plebeu

Você nem é tão bonito.

Para ser sincera você é cheio de defeitos, é aquele tipo de pessoa maravilhosa de longe mas que ao chegar perto você percebe as imperfeições, é o patinho feio dos contos de fadas, o plebeu, você tem aquele sorriso maravilhoso mas que esconde um dentinho troncho, lindos olhos mas com aquele pequeno desvio, o teu nariz é maior do que o normal, a tua boca é torta e teu cabelo tem uma leve falha, teu maxilar é perfeito para mim, mas os pelos ainda ralos da tua barba atrapalham a beleza, você não é lá essas coisas, não é um galã de novela, nem um deus grego, seu físico não é impecável e sua voz falha quando está nervoso. Teu coração também não é lindo, é todo quebrado, cheio de marcas que a vida deixou em você, cheio de feridas ainda não curadas e de amores inacabados, por dentro você também é assim imperfeito, mas foi exatamente tudo isso que me deixou completamente apaixonada por você, porque o meu coração despedaçado encontrou o seu e o amou, encontrou o seu e percebeu que as nossas imperfeições fazem que sejamos perfeitos um para o outro.

Já fui tantas coisas nessa vida. Um sonhador em busca de novos horizontes, um romancista buscando por amores correspondidos, um filosofo tentando compreender a vã filosofia de minha vida, um garotinho que almejava por crescer e descobrir a vida, aquele garoto que queria ser criança outra vez, já fui o herói, já fui bandido, já tive momentos de risos espontâneos, outros de lágrimas extremas, já fui rei, já fui plebeu,  já fui até galã de novela. Já fui tantas coisas…
—  Mas no fim, sou apenas como o Pequeno Príncipe, sozinho e solitário, apenas em buscas de respostas.
Realizez că nu am prieteni, bă. Cunosc doar persoane pe care le fut sau pe care le scot uneori din casă la cate-o băută. Nu știu, sunt unii de au găști de 10, 15 și o ard împreună, uniți. Sunt cool fiindcă sunt toți laolaltă. Eu aș vrea să am o gașcă la modul ăla, să stam toți într-un apartament de vreo șase camere, să ne futem fără jenă și să dăm party-uri. Să mergem în pula și pizda goală prin casă fără să auzim reacții căcăcioase de pipițe ofensate care-și acoperă ochii când îl văd p-ăla micu'. Să dormim toți, grămadă, fără grija banilor, efectiv cum erau evreii la Holocaust, unul peste altul. Să ne doară-n pulă dacă unul n-are șesar sau IPhone, să ne doară-n pulă de astea, să ne trezim total random și să mergem în Vamă sau în nu știu ce Hristos de loc cu cincizeci de lei puși chetă. Să trăim cu adevărat, să ne descurcăm. Avem deja douăzeci, bă... asta mă fute. Astea erau lucruri de făcut mai devreme, doar că suntem îngrădiți de prea multe chestii, de prea multe griji. De părinți de multe ori, de societate... Păi coaie, o viață avem, o 'fucking' viață... și parcă e mai bine, bă.. parcă e bine că avem doar una, altfel nu s-ar povesti în asemenea hal toate căcaturile pe care le facem. N-ar mai exista zâmbetul ăla pervers și idiot de pe fața bunicului tău atunci când îți zice că avea el un camarad, care o futea pe Maricica în cămin și cânta imnul Franței în același timp. Pentru povești de genul merită să cinstești pământu' cu vodkă și cerul cu o lacrimă, bă. O strângi în pumn și o arunci efectiv spre cer, așa tind să cred că apar stelele, sunt lacrimi în care ți-ai investit ființa. Noi, ăștia bulangii, ce gândim și simțim mult mai mult decât un specimen obișnuit, pătăm cerul cu emoții. Și știi care-i faza, 'bro'? Vrem să știm prea multe, asta ne fute pe noi. În loc să-i arunci un zâmbet, deloc gay, străinului care trece pe lângă tine și care ar putea lua gloanțe în locul tău, te gândești 'ce ar fi dacă...', și mă omoară, bă. Am impresia că doar noi vorbim despre chestii de genul, unde căcat sunt restul? Unde pula mea se ascund? Dacă-i găsești, vreau să mi-i arăți, să-mi bag pula. Vreau să mă prezinți super 'lame'. "Ăsta-i Valentin, un mort, un plebeu arogant." Așa as vrea, bă. Aș vrea să vad etajul așa în realitate, un loc vai pula lui, deloc pompos, deloc sofisticat, în care stai efectiv mărinărește picior peste picior pe o masă de aia care dă să cadă, cu câte o țigară în mână și cu berile pe podeaua ce e chiar mai jegoasă decât masa cu pricina. Să nu ne pese 'dracu' că ne-am prăfuit blugii. Să ne vină gagicile și să se-ncolăcească lângă noi, trăgând niște fumuri din țigările noastre. La o astfel de viață visez eu... și știu că o voi avea cândva, sunt convins de asta, chit că sunt judecat din prisma faptului că par aiurit și nepăsător cu privire la subiecte ce macina majoritatea oamenilor, mă cam doare fix în pulă, daca tot avem o singură viața, vreau să o trăiesc fiind considerat o legendă, un căcat arogant ce nu dă înapoi niciodată, indiferent de situație. #god

