por taina

Título: Sábado À Noite

Autor: Babi Dewet

Editora: Évora (Selo Generale)

Páginas: 334

Sinopse:

Essa é a nova edição de SAN, que foi lançado de forma independente em 2010, e hoje chega às livrarias pelo Selo Generale (Editora Évora). É o primeiro livro de uma trilogia repleta de amor, música e amizade. Amanda é popular na escola e os amigos do seu amigo de infância são considerados os ‘marotos’ do pedaço por desrespeitarem as regras. Tudo ao seu redor acaba desmoronando quando um amor mal resolvido volta à tona e a sua amizade é posta em prova. Se não bastasse, seu diretor resolve dar bailes aos sábados e uma misteriosa banda mascarada foi convocada pra tocar. Mas suas letras dizem tanto sobre ela… Afinal, quem são esses mascarados de Sábado à Noite?


Resenha:

Faz mais de uma semana que terminei de ler SAN e se eu disser que ainda não fiz a resenha por falta de tempo seria mentira, foi por preguiça mesmo. 
Seja como for, SAN é uma história adolescente, sobre adolescentes, conflitos adolescentes, emoções adolescentes, amores adolescentes e amizades adolescentes… entenderam o ponto chave? 
Pessoalmente eu acredito que logo no começo do livro o jeito que Babi Dewet escreve ainda é um pouco livre, um pouco amador, o que se explica pelo fato da história ter começado como uma fanfic, mas lá pelo décimo capítulo o amadorismo vai dando lugar a uma autora visivelmente mais experiente e que entende o que está escrevendo. 
Sábado À Noite é a história de um grupo de meninas metidas à besta e um bando de meninos desordeiros - conhecidos como marotos e é também sobre uma banda misteriosa que toca o que as garotas querem ouvir e o que elas viveram - e ninguém sabe quem é essa banda. SAN vai te fazer rir e lembrar dos seus amigos (sério é inevitável não comparar algum personagem da história a um do seu dia-a-dia). Babi Dewet tem uma narrativa fluente e divertida e que consegue capitar bem o universo jovem. Eu a conheci pessoalmente na Bienal - leia minha entrevista com ela aqui - e gostei bastante da ideia de uma autora brasileira jovem estar se lançando no mundo literário, e só agora com uma editora - ela ficou dois anos como independente - atualmente, a gente só tem lido best-seller internacional. Por que não apostar em autores Made In Brazil? 
Mas - sempre tem um mas - o que eu achei meio Sessão da Tarde na história é que todo mundo tem um parzinho, quer dizer, fica claro que uma pessoa está a fim da outra, e isso ocorre com todos os principais, o que dá uma impressão meio Disney, meio Sessão da Tarde, meio história pra criança, porque quando a gente tem sete anos, na nossa mente todo mundo tem que viver feliz para sempre - o que, dã, não é bem assim. Felizmente - ênfase nessa parte - o final do livro é compensador.
Li em algum lugar que o final de SAN era óbvio e fiquei me perguntando o que, para a pessoa que escreveu isso, é um final surpreendente, porque para mim as últimas páginas são incrivelmente inesperadas. 
Se eu gostei de SAN? Sim e inclusive meu livro está circulando pelas minhas amigas agora. Mas, claro, eu sou o tipo de leitora que gosta de livros às vezes melosos e às vezes sem sal nem açúcar, então é bem provável que um leitor de Harlan Coben venha me xingar por ter recomendado SAN à ele. 
SAN é até certo ponto democrático, por ser um livro jovem e atual, mas por outro lado pode ser chatinho pra quem gosta de tensão. 
PS: Sábado À Noite será uma trilogia… Eu quero ler tudo logo! Escreve, Babi, escreve!

Nota Final:

Capa: 7

Narrativa: 9

Enredo: 8

Originalidade: 8

Por: Tainá Alves