princesinha

Bela Flor.

Capítulo Vinte e Quatro. – Arco-Íris.

  • Juliana.

– Ju, acorda. Levanta esse corpinho lindo e preguiçoso da cama que hoje é dia de faxina. – O tom animado de Ya durante a manhã é extremamente irritante. Cubro meu rosto com o travesseiro, e segundos depois sinto o objeto ser puxado.

– Ya! – Reclamo e ouço–a rir.

– Bora! Além da faxina, preciso saber sobre a noite de ontem. – Faz cócegas em mim, e eu salto da cama rindo.

Estou leve, como não me sentia há um bom tempo. Minha noite com Rodrigo não poderia ter sido melhor. Sua companhia é incrível, e tenho de confessar que dessa vez suas investidas não me incomodaram nem um pouco.

– Onde está a Lala? – Sinto falta da minha princesinha. Ontem à noite cheguei tão avoada, e tão cansada que mal me dei conta que ela não estava dormindo aninhada ao meu travesseiro.

– No meu quarto. Fez chantagem e tudo pra dormir comigo. – Conta rindo, e eu dou risada também. Bem típico de a minha menina fazer isso.

– Será que eu posso banhar e tomar café antes dessa faxina? – Pergunto e ela me lança um olhar divertido.

– Com a condição de que vai me contar TUDO sobre ontem. – Cruza os braços e eu dou risada.

– Não seja intromedida, Ya. – Lhe dou língua.

– Você não faria isso comigo, faria? – Me olha sair do quarto, eu apenas dou de ombros enquanto caminho com minha toalha em mãos.

No banho, me pego cantarolando uma música qualquer, enquanto lembro-me do jantar de ontem. Rodrigo simplesmente domina minha cabeça, e isso não me faz sentir culpada, me faz sentir leve.

Sei que o sonho com Alex mexeu muito comigo, e com o passar dos dias, tenho ainda mais certeza de que aquilo não foi um simples sonho. Desde então eu me sinto livre da culpa, de certa maneira, pronta para seguir com a minha vida, com calma, claro.

Você alguma vez já se sentiu tão frágil como um castelo de cartas, a um simples sopro de desmoronar?

Não me sinto mais tão frágil como antes. Eu me sinto viva, exatamente como me sentia quando tinha o Alex ao meu lado. Eu me sinto novamente mulher, e não posso negar que mérito disso é do Rodrigo.

Essa é a primeira vez, desde o acidente, que me sinto assim, e eu havia me esquecido o quão bom é se sentir viva novamente. E o melhor de tudo isso é que não me sinto culpada. Após o sonho, eu penso com mais clareza. O meu Alex jamais gostaria que eu vivesse presa a uma culpa, ao passado.

Após o banho, me visto com uma roupa simples para ajudar Ya com a faxina, e não demoro a me juntar a ela na cozinha, para prepararmos nosso café da manhã. O interrogatório não tarda em começar, e eu quero falar, me sinto bem lhe contado, sem omitir nada, sobre a nossa noite.

– Finalmente você acordou amiga! – Bate palmas numa animação que me faz rir. – O Rod é um cara incrível, e eu não digo isso por ele ser meu cunhado. Acho que se tratando de ti, nenhum outro cara conseguiria te tirar do estado que estava. – Sorri.

– Talvez. – Rodrigo de fato mostrou–se incrível, e bastante determinado. – Mas eu preciso ir com calma Ya. Eu to leve, mas as coisas têm de ir devagar. Além do mais tem a Lala, não quero que ela se decepcione caso alguma coisa não dê certo. – Solto um suspiro. Conversar com a Lavínia vai ser uma coisa complicada, é impossível prever como minha princesa irá reagir.

– Fica tranquila, a Lala adora o Rod, e provavelmente vai adorar saber que estão namorando. – Ri e eu sinto–me desconfortável com a palavra namoro.

Não somos namorados. Estamos nos conhecendo, e por enquanto é apenas isso.

– Não somos namorados, Ya. – Falo. – Podemos mudar de assunto agora? – Peço e ela prontamente concorda. Sabe que me forçando a falar não é a melhor forma possível.

Como eu já disse, eu preciso ir com calma.

Você sabe que há uma chance para você, pois você tem um brilho que é só seu.

(…)

O final de semana passa sem muito de novo. No sábado, Ya e eu passamos boa parte do dia arrumando a casa, e temos a “ajudinha” de Lavínia nessa tarefa. Durante o período da noite, Bruno vem nos buscar para irmos ao supermercado fazer as compras do mês, e quando retornamos pra casa, ele leva minha menina para brincar um pouco no playground. Não tenho nenhuma notícia de Rodrigo, e de alguma maneira isso me angustia.

No domingo o sentimento de angustia logo some. Rodrigo me manda uma mensagem cedo da manhã perguntando se queremos ir à praia, e basta que eu conte a ideia para Lavínia para que ela logo esteja aos pulinhos procurando o que vestir.

Temos Rodrigo como companhia durante todo o domingo. A praia pela manhã é divertida, e eu por muitos momentos peguei–me boba observando–os juntos. A afinidade entre eles só aumenta cada vez mais, e eu não contenho o sentimento de felicidade por isso. Durante a tarde eles me convencem a irmos para a pracinha, e não posso negar que me divirto horrores na companhia deles. E já de noitinha, comemos pizza junto a Ya e Bruno, jogados no chão da sala de casa, enquanto assistimos a um filme na televisão.

Agora sim vejo que não tem mais volta. Cada vez mais Rodrigo faz parte da minha vida, e também da vida da minha filha. E isso não me incomoda, mas me amedronta. Aos poucos estou me recuperando, e só não quero voltar ao que era antes.

Depois do furacão vem o arco-íris.

Firework. - Katy Perry.

______________________________________________________________

Ficou repetitivo demais essa música, não? Haha, mas ela tem uma letra tão perfeita, e foi essencial coloca-la nos últimos capítulos.

Lê boazinha, postando muitos capítulos, e merecendo comentários, não? 

Volto dentro de alguns minutos com o prólogo de Completamente Opostos. Ansiosas? Eu to, kkk.

Beijinhos <3

Chegou , chegando a melhor da balada, louca , doidinha olha só tá chapada , chego ouriçando a rapaziada , roubou a cena , a mais empolgada , rebolando com tesão , abala a situação , tá chapada , mas é top , delicia na pegação

Você é a coisa mais linda que me aconteceu, com você eu descobri como amar alguém. Seu sorriso é o que me faz acordar e seguir em frente. Mesmo sabendo que você não é certo pra mim, que me faz sofrer, chorar e me sentir um lixo. Mesmo assim te amo mais do que qualquer porra desse mundo.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK