paredes pintadas

outro dia eu vi uma foto da tua casa. os móveis mudaram de lugar, as paredes foram pintadas, aquela quadro que parecia pintura renascentista não estava mais na parede, e foi nesse momento que eu dei por mim que o tempo passou. o tempo passou e aquele lugar que eu também chamava de casa já não era mais o mesmo, o tempo passou e você aparentemente também havia mudado, o tempo passou e nada mais estava como era antes, mas as partes de mim que eu deixava na tua casa toda vez que eu ia embora ainda estavam lá. o tempo passou mas não mudou a sensação de aconchego, de paz e de lar que eu sentia quando estava com você. nos dias ruins, você não sabe, mas eu fecho os olhos por alguns segundos e me imagino contemplando aquela pintura da parede da tua casa enquanto eu descansava no teu abraço e sentia a tua respiração perto de mim, como se você estivesse soprando paz pro meu caos. e então a escuridão que me cerca naquele momento quase desaparece, mas ao abrir os olhos, você nunca está aqui e então eu encaro mais uma vez a dura realidade de que eu perdi a cura pra minha insanidade. olhando aquela foto eu quis gritar que as coisas não deveriam ter mudado e estar fora do lugar como estavam, mas eu não estava falando dos móveis ou da parede, eu estava falando de nós. eu nunca quis ir embora, eu queria continuar sendo o amor da tua vida, mas nessa vida, não fomos feitos pra dar certo.

pois bem,

eu parecia um drogado
tipo o próprio Kurt Cobain,
eu só queria ficar no meu quarto
olhando pras paredes mal pintadas
e ouvindo a discografia inteira do Blur.

“she’s so high”
é o que tu és,
inalcançável,
igualzinha ao céu

eu era todo “happy-sad”
tipo o próprio Robert Smith,
eu via teu rosto todos os dias
nas paredes mal pintadas do meu quarto
e isso não me ajudava em nada.

“she’s so high”
te define por inteira,
intocável,
igualzinha ao céu.

eu tava chapado
e pensava em ti todos os dias,
isso não me ajudava em nada, pois
eu tava cego demais pra enxergar
tua verdadeira face.

então eu me rastejava todo por ti
e nunca te alcançava
porque tu eras
igualzinha ao céu.

Bárbara Xavier
Fotografias no Tempo

- Jungkook 

- Romance/Drama

A/N: Pessoalmente amei.

Originally posted by nnochu

Sente-se, porque agora irei contar uma história de amor. Uma história entre um menino apaixonado por fotografias e uma menina que amava café.

Mas cuidado, nem toda história de amor tem um final feliz. 

Os dois se conheceram em uma tarde de outono, foi um encontro desajeitado e um pouco vergonhoso. A garota estava sentada debaixo de uma árvore com folhas secas que caíam sobre seu rosto com o vento leve que soprava naquele dia. O garoto havia sentado no chão, no meio da grama, com sua importante câmera profissional no colo, esperando pelos melhores momentos.

O clima estava agradável, nem muito quente, nem muito frio. Bom, talvez não possamos falar o mesmo dos corações presentes naquela praça.

O menino tirava fotos de todos enquanto a garota analisava tudo. Ambos procurando saber um pouco mais sobre a essência do ser humano. Máquinas complicadas nós somos, não? Ela respirava fundo, sentindo as sensações e ouvindo os sons ao seu redor.

O canto dos pássaros, o som das árvores balançando com o vento, as pessoas conversando calmamente sobre assuntos diversos. Seus olhos inciaram uma viagem pelo cenário que a rodeava. Grupos de todos os tipos estavam reunidos ali naquele dia. Punks, hipsters, rappers… Mas havia pessoas que se encaixavam apenas em uma categoria própria, como ela e ele.

Um tempo se passou e a viagem dos olhos da garota foi interrompida pela viagem dos olhos de outra pessoa. Dos olhos dele. Rapidamente, a menina desviou de forma desajeitada e parou em suas próprias mãos, segurando uma folha seca que caíra.

O garoto não conseguiu segurar um sorriso e nem a vontade de guardar aquele momento. Levantou sua câmera, apontando para ela. As fotos ficaram melhores do que ele esperava, os sentimentos daquele momento tinham sido capturados com sucesso. O menino sorriu mais uma vez, vendo que ela atreveu-se a observá-lo mais uma vez enquanto tentava ser discreta.

Dessa vez, ela não desviou quando notou que ele a vira. Apenas continuou encarando-o com os braços cruzados. O garoto apoiou sua cabeça sobre suas mãos, a câmera em seu colo, devolvendo o olhar atento. Não conseguia de jeito nenhum segurar os sorrisos que nasciam em seus lábios, eram involuntários.

Aquilo fez a menina corar, mas não desistir. Ela ainda o encarava com vitalidade e uma sobrancelha erguida, mesmo com o coração acelerando a cada minuto. Um sorriso ameaçava surgir em seu rosto, mas ela se negava a deixá-lo aparecer.

O garoto fez um careta, colocando a língua para fora e depois colocando sua câmera para cima no tempo certo para tirar uma fotografia da garota perdendo sua seriedade em uma risada. Ela cruzou os braços, devolvendo a careta e virando para frente mais uma vez, parando de encará-lo.

Era estranho para os dois, mas aquilo estava sendo divertido. O menino virou-se um pouco, tentando ver seu rosto melhor e acabou caindo de leve na grama com as pernas cruzadas. A garota começou a rir, tampando sua boca com apenas uma mão. Ela respirou fundo, cruzando os braços e o encarando atentamente com um pequeno sorriso no rosto.

O garoto se ajeitou, pegando sua câmera e arrumando perfeitamente sobre o colo. Seus olhos voltaram a encontrar os da menina, enviando um sorriso obrigatório imediato para seus lábios. Ela olhou para os lados, procurando por alguma coisa.

Suas delicadas mãos pegaram uma folha grande e seca que havia caído recentemente. O garoto fez uma careta, deixando claro que estava confuso. Ela colocou a folha em frente ao seu rosto, escondendo-o.

Quando abaixou, sua cara estava formando uma careta que fez o garoto começar a rir. Ela continuou fazendo isso até que notou que uma lente grande focava seu rosto, o que a fez ficar envergonhada e corada mais uma vez. A menina colocou a folha no chão e cruzou os braços, ficando séria e não olhando para o menino.

Quando não conseguiu mais se controlar e virou-se para ele mais uma vez, viu os lábios do desconhecido formar a frase ‘’Por que você tem que ser tão fofa?’’. Ela ficou surpresa, sem saber o que responder. Seu rosto estava quase como uma pimenta e seu coração formava uma explosão próxima.

O garoto sorria, querendo se aproximar para conhecê-la melhor, mas sem saber como e se seria a melhor ideia. Observando-a, viu a menina dando de ombros e sorrindo sem mostrar os dentes. ‘’Eu quero café’’, ela disse, rindo e logo depois escondendo seu rosto entre as mãos. Assim que voltou a encará-lo, o menino agiu como se tivesse sido ferido.

Ferido no coração.

‘’É impossível te ignorar’’, ele disse, ainda apenas com os lábios. Os olhos dela se direcionaram para cima ea garota respondeu mais uma vez. ‘’Eu ainda quero café’’. Ambos riram, sentindo-se confortáveis naquele momento como nunca se sentiram com uma pessoa antes.

