pepito

Acho que me apaixonei de novo. Parece loucura, não sei se você iria entender. Mas depois daquele dia voltaram os sorrisos bobos com sua simples lembrança. E pareceu mais uma vez que no mundo deveria ser só eu e você e aqueles filhos todos que a gente um dia planejou ter. E eu te quis de novo só para mim. E eu te desejei com força como se aquele tempo entre uma paixão e outra nunca tivesse existido. Porque eu te amei ontem, te amo hoje e quero poder também te amar amanhã. Me perdoa pelo tempo perdido… e me presenteia com mais uma vez um beijo, mais um carinho, mais uma frase de amor…
—  Liza Bolarg
Deitei ao seu lado. Fechei os olhos.  Tínhamos a porta fechada. Estava totalmente vulnerável ao seu lado. Pegou uma de suas mãos e acariciou meus cabelos. E eu tive certeza de que estava segura. Adormeci ao seu lado e tudo que me fez foram carícias. Acomodou-me num abraço com cuidado. Ninguém poderia me fazer qualquer mal. Tinha me levado a uma bolha mágica onde tudo era conforto e já não existia nada de ruim. Dormia nessa bolha de carinho gostosa, como se pudesse durar para sempre. O tempo parecia não existir para nós dois, mas isso não era mais que ilusão. A noite passou… e você partiu. Os dias passaram e a rotina voltou sem ti. E desejei para mim o privilégio que ninguém tinha de dormir ao seu lado todas as noites. E desejei você na minha rotina louca, no meu dia-a-dia, no meu jeito de ser.
—  Liza Bolarg
Mas diferente do mundo todo, ele não começa suas declarações de amor com um eu te amo. Melhor que isso, começa sempre com um “amo você”. Começa com o amar. Não com o “eu”. O eu fica oculto. Existe, mas está ofuscado, meio sem importância na frase; diferente do típico eu te amo onde o eu é logo a primeira coisa que se escuta. Em primeiro lugar, o amor. Amo. Depois, vem a figura do outro. Você. Amo você. E é evidente que há importância em quem se ama. E muita! O eu ficou oculto enquanto o você se sobressai. Amo você. Mas o individual só vem mesmo depois do amor, que deve ser conjunto. Primeiro o sentimento a dois. Primeiro o amor. Amo você. O amor acima de tudo. O amor antes de tudo. Antes do individual. Mas o individual ainda é grande, maior que no tal “te amo”, onde se começa com o outro, diminuído num pronome obliquo e que deixa o amor para depois. Amo você. O pronome é reto. Direto. Importante. Enorme. A importância que se dá ao outro é total. E, ainda por cima: começa com o amor. E como é forte começar com o amor.
—  Liza Bolarg
Me perdoa se eu sou esse poço de medo e de insegurança e se tenho esse receio bobo de que tudo entre nós acabe em desilusão. Me perdoa se às vezes eu fujo mais do que deveria. Se me calo quando você se desespera em busca de respostas… mas é que eu também não sei responder às suas perguntas, tão complexas quanto a própria vida, e eu tenho tanto medo de admitir que não sei… porque você quer saber das minhas seguranças e dos meus sentimentos…. quer saber o que me faz me sentir bem e tranquila… e isso tudo para mim é um mistério. Não sei o que me alegra ao certo. Não sei o que me mantém segura. Não sei como não ter tanto medo. Tive medo a vida toda. E de tudo. Porque desde muito cedo me falaram que os filmes da Disney não são reais. E liam para mim aquela versão da história que o príncipe da rapunzel morre cego no meio da floresta enquanto procura seu amor e a mocinha simplesmente sofre. Estive me preparando para isso a vida toda. Estive me preparando para amenizar a dor e o sofrimento certos. Então, eu fujo. Eu deixo amores e pessoas de lado para não me machucar tanto. E choro sozinha por ter deixado todos de lado ninguém mais me querer por perto. Mas, se puder, por favor, entenda que logo eu volto… quando as coisas se acalmarem e o meu medo patológico se for. E se me esperar de novo e de novo, prometo que damos um jeito e vivemos juntos para sempre…. Mas para isso, tem que me aceitar assim, sendo o poço de insegurança que sou, com medo de cada fase e de cada briga… E se puder fazê-lo e se não for difícil, terei certeza que nosso encaixe é perfeito… pois conheço seus defeitos e nenhum deles me é assim tão mal… Que pra mim vale a pena… e para você?
—  Liza Bolarg

anonymous asked:

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Ooh!  Lemme try!  I’ll stare at…Pepito!