primeiro caso

Vamos sentar e conversar.

Eu havia respondido uma ask,mas o tumblr não postou.
Por bons modos não vou marcar a pessoa que mando a pergunta,e se caso a pergunta aparecer postada,considerem essa como resposta.
Gente,sei que gostam de me pedir requests,eu também amo responde-las. Mas o assunto muda quando o request é pedindo que eu desenhe seu sona.
Por favor,não insistam para eu desenhar,não me forçam a fazer algo que talvez no momento eu não queira.
Eu sempre irei desenhar seu primeiro pedido de sona,mas ficar pedindo vezes e vezes uma atrás da outra é muito chato.
Veja bem,eu só desenho sonas quando tenho vontade,quando tenho inspiração. Fora essas duas situações,eu só desenho no seu primeiro request,se caso ganhar um prêmio de raffle ou se você comprar uma commission minha,daí eu desenho,fora isso,nada.
Eu peço POR FAVOR,respeitem a vontade do artista,não adianta insistir para levar depois uma bronca dessa,até porque creio que todos aqui tem educação para saber que pessoas tem limites.
O meu caso:
Eu AINDA (por Thor!) Estou em semana de prova,e preciso dividir bem meu tempo. Afinal,eu não quero perder meus momentos de lazer.
Eu sinto muito prazer em desenhar:
-As requests de brincadeiras que compartilho.
-Desenhos que me veem a cabeça.
-A comic especial de deuses de DeorumTale.
-A comic de NightDream(+18).
-E o musical de Inai e Dashiba.
-Storyboard DT
.
É muita coisa,eu sei,mas eu gosto muito de fazer.
Desenhos digitais que são ask`s para o pessoal de DT só tenho condições de fazer na sexta,sábado e domingo,únicos dias que tenho acesso ao meu computador.
.
Então gente,eu não sou um desocupado,eu faço de tudo para sempre,SEMPRE! Responder todos vocês com o meu máximo,porque eu não faço qualquer coisa para vocês,eu preciso de tempo,calma e muito carinho.
Outro fato.
O fato de desenhar os sonas sempre que me pedem é exaustivo,e acabo gastando muito de meus materiais,porquê como eu disse,eu dou não só meu melhor como também do meu material,e as coisas que uso não são baratas,e eu não tenho condições para comprar toda semana. É raro eu conseguir dinheiro para comprar ao menos um lápis de 5$ (no caso,eu uso o 6B da Fabercastell,que custa 8$ ;-; e é difícil arranjar separados e acabo comprando o pacote de 3 que é 16$) indulgências a parte,por isso comecei a commissiom,é uma forma de beneficiar vocês e vocês me ajudarem. O dinheiro do investimento vai direto para meus materiais,não vai pra coisas pessoais,tanto que as últimas 4 commissions que vendi,com o dinheiro conseguir finalmente comprar meus marcadores e um novo bloco de folhas.
Então pessoal,eu espero que tenham entendido o meu lado de tudo isso.
Vocês sabem melhor que ninguém,que eu não irei negar um pedido de vocês,mas existe limites entre fazer algo pra todos,e algo apenas pra você.
Obrigado por ler até aqui.

Sinto saudades, porém pretendo continuar sentindo. Não querido isso não é orgulho e sim vergonha na cara, passei muitas vezes por cima do meu orgulho, corri atrás e você que não valorizou o meu amor agora sinto muito mais você perdeu e eu vou superar um dia, afinal eu sempre supero não é mesmo ? E como dizem " De amor eu não morro "e bom não acredito que serei o primeiro caso.

- Sorry, My Heart is broken

( existe limite no que pulsa, ou no que continua pulsando? o que é limite nesse caso?)
- talvez, isso das variações, de não ter resposta e só seguir, ou isso de o mesmo ser outro dentro do mesmo que já não é - 

