pelo alto

Eu jurei a mim mesma que não me deixaria envolver novamente com ninguém, que a palavra paixão seria banida da minha vida e do meu vocabulário, mas ai vem você, com esse sorriso, me chamando de amor e ainda diz que quer me fazer feliz, jura? me fazer feliz? porra cara, eu demorei tanto pra conseguir manter essa pose de eu-não-preciso-de-ninguém e você aparece e simplesmente quer destruir tudo isso e o pior é que quando você diz que me ama, quando você diz que não existe outra pessoa melhor pra você, por uma fração de segundo eu quase acredito, eu quase me permito te amar, eu quase te amo, mas ai minha parte machucada e danificada pelo amor fala mais alto e eu que sempre fui 100% coração dessa vez decido ouvir a razão e ela me diz com todas as letras que você cheira a problema e decepção.
—   Goodbye for love.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.
—  Augusto Cury.
Mas é que às vezes a vida se materializa em pedra para o nosso tropeço. Às vezes, também, erramos, e tudo o que fazemos é a nossa obrigação: arcar com as consequências. Mas o problema é que enquanto estamos vivos, não é de nosso costume estarmos aptos a presenciar e suportar algumas injustiças, e nestas circunstâncias, dificilmente podemos ter o direito de nos defender, então, mesmo despreparados, seguimos; levamos golpes e somos devastados de uma maneira que nem sequer merecíamos. Constantemente, é comum a vida pegar pesado assim, mas nunca estamos preparados em sermos surpreendidos pelo alto preço que pagamos por sermos mal compreendidos. A existência é uma caixinha de surpresas, e dela nem sempre sai o que esperávamos. Não há limites quando o assunto envolve acontecimentos, as coisas sempre poderão piorar, assim como da mesma forma, melhorar, e em parte, tudo isso depende de nós, e essencialmente das nossas escolhas.
—  Júnior Souza.

One Shot Harry Styles

  • Pedidos - faz um do Harry que a s/n quer transar, mas ele não tá afim, dai eles vão em um jantar de família, e brigam em frente à família (dele), harry pode fazer um greve de sexo, pode ter hot no final se vc quiser?! muito obrigada 😘
  • faz um do harry que a s/n joga vinho na camisa dele, em um jantar de família (eles são casados)? obrigada


A noite que (seu nome) estava esperando ansiosamente havia chegado, Harry já estava em casa e ela teria o que tanto desejou durante a longa e torturante semana.

Na semana que se passou, Harry esteve preso em reuniões de trabalho no país vizinho, (seu nome) não queria que ele fosse e também não pôde acompanhá-lo, mas não havia nada que ela poderia fazer para mudar isso.

Harry sabia que quando ficavam longe, os dois sentiam falta um do outro, principalmente (seu nome), então ele resolveu testá-la para ver até onde iria seu desejo por ele. Na verdade ele esperava que ela pegasse um avião e fosse ao seu encontro depois de todas as fotos provocantes que ele a enviou.

Não deu muito certo os planos que Harry tinha em mente, (seu nome) realmente ficou louca, queria fazer sexo por telefone, mas não foi atrás dele.

— Aonde você pensa que vai? — (seu nome) perguntou com um tom de voz um pouco alto, enquanto olhava Harry descer as escadas arrumado e não completamente nu como ele sempre fazia e ela adorava. Ela não podia pensar na possibilidade de ele estar de saída quando mal entrou em casa.

— Temos um jantar para ir… Acho que esqueci de te avisar. — ele sorriu de lado parando no último degrau da escada.

— Temos coisas mais importantes para fazer aqui. Não vamos sair. — ela o encarou como se quisesse cuspir uma bola de fogo em sua cara.

— Não podemos adiar esse jantar.

— Foda-se, Styles! — ela gesticulou com as mãos mostrando estar nervosa — Você esteve me provocando durante toda a semana e agora em vez de me jogar em qualquer canto e me foder, você está querendo ir a um jantar que eu nem ao menos sabia?

— Eu apenas esqueci de te avisar. — ele disse em sua defesa, mas não foi muito convincente.

— Claro, você estava ocupado demais mando fotos do seu pau para o meu celular. — (seu nome) respirou fundo tentando buscar a calma — Só vou nessa droga se no fim eu estiver sobre a mesa e seu pau dentro de mim.

Essa não era uma má ideia, Harry teve que se controlar para que uma ereção não crescesse dentro de sua apertada calça apenas imaginando a cena maravilhosa.

— Eu até poderia dizer que sim, você vai estar sobre a mesa com meu pau em você, mas não acho que seria uma boa ideia com minha família lá também. — ele deu de ombros.

— Porra, a sua família? — (seu nome) apertou os punhos — Dá para pelo menos darmos uma rapidinha aqui no sofá da sala?

— Não. Vá se vestir ou chegaremos atrasados.

Em passos pesados, (seu nome) caminhou até as escadas, passando pelo marido com uma carranca em seu rosto e ao receber um tapa em sua bunda, ela o xingou com todas as palavras feias que surgiram em sua mente.

[…]

O jantar estava acontecendo muito bem, Gemma falava sobre suas conquistas, Anne queria saber como estava o filho e Robin não pôde estar presente por causa do trabalho. (Seu nome) continuava com a mesma carranca de quando saiu de casa, claro que isso não passou e nunca passaria despercebido pela sogra e cunhada, elas se conheciam há anos e mesmo com a limitada convivência por morarem em cidades bem afastadas, elas ainda sabiam quando algo estava errado.

— O que esse cabeça de batata aprontou, (seu nome)? — Gemma perguntou alternando o olhar de (seu nome) para Harry.

— Não foi nada. — ela tentou mais uma vez dar um pequeno sorriso que escondesse sua raiva do marido, ela está tentando desde que chegou.

— É apenas TPM, Gemma. — Harry falou recebendo o olhar enfurecido da mulher.

— Você não sabe o que fala, Styles. — (seu nome) bebeu um gole do seu vinho tentando deixar as palavras dentro de sua boca.

— Sei exatamente o que eu falo. Você está assim porque não fodi você como esperava que eu fizesse quando cheguei. — Harry disse de forma natural encarnado a esposa que estava sentada do outro lado da mesa, a sua frente.

— Respeita sua mãe, seu idiota! — (seu nome) estava constrangida por ele estar dizendo essas coisas na frente de outras pessoas.

— Se você não quer que eu diga o motivo de seu descontentamento, apenas se esforce para fingir que está se agradando.

(Seu nome) abriu a boca para xingá-lo, mas em respeito a Anne, ela apenas a fechou novamente e jogou o líquido que ainda estava em sua taça, sobre o marido.

— Você é um bastardo! — ela largou a taça e jogou o guardanapo sobre a mesa — Eu estou indo pra casa, me desculpem. — (seu nome) disse se direcionando a Gemma e Anne, em seguida se despedindo de cada uma com um beijo em suas bochechas.

— Estaremos no hotel, amanhã nos falamos. — Gemma disse antes que a cunhada se afastasse da mesa.

(Seu nome) pegou o primeiro táxi que passou na sua frente, ela estava bastante irritada com Harry, ele estava a testado, ela tem quase certeza que ele estava vendo até onde ela aguentaria antes de enfiar um garfo no pescoço dele.

Ao chegar em casa, ela jogou a bolsa sobre o sofá e subiu as escada enquanto tirava os saltos e brincos, entrando no quarto os deixando sobre a poltrona que Harry amava se sentar para vê-la dormir completamente nua.

Não demorou muito para que a porta no andar de baixo batesse, (seu nome) estava tirando o vestido e sabia que se tratava de Harry, provavelmente veio atrás dela continuar a discussão que estavam tendo no restaurante.

— Você quer ser fodida, não é mesmo?! — Harry entrou no quarto como um furacão enquanto tirava sua camisa e logo após seus sapatos e sua calça.

— Eu quero que você vá se ferrar agora!

Apenas de cueca, Harry caminhou apressado até a esposa que estava de pé em frente a cama o dando visão de suas costas, e a empurrou fazendo com que caísse deitada de barriga para baixo na superfície macia.

— Você foi péssima hoje! — ele sentou-se sobre as pernas de (seu nome) deixando o peso sobre seus joelhos que estavam sobre a cama, um de cada lado.

— Sai Harry, eu… Ah! — (seu nome) gritou ao sentir sua bunda ser atingida pela grande mão do marido.

— Era isso que você queria, não era?! — mais um tapa alto ecoou pelo quarto e Harry se levantou virando a mulher como um saco de batatas — Eu vou te dar o que você queria, mas vai ser do meu jeito.

Harry pegou a gravata que ele deixou sobre a cama quando chegou de viagem mas cedo e amarrou na cabeceira da cama os dois pulsos de (seu nome) para impedir que ela o tocasse durante todo o membro. Sem demora, ele rasgou a calcinha de renda vermelha e encarou o corpo exposto somente para ele.

— Você gosta de uns bons tapas… — ele disse estimulando a mulher com dois de seus dedos — Já está até molhada para mim. — ele sorriu ladino.

— Harry… — (seu nome) tentou falar, mas saiu mais como um gemido.

— Cale a boca ou eu terei que amordaçar você. — ela mordeu o lábio inferior tentando manter-se em silêncio.

Harry deslizou sua outra mão pelo corpo da mulher dedilhando cada lugarzinho de suas coxas, barriga e seios sentindo cada vez mais seu membro precisar de espaço dentro da cueca. Ele tinha em mente que não faria aquilo ser sobre ela, seria sobre ele.

Parando seus dedos que ainda trabalhavam em estimular a mulher, ele se colocou de pé arrancando a própria cueca e deixando seu membro em fim livre. Abrindo as pernas de (seu nome), ele colocou seu corpo sobre o dela e aproximou a boca de seu ouvido.

— Eu vou te foder como você merece…

Após sussurrar de forma sensual e provocante, Harry guiou seu membro até a entrada de (seu nome) invadindo-a de uma só vez. As investidas que se seguiram foram fortes e fundas fazendo a mulher gemer alto revestida por uma onda de prazer, não se importando com vizinhos. Harry chegou ao ápice segundos depois de (seu nome).

— Não precisaríamos brigar se você tivesse feito isso desde o começo. — (seu nome) sussurrou, já tendo os pulsos livres. Ela estava deitada sobre o peito de Harry como eles sempre faziam depois de gastarem energia com sexo.

— Você é muito apressada… Faríamos sexo de qualquer maneira depois daquele jantar. Eu te desejo tanto quanto você me deseja.



Espero que tenham gostado… ❤

Vou tentar seguir o fluxo novamente com os novos pedidos 😃

Assim que os novos pedidos estiverem no cronograma, eu aviso.

- Tay

(S/N) corria contra o tempo. Ela estava atrasada… Muito atrasada.

A editora da revista para qual ela trabalhava iria dar um desfile importante nesta noite, faltavam apenas trinta minutos para começar e ela deveria ser uma das primeiras a chegar ao evento.

Entrou em seu carro e tirou o par de salto alto vermelho que usava, deixando-os de lado para que sua direção fosse mais rápida e fácil. Ligou o automóvel, se apressando em colocar as mãos no volante e dar partida com o mesmo, dirigindo na mais rápida velocidade permitida pela região de radares atentos.

Depois de quase cinco minutos de direção, seu carro começou a parar lentamente, sem o comando da garota. A mesma arregalou os olhos, repetindo palavrões cada vez mais altos. Isso não podia estar acontecendo…

Mas aconteceu.

Seu carro parou no meio da rua escura e vazia, onde somente ela habitava. A menina bateu as mãos no volante, xingando de todos os nomes que passaram pela sua cabeça. Estava completamente ferrada.

— Pelo menos eu sei que pior do que isso não pode ficar.

Ela saiu do carro, batendo a porta do automóvel com força. Um barulho foi feito e uma pequena peça da frontal se soltou, deixando (S/N) ainda mais irritada. Ela cruzou os braços, tentando pensar em uma solução para seu enorme problema.

Foi quando seus olhos encontraram o paraíso em forma de comércio. Uma mecânica. A poucos metros de distância dali, do outro lado da rua. Alguns letreiros vermelhos brilhavam com pouca força, enquanto outros nem acendiam de tão fracos.

