planejados

Capítulo Quatro - O Quanto Eu Confio Nele

Dava para ver o oceano, e nós não estávamos na praia, Reveille Hills não é uma cidade litorânea, pelo contrário a cidade vizinha era, mas em contrapartida nós tínhamos uma colina ela era alta o suficiente para que conseguíssemos ver o oceano do topo dela, ela não era nenhum monte Everest ou Fuji, mas era o cartão postal da cidade, a Colina de Reveille Hills. E nós estávamos nela agora bem no topo com a vista de – quase – duas cidades e o mar azul tão lindo.

Frederico estacionou o carro de uma forma que podíamos sentar no capô retirou do porta-malas uma caixa de gelo que continha algumas cervejas e isso aumentou minhas suspeitas de que ele havia planejado tudo. Sentamos sob o capô, o oceano ao fundo contrastando com o céu azul e as nuvens brancas que passavam, o casal de pássaros que vire e mexe aparecia no meu campo de visão o barulho da cidade tão baixinho , fechei os olhos e absorvi tudo aquilo. Algum tempo depois – e vários cigarros da parte de Frederico – parecia que os problemas haviam sumido, eu me sentia leve e de alguma forma sentia uma sensação de paz que nem meu professor conseguia me fazer sentir.

– Como você sabia que isso me faria tão bem? – perguntei depois de tanto tempo de silêncio Fred por sua vez sorriu.

– Esse lugar tem seus encantos – respondeu fitando o céu, sua expressão era relaxada a brisa mexia levemente seus cabelos, seus olhos estavam fechados e sua respiração estava devagar, como se quisesse absorver toda aquela sensação de paz que aquele lugar transmitia, ele estava tão bonito… Quantas pessoas já haviam visto ele daquela forma tão íntima?  – Quer uma cerveja? – ofereceu gesticulei um sim e ele pegou duas latinhas na caixa entregou uma a mim e abrimos juntos.

–Você não deveria beber – falei tomando um gole da cerveja que desceu amargo e bem gelado do jeito que deve ser ele sorriu e mostrou o rotulo da latinha dele “zero álcool” sorri sem graça para a expressão vitoriosa que Frederico me lançava – eu conheço você não tem nem uma semana direito – comecei mudando o assunto algo em mim pedia para que esse assunto fosse mencionado, sentia-me segura para dizer tudo que eu quisesse ao Frederico – mas sinceramente por mais estranho que pareça eu confio em você – coloquei uma mecha por trás da orelha e suspirei.

– Agradeço por isso – olhei para Frederico que observava o mar enquanto terminava sua cerveja ele havia se tornado um amigo e isso era estranho, pois mesmo que eu hoje adore a Isis e não consiga viver longe da minha melhor amiga eu demorei muito pra confiar nela de verdade ainda mais depois que ela começou a namorar o idiota do Henrique, mas com o Fred era tudo muito diferente e da mesma forma que isso era assustador era inovador porque mostrava que eu estava mudando e algumas vezes as mudanças são boas.

– Isso é muita loucura – murmurei mais para mim mesma do que para ele, mesmo que tenha tomado sua atenção ao voltar a falar – eu mal sei o que você faz da vida, se matou alguém ou não, e mesmo assim – as palavras saiam rápidas de mais – e mesmo assim – dizer o que eu queria estava sendo difícil, eu estava sendo obrigada a admitir que ele mexia comigo quando mais ninguém conseguia fazer isso – e mesmo assim você virou a minha vida de cabeça para baixo – soltei finalmente.

– E isso é ruim? – sua voz estava baixa quase como um sussurro gentil, voltei a encarar seus olhos escuros que raramente demonstravam algum tipo de sentimento como suas expressão que sempre eram tão frias. Como alguém que nunca deixa transparecer o que sente consegue parecer tão confiável?

– Não – respondi no mesmo tom balancei a cabeça negativamente dissipando a atmosfera que havia criado decidia a mudar de assunto – Bom quantas mulheres você já trouxe aqui, além de mim e claro da Alice – alfinetei tentando não transformar isso em uma declaração melosa e clichê, Fred riu e arqueou sua sobrancelha um gesto que admito conseguiu deixa-lo mais bonito.

– Quem disse a você que a Alice veio aqui? – indagou

– Vocês não namoraram? – a duvida pairou no ar por alguns segundos enquanto Frederico caia na gargalhada, sim ele ria de faltar o ar me fazendo querer retirar tudo que eu tinha dito, fiquei encarando ele até que seus pulmões o forçasse a parar de rir para respirar e então Fred voltou a me fitar com um sorriso engraçado nos lábios

– Nós transavamos – respondeu com um tom displicente me fazendo arregalar os olhos e ruborizar imediatamente, uma reação um tanto exagerada confesso, porém a expressão tranquila e o tom de voz no mesmo estado me fez considerar que ele não levava aquele suposto romance tão a sério como a Alice tinha levado.

– Ah – foi o único som que eu consegui soltar ainda estava morrendo de vergonha da resposta dele e assim o assunto acabou o silêncio voltou a pairar e antes do sol se por eu havia ficado embriagada o suficiente para que Fred decidisse que devíamos ir embora.

Eu não lembro exatamente de ter cochilado no caminho de volta, porém quando dei por mim estávamos virando a rua da minha casa e Frederico estava me chamando;

– Pode parar aqui – resmunguei um pouco desnorteada, eu não sabia se estava na porta de casa ou não e também não importa porque eu reconheço a rua e consigo mesmo levemente alterada chegar na porta da minha própria casa.