O garoto percebeu que aquela seria uma boa hora e se quisesse fazer, faria-o agora. Ele respirou fundo, ainda observando-a. A garota apenas esperava, quieta e sorrindo. ‘’Posso te levar pata tomar um café se quiser’’, disse o menino. Ela piscou os olhos algumas vezes, surpresa. Estava um pouco hesitante por saber que lidava com um desconhecido… Que poderia se transformar em um conhecido se fosse tomar um café com ele.

Ela concordou, se levantando e arrumando o cabelo. O garoto quase pulou, levantando-se e segurando sua câmera. A menina começou a andar na sua direção, mas não conseguia olhar para cima. Essa era a chance que o menino precisava para tirar mais uma foto, que foi o que fez sem hesitar.

Frente à frente, os dois sorriram envergonhados sem dizer uma palavra. O menino apenas se curvou, colocando os dois braços juntos na frente no corpo. A garota fez o mesmo, um pouco desajeitada.

-Eu sou Jungkook. – Disse o menino, sorrindo e e virando de leve a cabeça.

-________. – Seu rosto automaticamente corou quando disse seu nome, não conseguia absorver a ideia de estar passando por essa situação com um garoto tão bonito e, aparentemente, tão simpático.

Jungkook se curvou, colocando o braço para frente, esperando que _______ o pegasse, mas não foi o que aconteceu. Ela apenas começou a andar, olhando para trás para ver se o menino já havia começado a andar.

-Vai vir ou não? – Ela disse, rindo e o puxando pelo pulso.

Ele tropeçou no próprio pé, mas não caiu, apenas se assustou. Ela riu, continuando a puxá-lo para o café mais próximo. Quem os visse dificilmente acreditaria que haviam se conhecido há alguns minutos. Pareciam tão íntimos.

O café era quente e aconchegante, estava um pouco vazio. Ela se apressou para sentar em uma das cadeiras de madeira escura, encarando-o. Jungkook estava claramente tímido, sem saber direito o que fazer. A única certeza que tinha era que queria ficar com ela por mais tempo.

Quadros estavam pendurados nas paredes com algumas fotos estilo vintage e as paredes eram pintadas com tintas marrom claro e vermelho escuro. Cores nobres e quentes. Perfeito para o ambiente. ________ virou-se para trás, chamando o garçom, que veio rapidamente. Jungkook se ajeitou na cadeira.

-O que vão querer hoje? – O homem perguntou, olhando os dois. – Temos cardápios especiais para casais essa semana, se quiserem experimentar, apenas me falem. – Ele continuou. Jungkook negou usando a cabeça e as mãos, olhando para _______ sem saber o que fazer.

Ela simplesmente sorriu, assentindo. Jungkook achou estranho, mas não disse nada, não queria se intrometer. ________ pediu, de fato, um dos cardápios para casais.

-Por quê? – Ele perguntou assim que o garçom saiu. A menina começou a rir, dando de ombros.

-Eu amo esse café. Não posso deixar de experimentar um cardápio novo quando tenho a oportunidade, não é? – Ela se debruçou sobre a mesa, piscando para ele e rindo sem encará-lo nos olhos.

O menino apenas sorriu, assentindo. Percendo que ela era do jeitinho como imaginou. Doce, divertida, simpática e fofa. Ela continuava observando ao redor, analisando as pessoas com atenção. Jungkook ergueu sua câmera e tirou mais uma foto dela. Estava impressionado com o quanto a menina era fotogênica, como era linda.

-Por quê? – Ela disse, do nada, pegado-o de surpresa e o assustando um pouco.

-O quê?

-Tantas fotos. Você tira fotos de tudo, por quê?

-Eu gosto de guardar memórias. Assim, mesmo que aconteça alguma coisa, nunca vou esquecer do que vivi e do que senti. – A menina assentiu, parecendo entender tudo, quando na verdade ainda achava um pouco confuso.

-Então, você tira foto de tudo mesmo? Qualquer coisinha?

-Qualquer ‘’coisinha’’ que tenha importância para mim. – Ele respondeu, fazendo-a corar. Ela tinha importância para o menino? Já que tirava tantas fotos de cada movimento que fazia.

O cardápio chegou, atraindo a atenção dos dois antes que pudessem continuar a conversa. Havia várias imagens bonitinhas, mas tanto Jungkook quanto _______ as ignoraram, apenas queriam ver o que serviam. Era inovador e bem criativo, ela sentiu uma vontade quase incontrolável de provar tudo. E ele de tirar fotos de tudo.

Aquela tarde passou voando junto com o vento lá fora. As conversas aconteciam quase tão continuadamente quanto uma corrente de um rio. Ela tomou mais de três xícaras de alguma coisa, o menino não se lembrava muito bem, mas com certeza havia sido de café.

Perto do horário de dormir do sol, eles levantaram e foram até a parada de ônibus. O vento soprava com força os cabelos dela, fazendo-os voar em frente aos seus olhos e entrar em sua boca. Nada atraente, porém engraçado. ________ tentava afastar com as mãos todos os fios que entravam no seu campo de visão, mas era quase uma batalha sendo travada.

Jungkook pegou sua câmera nas mãos apenas para limpar a lente e a menina parou para observá-lo.

-Não me diga que vai tirar fotos de mim de novo. – O menino começou a rir, olhando para baixo, levantando a máquina e tirando uma fotografia da expressão levemente irritada da garota.

-E se eu disser que sim? – Ele disse, curvando-se um pouco na direção dela e depois rindo. Ela sentiu seu rosto corando e seu coração acelerando com a proximidade, mas não disse nada, apenas sorriu em mostrar os dentes.

O caminho até a parada de ônibus continuou sem muitas palavras, apenas o silêncio os seguindo calmamente. O som dos carros e do vento a lembrava vagamente dos filmes que via na televisão, sentia como se estivesse dentro de um, aqueles que tinham um ‘’felizes para sempre’’.

Havia algumas pessoas sentadas na parada de ônibus, mas ela não parou, muito menos notou que Jungkook havia parado. O garoto tirou mais uma foto do lugar, sorrindo enquanto olhava o resultado.

O menino correu para alcançar _______, sentando-se ao seu lado no banco. Os dois se olharam rapidamente, vendo o ônibus se aproximar. Era o número 345, o que leveria ela para casa. Jungkook sentiu que precisava se despedir propriamente de algum jeito, mas não sabia como.

A menina se levantou e o menino apressou-se a fazer o mesmo. As pessoas andavam para formar uma fila ao lado deles enquanto seus olhos apenas viajavam um no outro. Jungkook respirou fundo e a abraçou rapidamente, com força, mas não tanto. Ela arregalou os olhos, percebendo que seus braços haviam sido presos pelos dele.

Jungkook continuava abraçado nela quando as pessoas começaram a embarcar. _______ não se afastava, não via uma necessidade para isso. Ele era cheiroso e quentinho como um café, de qualquer jeito. O tempo passava fora daquele abraçado, mas dentro dele era como se tudo estivesse parado.