uma ideia ‘fotográfica-performática’ é conduzida de acordo com o fluxo, sincronia, as vezes dessincronia, conduzida de acordo com as ‘bagagens’ de pensamento, sentidos
a pesquisa nesse caso seria esse pensar e pensar, fatos, etc
(?)
nesse caso, primeiro o disparo, depois a intervenção, depois da intervenção já fincada na imagem
poderia a imagem ter um limite?
ou viraria saturação de ideias?
(um desenho de 2012, outro sentir, outro pensar, outro fluxo, pego esses papeis em 2016, e com outro fluxo, outro sentir, outro pensar, intervenho com outro desenho, esses mostrando outro tempo e esse outro tempo)
seria caos sobre caos após e após?
a imagem, a imagem, a imagem
o corpo se repetindo em variações
o outro, o outro, o outro
existe limite no que pulsa, ou no mesmo pulsar de um trabalho?
existem os trabalhos que é aquilo e deu, existe o que quer, e quer, até onde já não ‘pode’ mais, (o que pode?) – até o esgotar, talvez
(uma fotografia de um tempo, uma intervenção na mesmo em outro tempo, outra intervenção na mesma, fixada num caderno ‘guardador’ de tempo-fluxo-memória-ideias, algo que já não se movimentará (provavelmente)
até então, se pulsa, é preciso que pare antes da saturação?
existe limite para as variações de eventos e afetos sobre o corpo?
a outra, a outra, a outra (?) e o mesmo corpo, que mesmo sendo o mesmo corpo já não é, se modifica com o decorrer do tempo, o mesmo corpo-ser, e mesmo o ser - antes-ainda-depois – passa pelas mutações (?)
seria essa a palavra? Mutações?
talvez o limite da saturação seja a inexistência do que um dia esteve em movimento?
(…)

o que pode o processo-fluxo criativo?
o que pode a imagem?
o que pode o corpo no meio-espaço-lugar-imagem-arte-vivência?

d.

anonymous asked:

pq vcs são tão antipáticas???????????????????

AI MEU CORAÇÃO 

VOCÊ PARTIU MEU CORAÇÃO, mas meu amô, não sinta pena, não, não que agora vai sobrar então!!! Um pedacim pra cada esquema, só um pedacim


se eu não guardo nem dinheiro
que dirá guardar rancor
você vacilou primeiro
nosso caso acabou!!!;p

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
—  Augusto Cury

Você tem medo de se apaixonar novamente porque fizeram você sofrer um dia. Fizeram você pensar que nunca daria certo com alguém. Dizem que os últimos serão os primeiros, mas nesse caso, eu me dei mal. Você diz que gosta de mim, mas tem medo que eu faça como as outras fizeram com você. Talvez isso seja um autodefesa, mas sei que seu coração implora por outra chance de mostrar que você pode sim amar alguém novamente. Não se feche porque algumas pessoas te magoaram, as pessoas são assim, magoam as outras e vão embora sem ao menos tentar se desculpar. Não deixe que isso te proíba de amar, não me deixe amar sozinha.

Laura Rocha (minha-vida-e-voce)

1. Gravidez na Adolescência

Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em maioria das vezes não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil os números são alarmantes.

Cabe destacar que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Não se pode esquecer que embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. E se é à menina, que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o rebento após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.

Diante disso cabe nos perguntar: por que isso acontece? O mundo moderno, sobretudo no decorrer do século vinte e início do século vinte e um vem passando por inúmeras transformações nos mais diversos campos: econômico, político, social.

Essa situação favoreceu o surgimento de uma geração cujos valores éticos e morais encontram-se desgastados. O excesso de informações e liberdade recebida por esses jovens os levam à banalização de assuntos como o sexo, por exemplo. Essa liberação sexual, acompanhada de certa falta de limite e responsabilidade é um dos motivos que favorecem a incidência da gravidez não desejada na adolescência.

Ter um filho requer desejo tanto do pai quanto da mãe, mas não só isso. Atualmente, com problemas como a instabilidade econômica e a crescente violência, são necessários, além de muita consciência e responsabilidade, um amplo planejamento. Quando isso não acontece, a iminência de acontecerem problemas é muito grande.

Os primeiros problemas podem aparecer ainda no início da gravidez e vão desde o risco de aborto espontâneo – ocasionado por desinformação e ausência de acompanhamento médico – até o risco de vida – resultado de atitudes desesperadas e irresponsáveis, como a ingestão de medicamentos abortivos.

O aborto além de ser um crime, em nosso país, é uma das principais causas de morte de gestantes. Por ser uma prática criminosa não há serviços especializados o que obriga as mulheres que optam por essa estratégia, a se submeterem a serviços precários, verdadeiros matadouros de seres humanos, colocando em risco a própria vida.


2. O Aborto

Aborto é o nome dado à interrupção de uma gravidez, seja ela por causas naturais, como por erros durante o processo de desenvolvimento do embrião, inviabilizando-o; acidentais, como em decorrência de acidentes; ou intencionais. No primeiro caso, geralmente ele ocorre no início da gestação, e tem como característica principal o sangramento vaginal – este que pode estar relacionado a outras causas também. 