Anônimo: Faz um do Louis de época que ele é príncipe e ela filha da cozinheira e os irmãos dele tentam aproveitar dela e o pai deles concordam mas ele dá um jeito de salvá-la

Narrador p.o.v

Os olhos azuis do moreno estavam vidrados na pequena moça que ajudava a mãe. Pela janela do enorme palácio em que vivia, ele observava cada movimento dela imaginando uma vida ao lado da menina que aparentava ser tão doce. 

Enquanto ele era um príncipe, ela era apenas a filha da cozinheira com quem ele jamais poderia se envolver. 

— Hoje a noite ela será nossa — seu irmão apareceu ao lado dele comentando com o terceiro irmão

— Nossa ? — ele perguntou sem entender tirando seu olhar da garota  

— Exato, Louis! Papai permitiu que tirássemos a inocência dela — o homem dizia confiante 

— Vocês não podem fazer isso, é errado — Louis repreendeu — Ela é só uma garota 

— Qual foi, irmãozinho ? Virou protetor dos plebeus ? 

— Não mas somos príncipes, é esse o exemplo que vamos dar para o reino ? 

— Ninguém saberá. Papai disse que se ela não aguentar, podemos matá-la — os dois irmãos riam sarcástico o que fez o sangue do príncipe Louis ferver 

— Vocês me enojam! 

Louis saiu daquele quarto se dirigindo até a sala do palácio. A mão do rapaz soava só de imaginar aqueles dois monstros que ele chamava de irmãos, tocando na garota que ele tanto admirava. 

A única coisa que ele sabia dela era seu nome, S/n. Ela se mudou cedo para o reino junto com a mãe que tinha a dura rotina de cozinhar para todos

A noite caiu, eram ouvidos apenas barulhos de insetos e da respiração ofegando do moreno de olhos claros imaginando o que poderia fazer para livrar S/n da tortura sexual que sofreria. Ele sabia o qual covarde os irmãos eram e imaginava o estrago que causariam no pobre corpo da moça.

Ele não pregou os olhos a noite toda e na madrugada ouviu o que tanto temia: os gritos desesperados da menina. 

S/n p.o.v 

Finalmente eu entendi a sensação de angústia que senti durante todo o dia. Os dois filhos do rei, que eu nem sequer sabia o nome, estavam me arrastando sabe-se lá para onde. 

Minha pequena camisola de malha simples que eu usava, era arrastada por aquele chão abrindo enormes rasgos na mesma. 

— O que estão fazendo comigo ? — eu perguntava desesperada sem obter respostas 

Os dois usavam roupas leves de dormir e imaginei que aquilo que estavam fazendo comigo, era castigo por algo de errado que minha mãe fez mas não era. Eu sentia a maldade nos olhos deles, eles queriam me ferir.

— Sua pele é tão cheirosa — um deles alisava meus braços de uma forma nojenta — Esse corpinho nunca deve ter sentindo o prazer de uma transa

Me jogaram no chão de um quarto escuro com certa brutalidade, e o olhar deles para mim eram de lobos famintos olhando para sua presa, no caso, eu. 

— Me soltem, por favor — eu implorava 

— Só depois de você deixar de ser pura — eles tiravam sarro do meu sofrimento 

O trapo que sobrou da minha camisola foi arrancada por eles, me deixando seminua. Tentei cobrir meu corpo com minhas mãos mas era impossível. 

— Tão gostosa — um deles desabotoava o botão da calça 

Naquele momento eu imaginava que o pior iria acontecer comigo. Estava um silêncio total naquele reino e ninguém poderia me ouvir, eu sentia que iria perder minha inocência da pior forma possível.

— Parem agora — o outro irmão dos dois entrou gritando naquele quarto 

— Maninho — um deles disse irônico — Veio participar da festa ? Acho que ela aguenta três 

— Eu não vim participar de nada, vim impedir vocês de fazerem essa burrada 

— Burrada ? Ah, por favor, burrada é deixar essa garotinha continuar virgem — eles dizia sedentos pelo meu corpo

— Tirem as mãos dela — eu via o olho azul dele arder de raiva

— Venha me fazer tirar 

Louis acertou um murro no olho de um dos irmãos que eu não tinha ideia do nome, o outro tentou acertar Louis mas também foi socado por ele, que tinha muita fúria na voz. 

