perguntavam

Johnny, sem sobrenome. Abandonado pelos pais na calçada de um supermercado foi encontrado desnutrido, sem roupa e sem registro. Ninguém sabia de onde vinha o pequeno branquelo. Olharam de um lado a outro, mas aquela rua a partir das 20 horas se tornava um abandono. Nenhum carro passando ou parado, nenhuma pessoa por perto. Ninguém. Johnny estava sozinho. Tinha olhos claros, nenhum fio de cabelo na cabeça e a única peça mais próxima de uma vestimenta era um pedaço de pano rasgado, o qual não cobriam os seus pés. Levado a um orfanato foi criado e ensinado até os dezoito, pois ninguém queria adotá-lo. Olhavam de baixo para cima e perguntavam para as funcionárias “como se chama o garoto?” e elas respondiam “Johnny, sem sobrenome”. Coitado, passou a vida toda sendo excluído e pensando que não era gente como os outros. O pobre não sabia que indigente é quem tem coragem de deixar gente como ele abandonado, sem comida e sem cuidado.
—  Sousa, Gabriel.
Quando me perguntavam sobre o que era amor, eu não sabia o que responder. Sei lá, dizia, deve ser algo que acontece quando temos 30 anos, quando nos tornamos mãe ou pai de alguém… Hoje quando me fazem essa pergunta, não consigo deixar de sorrir. Amor, para mim, é você. São essas mil sensações ao teu lado. É quando você olha nos meus olhos e acalma a minha alma. É quando você me puxa pela mão e me leva para o quarto. Porque amor, para mim, é isso. É a gente ter tantas opções, tantos lugares para ir e pessoas para conhecer e preferir ficar, fazer do outro o nosso lar. Você é o amor. Quando suas mãos tocam o meu rosto, delicadamente, ou quando seus lábios encontram os meus: é amor. Quando você me manda aquela mensagem de manhãzinha ou quando você sorri para mim como se não houvesse nada além de nós no mundo: é amor. Quando você caminha em minha direção, quando você diz que já estava com saudades, mesmo que estivéssemos juntos dois dias atrás: é amor. Quando suas mãos caminham pelo meu corpo e só nossa respiração toma conta do seu quarto: é amor. É amor porque é ali que eu quero estar, é ali que eu quero ficar até o fim dos meus dias, pelo resto da eternidade. Com você. É amor porque quando estamos juntos, não existe ninguém mais, nada mais. E meu coração fica calmo e sorri tranquilo.
—  Para Sempre Nós

anonymous asked:

Uma palavra? :s

“Na sua aflição, clamaram ao Senhor, e ele os tirou da tribulação em que se encontravam. Reduziu a tempestade a uma brisa e serenou as ondas.” (Salmos 107:28-29)

“Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam. Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: “Mestre, não te importas que morramos?“ Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: “Aquiete-se! Acalme-se! ” O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: “Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?" Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Marcos 4:36-41)

O barco onde Jesus está, não naufraga. Nada foge do domínio dEle. Que você possa descansar nessa verdade cantando: “Posso clamar! Eu acredito que eu não vou naufragar. Só porque estás comigo, eu posso clamar. Já tenho fé pra descansar nas ondas de um bravo mar. Sim, eu posso clamar. Mestre, vem me ajudar!” (Eyshila). Deus abençoe!

