pressas

Eu acredito tanto na força do pensamento. Acho que quando a gente pensa e sente o bem ele acaba voltando. Em dobro, triplo, infinito. Não dá para ter pressa, mas dá para guardar aquela certeza no fundo do peito: as coisas boas acontecem, sim, para quem distribui o bem por aí.
—  Clarissa Corrêa.
Nos conhecíamos a tão pouco tempo, mas eu já sabia o que aquele olhar queria dizer: Sexo. Uma simples troca de olhares era quase uma transa entre nós, apenas aquele cheiro de meu homem que ele tinha já me deixava excitada. Quando me dei conta ele já estava com a boca no meu pescoço, mordendo, chupando e sentindo meu corpo. Meus lábios sentiam uma necessidade tremenda do seu beijo, meu corpo tinha pressa em sentir ele todo dentro de mim. As mãos dele exploravam por entre minhas pernas já bambas, ele me conhecia tão bem, eu não queria que parasse, gemidos saiam da minha boca involuntariamente. Eu não era de muitas loucuras mas ele trazia todos os meus desejos e instintos a tona e eu não me importava, só queria que aquilo não acabasse. Ele me puxa pela cintura e morde de leve minha boca, eu sei que agora é minha vez. Desço minhas mãos pelo seu corpo até chegar exatamente onde eu queria, ele já estava pronto pra mim não penso duas vezes e começo passando minha língua lentamente pela cabecinha do seu pau, ele puxa meu cabelo com força e então eu começo a chupá-lo intensamente, arrepios subiam pela sua coluna dorsal e gemidos quase inaudíveis saiam da sua boca, eu realmente sabia como enlouquecer aquele homem. De repente ele me para, e coloca-me em cima da bancada enquanto sua boca encontra ardentemente a minha, não paro pra pensar e coloco minhas pernas em volta da cintura dele, ele sabe que isso é um pedido de “me fode com força”, e é o que ele faz, penetra fundo em mim, metendo ora rápido ora devagar me fazendo gritar de prazer, nossos corpos se perdem em sincronia e o cheiro do nosso sexo se espalha pelo ar. Ele não só fode comigo, a gente faz amor.
—  Simone Ribeiro in um conto erótico.

se você não sabe o que quer agora, tudo bem.

se está assim a muito tempo, tá tudo bem também.

tempo é relativo.

não se apresse, nada com pressa sai bem.

tenha paciência consigo mesmo, não se cobre tanto, só porque fulano já tem a vida toda planejada e encaminhada não quer dizer que você tenha uma vida ruim por não saber o que fazer agora.

cada um tem seu tempo. 

entenda e aceite isso, caminhe lentamente, analise o mundo a sua volta e o mundo que existe dentro de você. conheça a si mesmo, esse é o segredo.

Me apaixono fácil, me entrego sem pensar duas vezes e é isso que acaba comigo. Não sei dizer não aos olhos, ao coração e nem ao desapego. Uma semana, uma simples conversa, qualquer gesto de carinho e pronto, me apeguei, já penso em meses, anos ao lado da pessoa. Esse é o problema de ser intenso demais, sensível ao extremo. Porém isso não é o “x” da questão, o ponto chave é que existem aquelas pessoas que se aproveitam disso, como se fôssemos criancinhas abandonadas e indefesas que caem em qualquer conversa quando quer algo, e até que é verdade, quando estamos no ápice da carência é bem isso mesmo. E depois? Quando o dia se vai, aquele alguém some, todos desaparecem, o que resta? O vazio. A madrugada chega, a cabeça não consegue processar tantos pensamentos, decepções… Talvez eu esteja desesperado, ou tenha medo de viver sozinho nessa procura intensa por felicidade, mas cara, um pouco de reciprocidade, amor, gostar, não mata ninguém, e faz tão bem ao coração. Quem sabe eu esteja procurando o certo em lugares errados ou só deva deixar a pressa, impaciência e esperar? Não sei. Só sei que amanhã é outro dia, e depois de amanha também e assim como existe o dia de plantar e colher, levando em conta que o dia de chorar passou, uma hora ou outra chegará o dia de sorrir, espero.
—  Jhonata Riscovisk.
Aprendi a não ter pressa, pois o amor é um sentimento sereno. Por isso, desculpa, mas eu cansei de correr atrás de você e agora só acompanho quem quer andar lado a lado, de mãos dadas comigo.
—  Uma menina chamada Madeleine

quero dormir com meus dedos entrelaçados aos seus, te fazer rir ao amanhecer, beijar teus lábios, sussurrar o refrão da nossa música que toca direto na rádio, construir nosso amor dia à dia sem pressa.

Esses dias uma travesti me parou na rua da consolação. Ela poderia ter parado outras tantas pessoas que estavam em volta, mas me escolheu. Ela veio cambaleando em minha direção, era fome ou pressa de viver. Ela me escolheu e eu só tinha que me desligar e parar também.

Conversamos. Ela me pediu dinheiro. Eu não tinha nada além do bilhete da passagem. Perguntei qual era o seu nome. R., melhor assim. Ela queria dinheiro para comer, me explicou depois, estava com fome. Então dei um pacote de bolacha que guardava na bolsa e um suco que levaria para a faculdade. Não era o meu último lanche. Talvez seja o dela. A gente nunca sabe quando é.

Ela me pediu para cheirar o cabelo dela. Era terra com cheiro de álcool, o olho faltava saltar e arder. Não era odor, era ardor. “Sabe esse cheiro? É de abandono. Queriam me violentar, mas eu não deixei”, ela dizia com a voz tremula. Era frio ou pressa de viver.

Eu sei que quando nos despedimos, R. me gritou de longe: você ainda vai lembrar de mim. Eu respondi que sim. Você sabe o momento exato em que uma história vai te marcar para sempre. Mesmo que você não entenda o por quê.

R., a lembrança foi tanta que precisei eternizar em um texto.