Os abortos intencionais ocorrem por diversos motivos, sendo alguns amparados por lei. Em nosso país, ele é permitido somente em casos de estupro ou quando oferece riscos de vida à mãe. Em algumas situações nas quais o feto apresenta anomalias graves, esse direito também pode ser concedido. Sucção, curetagem, dilatação e expulsão, e injeção de solução salina; são os principais métodos utilizados.

Fora dessas condições, pelos demais motivos, no Brasil, o aborto é considerado um crime.

Dentre os argumentos contra o aborto, estão aqueles que frisam que tal prática provoca a morte de um ser indefeso, geralmente fruto de um ato de irresponsabilidade – uma vez que existem eficientes métodos contraceptivos que, inclusive, podem ser disponibilizados gratuitamente pelos serviços públicos de saúde. Quanto aos favoráveis à prática, os principais argumentos defendem que o Estado não deveria retirar a autonomia de decisão da mulher sobre seu corpo; e a opinião de que a maternidade deveria ser uma escolha, e não uma imposição – situação esta que pode desencadear resultados drásticos como abandono e maus tratos à criança.

É fato que a criminalização do aborto não impede que muitas mulheres o façam. Um número significativo delas, por falta de condições financeiras para pagar por um procedimento mais seguro – embora também clandestino – recorre a meios que podem ser muito perigosos, como a ingestão de remédios ou “garrafadas” ou ida a clínicas de aborto sem as mínimas condições de higiene e profissionais qualificados. ( É considerável saber que pesquisas recentes sugerem, os fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante.). Estão sujeitas a todas mulheres que opta por irem á clinicas sofrerem sequelas graves, como comprometimento do útero, perfurações abdominais, hemorragias, infecções e problemas de infertilidade. Vale lembrar, também, que tais procedimentos abortivos estão entre as principais causas de morte materna no Brasil; e matam pelo menos uma mulher a cada dois dias. 

Por isso é certo afirmar que a descriminalização do aborto acaba por se tornar um sério problema de saúde pública. 


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TÓPICO BÔNUS - COMO EVITAR A GRAVIDEZ NÃO DESEJADA NA ADOLESCÊNCIA? 

Então o que aprendemos foi que não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozoide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. 

O coito interrompido é uma opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez. 

(Denomina-se coito interrompido a ação do homem de retirar o pênis da vagina durante a penetração para ejacular o sêmen fora.)

Não resta dúvida então que o melhor remédio para não engravidar é prevenir, certo? Porém, se algo deu errado há um método contraceptivo de urgência: trata-se da “pílula do dia seguinte”. É um medicamento que deve ser usado quando, por acidente, falham os outros métodos. Importante: apenas em casos extremos. Não dá para ser irresponsável e sair por aí transando sem proteção e tomando a pílula toda vez que transa. A eficiência do uso da “pílula do dia seguinte” está relacionada com o tempo que leva entre a transa e a ingestão do medicamento. Quando mais cedo for tomada maior sua eficácia. Seu uso errado pode ser prejudicial a gravidez, por isso deve ser orientado pelo médico. 

Alguns Métodos Contraceptivos são: 

  •  Espermicida

Espermicida é um produto, uma espécie de gel, comprado em farmácias sem a necessidade de receitas médicas e utilizado para imobilizar os espermatozóides evitando que eles cheguem ao óvulo. É aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece o mesmo grau de proteção que a camisinha, por exemplo. O ideal é que seja usado junto com a camisinha aumentando assim sua eficácia.

  • Diafragma

O diafragma é outro método ideal que cãs bem com o espermicida. Aliás, ele só funciona assim. É um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. Para utilizá-lo é necessário aplicar-lhe o espermicida e em seguida inseri-lo no canal vaginal. Ele funciona como uma barreira de proteção do útero.

  • Camisinha

É o método contraceptivo mais seguro chegando a oferecer 90% de segurança em relação a gravidez. Além da gravidez previne também todo tipo de doença sexualmente transmissível. Além disso, pode ser utilizada tanto pelo parceiro (camisinha masculina) quanto pela parceira (camisinha feminina). Outra vantagem é que sua aquisição é fácil. Tanto pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde como comprada a um preço módico em supermercados e farmácias. O único cuidado que deve ser tomado é o de observar se o produto tem o selo do imetro e se está dentro da data de validade.

