pertencido

Uma história sem inicio e por acabar...

Vejo a escapar-me por entre os dedos, com os seus segredos, muito que nunca me tenha pertencido, por muito que nem tenha sido daquela vida. “Ai se eu tivesse uma bola de cristal, eu iria ver o que és afinal” pois não sei. Não é invisível aos olhos mas é incompreensível. Uma aparição ilusória que nunca acaba e consome uma mente feminina com o saber ser mulher em estado critico e desorientado. É um tempo sem principio nem meio nem fim, e tanto que se se apreciaria esse meio, que desregula qualquer metabolismo. Mas o principal ponto incontrolável e incontornável é o abominável silêncio que se verifica dia após dia. Falta falar olhos nos olhos, admitir negações falsas. Há coisas inadiáveis e que por mais que se adiem, há pequenas felicidades que só se escutam na profundidade dos ossos. Irrita tanto que chega a doer. Enerva e distrai tanto que chega a doer. E por mais pequeno que seja o cumprimento e nada mais do que isso, por mero e desconhecido que seja, é o que basta para prejudicar uma noite de sono. E sonha-se. E acorda-se. E vivem-se mais 24horas. Há uma história por terminar, mas que nunca chegou a ter inicio. “Eu e tu e a noite final.” Aquela que nunca existiu.

Marta Raimundo

cold hands

Os ciúmes corroem e apoderam-se lentamente do meu corpo, os meus olhos observam com atenção o corpo à minha frente, ambas as minhas mãos passavam com cuidado pelo seu peito nu, e logo depois os meus lábios rasparam pelo seu maxilar bem definido. Ambas as minhas pernas finas sentaram-se sob as dele, os meus olhos anteriormente atentos, fecharam-se agora com bastante força, e rapidamente deixei que o meu corpo esguio tombasse para trás na cama. Levei as mãos desta vez, ao cabelo, prendendo-o por entre os meus dedos pálidos. Olhei depois uma última vez o corpo que tanto admirava, e outrora já me havia pertencido. Já não me pertencia, não só agora, nunca foi só meu. Estava agora morto, e também eu o queria estar. O porquê de eu estar com ciúmes? Levaram-no a ele, e não me levaram a mim. É completamente injusto, eu estava apaixonada, e ele morto. Tiraram-me o melhor de mim. 30/04/2015

Não porque eu quis

Não, eles não entendem, eles não vão entender. Meu quarto não vive de luz apagada porque gosto das sombras, é porque não quero que quem entre veja meus olhos cansados e meu travesseiro molhado.
Meu rosto não vive repleto de maquiagem só por pura superficialidade e meus olhos não estão com delineador e rímel pretos só porque gosto de estar bonita, são pra esconder os olhos inchados e as marcas que as noites em claro deixam em mim.
Meus fones não estão sempre no máximo porque quero incomodar as pessoas ao lado com minhas músicas, é porque preciso abafar o barulho dos meus pensamentos atormentados.
Meus olhos não vivem olhando pra o chão porque sou tímida, é porque não quero que vejam a tristeza que, às vezes, eles podem transmitir.
Minha vida não é uma bagunça porque eu quis assim, é porque você entrou nela, bagunçou e saiu, como se nunca tivesse pertencido a mim.

-B.W

Sabe quando tu abraças alguém e sentes como se sempre tivesses pertencido aqueles braços que te envolvem? É a melhor sensação do mundo está naquele abraço, sentir o perfume da pessoa invadir-te por completo. Mas quando tu soltas-te vem a realidade mostrando que aquela pessoa não pertence a ti e que aquele amor talvez nunca será teu. Cada toque é sutil e envolve a alma toda, mãos que entrelaçam-se, respirações que entram em sintonia. São segundos de toques preciosos que fazem-te desejar que aquele instante nunca tenha fim…

Maduro apresenta vídeo que envolve candidato dos EUA com distúrbios de 2014

Caracas, 19 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou na madrugada desta quarta-feira um vídeo no qual um dos acusados de esquartejar uma mulher em Caracas assegura que recebeu, através de intermediários, dinheiro do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Marco Rubio, para financiar os protestos de 2014.

José Rafael Pérez Venta, que no vídeo diz ter pertencido aos partidos opositores Vontade Popular (VP) e Aliança Bravo Povo, diz que tanto Rubio como a também republicana Ileana Ros-Lehtinen fizeram-no chegar dinheiro através de uma pessoa chamada Betti Grossi, uma quantia que não especificou nem explicou como sabia que procedia dos políticos americanos.

