eu entrar na sua frente, um cooper marinho que mal ocupava espaço.
Minha música favorita começou a tocar no rádio e eu aumentei o volume. O sinal ainda estava vermelho do lado em que eu estava e por isso eu aguardava pacientemente a minha vez de arrancar.
E assim eu fiz na primeira oportunidade.
Lá pelas tantas do trajeto, a pista se abria em duas vias e a Rover continuava atrás de mim me deixando meio irritada.
Foi tudo rápido demais.
Um gato, imenso e em tons marrom se jogou na frente do meu carro, e eu o mais rápido que pude parei o carro, fazendo com quem estivesse atrás de mim batesse o carro no meu.
Desci do carro já prevendo a confusão que eu havia me metido, quando um cara lindo desceu do imenso carro preto.
Olha, o meu carro já era pequeno, depois da batida como eu poderia descrever ele? Minúsculo? Encolhido? Talvez meio amassado?
- Eu sinto muito! – Comecei olhando para cara gato.
- Eu também estou sentindo muito. – Ele embrenhou os dedos pelos cabelos. – Sinto muito ódio de ter deixado você passar na minha frente.
- Grosso! – Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça e que escapou pelos meus lábios.
- Barbeira! – Ele me olhou indignado.
- Eu não ia atropelar o gato! – Gritei, perdendo a paciência.
- Agora vai colocar a culpa em um animal indefeso? – Ele falou com sarcasmo.
- Seu idiota! O gato simplesmente apareceu na frente do meu carro! Eu pisei no freio, óbvio! Você que não estava a uma distância segura de mim! – Me aproximei dele. – A culpa é sua!
- Vou ligar para um guarda de trânsito e acabar com essa palhaçada… – Ele começou a caminhar em direção do seu carro. – Vamos ver quem vai ter que acionar o seguro.
Fiquei escorada no que sobrará do meu carro enquanto o bonitão ligava para quem ele quisesse, inclusive para os amigos avisando que chegaria tarde a reunião por que uma “barbeira sem noção” tinha batido o carro no dele. Revirei os olhos ao ouvir isso. Quem bateu o carro foi ele e no meu, não o contrário.
Levou cerca de meia hora para a guarda chegar. O guarda, cujo nome era John, analisou a situação, pediu para que explicássemos o que havia acontecido e depois de relatar a situação a central e rir dos exageros do cara que se chamava Harry, ele disse que seria mais prudente que cada um pagasse o concerto do seu próprio automóvel.
- De jeito nenhum! – O bonitão se exaltou. – Essa dai que vai pagar o concerto do meu carro.
- Meu senhor – O guarda começou. – A imprudência veio da sua parte que não manteve distância correta do carro da frente. Assim como a moça freou para um gato, poderia estar freando para uma pessoa ou para evitar outro acidente.
- Então, eu sou o errado? – Eu apenas assistia a cena patética do bonitão descobrindo a América.
- Como o senhor está muito exaltado, acredito que será mais prudente cada um bancar a sua parte. – Segurei o riso.
- Se os senhores me derem licença, vou providenciar o conserto do meu carro, passar bem. – Dando as costas, entrei no carro e dirigi para a mecânica de um amigo da família.
Como já havia perdido boa parte da manhã e meu chefe havia me dispensado ao saber do acidente, depois de deixar o carro para o conserto peguei um táxi e voltei para casa.

*dias depois*

- Olha, (S/N), o carro nunca ficará cem por cento, mas como pode ver, deixei o mais impecável possível. – Jeff disse ao meu entregar o carro e mostrar o serviço feito.
- Está perfeito! – Eu analisava a traseira do carro, intacta.
Depois do acerto, retirei o carro da mecânica e fui para o mercado fazer as compras do mês.
No estacionamento amplo, estacionei na primeira vaga que encontrei, dando de cara com uma Rover preta. Senti um calafrio só de pensar em encontrar o “bonitão”mal humorado.
Depois de compras feitas, larguei tudo no porta malas do carro e antes de entrar no carro dei de cara com quem? Com o “bonitão”!
- Cuidado! A barbeira pode arrancar um pedaço do seu carro ao sair do estacionamento ou frear para um gato.
- Babaca! Não sei nem com cheguei a achar você bonito! – Gritei entrando no carro e baixando o vidro em seguida.
- Hm?! Essa é nova, a barbeira tem bom gosto… Quer o meu número?
- Você quer o meu? – Mordi o lábio para não sorrir.
- Só se você me deixar levar você para sair. – Ele se escorou na janela do meu carro.
- Posso até pensar no seu caso… – Anotei meu número em sua mão. – Agora eu tenho que ir embora e pode deixar, não vou tocar no seu precioso carro! Harry, né?!
- E o seu nome, hm?! - Ele se escorou novamente no carro.
- Outro dia eu te conto. - E o deixei para trás, parado no estacionamento do mercado.

anonymous asked:

Queria uma palavra, estou precisando muito

Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. (Jó 42:2‭-‬4)

Tem momentos na vida que a gente olha a vida e pensa “Deus, ta tudo errado, isso não faz o menor sentido”, são nesses momentos que precisamos nos aproximar mais ainda de Deus e falar com Ele, porque Ele é quem tem a solução para as nossas questões e Ele quer falar conosco, porque Ele tem todo o conhecimento e quer nos revelar muitas coisas. Ele quer nos ensinar, nos guiar, nos fazer crescer, não precisamos ter medo do que nos cerca, porque se estamos na direção que Ele nos colocou, Ele vai providenciar tudo, porque Ele nunca falha, nem erra ou mente.

❛✿∙∙∙໒ choco.late.

   Já havia se tornado rotineiro acordar primeiro que todos os outros e providenciar o café da manhã. Desde os ensinamentos culinários de Kaien, Kyou se prontificou a dividir aquela tarefa com ele e num dia tão especial quanto aquele, ao menos para uma grande maioria, por que não ser aquela a providenciar os primeiros mimos? A mesa estava recheada com tantos alimentos diversificados que era difícil imaginar como a ruiva tinha preparado tudo aquilo num horário como aquele. Não havia dormido no quarto de Zero, e por isso, acabou virando a madrugada inteira cozinhando. O primeiro a chegar na cozinha foi Kaien, que tratou de levantar a filha mais velha e abraçá-la com força. Estava tão orgulhoso .

      ❛ Meu bebe… Quantas coisas você preparou para o dia de hoje… Estou emocionado. ❜ Lágrimas foram se formando nos olhos do Diretor, que tratou de engoli-las e entregou uma pequena caixinha rosa para Kyou. ❛ Aqui, Happy Valentine’s Day, Beauty! ❜ E toda vez que ele usava aquele apelido um pequeno sorriso moldava os lábios avermelhados. Kyou balançou a cabeça positivamente e colocou a caixinha em um espaço vazio no balcão da cozinha, em seguida, ela direcionou uma caixinha para Kaien também. 

      ❛ Obrigada, oto-san… Espero que goste do seu também. ❜ A felicidade no rosto de Kaien era tão visível quando ela o chamava de pai. Em seguida vira Yuki, trajando uma roupa bastante confortável e que certamente não condizia com o uniforme do Colégio. A morena se aproximou de Kyou, depositando um beijo sobre a bochecha dela, se sentando a mesa em seguida, para acompanhar Kaien que… Bem, não estava perdendo tempo. Então você vai mesmo participar do evento Yuuki-chan. ❜ Embora as palavras soassem como uma afirmação, Kyou esperava por uma confirmação, afinal, era a única ali trajando o uniforme adequadamente. Preferia tomar a responsabilidade pelo evento mesmo..

   O dia seria longo, pois o evento funcionaria de uma forma diferente aquele ano, sem aulas, sem uniformes, absolutamente todos se reuniriam numa espécie de confraternização e, por último, a entrega de chocolates aos queridinhos do Dormitório da Lua. Como de costume, Kyou se sentou na beirada do balcão, trazendo algumas coisas de cima da mesa consigo, afinal, precisava comer algo também para ter disposição.

      ❛ Claro que vou… Preciso aproveitar os chocolates. ❜ Finalmente Yuuki se pronunciava ansiosa. ❛ Mas vocês só vão receber os seus mais tarde… Precisam se comportar primeiro. ❜ E no minuto seguinte, ela lançou caixinhas, uma para Kyou e outra para Kaien, ambos retribuíram para ela também. Aquela troca de chocolates parecia realmente divertida. Outra vez, Kyou colocou a caixinha de Yuuki junto com a de Kaien.

   O próximo e último a entrar, como sempre, causou uma comoção fora do comum. Zero mal teve tempo de colocar os pés na cozinha, o Diretor Cross avançou sobre ele e Yuuki se aproximou apressada também, mas não fez nada, ao menos não inicialmente. Em algum ponto em meio à confusão, o olhar de Kyou conseguiu encontrar os dele e ela lhe ofereceu um sorriso pequeno, sem mover um único centímetro do lugar onde estava. Aquela troca de olhares pela manhã parecia ter se tornado rotineira também… ❛ Happy Valentine’s Day, Zero… ❜ Ainda que o grisalho não ligasse nenhum pouco para a data comemorativa, todos pareciam tão animados que Kyou não conseguia evitar… Bom, ao menos ele não era obrigado a sair do dormitório aquele dia.

      ❛ Zero! ❜ Yuuki aproveitou a distração do Kiryuu, provavelmente devido as palavras de Kyou, e imediatamente tocou os lábios dele com um chocolate redondo e, aparentemente, caseiro. As pontas dos dedos dela seguravam-no ali, apenas esperando que o maior o aceitasse… ❛ Aqui! Te darei um pouco de chocolate. Então agora você não vai poder mais dizer que é o mesmo desde o primário. Foi o único que eu consegui fazer, eu mesma. Portanto é especial, pois só existe um! Então você deveria estar agradecido!

   Imediatamente Kyou desceu do balcão, fazendo ruído o suficiente para prestarem atenção em si ao menos por um momento. ❛ Ahh… Desculpem… Erro de cálculo… ❜ Ela batia na saia do uniforme, provavelmente tinha ralado alguma coisa, porém sem ferimentos. Kyou imediatamente desviou a atenção para a mesa e tratou de pegar mais algumas coisas outra vez. Por algum motivo o rosto estava rosado, era quase imperceptível, mas estava. Alguns pensamentos bobos passaram pela própria cabeça e ela soltou uma baixa risada… Não acreditava que estava com ciúmes. ❛ Zero, cuidado… Fui eu quem ensinei a ela, então a probabilidade de você pegar uma intoxicação alimentar é muito grande. ❜ Brincou, enquanto Yuuki movia as mãos de um lado para o outro, quase desesperada. 

      … Era uma boa maneira de começar o dia no fim das contas.

PARTE 1 

Parte 2

•Pedido

• Faz um imagine cm o Payne q ele traiu ela e ela perdoou mas ta diferente, insegura e ele tem q provar q ama ela e q errou mas não vai mais se repetir. Obrigada 😘


Não ando me sentindo muito bem esses dias, meu marido está distante, saí de casa muito cedo e volta já tarde, não dá sinal de vida, não se preocupa mais comigo nem nossos filhos, o que deixa Henry nosso filho de seis anos bem chateado, seu maior passatempo é brincar com o pai.

Estava preparando o almoço quando a porta se abre revelando meu marido com uma cara não muito boa.

-Bom dia!- tentei lhe dar um beijo porém ele desviou.

-Só se for pra você.- me deu as costas e subiu provavelmente para nosso quarto.

Limpei algumas lágrimas que insistiam em cair e continuei cortando alguns legumes, assim que terminei resolvi subir para chamar as crianças e meu marido.

Percebi que Liam estava no banho e seu celular em cima da cama vibrava insistentemente, por curiosidade resolvi ver o que era, assim que abri suas mensagens percebi que era de uma mulher.

“Amor, fala comigo…”

“Liam, eu juro que não queria falar daquele jeito contigo!”

“Eu te amo meu amor, vem aqui pra gente conversar melhor😏”

Pisquei várias vezes para ter certeza de que aquilo era verdade, meu marido estava me traindo? Eu iria tirar isso a prova hoje mesmo. Saí do quarto antes que ele me visse e fui para o das crianças, me sentei na mesa com Meg em meu colo e Henry ao meu lado e comecei ou melhor tentei comer algo.

-Vai sair amor?- perguntei assim que ele entrou na cozinha.

-Sim, tenho que terminar um relatório na empresa.- sei bem qual era esse relatório.

-Tudo bem.- me levantei e liguei para minha irmã vir cuidar das crianças para que eu pudesse sair.

-(S/N) eu já vou…- Liam gritou do andar de baixo.

-Jess eu juro que não demoro.- peguei minha bolsa e a chave do meu carro.

-Fica tranquila maninha, e boa sorte.

Segui o carro de Liam e logo percebi que ele havia estacionado em frente a uma casa branca, assim que a porta se abriu uma mulher se jogou em cima dele o beijando, meu estômago revirava e meus olhos estavam inundados.

Desci do carro e percebi que a porta havia ficado aberta por conta do fogo que eles estavam, com cuidado fui entrando e seguindo aquele som nojento, parei na porta do quarto e me encostei na porta esperando que eles me vissem, o que por conta de um soluço meu foi rápido de me notarem.

-(S/N)… o que você esta fazendo aqui?- Liam perguntou meio afobado.

-Lugar legal esse, perfeito para colocar chifres na esposa.- sorri irônica pra ele.- Então quer dizer que enquanto eu estou em casa cuidando da casa e dos seus filhos, você está comendo essa vadia, parabéns Liam, você conseguiu me surpreender.

-Amor não é nada disso, eu posso explicar…- ele dizia enquanto ambos vestiam suas roupas.

-Explica Liam, eu quero escutar tudo o que você tem a dizer.- o encarei com raiva.

-Eu… nós… eu…- ele gaguejava tentando arrumar alguma desculpa.

-Está vendo você não sabe o que dizer, mas me responde uma coisa Liam, eu não sou uma boa esposa? Espera, deixa eu formular melhor a frase, eu não sou boa de cama? Não consigo te dar prazer? É isso? ME RESPONDE?

-Não é nada disso (S/N) você é ótima em tudo que faz, o problema é comigo, eu não sei o que deu em mim eu n…

-Olha eu vou pra casa e você só volte pra lá para pegar suas coisas, não te quero perto dos meus filhos, vou providenciar os papéis para o divórcio.- me virei e saí de lá o mais rápido possível.