Ouvi o som do motorista a chamando, perguntando se embarcaria ou não, ela se afastou e se despediu dele uma última vez, se curvando e correndo para dentro do ônibus. Jungkook acenou e ficou ali parado, vendo-a ir embora. Por sorte, haviam trocado, não o número de celular, mas seus endereços.

Mandariam cartas um ao outro, não meras mensagens de texto.

Assim que chegou em casa, _______ correu para seu quarto, deitando-se em sua cama e imaginando qual seria a primeira coisa que escreveria para ele. Aquele garoto do parque simplesmente não deixava seus pensamentos de jeito nenhum.

Como um desconhecido pode mexer tanto com ela depois de apenas umas horinhas tomando um cafezinho? A menina não tinha a resposta, mas não conseguia evitar.

Jungkook fez o mesmo quando seu ônibus o deixou na parada certa. Não ligou para a briga dos seus pais, só correu para seu quarto e já começou a escrever a carta. Não queria esperar nem mais um segundo para vê-la de novo.

________ não conseguia evitar senão precisar correr para pegar alguns potes de comida para controlar toda essa ansiedade. Ela queria ter o número de celular dele, mas teve essa ideia, vista por ela como idiota, de mandar as cartas. Queria é vê-lo nesse momento, voltar para aquela abraço na parada de ônibus.

No outro dia de manhã, já havia uma carta no correio de _______, mas que não foi pega. No momento em que acordou, a menina pensou ter sonhado com o acontecimento da tarde anterior e ignorou completamente a vontade de checar a caixa de correio.

Ela se arrumou e foi para a escola, tentando ignorar o sentimento de que tinha sido de verdade. Não poderia ter sido a realidade, foi perfeito demais. Bom demais. Enquanto isso, Jungkook roía todas as unhas que lhe restavam, esperando pela confirmação de que a carta havia sido entregue. Ele sabia, tinha noção do que tinha sentido, do que tinha visto.

Ela era real. As fotos comprovavam isso. Ele não parava de olhá-las o tempo todo, querendo encontrá-la de novo.

O dia se passou e a carta só chegou nas mãos de ________ quando veio da escola e sua mãe a entregou, perguntando quem era Jungkook. Foi aí que a ficha caiu, que ela percebeu que era verdade sim.

Ela não respondeu muito bem, apenas enrolou e disse que explicaria depois. ________ pegou a carta e correu para seu quarto, deitando na cama e a abrindo. A letra de Jungkook era engraçada, porém delicada. Assim como sua personalidade. A cada palavra lida, mais a menina sentia seu coração acelerar.

Ele era real. E aquela carta comprovava isso. Ela passava os olhos por todo o texto, apenas desejando estar com Jungkook cada vez mais.

_________ se levantou rapidamente, pegando uma folha do seu caderno e escrevendo uma resposta decente para ele. Seu perfeccionismo a fez ficar quase duas horas sobre aquelas palavras cheias de timidez e ansiedade.

Bom, como em qualquer história de amor com cartas, eles continuaram a se comunicar e o laço só foi aumentando. O sentimento corria mais e mais pelas suas veias. Os dois marcaram alguns encontros, que correram melhor do que pudessem imaginar. Em um ou dois deles, Jungkook até mesmo levou flores. Nem um pouco clichê.

Porém _______ adorava uma pitada de clichê.

Dentro de várias cartas, encontros, fotos e cafés, um ano já se encaixava e eles precisavam comemorar isso, seja lá o que foi ‘’isso’’. _______ e Jungkook marcaram de tomar um capuccino no café onde as primeiras conversas tomaram rumo.

Lá, _________ estava vestindo uma saia preta, uma camisa rosa e um cardigã preto. Jungkook usava o mesmo de sempre, uma camisa branca, jeans, uma touca preta e sua famosa câmera pendendo nas mãos. Ambos sorriram quando se viram, sentando em uma mesa alta e pedindo as bebidas.

-Dá pra acreditar? Já faz um ano… Esse lugar não mudou nada. – Falou _______, olhando ao redor.

-E nem você. – Ele respondeu, sorrindo e segurando a mão dela que estava sobre a mesa pela primeira vez. O contato fez _______ corar e desviar o olhar. Jungkook pegou sua câmera com apenas uma das mãos e tirou uma foto, como de costume.

-Eu não sei se isso é bom.

-Não deve ser, mas para mim é. – Ele respondeu, se ajeitando na cadeira. Ela sorriu, respirando fundo.

O resto da tarde foi dedicada á conversas sem pé nem cabeça, caretas, á fotografias e algumas xícaras de café. Além de umas músicas indie para dar uma relaxada.

Sob a mesma árvore onde ______ estava sentada na primeira troca de olhares, Jungkook tirou de seu bolso um anel. A garota ficou confusa por uns segundos, mas então percebeu o que era. O objeto tinha um pequeno detalhe, simples e consideravelmente fofo. Um pingente delicado de uma xícara de café em forma de desenho.

Ela sorriu, pegando-a nas mãos e olhando para ele. Jungkook não entregou assim fácil. O garoto ficou de joelhos, mesmo que os dois estivessem sentados no chão, e ergueu o pequeno anel, abaixando a cabeça.

-Vossa Exelência, gostaria de me dar uns beijinhos agora? - ________, mesmo que corada, começou a rir e pegou aquele anel, colocando-o rapidamente em seu dedo e abraçando Jungkook.

-Você é mais idiota do que pensei. – Ela disse com a cabeça na curva do seu pescoço. O menino apertou-a como nunca antes, como se nunca fosse soltar.

________ segurou suas bochechas, beijando-o devagar. Jungkook segurou sua cintura, beijando-a de volta. O menino desejava poder tirar fotos daquele momento, mas nada importava mais do que sentir todas as sensações possíveis naquele beijo.

Os meses foram se passando, e não importava o que _______ fazia, Jeon estava lá com uma câmera. Ao acordar, podia ver as lentes da máquina sorrindo para ela em forma de bom dia.

Quando se sujava com o sorvete, quando penteava os cabelos, quando sorria ao saber que ele havia preparado café pela manhã.

Ah, sim! Eles estavam morando juntos agora. A mãe de _______ havia voltado para o país de origem e confiou a casa naqueles dois, deixando alguns avisos que, na maioria das vezes, não eram seguidos.

Isso significava que, todos os dias, eles tinham manhãs relaxantes e calmas e noites que provavelmente incomodavam seus vizinhos ás vezes.

E bom, as fotos eram, até mesmo, tiradas em momentos mais íntimos, como naquela vez em que ______ estava tomando banho, calmamente, e assim que olhou para trás, lá estava Jungkook segurando sua câmera e guardando aquele momento. A menina apenas sorriu, continuando a se banhar, mas convidando-o a se juntar á ela.

Ou naquela vez em que _______ estava trocando de roupa e Jungkook não hesitou nem dois segundos antes de fotografá-la. E assim se segue…

Anos chegaram a se passar e os dois só pareciam se aproximar mais, se é que isso era possível. Jungkook, que nunca havia se sentido confortável perto de uma garota antes dela aparecer, tinha a sensação de que podia contar e fazer de tudo com ________ que ela nunca o julgaria. O que era verdade.

_________ tinha a mesma sensação todos os dias, como se a cada nascer do sol, se apaixonasse mais uma vez e mais intensamente por Jungkook.  