Ela abriu o carro e pegou seu par de saltos, calçando-os de qualquer jeito. Arrumou a barra de seu curto vestido e ajeitou o casaco de pele que vestia por cima dos ombros. Se um marginal a visse daquele jeito, toda chique, no meio de uma rua pobretona, ela com certeza iria ser assaltada.

Caminhou rapidamente em direção da mecânica, vendo o quanto simples o local para ser. Enxergando a entrada, colocou um pé dentro do estabelecimento, entrando por completo. Não pode deixar de reparar ao redor…

Era um lugar bem pequeno e parecia ser desconfortável. A menina conseguiu contar no máximo quatro carros ali, três estacionados no canto da mecânica e uma picape no meio do local.

Ela revirou os olhos, estressada ao não perceber nenhuma movimentação dentro do lugar. Logo, se animou, percebendo que havia uma pessoa embaixo da picape vermelha, já que algumas peças faziam barulhos irritantes.

(S/N) colocou a mão sobre a boca, fazendo um barulho baixo, na tentativa de chamar a atenção da pessoa que se encontrava ali em baixo. Mas nada…

— Com licença? — ela disse, um pouco mais alto. Novamente, nada. — Hello?! — ela bateu a mão direita no capô da picape, fazendo um barulho extremamente alto ecoar pelo local.

A pessoa logo percebeu que havia alguém no lugar, por isso, empurrou seu próprio corpo para frente, saindo de baixo da picape sustentado por um skate velho. O homem se levantou, ficando frente a frente de (S/N).

Ao vê-lo, a menina perdeu o fôlego.

Era um garoto jovem, no máximo dois anos mais velho que a menina. Seu cabelo era curto, envolvido por um lenço azul, bagunçando os fios. Ele tinha olhos esmeraldas e lábios bem avermelhados. Seu rosto era completamente angelical…

O corpo dele era bem forte, e ele exibia os grandes músculos e as diversas tatuagens sem vergonha alguma. Usava uma regata branca e uma calça jeans escura, completando com um par de sapatos velhos.

Ele estava completamente sujo de graxa, segurando um paninho ainda mais imundo.

— Posso te ajudar, moça?

(S/N) acordou de seus pensamentos profundos, percebendo que o garoto a encarava de uma forma curiosa. Ela tossiu baixo e manteve sua postura ereta, autoritária diante do desleixado rapaz em sua frente.

— Você trabalha aqui?

— É o que parece, né? — ele sorriu, fazendo o corpo da menina se arrepiar por inteiro. Ela arrumou seu casaco.

— Então pode me ajudar…. Eu estava indo para um evento importante da revista onde trabalho e meu carro parou de funcionar no meio da rua. Ele está parado na rua de trás… Preciso que me ajude.

O menino pensou bem, analisando a menina com os olhos famintos. Passou o olhar esmeralda por todo o corpo dela, mordendo o lábio inferior com um sorriso sacana.

— Eu ajudo sim.

(S/N) se sentiu completamente desconfortável sendo observada daquela maneira pelo imundo rapaz. Respirou profundamente e não se deixou abalar por ele.

— Ótimo. Então pare de me encarar igual a maníaco e vá cuidar do meu carro.

— Vamos lá, moça.

Ele deu risada, passando ao lado dela sem antes esbarrar propositalmente no braço direito da menina, deixando uma fraca marca de graxa. A menina arregalou os olhos e passou a mão em seu ombro, tirando a marca rapidamente. Virou-se e seguiu o garoto, que já havia saído pela porta da mecânica.

Eles foram até onde o carro dela estava. A menina observou atentamente enquanto o rapaz analisada o carro dela, se abaixando diversas vezes para ver a parte de baixo do automóvel. Ele se levantou e se virou para ela.

— Me empresta a chave do carro? Preciso ver por dentro também.

A menina franziu suas sobrancelhas, dirigindo o olhar diretamente para as mãos sujas do rapaz. Ela apontou com nojo para as mãos dele, fazendo revirar os olhos. Ele bateu as mãos em sua calça, limpando bem pouco o excesso de sujeira.

— Sou um mecânico. Meu trabalho não é ficar limpo.

— Para pegar a chave do meu carro você precisa manter a higiene, é claro.

— Se deseja assim… Procure outra pessoa para arrumar seu carro. Bom evento pra você, moça.

O rapaz passou reto pela menina, e antes que ele pudesse ir longe demais, (S/N) pensou melhor e voltou com o pé atrás em sua antiga decisão.

— Espere! — ele se virou para ela, que engoliu em seco antes de se defender. — Como eu preciso muito chegar logo a esse evento, vou deixar passar dessa vez.

Ela jogou a chave em direção do moço, que pegou com agilidade a chave. Ele sorriu e voltou em direção do carro, abrindo o mesmo e entrando para poder ver melhor o estado do automóvel.

Enquanto ele analisava, (S/N) cruzou os braços, batendo o pé de forma impaciente a espera do menino. Logo ele saiu do carro, fechando a porta com cuidado.

— E então…? Descobriu o que é?

— Uma peça de dentro quebrou e eu acredito que tenho essa peça dentro da mecânica… — (S/N) não deixou o homem terminar de explicar e logo se animou.

— Ótimo! Então faça isso logo para que eu possa… — ele a interrompeu.

— Vai se acalmando aí, moça. — (S/N) ficou confusa. — Pra eu trocar a peça pode demorar horas, e eu acredito que não chegará a esse evento a tempo.

A menina abaixou a cabeça, se lamentando por isso. Bufou de raiva e olhou para o rapaz.

— Tudo bem. Eu desisto. Deixe esse evento idiota para lá. Eu nem queria ir mesmo.

Ela cruzou os braços, revirando os olhos. O garoto sentiu uma pequena dó da moça triste, em sua frente.

— Não vai te ajudar muito, mas eu posso trocar a peça agora. Você vai perder a festa, mas pelo menos vai direto pra sua casa descansar.

(S/N) levantou o olhar, encarando o garoto e percebendo que ele realmente queria ajuda-la. Se doeu por ser tão má educada com ele e pôde relaxar os ombros.

— Me desculpe por ser tão idiota com você… Eu só estou tendo um péssimo dia e me arrependo um milhão de vezes por ter acordado essa manhã. Queria que esse dia nunca tivesse acontecido…

— Aconteceu algo que eu posso te ajudar?

— Calma aí também, né. Não ache que vou te dar a liberdade de se dirigir assim a minha pessoa… A única coisa que pode fazer para me ajudar é trocar essa maldita peça e me deixar ir embora logo.

O mecânico deu risada, passando as mãos pelos braços.

— Vamos lá pra dentro da mecânica pegar a peça. Aqui fora está frio e eu iria odiar se uma mocinha fresca como você pegasse uma gripe por minha causa.

Ele começou a caminhar em direção da mecânica, passando em frente da garota. Ela se virou para ele e se sentiu ofendida, seguindo-o em direção do lugar enquanto tentava se defender.

Os dois entraram no estabelecimento, indo até a parte onde era armazenada as peças substitutas para que pudessem usar nos carros dos clientes. (S/N) observou aquela multidão de peças com um certo brilho no olhar.

— Surpresa, moça? — ela encarou o menino.

— Pare de me chamar assim! Eu tenho um nome.

— Como eu vou saber seu nome se ainda não me disse? — ele se abaixou atrás do caixa da mecânica, pegando alguns objetos.

— Me chamo (S/N). — ele se levantou, assentindo. — Agora também quero que me diga seu nome.

— Sou Harry. — ele saiu de trás do caixa e foi até uma mesa redonda, começando a organizar os objetos do qual precisava.

(S/N) caminhou em direção da picape que ele estava cuidando antes, passando a mão delicadamente pelo capô do carro. Ela sorriu ao se lembrar de quando seu pai tinha uma picape vermelha igual a essa.

— Você não possui muitos clientes, não é? — apoiou seu quadril no carro, cruzando os braços enquanto encarava um Harry de costas para ela, concentrado nos materiais que iria usar no concerto do carro.

— É claro que não. Infelizmente a mecânica tá num lugar muito afastado da grande cidade, isso nos impede de ter clientes o suficiente.

Ele se virou para a menina, caminhando em direção dela.

— Por que está tão curiosa em saber disso?

— Só estava me lembrando… Meu pai tinha uma mecânica bem perto daqui. Eu passei minha infância brincando dentro dos carros que ficavam para ele concertar. — ela sorriu bobamente ao se lembrar.

— Acho melhor você já ir embora… Eu consigo devolver seu carro até amanhã. Levo ele até sua casa. Tudo bem?

— Está me expulsando daqui, Harry? — ela cruzou os braços. — Como vou embora?

— Eu já vou sair de meu expediente e fechar a mecânica… Te dou carona até sua casa.

Ela deu de ombros, assentindo. Harry tirou o lenço de sua cabeça, deixando-o pendurado em qualquer lugar da mecânica. (S/N) observava cuidadosamente enquanto ele molhava um pano e passava pelos lugares mais sujos do seu corpo.

— O que faz quando chega em casa? — ela perguntou, sem um motivo claro.

Harry deu risada, molhando o pano cada vez mais. Ele não parou de limpar enquanto olhava para ela e a respondia.

— Tomo um banho, como algo esquentado e me jogo na cama. Amanhã tenho que estar aqui antes dos galos cantarem.

— Você ganha bem para trabalhar aqui?

— Não muito… Mas essa loja é de um amigo meu e é a única coisa que sei fazer… Não me daria bem em outro lugar, acredite.

— Você poderia tentar… É jovem e bonito demais para estar aqui.

Harry encarou a menina, franzindo a testa, escondendo um sorriso debochado do rosto. Ela percebeu que havia falado besteira e tentou se corrigir.

— O que quero dizer é que não deveria passar o resto da vida aqui, sofrendo por nada, sem ter direito a um salário bom.

— E você? O que entende de um salário bom?

— Meu trabalho é perfeito. Trabalho somente seis horas por dia, em um lugar perto de casa, totalmente acessível, recebo um ótimo salário e ainda por cima tenho ótimos contatos e amizades.

Ele sorriu, assentindo. Terminou de se limpar, jogando o pano dentro da pia do lugar. Se virou para (S/N) e sorriu fracamente.

— Se importa se eu só trocar de camiseta antes de irmos?

— Claro que não. Fique à vontade.

Os dois lados do rosto da menina se ruborizaram quando Harry simplesmente tirou a camiseta que usava em sua frente, jogando a peça de roupa dentro da pia. (S/N) arregalou os olhos ao ver o corpo musculoso e tatuado do garoto. Ela achou que ele pelo menos iria ao banheiro.

Se virou de costas, completamente desconfortável com aquela situação. Antes de colocar outra camiseta, Harry percebeu a reação da menina e soltou uma risada alta, caminhando na direção dela.

— Se virou para não me ver?

A menina revirou os olhos, tentando manter a calma diante daquela situação. Ela percebia que Harry estava bem próximo dela. Virou seu rosto lentamente e o encarou por cima de seu ombro, vendo que ele se encontrava atrás dela.

— Não era necessário tirar sua camiseta na minha frente. Não sou obrigada a ver algo do tipo.

— Vai me dizer que não queria ver meu corpo?

Ela arregalou os olhos, virando-se rapidamente de frente para ele. Se abalou ligeiramente quando o percebeu a dois centímetros de distância dela, mas logo respirou profundamente e ferveu.

— Pare de ser convencido! Não é nada demais. Já vi coisas melhores, lhe garanto! — Harry sorriu fracamente, observando a forma como a menina tentava se distanciar dele, mas não conseguia, já que estava cercada pela picape e pelo garoto. — Me diga logo o preço dessa maldita peça para podermos ir embora.

O garoto deitou a cabeça para o lado, analisando várias possibilidades que tinha em mãos naquele momento. Mordeu o próprio lábio, sorrindo de forma sedutora. (S/N) não pode deixar de se sentir intimidada.

— Vai sair bem em conta, te garanto.

Sem que a menina pudesse pensar ou protestar, Harry envolveu seu braço ao redor da cintura dela, a puxando para mais perto dele, colando os corpos. (S/N) arregalou os olhos, deixando as mãos espalmadas no peitoral dele, surpresa com a atitude do mecânico.

