predadora

Arranca um pedaço de mim como quem se esgueira faminto pela cozinha e arranca um pedaço de bolo com as mãos para devorá-lo. Arranca os traços da minha pele com tuas unhas afiadas e predadoras, buscando-me na noite desperta. Arranca tudo o que me falta e me sobra. Arranca os tropeços que nos separam e venha para consumar o que em mim ainda não se despedaçou.

Ludmila B.