  • Pílulas anticoncepcionais

Um dos métodos contraceptivos mais populares as pílulas ocupam o primeiro lugar no ranking dos métodos mais usados pelas meninas. Isso acontece, primeiro porque sua fama de método seguro é grande, segundo porque o acesso a esse produto também é muito fácil. Embora isso seja errado a maioria das farmácias não pede receita médica no ato da compra e muitas mulheres fazem uso desse medicamento sem orientação médica. É importante salientar que essa atitude não deve ser cultivada. O uso de qualquer medicamento por iniciativa própria é arriscado à saúde. As pílulas costumam provocar efeitos colaterais como aumento ou redução de peso, dores de cabeça, náuseas, tonturas, entre outros.

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Se identificou com o nosso tema? Já passou por alguma dessas situações? Conte para gente e participe da nossa entrevista.

Agora queremos saber sua opinião sobre esses temas. Estamos abertas para ouvir opiniões, debater de forma educativa e esclarecer dúvidas, converse com a gente por aqui.


Não era amor

No primeiro caso
Não era amor da parte dele
Desistiu
Não se desiste de quem ama
Eu teria tentado
Eu queria tentar
Ele não quis.
No segundo caso
Não era amor da minha parte
Ele tentou
Tentou demais
Mas eu não podia deixá-lo continuar
Não era justo
Com nenhum de nós.
No terceiro caso
Bom, esse ainda não aconteceu
Agora é esperar pra ver
Qual o próximo desastre que a vida me guarda.

A antissocial da família, por que antissociais também amam.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura. Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
—  Augusto Cury.
Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.
—  Liev Tolstói.
A senhora pensa que eu apoio as mentiras deles? Bobagem! Eu gosto de ouvir lorotas! Mentir é o único privilégio humano perante todos os organismos. Mentindo é que se chega à verdade! Sou homem, porque estou mentindo. Ainda não atingimos nenhuma verdade sem termos mentindo umas catorze ou, sabe-se lá, cento e catorze vezes, e isso é, de certa forma, honroso, porém nem mentir de nosso jeito sabemos! Engana-me, mas de tua maneira própria, então te beijarei. Mentires de teu jeitinho próprio é quase melhor do que dizeres tão só a verdade dos outros, no primeiro caso, és gente, e no segundo, apenas um passarinho! A verdade não fugirá, mas a vida pode ficar estagnada, houve exemplos. Quem somos agora? Todos nós, todos sem exceção, ainda estamos na primeira série preparativa do ginásio, quanto à ciência, ao desenvolvimento, à mentalidade, às invenções, aos ideais, aos desejos, ao liberalismo, ao juízo, às experiências, e a tudo… tudo, tudo, tudo, tudo! Tomamos gosto pela inteligência alheia e fomos usufruindo, não é? Estou certo?
—  Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski.

se amor é troca
ou entrega louca
discutem os sábios
entre os pequenos
e os grandes lábios

no primeiro caso
onde começa o acaso
e onde acaba o propósito
se tudo o que fazemos
é menos que amor
mas ainda não é ódio?

a tese segunda
evapora em pergunta
que entrega é tão louca
que toda espera é pouca?
qual dos cinco mil sentidos
está livre de mal-entendidos?

—  Leminski
  • escolhi um dos pedidos que tinha na ask e fiz um masterpost com ele em homenagem aos primeiros 100 followers, no caso foi o de icons do justin em never say never, fiz bastante icons mas não sei se isso pode ser considerado um masterpost, espero que gostem pq eu demorei muito pra fazer isso, deem like, créditos e sigam o tumblr. 

  • headers

Em Seus Olhos - Cap 17

Quando acordei meu estomago estava roncando, olhei para o lado e ela ainda dormia, Ela estava de lado com um dos joelhos muito para o alto, uma posição que não parecia confortável, mas ela estava relaxada, sua boca meio aberta, e os cabelos jogados no travesseiro, eu me aproximei dela e abracei sua cintura, ela se mexeu um pouco respirou fundo, abrindo os olhos.

- Bom dia namorada! – ela definitivamente conseguia fazer meu dia ser melhor e melhor.

- Bom dia namorada! – ficamos abraçadas assim durante alguns minutos, mas então ela se soltou e levantou, foi para o banheiro. Eu continuei na cama olhando para fora, o dia estava claro, vi meu celular, eu devia ter milhares de e-mails para ler, a bateria estava acabando, fui ate a cadeira, e achei o carregador de celular que eu havia comprado no aeroporto, conectei e comecei a me trocar. Peguei algumas peças que havia comprado ontem e vesti, deixando por ultimo a malha, parecia bem quente para se usar aqui, ouvi ela abrindo a porta, era de tirar o fôlego.

