primeiro caso

anonymous asked:

Diário amarelo. Eu só queria contar que hoje mais uma vez eu pareço invisível pra minha mãe, o que as vezes é até bom, já que quando ela me enxerga é só pra criticar e lembrar o quanto eu sou inútil. Eu que nunca fiz nada pra receber tanto desprezo, nunca consegui entender a implicância comigo. Se a gente não é bom o suficiente pra quem te deu a vida. Vai ser pra quem?

Olá, boa noite! Ter problemas com a mãe é tão complicado… Parece que elas tem um poder maior para te atingir do que qualquer outra pessoa. Eu acho que nesse caso a invisibilidade é algo “positivo”, pois assim você não se torna um “alvo” dela. Meu conselho é: ignore, por mais difícil que seja procure fazer as suas coisas, procure sair do “radar” dela e quando ela vier brigar fique na sua. Sua saúde mental deve vir em primeiro lugar e nesse caso o melhor a se fazer é dar o desprezo. Respondendo a sua pergunta: A gente tem que ser bom o suficiente para si mesmo, tem mulheres que não tem vocação para ser mãe e os filhos acabam pagando por isso. Seja o melhor que você puder ser, pois ela te deu a vida, mas isso não quer dizer que ela tem o poder de controlar o seu futuro, isso só cabe a você. Força e saiba que se precisar de mais alguma coisa eu estarei aqui ;*