Venta assegurou também ter recebido “uma contribuição de US$ 1 mil” de parte de Phil Laidlaw, a quem identificou como encarregado de negócios da embaixada americana na Venezuela, e que teria utilizado Gaby Arellano, reconhecida dirigente estudantil e integrante do VP, como intermediária.

Maduro sustentou nesta terça-feira em seu programa semanal de rádio e televisão que tanto Venta como outro dos capturados pelo esquartejamento da mulher em Caracas serviram de seguranças para os principais líderes da oposição venezuelana.

“Este grupo, que estava conectado ao mais alto nível de líderes da direita na Colômbia, e da direita venezuelana (…) tinham planos para assassinar líderes conhecidos da política, da direita da oposição, e da revolução”, acrescentou Maduro.

No vídeo, Venta diz que, em uma data sem especificar, esteve no estado de Táchira (oeste) onde recebeu “dinheiro vindo da Colômbia implementado por algumas pessoas que manejavam o conhecimento de fabricação de explosivos (…) e a colocação deste tipo de artefatos”.

Além disso, afirma que no país vizinho se reuniu com o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), assim como com Oscar Ivan Zuloaga, um de seus ministros.

Em outro trecho do vídeo, Venta garante que o ataque à sede do Ministério Público em Caracas após a marcha antigovernamental de 12 de fevereiro de 2014, dia que representou o começo da onda de protestos, foi preparado pelo líder do VP, Leopoldo López, preso acusado desses incidentes.

Também estiveram envolvidos, segundo o delator, a ex-deputada María Corina Machado e o prefeito metropolitano de Caracas, preso sob prisão domiciliar acusado de conspiração, Antonio Ledezma.

Por sua parte, o secretário-executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, declarou que as acusações sobre os vínculos da oposição com Venta e os outros acusados pelo esquartejamento “refletem a quebra moral” do governo. EFE

aa/rsd

Maduro apresenta vídeo que envolve candidato dos EUA com distúrbios de 2014

Caracas, 19 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou na madrugada desta quarta-feira um vídeo no qual um dos acusados de esquartejar uma mulher em Caracas assegura que recebeu, através de intermediários, dinheiro do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Marco Rubio, para financiar os protestos de 2014.

José Rafael Pérez Venta, que no vídeo diz ter pertencido aos partidos opositores Vontade Popular (VP) e Aliança Bravo Povo, diz que tanto Rubio como a também republicana Ileana Ros-Lehtinen fizeram-no chegar dinheiro através de uma pessoa chamada Betti Grossi, uma quantia que não especificou nem explicou como sabia que procedia dos políticos americanos.

Venta assegurou também ter recebido “uma contribuição de US$ 1 mil” de parte de Phil Laidlaw, a quem identificou como encarregado de negócios da embaixada americana na Venezuela, e que teria utilizado Gaby Arellano, reconhecida dirigente estudantil e integrante do VP, como intermediária.

Maduro sustentou nesta terça-feira em seu programa semanal de rádio e televisão que tanto Venta como outro dos capturados pelo esquartejamento da mulher em Caracas serviram de seguranças para os principais líderes da oposição venezuelana.

“Este grupo, que estava conectado ao mais alto nível de líderes da direita na Colômbia, e da direita venezuelana (…) tinham planos para assassinar líderes conhecidos da política, da direita da oposição, e da revolução”, acrescentou Maduro.

No vídeo, Venta diz que, em uma data sem especificar, esteve no estado de Táchira (oeste) onde recebeu “dinheiro vindo da Colômbia implementado por algumas pessoas que manejavam o conhecimento de fabricação de explosivos (…) e a colocação deste tipo de artefatos”.

Além disso, afirma que no país vizinho se reuniu com o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), assim como com Oscar Ivan Zuloaga, um de seus ministros.

Em outro trecho do vídeo, Venta garante que o ataque à sede do Ministério Público em Caracas após a marcha antigovernamental de 12 de fevereiro de 2014, dia que representou o começo da onda de protestos, foi preparado pelo líder do VP, Leopoldo López, preso acusado desses incidentes.

Também estiveram envolvidos, segundo o delator, a ex-deputada María Corina Machado e o prefeito metropolitano de Caracas, preso sob prisão domiciliar acusado de conspiração, Antonio Ledezma.

Por sua parte, o secretário-executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, declarou que as acusações sobre os vínculos da oposição com Venta e os outros acusados pelo esquartejamento “refletem a quebra moral” do governo. EFE

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