Isso até o acidente.

Dia 24 de outubro. Jungkook decidiu fazer uma viagem em prol da arte que mais amava, a fotografia. O garoto conseguiu dinheiro para ir até a Europa, tirar fotos de tudo que visse, guardar essa memória para gerações futuras.

Até porque ele e ela estavam com planos para ter uma família.

Ele estava viajando de avião até a sua primeira parada em tour pela Europa quando, do nada, tudo para. O menino se vê rodeado por pessoas que nunca viu, todas em total desespero. Os gritos de socorro são a única coisa que enchem o ambiente e Jungkook só consegue se lembrar de ________, de como precisava dela naquele momento.

Em questão de segundos, tudo escurece.

Em questão de segundos, Jungkook se vê sem conseguir dar mais um suspiro.

Por um mês, _______ ficou sem ter uma notícia se quer do menino, por isso procurou por todos os cantos algum sinal de que pudesse estar bem, mas não encontrava nada.  

Porém, quando viu o noticiário, tudo se tornou claro.

Para falar a verdade, tudo ficou uma escuridão só. Nada parecia ter cor ou vida. Aquele foi o pior ano da vida de _________, os 365 dias em que ela teve que lutar contra uma grave depressão, vício em remédios, desejos compulsivos suícidas e até mesmo alguns casos de psicose.

Apenas depois de quase dois anos, ela abriu o quarto mais especial de Jungkook. O cômodo onde guardava toda e cada fotografia sua. Ele sempre teve um amor muito grande por imprimir as imagens e por isso as guardava em caixas perfeitamente arrumadas e categorizadas.  

Ela passou um dia todo naquele quarto, vendo todas as imagens que Jungkook arrumava diariamente naquelas caixas. As lágrimas desciam por seu rosto a cada segundo, mas ________ não ligava. Deixe que caiam, lágrimas foram feitas para isso.

Nos meses seguintes, ela pegou as fotografias e decidiu fazer uma coisa especial com elas. Um presente para Jungkook, algo que ele sempre quis fazer, mas nunca conseguiu. Mostrar para o mundo como seus olhos viam as coisas.

Ela abriu uma exposição das fotografias dele ao ar livre, naquela mesma praça onde tudo começou. A brisa soprava como naquele dia, levemente, como se acariciasse seu rosto. Enquanto olhava as fotografias, percebia o quanto Jungkook estava certo. Elas realmente guardavam momentos, sentimentos.

Ela se lembrava de tudo que cada foto passava.

A exposição foi um sucesso para as pessoas da região, afinal, todos conheciam Jungkook. Ele era popular entre moradores, já que todos, em algum momento, haviam sido seus modelos.

O nome da exposição foi pensado por dias, talvez até meses, ________ não se lembrava muito bem. Apenas sabia que todos ali eram tocados pelo talento do homem que amava.

Fotografias no Tempo marcou momentos, sentimentos e uma vida.

A de uma menina que era viciada em café.

 //MinSuga

¡LUCIA VIVA!

A los 16 años hay adolescentes que aún no han debutado, y otras que ya están embarazadas de su tercer hijo, las hay delgadas y gordas, morochas y pelirrojas, estudiosas y analfabetas, soñadoras y concretas, con un techo y un lindo colchón o durmiendo en taperas, cartoneando o comprando en el shopping, militando o bailando reggaetón.

A los 16 años las chicas suelen tener sueños: casarse con algún/a ídolo/a o con alguien del colegio, no casarse jamás, viajar a Japón a dibujar comics, ir a Disney, tener la panza chata para usar bikini, comprarse una moto, tener una beca de algo, tener hijxs, no tener nunca hijxs, vivir solas, irse de vacaciones sin sus madres/padres.

A los 16 años las chicas suelen ser confiadas, sentir que el mundo es un lugar seguro, les gusta conocer personas, suelen desear ser más libres –siempre un poco más-, no quieren ser controladas, son superpoderosas, y pueden llorar toda la noche por un comentario de Facebook.

A los 16 años la vida es intensa: bailar, comer, no comer, tatuarse, perforarse, la música, el arte, la ropa, los cambios en el pelo, reir, llorar, cortarse, pasear, dormir, no dormir nunca, publicar fotos en Instagram, los cien grupos de wassap, el celular como parte del cuerpo, las paredes pintadas de la pieza, beber más de la cuenta, probar algunas sustancias, netflix, el maldito colegio, los adultos insoportables, pensar en la vejez como algo que sucede luego de los 25 años, odiar la “vejez”.

Lucía Perez tenía justo eso: 16 años. No sé de ella, no la conocí. Veo una foto donde sonríe, tiene un piercing, el pelo enmarañado, rastas, chaleco, buzo. Es muy linda y sonríe con ganas. No hay miedo en la foto. Es una adolescente que cursa el último año del secundario, hija de una familia trabajadora, que vive en Mar del Plata. Las rastas ¿serán porque escucha reggae? El piercing del labio,¿se lo habrá hecho algún amigo? ¿Le gustará lengua, historia o físico-química?

Releo: hablo de Lucía en presente. Y no lo está: el domingo 9 de octubre –el día que fusilaron al Che Guevara, el día que nacieron John Lennon y PJ Harvey- fue drogada, violada y asesinada por empalamiento. Ese mismo día en Rosario 100.000 mujeres –donde seguramente habría muchas chicas de su misma edad- debatían todo el día en talleres, eventos artísticos, marchaban, vivían.

Creo que no conocería el término “empalamiento” si no fuera por mi temprana lectura de Drácula, quien fuera apodado “el empalador” por cierta afición a empalar enemigos y dejarlos como trofeo en un bosque.

No es un término de la vida moderna, hasta que dos ¿hombres? matan a Lucía –con un dolor inimaginable, esto es seguro-, lavan el cadáver, la llevan a un centro médico y se “disculpan” con la excusa de la sobredosis. Parece que estos femicidas venden drogas, y sospecho que intentarán “atenuar” lo bestial de su acto bajo el mote de “adictos”.

Yo tengo una larga y extensa formación y experiencia en trabajo clínico con adolescentes y con adictos: lxs adolescentes suelen confiar a veces un poco más de lo debido, y ningún consumo justifica o “disculpa” delitos de crueldad tan extrema. Así como no cualquiera puede linchar a una persona hasta matarla, tampoco por el consumo de drogas una adolescente de 16 años es violada, sodomizada y empalada hasta la muerte. Una conducta tan regresiva, con tanta perversidad, habla de una sociedad donde el vale todo cada vez más tiene nada de freno: acá no hay ley, no hay salud, no hay lazo social. Tampoco aplicaría el término “animal”, ya que los animales matan para alimentarse, sobrevivir, escapar de amenazas: no aplica.

El mismo domingo que Lucía Perez pasó de la vida a la muerte, en Rosario reprimían a mujeres, adolescentes y jóvenes con balas y fuerza bruta. Los muros y los foros se llenaban de voces a favor y en contra: que las tetas al aire, que los graffitis, que cuan sucias son las mujeres cuando se juntan por miles, que si la iglesia, que la policía, en fin…puros “que”.