Entrei em meu carro sem tentar entender o que Liam dizia e dirigi o maia rápido possível até em casa.

-Jess, leva as crianças, não quero que elas estejam aqui quando o pai for embora.- falei chorando.

-Então era verdade?- confirmei com a cabeça enquanto ela pegava uma pequena mala para as crianças.

-Tchau mamãe!- Henry acenou e lhe dei um beijo em sua bochecha.

-Mama… mama!- Meg balbuciava enquanto eu a colocava no carro.

Voltei para dentro de casa e corri para o quarto, comecei a chorar novamente, como Liam foi capaz de fazer isso comigo, eu sempre fui uma boa esposa, sempre tentei ser a melhor, mas parece que isso não foi suficiente.

-(S/N)… (S/N) onde você está?- escutei a voz de Liam me chamando.- Que bom que você está aqui, pensei que tivesse ido embora…

-O único que vai embora aqui é você Payne!- falei fria. -Amor você não pode se separar de mim.- ele disse desesperado.

-Tanto posso como vou, eu te amei tanto Liam, você era tudo pra mim, o que eu fiz de errado?- chorei mais uma vez em sua frente.

-Você não fez nada amor, você é perfeita, p culpado sou eu, mas eu te prometo que irei mudar.- ele tentou tocar mãos porém desviei.

-Não toca em mim, eu tenho nojo de você Liam, tenho nojo de mim mesma por ter te deixado me tocar enquanto me traía com uma vagabunda qualquer, eu só que que você pegue suas coisas e saia da minha casa.- me levantei ficando a sua frente. -Por favor (S/N) eu te implo…

-SAI DA MINHA CASA!- me exaltei e acabei gritando com ele.

-Eu vou, mas eu prometo que irei te conquistar novamente, eu te amo.- e foi assim que ele saiu da minha vida.


Yasmim:)

Open ask Fanservice - Dia dos Namorados

Este ano estou atrasado!

Abri a ask para fanservice. Quem quiser participar, mande uma ask identificando que é para ser fanservice. Que responderei com todo o prazer!

Hora de amar o Armin!!

Como estou iniciando um pouco tarde esse ano, deixarei aberto até dia 23/06. E é isso!

Originally posted by blahcat12



(O único propósito disto é providenciar um pouco de diversão e interação com as fãs do jogo Amor Doce. Só não serão respondidos asks com conotação sexual [tipo smut, lemon, lime, e essa parada loca ae], asks que de alguma forma sejam agressivas, ofensivas, etc. Mesmo com o histórico de fanservices vazias, vou continuar abrindo aqui porque Armin é um amor (cinnamon roll) e merece ser amado! - by mun)

anonymous asked:

oie gatinha, como vai?? sooo, eu tava procurando um tutorial de como deixar os gif icons lado a lado, igual você faz nos seus. você conhece ou, melhor, pode providenciar um? obrigadinh ♥

Oie coisa linda, vou bem e você? Hmmm, eu acho que não conheço nenhum, mas posso fazer sem problema nenhum <3 Logo logo eu posto, ok?

CAP 18

Todo o caminho até chegarmos a primeira loja, a Vanessa se manteve em silêncio. Ela ficou todo o percurso olhando pela janela do carro o movimento da estrada, como se estivesse perdida em seus pensamentos. Mayra e Junior, conversavam alegremente falando sobre diversos assuntos no banco de trás. Mas meus pensamentos, meus olhos queriam de alguma forma invadir os pensamentos de Vanessa. Já estava ficando preocupada com esse silêncio, esse distanciamento que a afastava de mim. Quando estacionei, ela pareceu despertar e me fitou por alguns segundos.

Clara: Vamos – disse já colocando a mão na porta e a abrindo. Junior e Mayra já haviam saído. Mas senti a mão de Vanessa tocar meu braço, como se pedisse que esperasse.

Vanessa: Clara, vou esperar vocês aqui – ela disse ao me olhar.

Clara: Mas porque? Está se sentindo mal? – disse preocupada, sem compreender sua expressão ao me olhar

Vanessa: Estou bem…s…só não estou vestida adequadamente para entrar em uma loja assim. - ela disse envergonhada

Clara: Van – disse com um sorriso carinhoso nos lábios, toquei seu rosto o acariciando – Você está linda, não existe maneira certa ou errada para comprar móveis e essa loja é como outra qualquer. Por favor, quero você ao meu lado para escolher os móveis.

Vanessa: Tudo bem – ela deu um sorriso fraco. Ela realmente estava linda, sempre gostei da sua espontaneidade para se vestir. Era o jeito único dela, o jeito que me fascinava. Ela estava com um short jeans que deixava suas pernas torneadas a amostra, usava um coturno, baby look branca colada ao corpo e uma blusa xadrez em sua cintura. Amava aquela blusa.

Junior: Mas que demora hein, deixa pra namorar depois – ele disse sorrindo debochado

Mayra: Gente, vamos agilizar logo – já indo em direção a entrada da loja

Junior e Mayra seguiram em nossa frente, segurei na mão da Vanessa e sorri ao olhá-la. Ela pareceu se assustar com meu gesto, mas logo entrelaçou seus dedos nos meus. Quando entramos os quatro na loja, um rapaz veio nos atender. Ele nos cumprimentou, mas senti seus olhos avaliarem Vanessa. O rapaz pareceu ignorar a presença de Vanessa, me senti incomodada com a falta de atenção do mesmo com ela. Mas não disse nada. Ele nos mostrou tudo e fomos escolhendo, Vanessa parecia alheia a tudo. Sempre pedia sua opinião, mas ela estava distante, como se estivesse incomodada. Gastamos um bom tempo por ali, mas comprei tudo que faltava para o apartamento. Só faltava as roupas de cama, mesa e banho, preferi comprar esses em outra loja no shopping.

Clara: Vou fazer o pagamento. Quer vir comigo Van? – disse com um sorriso singelo nos lábios.

Vanessa: Vou esperar aqui com eles – ela disse ao avaliar o rapaz que estava ao meu lado. Percebi que o desconforto dela era em relação a ele.

Segui com o rapaz em direção ao caixa para executar o pagamento. Quando o fiz perguntei se teria como avaliar o atendimento do mesmo que estava ao meu lado. Ele pareceu se assustar com minhas palavras. O gerente que estava próximo se aproximou.

— Sou o Rener gerente dessa loja, algum problema senhorita? – ele esperou que me apresentasse.

Clara: Sou Clara Aguilar. Como vai Rener – quando disse meu sobrenome, ele pareceu ficar nervoso e o rapaz que estava ao meu lado pareceu congelar.

Rener: Senhorita Aguilar, agradeço por ter escolhido nossa loja em suas compras. Conheço sua família, fico muito horado em tê-la em nosso estabelecimento. Mas escutei quando pediu a nossa atendente para avaliar o atendimento de um dos nossos vendedores. Algum inconveniente?

Clara: O seu vendedor. Foi indiscreto, inconveniente e muito indelicado com uma amiga que está me acompanhando nas compras. Não gostei da forma como ele a tratou desde que entramos nessa loja e acredite, não vou voltar a pôr meus pés nessa loja tão cedo por conta do tratamento de vocês para com alguém tão importante para mim.

Rener: Peço mil desculpas pela indelicadeza do meu vendedor, gostaríamos de pedir desculpas principalmente a sua amiga. Poderia nos levar até ela por gentileza – ele pareceu sincero e preocupado. Percebi ele lançar um olhar reprovador ao rapaz que com um gesto que o mesmo fez nos acompanhou até onde Vanessa estava – Qual o nome da sua amiga?

Clara: Vanessa – disse ao me aproximar dela.

Junior: Algum problema? – ele disse preocupado ao ver os dois se aproximarem junto a mim.

Rener: Receio que não. Senhorita Vanessa – ele disse como querendo saber qual das duas moças era ela. Vanessa o olhou e ele lançou um sorriso acolhedor e estendeu sua mão para ela – Sou Rener o gerente, muito prazer. Em nome de nossa loja, gostaríamos de agradecer a sua presença e pedir desculpas se de alguma forma o nosso vendedor a tratou de forma errônea. Ele ainda está em processo de aprendizado e peço mil desculpas pelos seus modos em relação a senhorita.

Vanessa: Tu…tudo bem – ela ficou sem ação, parecia não esperar por aquilo. O rapaz que acompanhava o gerente permanecia com a cabeça baixa e também pediu desculpas envergonhado.

Clara: Obrigada Rener, agora precisamos ir – nos despedimos e saímos em direção ao carro.

Mayra: Alguém me explica, porque até agora tô perdida. O que aconteceu ali – ela disse quando já estávamos no carro.

Clara: Não gostei do atendimento daquele vendedor, muito menos da forma como ele parecia desejar a Vanessa. Reclamei oras, tenho todo direito – lógico que menti né e Vanessa sabia do que se tratava. Os três sorriram e em seguida pisquei para Vanessa que sorriu tímida para mim.

Mayra: Essa Clara ciumenta desconheço – ela sorriu alto

Clara: Vamos para o Shopping, só falta agora as roupas de cama, mesa e banho. Aproveitamos para almoçarmos por lá mesmo – disse ao ligar o carro e seguir para o Shopping.

Junior: Estou com muita fome, vamos almoçar primeiro depois a gente vê isso Clarinha – ele disse com uma carinha manhosa ao passar a mão na barriga.

Clara: Almoçamos primeiro então – disse ao olhá-lo pelo retrovisor do carro. Segurei a mão da Vanessa enquanto dirigia, ela sorriu tímida ao meu toque.

Não demoramos muito e chegamos ao Shopping. Quando saímos do carro fiz questão de segurar na mão da Vanessa, estava adorando andar de mãos dadas com ela. Meu coração parecia aprovar aquela atitude, pois era tão bom senti-la. Por onde nós passávamos, todos olhavam. Sorri com os olhares e sinceramente não me incomodei com alguns narizes torcidos, simplesmente ignorei, estava muito feliz para me importar com o preconceito alheio.

Clara: O que vamos almoçar? – disse ao chegarmos a praça de alimentação

Junior: O que acham de uma barca japonesa? – os olhos dele brilharam quando disse e Vanessa abriu um largo sorriso.

Clara: Certo. Vanessa vai indo na frente com o Junior e o ajude com o pedido. Vou com a May em uma loja, já encontramos com vocês – ela concordou e depositei um beijo em sua bochecha. Esperei eles se distanciarem e puxei a May para uma loja qualquer, mas não entramos.

Mayra: Clara, o que deu em você? Olha, aquela conversinha de ciúme da Vanessa…. comigo não colou não. Eu vi o desconforto dela naquele tipo de loja. Mas enfim, depois conversamos sobre isso. Agora me diz, porque japonês? Você detesta, desde que passou mal aquela vez em Los Angeles – ela disse com um sorriso idiota qualquer no rosto

Clara: O Junior gosta e a Vanessa parece que também. May, depois como alguma coisa, mas não diz nada por favor. Ela pareceu se animar com isso, só quero agradá-la – disse meio sem jeito, eu realmente detestava Japonês. Passei muito mal na última vez que comi. Mas não estragaria o almoço deles, estavam tão animados.

Mayra: Nunca imaginei te ver assim sabia, ainda não tive oportunidade de conhecê-la melhor. Mas essa garota fez algo sobrenatural com você – ela sorriu e me abraçou – Você é outra pessoa Clara, principalmente quando está com ela. Já gosto dela pelo fato de te fazer feliz e despertar seu melhor sorriso. Mesmo que pareça uma idiota apaixonada.

Clara: Gosto muito dela May – suspirei ao pensar na Vanessa – Mas é algo novo, estou assustada. Eu a quero tanto que estou abdicando de tudo para viver esse sentimento que não cabe dentro de mim.

Mayra: Clara!! Você está me dizendo que vai ficar no Brasil? - ela disse assustada

Clara: Sim, sei que parece insanidade. Mas não posso deixar de viver esse sentimento, não me vejo mais sem ela em minha vida May. É muito mais forte do que eu – disse sincera e ela segurou minha mão.

Mayra: Não estou reprovando sua atitude, só estou surpresa. A Clara que conheci, jamais faria isso. Sempre vou te apoiar minha amiga, mas você precisa conversar com a Vanessa sobre sua situação com o Fabian. Não dá para omitir nenhum detalhe Clara. Você o conhece melhor do que ninguém e sabe do que ele é capaz. Melhor prepará-la a respeito disso.

Clara: Eu sei May, mas ainda é muito cedo para isso. Preciso me preparar para essa conversa, assim como preciso ligar para o Pitter e providenciar a separação. Já que tudo foi perdido quando briguei com meu pai – suspirei e a olhei – Agora vamos, eles devem estar nos esperando.

Junior: Que demora gente. Ué, cadê as compras? Não compraram nada? - ele disse curioso ao nos sentarmos.

Clara: Não, só olhamos mesmo – me sentei ao lado da Vanessa e Mayra ao do Junior.

Mayra: Então vamos comer, estou faminta – ela piscou pra mim com provocação, pois sabia que aquilo era uma tortura para mim.

Vanessa: Não vai comer Clara? - ela me olhou preocupada

Clara: Estou sem fome Van – dei de ombros. Desviei meu olhar daquela comida e levei uma de minhas mãos a boca. Só de olhar meu estômago já estava revirando – Vou fazer umas ligações, quando terminarem me liguem.

Saí da mesa sem nem ao menos olhar para ninguém ou esperar qualquer resposta. Segui a passos largos até o banheiro, agradeci mentalmente por não haver ninguém por ali. Entrei em um dos reservados e esvaziei o pouco que havia em meu estômago. Quando me aproximei da pia e me olhei no espelho ao lavar a boca, molhando aos poucos o pescoço. Percebi minha palidez, minha boca estava mais branca que minha própria pele. Fechei os olhos e respirei fundo. Foi quando senti duas mãos me tocarem, uma na cintura e outra no rosto.

Vanessa: Clara, você está pálida. O que houve? - ela me olhava preocupada – Foi a comida? A Mayra, disse que você passou mal uma vez.

Clara: Mayra e sua língua. Estou bem Van, não se preocupe – respirei fundo mais uma vez e sorri em uma tentativa inútil, pois estava um pouco fraca.

Vanessa: Clara, deveria ter dito que não gostava desse tipo de comida. Vem, você precisa se sentar – ela me abraçou de lado e fomos nos sentar em um banco qualquer ali próximo a uma loja.