– Tem certeza? – a voz de Frederico incomodou até o âmago fazendo a minha cabeça borbulhar de dor o som estava saindo tão alto que parecia que ele tinha gritado fiz barulho estranho com a boca que era para confirmar que sim eu tinha certeza, então ele parou o carro e destravou a porta devo ter dito um obrigado que não saiu como deveria.

Desci do carro e olhei para os lados a luz forte alaranjada do sol se pondo estava incomodando fortemente a minha visão, eu não estava tonta, porém eu estava com todos os meus sentidos claramente prejudicados e eu nunca fui muito boa com eles então isso era algo a se preocupar, atravessei a rua e caminhei – se é que posso chamar assim – passando por duas casas até chegar à única porta de vidro que tinha na rua, busquei a chave na pequena bolsa de colo e com muita dificuldade consegui destrancar a primeira das duas portas, a segunda foi mais complicada devida a sua tonalidade claro que agredia e muito a minha visão quando finalmente consegui adentrar o corredor os tons claros das paredes contrastando com o chão escuro de mármore pareciam muito mais claro do que eu lembrava, e como aconteceu com a porta a claridade fazia minha cabeça latejar ainda mais – se isso é ressaca ou não eu não tenho certeza só sei que nunca mais bebo tanta cerveja em minha vida.

Caminhei de rumo à escadaria, mas o som vindo da cozinha chamou minha atenção, puxei o celular do bolso da calça jeans e olhei a hora passavam das seis não era para ter ninguém em casa não a esse horário. Voltei o caminho em direção à cozinha e logo que passei pelo arco que deveria ser a porta o cheiro invadiu meus pulmões a cozinha americana divida com a sala de jantar cheirava a café e pão na chapa com manteiga, era um cheiro maravilhoso que não deveria estar ali.

– Pai – murmurei receosa

– Sim Anya – a voz com uma rouquidão pesada sempre soava severa e fria ao menos em minha concepção, fiquei calada e decidi voltar para o meu quarto, provavelmente ele me olharia com aqueles olhos se visse o meu estado atual.

– Desculpe, não esperava o senhor aqui – falei como desculpa – estou subindo – os sons da cozinha e dos meus poucos passos ecoaram pelo andar de baixo, junto com o cheiro delicioso de café.

– O cheiro do álcool empregou a casa Anya, não precisa fingir – novamente aquele tom severo me paralisou – sei que é sexta, mas para uma mulher direita isso não é hora pra já estar fedendo a álcool – ele falava com tanta calma e mesmo assim meu coração estava descompassado porque eu sabia o que ele iria dizer – O que sua mãe pensaria de você agora – toda vez desde que eu me lembrava ele utilizava essa frase para fazer o que está fazendo comigo agora, me recriminando pelo meus atos e escolhas, era devastador o efeito que isso tinha em mim sendo agravado pelo olhar de desagrado que ele sempre me lançava e mesmo que alguns metros nos separassem eu consegui sentir aquele olhar sob mim, tive vontade de chorar e com toda força engoli seria patético chorar agora.

– Desculpe – a voz saiu falha e bem mais baixa eu me tremia por inteira como uma garotinha medrosa sendo advertida, era assim que eu me sentia perto dele. Eu era sempre o erro genético, o problema, a que causou todo o sofrimento dele. Eu era um estorvo pro meu próprio pai.

– A propósito quando você pretende arrumar um emprego e parar de viver as minhas custas? Ou você pretende viver pra sempre aqui comigo como uma encostada? – o tom indiferente que ele utilizava chegava a ser cruel, ele estava me expulsando da casa que foi dada a mim pela minha mãe, e fazendo isso de uma forma tão indiferente como se ele sequer se importasse com que iria acontecer comigo – Eu sei que com a profissão medíocre que escolheu isso vai ser difícil, mas eu não vou estar aqui pra sempre para que você usufrua do meu dinheiro – Ele fez um barulho com a boca que eu reconhecia, conseguia imaginar ele balançando a cabeça em desagrado, novamente ele agia como se eu fosse incapaz de me virar e estivesse sempre precisando dele. Eu não havia terminado a faculdade ainda e não tinha um emprego como eu poderia sair? Mesmo que eu quisesse era impossível, abri a boca na tentativa de responder, mas fechei-a novamente, oque diria? De nada adiantaria, ele não se importava nem um pouco.

Senti a cabeça latejar novamente, e tudo começou a ficar embaçado pelas lágrimas, não iria aguentar mais tempo e não conseguiria ficar ali, sem pensar aonde iria e como faria isso no meu estado sai de casa batendo a porta com força de pura raiva que estava sentido, eu era tão idiota por me importar com as palavras dele, olhei para os lados pensando no que faria agora, pra onde eu iria? Não poderia ligar para Isis ela surtaria com que acabou de acontecer, eu não tinha ninguém além dela, atravessei a rua em direção a padaria da esquina, sentei em uma das mesinhas do lado de fora tentando pensar em algo, as lágrimas caiam nervosamente por mais que eu tentasse controlar, minha cabeça doía e a vontade de gritar estava presa na garganta.

Eu só conseguia pensa em uma única pessoa que eu tinha certeza que não faria um escândalo e não perguntaria nada puxei o celular e disquei o número que ele havia mandado a mensagem.

– Estou dirigindo fale rápido – o tom indiferente me fez sorrir, mesmo sendo um tanto ríspido não era igual ao que eu estava acostumada a ouvir do meu próprio pai.

– Se importaria se eu pedisse para me buscar? – Aposto que o tom choroso havia entregado meu estado deplorável porque do outro lado da linha o Fred ficou em silêncio só conseguia ouvir ao fundo o barulho da cidade – por favor – supliquei.

