pro motos

Cap 6 - Primeiro Dia parte 1

Clara tinha colocado o alarme para despertar as 7  mas acordou sozinha as 5 e não conseguiu mais dormir. Inexplicavelmente estava ansiosa para a chegada de Vanessa, seria o primeiro dia de trabalho da segurança, mas a loirinha podia jurar que era o seu, se sentia tão nervosa quanto na primeira vez que tocou em uma boate e dizia a si mentalmente que aquela reação era por causa das coisas que Tadeu lhe disse na noite anterior.  

Vanessa chegaria as 8 e naquele dia Clara tinha pedido para todos empregados estarem presentes mesmo os que não trabalham todos os dias em sua casa, iria apresentar todos a Vanessa.    

Vanessa foi pontual e as 8:00 guarita da entrada do condômino anunciou sua chegada, como dessa vez não estava acompanhada de Tadeu e seu motorista, Clara esperou a morena na rua em frente a sua casa  para lhe mostrar o caminho da garagem. Para surpresa da DJ uma moto  aprilia rsv4 parou na sua frente, e ela pode jurar  que tudo o que aconteceu em sequência foi em câmera lenta. Vanessa tirou o capacete ajeitou rapidamente o cabelo e olhou para Clara.

- Bom dia senhorita Clara. Onde posso estacionar?

- Bo Bom dia – disse ainda caguejando depois de ficar uns bons segundos literalmente de queixo caído – eu é… eu vou te mostrar, me segue aqui.

Clara levou ela até a garagem, que ficava no subsolo da casa, tentando disfarçar as olhadas que dava para a segurança toda de preto com a bunda empinada pro alto na moto.

“Essa mulher aqui em  casa é um atentado a minha sanidade mental, senhor”

Esperou ela descer da moto para começar a lhe mostra a casa. 

- Bom Vanessa como já estamos no sub solo vou começar te mostrando onde você vai ficar. – e começou a andar – aqui embaixo fica a garagem, lavanderia, casa das maquinas e uma residência de empregados – abriu a porta – e é aqui que você vai fica, tem 5 dormitórios, uma cozinha e um banheiro, mais raramente os empregados dormem aqui em casa, logo sempre vai ter bastante privacidade para trabalhar. Eu acho aqui meio frio e sem graça ai pedi para a Conca colocar umas cores e flores, e uma cafeteira também, espero que seja do seu agrado e o suficiente pro seu trabalho.    

- Isso é mais que o necessário para trabalhar. – deu um sorriso breve agradecendo a gentileza – Posso deixar minha mochila aqui? – apontou para mesa.

- Lógico! Vovô disse que você não costuma descansar quando faz uma  investigação mas não quero que se mate de trabalhar  assim, que tal definirmos horários? Mas também te deixo livre pra ficar mais tempo ou menos tempo do que definirmos, podendo dormir aqui se quiser ou nem vir para cá também.  

- Por mim tudo bem, mas fique ciente que se for necessário passarei 24h  aqui trabalhando.

- Tudo bem moça que não dorme – riu da própria piada, mas logo parou quando viu que não foi acompanhada – proponho de 8 as 18:00 de segunda a sexta, mas fica a sua escolha outros horários também. Vou te entregar a chave da casa para vir quando quiser.

- Ok.

- Agora vamos subir quero apresentar os empregados e o resto da casa. 

Todos aguardavam na sala estar e Clara prontamente começou as apresentações.

- Essa senhorinha linda, cheirosa e simpática – disse apertando a mulher a sua frente que morria de rir – é a Dona Conca, a melhor cozinheira de São Paulo e quem deixa essa casa em ordem. Essa aqui é a Paula babá do Max nos dias em que trabalho a noite. Seu Joca que cuida do jardim e Duarte que na verdade é um dos motoristas do vovô mas sempre está por aqui levando o Max pra escolinha quando eu não posso. E gente essa é Vanessa minha segurança.

Todos se cumprimentaram e as duas seguiram para o resto da casa. Clara mostrou todos os cômodos e terminaram no terraço onde ficava um salão de jogos e um lounge a céu aberto.  

- É uma bela casa, bem grande – Vanessa comentou.

- Grande até demais – Clara acrescentou – do tamanho do ego do meu ex marido, ele colocou  no meu nome e acabei continuando aqui depois que terminamos mas acho ela fria demais não parece um lar, até comprei um apê  menor mas ai comecei a receber as cartas e o senhor Tadeu sabe tudo me convenceu a ficar aqui por ser mais seguro.

- Ele parece sempre te convencer…

Vanessa foi interrompida por uma vozinha fina que vinha da porta.

- Mamãe?!  

O pequeno Max chamava por Clara meio desconfiado, com a presença de uma desconhecida, segurando seu coelhinho de pelúcia contra o peito.

- Oi meu amor, vem cá vem.  

Max entrou meio devagar e vacilante acompanhado de duas bolas de pelo preto que miavam. A segurança viu aquela cena com um sorriso no rosto, não sabia dizer qual dos 3 eram mais fofos. Clara pegou Max no colo enquanto Gustavo se enroscava em sua perna e Maria nas de Vanessa.

- Pronto agora você conhece todos moradores dessa casa, esse é meu filho Max e essas coisas gostosas e ordinárias são Gustavo e Maria. Diz oi pra tia filho?!

- Oiii – disse ainda com vergonha.

- Oi lindão, você é uma graça sabia? – passou a mão em seu cabelo e depois olhou para baixo pra gata que parecia também querer sua atenção – Você  também é um graça – pegou Maria no colo.

- Olha que gata safada mal te conhece e já vai no colo, comigo só quanto quer comida, fora isso essa quenga só falta me matar – riu – Você gosta de bichinhos?

- Amo – Vanessa abriu um sorriso tão largo e a loirinha se sentiu uma retardada, só soube sorrir junto – Eu sou protetora animal – esticou as mãos orgulhosa e mostrou a tatuagem escrito CATS nos dedos – eles são minha vida.

- Nossa que bacana, mas você tem algum?

- 5 gatos e  8 cachorros.

- Meu Deus Vanessa e eu achando que 2 gatinhos era muito – riram juntas – Bom eu tenho que dar café pra esse menino aqui, você quer tomar também?

- Não obrigada, na verdade eu queria ter fazer umas perguntas, pedidos e também ver as cartas.

- Lógico, vou dar alguma coisa pra ele comer e te encontro lá embaixo.