- Vamos descer para tomar café?

- Sim, só vou ao banheiro enquanto você se troca e então descemos – escovei os dentes e lavei o rosto algumas vezes, para tirar o amassado. Quando voltei para o quarto, ela estava pronta, antes de sair pela porta comecei a beijá-la, ela me abraçou correspondendo a urgência, paramos para respirar um pouco, e sorrimos juntas, lábios com lábios.

- Café da manha? – ela perguntou, eu estava com fome de verdade, eu tinha o dia inteiro para jogá-la na cama.

- Vamos! – eu disse abrindo a porta.

Tomamos nosso café da manha, com os pés entrelaçados embaixo da mesa.

- O que você acha de irmos a praia hoje?

- Por mim a gente vai – ela concordou com a cabeça – Eu só preciso pegar meu celular que ficou carreando, você que ir comigo ou me espera aqui?

- Eu espero você aqui. – dei um beijo na bochecha dela e subi correndo.

Ela estava parada na porta que dava para um campo, fui até ela e peguei sua mão, ela começou a andar me puxando.

O ar estava gelado, passando pelo campo todo, e por algumas redes de pesca até vermos o mar. A praia tinha areia, mas era cheia de rochas escuras, como a maioria das praias na costa. Vanessa se soltou e correu para perto do mar, ela jogou seus braços para trás, e quando cheguei perto dela, ela estava de olhos fechado inspirando aquele ar, me posicionei na frente dela, então ela abriu os olhos, deu aquele sorriso que eu tanto amava.

Meu celular vibrou no meu bolso, ela me deu um beijo nos lábios e saiu andando pela praia.

- Alo.. Oi Luis …sim, encontrei tudo ocorreu bem.. eu espero que não ..sim, sim. Você os encontrou? .. bom saber disso.. ainda não sei qual cargo, pensarei em um.. claro, essa e uma ótima idéia.. alguma novidade? .. ainda não sei Luis, mas assim que formos embora eu te aviso.. ok. Disquei o numero de Amanda.

- Bom dia Amanda.. como estão as coisas? ..e o que ele disse? .. ótimo, vou mandar uma resposta formal depois… quero sim, me encaminhe primeiro, caso esteja de acordo eu confirmo e você pode encaminhar.. (risos) sim Amanda, ela esta aqui comigo.. Obrigada pela escolha do carro, eu tinha me esquecido de perguntar qual você tinha alugado, e obrigada por ter levado a Star ao medico.. vamos esperar que sim.. me envie o e-mail sim? ..Ok.

Coloquei o celular no bolso, e parei onde estava, fiquei olhando para Vanessa, mas ela se virou e me viu olhando-a, ela correu para mim e me abraçou. Sentir ela tão perto era tranqüilizante, era uma nova vida, de repente ela se soltou do meu abraço e veio para trás.

- Me segura heim – ela pulou nas minhas costas, senti ela apoiar o rosto no meu ombro, eu segurei suas pernas.

- Eu gostei da foto que você me enviou, a sua, não a minha.

- Falando em foto, tenho uma para te mostrar. – peguei o celular de novo, e procurei a foto dos Ribeiro.

- Aqui! – ela sorriu e olhou para mim.

- Como? – obviamente ela perguntaria isso, nós nunca falamos sobre eles antes.

- Um dia eu vi você almoçando com eles na praça, isso foi na primeira semana, quando nos conhecemos, mas eu não quis falar nada, eu achei que se você quisesse comentar algo, então você comentaria, e eu tinha me esquecido disso, mas um dia fui almoçar naquele restaurante, e os vi, e quando eles me viram, era como se já me conhecesse, foi estranho, mas nós passamos a tarde conversando.

- Eles são legais, eu queria ter ajudado mais.

- Tenho boas noticias para você, as ações que você comprou para o Marcelo, estão em alta, e Luis conseguiu um lugar para eles ficarem ate a mina empresa fique pronta – ela abriu um sorriso e ergueu as sobrancelhas.

- Você vai empregar eles? – eu fiz que sim com a cabeça, e ela saltou das minhas costas e pulou nos meus braços – Isso é realmente muito legal da sua parte.

- Eles merecem, e eu posso, então juntei uma coisa com a outra. – dei de ombros, ela me deu um beijo na bochecha.

