polegares

astigmatismo

Deixa eu pegar sua vontade de ser feliz na palma das mãos

Cuidar dos teus medos e das tuas implicações sobre teorias que o mundo te dá

Deixa eu pegar teus calos e acariciar para que você esqueça que um dia já pegou firme na solidão,

Deixa eu te fazer feliz mesmo que por um minuto você sinta uma vontade absurda de me excluir da sua vida pra sempre

Eu sou uma pessoa difícil de lidar, eu assumo. Mas aí você aparece e tudo aqui fica ainda mais difícil de lidar, eu nem sei mais onde por as mãos!

Deixa eu brincar com a sua franja e fazer carinho no seu lábio com meu polegar esquerdo trezes vezes por dia

Deixa a gente se perder no tempo, achar que são 19h43 quando na verdade já passa das 22h30

Eu te prometo fazer um café bem forte antes de você enfrentar seu trabalho matinal todos os dias até você comprar iogurte para o café da manhã mesmo eu estando na dúvida se você gosta ou tanto faz

Deixa eu colocar teu caos num pote junto com o meu e abri-lo toda madrugada pra observá-los dançando a quinta sinfonia de Beethoven enquanto nos preparamos para dormir de caos atados

Deixa eu te olhar nos olhos e falar descaradamente sobre o meu amor pelos seus cílios e depois encostar meu nariz na sua boca pra sentir o melhor cheiro que minhas narinas tiveram o prazer de se aproximar

Eu sou um completo caos romântico

mas você é o borrão mais bonito que meu astigmatismo já viu.

Pedido: Faz um 1s do Louis que eles são casados e contam que ela está grávida para os filhos dele(de um relacionamento anterior)


Suspirei ao ver Louis entrar no quarto. Ele se aproximou e deu um beijo em minha testa, tentando me acalmar.

— Freddie chegou. — Passou a mão no meu cabelo, colocando uma mecha para atrás da orelha. — Ele e Emma estão sentados lá em baixo.

— Acha que ele vai aceitar? — Perguntei receosa. Freddie, filho de Louis, parecia não gostar de mim, nunca aceitou minhas tentativas de aproximação em anos, já Emma era muito apegada a mim, e depois de uma briga com Brianna, veio morar comigo e com o pai.

— Ele tem que aceitar, é irmão dele. — Acariciou meu rosto com o polegar. — Vai dar tudo certo. — Sussurrou e me deu um selinho.

Descemos as escadas em silêncio, eu podia ouvir Emma falando sobre o time de futebol para qual entrara, o que deixou Louis muito orgulhoso. Freddie estava com os braços cruzados e uma expressão não muito boa, parecia extremamente com o pai.

— Oi, Freddie.  — Falei ao entrar na sala, ele apenas resmungou um “oi” e suspirou.

— Bom. — Louis começou, os gêmeos o olharam. — s\n e eu temos que contar uma coisa para vocês. — Me olhou.

— Não era algo que esperávamos agora, mas estamos muito felizes. — Emma abriu um sorriso lindo, provavelmente já entendera do que se tratava.

— Vocês terão um irmãozinho. — Disse me abraçando de lado. Emma pulou do sofá e me abraçou.

— Eu não acredito nisso. — Freddie disse entre dentes, se levantando do sofá. — Aposto que você planejou tudo isso, pra ter uma forma de arrancar dinheiro do meu pai. — Disse chegando cada vez mais perto, e com o dedo indicador apontando para o meu rosto.

— Eu não… — Comecei, mas ele continuava gritando, assustando todos nós, principalmente Louis.

— Você é uma vadia, por sua causa meu pai largou a minha mãe enquanto estava grávida, por sua causa eu não tive o meu pai. — Pude ver que seus olhos estavam um pouco marejados.

Louis se aproximou, mas eu o empurrei, pedi que ele e Emma saíssem para que eu conversasse com Freddie, com receio, os dois foram.

— Freddie… — Tentei segurar sua mão, mas ele a soltou com força. — Quem disse isso pra você?  — Ele apenas rolou os olhos. — Conheci seu pai quando você tinha 3 anos. — Falei baixo, chamando sua atenção.  — E ele já não estava casado há muito tempo.

— Isso é mentira. — Disse se afastando de mim.

— Porquê eu mentiria pra você?

— Eu não… sei. — Suspirou, secando uma lágrima.

— Eu nunca tentei roubar o seu pai de você. Ele sempre esteve aqui, quem não estava era você.  — Me aproximei, dessa vez, ele deixou.

— Ele sempre vai ser seu pai, como Brianna sempre vai ser sua mãe. — Passei a mão no seu cabelo. 

Freddie se virou e me olhou por alguns segundos, e então, me abraçou.

6 meses depois…

— s\n? — Ouvi a voz de Freddie vinda da porta, me sentei melhor com Joan no colo, o pequeno resmungou um pouco.