– Eu já estou indo – sua voz saiu autoritária e dura, mas fui invadida por um alivio – onde eu te busco Anya? – ouvi o som da buzina e do Fred acelerando com o carro. Olhei a placa da padaria e li o nome acrescentando dizendo que era na esquina de casa Fred desligou em seguida, pedi um café preto para ver se diminua a dor de cabeça e o álcool no organismo, quando o café chegou retirei o dinheiro da carteira e então as palavras de meu pai voltaram com força total, não que eu não tivesse pensando em tudo que ele tinha me dito, mas as palavras agora doem tanto quando na hora que as ouvi. Suspirei e engoli o orgulho pagando o café com o dinheiro dele, que ele presava muito mais do que a mim.

Devo ter tomado dois goles de café quando vi a bmw do Fred estacionando no meio fio, ele desceu do carro com o semblante preocupado estava tão nítido seu desespero, de alguma forma vê-lo mexeu muito mais comigo do que eu imaginava que faria me levantei e corri em sua direção abraçando-o em seguida não demorou muito para que eu voltasse a chorar, a reação de Fred de primeira foi ficar em choque, claro uma maluca o agarrou e começou a chorar, mas então em um gesto que eu não esperava ele retribuiu o abraço que eu havia dado acariciando meus cabelos, um ato simples que fez toda a diferença.

– Me tira daqui – pedi entre soluços, Fred pegou minha mão e me puxou para dentro do carro assim que colocou o cinto ele voltou a me encarar, mas não disse nada primeiro ele fez questão de nos colocarmos na estrada.

– Se importa se eu te levar para minha casa? – neguei com a cabeça e fizemos o caminho para seu apartamento em silêncio.

Eu já não estava mais chorando quando chegamos ao apartamento, Fred me ofereceu um café e eu neguei tudo estava com um gosto muito ruim por alguma razão, ele também disse que eu poderia tomar um banho e que me emprestaria umas roupas, e isso eu aceitei me senti muito melhor após uma ducha. Vesti uma blusa de manga comprida preta, a calça de moletom ficou larga e muito comprida, ele era bem mais alto que eu e por isso a blusa ia até a coxa e não mostraria nada se eu levantasse os braços e graças a isso eu poderia dispensar a calçar que não serviu.

Frederico estava assistindo o noticiário, sentei-me no braço do sofá com a calça na mão.

– Não serviu – murmurei para o mesmo, então ele olhou para mim e em seguida para a calça e sorriu.

– Não vou dizer que fico feliz com isso – respondeu fitei Fred sem entender o que ele queria dizer com isso ele soltou outro sorriso e voltou a olhar para a tv – pode deixar aí mesmo depois eu levo pro quarto – falou.

Deixei a calça sob o braço da poltrona e acomodei-me no sofá, eu queria agradecer mesmo sem saber exatamente o que dizer “obrigado por você sabe, me abrigar após eu ter sido expulsa de casa” é não seria algo muito inteligente a se dizer, em vez disso decidi pensar no que faria agora, quer dizer eu teria de voltar pra casa mais cedo ou mais tarde afinal minhas coisas estavam lá, mesmo que eu fosse – o que não é possível fazer agora – embora eu teria de conversar com o homem que a lei diz ser meu pai. Suspirei só de pensar na confusão que minha vida estava caminhando.

– Qual o problema? – a voz de Fred invadiu minha cabeça me tirando dos pensamentos o fitei e sorri negando com a cabeça – você mesma disse que confiava em mim e que eu havia deixado sua vida de cabeça para baixo – ele fez uma pausa e coçou a barba por fazer dava para ver que ele estava preocupado com que havia ocorrido – eu quero acreditar no que disse sobre não ser uma coisa ruim – Fred me olhava de um jeito tão diferente, era uma mistura de medo e preocupação e eu sabia que tinha causado isso nele e isso me incomodava, não que eu não quisesse que ele se preocupasse comigo, mas aquele olhar também carregava culpa, coisa que ele não tinha que sentir – mas sinceramente depois de te ver daquele jeito não está nada fácil –.

– A culpa não é sua – falei desviando o olhar não conseguiria encara-lo mais tempo sem querer explicar o que havia ocorrido, e eu não me sentia nem um pouco a fim de dizer o que tinha realmente desencadeado aquele meu estado deplorável – é só isso que precisa saber, não é sua culpa – terminei.

Eu conseguia sentir seu olhar sob mim, sua preocupação e irritação – essa última eu não entendia o motivo – e isso me fazia querer explicar o que estava acontecendo, explicar sobre minha relação difícil com meu pai, mas falar sobre tudo isso só iria me fazer sentir coisas que há muito tempo estavam enterradas e que eu não queria colocar a tona justo agora que minha vida tinha começado a ficar normal.

– Você cozinha? – a mudança de assunto tão rápida me assustou voltei a olhar para Fred sem entender o que ele queria dizer.

– É… Sim por quê?

– Porque você vai cozinhar hoje.

Hã?

Frederico sorria com a ideia proposta enquanto eu continuava sem entender como ele chegou a isso.

– Acho que seria bom você pensar no que vai cozinhar, porque eu não como macarrão se não for do Giovanni – ótimo agora eu teria de pensar em um cardápio para agradar o paladar do fumante acertador de testas. Revirei os olhos quando percebi que trocávamos olhares por muito tempo.