- Quando você quer voltar para Miami? – eu perguntei

- Bom acho que podemos ficar aqui até o final de semana, hoje já é quinta-feira, o que você acha?

- Por mim está ótimo.

- E quanto a foto, eu amo aquela sua, mas acho que falta uma nossa – nós paramos de andar eu posicionei o celular, e tirei uma foto, eu sai com uma piscada, sorrindo e o cabelo bagunçado, e ela saiu com os braços em volta do meu pescoço olhando para a câmera de baixo para cima e um sorriso lindo, seus cabelos estavam voando com o vento, salvei a foto como plano de fundo do meu celular.

Quando voltamos para o hotel, fomos para o quarto, ela fechou a porta e eu joguei minhas coisas em cima do móvel ao lado da cama, senti o cheiro dela, que estava misturando com o do mar e deitamos juntos.

***

Eu estava checando meus e-mails pelo celular enquanto ela tomava um banho, eu já tinha adiado bastante o trabalho, Luis havia me mandando o endereço da cada alugada para os Ribeiro, pedi que ele desse uma olhada na obra enquanto eu estivesse fora. Eu provavelmente teria que ir a sede para uma reunião em Nova York, mas seria coisa de dois dias, pois meu foco agora estava em Miami.

Deixei meu celular de lado, tirei minha roupa, e entrei no banheiro ela pareceu não ter me ouvido, ela estava sentada com a cabeça baixa apoiada em seus joelhos, deixando a água cair na cabeça, e eu me agachei também.

Você esta bem? – ela levantou o rosto, seus olhos estavam vermelhos, mas ela fez que sim com a cabeça.

- Não, você não está o que houve? – eu fui para trás dela e sentei, ela me deu espaço e se encaixou entre as minhas pernas.

- Você quer conversar, ou prefere ficar em silencio? – eu perguntei perto do seu ouvido.

- Em silencio. - ela disse. Tome seu banho, eu vou me secar. – ela disse enquanto se levantava, e saiu. Droga! Era horrível a sensação, terminei de me lavar e sai do chuveiro, me enxuguei e coloquei a toalha ao redor do meu corpo, fui para o quarto onde ela estava penteando seu cabelo.

- O que está acontecendo? – ela suspirou e parou de se pentear.

- Desculpa, não era pra você ter me visto daquele jeito, eu só estava desabafando no chuveiro – ela disse voltando a se pentear.

-Você pode se desabafar comigo, sempre! – eu disse a ela, que me olhou e sorriu, parecendo considerar minhas palavras.

- Eu estava feliz, eu pensei em nós sabe? – ela baixou os olhos. – Mas então eu senti um medo horrível, de que as coisas mudassem e tudo que eu já passei antes.. bom.. – ela parou, e eu abracei-a.

- Eu não sei o que você já passou, espero quem um dia você me conte, para que eu possa tranqüilizá-la, porque o que eu menos quero nessa vida é magoar você.

- Vamos deixar esse assunto para lá sim? Você não devia ter me visto daquele jeito, eu já estou bem – ela disse me dando um beijo no nariz.

- Você tem certeza? – ela fez que sim com a cabeça, me levantei para me trocar, ela terminou de pentear seus cabelos, ela estava olhando para a paisagem, eu sabia que ela ainda estava pensando no que a fez sofrer, e eu odiava não saber, mas eu prometi não forçá-la.

Passamos a sexta feira inteira andando pela costa, almoçamos em um restaurante que achamos pela praia. Comida caseira, depois sentamos nas pedras e ficamos olhando para o horizonte, ela gostava de ficar em silencio enquanto olhava a paisagem. E eu gostava de observá-la.

Quando começou a escurecer fizemos o caminho de volta para o hotel.

- Eu gostaria que você ficasse comigo quando voltarmos para Miami. – eu pedi.

- Eu não acho que seja uma boa idéia Clara.

- Porque não seria?

- Bom, isso seria quase um casamento! – ela disse dando risada.

-Não encare dessa forma, eu prefiro pensar que vou ter você perto de mim por mais tempo, acordar ao seu lado ..bom, eu não sei para você, mas acordar ao seu lado é uma das melhores sensações que já senti.

- Mas é verdade, eu não sei se é uma boa idéia… – eu a interrompi.

- Por favor? Por favor?

- Não sei. - ela disse. Eu peguei o celular, ela ficou me olhando.

- Amanda, de check out no hotel para mim por favor, eu quero uma suíte no mesmo da vez anterior.. Sim com duas.. leve minhas coisas para lá amanha.. faça isso.. quando? ..ligue para ele e agende uma reunião.. dois dias no Maximo.. ok.

