preconceito zero

Por que duas pessoas do mesmo sexo não podem ficar juntas ? Só por que existe uma coisa chamada Bíblia que fala que é pecado um amor homossexual, e por conta disso eu vou pro inferno ? E dai, que eu vou por inferno, eu só quero é ser feliz, só quero ser feliz do jeito que nasci, eu sou lesbica, e amo a minha namorada e sei que existe um Deus que me ama e que me aceita do jeito que eu sou.
—  apenas-uma-meninamulher
A aposta-Capitulo 8

May:Isso são horas de lavar roupa Thais?(rindo)

Thais:Fazer o que né? minha namorada tá sei la onde,tenho que me ocupar.(u.u)

May:Thata,eu já expliquei o porque linda.(e.e) eu não sabia que o voo dela ia atrasar.

Thais:Até ia fazer um jantar especial para nós,e você faz isso.(u.u)

May:Jantar? você? como se você sabe nem por água para ferver?

Thais:Ér…eu ia comprar um jantar especial para nós ué.(rindo)

May:Prometo que amanhã fico o dia todo com você.

Thais:Fica nada,porque amanhã vamos para a casa da sua prima fazer o planejamento do trabalho.

May:Ah é…(revirando os olhos) acho que o voo da minha irmã acabou de chegar.

Thais:De onde ela tá vindo mesmo?

May:Londres…

Thais:Vou desligar pra você receber ela,e a senhorita trate de me ligar depois.(u.u)

May:Claro que ligo minha princesinha linda,  coisinha, bebezinha, min…

Thais:Manoo,para com isso.(envergonhada) eu tenho bigonha.

May:Ai manoo…(se fingindo de brava) tchau então,sua feia.

Thais:Que isso…(rindo) te amo amor.

May:Oi?(sorrindo largo) repete.

Thais:Eu..ér…

Fiquei esperando sua resposta e ela ficou muda alguns segundos,me surpreendi por essas palavras terem partido primeiro dela,eu sempre quis lhe dizer mas por achar cedo demais,fiquei com medo de sua reação.

Fiquei tão surpresa com aquilo que acabei esquecendo da minha irmã,me dei conta que ela havia desembarcado quando a ouvi gritar meu nome e correr ao meu encontro.

Lu:Sai do celular sua quenga,saudades sua linda.(eufórica)

May:Thata depois te ligo.(desligando) Lu…

Lu:Me da um abraço decente,senti sua falta mana.

May:(a abraçando) eu também amor.(apertando forte)

Lu:Nossa mais tatuagens.(rindo) fiz uma também.

Lu e eu tínhamos uma diferença de idade de 5 anos,e assim que completei 18 sai de Londres para ter minha independência no brasil,eramos muito unidas,como dizia nossos pais “carne e unha” quando sai de la,ela fez uma promessa,assim que completasse 18 anos viria morar comigo,promessa cumprida.

May:E ai como vão as coisas por lá? tá deixando nossos pais de cabelos brancos né?(rindo)

Lu:mas já te contaram?(O.o)

May:Luana,a festa que tu deu foi parar nos jornais de Londres garota.(rindo)

Lu:Achei um exagero a policia ter ido lá,faltou você.

May:Aqui teremos algumas regrinhas viu mocinha,não quero ficar de cabelos brancos aos 23.

Lu:Ai que saudadeee.(a abraçando novamente.

(No galpão)

Van:O que você fez?(mexendo no aparelho) não tá mostrando os batimentos.(nervosa)

Clara:Eu não fiz nada,diz que esse negocio tá quebrado.(se desesperando)

Van:Tá tudo certo aqui.(derrubando algumas coisas) mede no manual rápido.

O oxímetro continua apontando sem batimentos,eu ja estava desesperada e ela igual a mim,acabou que um fio havia se soltado atrapalhando o funcionamento do aparelho,suspiramos aliviadas com isso e continuamos os procedimentos.

Van:pelo amor de Deus,termina logo isso.(pondo a mão no coração)

Clara:Falta só dar ponto.(tremendo) acho melhor você fazer.

Van:Eu nada,você começou,você termina.

Ela não discutiu,até estranhei,a ajudei a fazer o o que tinha para terminar e logo terminamos para alivio geral,fui buscar água para nós e me sentei ao seu lado,ela tirou as luvas e ficamos um tempo em silêncio.

Clara:Tem que dar certo.(cobrindo o rosto com as mão)

Van:Já deu,você fez um ótimo trabalho.

Clara:Nós fizemos…

Van:(rindo baixo) nunca pensei que eu e você um dia se encaixaria na palavra “nós”.