En la morgue de un hospital un cuerpo muerto ya no se llamaba Lucía, ni tenía presente: no terminaría el secundario, no tendría hijxs, no recorrería el mundo, no sonreiría más.

Hay algo que no estamos viendo, me parece.

Yo estoy muda: solo escribo.

A los 16 años me gustan las adolescentes despeinadas, sonrientes, con planes, con proyectos.

Vivas, ¿entienden?

Vivas.

Porque, ¡VIVAS NOS QUEREMOS!

4

Micaela Garcia desaparecio la madrugada del 01/04 despues de haber salido a bailar con sus amigos. Luego de ser intensamente buscada por efectivos policiales, bomberos voluntarios, familiares y amigos el 08/04 fue hallada asesinada. Dejaba abajo de un arbol (desnuda con signos de abuso). Fue victima de un triple violador (solo pudieron culparlo por dos casis, en el tercero culpo al hermano gemelo de identico ADN), Sebastian Wagner, que debia haber estado cumpliendo una condena de 9 años de prision por dichos casos. En julio de 2016 el juez Carlos Rossi, le condecio el beneficio de la libertad condicional a pesar de haber contado con 2 dictamenes desfavorables del servicio penitenciario.

Hoy Micaela es una victima mas de este sistema machista, que cuida a violadores y se idigna mas por paredes pintadas que por pibes muertas.

Hoy Micaela fue victima de algo por lo que ella tanto lucho, la violencia de genero. Ella era una activa militante de la justicial social.

Hoy Micaela somos todos. Hoy por Micaela gritamos cada vez mas fuerte NI UNA MENOS. VIVAS LAS QUEREMOS

"Después Del Puente: Historia Completa (Jem/Tessa)"

Esta es una historia que Cassie escribió y publicó en su tumblr. Es para quienes se preguntan que hicieron Jem y Tessa después de encontrarse en el puente Blackfriars, en el epilogo de Princesa Mecánica. 

El dibujo al final fue hecho por la talentosa dibujante, Cassandra Jean Piedra.

ADVERTENCIA:

  • Puede contener spoilers de City of Heavenly Fire (Ciudad de Fuego Celestial). 
  • Puede contener spoilers de The Infernal Devices (Cazadores de Sombras: Los orígenes)
  • Sino te gusta Jessa, no los shippeas o no te gustan las escenas a las que Cassie llama “sexy” no leas.
  • Tiene cierto nivel de smut, pero nada grave. Lee bajo tu propio riesgo. 

Después Del Puente

“Este es el momento de comodidad y abundancia.

estos son los días por los que trabajamos tanto.

Nada nos puede tocar y nada nos puede hacer daño.

Y ya nada pude salir mal.”

 Keane - Love Is The End 

A final resultó que Tessa tenía un departamento que le pertenecía en Londres. Era el segundo piso de una casa blanca en Kensington, y mientras ella los conducía a los dos hacia el interior, su mano temblaba solo muy ligeramente mientras giraba la llave, le explicó a Jem que Magnus le había enseñado como los brujos podían engañar para ser dueños de una casa durante muchos siglos disponiendo las propiedades para ellos mismos.

“Después de un tiempo me dediqué a escoger nombres tontos para mí,” dijo ella, cerrando la puerta detrás de ellos. “Creo que soy dueña de este lugar bajo el seudónimo de Bedelia Bacalao”.

Jem se rió, aunque su mente estaba sólo en parte de sus palabras. Miraba alrededor del departamento, las paredes estaban pintadas en colores brillantes: una sala de estar lila, salpicada de sofás blancos y una cocina verde aguacate. Se preguntó cuando Tessa había comprado el piso, y por qué. Ella había viajado tanto, ¿Por qué hacer una base de operaciones en Londres?

La pregunta se perdió en su garganta cuando se volvió y se dio cuenta de que a través de una puerta entreabierta, pudo vislumbrar las paredes azules de lo que probablemente era un dormitorio.

Ante eso tragó, su boca de repente se secó. Era la cama de Tessa. En la cual ella había dormido.

Ella entrecerró los ojos hacia él. “¿Estás bien?” Lo tomó de la muñeca; sintió que su pulso disminuyó bajo su toque. Hasta que él se había convertido en un Hermano Silencioso, siempre tuvo el pulso bajo. Se había preguntado durante su tiempo en Idris, después de que el fuego celestial lo curara, si seguiría siendo así entre ellos: si sus sentimientos humanos volverían a él. Había sido capaz de tocarla y estar cerca de ella como un Hermano Silencioso, sin quererla como lo había hecho cuando era un mortal. Todavía la amaba, pero había sido un amor del espíritu, no del cuerpo. Se había preguntado, temía, incluso, que las sensaciones físicas y las respuestas no volverían a ser como eran antes. Se había dicho a sí mismo que incluso si la Hermandad Silenciosa había matado a la capacidad de sus sentimientos de manifestarse físicamente, no se sentirá decepcionado. Se había dicho a sí mismo que debería esperarlo.

No debería haberse preocupado.

En el momento en que la había visto en el puente, viniendo a él a través de la multitud, en sus modernos pantalones vaqueros y bufanda de la Libertad, con el pelo volando detrás de ella, había sentido como retenía la respiración en su garganta.

Y cuando ella se estiró, el pendiente de jade que él le regaló se asomó al rededor de su cuello y tímidamente se ofreció a él, su sangre había rugido a la vida en sus venas como un río sin represas.

Y cuando ella había dicho: “Te amo. Siempre lo he hecho, y siempre lo haré”, necesitó todo lo que tenía para no besarla en ese momento. Para hacer algo más que besarla.

Pero si la Hermandad le había enseñado algo, era control. Él la miró ahora y forzó su voz con firmeza. “Estoy un poco cansado”, dijo. “Y tengo sed. A veces olvido que ahora tengo que comer y beber.”

Ella dejó caer las llaves en una pequeña mesa auxiliar de palisandro y se volvió para sonreírle. “Té​​”, dijo ella, dirigiéndose hacia la cocina verde aguacate. “No tengo mucha comida aquí, no suelo quedarme mucho tiempo, pero tengo té. Y galletas. Ve a al salón; Yo ya voy allí”.

Tuvo que sonreír ante eso; incluso él sabía que ya nadie decía la palabra “salón” Quizás ella estaba tan nerviosa como él ¿No? Sólo podía esperar.

Tessa maldijo en silencio por cuarta vez mientras se inclinaba para recuperar la caja de terrones de azúcar del piso. Ella ya había puesto la tetera a hervir sin agua, había mezclado las bolsas de té, volcó la leche, y ahora esto. Dejó caer un terrón de azúcar en cada taza de té y se dijo a si misma que contara hasta diez, viendo como los terrones se disolvían.

Sabía que sus manos temblaban. Su corazón se aceleró. James Carstairs estaba en su piso. En su sala de estar. Esperando el té. Parte de su mente le gritaba que era sólo Jem, mientras que la otra parte simplemente chillaba igual de fuerte que Jem era alguien que no había visto en ciento treinta y cinco años.

Él había sido el Hermano Zachariah durante tanto tiempo. Y, por supuesto, que siempre había sido Jem en el corazón, con su ingenio y su inagotable bondad. Él nunca había perdido su amor por ella o su amor por Will. Pero los Hermanos Silenciosos no sentían las cosas como la gente común lo hacía.