– Tá – a resposta já entregava que eu havia aceitado o desafio de cozinhar para Fred, naõ seria tão difícil já que cozinhar é uma coisa que eu sei fazer direito, era um gosto que havia crescido junto com o interesse em livros que eu sempre tive. – Se importa se eu olhar seus armários? – apontei em direção a bancada da cozinha que divida espaço com a sala, ele balançou a cabeça e então eu fui em direção aos armários abrindo-os imaginando o que eu iria fazer, abri a geladeira e então a ideia acendeu em minha mente – um arroz de forno com um peito de frango e salada – Fred me encarou pensativo – e porque eu sou boazinha eu vou fazer sobremesa – ri quando vi a expressão irônica que Frederico me lançava.

– Vai precisar de ajuda? – a pergunta me pareceu convidativa, sorri para o mesmo e aceitei a proposta.

– Você pode cortar a cebola? Porque eu sou sensível ao cheiro dela – ele se levantou e meio se arrastando pegou a cebolas na geladeira, enquanto eu começava a lavar o arroz.

O som da cebola e do alho sendo refogados junto com o arroz ecoou pelo apartamento, o cheiro de tempero começava a inundar o local deixando o ambiente muito mais aconchegante, Fred tomava uma taça de vinho enquanto eu começava a fazer a sobremesa conversávamos sobre tudo e riamos na mesma intensidade, com o clima tão propicio para fazer piadas idiotas e claro esquecer o que havia ocorrido mais cedo, essa sensação de paz e aconchego que eu sinto com Frederico eu só senti isso uma vez com minha mãe. Senti uma pontada de dor se alojando em meu peito de lembrar dela, forcei um sorriso para Fred e continuei a fazer o jantar.

– Agora só esperarmos vinte e cinco minutos para o arroz ficar pronto e podemos jantar – falei esfregando as mãos em um gesto de missão comprida, o cheiro do peito de frango recém grelhado e do arroz sendo assado no forno fazia meu apetite aumentar e a sensação de felicidade tomar o lugar dos meus temores.

– vinte e cinto minutos? – repetiu confirmei o que havia dito com um gesto rápido, Fred esboçou um sorriso cheio de insinuações fazendo meu coração palpitar – acho que dá tempo – falou caminhando lentamente em minha direção.

– tempo de quê? – perguntei sorrindo nervosamente pela aproximação me fazendo encostar-se à bancada da cozinha, uma sensação estranha invadindo meus sentidos sentia-me acurralada e ao mesmo tempo ansiosa.

– Disso – a voz rouca de Fred invadiu meus sentidos, ele me puxou pela cintura bruscamente senti meu rosto ruborizar.

Os lábios de Frederico foram de encontro ao meu, senti seu hálito um misto de menta e vinho, antes que eu pudesse pensar em alguma coisa ele já abria espaço entre meus lábios cerrados com sua língua quente e macia, que logo adentrou em minha boca, ele virou um pouco o rosto e nossos lábios se encaixaram com perfeição me permiti responder ao beijo cravando uma batalha com sua língua, Fred me sentou sob a bancada diminuindo a diferença de altura, suas mãos dançavam entre minhas costas e coxas aumentando minha libido, lancei minhas pernas ao seu redor um gesto que o fez rir entre nosso beijo, sua mão já subia pela minha coxa subindo mais a blusa quando o som da campainha nos fez parar.

Droga.

Fred! – a voz de Alice chamava enquanto batia na porta e tocava a campainha incessantemente – Qual é Fred, abre! – gritava ela parecia bêbada, encarei Frederico que estava com uma expressão contrariada enquanto eu o fitava com meu coração na boca, parecia ter sido pega fazendo algo muito errado.

– E agora? – sussurrei para ele que mexeu nos cabelos irritados parecia que nem ele sabia exatamente o que fazer.

Fred caminhou até a porta e a abriu seu semblante era de irritação, Alice assim que se deu conta da porta aberta agarrou-se na nuca de Frederico.

– Achei que ia me deixar do lado de fora – resmungou com o rosto em seu peito – eu sei que você tinha dito que estava cansado – ela deu uma pequena pausa e soluçou.

– Alice você tá fedendo a álcool, vai para casa – ele tentava afastá-la sem muito sucesso.

– Ah não Fred – sua voz saia manhosa e eu começava a ter pena de Alice, ela sim tinha sentimentos por ele, enquanto eu estava sendo uma vadia me envolvendo na relação dos dois – eu quero ficar aqui com você – ela finalmente olhou para Fred, não da forma como nós esperávamos ela tentou agarra-lo, literalmente beija-lo a força.

Ela estava muito bêbada.

– Alice para! – a voz de Fred soou mais alta e então ela o soltou, e finalmente percebeu que eu estava ali assistindo tudo com a expressão mais idiota do mundo.

– Ah… – ela desfez sua expressão de bêbada feliz para bêbada muito raivosa – eu estou atrapalhando?

– Não – eu disse

– Está – essa por sua vez foi Frederico que falou Alice o encarou com um misto de espanto e ira e saiu batendo o pé do apartamento voltando em seguida

– Só me deixa dar um conselho de amiga – verbalizou apontando o dedo em minha direção – eu não dou um mês para a sensação de príncipe encantado que o Fred exala caia por terra – ela deu uma pausa e olhou para o mesmo com os olhos vermelhos – ele parece um cavalheiro e é tão prestativo, depois ele some e te trata com indiferença porque esse é o verdadeiro Frederico Salazar – seu tom de voz era carregado de tristeza, fúria e no fundo amor – Ele é incapaz de sentir qualquer coisa por alguém – completou saindo – de vez – do apartamento, eu fiz menção a ir atrás dela, mas Frederico não deixou.