Clara:Eu até hoje não sei porque não nos falávamos se o culpado de tudo foi ele.

Van:Eu acho que a ideia de ser a outra e alguma forma caiu mal no ouvido das duas.

Clara:Talvez…(sorrindo de canto) 

Van:Olha Clara,pode parecer estranho o que eu vou falar pra você,as acho que deveríamos por uma pedra em tudo isso.

Clara:Eu também acho,afinal lutamos pela mesma causa.

Van:Não to dizendo para sermos melhores amigas,mas podemos tentar…recomeçar.

Clara:Claro…(estendendo a mão) passado é passado?

Van:Passado é passado.(sorrindo)

Ficamos um tempo conversando sobre coisas banais até o efeito do sedativo de boi dar indícios de estar passando e aos poucos ele foi despertando.

Van:Ei garotão,tá tudo bem agora.

Clara:Deu certo Van…nessa,a gente conseguiu.(sorrindo largo)

Van:Temos que observar né,qualquer coisa que der errado,tem que está debaixo dos nossos olhos.

Clara:Eu sei,eu vou dormir aqui hoje.(brincando com boi)

Van:Ta doida?olha aquilo,nem fecha direito.(apontando para a porta)inclusive,temos que resolver isso.

Clara:Nunca entraram aqui,porque agora entraria?

Van:Vai saber Clara,as coisas acontecem.

Clara:Não vou deixa-lo aqui sozinho.(pegando a mochila) vou dormir aqui.

Van:Isso é muito perigoso garota.(revirando os olhos) 

Clara:Você que é medrosa demais.(revirando os olhos)

Van:Começou,isso porque a alguns minutos atrás me fez proposta de paz.

Clara:Quem veio com a história que passado é passado foi você.

Van:Você é muito chata,sério.(varrendo o chão) aqui pode ser?

Clara:O que você ta fazendo?

Van:Limpando um espaço para dormimos,não vou deixar você aqui sozinha.

Clara:hum,e tá se importando com a minha loucura agora porque?(arqueando as sobrancelhas)

Van:Não me importo…(u.u) mas se você morrer vou ficar com a consciência pesada.

Clara:Ah tá bom…(rindo)

Ela riu e foi a primeira vez que a vi fazendo aquilo,fiquei a observando,realmente agora eu entendia quando todos dias o quanto ela era bonita e…enfim esqueçam essas minhas palavras.

Arrumamos um canto perto da casinha do boi,colocamos um colchonete que ela havia levado,ligamos para os nossos pais,para eles eu ficaria na casa dela e vice-versa. Forramos e nos deitamos,eu não sei ela,mas eu estava bem desconfortável com a situação,nunca que eu imaginaria estar dessa forma com ela,me encolhi toda por conta do frio que fazia.

Clara:A já ia me esquecendo.(se levantando) levanta ai.

Van:Pra que?(estranhando)

Clara:Nessa bagunça toda.(pegando os primeiros socorros) eu acabei me esquecendo do seu machucado.

Van:Ah nem vem,olha vamos dormir que amanha temos aula

Clara:E nos vamos,depois que eu cuidar disso,anda.

Van:Voce nem medica é,então pra que isso?

Clara:Porque isso pode infeccionar,vai logo Vanessa,levanta.

Relutei mais uma vez porém a guria conseguia ser chata quando queria,levantei a contra gosto fui para perto dela,estendi o braço e ela começou a limpa-lo,sentir um pouco de dor e reclamei bastante,mas ela não demorou muito e o curativo parecia ter ficado bom.

Clara:Pronto Maria chorona.(rindo)

Van:Chorona nada,você quase arranca meu braço.

Clara:E mesmo assim ainda não ficou bom,devíamos ir a um hospital.

Van:E deixar ele aqui sozinho?(arqueando as sobrancelhas)

Clara:Você ta certa,então você vai ao hospital e eu fico aqui com ele.

Van:E quem fica com você?

Clara:Vanessa não complica.(revirando os olhos)

Van:Então para de chiliquinho…(mexendo no celular) vai dar uma hora,o boi já tá dormindo de novo,acho que devemos fazer o mesmo.

Clara:Tá bom,tá bom…chega mais para lá vai.(sentando no colchonete)

Van:Boa noite…(se deitando)

Clara:Tá muito frio,se ficarmos um pouco mais juntas o cobertor da para nós duas.(sem jeito)

Van:Não precisa,eu to bem,pode ficar.

Clara:Para de ser orgulhosa,ai depois pega uma gripe ai e vou ficar me sentindo egoísta.