Era algo que había pensado, a veces, en los últimos años, muchas décadas después de la muerte de Will. Ella nunca había amado a nadie, nunca nadie más que a Will y Jem, y los dos se fueron de su lado, a pesar de que Jem todavía vivía. Se había preguntado a veces lo que ellos habrían hecho si solamente habría sido prohibido por
los Hermanos Silenciosos casarse o amar; pero era mucho más que eso: él no podía desearla. Él no tenía esos sentimientos. Ella se había sentido como Pigmalión, anhelando el tacto de una estatua de mármol. Los Hermanos Silenciosos no deseaban el tacto físico, más de lo que tenían una necesidad de alimento o agua.

Pero ahora…

“ A veces olvido que ahora tengo que comer y beber”

Levantó las tazas de té con las manos aún temblorosas y entró en la sala de estar. Ella había conseguido amueblar la casa por si sola a través de los años, desde los cojines del sofá hasta la pantalla japonesa desplegada y pintada con un diseño de ramas. Las cortinas que enmarcan el retrato de la ventana en el otro extremo de la
sala eran semi-pintadas, en la sala sólo se derramaba la luz suficiente como para tocar los pequeños pedazos de oro en el cabello oscuro de Jem y estuvo a punto de dejar caer las tazas de té.

Apenas se habían tocado en el taxi de regreso a la Puerta de la Reina, sólo se sostuvieron las manos firmemente en la parte posterior de la cabina. Él había deslizado sus dedos sobre el dorso de los de ella una y otra vez mientras comenzó a contarle la historia de todo lo que había sucedido desde la ultima vez que ella visitó Idris, cuando la Guerra Mortal, en la que ella había luchado, terminó. Cuando Magnus le había señalado a Jace Herondale a ella, y había mirado a un niño que tenía la cara hermosa de Will y los ojos como su hijo James.

Pero su pelo había sido esa maraña de rizos de oro rico de su padre, y recordando lo que había conocido de Stephen Herondale, ella se había alejado sin hablar.

Herondales, alguien le había dicho una vez que ellos eran todo lo que los Cazadores de Sombras tenían que ofrecer, todo en una sola familia: tanto lo mejor como lo peor.

Puso las tazas de té sobre la mesa de café - un viejo baúl, cubierto de sellos de viajes de las muchas veces que viajó - con un golpe audible. Jem se volvió hacia ella y vio lo que tenía en sus manos..

Uno de los estantes para libros contenía una exhibición de armas: cosas que ella recolectó alrededor del mundo. Un misericorde delgado, un cuchillo de trinchera, una espada corta, y docenas de otras. Pero la que Jem había agarrado y estaba observando era una cuchilla de plata delgada. Su mango estaba oscurecido por haber permanecido sepultada durante muchos años. Ella nunca la había limpiado porque la mancha en la hoja era la sangre de Will. La hoja de Jem, con la sangre de Will, enterrada junto a las raíces de un roble. Una especia de magia compasiva que Will había realizado cuando él pensó que había perdido a Jem para siempre. Tessa la había recuperado después de la muerte de Will y se la ofreció a Jem, él se negó a aceptarla.

Eso fue en 1937.

“Guárdala,” Dijo él ahora, con la voz entrecortada. “Puede que alguna vez llegue el día.”

“Eso es lo que me dijiste.” Ella se acercó a él, con sus zapatos golpeando el suelo de madera. “Cuando intenté que te la quedaras”

Él tragó saliva, deslizando sus dedos por toda la hoja. “Él simplemente murió” dijo. Ella ni siquiera tenía que preguntar quien era “él”. Solo había un “él” cuando ellos dos hablaban. “Estaba asustado. Vi lo que le pasó a los otros Hermanos Silenciosos. Vi como se endurecían con el tiempo, perdieron a la persona que una vez fueron. Como a medida que sus seres queridos morían, ellos se volvían menos humanos. Tenía miedo de perder mi habilidad de preocuparme. Miedo de perder lo que esta cuchilla significaba para Will y lo que Will significa para mi.”

Ella colocó su mano en el brazo de él. “Pero tú no olvidaste.”

“Yo no perdí todos mis seres queridos” Él la miró, y vio que sus ojos tenían oro en ellos también, preciosas escamas brillantes entre el marrón. “Yo te tuve a ti.”

Ella exhaló; el corazón le latía con tanta fuerza que su pecho dolió. Luego se dio cuenta de que él estaba agarrando la hoja del cuchillo, no sólo la empuñadura. Rápidamente se la arrancó de las manos. “Por favor, no”, dijo ella. “No puedo dibujar un iratze.”

“Y yo no tengo una estela”, dijo, mirando mientras dejaba el cuchillo en su plataforma. “Yo no soy un cazador de sombras ahora.” Él miró sus manos; había líneas rojas finas a través de sus manos, pero no habían cortado la piel. Impulsivamente, Tessa se ​​inclinó y besó sus manos, luego dobló los dedos cerrados, sus manos sobre las de él. Cuando ella levantó la vista, las pupilas de Jem se habían ampliado. Podía oír su respiración.

“Tessa,” dijo él. “No.”

“¿No qué?” Ella se apartó de él, pero, por instinto. Tal vez él no quería ser tocado, aunque en el puente, no le había parecido de esa manera …

“Los Hermanos me enseñaron el control,” dijo, con su voz tensa. “Tengo todo tipo de control, y los he aprendido a lo largo de décadas y décadas, y estoy usando todos ellos para no empujarte contra la estantería y besarte hasta que ninguno de nosotros pueda respirar.”

Ella levantó la barbilla. “¿Y qué hay de malo en eso?”

“Cuando yo era un Hermano Silencioso, no sentía como un hombre ordinario lo hace”, dijo. “No sentía el viento en la cara o el sol en mi piel, ni el toque de la mano de otro. Pero ahora lo siento todo. Siento… demasiado. El viento es como un trueno, el sol quema, y tu tacto me hace olvidar mi propio nombre ”.

Una punzada de calor la atravesó, un calor que comenzó bajo en el estómago y se extendió a través de cada parte de su cuerpo. Una especie de calor que no había sentido en muchas décadas. Casi un siglo. Toda su piel se erizó. “Te acostumbrarás al sol y al viento” dijo ella. “Pero tu tacto hace que me olvide de mi nombre también, y no tengo excusas. Sólo que te amo, y siempre lo he hecho y siempre lo haré. No te voy a tocar si no quieres, Jem. Pero si estamos a la espera de que la idea de estar juntos no nos asuste, podemos estar esperando por mucho tiempo ”.

El aliento se le escapó en un silbido. “Dilo de nuevo.”

Intrigada, comenzó: “Si estamos a la espera de… ”

“No,” dijo. “La primera parte.”

Ella inclinó su rostro hacia él. “Te amo,” dijo. “Siempre lo he hecho y siempre lo haré.”