Os dois irmãos do moreno estavam jogados ao chão com a mão no maxilar devido à dor. 

— Vem — ele me estendeu a mão e eu o olhei assustada — Eu não vou machucar você

Minhas mãos estavam trêmulas e meu coração acelerado. As lágrimas desciam devido ao medo que eu senti de ser tocado por aqueles homens.

— Veste — ele me deu o casaco que usava — Está frio lá fora. 

Me envolvi naquele casaco quente dele que tinha seu cheiro amadeirado. Eu não sabia porque ele estava me ajudando mas eu confiava nele. 

Ele me levou para perto do lago que tinha naquele reinado e ficou me olhando tremer. 

— Ei — ele se aproximou — Já passou, se acalma 

— Eu pensei que iria morrer — minha voz saiu quase inaudível — Obrigada! 

— Não precisa agradecer, meus irmãos é que precisam parar de serem machistas dessa forma… 

— Por que me ajudou ? — perguntei olhando a fisionomia seria dele 

— Mulher nenhuma merece passar por isso… Muito menos você — ele colocou uma mecha do meu cabelo atras da orelha 

— Seu pai ficará furioso ao saber do seu contato com a filha da cozinheira — ri fraco 

— Que tal fugir disso tudo ? 

— Quem dera…

— Não estou brincando… Nos podemos fugir disso tudo, desse reino tão rígido que vivemos — ele dizia sério 

— Você tem certeza que quer perder a chance de ganhar a coroa de rei para fugir com uma plebeia como eu ? 

— Eu não ligo para o que você é, e muito menos para essa droga de coroa do rei. Esse reino me enlouquece. 

— Quando o dia amanhecer, todos vão descobrir…

— Garantia que já estaremos bem longe daqui

Pensei muito naquela pergunta e pensei principalmente na minha mãe, mas ela sempre me disse que se eu tivesse a chance de conseguir fugir daquilo, eu não deveria hesitar em aceitar.

— Eu aceito! — disse com firmeza 

Ele pegou seu cavalo branco que eu tanto amava e abriu o enorme portão do palácio. 

— Está certa disso ? — ele perguntou quando montei no cavalo passando minhas mãos pela cintura dele

— Eu nunca estive tão certo de uma coisa como estou disso

— Ótimo! — ele sorriu satisfeito 

Atravessamos aquela ponte que dava acesso à floresta, e partimos para bem longe de tudo aquilo. Minha vida depois daquela fuga nunca mais foi a mesma.

Capítulo 11

<< Capítulo 10 / Capítulo 12 (Em breve) >>

“Saí da sua casa e estava andando até o carro do Smith quando notei que ele não estava dentro. Estava preparada para voltar até a casa de Santiago quando vários homens de capuz saíram tanto do carro de Smith quanto de outros carros que estavam estacionados. Todos estavam armados. E Smith estava algemado e amordaçado sendo segurado por dois dos vários homens.

- Pensou que eu ia deixar isso barato, senhora Malik? – ao ouvir essa frase eu só pensava em uma coisa: eu estava completamente fodida e com um pé dentro do caixão.”

                                                                                     - x -

Virei-me lentamente para encarar quem tinha acabado de falar e a confusão não poderia ter sido maior. Quem era ele? Não tive tempo de correr, até porque minhas pernas estavam fincadas no chão. Eu estava muito assustada. Smith tentava a todo custo se soltar das grandes mãos dos homens, mas era em vão. Fui segurava por um homem que surgiu do nada atrás de mim, tente me soltar também em vão.

- O seu marido vai ter uma grande surpresa hoje. – riu diabolicamente.

- Quem é você?

- Uh! – pareceu surpreso. – Não me conhece? Como assim, senhora Malik?

- Não, não faço ideia de quem você seja. E se você tem algum problema com o Zayn eu sugiro que vá resolver com o próprio porque não estou mais com ele. – o desgraçado riu.

- Eu sabia disso. E confesso que eu fico muito triste por vocês dois porque eu sei que aquele filho da puta ama você.  – debochou. – Mas sabe… – aproximou-se e segurou forte em meu queixo. – É justamente por isso que tudo o que eu planejei vai ficar melhor ainda. Eu não faria alguma coisa com você se isso não surtisse algum efeito, não é mesmo?

- Desgraçado.

- Adoro mulheres bravas. – deu duas tapas fracas em minha bochecha direita. – Os coloquem no carro. – aproximou-se do meu ouvido. – Tem uma surpresinha pra você lá dentro.

- Solte o Smith! – gritei quando ele se distanciou. – Ele não tem ligação nenhuma com o Zayn.