O Destino (Parte 429)
  • Então os dias foram passando, meu coração ia de despedaçando e Lucas não dava notícias. O tempo todo as crianças perguntavam sobre ele e infelizmente eu tinha que mentir.
  • Faziam 20 dias que ele estava fora de casa, 20 dias em que eu passava mal com constância. Não havia tantas dúvidas, mas eu resolvi fazer um exame de gravidez e estava no laboratório pegando o resultado. Foi então que recebi uma ligação de um número residencial desconhecido.
  • -Chamada on-
  • Eu:Alô.
  • WW:Sra Thaís de Oliveira?
  • Eu:Sou eu, quem fala?
  • WW:Aqui é a diretora da escola em que seus filhos estudam.
  • "Ai meu Deus"- Pensei.
  • Eu:Aconteceu alguma coisa?
  • WW:A Ana Cecília não está bem, a sra pode vir buscá-la?
  • Eu:Em 10 min estou aí.
  • WW:Estarei aguardando-a.
  • - Chamada off-
  • Meu Deus, o que está acontecendo? Por que tudo isso logo comigo? A última coisa que eu quero nesse momento é ver minha filha mal, eu não sei como conseguiria reagir a isso.
  • Cheguei na escola e fui até ela, minha pequena estava pálida, febril e reclamava de dores abdominais, imediatamente liguei pro Dr Pedro Victor e ele pediu que eu a levasse até o consultório. Então levei ela e Pedro comigo até o hospital.
  • Depois de pouco tempo aguardando entramos na sala e ele a examinou, ela chorava reclamando de dores nos olhos e meu Coração estremecia.
  • Dr Pedro Victor:Ela vai fazer um exame de sangue agora, só pra tirar uma duvida.
  • Eu:O que pode ser?
  • Dr Pedro Victor:Ela apresenta sintomas de dengue. -Mudei de expressão- Mas fique calma, se cuidarmos direitinho nem vai precisar ficar no hospital.
  • Eu:Espero que não seja grave.
  • Dr Pedro Victor:Também espero.
  • Em poucos minutos a Ana foi levada pra fazer o exame e nós a acompanhamos, ela chorava enquanto realizavam a coleta do material mas logo parou. Ficou um tempo em observação até sair o resultado do exame, e sim, foi atestado dengue.
ELLA SAINT ❖ DESCENDENTE DE DUQUESA E THOMAS ❖ “EVERY ROSE HAS ITS THORN"

BIOGRAFIA 

Ela era o inferno de todas as pessoas da escola que estudava. As pessoas da sua sala a encaravam de pé a cabeça e se perguntavam quem ela pensava que era, enquanto a garota conversava com os meninos com um sorriso no rosto e liderava seu grupinho de amigas que pareciam ser bastante intimas com elas. Ela era o que os filmes adolescentes pintariam como uma vilã qualquer, porém ela não era bem assim. 

Ella era dotada de uma grande habilidade como líder, porém com isso havia vindo a sua habilidade de lidar com as pessoas, então as suas amigas eram realmente suas amigas. E os meninos, bem eram meninos, porém a garota apenas falava com eles por motivos estratégicos, era claro. Não era muito afim de meninos, na verdade. Tinha um histórico com outro tipo de relacionamento.

A menina cresceu com tudo que era necessario ter, vivia na casa do seu pai, que morava separado de sua mãe desde que a menina era nova, pois sua mãe tentava muito a transformar em algo que ela não era, nada que seu pai também não fizesse, porém ele morava mais perto da lanchonete que trabalhava de meio período. 

A garota tinha uma personalidade um pouco quanto agressiva, pelo fato de ser sempre decisiva em suas ações a tornando não muito atenta a regras e outras coisas do tipo e tendo sempre a resposta na ponta da lingua. A ida a nova escola não foi muito a sua idéia, porém não recusou. Precisava realmente dar uma mudança em seus ares.

PERSONALIDADE 

Lider nata, rude e sociável.

Oi. Quanto tempo né?!
Faz dois dias que não vejo você. Mesmo de longe, é bom te ver..
Quero te dizer que voltei a me machucar.. Não com os cortes.. Mas me machuco de outras formas.. Tenho tomado muitos remédios.. Quero ir parar no hospital.. Estou muito gorda sabe? Eu não quero ser gorda, você não me ama assim..
Mas enfim.. Eu tenho me sentido morta sabe? Não sei o que sentir ou fazer, consegue entender? Ta tudo muito estranho. Muito vazio. Muito cinza.
Hoje eu chorei. Chorei muito. Explodi com gritos silenciosos. Ninguém viu, ninguém reparou.
Quando me perguntavam o que eu tinha, dizia que era sono e cansaço. Todo mundo acreditou. E no final, bom, o final você já sabe.. Aqui estou eu, sentada na cama escrevendo pra você.. De novo…
—  Relatos de uma autora desconhecida. (Sara Fabri.)

anonymous asked:

Olha, se ele vai te levar em casa, já mostra que ele é meio diferente. Tbm não precisa ir já c*m o pé atrás, deixa as coisas rolarem, mas acho que vc já sabe disso. - L

Eu ja conversei muito com ele sobre isso. Ele parece ser diferente de fato, cuida super bem de mim… só que ja me enganei antes, mesmo o guri parecendo ser o “certo”, fez a mesma coisa que os outros e pior ainda, pois ele disse q iria ir em casa, falei dele para meus pais :( depois descubro que ele tinha outra, e para contar para meus pais? q sempre perguntavam dele? Nunca sou o suficiente…. tenho medo agora, muito medo… :( 

Ele é ISAAC WALLER de 30 ANOS, original de DROGHEDA, IRLANDA. É um PROMOTOR PÚBLICO e todos dizem que parece com COLIN O’DONOGHUE.

negação de poderes; ne.ga.ção de po.de.res. 1. habilidade de cancelar os super-poderes ou mutações de outros. também conhecido como neutralização de poderes. por existir desde o nascimento, e ser um poder relativamente neutro. isaac nunca notou sua presença, mas é certo que qualquer poder parece não funcionar do lado dele.