Scifell (Caso 1) - Primeiro capítulo

Science estava acostumado com coisas estranhas. Afinal, ele mesmo era um monstro confinado no subterrâneo por uma barreira mágica, filho de um cara que desaparecera no void e fora a uma festa de Natal onde tinha pelo menos outras cinco versões de si mesmo e três do seu irmão mais novo. Construíra uma máquina capaz de fazer uma breve conexão entre as AUs, permitindo a ele e seu crush se encontrarem regularmente.
Então, é, ele estava acostumado com isso. Contudo, Sci certamente não esperava encontrar o supracitado crush sangrando até a morte no chão da sua sala.
– Mas que merda, Edge! – Science correu e se ajoelhou ao seu lado para checar a pulsação da ALMA – O que aconteceu?!“
– A-Ataque… – Red olhou ao redor, tentando ver se quem o trouxera estava ali. Nada. Sua visão estava embaçada, mas a sala parecia vazia de outras pessoas além dos dois.
– Puta merda, Edge! – Sci praguejou, rasgando a camisa do outro para conseguir acesso aos ferimentos no tórax. Red nunca o vira tão concentrado antes – Isso vai doer. Não tenho tempo para ser cuidadoso.
– O q-…
Sci segurou o outro pela cintura e o levantou, fazendo-o enlaçar seu pescoço para não cair. Ele não era forte o suficiente para levar Edge como se faria com uma noiva, como seria seu primeiro pensamento, e o jeito brusco com que o levantou afetou os ferimentos. Fell abafou um grito no ombro do outro enquanto Sci corria para o próprio quarto a fim de colocar o ferido sobre uma cama.
– SANS? – Papyrus, esfregando sonolento uma órbita, surgiu na porta do quarto – ESSE É O RED?
– Sim, e ele está ferido. Por favor, me traga um item de cura e nosso kit de prontos-socorros.
– S-SIM!
A maioria dos monstros curaria completamente com um item, mas o universo de Underfell era ferrado a um ponto em que itens de cura faziam um efeito muito menor em seres de lá. A recuperação se acelerava, mas não era instantânea. Sci mantivera um kit de prontos-socorros em casa, sabendo disso, para o caso de algo como o que estava acontecendo agora. Ele abençoou essa ideia quando Papyrus lhe estendeu o kit:
AQUI, SANS!
– Valeu, bro – Paps lhe entregou um coelho de canela. Bom o bastante – Abre a boca, Edge.
– E-Eu consigo comer sozinho…
– ABRE A PORRA DA BOCA AGORA!
Surpreso ao extremo, Fell apenas obedeceu. Sci enfiou o coelho em sua boca, feliz por não precisar se preocupar com a possibilidade do outro se engasgar, uma vez que a comida se desfez em magia no instante em que tocou a umidade da boca. As hemorragias pararam e os ossos quebrados que haviam se deslocado voltaram ao lugar enquanto Red gritava.
Science trabalhou rápido enfaixando cada ferimento e usando talas para apoiar os ossos ainda não completamente curados enquanto ignorava os protestos de Edge sobre "já poder se virar sozinho agora”. Quando terminou, o risco de morte que o outro tinha havia diminuído drasticamente.
– Durma – disse mais suavemente – Eu vou cuidar de você.
Por alguma razão, Fell confiou nele. Sentia-se confortável e aquecido agora, deslizando suavemente para o vazio do sono.
~***~
“Você consegue me ouvir?”
Aquela voz… A pessoa que o salvara…
“Não tenho tempo para explicar… ACORDE!!!”
Sentiu-se bruscamente despertar.
Ele não abriu os olhos. Sentia-se seguro e aquecido apesar do que o fizera acordar, e não queria estragar essa sensação tão rara em sua vida. Lembrava-se do que acontecera – vivendo em Underfell, você não pode se dar ao luxo de ficar atordoado de manhã – e não julgava que pudesse estar em perigo. Suspirou intrigado. Algo o acordara, mas o quê?
– ELE VAI FICAR AQUI, SANS?
Ah.
– Shh, fale baixo, bro. Edge ainda está dormindo – Sci o repreendeu suavemente – E sim, aquele idiota vai ficar. Eu não vou deixá-lo usar a máquina enquanto estiver ferido. Já é um milagre ele ter conseguido sobreviver à vinda para cá. Só espero que ele tenha dado um jeito em quem fez esses ferimentos.
Havia preocupação suficiente na voz de Sci para fazer Red se sentir cuidado. O cientista estava claramente furioso com quem quer que fizera isso com ele. Era uma sensação boa ter alguém que, para variar, se importava com ele. Não que Boss não o fizesse, mas ele nunca seria tão claro quanto Sci.
NÃO SE PREOCUPE, BRO! EU, O GRANDE PAPYRUS, VOU TE AJUDAR A CUIDAR DO CARA QUE VOCÊ GOSTA!
Red congelou.
“O cara que você gosta”. Isso queria dizer que… Não, não podia ser. Sci não podia gostar dele, podia?
– Papyrus! – pelo tom de voz, Sci estava dividido entre diversão, vergonha e medo – Ele não pode escutar isso!
– VOCÊ AINDA NÃO SE CONFESSOU, MANO?
– Ele só me vê como amigo, bro. Por que sequer tentar?
Fell sentiu seu rosto esquentar. Então Sci realmente gostava dele? Porra, Red mal podia acreditar que eles eram amigos! Sci era inteligente, cortês o suficiente quando era necessário ser, possuía um bom emprego e uma vida que, se ainda não era perfeita, em breve seria quando a criança caísse e os libertasse. Por que ele se interessaria por alguém ferrado como Red? Por uma pessoa que a qualquer momento podia aparecer semimorto em sua porta, pedindo ajuda para salvar a própria vida. Não fazia sentido.
– VOCÊ PODE CONQUISTÁ-LO, MANO! EU PODERIA ATÉ TE EMPRESTAR O MEU MANUAL DE ENCONTRO!
– Não, Papyrus… Mas obrigado – pela sua voz, Fell percebeu. Sci não acreditava que valia a pena tentar. Ele não achava que Red poderia gostar dele também – De qualquer forma, pode colocar a mesa? Eu vou acordar o Edge para podermos jantar.
– Ok!
Ouviu passos e a porta do quarto sendo fechada. Sci suspirou cansado. Mesmo sem ver, Fell sabia que ele estava esfregando a testa com os dedos, uma das suas manias quando estava nervoso. Outro suspiro. Então sentiu uma mão gentilmente sacudindo seu ombro.
Fingiu despertar – não foi difícil. Ele piscou algumas vezes para se acostumar com a luz suave do quarto.
– Que horas são, nerd?
Sci sorriu aliviado e Red percebeu que o cientista estivera preocupado com ele.
– Se já está me chamando de nerd, acho que está melhor do que pensei. Como se sente?
– Menos dolorido do que pensei.
– Eu consegui um ótimo analgésico com a Alphys para você, “pelo bem da ciência”. Espero que não se importe por minha Alphys achar que você é o cobaia de uma das minhas experiências.
Red riu baixinho, notando uma marca de agulha em seu braço. Fosse outra pessoa ali, ele teria surtado pensando que fora injetado algo que o prejudicaria, mas ele tinha certeza de que Sci nunca iria ferí-lo.
– Ok, nerd.
– Você vai ter que ficar aqui até se recuperar. Com a ingestão constante de itens de cura, estimo que isso vá levar duas semanas. Precisa que eu pegue algo para você em Underfell?
– Você não ouse chegar em lugar algum perto do meu AU, eu não quero ter que vingar sua morte – Fell disse imediatamente, assustado com a pespectiva – As suas roupas devem caber em mim até eu ligar para o Boss. Se eu explicar direito como usar a máquina, ele pode me trazer uma mochila.
Science suspirou. Ele ajudou Red a se levantar da cama, impedindo cuidadosamente o maior de pousar a perna quebrada no chão, e assentiu em silêncio enquanto os dois faziam seu caminho para a sala de jantar.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
—  Augusto Cury
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura. Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.
—  Augusto Cury.
Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.
—  Liev Tolstói.
A senhora pensa que eu apoio as mentiras deles? Bobagem! Eu gosto de ouvir lorotas! Mentir é o único privilégio humano perante todos os organismos. Mentindo é que se chega à verdade! Sou homem, porque estou mentindo. Ainda não atingimos nenhuma verdade sem termos mentindo umas catorze ou, sabe-se lá, cento e catorze vezes, e isso é, de certa forma, honroso, porém nem mentir de nosso jeito sabemos! Engana-me, mas de tua maneira própria, então te beijarei. Mentires de teu jeitinho próprio é quase melhor do que dizeres tão só a verdade dos outros, no primeiro caso, és gente, e no segundo, apenas um passarinho! A verdade não fugirá, mas a vida pode ficar estagnada, houve exemplos. Quem somos agora? Todos nós, todos sem exceção, ainda estamos na primeira série preparativa do ginásio, quanto à ciência, ao desenvolvimento, à mentalidade, às invenções, aos ideais, aos desejos, ao liberalismo, ao juízo, às experiências, e a tudo… tudo, tudo, tudo, tudo! Tomamos gosto pela inteligência alheia e fomos usufruindo, não é? Estou certo?
—  Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski.

se amor é troca
ou entrega louca
discutem os sábios
entre os pequenos
e os grandes lábios

no primeiro caso
onde começa o acaso
e onde acaba o propósito
se tudo o que fazemos
é menos que amor
mas ainda não é ódio?

a tese segunda
evapora em pergunta
que entrega é tão louca
que toda espera é pouca?
qual dos cinco mil sentidos
está livre de mal-entendidos?

—  Leminski

Baby baby, para de reclamar do frio ou eu vou começar a achar que é uma indireta pra te esquentar ou que você está de olho nesse meu chocolate quente. No primeiro caso eu vou dizer que não precisava disso tudo, era sou me pedir, no segundo eu vou deixar bem claro que sou uma pessoa egoísta no que se cabe a comida e a resposta vai ser ‘nem vem’.”