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Por favor, dê o direito do outro ir. Deixe que ele siga sua vida da forma que achar melhor. Sem rancor. Sem mágoa. Deixe que o outro se vá, que ele busque e corra atrás dos seus sonhos, que ele erre, e vai errar, mas deixe. Você não tem o direito de impedir que alguém siga um caminho diferente do seu. Porque pessoas não pertencem a pessoas. Elas pertencem a si mesmas. E o que elas decidem fazer com sua vida, bem, isso é problema delas…
—  Isabela Freitas.
Ei, pessoa… é difícil aceitar quando alguém vai embora, quando precisamos abrir mão de algo ou quando temos que mudar. Algumas vezes é doloroso ter que se despedir, mas isso faz parte da vida, faz parte do nosso crescimento e principalmente da vontade de Deus, afinal, tudo é regido por Ele. Nem tudo que vai embora é perda, muitas coisas são livramentos que não podemos imaginar. Pode até doer agora, pode sangrar, mas passa e evita feridas muito maiores. Não questione, não force, não se mate por algo que precisa ir, confie no controle de Deus e siga em frente. Porque o mundo vai girar, a dor será curada e coisas muito melhores virão, pois, Deus não tira nada sem dar algo muito melhor.
—  Carol Giovannini, Chance com Deus.
A vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo, ou justamente o que não deveríamos, a gente faz planos mesmo em cima dos silêncios deles, a gente vê beleza em cada sumiço, a gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão, nós temos a mente completamente diferente da deles. Não precisa procurar no meio da multidão, coisas acontecem quando você desiste de procura-lás, posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossível de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razão eu deixasse a máscara cair, eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder, e jamais te limitar mas chorar quando decidir ir embora, e esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você, roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você, provando assim que existem pessoas que cantam horrivelmente, e que você não é a única, mas a que eu estaria disposta a escutar, e quando você decidir falar demais, que eu debruce sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer, e quando for desastrado que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, sejá lá aonde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito.
—  Tati Bernardi
FAINT

O tempo passava de maneira lenta e dolorosa. Naquele calabouço não era capaz de se ver nada além da escuridão profunda imposta por quatro paredes, com apenas a pouca luminosidade que atravessava as pequenas grades do local.  O som da chuva fina e gélida soava como música a seus ouvidos, que eram sempre torturados com o silêncio rigoroso que com crueldade o castigava destacando sua solidão, um silêncio que poucas vezes era quebrado por pequenos ruídos que não eram nada agradáveis aos seus ouvidos, apenas irritantes.  Seu coração estilhaçado, gélido e frio já não suportava toda aquela angustia e solidão que pouco a pouco lhe roubavam a sanidade. Mas mesmo assim, nada havia mudado. Ainda estava livre de sentimentos bons e emoções. Nele havia apenas ódio, amargura, solidão e nada, além disso.

Eu sou

 

Um pouco de solidão

 

Um pouco de negligência

 

Um punhado de reclamações

 

Mas eu não posso evitar o fato

 

De que todos podem ver essas cicatrizes.

Era sem duvidas um miserável que deveria apodrecer naquela maldita cela, um final digno para alguém tão falho como ele, mas existia sempre o sentimento de contradição que vivia dentro de seu ser e que poucas vezes lhe sussurrava coisas em seus ouvidos para viver, conquistar e matar todos aqueles que fossem contra sua ideologia. Era doentio, mas no fundo este sempre fora seu verdadeiro “eu” e era simplesmente por isso que era um verdadeiro pecador. Desejava a morte e até mesmo o mau aos outros, tudo pelo o poder. Acabou soltando uma gargalhada alto em meio aquela escuridão ao finalmente concordar com seus pensamentos, mais uma evidencia que sua sanidade estava sumindo. Ou melhor, será que alguma vez existiu sanidade nele?

Todos haviam dado lhe as costas, havia quem iria se importar a onde estaria preso o traidor do santuário? O maldito guardião de gêmeos? Ninguém… Provavelmente só iria relembrar sua existência em alguma guerra do qual precisassem de seu poder… Enquanto isso deveria ficar preso em um dos calabouços do santuário aguardando sua morte ou sua loucura.

Eu sou

Um pouco inseguro

Um pouco inconfidente

Porque você não entende

Que eu faço o que eu posso

Mas às vezes eu não faço sentido