— O que pensa que está…? — ela foi interrompida quando Harry colou seus lábios nos dela.

A menina tentou se manter firme, mas logo se derreteu pelo beijo impactante de Harry, envolvendo os braços ao redor do pescoço do garoto, retribuindo o gesto. Ele envolveu as mãos ao redor do quadril dela, beijando-a com vontade. Era um beijo urgente, desesperado.

Logo Harry separou os lábios, deixando uma mordidinha no lábio inferior de (S/N), que arfou com o fim do beijo.

— Vamos acelerar as coisas por aqui.

O menino virou o corpo dela, deixando-a de costas para ele. A menina logo se curvou, debruçando-se sobre o capô da picape. Ela sorriu, já sabendo o que viria.

Harry abaixou sua calça jeans e sua cueca rapidamente, se aliviando ao perceber seu pênis ereto, completamente duro pela garota. Ele tirou uma camisinha de qualquer lugar dali e se protegeu.

Subiu a barra do vestido que ela usava, jogando a calcinha vermelha da menina para o lado. Não demorou muito para enfiar o membro com força dentro da vagina da menina.

(S/N) soltou um grito arrastado, seguindo por gemidinhos baixos a cada estocada lenta que Harry dava dentro dela. Ele agarrou as nádegas da menina com força, dando alguns tapinhas quando lhe dava vontade. Já era possível perceber marcas avermelhadas na bunda da garota.

Ela segurou em qualquer lugar que podia sob a picape, empinando a bunda para facilitar o trabalho de Harry em fodê-la com uma intensidade prazerosa. O menino agarrou a barra levantada do vestido dela, fazendo movimentos fáceis para frente e para trás.

Jogou a cabeça para trás, gemendo da forma mais rouca que (S/N) já havia ouvido antes. Deixando uma mão apoiada na nádega esquerda da menina, levou a outra mão até os fios de cabelo dela, envolvendo alguns fios ao redor de seu punho.

Puxou a cabeça da menina, fazendo-a esticar seu pescoço para trás. Entreabriu os lábios, gemendo cada vez mais alto, conforme Harry ia aumentando a força das estocadas dentro dela.

— Você gosta disso, sua safada, não gosta? — se debruçou sobre ela e sussurrou provocantemente no ouvido de (S/N), vendo-a sorrir maliciosamente.

— Seja um homem e me faça gozar logo.

Com uma rapidez extrema, (S/N) alcançou seu ápice, fazendo o líquido escorregar pelas pernas dela e pelo pênis de Harry. Rapidamente o garoto tirou seu membro de dentro da menina, segurando-o enquanto apontava em direção do cóccix dela.

Se masturbou em movimentos ágeis, fazendo seu gozo espirrar na bunda da menina e na direção apontada. (S/N) sorriu maliciosamente ao ouvir o gemido de Harry ainda mais rouco.

Os dois se acalmaram, respirando ofegantemente a cada segundo.

— É assim que cobra suas clientes? — (S/N) perguntou, num tom divertido enquanto arrumava seu vestido.

— Somente as mais especiais.

/Carol

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Amor propio

La última semana Dios ha estado trabajando conmigo en mi amor propio, él como nuestro Padre desea que nos amemos tal y como él nos creó, porque delante de sus ojos somos perfectos y amados.

Somos hijos e hijas de un Rey y muchas veces el enemigo va a querer traernos abajo haciéndonos sentir que somos feos, muy gordos, muy flacos, muy altos, pelo feo, etc. Pero eso es mentira, somos hechos a imagen y semejanza de Dios, el ser más perfecto y bello del universo ✨

Ámate, que ya Dios te ama como nadie nunca lo ha hecho en tu vida.

Imagine Louis Tomlinson

Pedido: “ Faz um que o filho recém nascido deles ta mal no hospital e o Louis não se importa. Final feliz.”. - Anônimo.

*****


Quando eu comecei a sentir dores fortes, corri para o hospital. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que aquilo não era normal. Meu marido estava em uma viagem de trabalho, então minha irmã foi comigo. 

Eu estava no meu sétimo mês de gestação, e era uma gestação de risco. Eu tinha que ficar em repouso, não podia fazer muitos esforços. E eu tinha plena consciência disso, e sempre segui as orientações do médico. Foi uma gestação tranquila. Mas, de repente, eu sinto essas dores horríveis. Eu estava com medo do que poderia acontecer. 

Ao chegar no hospital, o médico me examinou e disse que meu filho iria nascer naquele momento, prematuro. E, devido a todos os problemas que eu tive, as chances dele sobreviver são de 50%. 

Minha irmã tentava falar com o Louis, mas ele não atendia e nem retornava. Eu estava desesperada, com medo, apavorada. O que poderia acontecer com o meu filho? E se ele não sobrevivesse?

Depois do parto, meu filho foi direto para a UTI e eu fui para o quarto. Eu não podia ver o meu filho, não podia o segurar nos meus braços. Aquilo me matava por dentro. E o pior de tudo é que Louis não estava aqui comigo. 

Passado alguns dias, meu filho continuava no hospital, mas já tinha passado da UTI para a CTI, o que me trouxe um grande alívio. 

Louis já tinha voltado mas estava completamente aleatório quanto ao que estava acontecendo com o nosso filho. Eu não sabia o que estava acontecendo com ele, mas estava acabando comigo.Ele não se importava, estava completamente frio e distante. Ele não estava se importando com o seu próprio filho. Mas eu cansei disso. Eu vou dar um jeito nisso. 

A porta da sala se abre e ele entra. Não diz um única palavra, tira sua gravata e senta no sofá. Como se eu não estivesse ali.

- Até quando você vai continuar assim?

- Assim como? - ainda não me olhou.

- Desse jeito! - apontei para ele. - Indiferente, alheio a tudo que está acontecendo, como se não se importasse. - suspirei. - É o seu filho que está no hospital,e você age como se fosse um completo estranho. 

Eu disse e ele permaneceu quieto, o que me deixou irada.

- Eu não aguento mais isso. - exclame exaltada. - Você não estava aqui quando ele nasceu, não foi um unica vez no hospital vê-lo, e nem sequer perguntou se ele está bem, se está vivo ou morto. - ele apenas me encarava. - Eu não sei o que está acontecendo com você. Você não era assim. - sequei uma lágrima.

- S/N… - ele se endireitou no sofá. - Eu… Eu… - suspirou. - Eu tô com a cabeça cheia, tá acontecendo de tudo na empresa, depois da viagem ficou pior. Eu estou aéreo. Me desculpe. Eu juro que não fiz por mal. 

- Isso não é justificativa. Tudo bem que você tem problemas no trabalho, ok. Eu também tenho. Mas você não está só alheio, você não se importou. Não se importou com o seu próprio filho. Você tem noção de como eu estou com tudo isso? - ele apenas abaixou a cabeça. 

- Eu sei, me desculpe. Eu fui um idiota. Eu juro que vou melhorar, me perdoa. 

- Eu realmente espero que você melhore. - eu o encarava firme. - Boa noite, Louis. 

***


Acordei cedo, antes mesmo do despertador tocar. A cama ao meu lado estava vazia, o que me fez suspirar alto. Pelo visto não adiantou nada o que conversamos ontem. 

Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa quentinha e desci para comer alguma coisa.

Senti cheiro de café, torradas e barulhos vindos da cozinha. Pelo visto Louis ainda está em casa. Entro na cozinha e, para minha surpresa, ele não está de terno e gravata como todos os dias. Fico o encarando por algum tempo. Por que ele mudou tanto em tão pouco tempo? O que aconteceu com ele? 

- Bom dia! - eu digo e então ele percebe minha presença. 

- Bom dia! - ele desliga o fogo e me olha com um sorriso nos lábios. Eu fico em silêncio e ele se aproxima de mim. - Você está cansada, né? - disse acariciando meu rosto. - Esses olheiras não estava aqui antes! - ele sorri fraco. 

- Eu não tenho conseguido dormir direito. - dei de ombros. 

- Me perdoa. - ele soprou em meus lábios. - Por favor! - ele sussurrou. Ele se aproximou seu rosto do meu e selou meus lábios. Foi um toco suave, carinhoso. Mas logo nos afastei. 

- Eu tenho que ir, não posso me atrasar. 

- Você vai no hospital? - assenti. - Posso ir com você? - o encarei surpresa.

- Pode. - ele sorriu. 

Depois de beliscar algumas coisinhas que ele tinha preparado, fomos nós dois juntos para o hospital. 

Quando chegamos lá, e depois de estarmos devidamente limpos e arrumados, fomos para onde nosso filho estava. 

Ele estava dentro da encubadora, e dormia tranquilamente. Sorri ao ver que a cada dia ele está melhor. 

- Ele é tão lindo! - Louis falou baixo. 

- É! - sorri boba. - Ele é um príncipe. Esta melhor a cada dia! Logo logo ele sai daqui! - Louis me encarou. 

- Me perdoa. - seus olhos estavam cheios d’água. - Eu nunca mais abandono vocês dois. Nunca. - beijou meu ombro. - Eu te amo. - disse no meu ouvido. 

Ali eu percebi que sua ficha tinha caído e que ele realmente iria mudar. Agora seremos uma família. 


[…]

Pedido: Quero um hot cm o Niall q ela é cantora e ele vai visitar ela em turnê e leva alguns amigos e os primos dele, eles vão a uma festa mas os dois saem mais cedo pra ter a noite quente deles e no outro dia eles acordam tarde pq tiveram uma noite bem longa e os primos dele ficam cm um olhar malicioso e falam q o pai dele ligou um monte de vez pq ele não atendia o celular ele tava preocupado mas eles contaram q ele tava ocupado cm ela - Anônimo

Obrigada por ter feito o pedido.💜

***

Imagine Niall Horan:

Hoje eu iria visitar S/n em sua turnê, já faz um mês que ela entrou em turnê e eu irei visitá-la em New York. Convidei alguns amigos e alguns primos porque depois de vários shows ela com certeza irá querer curtir um pouco e não poderíamos ir sozinhos.
Após o avião chegar em seu destino, descemos todos e fomos pegar nossas malas e chamar um táxi para nos levar até o hotel. Estou junto a Josh, Jake, Michael, Matt e James, todos entramos no táxi e eu entreguei o destino ao taxista.

Ao chegar no enorme hotel, pude notar uma grande multidão na porta, garotas e garotos berravam o nome de minha namorada e eu apenas sorri feliz ao pensar o quão animada ela deveria estar por fazer seu primeiro show em New York. Entramos com a ajuda dos seguranças e eu consegui pegar um ursinho que uma fã jogou e pediu que eu entregasse para S/n. Indicamos o número do quarto, na verdade dos quartos já que meus primos iriam ficar em um quarto separado para nós dois termos privacidade, e seguimos o empregado que nos levaria até os quartos.

Primeiro paramos no quarto de S/n, bati algumas vezes na porta e logo a mulher com um lindo sorriso abriu e pulou em meus braços.

-Meu Deus como eu senti sua falta!
Ela falava me apertando e eu apenas a envolvi com meus braços acariciando seus cabelos.

-Só faz um mês princesa.
Ri de leve e ela me olhou indignada.

-Um mês longe de você parece uma eternidade.
Comentou e eu sorri. Pior que um mês longe dela realmente pareceu uma eternidade.

-Oh, você trouxe seus primos.
Ela olhou atrás de mim e eu vi Josh, Jake, Michael, Matt e James acenarem.

-Eles vão ficar em um quarto separado, assim teremos privacidade.
Sorri malicioso e a mesma corou.

-Bom, vocês vão entrar?
Perguntou para os cinco parados atrás de mim.

-Não, vamos para o nosso quarto, aproveitem casal!
Matt respondeu e todos foram pegando suas coisas e indo para o outro quarto no fim do corredor.

-E então? O que pretende fazer?
S/n apoiou seu queixo em meu peito.

-Eu tenho muitos planos para essa semana…mas agora eu só quero mesmo é dormir um pouco antes de sairmos.
Respondi bocejando ao final da frase.

-Sair? Para onde vamos?
Perguntou curiosa e eu comecei a caminhar para dentro do quarto a levando junto e fechando a porta.