Clara: Van, estou melhor. Vai terminar seu almoço, vou ficar bem – disse ao me sentar e em seguida ela sentou ao meu lado segurando minha mão.

Vanessa: Clara, até parece que vou te deixar sozinha. Olha suas mãos, estão geladas. E nem estava com tanta fome assim – ela disse ao passar um de seus braços sobre os meus ombros e pude encaixar minha cabeça ao lado da sua, me aconchegando mais junto a ela. Lógico que sabia que ela estava mentindo, deveria estar faminta.

Mayra: Clara, meu Deus!! Onde foi parar seu sangue – ela disse preocupada e debochada ao se aproximar com o Junior.

Clara: Estou muito bem obrigada – disse um pouco irritada e irônica – May, vai com o Junior comprar as coisas.

Mayra: Mas Clara… - a interrompi antes que pudesse completar a frase

Clara: Mas nada – entreguei meu cartão e a senha para eles e os dois seguiram para comprar o que faltava

Vanessa: Vou ligar pra minha mãe – ela pegou o celular do bolso e só ouvi ela pedindo para a mãe  fazer alguma coisa para almoçarmos. Achei fofo da parte dela, Vanessa sempre me surpreendia – Espero que não se importe de comer novamente a comida simples da minha mãe.

Clara: Adoro a comida dela Van, mas não precisava se preocupar com isso – depositei um beijo em sua bochecha e ela novamente pareceu ficar tímida.

Vanessa: Claro que preciso, quem mais cuidaria de você!? Vai se acostumando… - ela sorriu tímida e nem continuou a falar, também não insisti. As atitudes dela e agora o que disse, já eram suficientes para me perder ainda mais naquele sentimento que crescia por ela.

Clara: Posso me acostumar com isso – sorri boba e depositei outro beijinho no mesmo local anterior.

Esperamos uns 20 min até Junior e Mayra chegarem com as compras. Seguimos todos para o carro, Vanessa foi o caminho todo com um de seus braços em volta da minha cintura e eu realmente amei esse gesto. Me sentia protegida e acolhida nos braços dela.

Junior se ofereceu para dirigir e não pensei duas vezes ao aceitar. Fui no banco de trás abraçada a Vanessa, Mayra com o Junior na frente e os dois conversavam sobre coisas aleatórias. Enquanto isso eu me aconchegava cada vez mais nos braços daquela garota, Vanessa foi carinhosa durante todo percurso até sua casa e não pude deixar de corresponder cada carinho. Tive tantos pensamentos promíscuos ao admirar aquelas pernas, tão próximas da minha e em um impulso involuntário depositei uma de minhas mãos sobre sua coxa. Vanessa estremeceu com meu toque e quando comecei acariciá-la. Subindo e descendo de leve minha mão por ali. Ela colocou sua mão sobre a minha e naquele momento senti todos seus pelos se arrepiarem, sorri ao perceber que aquele toque estava fazendo o efeito desejado.

Vanessa: Agora é você que está sendo uma menina má – ela sussurrou ao meu pé do ouvido para que ninguém além de nós duas soubessem do que se tratava aquelas poucas palavras. Não posso negar que meu corpo reagiu aquela aproximação, estremeci.

Clara: Eu nunca disse que seria ao contrário – sussurrei em seu ouvido e mordi levemente meu lábio ao olhá-la com um sorriso provocativo. Ela cruzou suas pernas com aquele meu gesto, apertando minha mão e apontando com a cabeça para os dois a nossa frente. O que eu queria realmente era provocá-la, já havia conseguido e faria isso até o momento certo, ou seja, hoje a noite. 

Capitulo 148

Clara respirou profundamente para controlar o impulso de confirmar aquela retórica. Não era daquele jeito que terminaria sua relação com Eduarda, suas regras de conduta moral não permitiriam tal crueldade.

– Duda você está falando bobagens, não vou continuar essa discussão. Vou providenciar meu visto, e tentarei embarcar o mais rápido possível para lhe encontrar.

Sem dar chances de Eduarda retrucar, Clara desligou o telefone. Se pudesse arriscar um palpite ela acertaria quando imaginou que naquele momento Eduarda lançara o celular contra a parede furiosa com a noiva.

Depois da conversa tensa com a empresária, Clara pressentiu que não seria tarefa fácil definir aquela situação e ficar livre para Vanessa. O mal estar gerado por aquele telefonema só foi minimizado quando dona Joana bateu à porta:

– Doutora, tem um motoboy aqui fora insistindo em entregar-lhe um embrulho pessoalmente.

– Embrulho?

– É, disse que a exigência do remetente era que a encomenda fosse entregue em mãos.

– Se passou pela segurança e pelo raio X não acho que seja uma ameaça não é?


Clara pensou alto.

– A senhora vai ou não receber?


Dona Joana indagou impaciente.


– Faça-o entrar.

O motoboy entrou no gabinete com seus trajes característicos da profissão e o capacete na cabeça apenas com a viseira levantada. Os olhos eram familiares, mas Clara tentou disfarçar o reconhecimento se adiantando para receber o embrulho.

– Quem enviou? – a promotora perguntou.

– Consta no protocolo de entrega.

O motoqueiro de voz rouca exibiu o livro de protocolo para Clara assinar e decretou:

– Tenho instruções para aguardar a sua resposta.

Clara estranhou, e tentando esconder o conteúdo do pacote de dona Joana que curiosa se esticava para conferir o teor da entrega, quando viu quem o enviou sorriu discretamente: Vanessa Andre Mesquita.

Abriu com cuidado a caixa e dessa vez não conseguiu conter o sorriso largo quando conferiu do que se tratava: um pedaço de torta charlote, a preferida de Clara. Fixado na embalagem um bilhete:

–“A sobremesa eu já providenciei, mas o jantar é por sua conta. Janta comigo?”.

– Diga-lhe que a resposta é sim.


Clara disse assinando o livro de protocolo do motoboy. Encantada com o gesto delicado de Vanessa, Clara nem olhou para o motoqueiro que não saiu da sala mesmo já tendo cumprido sua missão.

– O senhor já está dispensado.

Dona Joana praticamente expulsou o rapaz, enquanto Clara esperava ficar sozinha para telefonar para Vanessa. Qual não foi sua surpresa quando coincidentemente ouviu um celular chamar da recepção, sem resposta. Intrigada seguiu o som e percebeu que coincidia com as chamadas do celular do motoboy que se afastava pelo corredor do prédio.

Insistiu na ligação já que não obteve resposta, seguindo o som que ecoava pelos corredores junto com o motoboy que se afastava sem cessar seu percurso mesmo sendo seguido acintosamente pela promotora. Para surpresa de Clara o motoboy entrou no banheiro feminino do andar, a promotora intrigada continuou a perseguição, dentro do banheiro se deparou com o motoboy que de frente para ela retirou o capacete exibindo seus cabelos grandes e loiros e o sorriso estonteante que lhe desestruturava completamente. Vanessa com seu jeito de moleca disse:

– A gente precisa parar de se encontrar nos banheiros da cidade doutora.

Tentando se recobrar do choque, Clara balançou a cabeça negativamente, sorriu e não resistindo ao charme da fotógrafa a empurrou contra a porta, prendendo seu corpo no dela para um beijo faminto.

– Você é louca! E eu amo você ainda mais por isso!

Vanessa envolveu a cintura de Clara devolvendo o beijo quente, sugando a língua da loira acendendo seus desejos.

– Já podemos jantar agora?

Vanessa sussurrou. Clar sorriu e se rendendo aos apelos do seu corpo e tocada pelo gesto apaixonado da fotógrafa respondeu:

– Desde que o prato principal seja servido na nossa cama, sim podemos.

– Será servido onde você quiser meu amor.

Naquele dia, o expediente de Clara foi encerrado mais cedo pela primeira vez desde que assumiu o cargo no Ministério Público. Nos braços de Vanessa, Clara retomou suas energias, outrora abaladas pela discussão com Eduarda. Aninhada no corpo da loira a promotora tinha a certeza que tudo mais era menor, aquele sentimento que unia ela e Vanessa era intenso e forte o suficiente para transpor qualquer episódio desagradável que riscasse seu estado de felicidade plena.

Suas tentações não são maiores do que você possa suportar, maior sou Eu que habito em você do que aquele que te tenta todos os dias. Não deixe ele enganar você, não deixe ele roubar de você os sonhos que eu te dei, antes de tudo seja forte e corajoso(a) para enfrentar tudo, saiba que Eu estou com você nisso, mas como um professor fica em silêncio na hora da prova assim Eu também fico enquanto é tentado(a) ou provado(a) mas mesmo em silêncio Eu continuo a providenciar o escape e preparar o descanso para você. Você vale muito pra mim, é meu/minha filho/filha amado(a), Eu te guio e te repreendo quando está errado(a). Eu te ajudo e te esforço quando você se sente incapaz, saiba que tudo isso vai passar, seja paciente e verás o descanso e o escape que estou preparando. Seja paciente na tribulação, resista a tentação e não dê lugar ao inimigo. Ao acreditar em suas mentiras você dá lugar a ele, ao aceitar suas ofertas também está dando lugar a ele. Deixa Eu te dizer uma coisa: cada tentação prova quem você é diante de Mim, cada renúncia às ofertas do inimigo é a prova que você de fato Me segue e por isso não quer Me desagradar. Não pense que você é o(a) único(a), milhões de irmãos passam pelas mesmas coisas que você passa. Seja paciente, cada tribulação faz você crescer e ganhar mais experiências Comigo. Não acredite no que o inimigo tenta implantar na sua mente, antes veja o que Eu digo para você em Jeremias 29.11: Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor , quem está falando.
—  Deus
Está Escrito (Maktub) - Cap.4

Lucy : Chegou mais cedo hoje filha.

Gemini : É mãe ,ufa

Lucy : Tá tudo bem ?

Gemini : Assim.. tá tudo ótimo.

Lucy : Se é assim então…cadê meu abraço?

*Gemini abraça mãe*

Gemini : Pronto

Lucy : Assim que eu gosto de ver haha

Gemini : Mãe posso te pedir uma coisa ?

Lucy : Bom , depende, o que você quer ?

Gemini : Tipo assim, a Ally me chamou pra sair amanhã de tarde… e… queria sua permissão pra saber se posso ir, deixa, deixa, deixa.

Lucy : Com tudo que você não chegue tarde como naquele dia, pode sim.

Gemini : Sériooooooooooo ??????

Lucy : Super sério, tá mais do que na hora de você ter amigos, e, sair filha, aproveitar a vida que você praticamente não teve direito, sabe ? Mas sempre contando a verdade, nunca me esconda nada, tá bom ? E… Eu gosto de te ver bem, sorrir, se sair com a Ally te faz bem, aproveite, você sempre me deu orgulho e o que poder fazer pra te ver feliz e bem, eu farei.

Gemini : Estou muito feliz, obrigado mãe !

Então a Gemini se tranca em seu quarto e vai escrever,como de costume, sorri a cada palavra escrita. Ler, e depois se deita. Assim é sua rotina todos os dias. Minutos depois de cochilar levanta e vai assistir televisão.

Enquanto isso a Allysson depois de estudar, vai ficar presa ao celular falando com seus amigos. Elizabeth e Junior receberam visitas e a casa enche. Allysson não sai do quarto. Ela nunca gostou de se misturar com os amigos do pai, nem com seus filhos. Eram pessoas metidas,ou tiradas demais. O que ela queria sempre foi alguém legal ,apenas que fosse divertido, e que soubesse ser verdadeiro. Pessoas com muita soberba visitavam sua casa, e seus pais não percebiam isso. Eles só viam o exterior das pessoas. Isso machucava a Allysson , mas ela ficava calada. Quando não estava no celular, estava no notebook,na sua vida virtual secreta que somente ela sabia que tinha, seu tumblr, seu mundo, onde encontrava pessoas iguais a ela, pessoas que a entendiam, pessoas que ela nunca tinha visto na vida, mas que parecia conhecer a anos.Seus pais nunca imaginaram que metade dos amigos que ela tinha, conheceu na internet. E era assim que as duas viviam.

~O dia correu, a noite passo. Amanheceu~

Gemini : Mãe, tô bonita ? a Ally já deve estar saindo da faculdade, ai meu Deus tenho que ir logo, beijos.

Lucy : Beijos minha bebê.

Então Gemini se atrasa, na verdade quase tropeça, a pressa foi tanta que nem esperou o ônibus, foi correndo, e chegou lá super cansada. A Allysson estava lá a esperando.

Allysson : Meu Deus, você demorou hein ,sabe que estranhei sua barraca não está aqui, pensei até que você não ia, ai você vai né, diz que sim, diz que sim, diz que sim.

Gemini : Eu vou sim,minha mãe deixou, só disse que não era pra chegar tão tarde,mas ufa, vamos.

Allysson : Hoje nós vamos, mas não vou dirigir, hahaha.

Gemini : Tá bom então.

Allysson : Olha ele ali.

Gemini : Vamos.

- Coloquem os cintos, não vai demorar pra chegar lá.

Gemini : Ele já sabe onde é ?

Allysson : Sabe sim, conversamos antes de chegar.

Gemini : Hummm

Allysson : Tá curiosa né ?

Gemini : Estou, dá pra perceber ?

Allysson : Bom, digamos que irei te fazer uma surpresinha.

Gemini : Que ? Surpresa ? como assim ? Meu Deus, ninguém nunca me fez uma surpresa, sério ?

Allysson : Super sério, acho que você vai gostar.

Gemini : O que é ?

Allysson : Epa mocinha, é feio tentar descobrir as coisas assim, quando chegar você ver.

Gemini : Assim não pode Ally ! vou morrer de curiosidade.

- Chegamos.

- Olha dona Allysson, assim que terminar, pode me chamar, eu virei buscar vocês.

Allysson : Obrigado.

Gemini : Que shopping grande !

Allysson : Costumava vim aqui quando era menor.

Gemini : Só vim aqui uma vez, acho que nem tinha saído da barriga de minha mãe ainda *risos*.

Allysson : Bota tempo nisso.

Allysson : Pronto, vamos até ali.

Allysson : Quer tomar sorvete?

Gemini : Aceito.

Allysson : Prontinho.

Gemini : Isso é muito bom.

Allysson : Este aqui é o meu preferido.

Gemini : Pra mim todos são gostosos, hummm.

Allysson : Que tal irmos pro cinema ?

Gemini : Cinema ?

