paulista 900

Um por todos e TODOS pela Cásper.

Não tem título que expresse melhor o sentimento de hoje.

Terça assassinaram um garoto. Não só um garoto, mas um casperiano. Não só um casperiano, mas um namorado. Não só um namorado, mas um amigo. Não só um amigo, mas um filho. Ontem, assassinaram também uma sala, uma namorada, muitos amigos, um pai e uma mãe.

Hoje a faculdade entrou em luto. E mesmo não conhecendo, a gente se reconheceu naquela rotina, naquela idade, naquele bairro, naquele horário. 

Quem não ficou assustado com a brutalidade e espetáculo com que isso foi tomado? Quem aqui não é jovem? Porque o que conseguimos tirar de tudo isso são pedaços de uma juventude que não volta mais. Voltar para casa não deveria ser questão de sorte. 

Dói porque era um de nós. Falamos nisso sem parar não para vender, ou desrespeitar, mas porque estamos chocados, fomos também assassinados. Aqueles que estão ali não são alunos espalhando uma notícia triste, são parte daquela família pintada de vermelho. E quando poderemos voltar a ser jovens?

Não é difícil entender quando as pessoas partem. Difícil mesmo é quando as pessoas são partidas. 

E lá se vai uma um celular, uma vida e mais uns trocados. Valeu a pena?