Ella no supo quien se movió primero, pero él la agarró por la cintura y la besó antes de que pudiera tomar otro aliento. Esto no era como el beso en el puente. Esa había sido una comunicación silenciosa de labios a labios, el intercambio de una promesa y un consuelo. Había sido dulce y demoledor, una especie de trueno suave. Esta fue una tormenta. Jem estaba besando, duro y dejando moretones, y cuando ella abrió los labios de él con los suyos y probó el interior de su boca, él se quedó
sin aliento y tiró de ella con más fuerza contra él, sus manos se clavaban en sus caderas, apretándola más cerca de él mientras exploraba sus labios y lengua, con caricias, mordidas, luego con besos para calmar el escozor. En los viejos tiempos, cuando ella lo había besado, había sabido a azúcar amarga: ahora él sabía a té y… ¿Pasta dental?

¿Por qué no? Incluso los cazadores de sombras centenarios tenían que lavarse los dientes. Una pequeña risita nerviosa se ​​le escapó y Jem se retiró, mirando aturdido y deliciosamente desaliñado. Tenía el pelo en todas direcciones debido a que ella había pasado sus manos a través de él.

“Por favor, no me digas que te ríes porque beso tan mal que es gracioso”, dijo, con una sonrisa torcida. Podía sentir su preocupación real. “Puedo estar un poco fuera de práctica.”

“Los Hermanos Silenciosos no besan tanto?”, Bromeó, alisando el frente del suéter de Jem.

“No a menos que hubiera orgías secretas a las que no fui invitado”, dijo Jem. “Siempre me preocupó no haber sido lo bastante popular.”

Ella apretó su mano alrededor de su muñeca. “Ven aquí,” dijo. “Siéntate, toma un poco de té. Hay algo que quiero mostrarte ”.

Se fue, como ella había pedido, y se sentó en el sofá de terciopelo, recostándose en los cojines que había cosido ella misma con tela que había comprado en la India y Tailandia. Ella no pudo ocultar una sonrisa, él parecía sólo un poco mayor que de lo que era cuando se había convertido en un Hermano Silencioso, como un joven común y corriente en jeans y un suéter, pero se sentó de la forma en que un hombre victoriano lo habría hecho, la espalda recta, con los pies apoyados en el suelo. Él atrapó su mirada y de su propia boca con puntas hacia las esquinas. “Muy bien,” dijo. “¿Qué tienes que mostrarme?”

En respuesta, ella fue a la pantalla japonesa que se extendía por una esquina de la habitación, y se puso detrás de ella. “Es una sorpresa.”

Un maniquí de modista estaba allí, escondido del resto de la habitación. No podía ver a través de la pantalla, sólo un contorno borroso de formas. “Háblame”, dijo ella, tirando de su suéter por la cabeza. “Dijiste que era una historia de Lightwoods y Fairchilds y Morgensterns. Sé un poco de lo que ocurrió. Recibí tus mensajes mientras estaba en el Laberinto. Pero yo no sé cómo la Guerra Oscura tuvo un efecto en tu cura” Tiró el suéter sobre la parte superior de la pantalla. “Puedes decirme?” “¿Ahora?”, Dijo. Lo oyó dejar su taza de té.

Tessa se ​​quitó los zapatos y se bajó la cremallera de sus pantalones vaqueros, sonó fuerte en la habitación tranquila. “¿Quieres que salga detrás de esta pantalla, James Carstairs?”

“Por supuesto.” Su voz sonaba estrangulada.

“Entonces empieza a hablar.”

* * *

Jem habló. Le contó de los días oscuros en Idris, del ejército de Oscuros de Sebastian Morgenstern, de Jace Herondale y Clary Fairchild y los niños Lightwood y su peligroso viaje a Edom.

“He oído hablar de Edom,” dijo ella, con voz ahogada. “Se habla de ello en el Laberinto Espiral, donde se mezclan las historias de todos los mundos. Un lugar donde los Nephilim fueron destruidos. Un páramo ”.

“Sí,” dijo Jem, un poco distraído. No podía verla a través de la pantalla, pero pudo ver el contorno de su cuerpo, y eso fue algo peor. “Un páramo ardiente. Muy caliente… ”.

Había tenido miedo de que los Hermanos Silenciosos le hubieran quitado la habilidad de desear: pensó que miraría a Tessa y sentiría amor platónico pero no sería capaz de desear, sin embargo ocurrió lo contrario. No podía dejar de desear. Él deseó, pensó, más de lo que nunca antes en su vida.

Claramente ella se estaba cambiando la ropa. Él había mirado hacia abajo a toda prisa cuando ella había empezado a menearse fuera de sus pantalones vaqueros, pero no era como si pudiera olvidar la imagen, la silueta de ella, el pelo largo y las piernas largas y hermosas. Siempre había amado a sus piernas .

Seguramente se había sentido así antes ¿Cuando había sido un niño? Recordó la noche en su habitación cuando ella lo detuvo de destruir su violín, y él había deseado entonces, deseaba tanto que no había pensado en absoluto cuando se derrumbaron sobre la cama: él le habría arrebatado su inocencia, y renunciado a la suya, sin
detenerse, sin pensarlo un momento en el futuro. Si no hubieran derribado su caja de yin fen. Si. Eso lo trajo de regreso a la realidad, y cuando ella se había ido, el rasgó sus sábanas en tiras con los dedos por pura frustración.

Tal vez fue sólo que el deseo recordado palidecía en comparación con el sentimiento mismo. O tal vez había sido debido a que él estaba enfermo en ese entonces, más débil. Él estaba muriendo, después de todo, seguramente su cuerpo no podría haber sostenido este.

“Una Fairchild y un Herondale,” dijo ella. “Ahora, me gusta eso. Los Fairchilds han sido siempre prácticos y los Herondales… Bueno, ya sabes.” Ella sonaba cariñosa, divertida… “Quizás ella lo haga sentar cabeza. Y no me digas que no necesita establecerse”.

Jem pensó en Jace Herondale. ¿Cómo era posible que él fuera como si alguien hubiera encendido una cerilla a Will y lo dorara en fuego vivo.“No estoy seguro de que se pueda hacer que un Herondale siente cabeza, y menos este”

“¿Él la ama? ¿A la chica Fairchild? ”

“Nunca he visto a nadie tan enamorado, excepto por …” Su voz se apagó, porque Tessa había salido de detrás de la pantalla, y ahora entendía porque había tardado tanto tiempo.

Llevaba un vestido de seda de orquídea, el tipo de vestido que podría haber usado para cenar cuando habían estado comprometidos. Se recortaba en cuerdas de terciopelo blanco, la falda en forma de campana… ¿Llevaba puesto miriñaques?

Su boca se abrió. No podía evitarlo. Él la había encontrado hermosa a través de todas las edades cambiantes del siglo: hermosa en el cuidadoso corte de la ropa de los años de la guerra, cuando la tela estaba racionada. Hermosa en los elegantes vestidos de los años cincuenta y sesenta. Hermosa en faldas cortas y botas a medida
que el siglo llegaba a su fin.

Pero esto era lo que las niñas usaban cuando él se había fijado en ellas por primera vez, la primera vez en que le parecieron fascinantes en lugar de molestas, la primera vez que notó la línea agraciada de un cuello o la palidez del interior de una muñeca femenina. Esta era la Tessa que lo había cortado hasta la médula con el amor y la lujuria mezclada: un ángel carnal con un corsé que le daba a su cuerpo la forma de un reloj de arena, levantando sus senos, marcando la llamarada de sus caderas.