Allysson : È, cinema, aquela coisa gigante, e…

Gemini : *risos* não precisa fazer tanta hora com minha cara, eu sei o que é, fiquei assim por que…

Allysson : Lá vem você de novo com essa besteira, quem convidou foi eu, relaxa, tudo por minha conta,e isso não é nada pra mim.

Gemini : Fico sem jeito de aceitar.

Allysson : Vai fazer desfeita moça ?

Gemini : Não, já estamos aqui, tudo bem então.

Allysson : Gosta de que tipo de filme ?

Gemini : Qualquer um que você escolher.

Allysson : Qualquer um não serve, então já que é assim, irei assistir um filme romântico, preciso escrever sobre isso esses dias, olha, já ajuda.

Gemini : Não é que goste de romance sabe,não curto muito,acho meio … esqueci o nome da palavra, o único filme que me emociona é Titanic, acho que choro todas vezes que o vejo.

Allysson : Mas você quer ver ?

Gemini : Sim,claro, estou com você.

~Então elas compram milkshake, pipoca, e outras coisas~ ~ E seguem direto pra sala de cinema~

O filme realmente era lindo,e a sentimental da história foi a Allysson que ao mesmo tempo que assistia , chorava. E a Gemini achava aquilo lindo.

Gemini : Ei, que isso assim, chorando com o filme?

Allysson : Você não tá vendo,meu Deus a parte que ele beija ela, e, diz que a ama, isso é tão, romântico .

Gemini : Ally eu não sabia que você era assim ‘-‘

Allysson : Só não conta pra ninguém .. *ri e ao mesmo tempo soluça*

E o filme segue.

E pro clima ficar mais romântico , Allysson se pega olhando desfarçadamente pra Gemini, e lembra do beijo.

Gemini : Por que tá me olhando tanto ?

Allysson : Nada, é que você é muito bonita, sabe.

Gemini : Não me deixa sem jeito, por favor.

Allysson : É , sem querer…

O filme estava perfeito, praticamente o cinema todo ligado em cada cena. Num gesto tímido, porem consciente, Allysson aproxima suas mãos da Gemini, e entrelaçam as mãos.

Gemini olha pra ela super tímida e sorri, abaixando a cabeça.

E ela faz o mesmo, e continua a assistir.

Quando o filme termina, as duas saem da sala como se nada tivesse acontecido, porém aquilo ficou na cabeça das duas.

Allysson : E então, gostou ?

Gemini : Sério que tá me perguntando isso, amei o filme.

Allysson : Pensei que você não ia gostar.

Gemini : Esse dia foi perfeito, muito obrigado, nunca me diverti tanto assim ,e… apesar de ser novo, eu me sinto bem ao seu lado, você é uma amiga e tanto.

Allysson : Preciso que você me ajude a escolher um celular pra minha mãe.

Gemini : Não sei escolher essas coisas assim Ally, pra mim é tudo igual , nunca mexi, nem nada…

Allysson : Ah , vai dizer que vai me deixar escolher sozinha ?

Gemini : Tá, eu ajudo…

Gemini : Olha, esse aqui é lindo, mas meu Deus olha o preço disso, eu venderia minha casa pra comprar um negocio desse *risos*

Allysson : Nossa, que exagero *começa a rir* , não importa o preço e sim o que você achar melhor.

Gemini : Sério ? É que esqueço que você não se importa muito com isso, vê se economiza hein

Allysson : Relaxa, sei o que estou fazendo, é da minha mesada aqui.

Allysson : Pronto, tá pago, esse celular é lindo, segura.

Gemini : Tenho medo de quebrar e cair da caixa, sei lá.

Allysson : Quero ver se vai ficar de nhenhenhe na hora que usar.

Gemini : como assim ? eu não vou mexer não viu.

Allysson : Ué, como alguém pode ganhar um celular e não usar?

Gemini : Buguei

Allysson : Não percebeu que é teu ?

Gemini : Que? Mas não era da sua… mãe ?

Allysson : Isso foi uma mentirinha , rrsrs, assim você escolheria o que te agradava, então, é teu presente, e não recuse.

Gemini : Mas… Não, eu não posso aceitar, devolve Ally.

Allysson : Você merece uns belos puxões de orelha.

Gemini : Mas eu nem sei mexer nisso aqui.

Allysson : Aprende.

Gemini : Mas…

Allysson : Ah vai dizer que não gostou ? Estava mais do que na hora de você ter um telefone.

Gemini : Mas poxa, é a 3 vez que você me vê, e você já gastou demais comigo, eu to me sentindo culpada.

Allysson : Eita menina dramática,poderia ter sido a primeira. Vai,aceita, é teu. Todos meus amigos no grupo do Whatsapp estavam pedindo seu numero e eu disse que ia providenciar. Ele já vem com seu chip e com credito, assim a gente pode se falar.

Gemini : Whats ? oque? Ah , já sei aquele aplicativo, ham, acho que não vai ser tão difícil de aprender né, então você quer dizer que assim que eu chegar em casa, eu vou poder falar com você ?

Allysson : Até a hora que você quiser.

Gemini : Nossa, gostei.

Allysson : Olha, o Bill chegou, vamos.

- Vai leva-la em casa primeiro Srta ?

Allysson : Sim, você nem demorou dessa vez, aê Bill, ah Bill essa daqui é minha amiga nova, á Gemini.

Gemini : Oi Bill.

- Olá, você é muito bonita sabia ?

*Allysson sussurra pra Mini : O Bill gosta de morenas, tá caidinho na sua*

Gemini : *solta uma gargalhada super alta*

Allysson : Você está passando mal ou está rindo ?

Gemini : Desculpa, é que foi engraçado.

Allysson : Eu sei, *risos*.

- Chegamos.

Allysson : Vou leva-la até a porta, já volto.

Gemini : Minha mãe vai ficar toda besta quando entrar e amostrar o que ganhei.

Allysson : Que bom que você gostou, espero podermos sair juntas mais vezes, agora você pode falar comigo, eu te ensino o que você deve fazer, te ligo e você faz tudo como eu mandar, tá bom ?

Gemini : tá bom Ally.

*Allysson abraça a Gemini e dá um selinho, e sai sorrindo*

*Gemini fica de boca aberta e dá um sorriso tímido*

Gemini : Tchau Ally, até amanhã.

Allysson : Até.

(CONTINUA)

XXX - Capitulo

Depois da janta, coloquei tudo na pia, e não fiz questão de limpar nada, nós nos aninhamos no sofá, bem próximas, continuamos com as conversas a frente da lareira que esquentava o local.

-Nem sabe! – Clara começou – Eu fui lá na direção de uma boate aqui de são Paulo, conhecer um moço que queria que eu fizesse uns testes para DJ, tocar permanente no local e tal, foi Edu que me recomendou para ele. – ela falou animada.

- Sério? Que bom isso! – falei – Deu tudo certo? Você fez os testes?- perguntei

- Sim, e fui aprovada, vou passar lá para acertar os detalhes com ele assim que possível. O bom é que peguei bem o estilo que gosto de tocar, e parece que o pessoal que frequenta a boate é super legal. – conclui

- Que bom que as coisas estão dando certo no Brasil para você, assim não preciso me preocupar em ser abandonada novamente. – falei com um tom triste e fiz um beicinho, ela mudou a expressão na hora.

- Para Van, não vou abandonar você sua boba. – falou tirando a mexa de cabelo dos meus olhos, ela sempre fazia isso, era quase uma marca registrada, e meu coração acelerava com o simples toque, ela o tornava delicado, ainda acariciou meu rosto com o polegar, e baixou o rosto para tentar encontrar meu olhar. – Você tá corada! –falou

- Tô com calor, essa lareira tá esquentando muito. – justifiquei

- Ah verdade, é tão bom, mas dá um calorão! – tirou a jaqueta, exibindo o degote.

- Também esqueci de falar, vou me mudar para o apartamento de Paula, vamos dividir o aluguel, finalmente vou ter um canto mais meu, mesmo sendo com ela, a privacidade ainda é maior. – ela falou, mexia nos cabelos irresistivelmente, e eu fitava como uma boba.  – E agora vou ter carro. – sorriu

- Nossa quanta novidade boa! Fico feliz por você. – falei sincera, as coisas dando certo aqui no Brasil para ela não me preocuparia com sua mudança novamente, talvez L.A poderia ser melhor mesmo para Clara, mas essa parte de mim é muito egoísta, não quero que as coisas deem certo lá, quero que elas sejam boas aqui, quero ela ao meu lado, isso é o que mais quero.

- Me conta suas novidades. – pediu

- Não tem quase nada de novo, só trabalho e mais trabalho, tirando minhas discussões com Alexandre, mas acho melhor não falar sobre isso. – não queria encher Clara com esse papo chato sobre meu namorado.

- Quer desabafar? – ela me olhou

- Nós, demos um tempo, ele disse que quer pensar, discutimos novamente, sobre minha frieza, eu o amo sabe? Mas parece que só amor não é tudo, ele é apaixonado por mim, mas ela não pode ter paixão suficiente ‘’pelos dois’’ – fiz aspas – Não pode, eu não…Não sinto dessa forma. Sei lá.

- Sabe o que é paixão? – ela perguntou calma, segurando minha mão, eu assenti.

- A experiência com paixão que tive, não foi muito boa, eu sei os sintomas, o modo que ficamos, mas pra mim foi ruim, eu fui decepcionada. – resmunguei – Que papo chato né? Vamos falar de outra coisa…

- Ou não vamos falar nada. – ela mordeu o lábio e acariciou a minha coxa. – Você ainda não me mostrou o quarto. – falou, seu olhar transbordava safadeza, e bastava um olhar dela para mim, e eu já ficava perdida.

- Vamos providenciar isso então! – falei, sorrindo da mesma forma, levantei e estendi a mão para ela, que segurou firme levantando também, seu olhar queimava no meu. – Vamos lá vou te mostrar.

POV Clara

Ela me levou para o quarto, bem rapidamente, já que o caminho não era longo. Abriu a porta, o lugar ela simples, mas tinha uma cama enorme, e parecia bem confortável, então não precisava de nada mais. Eu tinha ela, a cama, tempo e privacidade.

- Que tal sentar ali? – apontou, eu fiz, deslizei a bunda pela cama e sentei na ponta. Fiquei olhando para seu corpo a minha frente, cada traço dele, definido, moldado, tudo cuidadosamente e perfeitamente desenhado. Coberto por uma curta saia, meia-calça, e uma blusa brilhante.

- O que achou do quarto? – perguntou

- Linda – respondi fitando seu corpo, ela riu balançando a cabeça.

- “Linda” mesmo esse quarto. - ela riu - Vamos fazer uma brincadeira? –propôs, apenas fiz que sim com a cabeça, com os olhos perdidos no seu corpo escultural. – Certo, faço um pedido, dai é sua vez. E assim por diante. – ela arqueou a sobrancelha, assenti novamente, perdida.

Segurou em meus ombros, e sentou no meu colo de frente para mim, segurei firme sua cintura, olhei no fundo dos seus olhos negros, indecifráveis, luxuria era a única coisa visível neles no momento. – Eu quero… – falou dando uma pausa e aproximou os lábios dos meus, voltou, sorriu – que você me beije muito, muito mesmo, assim dessa forma que estamos. – falou

Enrosquei meus dedos na sua nuca, com o outro braço passei a mão pela sua cintura, puxei seu corpo para mim, prensando no meu, ela adorava aquilo, sempre soube, suspirou pesado. Fui ao encontro dos seus lábios, que tocaram os meus de leve, abrindo calmamente para o encontro das línguas, elas se tocaram, sua língua quente invadiu minha boca, mas calmamente, ela deslizava na minha, por todo o interior, conhecendo cada parte, saindo, suspirando, voltando, mordi seu lábio inferior, puxei e suguei, puxei seus cabelos para trás, descolando nossos lábios ela fazia força para frente, eu precisava respirar. Me beijou de novo, devagar. Um beijo lento de Vanessa, era quase uma tortura sexual, por que eu a apartava contra meu corpo, e beijava com calor, senti meu sexo transbordando excitação, latejando, senti uma dor mínima e gostosa lá em baixo.

- Que delicia. - falou com os olhos fechados. – Queria que sentisse o que esse simples beijo causa em meu corpo - falou - mas…É sua vez de pedir. –falou

- Hum, me provoque. – toquei seus lábios ela sorriu e me encarou.

- De que forma? – perguntou

- Da forma que quiser. – falei, Ela saiu do meu colo e parou na em frente, prendendo meu olhar.

Tirou a blusa lentamente, passando pela cabeça, bagunçando os cabelos quando tirou, caíram desgrenhados pelo ombro, seu olhar no meu, percebi seu sutiã vermelho de renda, ele era especial senti que me molhei mais ainda, cruzei as pernas e suspirei. Ela abriu lentamente o fecho lateral da saia, passou apertada pelas suas coxas enormes e lindas, assim que a sai caiu aos seus pés, ela virou de costas e juntou, se abaixando, a minúscula calcinha fio dental ficava quase perdida na bunda enorme, meus olhos suplicantes acompanhavam tudo. Ela virou novamente de frente para mim, colocou o dedo na boca, o indicador, mordendo e sorrindo, apertei o lençol, eu estava morrendo de tesão. – Conseguiu! - falei - Eu tô quase gozando, só de olhar. – soltei um suspiro pesado.

- Perfeito. – ela se aproximou passou as mãos nos meus  cabelos, e se ajoelhou a minha frente. – Minha vez. Me da um tapa, na cara. – arregalei os olhos

- Não Van eu vou te machuc… – comecei

- Cala boca, sua vagabunda! Me bate, agora se você é bem mulh… – abri a mão e slap.

- Toma então sua puta, é assim que você gosta de apanhar? – falei segurando seu queixo, provoquei, ela amou, podia ver em seus olhos, ela gostava. Essa sadomasoquista!

- Assim mesmo, selvagem! -  ela me empurrou na cama e sentou no meu quadril, perdi o ar, seu sexo em contato indireto com o meu.

- Tira minha roupa, me toca, me sente… – falei, rapidamente ela fez, rasgou minha blusa, arrancou minhas calças, sua mão foi para trás das costas, eu a encarava ansiando pelo toque, ela colocou o tecido de minha calcinha para o lado, e passou os dedos pelo meu sexo, muito molhado. Fechou os olhos quando sentiu, eu gemi.

- Hm, muito molhada, que delicia. Devia ter mais alto controle, que vagabunda frágil. – falou massageou meu clitóris, eu revirei os olhos, já estava no estado pré-gozo.

Ela parou, a encarei brava. - Vem aqui -  tirou o sutiã e me ofereceu o seio – Dai eu continuo – Me sentei, ela se ajeitou no meu colo, massageou meu clitóris devagar, me torturando, para que eu no gozasse ainda, enquanto eu sugava seus seios, ela segurava minha cabeça, gemia, atirava a cabeça para trás, eu respirava abafado sobre eles enquanto ela me masturbava lentamente.

Depois saiu de cima de mim, tirou o resto da minha roupa, e sua calcinha, passou os dedos no seu sexo, os molhou com sua lubrificação e passou nos meus lábios, agarrei seus dedos, os chupei, tomando toda sua excitação. Depois seu corpo caiu sobre o meu lentamente, beijou meu pescoço. Mordeu, foi descendo, me chupou, bem gostoso, sua língua passeava por tudo, eu gemia alto, parecia que eu ia entrar em convulsão, meu corpo tremeu uma ou duas vezes, gozei muito para ela, na boca dela, enquanto ela me encarava com o olhar negro, meu rosto modificava em um milhão de formas enquanto o prazer me inundava.

Então fiz com que seus lábios molhados encontrasse os meus, , penetrei dois dedos nela, ela abriu mais as pernas em cima de mim, tentou criar forças nos braços, para ficar na posição, conforme meus dedos entravam e saiam, ela gemia forte, alto deixou os braços amolecerem, colocou a cara no meu pescoço, deixou a bunda empinada apenas, aumentei a velocidade de meus dedos, seus gemidos acompanharam, então seu sexo pulsou, apertou meus dedos, seus dentes cravaram no meu pescoço, enquanto gozava demoradamente.

Não deu muito tempo de terminar o primeiro gozo, se ajeitou, depositou os joelhos ao lado de minha cabeça, sentou na minha cara, chupei seu sexo com vontade. - Isso me chupa gostoso, vai Clara, não para até eu… – gemeu alto – gozar! Isso oh. – E gozou rebolou na minha boca.

Nos ajeitamos para mais um 69, chupamos uma a outra com ferocidade, gozamos juntas. Caindo uma para cada lado, suspirando tentando conter os batimentos. Tomamos banho, mais sexo, mais gemidos, seu corpo molhado no meu, sua pele seu cheiro .

***

Ela me levou para casa, sorridentes o caminho todo, porém cansadas, me emprestou uma blusa por ter rasgado a outra, me deixou em casa, antes me puxou para um beijo quente, quase me fez ter mais algumas hora de prazer naquele carro. Ficou para próxima.

Cai na minha cama exausta.

( Amanhã tem mais, curtiram? )

Capítulo 62

Fui para o escritório de Eduardo, já era quase umas 15 horas. Eduardo tinha se tornado um amigo e estava disposto a me ajudar em tudo, ele cancelou toda sua agenda para me receber, éramos apenas nós dois naquele escritório.

“Como foi na delegacia?” Ele me perguntou assim que cheguei “Algo novo?”

“Nada, se depender da policia o cara continua vivendo sua vida normal, eles não fazem ideia de onde ele pode está, a embaixada não consegue encontrar nem sua real identidade”

“O governo só serve para recolher impostos, não para executar trabalhos” Eduardo era um grande critico do sistema, um advogado que já tinha se decepcionado muito com a justiça e os profissionais do governo “Aposto que nem desconfiaram de nada quando entraram no apartamento, esses homens não sabem trabalhar”

“Eles nem sonham que você tinha entrado antes deles no apartamento e no carro”


Desde o primeiro minuto, quando Clara me mandou a mensagem contando do acidente e que Adrien tinha sido o culpado, eu jurei que ele pagaria por isso. Eu nunca fui uma pessoa muito calma, sempre fui sensata, mas nunca calma. Minha vida não foi fácil, cresci em uma comunidade humilde, vi muitas coisas que não gostaria de ter visto, até mesmo na minha própria casa, já que meu pai não era a pessoa mais honesta do mundo. A forma como eu cresci me ensinou duas coisas:  a primeira era que as injustiças existem, ela são reais e devemos lutar contra elas e a segunda é que o sistema não consegue conter tais injustiças, nossa policia e na verdade, a policia do mundo todo, não conseguem fazer justiça por si só, de modo que muitas vezes, se queremos justiça temos que ir atrás dela por nossos próprios meios. E era isso que eu estava fazendo, indo atrás de justiça, pois tanto Clara quanto Max mereciam que a pessoa que tanto os machucou não ficasse impune.

Eu sabia que a policia periciaria o apartamento e sabia também que  Clara teria de estar junto durante a pericia, e quando ela entrasse em sua casa e visse tudo revirado, violado, ela se sentiria vulnerável,  provavelmente por fora ela iria continua fingindo que estava bem, porém por dentro ela estaria em desespero, de modo que eu pedi para Eduardo ir antes e arrumar tudo. Eu queria que ela entrasse e encontrasse tudo no lugar, como se Adrien não tivesse entrado lá, eu sabia que agindo por trás de Clara eu estaria a enganando, mas sinceramente, não me importava com isso, pois era meu meio de protege-la, a fazer sentir-se segura, mesmo sabendo que ela estava correndo risco. Fora que eu também não queria a policia revirando tudo, até porque eles nem saberiam muito o que procurar e acabariam apenas fingindo estares trabalhando em algo e deixando a situação mais traumática para Clara.

“Como estava o apartamento?” Perguntei curiosa.

“Não muito ruim, apenas o básico, gavetas abertas com roupas espalhadas. Parecia que ele estava procurando algo”

“Eu não penso assim, Clara saiu do hotel sem nada, ele não poderia estar procurando nada por lá”

“Em falar em procurar, eu achei isso e acho que você ainda não viu” Eduardo me entregou um envelope, nele várias fotos minhas andando pelas ruas e executando minhas tarefas diárias. Era uma sequencia interminável de fotos, nem mesmo cheguei a ver todas elas.

“Ele estava me perseguindo?” Perguntei a Eduardo, mas já sabia da resposta, a pergunta foi mais como reflexo “Será que Clara sabe disso ou ele apenas jogou essas fotos no apartamento no dia? Você disse que ele estava procurando algo, mas talvez ele tivesse colocando e colocou essas fotos.”

“Eu acho pouco possível isso, porque essas fotos estavam muito bem escondidas,  eu as encontrei em baixo de uma gaveta, por cima algumas roupas e ela no meio entre uma blusa e outra, eu estava arrumando a bagunça que ele tinha feito e encontrei elas” Eu deveria recriminar Eduardo por ser tão fofoqueiro a ponto de ter aberto o envelope, mas não fiz, se não fosse por sua fofoca eu não ficaria sabendo daquilo.

Ao que parece não era apenas Clara e Max que estavam em perigo, eu também estava e Clara sabia disso. Eu por minha vez, não sabia se ficava chateada com Clara por ela ter me escondido as fotos e o fato de Adrien ter me perseguido ou se eu ficava mais encantada ainda com ela, pelo seus ato de me esconder algo para me proteger.

Como no momento eu não estava em posição de ficar chateada com ela por me esconder algo do tipo, afinal eu agora estava agindo por trás dela e lhe escondendo coisas, optei então por ir na segunda opção e lhe amar mais por seu ato. Clara tentou me proteger, imagino que ela tenha entrado em pânico quando viu aquelas fotos, mas ao invés de dividir comigo ela escolheu me manter bem e ficar em pânico sozinha. Eu poderia pensar que ela tinha recebido aquelas fotos quando eu estava em Londres, mas pensando friamente, ela tinha recebido aquelas fotos no dia anterior a minha viagem, aquele dia ela estava muito transtornada, quando cheguei a ONG ela estava estranha demais, depois disse que tinha algo para me contar e acabou não me contando. Certamente foi o dia que ela recebeu as fotos. Me senti mal por pensar que enquanto eu estava na Inglaterra ela deveria estar sozinha aqui no Brasil, surtando com tudo, sentindo-se com medo .

Adrien tinha me perseguido e eu não desconfiei por um segundo sequer, ele era esperto, sorrateiro, isso o deixava muito mais perigoso.

“Vocês vão precisar de seguranças, se bem que com o dinheiro que você tem agora, você já precisaria de um mesmo sem esse louco atrás de vocês”

“Segurança?” Perguntei indignada e surpresa, mas logo minha indignação foi embora, ele estava certo, eu odiaria ter que viver com um segurança, porém isso seria o melhor para Clara e para Max “Ok, você está certo. Pode providenciar um?” Pedi, a ideia não me agradava, mas assim eu me sentiria melhor pelos dois.

“Na verdade, já providenciei” Olhei para Eduardo com uma sobrancelha erguida, ele me deu um sorriso satisfeito, revirei os olhos “Ele está pronto para começar quando você quiser e eu aconselho a blindar seu carro, vocês vão estar uns 70% seguros com o segurança e o carro blindado” Eu realmente não me importava com nada daquilo, porém novamente pensei apenas em Max e Clara

“Ok e aposto que isso também já está providenciado” Brinquei.

“Mas é Claro que sim, que tipo de advogado e, amigo” Ele frizou a palavra amigo, Eduardo era um sentimental “ Eu seria se não cuidasse de todos os detalhes?”

Olhei o relógio, eu já estava a uns 30 minutos ali, tinha planejado não ficar mais de uma hora com ele, então apenas acelerei a conversa.

Já tem ideia de como encontrar a identidade real dele?”

“Não tenho, mas daqui a dois dias vou com meu marido para França e lá com certeza vamos descobrir tudo”

“E como fazemos para saber que identidade ele está usando aqui?”

“Já disse Van, deixa comigo que eu descubro tudo” Eu não confiava em Eduardo, não no sentido dele descobrir tudo sozinho, eu não sei, ele era um advogado de ricos, trabalhava com coisas mais no aspecto de financeiro familiar, dividindo bens e cuidando de patrimônios, aquilo era totalmente longe de sua alçada, porém ele estava parecendo empolgado e focado em descobrir tudo,  e com Max no hospital, só me restava deixar quase tudo em suas mãos e rezar para ele saber o que estava fazendo.

“Você, volte ao apartamento hoje e coloque isso no mesmo lugar que encontrou” Entreguei a Eduardo minha chaves e o envelope com as fotos, os chaveiros sempre dão duas copias de chave, Clara ficou com uma e me deu a outra.

“Você quer que eu te leve até o hospital?” Eduardo perguntou educadamente quando eu estava indo embora.

“Não, eu não vou para o hospital agora”

“Então para aonde vocês vai?” Ele questionou curioso.

“Surpresa” Respondi e sai de seu escritório o deixando curioso. A verdade é que Eduardo iria me ajudar muito na busca por Adrien, mas eu sabia que não podia contar apenas com ele, se eu quisesse realmente encontra-lo, eu precisaria ir além.

Cap 24 (Sentimento Irresistível)


_Eu sei que é pedir demais, mas eu queria, se você pudesse, me perdoar… A Van já me perdoou. Eu achei o número do escritório dela na lista telefônica e nos falamos por telefone e ela me perdoou. Ela é uma pessoa muito boa, eu me arrependo todos os dias do que fiz com ela, com vocês…

Clara ainda desnorteada com tudo que ouviu. Olhou para aquela mulher sentada em sua frente e sentiu pena. Tinha diante de si uma mulher sofrida, marcada pela vida. E ela já tinha sido castigada.

_ Eu te perdoo Marina, de verdade, seja feliz…

_Só desejo que você e a Van se acertem - disse Marina com um sorriso nos lábios


_ É o que eu mais quero, se ela me perdoar e me quiser de volta, eu serei a mulher mais feliz….

Clara foi correndo ao hotel, arrumou a mala e foi direto para o aeroporto. Só que não iria para a casa, iria atrás do seu amor, da única mulher que amou e que nunca conseguiu esquecer…

Ia lutar por Vanessa, algo que tinha que ter feito há muito tempo atrás. E não iria desistir, ela se humilharia se fosse preciso, Deus estava lhe dando mais uma chance e, desta vez, não iria desperdiçar.

Clara achou que seria mais fácil encontrar Vanessa. Mas estava tendo muita dificuldade, todos os telefones que tinha da família haviam mudado. Foi até a casa onde eles moravam, mas foi informada que se a família se mudou há quatro anos e que ninguém sabia o paradeiro.

De repente, teve uma idéia, se lembrou do que Marina lhe falou. Voltou ao hotel que estava hospedada e procurou o nome na lista telefonica, mas não achou nada. Até que resolveu procurar na internet. E lá estava telefone e endereço comercial de: “Vanessa André Mesquita e associados - Escritório de Arquitetura Ltda.”

_Bingo - deu um grito.

Colocou seu melhor tailler e, perfeitamente maquiada e penteada, foi até o escritório. Só de pensar que a veria novamente lhe deu um frio na barriga. Estava com medo, mas muito feliz.

Chegando lá, a secretária disse não poder ajudá-la, já que não poderia dar informações pessoais sobre os sócios. Apenas podia dizer que a senhora Vanessa Mesquita não se encontrava no momento e se quisesse algum atendimento sobre arquitetura, se fosse uma cliente em potencial, teria que falar com outro sócio da empresa.

Clara nunca pensou em abusar do seu poder como juiza, pelo contrário, condenava quem o fazia, odiou ter que fazer o que se seguiu, mas não tinha outra saída. Sua felicidade estava em jogo, era tudo ou nada. E como dizem: “no amor e na guerra…”

_Dona Margo, esse é seu nome, certo? - perguntou lendo no crachá e continou:- meu nome é Clara Aguilar e como você pode ver eu sou juíza - disse mostrando a carteira. - Eu tentei falar com a senhora de igual para igual, mas já que não deu certo, falo-lhe agora como autoridade.

A cena seguinte foi hilária, Clara até se sentiu culpada pelo que fez, Dona Margo ficou tão nervosa que parecia um pimentão.

_Como juiza, digo que a senhora tem um minuto para providenciar o telefone e endereço pessoal da Dona Vanessa Mesquita, caso contrário eu vou prender todo o escritório!

_Sim… senhora, excelência, doutora… - Margo gaguejava.


_Só Clara está bem. Então, a senhora vai me ajudar?