Ela continuou olhando, mas eu peguei sua mão de volta e fomos andar.

- Autoritária! – e ela balançou a cabeça. Se ela soubesse o medo que tive de fazer isso, e ela se negasse terminantemente? Eu não estava pronta pra voltas a Miami e ficar longe dela, nem que fossem horas, tê-la ao meu lado durante esses dias, ela por inteira estava me fazendo um bem inimaginável.

- Vamos ate a cidade? Eu queria comprar umas coisas.

- Tudo bem, o que você acha de comermos por lá também?

- Só se eu puder pagar a conta.

- Desista! – eu disse lhe dando um beijo. Ela franziu a testa, ela não ia desistir.

Ela foi a uma farmácia, e eu fiquei do lado de fora esperando que ela saísse, ela não queria que eu me atrevesse a pagar a conta da farmácia. Voltamos para o carro, ela já tinha tido que era melhor deixar as sacolas lá para depois irmos comer, dessa vez viemos com o meu carro, acionei o alarme, e fomos a rua novamente.

- Você tem familiares na sua antiga cidade?

- Sim, meu pai, um irmão e uma Irma, mais velhos, alguns tios e tias, primos e primas, essas coisas. – ela deu de ombros, como sempre ela nunca perguntava nada, resolvi falar assim mesmo.

- Eu tenho um irmão também, um ano mais velho, e minha Irma, tenho minha mãe, alguns tios e tias, primos e primas também. - ela não disse nada, só acenou com a cabeça.

- Vou marcar um dia pra visitarmos minha mãe.

- Você acha uma boa idéia? – o que ela queria dizer com isso? Lógico que era uma boa idéia.

- Claro que sim, quero apresenta minha namorada a minha mãe. – ela deu um meio sorriso, um daqueles que fazia meu mundo partir um pouco.

Comemos na mesma lanchonete da outra vez, ela resolveu pedir uma sopa, e eu quis o mesmo hambúrguer.

- Quais os lugares que você já conheceu? – Finalmente ela me fez uma pergunta, talvez ela estivesse tentando.

- Eu já conheci algumas cidades no Brasil, algumas no meu pais, algumas aqui, no Reino Unido, essa é a minha primeira vez em Aberdeen. – ela sorriu e me mostrou dois dedos, dizendo que éramos duas. Continuei.

- Já fui para algumas cidades da China, Alemanha, Austrália e Itália.

- Eu quero conhecer todos esses lugares e mais um monte.

- Eu gostaria de ir com você. – minha voz sumiu um pouco a pedir, ouvir um não dela destruiria minha noite.

- Eu gostaria que você fosse comigo também, mas você é uma mulher de negócios, lembra? Mulheres de negócios nunca têm tempo. – nos sorrimos, eu mostrei meu celular para ela.

- Eu sou uma mulher de negócios que pode se dar ao luxo de viajar, e resolver a maioria das coisas por telefone.

Fomos para o carro, quando entramos ela estava me olhando, eu continuei me ajeitando, colocando o cinto, ligando o carro e ela me olhando.

- O que foi? Eu perguntei.

- Ninguém deveria ser tão linda assim, chega a ser opressiva a sua beleza.

Ela me achava assim tão bonita? Eu sorri, eu sei que sou uma mulher que chama atenção, sempre foi assim, mas a bonita aqui não era eu.

- Eu? Você por acaso se olha com freqüência no espelho?

- Ah! Não, eu sou comum, não tenho nada demais – eu bufei.

- Se tem uma coisa que você não é, é comum, e eu amo isso, sua beleza é única, você toda é única. Eu sinto que você tivesse sido feita exclusivamente para mim, nunca na vida uma mulher me chamou tanto atenção quanto você. Quando você passa na rua, as pessoas olham para você, homens e mulheres, você nunca notou?

- Não, deixa de bobeira, você sabe o quanto você é bonita e agora quer jogar a conversa pro meu lado. – ela riu.

- Sim, claro, você não é nada disso que eu disse, só vejo homens e mulheres olhando para você porque eles não em nada melhor para fazer. – nós sorrimos uma para outra, já estávamos na metade do caminho, a estrada toda escura.

***

Assim que retornamos ao hotel, ela se jogou na cama, de barriga para baixo, exausta, eu também estava cansada, eu tirei minha roupa, ela não havia se movido, eu ui ate ela e tirei suas botas, puxei sua calça, e a virei na cama, ela estava sorrindo.