-Vamos festejar baby! É sua primeira vez em New York e eu não queria deixar passar em branco.
Falei sorrindo e me joguei na cama bem arrumada da suíte.

-Festejar? Você sabe que temos que ser responsáveis e…
Não deixei a mesma terminar de falar e a puxei para se deitar comigo.

-Você sabe que não vai conseguir resistir aos meus encantos e uma hora ou outra nós vamos sair, então apenas se deite comigo porque eu realmente preciso dormir.
Falei e ela apenas riu anasalado e deitou com sua cabeça em meu peito.

(…)

-Niall…

-Nialll.

-Niall!

-NIALL!
Abri os olhos assustado e encontrei um par de olhos castanhos a minha frente.

-Jake mas que…

-Shhh! Sério que você fala palavrão perto de sua namorada? S/n realmente merece coisa melhor.
Brincou cruzando os braços e me olhando com os olhos semicerrados.

-Cara porque você me acordou? E como você entrou? Imagina se estivéssemos em um momento íntimo.
Falei e ele sorriu malicioso.

-Então quer dizer que veio preparado hm?
Perguntou e eu bufei.

-Eu disse e se.
Me defendi e vi S/n se mexer na cama e resmungar algo.

-É hora de irmos na festa, lembra que o combinado foi de chegarmos lá às dez?
Perguntou e eu assenti pegando meu celular e vendo que já eram nove e meia da noite.

-Tudo bem, sai daqui que nós vamos nos arrumar e depois nos encontramos lá no saguão.
Falei e ele assentiu saindo do quarto.

Olhei para S/n e a mesma continuava dormindo, fiquei com dó de a acordar mas se não o fizesse ela me xingaria por não ter a acordado a tempo de ir na festa.

-Hey amor.
Balancei seu corpo.

-Baby?
Vi seus olhos abrirem aos poucos e logo ela bocejar e se virar me encarando.

-Sim?
Me olhou com sono.

-Já está na hora, estão nos esperando para ir pra festa.
Falei e ela assentiu se levantando preguiçosamente e indo para o banheiro.

Sabia que ela iria tomar banho então apenas vesti uma outra roupa já que já tinha tomado banho antes de vir. Ao ficar pronto vi S/n sair do banheiro com um toalha amarrada em volta de seu corpo e logo ela entrou no closet começando a se arrumar.

Assim que ela saiu estava deslumbrante e sexy, com uma calça jeans rasgada e bem apertada que delineava todas as suas curvas e uma camiseta regata com as mangas um pouco cavadas onde podia se ver seu sutiã preto rendado.

-Vamos?
Perguntou ajeitando seu cabelo e o deixando de um jeito selvagem. Ok, qualquer coisa que ela fizesse seria lindo para mim.

-Vamos!
Despertei de meu transe e peguei em sua mão para irmos ao encontro dos outros cinco.

(…)

Ao entrar na festa, uma música agitada ao qual reconheci ser Animals tocava enquanto pessoas dançavam loucamente. Fui até o bar e peguei duas bebidas para nós.

-Vamos dançar?
S/n perguntou alto pelo som que ecoava no local. Assenti e olhei uma última vez para trás vendo meus primos já acompanhados e muito bem enturmados no local.

S/n me puxou para a pista e eu sorri malicioso ao notar que tocava Good For You da Selena Gomez, tinha ótimas lembranças de pequenos shows particulares que S/n já deu para mim com essa música. S/n sorriu igualmente e começou a fazer movimentos sensuais a minha frente, minhas mãos passeavam pelo seu corpo enquanto a mesma rebolava em meu membro e me provocava com beijos deixados vez ou outra em meu pescoço.

-Good for you.
S/n cantarolou baixinho em meu ouvido e deixou uma mordida no lóbulo de minha orelha me provocando. Suspirei pesado e pude ouvir sua risadinha ao notar minha situação.

-Hmm, que tal voltarmos para o hotel?
Sugeri completamente hipnotizado pela mulher a minha frente.

-Mas já? Acabamos de começar…Oops quer dizer, chegar.
Sorriu maldosa e eu soltei um resmungo baixo. Sabia que ela estava fazendo isso só para me provocar.

Outra música mais agitada começou a tocar e ela me deu um selinho antes de se jogar na multidão e dançar junto a todos. Bufei irritado e voltei ao bar para pegar mais bebida.

-Ei! Cadê a S/n? Pensei que ela estivesse com você.
Michael se aproximou com um copo nas mãos e com o pescoço e rosto cheios de marcas de batom.

-Ela foi dançar.
Resmunguei e o mesmo começou a rir escandalosamente.

-Ela te deixou “na mão”?
Perguntou apontando para o volume em minhas calças.

-Saí daqui Michael!
O empurrei e ele saiu cambaleando para outro canto.

(…)

Depois de uns cinco copos de algo que não consegui nem se quer identificar, notei que o álcool já fazia um certo efeito em meu corpo. Olhei para a pista de dança e não resisti, lá estava ela dançando para mim. Me levantei com muito esforço e decidi que dessa vez ela não me escapava.

-Niall?
Me encarou confusa mas eu a puxei para um beijo desesperado.

-Hm ok, podemos voltar agora.
Falou piscando atônita e eu sorri com sua resposta.

Sem mais cerimônias, chamei o táxi e voltamos para o hotel. O desejo era tanto que nos agarramos ainda no elevador.

Ao chegar no quarto, peguei a chave em meu bolso ainda sem nos separar e abri a porta. Me impressionei quando a mesma me empurrou contra a porta e logo nos fez cair na cama com ela por cima, ela começou distribuindo beijos por todo meu pescoço logo tirando minha camiseta e fazendo o mesmo em meu abdômen. Ela sorriu e começou a rebolar devagar em cima de mim.

-Ooh…
Gemi assim que a mesma deixou um chupão em meu pescoço.

A ajudei com suas roupas e logo as mesmas se encontravam espalhadas pelo quarto. S/n tirou minha calça e minha cueca com pressa deixando que meu membro batesse em minha barriga. Estávamos suados e ofegantes.

-V-você pre…prefere ficar por cima?
Tentei perguntar entre ofêgos. S/n não me respondeu, apenas pegou em minhas mãos e as direcionou para seus seios, onde apertei por cima do sutiã.

O quarto estava extremamente quente e só era preenchido por nossas respirações pesadas e alguns estalos de beijos molhados.

-Hoje, eu estarei no comando.
Sussurrou em meu ouvido e desabotoou seu sutiã, logo o tirando e o jogando para longe.

-Hmm, acho que vou gostar disso.
Sorri malicioso e a mesma se abaixou um pouco ficando com o rosto bem perto do meu me dando a oportunidade de a beijar calorosamente.

Assim que S/n foi se levantando para me beijar, peguei na barra de sua calcinha e fui puxando a mesma para baixo recebendo uma mordida no lábio inferior.

S/n terminou de tirar a mesma e ela fez o mesmo caminho que as outras peças, peguei em uma camisinha e revesti meu membro com a mesma vendo S/n se ajeitar em meu colo.

-Vai mesmo ficar por cima?
A olhei confuso e ela assentiu.

S/n levantou levemente sua bunda e logo encaixou meu membro em sua entrada descendo lentamente.

Eu notei que não estava sendo muito fácil para a mesma já que era sua primeira vez por cima então resolvi a ajudar, coloquei minhas mãos em sua cintura e a ajudei a subir e descer conforme conseguia.

-I-isso é…melhor d-o que imagine-i!
Gemeu com os olhos fechados.

Deus que me perdoe mas ver aquela mulher em cima de mim, rebolando devagar, com o corpo todo suado, é com certeza a visão do paraíso.

Conforme ela ia se acostumando os movimentos ia acelerando e eu revirava os olhos cada vez que a mesma rebolava antes de subir novamente e descer fazendo a cama balançar.

-Ooh, você é tão boa nisso baby…
Gemi arrastado e senti sua unha arranhar meu abdômen.

Após alguns minutos, S/n já estava ficando cansada e eu sentia que estava chegando perto.

-Hmm só m-mais um…pouco!
Gemi e logo senti um formigamento e meu líquido preenchendo a camisinha. S/n gemeu manhosamente e caiu em meu peito completamente cansada.

-Foi a melhor foda que já fizemos.
Sussurrei e senti a mesma assentir.

-Mas não vai ser a última dessa noite.
Riu e eu arregalei os olhos.

-Pronto para o segundo round Horan?
Me encarou com seu melhor sorriso safado.

-Sempre estou amor.

(…)

Acordei e senti todo o meu abdômen, costas e pescoço ardendo como o inferno. S/n estava dormindo calmamente ao meu lado, o fino tecido do lençol branco cobria todo o seu corpo, mas assim que o abaixei um pouco pude notar marcas de chupões em sua pele. A noite passada foi a melhor de nossas vidas.

Levantei da cama, vesti minhas boxers e me assustei ao ouvir três batidas desesperadas na porta. Fui abrir.

-Hey cara! O que aconteceu com você ontem?
Matt me olhou aliviado. Mas parou e começou a encara meu corpo.

-Pelo visto nossas suspeitas estavam certas.
Sorriu malicioso e eu bufei.

-O que você veio fazer aqui?
Perguntei já ficando sem paciência.

-Calma, só vim te avisar que o almoço vai ser servido daqui à pouco.
Falou e eu o olhei confuso.

-Mas e o café?

-Foi servido a quatro horas atrás você dormiu bastante hein. Ou melhor, não deve ter dormido nada.
Sorriu novamente e eu o olhei em deboche.

-Ok, já vamos descer.
Falei e fechei a porta antes que o mesmo fizesse mais algum comentário idiota.

Voltei para o quarto e encontrei S/n acordada.

-Bom dia.
Sorri e me sentei ao lado da mesma que se espreguiçava ainda deitada.

-Bom dia para você que não está com uma enorme dor no corpo.
Falou e eu ri anasalado.

-Acredite, sua boca e suas unhas me fizeram um belo estrago.
Mostrei minhas marcas e ela cobriu o rosto corando.

-Agora você fica com vergonha?
Perguntei divertido e ela riu.

-Como consegue ser tão fofa de dia e de noite me levar ao paraíso?
Perguntei me aproximando de seu rosto ao qual ela envolveu com suas mãos.

-Quero que tenha sempre o melhor de mim.
Sorriu e me selou.

(…)

Assim que chegamos no salão onde era servido o almoço, já avistei os cinco idiotas nos esperando em uma mesa.

-Então Niall, como foi a fo…quer dizer festa?
Josh perguntou e S/n se encolheu.

-Parem de piadinhas.
Bufei e todos tentaram esconder seus sorrisos maliciosos.

-Seu pai ligou.
James falou e eu quase enguasguei.

-Ele deve ter ligado umas vinte vezes.
Jake concordou e eu me desesperei.

-E o que vocês disseram?

-Falamos que você estava…“ocupado” .
Michael respondeu e eu joguei um papelzinho neles que começaram a rir.

***

Espero que tenha gostado.😘

Sweet

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Capítulo 3 – Enfrentando o Problema.

Pov. Jimin

Não estava frio. E eu decidi que ia vestido feito um príncipe. Claro, era meu encontro com o meu primeiro amor. Escolhi aquela roupa, bonita e confortável, fiz questão de escovar os cabelos e até tentei passar um pouco de maquiagem. Minha mãe até tirou sarro, perguntando se eu ia debutar em algum grupo que ela não estava sabendo, fiquei com cara de bunda quando ela pensou que eu ia me encontrar com uma garota.

Nem falei, mas eu realmente fui dormir na casa do JungKook. Foi engraçado, a família dele estava chocada quando me viu, nunca fui tão abraçado e mimado. Não aconteceu nada de mais, apenas ficamos conversando até tarde, de mãos dadas. Revivemos algumas lembranças gostosas e por fim, dormimos abraçados. Claro que eu acordei antes, lavei a cara, porque tinha baba seca e não queria parecer um mendigo. JungKook acordava bonito, isso me deu uma puta raiva.

Voltei à realidade quando finalmente pisei na estação. Eu, euzinho, Park Jimin, estava indo a um encontro com Jeon JungKook. Porque eu estava vestido como príncipe e JungKook como um rei, o garoto podia se vestir com roupa rasgada e velha que ficaria lindo, impressionante. E que saúde… Abanei-me tentando afastar esses pensamentos.