ABOUT HIM:

Quando Andrew Waller começou a dar aulas no berço da Irlanda, não imaginou que encontraria a mulher de seus sonhos na sala ao lado. Ela era simplesmente deslumbrante, e foi como em todo conto de fadas, amor a primeira vista. Num piscar de olhos eles estavam namorando, e no seguinte já haviam casado. Todos os amigos e familiares os consideravam um exemplo para ser seguido, quando perguntavam por ai como eles queriam ser no futuro, eles simplesmente diziam “Feliz como o casal Waller.”. Virou até uma frase conhecida no local para o qual se mudaram após o casamento. Drogheda uma cidadezinha no interior da Irlanda. E como todo bom casamento não pode ser feliz sem frutos, o primogênito veio no ano seguinte ao casamento, um garotinho moreno de olhos claros, o qual nomearam de Isaac. Ele era simplesmente a alegria da família, seu pai fazia questão de exibi-lo sempre que possível, levando o jovem para todos os eventos familiares e de trabalho. Ele simplesmente exibia o filho como um troféu, “esse é meu herdeiro.”. A felicidade plena cercava a família.

Isaac cresceu como um garoto que ganha na loteria, se é que isso era possível. A família era de fato humilde e tinham pouco para gastar, mas sempre que podia o pai o cercava de mimos. Brinquedos novos, sorvete e outros doces, estragando e mimando o garoto. Ao menos era isso que Amanda, sua mãe, dizia. Mas Andrew não se importava, como dito antes, aquele era o seu herdeiro. Logo Isaac completou seus seis anos, era uma criança esperta, gostava de observar os outros, tantos humanos quanto os animais. Gostava de se manter ocupado, o que não era muito normal para uma criança. Foi numa tarde enquanto pintava um desejo que sua mãe chegou contando a novidade, ela estava grávida novamente. A filha mais nova dos Waller nasceu alguns meses depois. Isaac e Amanda comemoraram a chegada de uma garotinha na família, mas Andrew simplesmente se comportou de maneira diferente. O pai não fez questão de disfarçar o quanto estava descontente, e sempre deixava claro que aquela garota seria um desperdício, um gasto que eles não poderiam ter.

Os primeiros anos se passaram sem que a família desse ouvidos aos surtos de Andrew. Isaac gostava de passar seu tempo com a irmã, adorava de fato. Mesmo com a diferença de seis anos, ele brincava com ela, lhe dava atenção e tenta inserir ela no seu mundo de adolescente. Isaac era como uma estrela, e se sentia bem assim. Aluno dedicado, garoto legal e gentil, tratava todos igualmente. Ele era literalmente perfeito. E talvez por isso tenha sido tão difícil se afastar de tudo que conhecia, quando passou para a NYU. Era o curso que ele queria, a oportunidade de conhecer outro mundo, e eles simplesmente não podia ignorar. Andrew lhe apoiou completamente, Amanda resistiu um pouco, como toda mãe faria, mas logo depois lhe deu sua permissão. Difícil mesmo fora dar adeus para Theodora, a mais nova Waller. Em sua despedida jurou retornou, fez promessas e tudo mais. Porém um ano fora de casa, o fez simplesmente esquecer-se de tudo.

Não que Isaac fosse ruim, e quisesse literalmente se livrar da irmã. Mas direito não era um curso muito fácil, e logo no seu primeiro ano caiu de amores por uma veterana. Seu nome era Alina Miller. Loira, olhos claros, sorriso estonteante. Eles casaram logo depois da formatura, não foi nada muito grande e os pais de Isaac não puderam vir. No convite ele deixou explicito que cuidaria de Theodora, caso fosse do desejo dela comparecer. Mas Andrew disse que a garota não poderia, e Isaac não quis contestar o pai. Depois disso ainda tentou contatar a irmã algumas vezes, mas não obteve sucesso algum. Sempre que ligava era caixa postal, ou Andrew atendendo e dizendo que passaria o recado. Por um tempo ele cancelou as tentativas, acreditou que havia deixado recados demais e que provavelmente Theodora não queria saber dele, pois não havia respondido nenhum recado.