- Nossa eu realmente estou cansada! – ela disse dando um bocejo em seguida.

- Eu sei, eu também estou, mas deixa eu tirar sua roupa, assim você pode ficar mais confortável – ela se levantou um pouco e eu consegui tirar sua roupa. Mas então ela fez uma pequena carranca e se levantou ela foi se arrastando para o banheiro, voltou depois de alguns minutos, com uma camisa de pijama e se jogou na cama, o movimento fez com que a camiseta subisse um pouco, vi que ela estava sem calcinha, Deus do céu, isso era muito tentados, mas ela estava muito cansada, eu a cobri e fui para o banheiro escovar os dentes.

Quando voltei ela estava na mesma posição, me deitei, aproximando-me e ela se ajeitou se encaixando em mim, assim eu adormeci.

Quando acordei, ela não estava mais na cama, ouvi o barulho do chuveiro, vi a hora, já passava das onze da manha, fui para o banheiro também.

- Bom dia! – ela disse assim que eu fechei a porta – Bom dia! – eu disse entrando no chuveiro, ela ficava linda de cabelo molhado, me lembrando a primeira vez que eu tinha visto na chuva.

- Você quer almoçar no hotel?

- Sim, e seria bom passarmos hoje de tarde no aeroporto, para comprarmos nossas passagens. – eu disse e ela concordou.

Descemos para o almoço, apesar de não ser um grande hotel, a comida era muito boa, o chefe era realmente bom. Bebemos um pouco de vinho e depois fomos para a parte de trás do prédio, havia mesas e bancos com arvores espalhadas pelo local, ficamos sentadas em um banco perto de uma arvore. Eu não queria mais ir para o aeroporto, então tive uma idéia.

- Que tal se amanha nós voltarmos de carro para Miami? – ela se ergueu e se virou para mim.

- Serio? – eu fiz que sim com a cabeça.

- Se estiver tudo bem para você, caso contrario, ainda podemos ir para o aeroporto hoje.

- Não, eu adorei a sua idéia!

Voltamos para o quarto quando anoiteceu, e ela foi para o telefone, enquanto eu arrumava minhas coisas para amanha.

- Boa noite.. gostaria da tabua de queijos.. e vinho.. aguardo, obrigada.

Ela começou a arrumar suas coisas também, as vezes ela me olhava sorrindo, ou as vezes eu me pegava sorrindo para ela. Bateram na porta do quarto, eu fui ate a porta, ela tina ido ao banheiro pegar algumas coisas, um garoto trouxe o pedido e ficou olhando para o quarto como se estivesse procurando algo, quando ele percebeu que eu estava olhando, ele ficou vermelho.

- Com licença. – ele disse e eu fechei a porta.

Ela estava com várias roupas em uma mão colocando-as em uma sacola, e depois em sua mala.

- Um fã seu veio trazer.

- Fã?

- É você tinha que ter visto, ele ficou procurando você pelo quarto. – ela ergueu as sobrancelhas. Comemos diversos tipos de queijo com pão ou torrada, e tomamos vinho, ficamos jogadas na cama, uma olhando para a outra na meia luz.

- Que horas você acha que vamos partir amanha? – ela perguntou, seus olhos estavam brilhantes e seus lábios estavam cheios, muito tentadores.

- Acho que podemos sair daqui entre as dez e onze da manha, o que você acha? – ela fez sinal com do dedão de jóia, e bebeu um pouco mais de vinho, depois deixou na mesa ao lado do copo vazio, e se aproximou de mim e beijei sua testa. Ela era tudo o que eu poderia pedir, Deus sabia.

Baby baby, para de reclamar do frio ou eu vou começar a achar que é uma indireta pra te esquentar ou que você está de olho nesse meu chocolate quente. No primeiro caso eu vou dizer que não precisava disso tudo, era sou me pedir, no segundo eu vou deixar bem claro que sou uma pessoa egoísta no que se cabe a comida e a resposta vai ser ‘nem vem’.” 

se amor é troca
ou entrega louca
discutem os sábios
entre os pequenos
e os grandes lábios
no primeiro caso
onde começa o acaso
e onde acaba o propósito
se tudo o que fazemos
é menos que amor
mas ainda não é ódio?
a tese segunda
evapora em pergunta
que entrega é tão louca
que toda espera é pouca?
qual dos cinco mil sentidos
está livre de mal-entendidos?
—  Paulo Leminski