Van:Tudo bem…(se ajeitando)

Clara:Ér..tudo certo ai?(sem graça)

Van:Ta…(mais sem graça ainda)

O cobertor era bem pequeno e eu não entendia como alguém conseguia ter um daqueles ou dormir com aquilo,mas mesmo assim nos manteve aquecidas,tivemos que ficar bem próxima uma da outra para cabermos naquele pequeno colchonete e dividir aquela minuscula coberta rsrsrs.

No dia seguinte…

Lu:Acorda mana.(pulando na cama)

May:Mas o que…(assustada) Luana,o que você acha que tá fazendo?

Lu:Te acordando..(lhe dando um beijo) ainda to no fuso de Londres.

May:Cara eu estou morrendo de sono.(cobrindo a cabeça com a almofada)

Lu:Bom isso eu acho que você vai ter que resolver depois,vai dar 8:00 já e pelo que sei sua aula eras as 7.

May:Caralhoo.(se levantando) me atrasei pra cassete,cadê eu celular?
Lu:Aqui…(lhe mostrando o mesmo)

May:6:15 Luana…(revirando os olhos) vai dormir menina.

Lu:Mas está na hora de você acordar,não tá?

May:Agora eu vou né fazer o que…(e.e)

Lu:Ontem nem conversamos direito né,mal falamos do seu namorado.

May:porque tudo o que você precisava saber,eu te disse.

Lu:Tudo mesmo.

Apesar de já ser bem independente eu não tive coragem de contar aos meus pais sobre a minha opção sexual,não que fizesse muita diferença já que eles nunca foram de se preocupar com o que acontecia na minha vida,mas para Luana fazia muita,ela já desconfiava,ainda mais ontem quando fui falar de Thais no sentido masculino mas me embaracei toda.

Nunca fui de e preocupar com isso,mas eu tinha medo de sua reação,apesar de ter uma mente aberta e ser uma garota preconceito zero,não era tão simples assim chegar e dizer,“eu namoro uma garota”. Fui tomar meu banho antes que ela tentasse arrancar isso de mim a força,mas assim que sai do banheiro ela estava sentada na cama me encarando.

May:Menina vai dormir.(rindo)

Lu:Sabe May,nós precisamos conversar sobre algumas coisas.

May:Tipo?(receosa)

Lu:Ah sei lá mana,ficamos muito tempo longe uma da outra,tem coisas sobre mim que não dava pra te contar por mensagem,e sei que sobre você também.

May:Eu? eu não,não escondo nada mana.(em frente ao espelho)

Lu:Bom,não é que eu escondo,mas eu fico com receio de falar,mas você ´a minha irmã e o pior que pode acontecer é você me expulsar da sua casa e me deportar para Londres.

May:Lu,eu nunca faria isso contigo.

Lu:Tá,eu vou ser direta,sem enrolar.(respirando fundo) May…eu gosto de garotas.

(Na faculdade)

Estávamos na biblioteca conversando sobre os ocorridos da noite anterior,quem nos via nunca que iria dizer que eramos inimigas até um tempo atrás,parecia que eramos velhas conhecidas colocando o papo em dia.

Clara:To toda quebrada,você não?(pondo a mão no pescoço)

Van:Quebrada?eu to destruída,não sei como você conseguiu ficar na mesma posição que dormiu,eu acordei no chão.

Clara:Eu vi a hora que você caiu,mas quando fui segurar já era tarde demais.(rindo)

Van:Não consigo ficar parada em um lugar só.(rindo) mas você viu como ele estava melhor hoje?

Clara:Vi sim,acho que deu certo.(sorrindo)

Van:Claro que deu garota,fizemos um ótimo trabalho.

Clara:Ah,eu tava pensando,nós precisamos achar pessoas para doar os filhotinhos da Katy.

Van:Sim,eu to com uma ideia na cabeça e isso envolve o nosso trabalho.

Clara:(sorrindo) acho que imagino o que seja,mas deixamos isso para conversar com as meninas.

Van:Ah é hoje né,então só podemos ver o boi de noite.

Clara:Sim,mas antes de ir para minha casa,vou dar uma passadinha la.não vejo problema.

Van:Não demorando do jeito que você costuma demorar.

Clara:Tá,agora eu vou ver se a minha prima chegou,até mais Van.(saindo cantarolando)

Van:Tá…(rindo) 

Assim que ela saiu,voltei minha atenção para um livro que eu estava lendo,ouvi um barulho na biblioteca e me assustei um pouco.

Pepa:Nossa.(saindo de trás das prateleiras) mas o que estava acontecendo aqui?(Surpresa)

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