– O que pretende dizer a ela? Vai dizer que não aconteceu nada e mentir? – isso me fez desistir da ideia, ele tinha razão o que eu diria? Eu havia beijado ele a minutos atrás, e pior eu havia gostado.

Um som irritante anunciou que os vinte e cinto minutos que esperávamos para jantar havia passado junto com um turbilhão de emoções dei um suspiro e fui servir a mesa.

– Vamos apenas jantar – falei sem obter uma resposta.

O constrangimento do que havia ocorrido minutos antes ainda pairava no ar deixando o jantar muito mais desconfortável do que eu gostaria, Frederico comia em silêncio, não elogiou a comida ou falou algo sobre a “cena” que Alice havia nos proporcionado. Eu estava inundada de pensamentos vergonhosos, principalmente pelos pensamentos que povoaram minha mente na hora que ela tentou agarra-lo. Admito que pensei em abrir a boca e me mostrar presente de pura irritação que senti. Isso poderia significar ciúmes?

Não mesmo!

O pior era o que ela havia dito sobre ele, porque é claro que ela o conhece melhor do que eu, e bem é a segunda vez que Alice menciona o fato dele ser o tipo de cara que todas as mulheres devem ficar longe. E depois desse beijo, não tem como não pensar sobre isso, e sobre o que realmente significou tudo isso para o Fred.

– Eu sinto muito pelo que aconteceu – Depois de tanto tempo foi até uma surpresa que ele tenha dito isso arqueei a sobrancelha, mas não disse nada esperei que ele terminasse de falar – só não acredite no que ela disse ouviu?  - a sua voz saiu em tom de suplica me fazendo abrir a boca em um gesto nítido de surpresa que claro não passou despercebido por Fred, ele soltou uma risada – eu sei que isso não é do meu feitio – Fred deu uma pausa breve analisando o que diria em seguida – eu quero que confie em mim -.

Sinceramente eu não esperava isso dele, confiar? Em que sentido ele estava querendo dizer? Haviam tantas dúvidas e tantas perguntas que eu queria fazer para Frederico. Um turbilhão de indagações que naquele momento não faziam sentido algum.

– Eu confio em você Fred – respondi não sei ao certo se estava sendo sincera, nem de que isso que aconteceu realmente vai significar algo, mas eu estava disposta a arriscar.

IMAGINE COM ZAYN MALIK

[baseado em: Who Are You (5h)+ Going Nowhere (little mix)]

  • obs: não imaginem a s/n como uma pobre coitada sofredora, ela não é isso.

Caminhando para sua casa, pensei em tudo que acontecerá essa semana, e tudo que vem acontecendo a um tempo, Zayn é inconstante.

Segunda -feira um porteiro veio na porta de minha casa, ele tinha me mandado flores, as flores vinham com um bilhete me dizendo o quão eu era importante pra ele, e o quanto eu o fazia sorrir.

Terça-Feira nós discutimos sobre ele ter esquecido que estávamos fazendo 10 meses de namoro, no final das contas, desliguei o telefone em sua cara, e chorei feito uma estúpida até finalmente conseguir dormir.

Quarta-Feira rimos feito bêbados durante um maravilhoso passeio no parque feito por ele, cheguei a acreditar, somente na hora, que ele tinha planejado fingir esquecer nosso aniversário para fazer a surpresa

Quinta ele deu um passo para trás, praticamente dando um bolo em mim. Eu fiquei desacreditada

Mas, sexta eu me apaixonei por ele de novo quando ele chegou lá em casa do nada somente para podermos assistir um filme no meu quarto.

Sábado ele não respondeu nenhuma ligação minha, e eu só queria tentar falar o quanto tinha gostado da sexta. Fiquei mais decepcionada quando ele visualizou minha mensagem e respondeu um ‘que bom.’

Domingo ele me respondeu novamente, por mensagem me disse que precisava de espaço.

Fiquei pensando se eu era uma louca, se isso tudo era coisa da minha cabeça, pensei também sobre o amor que ele dia sentir, claro que não na hora, mas agora eu não sentia a sinceridade daquelas palavras.

Eu preciso saber se ele me quer ou não, se ele me ama ou não. Eu acho que estou perdendo o controle desse amor que ele sente por mim, mas também penso que esse controle não deveria ser meu. Ele parece saber menos que eu sobre seus próprios pensamentos.

Por que Zayn é confuso.

Eu não sei quem ele será amanhã, o homem pelo qual eu me apaixono perdidamente por qualquer palavra que saia da sua boca, ou o rapaz que me decepciona com qualquer palavra que saia da sua boca. Não sei como ele será depois de amanhã, se ele trazer o sol, ou a tempestade.

Eu ainda vou ser a mesma.

Tem dias que ele tem meu coração, mas logo me faz gritar. Ficamos grudados o dia inteiro fazendo algo nem um pouco importante, mas no dia seguinte ele me decepciona dando uma desculpa qualquer.

Tem vezes que é um tal de “não quis dizer isso”, “você entendeu errado”, “é só que…”

Eu sinceramente canso.

É estranho como o mesmo rosto pode me fazer sorrir e ter medo do futuro, os mesmo olhos que me fazem eu me apaixonar perdidamente, e podem me machucar.

Cheguei em sua casa, eu sua mãe quem me atendeu, me dando um leve sorriso.

-Ele está no quarto querida.

Agradeci com a cabeça, sorrindo pra ela, tentando mostrar que eu ainda não sabia, mas ela me conhecia, provavelmente se importava mais tempo comigo do que meu namorado.