- O franguinho aí veio de brinde. Mas ele vai servir de alguma coisa. – tirou a mordaça de Smith que assim que teve sua boca livre tratou de cuspir no homem. – Talvez você sirva pra ter a orelha retirada e mostrar ao Zayn que eu não estou brincando. – puxou o cabelo de Smith e chutou suas partes íntimas.

- Você não…

- Você não está no direito de exigir nada, (s/n)! – gritou. – Entre logo nessa porra antes que eu cale você do jeito mais doloroso possível.

Fui arrastada pra dentro do carro enquanto ouvia os protestos de Smith. Eu tentava pensar que tudo ficaria bem, mas estava um pouco difícil. Talvez ele não mandasse ninguém me matar porque se conhece o Zayn tão bem como parece ele sabe que meu marido acabaria com todos da sua família e sua descendência.

- Mamãe? – uma voz chorosa ecoou desesperada. Gelei ao ouvir.

- Joe? – gritei fazendo força pra soltar-me do sósia do Jason Momoa e poder acalmar meu filho que estava encolhido no canto do carro.

- Solta ela. - o desgraçado disse e eu rapidamente fiquei livre das grandes mãos. Abracei Joe com todas as minhas forças.

- O que está acontecendo, mãe?

- Vai ficar tudo bem. – disse com a voz trêmula enquanto acariciava os seus cabelos. Smith foi colocado atrás da gente. Ele parecia sonolento, com certeza foi dopado. – Estamos juntos, eu não vou deixar que nada aconteça com você, meu amor.

- Eu te disse que ia trazer sua mamãe, Joe. – ele riu debochado. – Vamos para casa. – olhou para nós dois e sorriu. – Minha linda família feliz. Uma pena eu não ter conseguido pegar o pequeninho.

- Filho da puta! – tentei pular para o banco da frente, mas fui impedido pelo seu capanga.

- Não faça mais isso, (s/n)! – repreendeu-me em tom de brincadeira. – Você não quer se machucar, não é? – levantou uma faca. Joe se encolheu em meus braços quando me sentei novamente. – Muito bem, minha linda.

- Meu pai vai pegar você. – Joe disse raivoso. Olhei-o assustada. – Você não vai fazer nada com a mamãe. Eu não vou deixar. – o homem riu.

- Vejo que Zayn educou bem essa criança. Pelo menos isso. – olhou o celular. – Oh! Falando nele… – apertou alguma coisa no celular que fez a voz esganiçada de Zayn ecoar pelo local.

“Se você fizer alguma coisa com a minha mulher e o meu filho eu vou acabar com você, com a sua família e com todos os Kavanagh que surgirem nesse mundo!”

- Devia ter pensando antes, Malik. – dizia olhando pra mim pelo retrovisor. – Aprenda que não se deve olhar ou mexer com a mulher dos outros. Estou só retribuindo a gentileza.

Agora tudo fazia sentido. Eu sabia que a Zoe ou Audrey era casada. Então esse é o marido dela. Ela era casada com um dos maiores empresários do ramo imobiliário. Ele queria vingança pela morte da esposa. E ele disse que vai retribuir a gentileza…

- Sabe quem eu sou agora, senhora Malilk? – perguntou. Seu olhar transmitia toda a raiva.

- E-eu… Eu não tenho nada a ver com o Zayn faz.

- Eu sei, minha querida. – o carro parou. – Mas tem que sobrar pra alguém, não é? – Joe me abraçou apertado pela cintura.

- Vai ficar tudo bem. – sussurrei pra ele enquanto beijava sua testa.

- Retirem esse encosto daí e o deixem no porão. (s/n) e Joe vão ficar no quarto de hospedes. – deu as ordens e olhou pra mim. – Coloque a roupa que está em cima da cama. Tem um quarto dentro do quarto de hospedes e você pode usar pra deixar o Joe.

- Qual é o seu plano?

- Se eu contar não tem graça, docinho. – tocou em meu queixo, mas eu me desvencilhei. – Levem eles.

[…]

Eu me olhava naquele espelho e não me via ali. Aquilo era tão surreal, eu nunca imaginei que aconteceria. Claro que eu corria o risco de servir de isca para o Zayn ou de morrer pra vingar alguma coisa que ele fez como está acontecendo agora, mas só pelo fato de ser tão protegida por ele eu nunca pensei que viesse ocorrer de verdade. Sempre achei que estava num castelo e os demais eram os plebeus que não tinham forças contra os reis do lugar. E agora eu estou aqui envolta por um vestido branco com um decote humilhante, saltos altos, batom vermelho sangue… Estava tudo tão pesado que chegava a ser vulgar.

- Mamãe… – Joe chamou receoso. – Nós vamos morrer?

- Não! – disse imediatamente e fui até ele. – Seu pai e eu não vamos deixar.

