preservada

quando o próprio amor vacila

eu sei que atrás deste universo de aparências, das diferenças todas,
a esperança é preservada.

nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.

eu quero você agora.

eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
eu amo a tua alegria.
eu te amo pela tua essência.

eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinho, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

eu te amo de alma para alma.

e mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila.

fernando pessoa.

Eu insisto por aqui, você nunca pediu pra eu aparecer, nem permanecer. É que eu te vi toda enrolada numas coisas passadas, e esperei até tudo se ajeitar, observei, orei, pedi a Deus que as coisas se acertassem, mas fiquei a te ver caso caísse e estivesse só mais uma vez. E talvez eu nunca consiga explicar realmente, sabe quando você acha um ambiente natural maravilhoso demais para ve-lo perder-se? Sendo extinto? Você de longe é um ambiente que traz paz, ainda que alguns tenham tentar arrancar isto de você. É meu ambiente indiretamente, me faz contente porquê hoje você está tão diferente, mais preservada, renovada e com frutos novos.
—  Dois tons de amor
Não adianta vim só quando a casa está arrumada. Alguns meses, semanas e dias atrás, aqui estava um caos, nem respirar eu conseguia direito. Então como minha mãe sempre fala “Aqui não é a casa da mãe Joana.”, faça me um favor de pegar suas bagagens e sair pela porta dos fundos, pois a casa já está sendo ocupada e muito bem preservada. Passar bem.
—  Pois a minha casa é meu coraçãoDeflagar.
Mais vale a sinceridade preservada, mesmo que estejamos ainda neste mundo repleto de crueldade e dominado pela mentira. Afinal de contas, o que é mais importante? Uma doce mentira ou uma amarga verdade?
—  Fawkesravenclaw
A comunicação é o fator primordial de um bom relacionamento. Todos nós devemos respeitar e aceitar a condição de haver pensamentos diferentes do seu, contudo, é importante preservar os seus próprios princípios e idealizações para que seja preservada a sua individualidade em uma sociedade complexa.
—  R. Martins

BUKCHON HANOK VILLAGE:

É uma aldeia tradicional coreana em Seul com uma longa história, localizada entre Gyeongbok Palace, Changdeok Palace e Jongmyo Royal Shrine. A aldeia tradicional é composta de muitos de becos, hanok e é preservada para mostrar um ambiente urbano de 600 anos de idade. Agora é usada como um centro de cultura tradicional, permitindo que os visitantes experimentem a atmosfera da dinastia Joseon.

A vizinhança onde crescemos com certeza nos marca pelo resto da vida. Não só pela casa onde residimos e as histórias que habitam dentro daquelas paredes. Há também a vida fora do seu portão, que limita-se até o acesso à avenida. Os primeiros amigos, provavelmente os primeiros amores, as brincadeiras que duravam até o início da noite quando mães de todos os lados eram escutadas gritando para que suas crianças fossem jantar. Havia também as intrigas, as senhoras fofoqueiras, o senhor do mercadinho que tinha aquela vitrine cheia das coisas mais gostosas que os olhos já viram, que eram dividas entre os amigos sempre que sua mãe dava-lhe as moedas do troco. As conversas, as festinhas nas ruas onde todas as briguinhas bobas entre vizinhos eram esquecidas. Muita coisa acontece em nossas vizinhanças, só é preciso prestar um pouco mais de atenção para notar o quanto é bonito.

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Tu és o arquétipo que quero
Enxerga-se centro do universo
Como enxada arranca o escalpo de infiéis
Antes da morte, roga purgatórios de carrasco


Dê teu deus diluído no dedo
Que rasga gargantas
Fetichiza o óleo diesel
Expurgando vitrines de camisas semiáridas


Perfume sabor conde
Vilania rigor opinativa
Não alimenta-te o cão niilista
Pois, por sua vez usa a cruz com feitios europeus


Benção, mãe!
Maldição à toda a greve
Benzedeira elétrica
Simbolismo decorado, forca em espera


Festejo da graça
Outro Judas sugado até a última gota
De beijo em beijo as tratativas cirúrgicas hão de ser preservadas
Onde estás a cultura de o hospedeiro rapta outro corpo?


Crias sob vigilância de outros cuidados
O que importa és o porte anêmico
Portando, filho meu, somente em tarefas sorridentes
Benfeitoria de braços dados com o armamento da lábia de empresários


Comoção transatlântico
Fome de transação
Salva-me da falha, ciranda
Envolva-me no seio direito da tua contraindicação…


Viva aos juros de outrem
Para tu mesmo viver a base de juras
À margarinas e varandas
Encabeçando quinzenas de ave marias…

—  Dissecando O Samaritano, Pierrot Ruivo