Fui andando com calma até seu quarto, sabendo o que eu iria encontrar, eu estava certa.

Ele estava deitado na cama jogando x-box, mais uma vez, com a camisa suja, assim como o resto do quarto, que estava uma zona.

-Zayn.. -comecei a entrar no seu quarto enquanto ele mordia a lingua ao dar um soco no adversario durante o jogo -eer.. Zayn… -repeti seu nome pois ele simplesmente me ignorou da primeira vez

-O que foi? -ele disse ainda vidrado no jogo

-Precisamos conversar..

-Sobre o que? -ele dizia indiferente

-Precisamos tomar uma decisão.. -ele bufou irritado com minha presença, fazendo-me recuar

-Você não pode tomar a tal decisão sozinha não? -Zayn ainda estava concentrado unicamente no jogo

-Acho melhor não. Estou pensando besteiras.. -lembrei do que ele chamava todos esses meus pensamentos..

Mas ele não lembrou

-Sério s/n, agora não dá. Decide sozinha..

-Mas Zayn..

-Deixa eu me concentrar aqui, desce lá pra sala e daqui a uns quarenta minutos eu te ajudo..

-Mas Zayn..

-Mas nada s/n, por favor -ele pausou o jogo extremamente irritado, eu dei um passo atrás novamente, inconscientemente, e ele voltou ao jogo.

-Quer saber Zayn? -disse dando um passo a frente-  Acabei de tomar minha decisão!

-Ah que bom, depois você me conta amor..

-Amor não. Essa é minha decisão Zayn. -dei mais um passo em sua direção, e percebi que ele se desconcentrou do jogo- E mesmo que você não se importe em saber- dei mais um passo, e o adversário de Zayn o acertou com força- acho que você deve saber agora. -dei mais um passo pegando o controle de sua mão pausando o jogo.

-S/N, sua maluca!! -Ele disse rápido, se levantando indagando

Coloquei a mão em seu peito, o empurrado para baixo, fazendo ele sentar na cama

-Maluco é você.

-S/n.. -seu tom mostrava sua duvida

-Fica quieto Zayn ! -disse o desprezando assim como ele tinha feito comigo- Você é maluco, por que você não sabe de porcaria nenhuma, não sabe se me ama, não sabe se não me suporta, não sabe se me quer por perto, nem se não quer nunca mais ver minha cara. VOCÊ NÃO SABE DE SI PRÓPRIO. Alguns dias é um príncipe, o homem que eu pedi a Deus, e as vezes, puta que pariu, você parece me odiar, me querer mal!

-S/n, para.. vamos pensar melhor.. -eu podia ver que seu em olho estavam se formando lagrimas

-Zayn não chora, não tenho a força para te ver chorar, não tenho apetite pra isso. Estou farta de você se arrastando, tudo que você faz é me puxar para baixo. Não quero mais ficar me perguntando, por que, se você é que é o errado nisso tudo, eu vou sair daqui, e eu não quero que você me procure, nem nada do tipo.

Ele se levantou me encarando por meio segundo

-Mas você..

-Eu queria decidir isso junto com você, sinceramente queria que você me fizesse mudar de idéia, mas você me incentivou a fazer isso

-Você não me contou..

-Eu ia te contar, mas você tava muito ocupado…. jogando videogame

-Mas,, por que

-Por que você não está indo a lugar nenhum, nós não estamos indo a lugar nenhum, no maximo pra baixo. E eu não quero ficar me remoendo aqui, enquanto você nem liga

-Eu ligo..

-Não. Não liga Zayn. Não me procure.

-Você tá dizendo nunca mais?

-A não ser que você mude completamente, sim, nunca mais. Passar bem.

Sai de seu quarto, e eu não sentia vontade de chorar, eu acho que estava orgulhosa de mim mesma.

-Se resolveram? -sua mãe me perguntou na sala

-Mas do que nunca. -disse com um sorriso fraco

Ela me deu um beijo na testa sorrindo do mesmo jeito pra mim, e então eu sai de sua casa. Sem olhar pra trás.

Kris faz um discurso emocionante e fala sobre sua experiência na Coreia.

Em 11 de abril, Wu Yifan (Kris) recebeu o prêmio de “Premio de Jovem Extraordinário” (Outstanding Youth Award) do portal Sina, e emocionado, falou sobre sua vida, e sobre sua experiência na Coreia durante o discurso.

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Extra 3 - Callie Morrow


Bati três vezes na porta de número 13.

Eram 07h35 da manhã. Eu disse aos meus pais que eu iria para a escola mais cedo, pois tinha umas coisas a fazer. No entanto, a minha verdadeira intenção era ir à casa do Elliot. Eu estava me sentindo tão bem por vários motivos. 1) Elliot aceitou o trato rapidamente, o que foi bastante estranho. Eu estava crente de que ele colocaria vários empecilhos para não aceitar, mas as coisas saíram melhor do que o planejado. 2) Ver a cara da Amelia no momento — e depois — que ele aceitou o trato. A pobrezinha não parou de chorar, e agora ela inventou uma desculpa de que não estava se sentindo bem, portanto não iria à escola.

Ah, eu não poderia estar me sentindo melhor!

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Oi. Vamos falar de Unilateral?