- Mas ele vai fazer alguma coisa pra você?

- Não, não vai.

- E por que você vai vestida assim falar com ele? – fez careta.

- Porque eu tenho que agradar o psicopata, não tenho? – perguntei fazendo menção aos filmes que Joe assistia. Ele riu.

- Tem. – remexeu seu bolso. – Toma isso. – entregou-me uma faquinha.

- Joe! Aonde você pegou isso?

- Eu sempre ando com isso, mãe.

- E por quê?

- Porque primeiro que eu sou um escoteiro. Segundo porque o papai pediu. – deu de ombros. – Agora está servindo, não está? – fechei os olhos e respirei fundo. Pior que está.

- Você tem que se proteger. Fique com ela.

- Eu tenho outra aqui.

- Meu Deus do céu, Joe. O que mais você tem nos bolsos? – falei baixo fazendo-o rir.

- Só isso, infelizmente.

- Você é um anjinho, filho. – beijei sua testa. – Volto já. – quando eu ia levantar ele segurou minha mão.

- Se ele tentar alguma coisa você acerta ele, mamãe.

- Não se preocupe.

Desci a escada nervosa tentando não errar um degrau e cair dali. Eu estava muito mal, podia desmaiar de nervosismo a qualquer momento. Os seguranças me seguiam a cada passo dado.

- Acho que você precisa saber meu nome. – ele estava de costas.

- Milton Kavanagh. – ele riu satisfeito.

- Eu não sou um homem ruim, (s/a).

- Não? – ri debochada e nervosa sentando-me de frente para a cadeira que ele estava. Milton virou-se.

- Não. Seu marido que causou tudo isso. – deu de ombros. – Acho que você percebeu o bosta que ele é e por isso pediu o divórcio.

- Também. Pedi o divórcio porque ele me traiu com sua esposa.

- Ele não precisava ter matado ela.

- Eu sei. – concordei. Era verdade. Eu até tinha desejado a morte dela, mas isso não é saída para ninguém. – Sinto muito.

- Sabe (s/n)… Você não é ruim. – ele levantou-se e me deu vinho. Fiquei receosa em tomar, mas não tinha outro jeito. – A principio eu estava pensando em te matar. – suspirou. – Mas eu pesquisei sobre você, meus detetives te seguiram, eu acompanhei sua vida por um tempo e mudei de ideia. Eu não vou fazer nada com você e nem com seus filhos.

- E o…

- O Smith também não. Sei que ele é seu amigo. Você é tão vítima quanto eu nessa história. Zoe não era santa, me traiu muito, me roubou muito, mas eu a amava. – sentou-se com seu copo de whisky em mãos. – Meu problema é com o Zayn.

- E porque você fez isso? Meu filho está apavorado.

- Desculpe. Minha intenção é apenas assustá-lo.

- Como posso confiar em você?

- Não precisa confiar em mim. Só… Fique tranquila. Se eu quisesse já tinha feito alguma coisa com você. Ou não? – inclinou a cabeça e riu.

- Sim.

- Pois é.

- E por que dessas roupas?

- Você vai tirar umas fotos comigo.

- Que fotos?

- Escuta (s/n), é apenas isso que eu irei te pedir. – falou mais sério. – Quero umas fotos demonstrando intimidade para que o Zayn veja. Eu quero uma noite de tortura para o seu ex-marido. – engoli em seco. Tomei mais vinho. Pensei que ele fosse pedir um outro tipo de noite. Não estava disposta.

- T-tudo bem. – concordei com as mãos trêmulas.

- Soube que está em um novo negócio. – cortou o assunto.

- Antes de qualquer coisa… E o Smith?

- Ele está no porão, mas acredite, meu porão é mais confortável que muita casa por aí. – apontou com a cabeça para o lado e eu pude ver numa televisão o monitoramento dos cômodos da casa. Smith estava deitado vendo TV com as mãos amarradas e na companhia de dois seguranças. – Não precisava da faquinha, mas achei muito legal aquela cena. – riu. – Seu filho será um grande homem, só espero que não faça as merdas que o seu marido faz.

Conversamos sobre muitas coisas. Por um momento eu esqueci que aquilo era um sequestro e que minha mãe, Bryan e Zayn deveriam estar loucos por isso. Tiramos as fotos e aquilo foi super constrangedor. O teor delas eram eu e ele nos olhando na mesa de jantar, eu sorrindo pra ele e ele erguendo a taça pra mim. As fotos foram enviadas e logo uma mensagem raivosa de Zayn chegou dizendo que iria caçá-lo no inferno.