- Oi Jimin – disse envergonhado – Você está bonito.

“Mais que bonito…”

Você já se olhou no espelho hoje JungKook? Pois é, isso sim é beleza. Eu sou um reles mortal que tem uma cara aceitável. Sorri tentando parecer normal, só parecer, porque por dentro estava surtando bem forte.

- Você também está – corei levemente.

“Eu quero muito te abraçar.”

Quase fiz aquelas respirações cachorrinho que as gravidas usam quando estão tendo bebê. Falei que o metrô estava ali e quase me joguei pra dentro daquele latão. JungKook me seguiu e ficamos em silêncio, até ele começar a falar que a mãe dele ficou feliz em me ver. Só notei que tinha feito merda quando o trem não tomou a linha amarela. Realmente, eu já tinha começado bem, pegando o trem errado. Eu me desculpei, não uma vez, pelo menos umas cinquenta, e ele ria toda vez que eu dizia. Chegamos ao parque uma hora atrasados, por culpa de quem? Parabéns pra mim; se for pra sair de casa sem fazer merda, não saio.

Só JungKook para adorar parques de diversões. Eu tinha pavor, isso sim. Aquilo era alto, os bancos desconfortáveis, as comidas eram meladas e pareciam propicias pra fazer qualquer um vomitar. Ele me arrastou…

Um negócio esquisito, que girava mais do que um maquina de lavar. Aquilo me deixou tão zonzo, pelo menos não era alto. E foi só eu dizer que meu querido primeiro amor resolveu ir à montanha russa. Minhas pernas tremiam tanto que achei que fosse cair ali mesmo.

- Você parece pálido, Jimin – JungKook sondou-me.

- Estou bem – menti – Montanha Russa é sempre tão… Alta.

- Você tem medo de altura?

- Não. – fingi… Eu me cagava mesmo – Parece legal.

E quando foi a nossa vez, qual lugar ele escolheu? Os primeiros. Parabéns fui trouxa mais uma vez na minha vida. Ele sorria tanto que eu não conseguia dizer não. Sentei ali quase rezando e olha que não sou uma pessoa religiosa. JungKook segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e dizendo que adorava esse tipo de brinquedo. E o que Park Jimin fazia? Sorria feito uma anta, porque estava morto de medo. Aquele negócio deu um tranco e começou a subir, e eu comecei a querer criar asas e sair voando dali. Era alto, muito alto, e quando parou lá em cima pra dar a primeira caída, eu queria chorar… E eu chorei, porque sou burro. Caiu e eu fechei meus olhos, gritando que amava minha mãe, que se eu morresse minha vida tinha sido uma merda porque não fiz nada que queria. Quando finalmente parou, eu estava só o pó. Meu cabelo era uma bagunça horrível, meus olhos estavam borrados e inchados, enquanto JungKook parecia perfeito, feliz e completamente bem.

- Quer comer alguma coisa? – perguntou contente e fiz que não com a cabeça. Se eu comesse e fosse a outro treco daquele, provavelmente vomitaria.

E ele comeu, não fiquei olhando, só de olhar me dava arrepios. Outro brinquedo mortal, e eu chorei pela segunda vez, então foi ali que cometi o erro. Minha barriga embrulhou todo o café da manhã, quase nem deu tempo de descer, quando saí da armadilha mortal vulgo brinquedo vomitei no chão. Sabe quando você espera que abra um buraco no chão pra se esconder? Pois é, rezei pra que isso acontecesse. Eu havia arruinado o nosso encontro, e agora olhava meu café da manhã perdido no chão daquele parque.

- Você podia ter me dito que tinha medo – JungKook dizia calmo. E ele agia perfeito, como sempre. Trouxe uma garrafa d’água e um paninho para que eu limpasse a boca, enquanto eu queria morrer. – Podemos ir aos brinquedos mais calmos.

- Eu estraguei tudo – disse quase chorando.

“Claro que não…”

- Foi divertido – deu de ombros – Você aceitou tudo isso por minha causa, e eu que devia ter pensado mais em você.

- Eu só queria que fosse perfeito – as lágrimas começavam a se acumular em meus olhos – Eu fui muito burro.

- Jimin… – JungKook chamou ainda calmo.

E ele não podia ter sido mais apaixonante. Puxou minha cabeça carinhosamente, fazendo com que eu deitasse e escondesse o rosto em seu ombro. Ficamos abraçados assim por um momento, até eu me lembrar de onde estávamos.

“Você é tão meigo, Park Jimin.”

Eu tinha arruinado o nosso primeiro encontro e ele dizia que eu era meigo. Esse garoto só podia ser um boneco programado pra me fazer sofrer e cair de amores. Depois de beber a água, entramos na parte de jogos, gastamos algumas fichas em fliperamas. Não foi menos divertido e eu podia ver isso no sorriso de JungKook. Demos muitas risadas, tiramos fotos juntos na cabine fotográfica. Depois de passar mal, a fome bateu e comi tudo quanto é doce, inclusive partilhamos o mesmo algodão doce.

Quando o sol estava se pondo, ele disse que tinha uma coisa pra me mostrar. Mesmo que fosse alto, eu tinha que aguentar, pegamos um lugar na roda gigante e a vista era linda. Dava pra ver a cidade toda e o vento batia levemente em nossos rostos, desmanchando nossos cabelos.

- Achei que fosse gostar mesmo sendo alto – falou tímido.

- É lindo mesmo – sorri pra ele.

Nossas mãos estavam juntas, e assim ficou todo o percurso. Eu estava torcendo para que ele finalmente dissesse que gostava de mim, e quando paramos lá no alto, meu coração saltava no peito.

“Eu realmente gosto de você… Como isso é possível?”

Eu também queria saber. Virei para olha-lo e lá estava JungKook, encarando-me. Minhas bochechas ficaram vermelhas e não consegui desviar. Aos poucos notei que ele estava próximo de mais…

“Apenas não desista, JungKook” – pensou. “Ele é tão bonito.”

Nossos lábios recostaram levemente e uma carga elétrica passou pelo meu corpo, me deixando arrepiado. Eu não conseguia desviar o olhar, e então JungKook aproximou-se moldando seus lábios nos meus, de modo tão carinhoso que quis chorar pela terceira vez no dia. Quando nos separamos, ambos estávamos vermelhos.

Não foi o que imaginei… Porém, foi tão perfeito quanto.

A vida era tão linda. Os passarinhos cantavam, o sol brilhava… Nada podia acabar com a minha felicidade. Eu andava pela rua, indo para a escola em plena manhã, saltitando e sorrindo para o nada. Cheguei a acenar para um senhor de idade que me mostrou o dedo, e nem por isso eu desfiz meu sorriso.

- Credo – Taehyung soltou assim que me viu – Você parece aquelas pessoas que sofreram lavagem cerebral.

“Deve ter dado umazinha com o Jeon” – pensou.

Claro, Taehyung conseguiu tirar minha paz matinal. Olhei bem para sua cara e quis mesmo soca-lo, até que, bem… Jeon JungKook veio andando pelo corredor, com seus habituais fones de ouvido e seu olhar perdido. Suspirei colocando meu queixo no ombro de Taehyung.

- Não vai babar em mim – ralhou.

“Como eu vou encarar o Jimin hoje?” – JungKook pensou. Que fofo, ele estava com vergonha, então sua mente pensou no nosso beijo e eu virei um tomate.

- O que diabos você está pensando no meu ombro? – Taehyung fez careta – Você é mesmo estranho, credo.

- Bom dia – JungKook disse com vergonha.

- Bom dia – Taehyung disse bravo – Você pode levar seu namorado daqui? Não aguento mais ele suspirando em mim.

Seria muito rude de minha parte contratar um assassino de aluguel para dar fim no Taehyung? Minha cara quase foi ao chão, e JungKook ficou tão vermelho que até as orelhas estavam da mesma cor. Ele quase correu pra dentro da sala, enquanto eu apertava as bochechas de Taehyung como punição. Caminhei para a sala e fui até meu primeiro amor, parando e respirando fundo.

- Desculpe por aquilo – disse sincero.

- Não foi sua culpa – respondeu sem me encarar.

“Será que Jimin contou aos outros sobre o nosso beijo? Ele disse que estamos namorando?”

- Eu realmente não contei a ninguém – sorri meio sem graça. Ele realmente não queria que as pessoas soubessem ou que eu tirasse conclusões. – Eu não acho aquilo, quero dizer, você sabe como Taehyung é ele não perde a chance de me tirar do sério.

- Tudo bem…

- Não parece tudo bem – abaixei a cabeça e ele desviou os olhos – Podemos conversar sobre isso depois?

- Pode ser – deu de ombros.

Fui para minha carteira me sentindo derrotado. Eu havia tido o primeiro encontro mais estranho, salvando o beijo, SIM, meu primeiro beijo com JungKook, e agora… Passei toda a manhã querendo esganar Taehyung. Quando chegou o horário de almoço, fui até JungKook e disse para irmos até o telhado conversar. Óbvio que o clima estava estranho e ficamos sentados em silêncio, diga algo seu idiota.

- Eu realmente sinto muito – falei triste – Não queria que as coisas entre nós estragassem assim.

- Por que ele disse aquilo? – perguntou.

- Porque ele é um idiota – bufei alto – Eu não contei nada pra ninguém, eu juro.

“Talvez não seja a coisa certa. Estamos indo muito rápido nisso.”

- Jimin… – JungKook chamou e fiquei com medo. Ele ia terminar comigo, e olha que nem tinha começado – Eu acho que devemos conversar. Isso tudo… O encontro e todo o resto acho que foi meio rápido. A gente pode acabar entendendo errado.

Viu só, a vida de Park Jimin nunca era boa o bastante, eu devia mesmo ter desconfiado. Fiquei ali sentado, com cara de nada, apenas levando um belo fora. Não respondi, nem me mexi, só fiquei ouvindo os pensamentos de JungKook enquanto ele dizia alguma coisa.

- Acho melhor nós descermos – falei rápido e ele encarou-me – Sabe, comer… Antes que o horário termine.

- Você está chateado comigo?

- O quê? – perguntei meio perdido. Forcei um sorriso – Não.

Nem esperei ele dizer nada, levantei e fiz o caminho até a cantina. A mesa estava uma bagunça, um falava por cima do outro, os pensamentos gritavam na minha cabeça e comecei a sentir uma dor incômoda. O clima entre JungKook e eu estava pesado, alguns notaram assim que sentamos, pois eu podia ouvir seus pensamentos, contudo ninguém fez qualquer comentário.

- Nós vamos ao fliperama mais tarde – Yoongi avisou – Vamos?

- Pode ser – falei meio sem animo – Depois da aula?

- Sim – empurrou uma caixinha de leite de banana – Pra você.

- Valeu…

- E você, Jeon? – Hoseok perguntou abraçando JungKook pelos ombros – Vai junto, certo?

- Vou ter que passar essa – ele respondeu meio sem graça – Desculpe.

- Se for pelo dinheiro, o Hyung paga pra você.

- Eu realmente não vou poder ir – suspirou – Desculpe.

Agora ele ia começar a me evitar. Que maravilha de vida. Desviei o olhar e disse que ia pra sala, nem olhei direito o caminho, nem sei como cheguei à sala sem bater a cara numa parede, sentei em meu lugar e fiquei viajando sozinho. As aulas passaram voando e eu não anotei nada, pra variar ia rodar em alguma matéria. Encontrei todos na entrada e o caminho até o fliperama foi recheado de risadas, nenhuma da minha parte.

- Você está muito quieto, Jimin – Taehyung falou.

“Será que ele e o Jeon brigaram tão feio assim?”

- Na verdade – virei para ele com um olhar bem afiado – Depois do seu comentário pela manhã, ele me deu um fora. Muito obrigado.

- Vocês se fazem de mais…

“Caramba, pra que tanto mel? Podiam ter aceitado a brincadeira.”

- Não vou discutir com você, Tae. Ou eu vou acabar chutando a sua cara.

