pedro moriyama

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Agora não se tem mais o indivíduo como medida. As escalas são outras, desproporcionais à experiência humana. Domínio do desmedido - o horror e o sublime do urbano. A questão aqui é estar à medida dos prédios, na proporção desses grandes espaços. Defrontar-se com o descomunal, um horizonte urbano para o qual não se tem parâmetros. Um confronto com algo que vai ser sempre infinitamente maior. Impossível desconhecer a distância que separa as coisas, tentar obliterar as inalcançáveis dimensões do que nos cerca. Impõe-se trabalhar com grandezas que não podemos mais dar conta. Situação oposta ao ambiente controlado dos museus: a arte é colocada em estado de precariedade e risco.“ Nelson Brissac