Joe me esperava ansioso no fim da noite. Perguntou tudo e eu o tranquilizei dizendo que amanhã voltaríamos pra casa. Milton sabia que eu estava grávida e aquilo deixou o homem sensibilizado. Ele parecia um demônio no primeiro momento, mas ao conhecê-lo vi que ele era uma vítima da Zoe e que estava fazendo tudo errado. Mas se ele não iria machucar meus filhos, o Smith e eu, estava tudo certo.

[…]

- Sem ressentimentos? – Milton perguntou enquanto íamos para o lugar combinado com Zayn.

- Sem ressentimentos. – sorri sem mostrar os dentes. Era tudo muito estranho e com certeza  aquilo traumatizaria o Joe.

Ficamos em silêncio. Olhei pra Smith, agora acordado com seus machucados mais evidentes, toquei seu rosto e sussurrei um “está tudo bem”. Ele assentiu. Ainda estava amarrado, mesmo eu pedindo a todo o momento para que Milton o soltasse.

- Espero que me desculpe por isso um dia, (s/n). – sussurrou de maneira estranha. – Não posso deixar o Zayn sentir um pouco de felicidade. Eu preciso que ele sofra uma perda.

- Do que está falando? – perguntei com a voz entregando meu medo. Agarrei Joe contra mim.

A porta do carro foi aberta.

- Você não pode ter esse bebê.

O carro estava em alta velocidade.

Não.

- Não faça isso, Milton. Você não é isso!

- Desculpe.

Fui arremessada para fora do carro e só percebi quando senti meu corpo colidir com o asfalto quente. Aquela dor era surreal. Eu sentia minha pele rasgando, meu corpo rolando pela estrada, minha mente vagava em imagens de Zayn, Joe, Bryan, minha mãe e meu bebê. Eu iria perde-lo. Não podia deixar que aquilo acontecesse.

Mas meu corpo não respondia. Continuava rolando. E rolando. Minha pele ardia cada vez mais, era como se eu estivesse em chamas. A última coisa que eu ouvi foi o motor se aproximando. Tudo ficou preto. Eu não tinha mais noção de nada. Era meu fim?

[…]

- Moça… – senti uns empurrões. – Ela está acordando, Paul.

- Continue chamando.

- Moça! – chacoalhou-me. – Estamos te levando ao hospital. Você está sangrando muito por baixo. Moça! – gritou.

- Meu filho… Meu filho. – balbuciei.

- Você… Oh meu Deus, Paul. – a voz parecia assustada. – Ela está grávida.

- Puta merda, Claire!  

- Acelera isso.

- Ele não pode… – tentei falar. Por que era tão difícil? Eu estava ouvindo tudo.

- Ele não vai morrer moça.

- Droga! A polícia está ali na frente.

- Ótimo! Pedimos ajuda a eles.

- Não podemos.

- Por quê?

- Eu não estou com os documentos.

- Que porra, Paul! – esbravejou.

- Vou tentar desviar.

- N-nã… – continuei tentando me comunicar. – Ele queria ma…

- Fique calada, moça… Vai ser pior. – senti mãos acariciando meu cabelo. – Por favor. A senhora está muito machucada.

- Estão vindo atrás da gente, Claire.

- Para esse carro agora, Paul! – gritou.

- Meu filho… – sussurrei melhor dessa vez. – Me ajuda…

- Vamos ajudar, calma. – a mulher disse. O carro parou.

- Policial, estamos com essa mulher. Encontramos ela caída no meio da estrada, estava sangrando muito. Na verdade ainda está, ela acordou um pouco e disse que tem um filho na barriga dela, acho que ele pode morrer se não for para o hospital logo. – a menina falou afobada e se eu não estivesse naquele estado até teria rido.

- E nós corremos de vocês por isso, pra leva-la. – o rapaz disse.

- Senhor Malik, encontramos sua esposa. – uma terceira voz surgiu.

Malik.

Zayn.

Meu marido finalmente me achou! Eu estava salva. E meu filho também.

- A ambulância está a caminho. Mantenham ela paralisada. – a terceira voz disse.

- S-sim senhor. – A menina ainda estava nervosa. Eu precisava agradecer a esse anjo depois.

[…]

Dor. Era tudo o que eu sentia. Até para abrir os olhos foi difícil. Assim que o fiz encontrei de cara um Zayn de cabeça baixa no colchão onde eu repousava. Olhei em volta e reconheci nosso quarto. Eu estava em casa. Uma mulher que eu nunca vi na vida entrou no quarto.

- Ela acordou, senhor Malik. – sorriu pra mim. Olhei confusa para Zayn. Seu rosto estava inchado, deve ter chorado muito. Eu tinha medo do motivo. Torci para que aquilo fosse por causa do sequestro.

- Amor. – sussurrou e me abraçou com força. Senti dor, mas não atrapalharia aquele momento. Meu coração acelerou assim que nossos corpos se encontraram. – A culpa foi minha.