_A Vanessa Mesquita está fora do país, ela viajou e não disse para onde. Pediu para qualquer problema avisassemos Alexandre, seu irmão. Aqui está o telefone e endereço dele. Os pais moram em outra cidade, mas se a senhora quiser…

_Não precisa, dona Margo, muito obrigada mesmo!! Se a senhora soubesse o quanto me ajudou. Eu tava brincando não ia prender ninguém…

_Se a senhora soubesse que eu posso perder meu emprego - disse séria.

_Olha, eu lhe prometo que nada irá acontecer. Qualquer problema que a senhora tenha pode me ligar. Aqui estão meus telefones pessoais e se quiserem te demitir, eu te contrato, minha família tem uma empresa.

Clara foi embora sorridente, deixando para trás dona Margo precoupada.

_Meus Deus, até com Juiza ela tem caso… Ai… ai… ai… isso não vai prestar!!! - pensou rindo.

Foi fácil encontrar a casa de Alexandre, ele morava em uma casa num condomínio residencial. Clara não quis telefonar antes, com medo de ele não atendê-la.

O porterio da casa pediu que ela esperasse no jardim, porque o senhor Alexandre já iria lhe receber.

Ao chegar ao jardim, viu um menininho com os mesmos olhos azuis de Alexandre e Vanessa, brincando com um carrinho sentado na grama. Junto a ele estava uma mulher muito bonita.

_Oi, prazer - disse se levantando para cumprimentá-la. - Eu me chamo Manuela.

_Prazer, Clara - respondeu estendendo a mão.

_ Eu já ouvi muito sobre você - disse Manu que, ao ver que Clara ficou envergonhada, arrependeu-se e continuou: - Desculpa por ser indiscreta, às vezes, eu falo demais, meu marido já vem falar com você. Você aceita uma água, um suco?

_Não tem problema e eu aceito sim, um copo da água, por favor.

Enquanto Manu foi buscar a água, Alexandre chegou ao jardim.

_Lindo seu filho, quantos anos ele tem? - perguntou Clara.

_ Quatro. O Otávio tem essa carinho de anjo, mas é muito levado - disse Alexandre rindo.

_Imagino - disse Clara sorrindo.

Depois de um tempo de silêncio, Clara, inquieta, disparou:

_Você sabe porque eu estou aqui, né? Aliás, por quem estou aqui, né?

_Sim, se eu te falar que eu senti que você viria, você acreditaria?

_Como ela está? - perguntou finalmente.

_Está bem - foi o que ele respondeu.

Na mesma hora, Alexandre pôde notar a decepção e tristeza nos olhos de Clara. Não que Clara quisesse que Vanessa estivesse mal, pelo contrário, amava-a e queira que ela fosse feliz. Mas ela estar bem significava que tinha a esquecido.

_A Marina me contou o que aconteceu no intercâmbio, o plano deles para me separar de Vanessa e eu me sinto péssima por não ter acreditado na Van.

_Clara, eu vou te mostrar uma coisa. Minha irmã nem sabe que eu tenho isso guardado comigo.

Alexandre entregou o bilhete de Flavio a Clara. Aquele bilhete em que estava escrito tudo o que aconteceu. Não só plano de separá-las, mas o dia no estábulo em que Alexandre as encontrou e o estupro.

Ao terminar de ler, Clara sentiu ânsia de vomito, chorava desesperada e compulsivamente. Se Alexandre não a tivesse segurado, ela teria caído no chão, desmaiado.

_Meus Deus, como ela sofeu, tudo que ela passou e eu não acreditei nela, não ouvi suas explicações. Ela tentou me contar diversas vezes, mas eu não deixei. Ela nunca me traiu, eu que errei com ela todas as vezes, como eu fui estúpida. Todo o tempo, eu fui fraca, cega, covarde, egoísta, intransigente. Eu nunca vou me perdoar!!! Eu não devia ter vindo, eu… eu… eu vou embora - disse Clara muito nervosa.

_Espera Clara, fica calma. Não vou deixar você sair daqui nesse estado.

Nesa hora, Manu chegou com um copo de água com açucar.

_ Eu vou deixar vocês conversarem com calma - disse Manu se retirando do ambiente.

_Sabe o que é pior? É que eu perdi a única pessoa que eu amei e a culpa é toda minha! Nem que eu viva 100 anos, eu vou me perdoar. Meu deus e a criança, o que aconteceu?

_Clara, eu acho que você devia perguntar isso a ela.

_Ela nunca vai me ouvir e com toda a razão. O que eu fiz não tem perdão…

_Não é por ser minha irmã, mas a Vanessa é a pessoa mais maravilhosa e justa que eu conheço. Mas para falar com ela, você vai ter que ir até o s EUA, tá disposta?

_Alexandre, por ela, eu vou até o fim do mundo se for preciso!! Mas você, porque tá me ajudando? Você teria todos os motivos para querer me ver longe dela!!

_Porque eu amo minha irmã e eu quero vê-la feliz! Quando tudo aconteceu, eu senti muita raiva, mas já passou. Me dei conta que a vida havia reservado algo de muito bom para mim. Sou casado com uma mulher maravilhosa, que eu amo e me ama e tenho um filho lindo. E agora o que me interessa é a felicidade da minha irmã e se ela for feliz com você, eu também ficarei feliz. Desde o acidente, eu apoio o relacionamento de vocês.

_Obrigada, você é uma pessoa maravilhosa também. Eu gostava de você, teríamos sido bons amigos, se não tivéssemos confundido os sentimentos.

Clara saiu de lá com o endereço de Vanessa. Para sua supresa, Vanessa estava na mesma estação de esqui onde se conheceram há mais de dez anos.

E apesar de estar nervosa com o reencontro, com medo de não ser perdoada, nem aceita, a conversa com Alexandre lhe deu esperança…

One Shot com Niall Horan.-Hi Dear.

Sorri para Niall enquanto ele dirigia em direção a casa do irmão. A cidade natal de Niall era lindo no inverno, a neve branquinha em cima das casas dava um ar aconchegante.

Eu conhecia quase toda a família de Niall, menos seu sobrinho, Theo. E agora íamos para a casa do pequeno, passaremos a tarde tomando conta dele, para que seus pais tenham um dia em paz. Niall passara a semana inteira me contando como o sobrinho se parecia com ele, como era fofo e educado, me deixando cada vez mais louca para conhece-lo.

Estacionamos o carro em frente agrande casa e descemos, Niall bateu na porta e logo foi recebido pelo irmão, que lhe deu um caloroso abraço e logo fez o mesmo comigo.

-Tio Niall!-Uma criança que julguei ser Theo correu até meu noivo, pulando em seu colo, sorri ao perceber a real semelhança.

-Obrigado por ficarem com ele hoje, nós não temos como agradecer.-Denise disse se aproximando e me dando um abraço.

O casal saiu nos deixando sozinhos com o pequeno garoto, que desceu do colo de Niall e o puxou pela mão até seu quarto, os segui sorrindo.

-Quem é ela tio Niall?-O garotinho perguntou apontando para mim, Niall sorriu.

-Essa é a namorada do Titio, vou casar com ela.-Disse passando a mão pelos cabelos do sobrinho.

-E vocês vão me dar um priminho?-O garotinho perguntou animado, Niall sorriu, já havíamos falado sobre filhos e era uma coisa que nós dois queríamos muito.

-Vamos sim, muitos.-Disse sorrindo. Me aproximei dos dois e me sentei no chão ao lado de Niall.

-Qual o seu nome?-Theo perguntou me encarando.

-s\n.-Respondi sorrindo.

-Você gosta de dinossauros, tia s\n?-O garoto perguntou sorrindo.

-Adoro.-Theo se levantou e correu até sua caixa de brinquedos onde pegou um ‘tiranossauro rex’ e apertou algum botão que produziu o rugido do mesmo.-Socorro!-Fingi estar com medo e me esconde atrás de Niall, que olhava a cena deliciado.

-Calma tia s\n, é um brinquedo, olha.-Theo disse me entregando o brinquedo o fitei e sorri.

-Ele é muito realista.-Disse fazendo Niall sorrir mais abertamente.-O que acha de assistirmos Jurassic Park, Theo?

-Sim, sim, sim!-O garoto disse pulando.

-E você amor, o que acha?-Perguntei a Niall.

-Genial.-Disse deixando um selinho em minha boca.

-Eca!-Theo disse colocando as mãozinhas sobre os olhos claros.

-Vou fazer pipoca.-Disse me levantando.

-Vou ir colocando o filme e pegando alguns cobertores.-Niall disse fazendo o mesmo que eu.-Você me ajuda Theo?-O garoto assentiu.

Fui até a cozinha e fiz as pipocas que havia levado na bolsa, fui até a sala com dois baldes e me sentei entre Niall e Theo, pouco depois do começo do filme Theo deitou em meu colo e eu no ombro de Niall.

-Eu te amo.-Niall sussurrou em meu ouvido.

-Também te amo.-Sussurrei de volta.

-Assim que nos casarmos vamos providenciar o nosso Theo.-Niall disse me fazendo sorrir.

Em Seus Olhos - Cap 20

Vanessa! – a chamei para que acordasse – Chegamos.

- Nossa! Eu apaguei totalmente, desculpa, eu não queria ter deixado você sozinha. – ela disse ajeitando seu cabelo, jogando-o para um lado.

- Não tem problema. – um funcionário do hotel veio até mim e pegou nossa bagagem, vi que ela tinha parado e estava olhando para a fachada do hotel.

Vamos? – perguntei enquanto estendia minha mão para ela, tudo já estava pronto quando chegamos a recepção, Amanda era muito eficiente para esses assuntos, mostrei meu documento e assinei o livro, fomos para o elevador, ela se apoiou na parede do elevador, eu me encostei nela, e fiz com que ela colocasse seu peso em cima de mim ao invés da parede.

- Cansada ainda?

- Um pouco, mas acho que é mais exaustão por ter ficado tanto tempo na mesma posição.

- É, eu também estou quebrada, fazia muito tempo que eu não viajava assim, eu realmente quero um banho.

- Eu também. – ela disse. – Eu vou providenciar isso.

Chegamos ao andar, nossa bagagem estava a nossa espera com o funcionário, dei algum dinheiro a ele e entramos..

A sala principal era ampla, com moveis escuros e modernos, uma grande estante preta com uma tela enorme central, dava de frente para o sofá com vários lugares em formato de L, passamos para a sala de jantar intima, que tinha uma pequena cozinha, fui para o quarto principal, que era todo de cetim cinza e marrom, deixei algumas coisas na mesa que havia no quarto espaçoso, Vanessa estava junto, ela não tinha dito nada desde que entramos.

- Esse é o quarto principal, mas essa suíte tem dois quartos, para o caso de você se cansar de mim e querer a sua privacidade.

- Tem mais um quarto aqui? – fiz que sim com a cabeça e peguei sua mão para mostrar, o outro quarto também era espaçoso.

- Você pode deixar suas coisas aqui.. mas eu espero que você queira deixar suas coisas no outro quarto, junto com as minhas, esse aqui é só para emergências, caso você queira um espaço seu.

- Boba. – e ela grudou nas minhas costas, fomos para fora do quarto.

- Você está com fome? – eu perguntei, enquanto ia para o banheiro da suíte principal. – Mais ou menos – ela disse quando entrou no banheiro, que era todo em mármore preto, com muitos espelhos, deixei minhas roupas no chão de madeira e coloquei alguns sais na banheira, Vanessa ficou me observando enquanto eu acendia algumas velas na borda da banheira.

Ela tirou a roupa e apagou a luz, eu não me cansava nunca de olhar para ela, e ela me lembrava pinturas do século dezoito.

- Você é realmente linda – pela primeira vez ela não disse nada, mas eu sabia que ela tinha revirados os olhos, eu coloquei minhas mãos em seus seios e ela jogou sua cabeça para o lado, no momento eu não queria fazer nada com ela, a não ser tocar seu corpo, eu queria passar a mão em cada centímetro seu. Suas mãos estavam próximas as suas coxas, eu passei minha mão e subi par a barriga, voltando para cima, senti que uma de suas costelas era mais alta que a outra, isso era comum, mas eu tinha reparado antes, ela ficou um pouco rígida, não sei se o toque a incomodava, subi para o seio novamente, ela se virou para mim me dando um beijo.

- Você prefere que eu peça algo para comermos aqui mesmo, ou quer descer?

- Acho que prefiro ficar aqui hoje -  ainda bem, eu não estava com vontade de descer, ou sair para ir para algum restaurante. Após nosso banho liguei para o serviço de quarto e fiz o pedido para nós.

Meu celular vibrou no meu bolso, era Luis, me esqueci completamente de ligar para ele.

- Oi Luis.. me desculpe ..ela me deu o recado.. sim, a perfeita distração, mas o que você queria falar comigo? Hmm.. de acordo com os dados que ele te passou.. não.. quero ter certeza antes… obrigada.

Eu tinha colocado uma calça jeans velha e confortável e uma camiseta branca e Vanessa tinha colocado um vestido com fundo preto e estampa de varias pequenas flores, de um tecido muito leve, o vestido ia ate suas coxas.

Ouvi a porta e fui atender como de costume nesse hotel mandaram uma garrafa de champagne fora o vinho que eu havia pedido.

- Não há necessidade de nos servir, obrigada – eu disse ao funcionário, Vanessa estava sentada no sofá da sala, quando levei para a mesa o nosso pedido, ela veio me ajudar, enquanto eu abria garrafa de vinho.

- Você realmente deve ter dinheiro, uma suíte dessas deve ser uma fortuna.

- Sim, eu tenho, trabalhei bastante para chegar a isso, me abdiquei de muitas coisas, mas não me arrependo.

- Não duvido, mas isso não quer dizer que você tenha que pagar tudo para mim, eu não gosto disso.

- Mas você não tem motivos para ficar brava quando eu quiser pagar algo para você.

- Tenho sim, eu também trabalhei muito, e hoje eu tenho dinheiro, eu não gosto de depender das pessoas para nada, porque um dia elas podem jogar na cara que o dinheiro é delas – do que ela estava falando?

- Eu não faria isso, eu insisto, se você quiser, você usa seu dinheiro com coisas para você, quando estiver sozinha, mas por favor, me deixe pagar as contas quando estivermos juntas, eu realmente odeia quando você quer pagar uma conta em algum restaurante ou algo assim.

- Eu não sei se consigo.

- Ah você consegue! – eu disse dando a entender que era o final da conversa.

- Autoritária! – ela bufou, e começamos a jantar.