— Entra.  — Sorri.

— Você tá bem? — Perguntou se aproximando.

— Sim.  — Sorri mais abertamente. Freddie sentou ao meu lado na cama. — Ele parece com você. — Freddie sorriu e acariciou o rostinho do irmão.

..

eu já sabia que não duraríamos até esse inverno. eu sei que quando a gente ama costumamos desfigurar rostos, verdades e coisas. mas o meu amor era sóbrio e decente e eu já sabia que não alcançaríamos a borda de julho ou agosto. quando você chorou pra não ir pra casa, eu percebi que entendia a diferença entre casa e lar. e fiquei feliz que tivesse a chave da minha porta pra ir e vir quantas vezes quisesse. mas você misturou liberdade com abandono. e isso me quebrou. quando um cílio caiu no seu rosto, logo colocou no polegar esquerdo e quis que eu colocasse também o meu. eu nunca soube o que pediu desde então. eu penso sobre isso quando ainda desejo respostas. mas se nem deus ousou descer pra calar a boca de quem mata e agride em seu nome, por que você subiria aqui pra me salvar? algumas pessoas não conseguem ficar juntas por mais que insistam em adicionar certos pés nos seus passos e certas mãos nos seus pulsos. talvez nós façamos parte dessa estatística que viola o campo da certeza e da vontade e espalhe nosso sangue e nosso gozo por aí como se não quiséssemos virar zigoto, feto, criança. como se não quiséssemos evoluir. mas quando tentamos evoluir, morremos. como se fôssemos borboletas que duram um só dia. e nessa sub-vida que não se prolonga tanto, eu sempre quero pousar em você.

v,

enquanto você dormia me pus a caçar poemas nas tuas pálpebras adormecidas. e fui tecendo versos a medida que o palpitar da tua respiração ecoava pela sala vazia. te olhar é sereno como ouvir o som das ondas do mar desaguando na areia, como quando a gente chora cansado na beirada do meio fio e o beija flor vem pousar do nosso lado, como deitar-se no escuro e encarar a noite estrelada. o toque do seu polegar formigando pela minha bochecha é tão familiar quanto o encontro despretencioso dos nossos olhos. eu deixo teu riso sintonizado nos meus tímpanos que é pra não esquecer de sorrir. olhar pra você era como encontrar salvação no meio da guerra.

Me disseram que a felicidade e a poesia não andavam juntas, mas nunca me explicaram dos dias tristes de ressaca, quando o mar se eleva e tudo se torna afogamento, me disseram que o abismo era ilusão dos mal afortunados, que os tons de escuridão só precisavam da presença de deus, mas eu caio só, eu choro só, e imploro para voltar a pisar em solo firme, me falaram que as borboletas traziam sorte boa, mas elas fogem dos meus polegares manchados de sangue, das minhas mãos carcomidas da caneta, me leram poesias, mas nunca me ensinaram a encaixar as estrofes, nunca treinaram meus versos, nunca cantaram as minhas canções enquanto me embalavam nos braços, Márquez me disse em suas linhas envelhecidas que o sexo é a falta do amor, e eu só tenho transado com a minha solidão, eu só tenho amado os mal amados, só tenho me deitado nas camas vazias, com as mãos entre as minhas coxas e o gozo contido, me contaram que as nuvens eram de algodão doce, mas elas só fazem chover lágrimas amargas, me disseram tantas mentiras que eu resguardo-me em silêncio, que eu procuro o amor em um botão polinizado pela dor, me disseram tantas mentiras que me fiz mentirosa.
—  Larissa Céu

Noite passada ela sonhara com ele, nada muito diferente de todos os outros dias que se tornaram monótonos desde sua partida. Mas daquela vez havia sido diferente, parecia tão real. Ela podia sentir sua presença, podia ouvir sua respiração entrecortada roçando em sua orelha. Podia sentir o gosto de halls que seus beijos possuíam. Ela podia senti-lo ali, tinha certeza. Sentia o peso de seu corpo sobre o dela. Ah, como ela sentia falta da pitada de dor prazerosa que seu torso fazia quando entrava em atrito com sua pele desnuda, suas pernas se enlaçando e perdendo-se entre os lençóis.
Ele fazia movimentos circulares com o polegar nas maçãs de sua bochecha que agora esquentava devido a excitação. Cada toque era minimamente calculado, como se ela fosse tão preciosa e frágil quanto uma obra de Van Gogh. O furor era tanto que ela cogitava a possibilidade de estarem compartilhando do mesmo sonho ou da mesma conexão espiritual. Ele começara a trilhar um caminho de beijos tão quentes como o inferno por todo o corpo pequeno da menina.
Deixou as marcas de seu desejo ardente no pescoço, migrando para seu colo e observando-a arfar, como de costume. Seus lábios faziam uma pressão delicada por cada curva que ele permitia-se conhecer mais a fundo.
Ela ainda lembrava de cada sensação que ele a proporcionava, ainda sabia exatamente onde seus dedos iriam tocá-la, ainda guardava seus pontos fracos e como fazê-lo ceder a suas vontades, ainda sentia as pernas trêmulas e moles. Nenhum detalhe escapava de sua memória. Desde a entrega no beijo feroz enquanto as mãos brutas do rapaz seguravam firme‪‬mente sua cintura até o o cafuné pós-entrega.
Ela não só lembrava como acabara de reviver naquela quente madrugada. Aquilo transcendia o sonho, ela sentia na carne, no físico. Ela podia jurar.
A garota finalmente despertou, atordoada, tateando a cama a sua procura. Ele não estava lá, como era de se esperar.
Não sabia se chorava devido a imensa saudade ou se sorria por ainda ter aquelas memórias salvas e protegidas em seu consciente.
Passou a procurar vários significados para o ocorrido. Poderiam suas almas estarem tentando se comunicar?
Ou seria sua cabeça lhe sabotando, fazendo-a ter alucinações? Talvez fosse só a saudade tirando sarro de sua cara.
A pobre garota não sabia. Mas se existia algo o qual ela podia confirmar com veracidade é que sentia a falta do moreno de cabelos encaracolados. Queria descobrir um jeito de tapar aquele buraco demasiado grande e vazio que ele fizera o favor de abrir. Um pedaço dela havia sido arrancado a força, sentia-se perdida. Desejava que todas suas células se regenerassem em segundos para que então pudesse degustar da sensação de ser inteira novamente.
Mas ela só sabia sentir falta. Era só o que sabia.
E esperava que estivesse fazendo falta na mesma intensidade.

reinverbou
A Garota do Calendário: Março

Capítulo 17 :

 Thur gemeu.

— Calça xadrez de pijama. Você conhece o tipo.

Eu conhecia mesmo. Os pijamas de Thur eram feitos do algodão mais suave que eu já havia tocado. Durante o tempo que passei com ele, eu adorava vesti-los depois do sexo ou logo de manhã. Até roubei um. Não que eu fosse admitir.

— Você está duro, lindo? — Experimentei usar a expressão carinhosa. Soou bem na minha boca. Outras coisas seriam ainda melhores se ele não estivesse a mais de três mil quilômetros de distância.

— Puta que pariu. Você está me deixando muito duro, Lua. A cabeça do meu pau está úmida.

— Use o polegar pra esfregar a ponta. Lembra como era ter a minha mão ao redor do seu pau?

— Puta merda, sim.

— Faça isso. Feche os olhos e passe a mão para cima e para baixo, devagar no começo. Imagine que sou eu que estou te acariciando. Use o polegar para espalhar a umidade, especialmente na parte que eu circularia com a língua. Se eu estivesse aí, molharia seu pau inteiro, lambendo o comprimento todo antes de tocar a parte sensível  da cabeça com a ponta da língua.

Thur gemeu no telefone. Eu podia ouvir sua respiração em rápidas rajadas de ar.

— E agora, como você me dirigiria?

— Tire a calcinha — ele ordenou. Abaixei a peça verde e a atirei para o lado com o pé. — Está nua para mim, linda?

— Sim. — Levantei os quadris, como se um fantasma de Thur estivesse em cima de mim e eu estivesse tentando tocar seu corpo com o meu.

— Agora, toque a sua boceta como eu faria se estivesse aí. Eu a apertaria com força.

Você sabe como eu gosto.

— Possessivo. — Mal falei e inclinei a cabeça para trás, fazendo o que ele pediu. O prazer era extremo, correndo por todo o meu corpo como um raio.

— Isso mesmo. Eu iria possuir essa boceta doce. Enquanto você balança os quadris tentando ter alívio, eu usaria dois dedos de uma vez. Siga as minhas instruções, Lua.

Fiz o que ele pediu, pressionando dois dedos profundamente em meu sexo. Ondas de calor percorreram meu ventre, passando pelo estômago, até chegar ao peito, onde os seios estavam cheios e pesados. Os mamilos estavam eretos e arranhavam o cetim.

Delicioso. Tão bom.

— Agora, lembra quando eu assumi o controle dessa boceta na sua moto? — Suspirei em resposta. Gemidos sem sentido escaparam de meus lábios quando me lembrei de seus dedos grossos entrando e saindo de mim, encaixando do jeito certo, me puxando para seu corpo por trás, de seu domínio sobre meu ponto mais sensível. — Encaixe os dedos profundamente, linda. Do jeito que eu faria.

Tentei e falhei.