Saí andando e parando ao lado de Hoseok que comia Yoongi com os olhos, o cutuquei com o cotovelo e ele entendeu a indireta. O lugar estava cheio, todos decidiram sair da aula e ir pra lá, os barulhos das máquinas junto das músicas pop no rádio. O pior foram os pensamentos, minha dor de cabeça estava me matando, nem consegui aproveitar nada. Usei isso como desculpa e disse que ia pra casa, ninguém questionou de verdade, porque bem, eu estava com a famosa cara de bunda.

Comprei um chocolate na loja de conveniência e peguei uma rota para casa, estava andando comendo meu doce e me deprimindo sozinho quando na minha frente, passaram nada menos que JungKook com Kim Hyuna. Eu quis muito ter um taco pra sair quebrando tudo, porém lembrei que violência gratuita não era meu forte e que bem provavelmente iria preso, minha mãe quebraria minha cara e a vergonha seria imensa. O que eu fiz? Segui os dois. Fiquei andando atrás dos postes e cercas, sondando tudo que eles faziam.

JungKook a levou embora, vi a placa da família Kim e então eles se despediram. Ele desceu a rua e minha raiva estava entalada na garganta, nem sei o que fiz, só sei que fui embora e cheguei chutando tudo. Minha mãe quase me quebrou a cara por quase derrubar a porcelana na estante, então dormi o resto do dia.

Claro que no dia seguinte eu estava um trapo…  Meus sonhos foram recheados com JungKook e Hyuna casando e tendo bebês que jogavam na minha cara que fiquei pra escanteio. O colégio foi um saco, fiquei sentado feito uma múmia na sala e quando o primeiro pensamento de JungKook me atingiu, eu explodi.

“Por que tinha que ser tão complicado?”

- AISH – gritei em plena sala. Todos ficaram em silêncio, incluindo o professor. – EU TE ODEIO.

No horário de almoço fui dar uma volta na sala dos professores, tive que explicar umas mil vezes que não havia problema nenhum em casa, muito menos na escola. Depois de perder meu tempo, desci e encontrei JungKook almoçando com um grupo que desconhecia. Os meninos ficaram falando várias coisas como “vira casaca”. Pra mim tanto fazia, antes eu queria que ele voltasse e agora eu o queria longe.

- Jimin – JungKook me chamou enquanto eu comprava suco – Nós podemos conversar?

- Não – fui seco.

- Por favor…

- Por que não conversa com sua nova amiga? – sorri sarcástico – Pelo que vi, você está adorando a companhia dela, levando-a até embora.

- Isso não é o que está pensando – ele se defendeu nervoso – Hyuna está sendo perseguida, eu só tentei ajudar.

- A única perseguidora é ela – revirei os olhos – Eu tenho que ir.

- Não faz isso – JungKook olhou-me com olhos pidões. Caramba, eu era fraco e não podia negar. Cruzei os braços e ele começou a falar – Eu sinto muito pelas coisas que disse, realmente… Foi estupido e eu não pensei em você.

- Que bom – fui sair e ele me segurou.

- É sério, Jimin. Olha… – olhou para os lados e não havia ninguém perto – Eu gosto muito de você, muito mesmo.

“Eu amo você, Jimin. Por favor, entenda!”

Tá, aquilo me derrubou. Meus olhos começaram a encher de lágrimas, JungKook arregalou os olhos pedindo mil desculpas. Eu chorei feito uma criança, corri para o banheiro me sentindo o maior perdedor do planeta, então senti alguém me segurando e me puxando. Era tão quentinho e confortável. Fiquei em seus braços chorando, até que ergui os olhos e JungKook me encarava preocupado.

“Quando você chora destrói meu coração.”

- JungKookie – chamei limpando os olhos.

- Não chora. Ok? – falou com a voz triste – Eu não gosto quando você chora.

- Desculpa…

- Eu não queria que as coisas ficassem estranhas entro nós. Eu juro! Mas… Aquele comentário do Taehyung me assustou.

- Eu sei – desviei os olhos.

- Podemos apenas voltar ao que éramos? – perguntou esperançoso – Eu não quero te perder.

Assenti meio sem saber o que falar. Seríamos amigos? Era isso? Voltamos para sala e entramos junto com o professor, que nos deu um olhar feio. As aulas passaram voando novamente, e dessa vez minha cabeça era inundada com pensamentos meigos de JungKook. Fora que, ele me encarava sem cerimonia e isso me deixava sem graça.

- Vamos pra casa juntos? – perguntou quando eu estava prestes a sair da sala – Por favor.

- Tudo bem – falei.

A maldita Hyuna nos parou no corredor, queria que JungKook fosse embora com ela, porque segundo a cobra, o stalker poderia sonda-la ou aborda-la. Meus nervos estavam com a corda toda, porque eu queria soca-la.

“Ele tem que cair nessa” – ela pensava. “Assim eu vou conseguir que ele tenha a síndrome da donzela.”

- Se você quiser ir, por mim tudo bem – disse derrotado – Eu vou indo. Até amanhã.

- Não – JungKook quase gritou – Eu vou com você. Desculpe.

Ele correu até mim, caminhando ao meu lado e saímos do prédio juntos. Será que se eu contasse pra ele que eu podia ouvir pensamentos, ele acreditaria? Valia a tentativa.

- Preciso te contar uma coisa – falei do nada.

“Ele vai me dar um fora?”

- Não é sobre… Nós – corei um pouco – É algo estranho que aconteceu comigo, embora eu ache que você não vai acreditar, porque é tão louco que nem eu acreditaria.

- Eu sempre vou acreditar em você, Jimin.

- Vai por mim – avisei e ele riu. – Pois bem, outro dia… Eu levei um raio na cabeça.

- O QUÊ? – arregalou os olhos – Você está bem?

- Na verdade, muito bem, obrigado – segurei a mão dele e fiz a cara mais séria possível – Depois disso, eu acordei em casa e desde então posso ouvir os pensamentos das pessoas.

“Será que o Jimin bateu a cabeça?” – E então ele riu. Riu enquanto mexia no cabelo, e minha cara não mudou, fiquei ali achando que talvez eu não devesse ter falado nada.

- Achei que era algo sério, Jimin.

- MAS É SÉRIO – gritei bravo – Pense em algo e eu vou te dizer.

“Que vontade de comer Tteokbokki”

- Você está com vontade de comer Tteokbokki – respondi.

- Quê? – soltou perdido.

“Como ele sabe?”

- Eu sei por que você está pensando nisso – revirei os olhos.

- Jimin… Isso não tem graça.

“Como ele pode ouvir o que estou pensando? Isso é brincadeira, não pode ser real.”

- Não é brincadeira – estava perdendo a paciência – É real. Já te disse, foi o raio.

- O que eu estou pensando agora?

“Eu queria beijar você agora.”

- Pervertido – corei forte – Você… – gaguejei – Quer me beijar agora.

JungKook corou, então parou até de respirar. Sua cara foi ficando branca e mais branca, até ele entrar em choque. Tive que chacoalha-lo e chamar umas quinhentas vezes. Tudo bem, amor, eu sei como é estranho uma pessoa ler pensamentos.

- Desde quando? – perguntou.

- Faz um tempo – dei de ombros – Quando a Hyuna se confessou, foi nesse dia.

- Você é tipo um X-men – brincou.

- Ah é – falei sarcástico – Se você soubesse como é ótimo ouvir pensamentos. Acho que os X-men devem ser bem felizes.

- Espera… – fez uma cara pensativa – Se você pode me ouvir, quer dizer…

- É… Eu sei de tudo.

“Ele sabe de tudo? Tudo mesmo? Todas as coisas que pensei sobre ele?”

- Sim – respondi sorrindo amarelo.

Foi meio engraçado, JungKook ficou andando e chutando o ar, seus pensamentos consistiam em palavras BEM feias. Achei melhor ficar na minha, porque né podia achar sobrando pra mim. Quando ele finalmente se acalmou, veio até mim, respirando bem fundo e me olhando nos olhos.

- Isso não é justo – foi tudo que disse.

Quê? Ele não achava justo? Era isso. Que culpa eu tinha? Não escolhi ouvir pensamento nenhuma, na verdade, quem me dera puder controlar esse negócio.

- Você pode me ouvir, e eu não sei o que você está pensando – JungKook fez um beicinho fofo.

- Ainda bem – dei risada – Já passo bastante vergonha sem ninguém ouvir minha cabeça.

- Jimin… Você chorou pelo que eu pensei?

Opa, momento chato. Olhei para o chão, ficando em silêncio. Sim, ele me amava e tinha pensado nisso, e ainda mais, ele tinha me dado um fora e isso acabou comigo. Parecia um drama de televisão, minha vida era quase uma comedia de humor negro, isso sim.

- Aquilo era verdade – disse sussurrado – Sabe, eu me sinto daquela forma.

ESPERA…  Ele estava se declarando? O QUE? Como assim? Fiquei olhando pra cara dele como se eu estivesse ficando louco, e só podia estar.

- Você pode me ouvir não é? – perguntou e assenti.

“Então ouça isso… Eu realmente sou apaixonado por você, Park Jimin.”

Meu queixo foi caindo e minha cara foi ficando estranha. Se ele estava apaixonado, estava perdendo o sentimento com aquela minha careta estranha. Fechei a boca e fiquei perplexo por uns minutos.

- Não se esqueça, não posso ouvir você – brincou.

- Ah… – corei. Ok, eu precisava responder – Eu também… – minha voz foi morrendo – Sou apaixonado por você.

“Você quer ser meu namorado?”

- O QUÊ? – berrei e ele começou a rir.

Nada engraçado, Jeon JungKook. Menor graça. Claro que ele ficou rindo da minha cara, enquanto eu tentava sondar se era mesmo brincadeira ou verdade. Cruzei os braços encarando ele, até que o ser notou e parou de rir na hora.

- É verdade… – respondeu.

- Você é confuso, sabia? – bufei – Primeiro fica com medo, depois me dá um fora, e agora vem todo meigo.

- Eu fiquei anos longe de você – JungKook disse com vergonha – Isso foi horrível, vai por mim. Então agora você está aqui e eu fico de besteira. Sei lá, só achei que não valia a pena ser covarde.

“Vai me responder?”

- Vou – olhei para o outro lado – Sim, eu quero.

 

Eu nem contei nada. Não suspirei, não dei um passo que não fosse normal. Não queria que a felicidade fosse tirada de mim como no outro dia. Mas é o ditado né… Felicidade de pobre dura pouco. Logo entrando na escola dei de cara com Hyuna, ela não parava de pensar merda e eu queria apenas calar os pensamentos daquela cobra.

- Você está com uma cara assassina olhando pra pobre garota – Yoongi chegou do nada e quase morri de susto – Bom dia.

- E aí – falei sem emoção.

“Será que eu devo conversar com Jimin sobre isso?”

- Apenas fale… Eu sei que quer me dizer alguma coisa – respondi.

- É aquela coisa do Hoseok…

“Eu acho que resolvi responder…”

- Então… – fiz um gesto com a mão para que ele continuasse.

- Ele é meio idiota – falou e concordei – Mas ele tem muitos pontos positivos.

- E ele te aguenta – arqueei uma sobrancelha – E adora seu humor, coisa que nunca vou entender.

- Obrigado por me chamar de insuportável – cuspiu as palavras – Também te amo, Jimin.

- Olha… Não é exatamente ISSO – revirei os olhos – Mas pense comigo, ele gosta de você nas piores coisas, então quer dizer que ele REALMENTE gosta de você. Entendeu?

“Faz certo sentido.”

- É… Talvez não seja tão ruim assim – Yoongi disse em voz alta – Valeu.

- De nada.

- Tente não matar a garota – brincou.

Fácil falar. Cada vez que eu olhava pra cara dela, sentia vontade de vomitar. Menina chata, credo. A sala de aula estava calma, coisa que eu estranhei até começar a pirar por ouvir o pensamento de alguém dizendo que era dia de prova. JungKook entrou na sala, todo bonito como sempre, porque aquela criatura não sabia o significado de feiura. Fiquei babando no MEU namorado – fiz uma dancinha mental.