Cinco anos se passaram sem que ele tivesse noticias. Alina adoeceu no meio deste tempo, câncer, rápido e sorrateiro. Quando eles descobriram já era tarde demais. Sua família também não compareceu ao velório. Isaac se sentia devastado, sozinho e completamente desolado. Ele não queria mais saber de nada, ou ninguém além de seu trabalho. Mas isso não durou muito, bastou que Alexa passasse na sua frente e pronto. Ele já estava se envolvendo com uma garota que provavelmente teria idade para ser sua filha. E por mais mal que ele se sentisse com isso, não conseguiu interromper o caso. Nem mesmo depois que Theodora caiu de paraquedas em sua porta.  

FRIENDSHIPS AND ENEMIES:

THEODORA WALLER A relação com a irmã era perfeita até seus dezessete anos, quando a garota se afastou repentinamente. Tê-la de volta em sua vida, trouxe grandes surpresas e revelações. Isaac ainda não sabe como tratá-la graças a distancia e a diferença de idade, acaba por varias vezes se colocando na posição de pai. Ele apenas não quer que ela sofra.

ALEXA GRAHAM-REYES A jovem entrou em sua vida como um vendaval. Isaac mal anotou a placa que o atropelou, mas não pode negar que foi algo agradável. O envolvimento com uma garota mais nova, poderia ser considerado um escândalo principalmente em sua carreira. Talvez por isso descrição era  o que ele mais procurava, mas não podia negar alguns presentes caros vez ou outra.

NATALIE STEELE  Difícil definir em palavras sua relação com a jovem Steele. Trata-se de algo entre amor e ódio, onde Isaac não desdenha, mas também não tem muitas intenções de comprar. Talvez seja o seu medo de se apaixonar novamente, e manter uma relação firme com alguém. Mas até então, ele trata Natalie como uma colega de trabalho como qualquer outra.

Infelizmente, este personagem encontra-se fechado.
As pessoas perguntavam por ti e quando eu lhes dizia o que havia acontecido faziam aquela expressão de “nossa! achei que seria pra sempre”. Era inevitável não pensar ”Eu também”.

“Ele nunca reparou tanto em mim,ele nunca foi o "namorodo que todos rotulam como perfeito,mais pra mim ele era o suficiente,capaz de me sentir amando alguém. Todos me perguntavam como namorar alguém tão oposto de mim,eu simplesmente sorria,porque não sabia responder,eu apenas conseguia o amar…amar por completo com adições de defeitos e imperfeições!
Ele era diferente,de todos que um dia convivi, eu poderia ficar olhando por horas,aqueles seus olhos verdes,e dizer pra mim mesma “como eu o amo”. Começamos bem,me entreguei por inteira pra um amor adolescente, que dito por ele que era pra sempre. Sim,eu sabia que não tinha essa de pra sempre,mais não conseguia me imaginar sem sua companhia.
Hoje em dia ele prefere seguir sua vida, e eu ainda penso na nossa vida, eu o amo e acreditei que era amada também, ele prometeu voltar,mais quem me garante? Eu acreditei no pra sempre e ele de uma hora pra outra resolveu ir embora.”
-Rafa.A

É aqui que me despeço de tudo que senti por você. Cheguei a achar que duraria tanto, e o tanto durou tão pouco. Reli pela última vez suas mensagens de textos nas quais dizia ‘eu te amo’, e repeti baixinho também o quanto te amava, exclui todas, e por incrível que pareça, nenhuma lágrima insistiu a cair. A tua ausência foi tanta que muitas vezes cheguei a esquecer o que sentia por você. Lembrei das vezes que me perguntavam sobre você, e eu com meu pensamento totalmente atordoado ficava perguntando a si mesma o por que. Com tantos amigos, primos, cachorros, papagaios nesse mundo, porque diabos sempre vinham perguntar sobre você? Não sei se um dia meus textos tiveram sentido pra você, mas eles eram escritos pra ti. As palavras mais belas que eu já disse a alguém, foi dita ali pra você. O meu amor era teu, ah como era. E o que era tão belo e que estava totalmente florescido, murchou. Estragou. Acabou.
—  Gisele 💔

Mateus: 9. 10. Ora, estando ele à mesa em casa, eis que chegaram muitos publicanos e pecadores, e se reclinaram à mesa juntamente com Jesus e seus discípulos. 11. E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores? 12. Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. 13. Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores.