- Culpa de quê, Zayn?

- Me perdoa.

- O que houve?

- A senhora… – a mulher parecia hesitante. – Perdeu o bebê.

- O quê?

Não imaginei que fosse ficar tão pequeno assim… Me desculpem!

Jess

A Sonhadora.

Ela era doce, meiga, um pouco tímida. Mas seu mundo interno era intenso, ultra sonhador. Sonhava acordada com amores platônicos. Imaginava cenas dela mesmo em grandes aventuras de amor com o carinha da carteira da frente. Ele era seu príncipe. Falar com ele era quase uma audácia, dava medo, muito arriscado. Ela preferia contemplar. Ele era lindo. E ela pronta para ser a princesa perfeita. Passava horas sonhando acordada com sorrisos guardados, enquanto cuidava do cabelo e das notas boas. Esperava que o mundo a trouxesse boas surpresas e as vezes sentia um mega gelo na barriga quando ele falava oi. Pra ele era apenas um “oi” na entrada da classe.

E assim ela levou seus dias, meses e anos, de sonho em sonho, de medo em medo, de príncipe em príncipe. Anos de idéias, de mundo secreto guardado, de histórias perfeitas, de final feliz.

Um dia ela se viu no espelho e já tinha mais de 40 anos, mas se recusava a ver suas rugas, pois preferia sonhar com o bonitão da novela. Agora o medo virou nostalgia, e ela culpava o mundo todo, menos a si, por sua solidão detestada. Odiava ser sozinha, mas soube se adaptar com novos sonhos, comidas, novelas. Olhar para si dava cada dia mais medo, então não olhou. Viveu de sonhos enquanto o tempo passava. E nada com ela se passou. E ela passou.

Virou passado, festas passadas sem sua presença, aniversários passados na frente da televisão, amizades passadas não resgatadas, perguntas sem respostas, carinho não recebido. Ela passou pela vida sem passar por nada do que sonhara. Morreu virgem de experiência, de vida real. Morreu miserável. Faltou muita coisa pra ela. Faltou viver pra ver, se bom ou se ruim, iria ter vivido. Faltou se expor, se arriscar pra conhecer mais o carinha da carteira da frente. Faltou perguntar qual time ele torcia, qual comida ele gostava. Faltou ver se ele era mesmo um príncipe ou bandido. Faltou avaliar todos os outros candidatos a príncipe. Faltou eleger um, mesmo que fosse pra uma noite no cinema ou mesmo que fosse o plebeu eleito. Sucumbiu aos perigos de gente traumatizada. Perigos de gente sem terapia. Perigos de viver sem ter tido vida. Daria pra fazer alguma coisa? Se você está vivo, pra você ainda dá…

PS. Desenho de Michelly Ribeiro

Como escrever uma sinopse

Sinopses são difíceis, muito difíceis, principalmente para autores que postam suas histórias na internet. Se elas não forem boas, as chances de leitores escolherem te dar uma chance é bem pequena; afinal, existem centenas de milhares de histórias de graça na web, e por mais que a sua provavelmente tenha seu toque especial, talvez você não tenha conseguido deixar isso claro na sinopse.

E é justamente esse o ponto principal da sinopse: mostrar o que sua história tem a oferecer que nenhuma outra tem. Mas vamos por partes.

Keep reading

“Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos.”

Por Carl Sagan.

frases para bio

Citações

- Com todo respeito, a forma como vivo a minha vida é problema meu. –Emma Swan

- Pq não ter ninguém… É a pior maldição que se possa imaginar. –Regina Mills

- Eu só quero ser feliz! –Evil Queen

- Acho que se um amor de verdade fosse fácil, todos o teríamos. –Mary Margaret

- Foi um rápido lampejo de luz em meio a um oceano de trevas. –Rumpelstilskin

- Os bons sempre perdem porque os bons têm que jogar limpo. –Henry

- Lembre-se, amor é grátis. –Rumpelstilskin

- Não sentir nada é uma boa opção quando você se sente um nada. –Emma Swan

- Toda magia, têm um preço. –Rumpelstilskin

Frases

- Vá ter seu final feliz bem longe de mim.

- Que linda vc, quer uma torta de maçã?

- Eu tenho um lado Snow, Emma, um lado Regina, Belle, um lado Evil Queen e um lado Dark One. E cada um tem o meu lado que merece.

- Não me lembro de ter assinado um acordo com o Rumpelstilskin me obrigando a te aturar.

- Devo ter pedido uma magia muito grande, pq os outros n param de me cobrar.

- Gato, eu você, 7 anões e um reino. Cê, topa?

- Devo ter feito uma merda muito grande, pra ter sido amaldiçoado vindo parar nesse lugar.