Capítulo 1

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- Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três… Vendido! – E mais uma martelada foi ouvida. Ufa! Achei que esse último quadro não sairia por um preço bom, digamos que pra mim o preço ideal é de no mínimo cem mil dólares.

- Parabéns, senhora Malik. – Um dos participantes do leilão apertou minha mão. – O leilão foi um sucesso, como sempre.

- Obrigada, Scott. – Sorri brevemente.

- E a senhora está cada vez mais linda.

- Agradecida. – Respondi sem esboçar nada de simpatia dessa vez. Toda vez esse velho vinha com gracinhas para o meu lado.

- Estou satisfeitíssimo com meu quadro, senhora Malik. – Outro cliente aproximou-se me salvando do velho tarado.

- É de se esperar, Matthew. Esse é um legítimo Dalí. – Respondi sorrindo convencidamente.

- Não há dúvidas quanto a isso, vocês são confiáveis, senhora.

- Eu e meu marido agradecemos a confiança.

- Falando no Zayn, onde está ele que há meses não comparece em seus leilões?

- Zayn está negociando com uns colecionadores da Coréia do Sul. – Senti-me um pouco desconfortável.

- Novos quadros estão por vir?

- Pode ter certeza. Gostaria de pedir licença, senhores.

- À vontade. – Scott falou sério.

Andei pelos corredores do enorme salão vendo meu vestido vermelho refletir nas paredes de espelho que continham nas salas especiais onde os compradores podiam apreciar melhor seus quadros. Tudo estava perfeito. Joseph e Bryan, meus dois filhos, estavam sentados e entediados numa sala reservada à nossa família.

- Está tudo bem por aqui? - Perguntei após dar beijos em cada um.

- Quero ir pra casa. – Bryan, o mais chatinho disse de braços cruzados. Filhos mais novos é sempre um problema maior.

- Logo vamos. O leilão terminou, meu amor.

- Ainda bem. – Bufou e voltou para o seu lugar ao lado da mãe de Zayn.

- Foi tudo incrível, (s/a). Me deu até vontade de comprar também. – Trisha riu animada.

- Nem pense nisso, Patricia.- Falei fingindo levar um susto e ri também em seguida.

- Zayn ficaria orgulhoso de você. – Ela disse.

- E ele está. – Sua irmã completou piscando o olho.

- Tenho certeza. Tudo deu certo. – Eu disse confiante, nada deu errado.

- Mamãe, quando o papai vai voltar da China? – Joseph perguntou agarrado às minhas pernas.

- Ele não está na China, querido. Está na Coréia do Sul, lembre-se disso. – Fiz carinho nos seus cabelos tão negros quanto os do pai. – E ele voltará logo, prometo.

- Eu acredito em você, mamãe. – Joseph era dois anos mais velho que Bryan, porém sempre fora meu anjo, me entedia e compreendia até mais do que Zayn. Meu filho mais novo tinha 5 anos e o mais velho 7.

- Que bom, filho. – Beijei sua testa e no mesmo instante o meu celular fez eco com seu toque na enorme sala barroca. – Oi! – Respondi animada assim que vi quem era.

- Oi amor, como você está? – A voz de Zayn preencheu a linha. Ele parecia despreocupado, como na maioria das vezes.

- Estou maravilhosamente bem, você já deve saber.

- Sim, eu sei. – Ele riu. – A melhor coisa que fiz foi te deixar no meu lugar. Nada como uma mulher sexy para atrair novos compradores.

- Só sirvo pra isso? – Fingi irritação.

- Claro que não. Você é linda, sexy, inteligente e minha também. Já é o suficiente. Apesar de que isso chama e muito a atenção do velho Scott.

- Zayn…

- Estou pensando em dispensá-lo dos meus leilões. Na minha frente era o maior respeito contigo e agora que estou ausente ele está se engraçando para você. – Pareceu beber algo. – Mas antes de mandá-lo desaparecer eu posso montar um pequeno susto para o velho.

- Olha, já te disse pra parar com essas coisas.

- Você me conheceu assim, sempre serei assim, meu bem.

- Eu não sabia exatamente de tudo. Pensei que você fosse correto, sério com os…

- Calada! – Meu marido interrompeu-me irritado. – Está louca de falar coisas desse tipo por aí, (s/n)? – Assustei-me com sua reação. Zayn irritado era um problema.

- Desculpe.

- Você com medo fica ainda mais linda. – Riu. – Aliás, esse vestido vermelho está me deixando maluco. Melhor ir pra casa e tirá-lo logo, senhora Malik.

- Irei providenciar isso, senhor. – Ri relaxando dessa vez.

- Senhora Malik? – Acho que estava começando a cansar de ser chamada assim. Ao virar-me vi um dos rapazes da organização do leilão.

- Sim?

- Vim avisá-la sobre parte da contabilidade do leilão de hoje, ainda não terminamos tudo porque dessa vez foram muitos milhões.

- Uh! – Zayn comemorou do outro lado da linha. – Precisarei de todo esse dinheiro com o processo na justiça. – Riu debochado.

- Que maravilha! Em quanto estamos?

- Cerca de dois milhões de dólares, ainda faltam uns quadros para se juntar a esse valor.

- Ótimo. Faça isso logo.

- Certo, senhora. Licença.

- Toda. – E o rapaz se foi. Vi os familiares comemorarem e Zayn ria feliz.

- Mãe, é verdade que ganhamos ainda mais dinheiro?

- Sim.

- E eu vou poder fazer minhas aulas de piano agora? – Joseph pediu novamente. Péssima hora pra isso.

- O QUÊ? PIANO? ESSA HISTÓRIA DE NOVO? – Zayn gritou. – Já disse que isso não é coisa pra filho meu fazer. Passa aí pra ele, (s/a).

- Zayn, por favor…

- Agora! – Ordenou e eu não hesitei em obedecer. Vi Joseph balançar a cabeça freneticamente com cara de medo e infelizmente eu não podia fazer nada, não posso contrariar uma ordem do meu marido, caso ele se irrite pode-se dizer que uma Terceira Guerra Mundial será causada.

- Sim pai, eu irei me dedicar às aulas de Artes. – Ele disse com a voz falha.  – Sim, nada de piano. – Ele entregou-me o celular e saiu correndo até Trisha.

- Você não precisava ter sido tão rude com ele. – Falei ao encostar o celular no ouvido novamente.

- E você não se intrometa nisso, (s/n). – Suspirei fechando os olhos. – Joseph vai me enlouquecer com essa história de piano.

- Bom, preciso desligar.

- Está com raiva, não é?

- Por que ainda pergunta?

- (s/n), é necessário.

- Adeus, Zayn. – Desliguei o celular e respirei fundo. Ele deve estar uma fera. – Vamos pra casa? – Perguntei quando me aproximei da família de Zayn.

- Graças a Deus! – Bryan ergueu os braços e eu ri.

- Deseja carona, senhora Malik? – Scott aproximou-se. Estou começando a pensar na possibilidade de deixar o Zayn dar um susto nesse velho tarado.

- Creio que temos dinheiro suficiente para comprar um carro e mantê-lo, senhor Scott. – A mãe de Zayn disse e eu tive que me virar pra não rir na sua frente.

- Oh. Perdão! – Sorriu sem graça pra ela e foi embora.

- Obrigada, Trisha.

- Por nada. Só quero evitar um Zayn bravo. – Saímos da sala e várias pessoas vieram me cumprimentar pelo sucesso do leilão. Eu estava morta, queria chegar em casa e retirar esse sapato o quanto antes.

[…]

- Quero cereal. – Bryan fez birra ao ver que a caixa do alimento não estava depositada na mesa.

- Filho, creio que tenha acabado. Por favor, coma o que tem na mesa, sim?

- Mas eu odeio bolo de cenoura! – Jogou o prato no chão.

- Bryan. – Repreendi o garoto. Os empregados olhavam assustados para nós dois. – Pegue isso agora.

- Não.

- Oh (s/n), deixe o garoto. – Trisha aproximou-se e beijou a testa de Bryan. – É só o gênio forte do Zayn que se faz presente nele. – Riu.

- Mas ele não pode ser assim, Trisha.

- Ele pode. Você sabe que pode. – Falou mastigando tranquilamente. – Irei ver o Zayn hoje.

- Posso ir?

- Ainda não sei, verei com ele. – Suspirei. – Zayn ficou bravo com sua atitude ontem.

- Você irá para a Coréia, mamãe? – Joseph perguntou me olhando atentamente. Droga!

- É… Acho que não, filho. – Sorri pra ele que apenas voltou seu olhar para o prato. – Vamos para a escola?

- Não quero ir hoje. – Bryan disse.

- E aí Trisha? Ele pode isso também? – Perguntei irritada e acredito que algum dos empregados riu.

- Vá, Bryan. Obedeça a sua mãe. – Continuou com seu olhar no tablet e eu daria qualquer coisa pra saber o que ela tanto mexia ali, provavelmente alguma coisa de Zayn.

Quando Joseph nasceu Zayn achou melhor que Trisha e sua família viessem morar conosco. Logo tratou de comprar uma casa maior e todos moramos juntos desde então. Levei as crianças para a escola e segui para o ateliê de um velho amigo de Zayn que acabou se tornando amigo meu também.

- Olá, Smith. – Depositei minha bolsa numa poltrona.

- Olá, preciosidade. – Beijei sua bochecha e sentei-me ao seu lado para apreciar o belíssimo quadro junto com ele. – Gostou?

- É perfeito. Quadro novo?

- Sim, seu marido mandou hoje pela manhã.

- Pelo jeito ele falou com todos menos comigo.

- Ele não estava de bom humor hoje. Culpa sua, não é?

- Minha? Você sabe o que ele quer fazer com o Joe, não sabe?

- Sei e acho que ele está certo.

- Não Smith, ele não está.

- Bom, cada um com sua opinião e o Zayn com o poder de decidir o que cada um fará da vida.

- Às vezes o poder que ele tem sobre nós me irrita.

- Querida, ele é como um faraó e você é a rainha. Não se inclua nos súditos. – Gargalhei. – Esse fará parte do próximo leilão.

- Ótimo. Irei organizar tudo hoje.

- Você não vai com a Trisha?

- Acredito que não.

- Olha. – Smith levantou-se. – O Zayn ficará furioso se você não for. Conheço meu amigo e ele não pensará duas vezes em voltar para Londres e pôr tudo a perder só pra te ver.

- Merda. – Levantei-me também e peguei minha bolsa. – Então tenho que ir, a Trisha é capaz de ir e nem me comunicar.

- A cara dela. – Rimos. Despedi-me dele e voltei às pressas pra casa.

- Estou pronta, James. – Minha sogra disse ao motorista.

- Também irei, Trisha. Só precisamos passar no colégio dos meninos para…

- Não temos tempo, (s/n). – Interrompeu-me.

- Tudo bem.

- James, após nos levar ao aeroporto vá, por favor, buscar as crianças no colégio.

- Sim, senhora. – Às vezes parecia que a dona da casa era a minha sogra e não eu.

[…]

Depois de horas de viagem chegamos finalmente à Alemanha, onde Zayn estava encarcerado. Trisha resolvia algo em seu adorado tablet e eu tentava me entreter com uma revista de moda. Zayn mandou que instalassem uma mesa de sinuca no jatinho, mas eu não chamaria a minha sogra pra jogar, com certeza não. Fomos para a ala que meu marido estava e eu fiquei boquiaberta, o lugar era extremamente luxuoso e tinha de tudo. Pareciam apartamentos de luxo, as pessoas ali estavam de férias.

- Olá, meu filho. – Trisha cumprimentou Zayn com um beijo na testa. Só aí que ele retirou o olhar do celular e viu a mãe. – Como se sente?

- Bem. E os negócios?

- Pergunte a sua mulher. – Ela disse sorrindo e saiu da sua frente para que ele pudesse me ver.

- O que diabos está fazendo aqui? – Gritou levantando-se da cadeira.

Jess

-Capitulo 28-

Clara:Deu pra escutar atrás da porta agora?(assustada)

Van:Se você tivesse me falado tudo isso ontem,não precisaria disso.(séria)

May:Com licença.(saindo)

Clara:Então você assume que estava ouvindo atras da porta?(indignada)

Van:Não…eu vim falar com você e acabei ouvindo.

Clara:então…(esperando uma resposta)

Van:Então digo eu…quem falou que eu não gosto de você?(séria)

Clara:Ontem deu a entender isso…

Van: Você devia ter sido mais direta ué…

Clara:Perto de você eu me sinto uma adolescente aff'z..(corando)

Van:então quer dizer que você gosta de mim?

Clara:para vanessa…(escondendo o rosto com as mãos)

Van:Deixa de ser boba,olha pra mim…rsrsrs

Clara:Eu gosto,eu..eu me apaixonei,o que você quer que eu faça?

Van:Quero que você pare de ser chata…

Clara:Fiquei ontem o tempo todo tentando te arrancar isso e nada.(fazendo bico)

Van:Mas isso é muito obvio…lógico que eu não gosto de você.(ficando séria)

Clara:c-c-como?(assutada)

Van:Eu estou apaixonada por você.(séria)

Clara:E porque não falou antes?

Van:porque eu estava me sentindo pressionada e não consigo me abrir quando me sinto assim…

Clara:Me falasse isso também,já imaginou que podíamos ter terminado essa noite diferente? francamente vanessa…

Van:Você também hein?porque não disse nada?(fazendo careta)

Clara:Porque você não perguntou mulher.(rindo)

(Clara narrando)

Lerdinha ela né? depois de tudo esforço que tive ontem ela vira pra mim e fala ai gente francamente,vanessa as vezes dorme no ponto,mas enfim ela disse alguma coisa,tô feliz Brasil tô.

Van:Então…

Clara:O que a gente faz?

Van:Tem alguma ideia? (gargalhando)

Clara:como a gente rotula isso?…

Van:Rotula o que?(confusa)

Clara:Jura que você vai fazer a desentendida?(a olhando séria)

Van:Hahahaha não..(se levantando e indo em direção a porta)

Clara:Pera…vai aonde?(confusa)

Van:preciso fazer uma coisa…posso tirar folga hoje?

Clara:Pode mas…a gente não terminou de conversar.(arqueando as sobrancelhas)

Van:Ah terminamos sim…(rindo)

Clara:E o que você vai fazer?(confusa)

Van:Tenho um compromisso agora,mais tarde passo aqui pra pegar você.(saindo fechando a porta)

Clara:Mas Vanessa eu ain…

Maravilha saiu,não me deu resposta alguma e ainda por cima me deixou falando sozinha…

(na sala)

Thais conversava com Mayra enquanto Vanessa descia as escadas correndo ,as duas prontamente a olharam com cara de espanto.

