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Nunca pensei em me entregar assim completamente a um sentimento tão confuso quanto o amor, não imaginava que conseguiria sentir as borboletas pulsando no meu estômago, a respiração ofegante, o desejo dentro em mim, não imagina jamais sentir isso tudo por alguém, dai você apareceu. Ahh… Você, você chegou,e mudou por completo. Fez com que eu sentisse tudo e mais um pouco, fez com que eu soubesse o verdadeiro sentido de amar, a verdadeira felicidade. Você me amou como ninguém, ao seu lado eu me sentia único e especial, me sentia vivo, me sentia radiante, como se não houvesse mais ninguém feliz. Como se eu fosse o único feliz nesse mundo. E naquele momento eu senti que era com você que eu queria viver o meu infinito inumerado!
—  Insistivo e Privatizou - Porquê não falar de amor?
Sabe quando você não está bem? Sabe quando parece que tudo dá errado, que até teus amigos te abandonaram aqueles que talvez você pensou que nunca iriam fazer isso? Sabe quando você se sente assim? Pois é, eu estava assim naquele momento. E ninguém podia me ajudar.
—  Privatizou
Acho que o amor, o amor verdadeiro, sabe? Aquele que rasga a alma. Ele não deve ser mendigado por aí, amor não é algo que se deve pedir a alguém. Amor a gente conquista, ou você ama alguém ou você não ama. Não existe meio amor. Amor também é sofrer pelo outro, é ajudá-lo nos seus momentos difíceis, é segura lo quando ele cair. Amor é estar preparado para enfrentar a dor do outro, é segurar a sua mão e dizer: Eu estou contigo. Por isso, não existe meio amor, ou ama ou não ama. Se não ama, por favor, não tente amar. Eu amo muito, mas não sou capaz de amar por dois.
—  Privatizou
Não é interessante observar uma tempestade? As gotas de chuva que parecem cair sobre a cidade completamente grudadas, mas de forma curiosa batem ao chão nos telhados e corpos separadas. Chuva que limpa e restaura, chuva que causa enchentes e perdas. Tudo se torna um verdadeiro mar de lamentos e o interessante vai ficando distante. O desespero preenche todos os lugares, deixando assim de ser apenas um estado de espírito. Está chovendo, a água está levando tudo para longe, correndo as ruas, as casas, mas durante sua passagem, vai causando um nível de destruição muito grande. Nada fica pelo caminho, tudo, completamente tudo vai embora. A chuva então causa revolta, há vozes se erguendo as céus em orações e reclamações, há gotas, dessa vez de lágrimas, por todos os cantos e uma gente tentando entender o por quê. A água então, abaixa, e tudo que vai restando é o barro, a dor e a sensação de que não resta nada. Mas o curioso nisso tudo é que, mesmo enquanto a tempestade caía sobre a cidade, o sol continuava lá por trás das nuvens negras carregadas, esperando para voltar a brilhar e aquecer os corpos, os corações, a colocar esperança no lugar do desespero. Independente do céu negro que se instala durante um longo tempo, o sol, mais cedo ou mais tarde voltará a aparecer. Não haverá nem mesmo um dia em que ele deixe de nascer, mesmo que exista nuvens carregadas cobrindo a sua luz. É tudo questão de tempo. E do tempo de cada um, só Deus sabe.
—  Privatizou
Sabe o que você foi pra mim? Você foi como meu brinquedo preferido. Desde que te vi pela primeira vez, eu me apaixonei, e te quis na mesma hora. Demorou, mas consegui ter você. Eu passava o dia inteiro com você, e nem mesmo na hora de dormir eu queria te largar, mas o fazia, e ainda assim dormia pensando em você, e no que faríamos no dia seguinte. Cada dia era como se fosse o último, eu me apaixonava cada vez mais por ti. Mas, um dia, você fez uma palhaçada, pulou de meus braços e se foi. Na queda, se partiu junto com meu coração. Doeu, eu chorei. Mamãe mandou você para o conserto, deixei você ir. E quando voltou, eu já tinha outro brinquedo em meus braços. Você ficou ali, em minha prateleira, mas deixou de ser o mais importante no momento em que decidiu se jogar dos meus braços enquanto andávamos no balanço.
—  Privatizou
Você não se importa comigo, por que seria agora que se importaria. Sempre me fez de gato e sapato, pisou em meu coração, sem se preocupar o que eu sentiria. Ia embora, e quando queria voltar… eu estava sempre aqui, de cabeça baixa, esperando ouvir sua voz. Feito um trouxa. Por isso você partia. Mas hoje, eu vou me fechar, vou parar de ser otário, parar de te dar essa liberdade de pisar em mim. Hoje, eu que estou no comando. Meus sentimentos sou eu quem cuido, e cansei de machucar eles.
—  Privatizou