Ela acenou pra mim sorrindo e quase caí da cadeira, mas só derrubei o caderno mesmo, idiota. O professor entrou e quis morrer, agora era a hora certa pra desmaiar e evitar a prova. O horário bateu e olhei a folha com as questões, parecia árabe pra mim.

Um ser abençoado pensava alto e eu podia ouvir as respostas da prova. Esperava que o mesmo ser fosse bem inteligente e que eu tirasse uma nota legal. Saí da sala quase chorando de tensão, alguém pegou minha mão e me deu um puxão, quase fui de cara ao chão. Braços rodearam minha cintura e senti o perfume, JungKook.

- Você foi bem na prova? – perguntou.

- Acho que sim – respondi meio zonzo. Poxa, ele estava me abraçando, não era justo. Durou pouco, o abraço se desfez.

- Quer ir comer algo mais tarde?

“Diz sim, por favor.”

- Eu posso te ouvir – mordi o lábio – Sim, podemos ir comer.

- Que bom – sorriu.

Lembrem-se sempre, alegria de pobre dura pouco. Eu tinha que limpar a sala novamente, avisei JungKook que sairia mais tarde e ele disse que esperaria na biblioteca. Estava eu, Park Jimin, limpando a sala quando alguém me empurrou contra uma carteira, soltei um palavrão já querendo virar e soltar outro, quando encarei Kim Hyuna.

- Oi pra você também – disse irritado.

- Vamos ter uma conversinha…

“Você vai sair do caminho, por bem ou por mal”.

- O que você quer? – continuei limpando o chão – Tenho mais o que fazer.

- JungKook me disse que não pode sair comigo – a garota estava puta da cara – E que você é o motivo. Jimin… Entende de uma vez, você não tem a menor chance.

- Tá – falei sem emoção.

“OLHA PRA MIM QUANDO FALO COM VOCÊ”

Fui virar para encara-la, porém seus pensamentos se fizeram altos de mais, ela segurou a vassoura da minha mão e eu puxei, ficamos num puxa-puxa ridículo, ela gritando comigo e eu fazendo cara feia. Parecia quase birra de criança, e como isso se resolveu? Hyuna tomou a vassoura da minha mão, contudo caímos no chão porque eu tinha sérios problemas com pés de cadeiras, com força ela bateu aquela merda na minha cabeça, e doeu.

 

Aquele velho bla-bla-bla. Eu acordei na enfermaria. JungKook estava sentado ao meu lado, todo apreensivo, ganhei um abraço gostoso e ainda soube que Hyuna tinha levado suspensão por ter me batido – mesmo que tenha jurado ser sem querer, ah tá.

Yoongi finalmente parou de ser idiota e deu uma chance para Hoseok. Era fofinho ver os dois discutindo como um casal. Taehyung sempre fazia ânsia de vomito, porque ele ficava de vela.

Ah, eu perdi meu poder depois que tomei a vassourada nas ideias. Isso foi um alivio, porque era muito ruim ter tanta gente na minha cabeça, se sozinho eu já ficava louco, imagine acompanhado.

Eu tive muitos e muitos encontros com JungKook. Assim como esse, que no momento estava adorável. Ele estava lindo, o cabelo caindo nos olhos enquanto ele olhava as flores de cerejeira caindo… Estávamos completamente apaixonados, nada havia mudado em meses. A aliança prata reluzia em meu dedo, assim como JungKook usava a sua. Não ouvir seus pensamentos não me impediu de tentar um relacionamento, na verdade aprendi que precisava ser sincero não só comigo, mas também com ele, só assim daríamos certo.

- ChimChim – chamou doce e quis derreter.

Parei ao seu lado, vendo o belo cenário de flores. Quando ficamos sozinhos naquele dia, não pude me impedir de roubar um beijinho, porque cara, era de JungKook que estávamos falando, o garoto era uma perdição. E foi assim que consegui ficar com meu primeiro amor, ouvindo-o de maneiras quase impossíveis, mas que nos fez muito felizes.

End.

¤ Pedido: Faz um do Harry que ele pega o diário dela e lê coisas de quando eles começaram a sair?

¤ Boa leitura :)

——–

  A casa estava em um completo silêncio e o tédio me consumia por inteiro fazendo com que as horas passassem de uma forma ridiculamente lenta.

  S/n havia saído para comprar alguns doces e falou para mim ficar já que ela não estava nem um pouco afim de correr de paparazzi pelo estacionamento. Porém faz mais de uma hora que ela saiu, o que me faz pensar que com certeza ela parou na casa de alguma amiga.

  Eu já não tenho mais nada para fazer, já chequei meus zilhões de e-mails, reli todas as mensagens com S/n e dei uma leve olhada no twitter. Simplesmente nada mais me interessa.

  Já cansado de toda a demora, subo para o quarto dos sonhos de minha namorada. O chamo assim pois seu teto é inteiramente pintado por uma galáxia que S/n mesma fez, e eu simplesmente adoro dormir aqui porque quando tudo está escuro as estrelas “acendem” fazendo-me imaginar milhares de coisas.

  Me jogo na enorme cama que até então estava arrumada por uma colcha na cor cinza que, propositalmente, combina com o teto.

  Meus olhos vagam pelo universo que costumo chamar de nosso e ao que descem, param na estante que se encontra ao lado da cama. Ali, reparo algo que não havia visto ainda, quer dizer, eu tinha visto apenas uma vez, mas S/n disse para mim não tocar pois era algo “confidencial”, claramente mostrando que era seu diário. Desde aquele dia eu estava louco para encontra-lo novamente, mas S/n sempre tomou muito cuidado, provavelmente esqueceu já que eu cheguei de surpresa hoje cedo.

  Me sento na beira da cama e fico encarando o caderno lilás com algumas estrelinhas, minhas mãos coçam de vontade de agarra-lo e assim fazem.

  - Desculpa S/n. - Sussurro já sentindo a consciência pesada.

  Abro o diário vendo que ele começa no dia 01/06/2012, ela provavelmente não escreve muito nele.

  No primeiro dia ela diz o quão feliz está por ter conseguido um emprego como estagiária na revista Vouge e que ia se esforçar ao máximo para se manter nele.

  Vou lendo tudo atentamente e sorrindo com algumas coisas que ela dizia sobre alguns famosos que ela tinha que falar na revista. É interessante saber que ela achava que “Niall Horan é o mais gato da One Direction.”

  Com certeza vou tocar no assunto mais tarde só pra ver sua reação.

  Chego no dia 23/04/2013 e meu coração gela um pouquinho pois, um dia antes nós tivemos nosso primeiro encontro. Meus olhos correm pelas linhas agora de uma forma mais atenta.

  “ Diário Querido,
 
  Ontem não tive tempo para dizer o quão empolgada e nervosa eu estava por sair com Harry Styles. A gente se conheceu faz pouco mais de três semanas e esse doido já quis marcar um encontro, eu recusei de começo e admito que quis me fazer de difícil, mas ele tem um charme maravilhoso e acabei aceitando…”

  Ri com aquilo, que bom saber que meu charme te seduz S/n.

  “…Ele me levou em um restaurante extremamente chique e isso me deixou bem desconfortável, eu não sou desse meio, se ele tivesse me levado para uma barraca de cachorro quente eu me sentiria bem melhor e mais a vontade para fazer meu pedido…”

  Sorrio novamente. Ela estava tão maravilhosa que nem notei seu nervosismo.

  “…mas até que Harry conseguiu me deixar mais confortável puxando assuntos sobre meu dia. Ele é realmente um fofo e ao contrário do que eu imaginei tem muito conteúdo e não só um rostinho bonito.

25/04/2013

   Diário Querido,

  Nesses dois dias eu e Harry estamos nos falando bastante, mas acho que devo estar me metendo em uma enrascada. Tenho medo de me apaixonar por aqueles olhos esmeraldas e o sorriso galanteador, não quero me machucar como me machuquei com Dylan. Sei que é errado compara-los, mas e se num futuro Harry me abandonar para ficar com a minha melhor amiga?
 
  Eu não quero mais sentir a dor de ser traída, mas também não posso passar o resto da vida sozinha. Eu liguei para minha mãe ontem e contei sobre ele, ela me disse que tenho que dar uma chance para mim mesma e embarcar nesse novo relacionamento, mas se ele tentasse algo que não deveria tomar uma atitude imediatamente.

01/06/2013

   Diário Querido,
 
Sobre não se apaixonar, eu falhei miserávelmente. Esse mês que fiquei longe de você foi porque fiquei mais perto de Harry. Ele tem sido uma pessoa incrível para mim, eu acabei contando a ele em um minuto de fraqueza sobre Dylan e ele vêm me ajudado a superar isso, eu não vejo mais as coisas como antes, agora elas parecem estar mais coloridas.

  Semana passada fui conhecer sua família, sua mãe me tratou tão bem que fez com que eu me sentisse em casa. Sua avó é adorável e disse que já me considera sua neta (esse comentário me fez ficar super envergonhada pois ela disse isso em voz alta na frente de todos!). Apenas Gemma, que é irmã dele, pareceu não gostar muito de mim, talvez seja impressão minha, mas ela não fez questão nenhuma de conversar comigo ou tentar uma aproximação.

27/06/2013

   Diário Querido,

  Harry me disse que deveríamos tentar algo mais sério, mas para mim parece cedo ainda então pedi para ele um tempo.

07/07/2013

   Diário Querido,
 
 
  Sei que pedi um tempo a ele, mas semana que vêm nós vamos para Phoenix para ele conhecer minha família. Contei a minha mãe sobre conhecer a mãe dele e ela disse que achava aquilo injusto com ela, mas sei que isso é ciúmes.

  Quando o convidei seu sorriso faltou rasgar o rosto, sei o quanto isso é importante para ele e isso me deixou feliz.

09/08/2013

  Diário Querido,

  Faz um bom tempo que não escrevo, então agora é a hora de lhe contar as novidades; Harry me pediu em namoro, oficialmente. Ele fez isso com a ajuda dos meninos da banda, aliás, Niall é realmente um gatinho. Harry sempre fica bravo quando faço brincadeiras com ele e isso é muito engraçado. Gemma também ajudou, nós estamos nos dando bem, não é como se fôssemos melhores amigas mas já é um grande passo.

  Anteontem nós tivemos nossa primeira vez e eu não sei direito como descrever, foi um momento bem mágico, sentir suas mãos em meu corpo e seus beijos em meu pescoço foi como estar no céu. Ele foi tão carinhoso comigo, sua forma atenciosa fez com que eu me derretesse mais ainda. No fim da noite ele me disse que pela primeira vez estava amando de forma intensa, mas não sei se ele disse isso para me agradar, mas parecia ser sincero e eu sei disso pois também estava sentindo o mesmo.

  Talvez eu esteja amando Harry Styles.”

  Minha respiração estava um pouco acelerada, ler todas aquelas coisas fez algo dentro de mim se abraçar de felicidade. Eu não havia chego nem na metade do diário, provavelmente ela escreveu mais coisas sobre nós.

  - Eu não acredito Harry Edward Styles! - A voz zangada falou assim que eu ia mudar de página.

  Lentamente meus olhos subiram para a figura da mulher brava no batente da porta.

  -E-eu, só… - De repente, de uma forma bem patética, as palavras sumiram da minha mente.
 
  Isso está sendo pior do que quando ela me pegou batendo uma enquanto gemia o nome dela.

  - Eu não acredito que você fez isso!  - Caminhou até mim retirante de forma bruta o diário da minha mão.

  - Desculpa, eu só…

  - Estava bisbilhotando algo particular. - Me interrompeu de forma magoada.

  Suspirei e me levantei ficando de frente com ela. S/n me encarava brava o que me fez sorrir. Era legal saber que ela já escrevia anos atrás e sobre como ela se sentia sobre nós dois, pois era algo sincero.

  - Me desculpa. - Falei mancinho para tentar acalma-la.

  Vai que ela resolve escrever sobre isso.

  Seu suspiro alto soou pelo quarto.

  - Eu falei para você não mexer nesse negócio. - Façou balançando o diário.

  -Eu só estava curioso, me desculpa. - Subi minha mão para fazer carinho em seu rosto mas ela afastou. - S/n…

  - Eu te pedi para não ler Harry, poxa, são coisas bobas. - Guardou o caderno na gaveta da estante.