Van:hahaha a cara de vocês é a melhor..

Thais:E ai o que deu?

Van:Nada…ainda.(sorrindo)

May:Como assim?(confusa)

Van:Eu falei que tô apaixonada por ela.(sem graça)

Thais:Que fofo Van.(dando pulinhos)

May:Tá mas não deu em nada porque?(confusa)

Van:Porque ela quer um rotulo.(pensativa)

Thais:Como assim?(confusa)

May:seria um pedido de namoro?

Van:Imagino que sim…(sorrindo boba)

Thais:E você vai fazer esse pedido?(sorrindo)

Van:Vou né eu…

Thais:AAAAHHHH que fofo Van,vivi pra ver isso.(rindo)

Van:Ha Ha ha muito engraçado dona Thais.(revirando os olhos)

May:e já sabe como vai fazer isso Van..?

Van:Tenho uma ideia,e preciso da ajuda de vocês.(sorrindo)

Thais:E só falar que faço..(sorrindo)

May:pode contar comigo.(sorrindo)

Van:Preciso que você fique aqui e não deixe a Clara sair nem por decreto,e may preciso que venha comigo…(sorrindo boba)

Thais:Ela vai com você,e eu fico aqui fazendo bancando a babá?(fazendo careta)

May:para Thais,isso aqui não é uma novela.(¬¬)

Van:E você falou que ia ajuda…

Thais:Gente Clara não vai me obedecer nem por decreto isso é ridículo melhor a Mayra ficar..

Van:Mas eu preciso de uma ajuda que só a May pode fazer Thais..(revirando os olhos)

Thais:Mehor amiga agora? (irônica)

May:Deixa de criancice Thais (¬¬), além do mais a Clara não morde,só dá patada…(rindo)

Van:Então vai me ajudar?…(fazendo bico)

Thais:Vou né,fazer o que.(revirando os olhos)

Van:Então may,vamos temos muito o que fazer.

May:Só se for agora.

(Vanessa narrando)

Fui com Mayra providenciar tudo o que era preciso para aquele momento eu nunca havia feito isso,mas eu queria isso,eu estava apaixonada por aquela mulher e agora que eu sabia que ela também estava,eu a queria pra mim sem pensar duas vezes.

Clara:Thais…o que você tá fazendo aqui?(confusa)

Thais:Er…eu..é…preciso falar com você.(sorrindo amarelo)

Clara:Agora eu estou indo para a empresa.(indo em direção a porta)

Thais:NÃAO…(entrando em sua frente)

Clara:Ficou doida Thais?(assustada)

Thais:Não é que eu preciso falar com você agora…(séria)

Clara:Você tá me assustando,qual o seu problema?

Thais:É sobre a May..

Clara:Ah Thais me polpe de novo esse seu assunto com a Mayra,supera chega disso,agora tenho que ir pra empresa e você também.(se irritando)
Thais:Não é isso…er outra coisa.(sem graça)

Enquanto Thais se desdobrava pra fazer Clara ficar em casa e longe da empresa eu e Mayra resolvia alguns detalhes finais para hoje a noite,eu estava numa expectativa que não cabia em mim o lugar onde eu escolhi para fazer o pedido é velho conhecido de vocês,agora só falta ver o que Clara vai achar de tudo isso.

May:Van ficou perfeito.(sorrindo)

Van:Será que ela irá gostar…(nervosa)

May:Acredito que siim,eu estou muito feliz enfim a Clara vai para de se culpar pelo passado e viver o presente..(falando mais para si)

Van:não entendi…(confusa)

May:Er…nada não,vamos continuar de terminar isso aqui…(mudando de assunto)

As horas passaram rápido para a minha alegria e a de Thais também,quando liguei para ela Clara estava quase lhe agredindo por ela tanto enrolar hahaha…

Clara:Então você e a May tão se pegando?(assutada)

Thais:Siim,mas eu acho que me apaixonei e não sei o que fazer.(fazendo cara de triste)

Clara:Já falou isso pra ela?

Thais:Claro que não…

Clara:Vejo que você e a Vanessa tem muitas coisas em comum..(revirando os olhos)

Thais:Porque?

Clara:Por nada…enfim e o que você quer que eu faça?

Thais:Você é amiga dela,então…

Clara:Pelo jeito não sou tanto…ela nem me falou nada.(semicerrando os olhos)

Thais:Er…porque eu pedi.(engolindo seco)

Clara:Olha eu vou ver no que posso te ajudar,e depois te falo,agora preciso ir mesmo…(se levantando)

Thais:Não terminei ainda e…

Clara:Ah terminou sim.chega Thais faz quase 3 horas que estamos nessa,alias você não tinha que estar na empresa?(a encarando séria)

Thais:Eu…er…é que…(pondo a mão na cabeça)

Clara:Tá tudo bem? (assustada)

Thais:Tô passando mal…

(Clara narrando)

Eu a essa altura já havia desistido de voltar para a empresa,Thais resolveu passar mal então tive que ficar com ela,já ia dar 18:00hs quando ela disse que estava se sentindo melhor.(¬¬)

(Campainha tocando)

Clara:Vou ver quem é pera ai…

(abrindo a porta)

Clara:Mayra?

May:Clara aconteceu uma coisa.(ofegante)

Clara:O que houve?(assustada)

May:Aconteceu uma coisa com a Vanessa.(séria)

Clara:Como? o que houve? (se desesperando)

May:Acho melhor você mesma vir ver…

Clara:Thais…

Thais:Estou melhor pode ir…(sorrindo)

Fomos para o carro e Mayra deu a partida,não faço ideia de onde ela estava me levando,“aconteceu uma coisa"e com a Vanessa,minha cabeça estava rodando eu tava quase sufocando naquele silêncio do carro.

Clara:É algo grave may? (aflita)

May:grave não…mas é sério.(tranquila)

Clara:ela se machucou?tá no hospital?(assustada)

May:Não,relaxa…

Siim,meu coração estava saindo pela boca e a mulher me pedindo pra relaxar,Mayra só pode tá querendo morrer,parei para reparar no trajeto que estávamos fazendo,era o caminho da empresa,não consegui entender nada quando paramos em frente.

May:Chegamos.(sorrindo)

Clara;Aqui?cê jura?(fazendo uma careta)

May:Siim,a Van está ai…

Clara:Hã?para de idiotice Mayra,e porque isso aqui tá fechado a essa hora?(impaciente)

May:Vai por mim é por uma boa causa.(sorrindo)

Clara:Tá e agora faço o que?(confusa)

May:Entra ué…boa sorte.(ligando o carro)

Clara:Pera,você vai me deixar aqui sozinha?(arregalando os olhos)

May:Amiga seja feliz…tchau.(indo embora)

Abri a porta principal e entrei,estava muito confusa,o que Vanessa fazia sozinha dentro da empresa?fui andando em direção ao único lugar que estava iluminado,era próximo ao elevador…chegando lá não havia ninguém,mas havia uma mesa d jantar decorada,um vinho e velas que estavam iluminando o local…

Clara:Van?

Van:A exato 4 meses eu esbarrava em uma mulher prepotente que me fez a odiá-la,com motivos…a 4 meses também eu era contratada para trabalhar pra essa mesma mulher,que azar não?,e também foi a 4 meses que eu ficava presa justamente com ela em um elevador…para ser mais precisa nesse elevador…(apontando) ironia do destino?talvez…

Clara:(enchendo os olhos de lagrimas)

Van:A 4 meses essa mulher toda errada,toda imperfeita,mas que quando olha pra mim me faz esquecer dos seus erros,quando sorri se torna o ser mais perfeito do mundo,e você dona Clara Aguilar,é a mulher…que além de fazer tudo isso (respirando fundo) ainda teve a audácia de roubar meu coração…

Clara:Van…(deixando uma lagrima cair)

Van:E é pra você que fiz tudo isso,ou melhor pra te fazer um pedido…

Van:Você aceita namorar comigo?  

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Capítulo 94

Após uma longa conversa com sua mãe, Clara voltou para junto de Vanessa e sua mãe foi embora.

- Clara: Oi meu amor. - Sentou-se ao seu lado e segurou sua mão. - Contei de nós pra minha mãe. - Sorriu. - Ela aceitou Van. - Clara acariciava a mão de Vanessa enquanto falava com a mesma. - Acorda logo, meu amor. Ando precisando tanto de você. - Ela levou uma mão até os cabelos de Vanessa e os acariciou. - Ouvir sua voz, ver seus olhinhos e seu sorriso, sentir você me pirraçando. - Sorriu enquanto uma lágrima caia por seu rosto. - Acorda minha princesa, por favor.

Clara encostou sua cabeça no ombro de Vanessa e minutos depois acabou pegando no sono. No dia seguinte ela acordou cedinho, tomou um banho e um café e foi para a empresa cuidar de seus negócios e assuntos relacionados a boate de Vanessa. O dia passou voando até. No final da tarde a mãe de Vanessa ligou para ela dizendo que os médicos queriam conversar com os familiares dela. Clara não pensou duas vezes, pegou suas coisas e foi imediatamente para o hospital. Seu coração ia a mil durante o trajeto, ela tinha medo do que eles poderiam falar, mas ao mesmo tempo esperanças por serem notícias boas.

- Clara: O que eles querem falar dona Solange?
- Solange: Ainda não sabemos. Como você esteve todo o tempo com nossa filha, resolvemos te chamar para participar dessa conversa.
- Clara: Bom, então vamos até eles. - Eles foram até o doutor.
- Médico: Bom, eu chamei aqui porque tenho algumas coisas a falar a respeito de Vanessa. Vocês sabem que fazemos exames rotineiros nela e em um desses exames foi constatado um problema.

- Solange: O que?
- Médico: Calma, eu vou explicar, mas antes preciso falar desse remédio que a Vanessa vem tomando. Ele é um remédio muito, muito forte por isso as possibilidades do paciente acordar são maiores. Porém, em estudos feitos, por ser um remédio muito forte, ele melhora o paciente de uma coisa, mas acaba fazendo mal a outro órgão. No caso da Vanessa ele atingiu o coração dela. Notamos de uns tempos para cá que o coração da paciente vem enfraquecendo os batimentos cardiácos e isso é arriscado, afinal, não podemos correr o risco dela ter uma parada cardíaca.
- Sérgio: Tá doutor, mas então o que devemos fazer?
- Médico: Há duas opções. Uma delas é começar desde agora a procurar um coração para caso de um transplante futuramente, já que parar com o remédio será impossível.
- Clara: E a outra opção, doutor? - O semblante do médico ficou mais sério do que já estava.
- Médico: Bom, como se passaram três anos já, a outra opção seria parar de vez com o remédio.
- Sérgio: Mas o senhor não falou que seria impossível parar com o remédio?
- Médico: Falei, mas como se passou alguns anos e ela não acordou, pouparia o sofrimento de vocês e dela.
- Clara: Você tá dizendo pra gente deixar a Vanessa morrer? É isso?

- Médico: Senhorita Clara, isso pouparia o sofrimento futuro de vocês e da própria paciente. - Clara levantou-se indigada.

- Clara: Você enlouqueceu? Me admira ouvir isso de você, doutor! Ninguém vai deixar a Vanessa morrer, você não é ninguém, absolutamente ninguém pra sugerir isso! Eu não vou desistir da Vanessa enquanto ela respirar, entendeu? - Retirou-se da sala do médico batendo a porta.
- Médico: Preciso da decisão de vocês. - Os pais da Vanessa se olharam.
- Solange: Acho que a Clara já falou tudo, doutor.
- Médico: Certo. Vamos começar a procurar um coração compátivel para Vanessa.

Assim que saiu da sala do médico, Clara foi para o quarto de Vanessa. Ela estava chorando, ainda que tentasse se conter. Ela segurou a mão de Vanessa e não falou nada. Ela sentia que sua pequena conseguia ouví-la e não queria que ela soubesse do que o médico havia falado. Depois de alguns minutos, os pais de Vamessa a chamaram no corredor.

- Solange: Acalme-se Clarinha.
- Sérgio: Não vamos deixar fazerem nada com a Van.

Solange e Sérgio não foram embora enquanto May não chegou, eles não queriam deixar Clara sozinha. Assim que eles foram embora, Clara contou tudo para sua prima e ela ficou chocada.

Um mês se passou

Era domingo a tarde, o doutor chamou novamente Clara e os pais de Vanessa para conversarem. As notícias não eram boas. Eles ainda não haviam achado nenhum coração compatível para Vanessa e a cada dia seu coração ia ficando mais fraco. Eles tentavam achar uma solução a todo custo enquanto Clara só escutava, até que resolveu falar.

- Clara: Eu quero fazer esse exame. - Todos a olharam.
- Médico: Você tem idéia do que está falando?
- Clara: Sim!
- Solange: Como você vai doar seu coração, Clara?
- Clara: Eu quero fazer esse exame. Quanto ao meu coração, tentem achar um compatível pra mim, sei lá.
- Sérgio: Não permitiremos isso.

Depois de muita briga, o médico aceitou fazer o exame. Nada ainda havia sido decidido, apenas o exame iria ser feito para saber se o coração de Clara era compatível para Vanessa. Os pais dela também exigiram fazer o exame e o médico aceitou.

No quarto de Vanessa

Clara segurou a mão de Vanessa.

- Clara: Você precisa aceitar meu coração, meu amor. Por favor, aceite-o. - Ela implorava a Vanessa enquanto algumas lágrimas caíam.

Mais uns dias se passaram e o médico já tinha o resultado dos exames.

- Médico: Chamei vocês para dar o resultado. O exame do senhor Sérgio e da senhora Solange deram negativo.
- Clara: E o meu?
- Médico: Até o momento ele foi aceito pelo corpo de Vanessa. Também fizemos um para a senhorita e encontramos um coração compatível com o seu.
- Clara: Ótimo, é só marcar o transplante então.
- Médico: Eu não posso fazer isso, você corre um grande risco de morrer, senhorita.
- Clara: Se não fizer esse transplante a Vanessa também corre esse risco. Eu me responsabelizo pelos meus atos.
- Médico: Isso é loucura!
- Clara: Que seja então! Você vai negligenciar isso? - O médico calou-se por alguns segundos.
- Médico: Certo. Vou providenciar tudo e lhe chamo quando estiver tudo acertado.