- Você anda tão desnecessário quanto os 7 anões na quinta temporada de ouat.

- Na floresta encantada da vida, eu sou os plebeus e a vida é a Evil Queen.

Frases meio bosta, admito, é que a criatividade nem sequer me mandou lembranças.

SE USAREM ALGUMA DAS FRASES DEEM LIKE NO POST E CRDTS NO @HALEBVIDINHA.

A felicidade só permanece até você se acostumar com ela, até tudo se tornar banal, então ela parte para outras bocas, outros olhos, novos corpos em decomposição. Impressões tão simples e utopias tão óbvias que beiram o sadismo. Você se pergunta por que não antes, por que já parte, já é tarde, quase duas. São tantas dúvidas, devaneios tolos, promessas frívolas e efêmeras. A felicidade simplifica tudo o que o mundo ousa problematizar, você se sente sábio mesmo na ignorância. Rei, ainda que plebeu. Maximiza a célula, expande o nada de forma que se torna tudo ao invés de um nada anormalmente grande. Felicidade é um golpe de misericórdia, o peito precisa da adrenalina, a esperança de que há clemência, mesmo que no ponto final. Ela se esconde em momentos insignificantes para uns e sonhados por outros. Como uma corrida de obstáculos, o momento em que as pernas são impulsionadas. Os pés por vezes fraquejam, mas você não cai, o obstáculo permanece intacto. Uma pequena mas absolutamente empolgante vitória. 

Às vezes observo sentimentos como se fossem pessoas invisíveis - pense na possibilidade por apenas um momento, participe da minha pequena loucura. pessoas que brincam de esconde-esconde, quiçá por toda vida. Mas se são invisíveis, como encontrá-las? Elas deixam rastros em pequenos detalhes, objetos nostálgicos, palavras suspensas no ar - tenho a teoria de que adoram esconder rastros em livros e filmes, a carga emocional que te identifica. Então você sente. Felicidade é o êxtase puro, não creio que o coração a suportaria em toda a sua glória, certamente pararia. 

Não se engane sobre a tristeza, ninguém é capaz de conhecê-la completamente e permanecer em seu estado natural. Os mais sábios a respeitam, mas sequer cogitam a hipótese de se aproximar. Os tolos a chamam equivocadamente, ainda que inconscientemente. Momentos de desespero são sempre propícios. 

Não se ofenda, penso que todos já fomos ou seremos tolos em algum momento da vida. É certo dizer que já fui, é óbvio dizer que serei novamente. 

G. 

A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa. De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um “pixel” solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia. Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas. Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal. Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz. Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos. Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos… o pálido ponto azul
—  Carl Sagan. 

A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um “pixel” solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está – um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos… o pálido ponto azul. -  Carl Sagan.

OI GENTE EU SEI QUE NÃO POSTO NADA NUNCA MAIS A CULPA NÃO É MINHA EU TENHO ESCOLA E MUITAS SERIES PRA VER MAS OLHEM!!!!! EU FIZ ICONS YAAAAAYYY LINDOS POR SINAL!1!1111 ICONS DO AMOR DA MINHA VIDA DA MELHOR PESSOA QUE JA VIVEU NA TERRA MEU AMORZINHO AUDREY SE VC NAO CONHECE ELA FAÇA UM FAVOR A SI MESMO E VEJA BONEQUINHA DE LUXO OU A PRINCESA E O PLEBEU DE QUALQUER JEITO VC SABE O QUE FAZER SE SALVAR DE LIKE OU CREDITOS A MIM GRATNWARD MEU NOVO USER BOA NOITE BRASIL

e agora o melhor de todos o meu favorito 

A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa ideia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa. De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um “pixel” solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia. Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas. Então, aqui está – um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal. Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz. Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos. Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos… O pálido ponto azul.
—  Carl Sagan.
O rei perdeu a coroa, a pompa e o reinado.

trocou seu coração por um sorriso que lhe iluminara a alma e um par de olhos que o acalentava em profunda esperança. abandonou a realeza do palácio e se atirou nos braços do plebeu que o ganhara em apenas alguns instantes. Mudou-se para viver juntamente à plebe; onde seu coração pertencia,  se encaixava e sentia; sentia felicidade e coisas que jamais imaginou que poderiam ser sentidas. Não levou ouro, súditos, tampouco grande bagagem; tudo o que levou cabia em seu peito. Entregou o músculo frágil e cansado ao moreno que o conquistara; e rezou, rezou para que não sofresse danos; odiava estar vulnerável e amava sensação de amar verdadeiramente alguém. entregue à correnteza do amor e entupido até os ouvidos, sussurrava escondido toda noite:

Você me tem nas mãos; e cada pulsar diz explicitamente que pertenço a ti; cuide de mim e da minha última riqueza que restara.

R-etalho.