Sendo sincera eu tinha planejado até o ponto central da história nunca cheguei a pensar sobre como eu quero que acabe, hoje eu estive planejando um pouco mais além, estou muito séria quanto ao que pretendo fazer e certos acontecimentos não vão deixar vocês felizes mas eu preciso dizer que Unilateral não é apenas uma história de romance sobre uma menina tímida (até porque a Anya não é bem tímida) vai muito além disso, eu quero e vou falar sobre vários assuntos que podem-se considerados polêmicos. Eu tô dizendo isso porque no próximo capítulo que pode ou não sair antes de sábado teremos um vislumbre do relacionamento da Anya com pai e agora no começo da história é algo bem leve que vai ser aprofundado com o  decorrer dela. 
Outra coisa importante é a seguinte, uma amiga que leu a história foi olhar o face claim da Anya e disse o seguinte “nossa ela não parece em nada com o que eu imaginei quando ela se descreveu” eu não sei o que vocês pensam sobre isso, mas eu quero explicar algo. A Anya ela tem baixa autoestima e isso influencia e muito na forma como ela se enxerga, ela não é feia ela só se considera feia, por isso eu a descrevo sempre se olhando no espelho o reflexo que ela enxerga é diferente de como o as pessoas a vêem, eu nem sei porque eu tô explicando isso provavelmente vocês são muito mais inteligentes que a minha amiga (sério Vic você é beeeem lenta) então tá, o capítulo pode sair mais cedo ou mais tarde isso vai depender de como a minha escrita fluiu porque eu tô empacada em um trexo que é muito importante do capítulo Quatro. E pra liberar o três que preciso terminar o capítulo quatro. (é eu sou assim não libero o capítulo antes do próximo ser revisado e reescrito) e estou dando esse aviso antes pra que quando eu começar a pegar pesado vocês já tenham isso em mente. Porque antes de ser romance essa história é drama.

Bom é isso eu sei que vocês estão ansiosos pra estréia de ocos que é amanhã, então não vou mais me prolongar. hehehe. Beeeijos titia nath ama vocês

A doida das flores

Louca modalidade primavera, nível “dou bom dia pras flores”: check. :)

Meu jardim não é exatamente um “jardim”. Aposto que é a piada da vizinhança, e sempre que eu pego alguém tentando espiá-lo através de um buraco na cerca me divido entre sentir vergonha da minha grama alta e bancos quebrados e a tentação de enfiar meu dedo no buraco. HEHE.

Aqui temos uns arbustos grandes e sem graça plantados junto à cerca de um lado (alguns dão flor, mas nada espetacular), e do outro não havia praticamente nada até que ano passado eu timidamente comecei a me arriscar - uma hortênsia aqui, outra ali, uma rosinha acolá. Nada muito artístico ou planejado. A gente admite a preguiça e faz tudo errado; não prepara o solo direito (e o solo aqui é pãbre, migas), não rega com a frequência necessária até que as raízes se estabeleçam, deixa a grama crescer demais em volta roubando nutrientes, ou seja: como jardineiros somos excelentes assistidores de TV e leitores de jornal. :)

Ainda tem o enorme carvalho que, apesar de muito querido, faz sombra (muitas plantas não gostam) e consome toda a umidade da terra. É um cantinho difícil, mas se eu me dedicasse talvez conseguisse melhores resultados. Mas se dedicar a um jardim é algo que consome muitas horas diárias, mais ainda durante a primavera e verão e não sei se quero sacrificar meus fins de semana podando plantas e removendo ervas daninhas do meio das roseiras.

Então faço o que posso: compro apenas plantas baratas, que não vão me fazer chorar muito se morrerem. Escolho as mais resistentes, que toleram abuso e negligência. Escolho pela cor das folhas, não necessariamente pelas flores porque plantas cujo único atrativo são as flores costumam ser mais chatinhas e decepcionam caso não floresçam. E aceito as eventuais derrotas como preço a pagar pelo meu descaso consciente.

Mas quando alguma coisa funciona, e funciona bem (especialmente nessa época do ano depois de quatro meses de tédio invernal), é o bastante para me deixar ridiculamente feliz. Me ponho a saltitar bestamente pelo jardim, xícara de café na mão, checando quem está desabrochando, quem está colocando as folhinhas de fora pra pegar um solzinho, quem está precisando de uma regada, quem está precisando de mais ou menos luz e se beneficiaria com uma mudança de posição, quem precisa de adubo e quem está simplesmente linda, linda, linda e enchendo a minha manhã de cor.

Eu estou encantada pela cor das folhas das fotínias na frente da casa. Parece que é o outono no começo da primavera. Essas folhas vão virar um verde-boring em breve, mas até lá - wow! ♥

As folhas do euonymus do ano passado já meio cinzas, as folhas novas nascendo em amarelo-neon.

Essas flores que parecem sininhos.

Heucheras! Olha essas folhas púrpura. Tem em várias cores: vermelhas, terracota, amarelas, multicores… Quero várias, porque apesar de as flores não serem lá essas coisas as folhas mantém a cor o ano inteiro e não caem no inverno.

Essas pequenas se chamam “guirlanda de noiva”.

E esses blossoms? Da cerejeira que plantei ano passado. Não morreram e estão em flor. :)

(tem bagunça também, tá?)

Minha forsítia em flor. Essas fotos não fazem justiça, é uma explosão de cor no fundo do jardim.

Quando a foto dá erro, mas o erro é um arco-íris. :)

O inverno não foi muito legal com as minhas plantas favoritas: gerânios. :( Não sei o que houve, mas alguns morreram e os sobreviventes estão meio borocoxô. Mas continuam na luta e tão aí, tentando florir. :)

Até dos dentes-de-leão cobrindo a grama eu gosto.

Margaridas africanas: pereniais que florescem todos os anos, mesmo que eu as esqueça largadas no pote do lado de fora o inverno inteiro.