  Ela estava bem chateada, mas sinceramente eu não entendo o porquê dela estar TÃO magoada, são coisas sobre nós.

  - Eu gostei de ler sobre nós e não acho que seja coisas bobas. - Ela me encarou como se não acreditasse nas minhas palavras.  - Ah S/n, qual é? Eu gostei! 

- Você está falando sério ou está fazendo isso para me agradar? - Perguntou desconfiada.

- Amor… -Falei rindo enquanto revirava os olhos. -…eu gostei de verdade! Eu adorei ver você falar sobre mim e você, além de você ter uma ótima escrita. - Reforcei vendo um sorriso contido surgir no cantinho de sua boca.

- Se você estiver mentindo… - Falou de forma ameaçadora.

- Eu juro. - Levantei minha mão mostrando meu dedo mindinho. - De dedinho. - Ela sorriu e levantou seu dedinho cruzando com o meu.

- Seu idiota! - “Xingou" se jogando em meus braços.

Ela com certeza vai escrever sobre isso.

O amor é bizarro. Digo isso com uma certeza plena, pois só o fato de você dizer a alguém que faria tudo por ela, é bizarro. O amor bizarro de verdade é aquele que você se sente bem, se sente leve, se sente como se fosse singular, quando na verdade, o mundo ao redor está caindo aos pedaços, pedaços quais você está pisando e cortando os pés, porém está anestesiada pelo amor. Tem seus altos e baixos, aquelas discussões que te fazem pensar em terminar de madrugada, mas nada que no outro dia, quando você acordar, não passe. Tem a saudade, tem o egoismo, o orgulho e até desperta um certo lado psicopata que te faz investigar as amigas das colegas da pessoa amada. É bizarro, bem bizarro, mas te faz um bem incomparável.
—  Nayara Viriato
a correria dos 20 não espera por ninguém

não desacelera quando um amigo muito querido necessita de um ombro para chorar e você precisa, desesperadamente, entregar aquele relatório para a aula do dia seguinte e não sabe sequer como começar. não aguarda você se resolver com todas as suas crises para que dê tempo suficiente de descansar a alma e o corpo para a segunda que está prestes a chegar mais uma vez. estão todos ocupados demais em suas próprias escaladas até o topo, com os olhos voltados para o alto, obcecados pelo sucesso; vivendo numa lógica cruel, cuja o que está ao redor não é importante, apenas o que está acima. então vivemos isolados do outro, cultivando as relações quando nos é conveniente, quando num final de semana qualquer não temos nada para fazer e entediados e temerosos a solidão buscamos desesperadamente em nossas agendas os nomes dos nosso amigos; amigos que há meses já não são os mesmos, e fingimos ter a mesma relação de quando os abraços eram diários e eles importavam, de fato, mais que a nós mesmos. a empatia foi sepultada brutalmente pelo egoísmo e interesse. nos tornamos podres e sozinhos. isolados em nossas escolhas. Como se tudo isso não fosse o bastante,ainda temos de lidar com a ansiedade, essa maldita impaciência que em meio a toda essa correria nos faz pensar que ainda é dia 15, e precisamos nos espremer o orçamento durante os próximos 15 dias para caber no mês. ter 20 é ser quase adulto, e ter várias obrigações implícitas que ninguém te diz que você as possui, mas apontam o dedo caso você haja como se não as tivesse. é cansativo, solitário e no fim do dia tudo o que queremos é uma pausa para nos arrepender e nos amaldiçoar por termos perdido o casamento do nosso melhor amigo ou esquecido a data de aniversário do nosso irmãozinho mais novo, que não entende essa vida de adulto cronometrada e baseada em números deprimentes que nos dão essa aura de legais, ocupados e bem resolvidos. ter 20 é saber qua vida não é boa e ser empurrado em um fluxo imparável de escolhas imaturas, mas que agora já não parece ter mais volta; porque voltar resultaria em perda de tempo, e tempo é uma artefato caro e raro no mundo de quem tem 20.

r-etalho

Pedido: Tá vc pode fazer um em q ela e o Liam namoram mas ela é muito tímida. tipo muito mesmo - Anônimo

Obrigada por ter feito o pedido.❤

***

Imagine Liam Payne:

-S/n…
Chamei minha namorada distribuindo beijos por seu pescoço e a mesma se encolheu em resposta.

-Liam… estamos no shopping…
Estávamos na praça de alimentação do shopping, eu havia a convidado para almoçar e ela aceitou.

-E daí? Não posso mais beijar minha namorada?
Perguntei me aproximando novamente e ela se afastou.

-Pode mas…sabe que tenho vergonha.
Falou e eu levantei meu olhar reparando suas bochechas rubras. Era adorável quando ela ficava com vergonha, mas sua timidez estava passando um pouco dos limites.

-Então iremos trabalhar juntos para que não tenha mais vergonha. Tudo bem?
A olhei terno e ela assentiu ainda vermelha.

Nos levantamos e eu entrelacei nossos dedos caminhando com ela pelo shopping, enquanto estávamos andando, reparei que um grupinho de garotas estava se aproximando, e notei serem fãs quando as mesmas nos pararam pedindo fotos.

-Vocês querem que eu tire a foto?
S/n perguntou para as meninas que a olharam confusa.

-Claro que não! Você vai sair na foto também, queremos uma foto com o casal mais fofo do fandom.
Uma delas falou fazendo S/n sorrir mas me olhar em pânico.

Eu assumi nosso namoro publicamente a mais ou menos três meses, e durante esse tempo só tiveram comentários fofos quanto ao nosso relacionamento, eu fiquei tão feliz que elas se deram bem com S/n. Mas S/n ainda não se acostumou muito com todas as garotas pedindo fotos ou falando de como ela é sortuda e o quanto eu pareço feliz ao seu lado.

-Vem amor, é só uma foto. Elas não mordem…talvez eu sim.
Brinquei e elas riram fazendo S/n rir também e se aproximar de mim.

Todas se jutanram e uma delas segurou a câmera tirando uma selfie.

-Vocês deveriam tirar mais fotos juntos! Preciso de uma tela de bloqueio nova.
Uma delas falou me fazendo rir e olhar para S/n.

-Se uma certa mocinha deixasse eu tirar as fotos vocês teriam milhares de telas de bloqueio.
Falei deixando um selinho nos lábios de minha namorada.

-Eu tenho meus motivos! Liam só quer tirar fotos em momentos inapropriados como quando acabamos de acordar e estamos com a cara toda amassada.
S/n se defendeu me surpreendendo por ter falado sem vergonha.

-Ai Liam você também não ajuda né?
A garota falou me fazendo arregalar os olhos.

-Então é assim? Vocês vão se juntar e acabar comigo?
Perguntei fazendo biquinho e recebendo um coral de “own” das meninas a nossa frente.

-Desculpe baby, sabe que eu te amo mas elas estão certas, você não facilita.
S/n falou mordendo meu biquinho.

-Bom…nós temos que ir, parabéns ao casal, vocês são super fofos! E aliás, S/n beije muito essa boca, por nós.
Ela falou me fazendo rir alto pelo comentário.

-Pode deixar.
S/n piscou o olho e as meninas se despediram indo embora.

(…)

-Gostei de você assim.
Falei quando estávamos no estacionamento perto do meu carro.

-Assim como?
Perguntou franzindo as sobrancelhas.

-Sabe…sem ser tímida. Não que eu não goste do seu jeito tímido, mas agora que conheci seu lado sem vergonha perto das pessoas, eu me apaixonei ainda mais.
Falei e entramos no carro.

-Lado sem vergonha? Acha que fui muito íntima com elas?
S/n perguntou ficando preocupada e o rubor de suas bochechas já estavam voltando.

-Não! Eu quis dizer que…gostei do jeito que as tratou, nunca tinha visto você falar com alguém sem ser eu ou sua família desse jeito sabe, tão…extrovertida e sem medo.
Comentei vendo-a sorri.

-Eu só…queria retribuir tudo o que elas fizeram por nós, afinal, elas sabiam do meu problema com essa coisa de você ser famoso e ter fãs apaixonadas por você, e ainda tem o meu problema da timidez que elas sempre respeitam, queria agradecer de alguma forma.
Falou e pude ver um brilho em seus olhos.

-Eu sei, e achei muito bonito da sua parte fazer isso.
Falei apoiando minha mão em sua coxa.

-Ok, agora vamos pra casa porque eu quero seguir um conselho que elas me deram.
Falou me fazendo ligar o carro e a olhar confuso.

-Que conselho?
Perguntei já saindo do estacionamento e indo em direção a nossa casa.

-Beijar muito essa boca!
Falou deixando um selinho rápido em meus lábios.

Não poderia ter escolhido uma namorada melhor. Mesmo com seus defeitos, para mim, ela é perfeita.

***

Espero que tenha gostado.😘

Hoje apareceu no meu trabalho uma menina de 6 ou 7 anos, não sei ao certo. Estava junto com os pais pra resolverem algum problema. Entretanto, cada vez que eu levantava ela me olhava com uma admiração terna, um brilho nos olhos, encantada pelos meus sapatos altos, ou pelo batom vermelho, ou pela minha forma de atender ao telefone, não sei ao certo, mas vi encanto naqueles olhos. E de repente ela me disse: “um dia vou ser adulta e bonita como você, usar sapato de salto e ter batom vermelho, e vou ser a mulher mais feliz do mundo”. Me encantei de volta, e lamentei por ela em meus pensamentos. Pobre menina, se soubesse o que a vida aguarda pra ela. Respondi de volta: “e um dia, eu vou ser igual a você, com esse sorriso inocente e essa esperança de que tudo vai mudar, e quero também esse seu cabelo preso em dois lados, pra ver se fico mais menina, e deixo de ser bicho.” Ela olhou e sorriu. Sorriu com sinceridade. Ela me entendeu, assim como eu entendo ela. Pobre menina.
—  Laiza Brunett
Sinto vontade de te precisar, mas também quero que me precise. Não quero estar indo atrás de você o tempo todo, também quero um pouco da sua perseguição. Lembra que eu te disse uma vez que pagamos um preço alto pelo amor e esperamos no mínimo receber o troco? É isso, então, vamos negociar o meu amor pela sua paixão?
—  Tickets of Cassie, falando de negócios.
De todos os caras que deitei, ele foi o mais interessante, ele se importava com meu prazer, ele queria que eu gritasse alto pelo quarto e se deliciava com meus gemidos, diferente dos outros, ele queria que eu gozasse, risse, suasse, queria ver meus olhos fechados depois da foda bem dada, o corpo trêmulo e a boca pedindo mais dele, eu queria ser só dele, mas ele queria apenas que eu me entregasse ali, naquele breve momento, ele não sabe dos meus sentimentos por ele e muito menos de que acordo mais cedo só para gravar o sol batendo nas constelações que ele tem nas costas, ele também não sabe que sorrio quando seus olhos abrem e me aconchega no seu abraço, ele diz que eu o complico quando peço carinho, mas eu me complico toda vez que ele sorri.
—  Anne Marie.​
Querido diário,
Hoje eu acordei tão “sei lá”… É bem esquisito isso, né? Numa hora você tá bem e na outra completamente o contrário. Mas hoje, acordei decidida… decidida em mudar isso. É hora de mudar! Hora de sorrir pelos cantos, de cantar alto minha música predileta e até mesmo dançar pela casa enquanto minha mãe está no serviço. É hora de ser diferente de todos, é hora de ser feliz! Chega de medo, chega de “e se”, chega de pensar no pior. Chega de tudo. Chega de nada. Hoje decidi sorrir para quem eu encontrar na rua, de pagar um lanche para um mendigo e ver um sorriso. Ah, o sorriso… Tem coisa mais linda que um sorriso? Sorrir é remédio, sorrir cura. Tá na hora de distribuir alegria para mim mesma e para o mundo. Hoje decidi não chorar. Sei que sou chorona e choro até em comerciais de adoção de animais, mas hoje decidi ser forte. Forte à ponto de ter coragem de sorrir e dizer oi para o menino que eu gosto. Hoje acordei decidida em mudar, e se hoje não der certo, tento amanhã de novo.
— 

Laísa Cardoso.