WEB: Entre o Agora e o Sempre

Capítulo 81

  • Sophia narrando

Ficamos em Nova Orleans mais duas semanas, tocando no Old Point e depois passando por vários outros bares e clubes por toda a cidade. Um mês atrás, cantar e me apresentar ao vivo em clubes estava tão no final da lista de coisas que eu conseguia me imaginar fazendo que pareceria ridículo, mas de repente, lá estava eu cantando a plenos pulmões Barton Hollow e algumas outras canções nas quais eu podia ficar na sombra de Micael e não ser o centro das atenções. Mas todos nos adoravam. Tantas pessoas nos paravam depois de cada apresentação, apertavam nossas mãos e perguntavam se podíamos cantar esta ou aquela música, mas Micael sempre recusava. Ainda fico nervosa demais com esse negócio para conseguir atender a pedidos. E para minha estarrecedora surpresa, mais de um desconhecido pediu meu autógrafo e uma foto ao meu lado. Deviam estar simplesmente muito bêbados. Resolvi acreditar nisso, porque qualquer outra coisa seria esquisita demais.

No final daquelas duas semanas, Micael tinha uma nova banda favorita para acrescentar à sua lista. Ele adora The Civil Wars tanto quanto eu. E noite passada, nossa última noite em Nova Orleans, ficamos deitados juntos, cantando Poison & Wine junto com o celular ao lado da cama… e… por meio dessa letra, acho que dissemos coisas que queríamos dizer um ao outro…

Acho que dissemos…

Chorei baixinho até dormir em seus braços.

Eu morri e fui para o céu. Sim… acho que finalmente morri.

Everything is about control ||Chelsea&Robert

Se tinha uma coisa pela qual Chelsea tinha que agradecer, essa coisa era o frio. A neve e o vento gelado que fazia as pessoas tremerem serviam como uma desculpa para as suas roupas grossas, ela já tinha que aguentar calada os cochichos e sussurros de garotas estúpidas da faculdade, algumas até criavam coragem para chegar nela e perguntar porque ela era tão puritana, perguntavam se ela planejava virar uma freira, depois soltavam risadinhas agudas e balançavam seus cabelos perfeitos. Ah, como Chelsea quera responder. Como ela queria explicar o motivo das suas roupas, contar cada detalhe, deixar aquelas garotas com pesadelos até o dia que elas morressem, mas Chelsea simplesmente mordia a língua e virava para o outro lado.

Durante o inverno ela se sentia mais livre para deixar o apartamento onde vivia, nas ruas ninguém mais a mandava olhares engraçados ou curiosos. Durante o pouco tempo que passou em New York ela não conhecia nem 10% da cidade, mas sabia que na esquina perto da faculdade, do lado de um salão de tatuagens, tinha uma cafeteria que fazia um capuccino que lembrava Alemanha, e era para lá que ela ia caminhando pelas ruas de New York, seu sobretudo pesado e as luvas ficando ligeiramente úmidos por causa da neve. A cafeteria estava um pouco lotada, várias pessoas buscando um lugar quentinho para conversar, então ela rapidamente fez o seu pedido. Na saída, ela esbarrou em alguém, seu copo caindo quase em câmera lenta, o líquido marrom se esparramando na calçada.

Um rapaz que esbarrou nela murmurou uma desculpa, mas Chelsea a ignorou, se abaixando para recolher o copo vazio, mas ele puxou seu braço, tocando com as mãos nuas os centímetros de pele entre a manga do seu sobretudo e as luvas. Chelsea arregalou os olhos para a cena que ela estava tão acostumada em ver, o rapaz ficou estático, olhos vidrados colados em sua mão, as veias começaram a dançar e ele ficou pálido, suas forças começando a lhe abandonar. - Oh, não. Não, não, não, por favor, Deus, não. - Ela tentou balançar seu braço, mas o rapaz não queria largar, eles nunca largavam. Com a outra mão ela tentou tirar, mas ele tinha os dedos cravados em sua pele, cada segundo ficando cada vez mais e mais fraco. Chelsea começou a se desesperar. Olhou em volta para as ruas vazias, ninguém parecia notar o que estava acontecendo.