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(patricklivera)

Chore. Grite. Sofra. Não adianta prender uma dor tão indecifrável. Mas lembre-se que você nunca está sozinho. Não adianta negar. Deus sempre colocar alguém na tua vida. Apenas desabafe, e perceba que sua vida mudará de acordo com suas atitudes. E assim, mais uma pessoa cresce.

Supostamente nunca mais me apaixonei. Achei que passaria, mas nada me tira o gosto de seus lábios nos meus. Desde então achei que deveria sumir. Ou gelar. Consequentemente minha vida mudou. Uma dose de tequila se alastrou na minha alma e nada mais me faz sentir essa ardência extinta chamada paixão. Nada que um cigarro não resolva. Mas não é isso que quero pra mim. Pelo menos não pra vida inteira. Viver com um sorriso forçado é fácil demais pra mim. Ficar acordado até tarde só pra esperar uma ligação ou uma mensagem de alguém que não existe, isso sim dói. Supostamente nunca mais me apaixonei. Nunca mais me apaixonei por que meu sentimento ainda não se decompôs totalmente. Supostamente nunca mais me apaixonei. Nunca mais me apaixonei. Motivo? Me apaixonei.

Quando sonho, sonho somente. Não há nada a se fazer perante a isso. Quando sorrio, não esqueço. Nem devo esquecê-lo. Quando ganho, orgulho-me do mesmo. É o necessário. Quando perco, entristeço-me e logo recomponho-me para melhorar. Quando choro, surpreendo-me. Lágrimas são raras, e sou surpreendido muito fácil com coisas raras. Quando arrependo-me, é forte e pesado. Quando sofro, é difícil, nada mais. Quando percebo que nada mais faz sentido, posso contar com meia dúzia (ou menos) de amigos. Poderia dizer “infelizmente”, mas prefiro agradecer, porque pelo menos eu tenho esses amigos, e sei que pra sempre poderei contar com eles. Perdoem-me por tudo, eu os amo muito.
Patrick Livera

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Existem etapas da vida em que você não consegue se tranquilizar. Como eu queria sorrir sozinho! Mas dói, e dói muito, e parece que nunca vai acabar. E a dor se torna insuportável, e eu já não sei o que fazer. A não ser chorar. Ou até, me machucar e tornar essa dor física, pra que meu coração pare de bater de angústia e comece a acelerar por causa da dor.

Terminar um relacionamento te faz crescer de novo. Procura de alguém que o conforte. Um abraço forte. Um ombro mais-que-amigo. Depois você começa a sorrir dos momentos bons, se você consegue lembrá-los. Chega ao ponto de parecer que nada aconteceu. Até que, você percebe o quanto gostava daquela pessoa, e se despedaça. Mesmo sabendo que o amor acabou. Mesmo sabendo que você não era correspondido. Você simplesmente começa a pensar que já não tem um amor pra chamar de seu. Seu semblante cai. Suas táticas de parecer feliz não funcionam mais, e você se vê num beco sem saída onde você precisa acreditar na verdade: Não era pra ser.

Até que eu possa sumir, mas sumir de verdade, não simplesmente morrer como essas crianças de hoje em dia ficam desejando. Até que isso ocorra, que demore bastante pois tenho paciência. Nesse dado momento, quero que saibas que no dia em que eu sumir, você não terá culpa alguma. Aliás, terá sim. A cada gole de álcool eu vou lembrar do teu olhar. A cada trago de cigarro eu vou lembrar do teu suspiro. Vou lembrar de como eu desejei teu beijo e do teu abraço forte em que me confortava. Vou lembrar o quanto eu odiava sentir saudade de você. Lembrarei, também, de quando eu tentei te avisar do quanto eu me sentia bem ao teu lado, mas você não teve a capacidade de perceber. Lembrarei do seu sorriso, que sorriso lindo, que voz boba, que pessoa fofa. Então, quando eu reaparecer, vou fingir que nada aconteceu até que eu possa sumir, mas sumir de verdade.