— Não alcanço. Preciso de você. — Soltei um suspiro frustrado, mas continuei a me esforçar. Em minha cabeça, estávamos na moto, na garagem de Thur, sua mão dentro da minha calça, me fodendo fundo e com força, como ele sempre fazia.

— Está perto, linda?

— Ah… Sim… Eu quero você, Thur. Quero você dentro…

Uma torrente de palavrões soou através da linha quando sua respiração se acelerou.

Enquanto dávamos prazer um ao outro, a minha combinou com a dele, perdidos na paixão de nos lembrarmos um do outro.

— Se eu estivesse aí, ia colocar os dedos naquele ponto fundo dentro de você… ia acariciar você. E juntaria a minha língua na brincadeira, girando-a no seu clitóris. Ele estaria inchado e duro quando eu passasse a boca nele e o chupasse até a sua boceta apertar ao redor dos meus dedos… e você gozar na minha cara.

Sentifíco

Vi em teus olhos o centro das galáxias
O sorriso do gênesis e do amor

Senti o gosto das maçãs
Que caíram para os astros orbitar

Ouvi o som dos relógios
Tique-taque em descompasso relativo

Senti o calor do urânio
Levando almas sob a tempestade

Senti o cheiro do amor
Impulsionando o mundo à luz da razão

eu sinto o cheiro das lágrimas que você deixou, sem querer, cair na minha saia. enquanto eu enrolava um dos seus cachos no meu polegar e dizia que tudo no fim ficaria bem.
suas lágrimas alí secaram e viraram parte do tecido,
mesmo lavando-a sinto seu cheiro.
cheiro de saudade.
saudade de um dia ter dado-te abrigo,
ter sido teu melhor lugar.

Da galáxia que deveríamos ter explorado juntos

Ficamos perto demais do Sol. Queimamos neurônios, sonhos, destinos. As estrelas torciam por nós. Fechamos os olhos, fizemos pedidos. Houston, tínhamos um problema? Queria ter ficado em módulo lunar, queria aterrizar no teu desconhecido, levar um pedaço de ti pra casa. Medi nosso amor distante com os dedos, tapei planetas com meu polegar, e céus, me senti pequeno diante disso, diante de ti. Faltou oxigênio, faltou pulsar no meu coração, faltou colecionar os anéis de Saturno, faltou chorar nos braços do supremo Júpiter. Desconfiei que você iria voltar pra Terra, mas nunca pensei que eu fosse querer virar poeira estelar. 

Gabriela Giacomini.

Sorrindo enquanto abaixa uma alça de minha blusa delicadamente, me beija, quente, doce, pescoço macio respiração ofegante, sensação de calor, arrepio, me sinto sua, sou sua, mão de anjo deslizando pelo meu corpo, corpos juntos, um objetivo, prazer, ritmo intenso, olhar sedutor, viciante, entrelaçar dedos, almas, encaixe perfeito, gemendo entre sussurros, anestesiada, polegar pressionando lábios, mordidas, sorrisos, olhares, prazer, minha droga? você.
—  Tarsila Coury.

Uma vez um cílio caiu do seu olho e eu propus que juntássemos os polegares com ele dentro para fazermos um pedido, o polegar em que o cílio ficasse seria o desejo que se realizaria.
Fizemos, mas o cílio ficou no seu dedo. Eu insiste que tentássemos outra vez. É que eu pedi pra ficarmos sempre juntos, e eu queria tanto que ficássemos, baby.

Foi preciso ser poeta dos dois lados.
Trazer a sensibilidade como uma semente cultivada com sabedoria e silêncio na terra preta oculta dentro do próprio coração.
Não deixar-se infectar.
Não deixar-se ceder.
Não deixar-se sufocar, retrair, sub-existir. 
Ter a voz levemente mais grossa.
Ser capaz de compor discursos em homenagem ao mistério e à proeza do desconhecido.
Em menos de meio segundo.
De meio instante.
Como se brotasse.
Fotografar com os olhos. Os dedos. O pulso. O pulso preso ao polegar.
Ter no corpo o deslize e o líquido,
a queda de água arrebentada desde o peito até o umbigo.
De nascença.
A loucura de Vivian Maier:
a instável e o humano.
Sem holofotes.
O humano.
A liberdade do que é simples, em um mundo contemplado durante oito meses,
sendo que ao nono a luz vem de dentro:
E brota.
—  C.
Leva 7 segundos para a comida passar da boca ao estômago. O cabelo humano pode aguentar 3kg. O comprimento do pênis é 3 vezes o comprimento do polegar. O fêmur é tão duro quanto cimento. Um coração de mulher bate mais rápido que o de um homem. Mulheres piscam duas vezes mais que homens. Nós usamos 300 musculos só para nos equilibrar quando estamos de pé. A mulher leu o texto inteiro. O homem ainda está olhando pro tamanho do polegar.