pintura surrealista

Harry Styles.

Ela adorava beijos nas costas…



 Não conseguia pensar claramente naquele momento, meu corpo estava tomado pela libido. Todos os problemas estavam do outro lado da porta de nosso quarto, que estava sendo aquecido pelo calor que saia de nossos corpos.

 S/N estava linda aquela noite, assim como em todas as outras, mas especialmente mais linda naquele momento. Seu vestido preto foi jogado em algum lugar do quarto, seguindo o caminho de seus sapatos que a deixavam um pouco mais alta, mas a altura não interferia em nada naquele momento. Não quando nossas mãos apertavam um ao outro em desespero e nossos lábios não se desgrudavam com medo de nunca mais sentirem a mesma sensação.

 Ela me falava depravações com um sorrisinho cínico nos lábios, e me entregava o corpo e os beijos em forma de amor. Trilhava leves beijos em meu pescoço, enquanto eu dizia baixinho em seu ouvido o quanto a amava, e como não amaria? Se quanto mais ela contorcia o corpo em busca do próprio prazer, mais me fazia lembrar como amar é uma poesia em que as palavras rimam de forma orgânica.

 Nunca consegui me segurar quando o assunto era ela. E sabendo disso, sempre me provocou, e eu adorava, ela me deixava louco e lúcido ao mesmo tempo; de uma forma agoniante e deliciosa.

 Virei seu corpo na cama com certa violência, apenas para ouvir o gemido de prazer escapando de seus lábios enquanto deixava beijos molhados em suas costas. Ela adorava beijos nas costas. E, convenhamos, beijos nas costas são os melhores deslizes que a gente pode cometer. Nunca se sabe se é uma massagem, um carinho ou uma forma safada de entrever a delícia que é come-la todinha.

 Depois de tortura-la com meus beijos, deixei que ela se virasse para me encarar. Olhei para seus olhos com vontade de dizer: rebola em mim e faz o que quiser comigo, mas, por favor, não deixa de me olhar nos olhos; não quero te perder no caminho. E foi o que ela fez, da maneira mais deliciosa e prazerosa possível. Como em todas as outras vezes.

 A verdade é que eu sempre iria deixar que ela fizesse de mim o que quisesse, pelo simples fato de pertencer a ela. Todo mundo tem a sua pessoa, e ela era a minha. Ela era tudo que eu sempre sonhei em ter, a mim, como companheiro, amante e amigo, restava apoiar, sorrir e amar.

  Depois de nos entregarmos ao prazer ela deitou ao meu lado e deixou seu rosto em meu pescoço, com os ombros leves e os cabelos espalhados pela cama feito uma pintura surrealista. Ela fechou seus olhos devagarinho e deixou seu ultimo beijo daquela noite em minha mandíbula, enquanto sem pudor, passou a mão por minha coxa me trazendo um arrepio bom.

 “Eu te amo, Harry.” Ela sussurrou baixinho, e eu adormeci me deliciando com suas palavras…  

 Eu sempre quis tê-la, e sabia que ela era minha.



P.S: Favoritem e mandem ask dizendo se gostaram!!!

CAPA 2017, Collective Automatic Painting Amsterdam 

“Por la búsqueda de lo inefable, lo desconocido e insólito”

El próximo miercoles dia 9, en plenas fiestas de la Mare de Deu d'agost en Sineu, a las 19 horas presentamos en Espai Sant Marc la exposición colectiva de pintura automatica CAPA 2017. Obras pintadas al alimón por artistas residentes en dos continentes en sorpresivos encuentros, en un reto creativo que dura ya 26 años.

CAPA 2017, es una pequeña exposición antológica comisariada por el miembro de CAPA, el historiador del arte Patricio Alvarez Aragón y el artista visual Marcos Vidal en el taller y Sala de exposiciones del homónimo artista, Espai Sant Marc de Sineu en Mallorca. Dicha exposición agrupará una seríe de obras cuidadosamente seleccionadas de entre los años 2006 a 2016 que muestran el oficio e investigación de su fundador Freddy Flores Knistoff, el portugués José Estevao, el norteamericano de Seattle James Burns, el chileno afincado en Wormerveer Jorge J. Herrara Fuentealba y chileno afincado en Palma Patricio Alvarez Aragón.

CAPA de Collective Automatic Painting Amsterdam es un Movimiento fundado por el artista chileno Freddy Flores Knistoff, afincado en Ámsterdam desde 1985 y el artista holandés Rik Lina en 1991, CAPA representa la continuación de la estela experimental de CoBrA y Phases en el ejercicio de la pintura automática, así como sobre las modificaiones de Enrico Baj y Asger Jorn y, las investigaciones sobre pintura automática colectiva del surrealista Roberto Matta en su periodo neoyorkino junto a los artistas de la escuela de Nueva York, de los que destacan Jackson Pollock. CAPA ha expuesto en Francia, Chile, Brasil, Alemania, Portugal, España y Holanda, con trabajos colectivos e intervenciones automáticas.

foto; S/t, Jorge J. Herrera Fuentealba y Freddy Flores Knistoff, acrílico sobre lienzo, 86x135cm, 2006.

houve o toque da poesia, me senti viva

eu poderia regurgitar meu cérebro sobre o papel
e fazer uma pintura surrealista:
Dali se veria o quão me entreguei à escrita.

vi amanhecer o dia
vi anoitecer o coração dos homens

nos dias de escassa inspiração, como eu sofria!
oh, menina, a saudade consome o peito…
a poesia eleva a alma.

não me peça pra ter calma
que todo poema é urgente:
chega invadindo a mente
a alma o coração:
é impulso nervoso
balão de oxigênio

o poema é uma mão que te puxa na beira do abismo
é luz no fim do túnel longínquo
tábua de salvação

mas para escrever é preciso coragens,
- a poesia é um tiro no escuro -
só vê o poema quem sente o sabor do perigo.

eu me entrego me arrisco,
atravesso os trilhos de olhos vendados,
não tenho medo da verdade.

a adrenalina pulsa em minhas veias,
quero ir aos céus
não me importo de perder o chão.

“você pode até me empurrar de um penhasco
que eu vou dizer:
e daí? eu adoro voar.”

e eu vou me entregar de bandeja,
me doar e doer inteira.
ser cais da escrita
ser da poesia cálice

alguns escrevem,
eu transbordo.

Morphological Echo

Artista: Salvador Dalí
Criação: 1934–1936
Localização: Salvador Dali Museum

Salvador Dalí foi um importante pintor espanhol que ficou conhecido pela sua pintura surrealista. Além de seu trabalho com a pintura, o artista também desenvolveu contribuições na escultura, cinema e teatro. Uma curiosidade sobre Dalí, era a admiração por diversos quadros de pintores famosos como Leonardo da Vinci, Velázquez e Vermeer de Delft que ele acabara por fazer referência em muitos de seus trabalhos. “A única coisa que o mundo não terá suficiente é o exagero" é uma frase citada pelo artista e que certamente condiz com o objetivo de suas obras, um tanto quanto intensas.