Não sei o nome dessas e já estavam plantadas aqui quando nos mudamos, mas ♥

Eu achava que as clematis não iam sobreviver (eu não podei, eu não protegi do inverno o pote minúsculo onde estão plantadas, eu não reguei, etc), mas logo devem desabrochar. :)

Esse post é um singelo agradecimento às minhas plantas por não se ressentirem (muito) dos maus tratos e florescerem apesar da minha falta de talento e de empenho. Em dias de humor péssimo, com vinham sendo os últimos, vocês me dão um motivo pra sair da cama e ser feliz. Obrigada. :)

Bye for now. ZzzzZZzzzzZZ

anonymous asked:

Oi, preciso de uma palavra... Tenho 19 anos, sou evangélica, estou grávida e não sou casada. Enfrentando todos os comentários possíveis, mas oque me entristece é uma coisa, o meu"namorado" deixou de ir pra igreja, não fala mais em casamento... eu tenho orado por ele, muito, muito mesmo! Porém, cada vez mais o vejo mais longe da igreja, de Cristo. Eu não quero desistir dele, Deus me manda continuar mas eu ja perdi as minhas forças, não aguento mais isso...

Olá, irmã querida.

Parece que as coisas não saíram como o planejado, né? É complicado mesmo uma situação dessa, mas sabemos que Deus não nos dá nada que não podemos suportar. Você é nova ainda, tem uma vida pela frente. Um bebê chegando. Mas só terá um futuro se realmente Deus estiver nele. É bom saber que independente dos problemas você tem procurado buscar Deus, que tem tentado fazer as coisas darem certas. Continue assim! 

Não deixe de orar pelo seu “namorado”, mesmo quando não vemos resultados, Deus continua agir através das sua orações. Ore e faça as coisas que estiverem ao seu alcance, praticando as orações que tem feito. Não deixe que isso abale sua vida espiritual, Deus tem um plano e um propósito para vocês dois, seja juntos ou separados, então apenas confie que Deus vai fazer o melhor. Continue chamando ele para ir à igreja, faça coisas novas, converse muito com ele. A comunicação é fundamental. Exponha pacientemente o que aconteceu com vocês, como estão atualmente e aonde querem chegar para ter um futuro juntos e felizes com o filho de vocês. Seu “namorado” tem que entender que vai ser pai, e isso é uma responsabilidade muito grande. Que só em Deus vai conseguir ser um pai exemplar. O inimigo da alma quer cegar as pessoas de tal modo que não busquem mais um futuro em Deus, mas sim no mundo. Entenda que se você estiver alinhada à vontade de Cristo, tudo vai dar certo. Vai ser difícil? Com certeza! Mas Deus estará com você e vai te dar a vitória! Creia, creia e creia!

Não podemos encontrar nas pessoas a ajuda que precisamos. Somente em Deus você vai conseguir ser aquilo que você nasceu para ser. Nunca é tarde para ser quem um dia você deveria ser. Então apenas confie que, se você fazer as coisas certas, você terá o poder de vencer o pecado e se ajustar aos planos do Senhor. 


A promessa de Deus para sua vida é essa:

Mas quando se manifestaram a bondade e o amor pelos homens da parte de Deus, nosso Salvador,  não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna.
(Tito 3:4-7)


Fica na Paz! Abraço!

2

Eu voltei!

(com gifs da Imogen feliz porque, sim, isso pode acontecer)

Como assim, voltei? Então, vocês provavelmente acompanharam meus esforços e dramas ultimamente, mas minha fase de bloqueio aparentemente passou e eu voltei a escrever yay. Eu estou escrevendo agora o extra, que está fluindo bem mais fácil do que eu achei que iria. Antes do fim da semana que vem eu já vou ter postado. Além disso, eu já tenho os três primeiros capítulos do livro dois planejados, além de já ter feito um esqueleto do livro dois, com tudo o que vai acontecer.

(Além disso eu planejei mais três capítulos pra O Presente e o Passado de Alice, então parece que meu bloqueio pra todas as histórias sumiu)

Eu vou aproveitar que esse meu bloqueio criativo sumiu e escrever o máximo possível hahaha mas era isso. Eu só queria avisar que eu não vou, em hipótese alguma, abandonar aqui, e que o livro dois já está em andamento!

Muito obrigada pelo apoio de todos. :)

AVISO IMPORTANTE!!!!!!!!

Atualizei a página de parcerias e amanhã vou arrumar a página de personagens também. 

“Como assim?”

Agora vou separar entre personagens principais e secundários, pois vi que alguns tem muito menos visibilidade na web quanto eu havia planejado antes de começar a escrever os capítulos. 

Asssssim, a primeira temporada vai ter 13 episódios: 11 dos personagens principais - dos que estão na página do tumblr vou transferir três para os secundários e acrescentar mais alguns - e 2 de “todos” (o primeiro e o último capítulo).

A primeira temporada vai até dezembro no tempo na web e a segunda até julho, completando assim um ciclo e o último ano deles no colegial.

Pretendo fazer uma terceira temporada, mas com outros personagens e outra história. Como se fosse uma “segunda geração”, que nem Skins. 

Se eu não conseguir postar o próximo capítulo amanhã, posto um spoiler pra vocês. Tá ficando mara <3 E gigante demais, esse não vai ter jeito, vou ter que dividir em duas partes.

Enfim, é isso. Desculpem se falei coisas não muito importantes, mas fiquei animada com o planejamento da web e quis compartilhar com vocês. 

Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.guarda roupa planejado.
—  Cidades de Papel