Obligó a sus ojos que miraran lejos de su cuerpo. Ella había recogido su pelo, pequeños rizos se escapaban sobre sus oídos, y su colgante de jade brillaba alrededor de su garganta.

“¿Te gusta?”, Dijo. “Tuve que hacer mi propio pelo, sin Sophie, y acordoné mi propio encaje …” Su expresión era tímida y más que un poco nerviosa. Lo cual siempre había sido una contradicción en el corazón de ella, quien era una de las personas más valientes y, a la vez, tímidas que él había conocido. “Lo compré en Sotheby, un
anticuario verdadero, eso si, costó demasiado dinero, pero me acordé de cuando yo era una niña y tú habías dicho que las orquídeas eran tu flor favorita y me había propuesto encontrar un vestido del color de una orquídea, pero yo nunca encontré uno antes de que te… fueras. Pero éste es de tintura de anilina, eso espero, nada natural, pero pensé… Pensé que te haría recordar…” Levantó su barbilla “Lo nuestro. Lo que quería para ti cuando pensé que estaríamos juntos”

“Tess”, dijo, con voz ronca. Se puso de pie, sin saber cómo había llegado hasta allí. Dio un paso hacia ella, y luego otro. “Cuarenta y nueve mil doscientos setenta y cinco.”

Ella supo de inmediato lo que quería decir. Él sabía que lo haría. Ella lo conocía como nadie la vida lo hizo. “¿Estás contando los días?”

“Cuarenta y nueve mil doscientos setenta y cinco días desde la última vez que te besé,” él dijo. “Y pensé en ti todos y cada uno de ellos. No tienes que recordarme a la Tessa que yo amé. Fuiste mi primer amor y serás la última. Yo nunca te he olvidado. Nunca he dejado de pensar en ti” Estaba lo bastante cerca para ver el pulso latir en la garganta de ella. Para alcanzar y levantar un rizo de su cabello. “Nunca.”

Tenía los ojos medio cerrados. Ella extendió la mano y le cogió la mano, donde acarició su pelo. Su sangre tronaba a través de su cuerpo, con tanta fuerza que le dolía. Ella bajó la mano, la bajó hasta el sostén de su vestido. “El anuncio para el vestido, dijo que no tenía botones,” susurró. “Sólo ganchos en la parte delantera. Más fácil de abrochar.” Ella bajó la mano derecha, tomó la otra muñeca de él, la levantó. Ahora sus dos manos estaban en su corpiño. “O de desabrochar.” Sus dedos curvados sobre los de él, muy deliberadamente, ella se desabrochó el primer gancho en su vestido.

Y luego el siguiente. Ella movió las manos de él hacia abajo, sus dedos entrelazados con los suyos, desabrochando hasta que el vestido colgaba sobré su corsé. Ella respiraba con dificultad; él no podía quitar los ojos del sitio en el que su pendiente ascendía y caía con sus jadeos. Él no se atrevía a moverse ni un milímetro más hacia ella: deseaba, deseaba demasiado. Quería destrenzar su cabello y envolverlo alrededor de sus muñecas como cuerdas de seda. Él quería los pechos de ella bajo sus manos y sus piernas alrededor de su cintura. Quería cosas que no tenían nombre para él y ninguna experiencia. Sólo sabía que que si se movía una pulgada más cerca de ella, la barrera de vidrio de control que había construido en torno a sí mismo se rompería y no sabía qué iba a pasar.

“Tessa,” dijo. “¿Estás segura?”

Sus pestañas revolotearon. Aún tenía los ojos entrecerrados, sus dientes haciendo pequeñas medias lunas en su labio inferior. “Estaba segura entonces”, dijo, “y estoy segura ahora.”

Y ella juntó las manos con firmeza a los costados, donde su cintura se curvaba, a ambos lados de la llamarada de sus caderas.

Su control se rompió, una explosión silenciosa. La atrajo hacia él, se inclinó para besarla salvajemente duro. La oyó llorar de sorpresa y luego sus labios la silenciaron, y la boca de ella se abrió con impaciencia bajo la suya. Tenía las manos en el de pelo él, agarrando con fuerza; ella estaba de puntitas de pies para besarlo. Ella le
mordió el labio inferior, mordisqueó su mandíbula, y él gimió, deslizando sus manos dentro de su vestido, siguiendo con los dedos la parte posterior de su corsé, su piel ardiendo a través de los pedacitos de la camisola que podía sentir entre los cordones. Él se estaba sacando sus zapatos a patadas, quitándose los calcetines, el piso era frío contra sus pies desnudos.

Ella dio un grito ahogado y se retorció más cerca, en sus brazos. Deslizó sus manos fuera de su vestido y se apoderó de sus faldas. Ella hizo un ruido de sorpresa y luego él estaba trazando el vestido por encima de su cabeza. Ella exclamó, riendo, mientras el vestido se salió de la mayor parte del camino, pero se mantuvo cerrado en las muñecas, donde diminutos botones juntaban los puños con fuerza. “Cuidado”, bromeó, mientras sus dedos frenéticos movieron los botones abiertos. Lanzó el vestido y lo tiró a la esquina. “Es una antigüedad.”

“También yo, técnicamente,” dijo él, y ella se rió de nuevo, mirando hacia él, su rostro cálido y abierto.

Él había pensado sobre hacer el amor con ella antes; por supuesto que sí. Había pensado en el sexo cuando era un adolescente, porque eso era lo que pensaban los chicos adolescentes, y cuando él se había enamorado con Tessa, había pensado en ello con ella. Vagos pensamientos incipientes de hacer cosas, aunque no estaba seguro de que. Imágenes de pálidos brazos y piernas, la sensación imaginaria de piel suave bajo sus manos.

Pero no se había imaginado esto: que podría haber risas, que podría ser cariñoso y cálido, así como apasionado. La realidad de ello, de ella, lo aturdía hasta dejarlo sin aliento.

Ella se apartó de él y por un momento él entró el pánico. ¿Qué había hecho mal? ¿La había herido? ¿La había disgustado? Pero no, sus dedos se habían ido a la jaula de crinolina en su cintura, torció y parpadeó. Luego levantó los brazos y los enroscó en el cuello de él. “Levantame”, dijo. “Levantame, Jem.”

Su voz era un ronroneo cálido. Él la tomó de la cintura y la levantó hacia arriba, fuera de sus enaguas, como si estuviera levantando una orquídea, libre de su jarrón. Cuando él la bajó de vuelta, llevaba sólo su corsé, bragas y medias. Sus piernas eran tan largas y hermosas como el recordaba y había soñado.

Alargó la mano hacia ella, ella la tomó en las suyas. Tessa seguía sonriendo, pero ahora había una cualidad pícara en ella. “Oh, no”, dijo, haciendo un gesto hacia él, sus pantalones vaqueros y suéter. “Tu turno”.

* * *

Se quedó paralizado, y por un momento, presa del pánico, Tessa se ​​preguntó si ella le había pedido demasiado. Había estado tanto tiempo desconectado de su cuerpo, era una mente en una cáscara de carne que fue ignorada en gran medida a menos que necesitara ser ejecutada para algún nuevo poder. Tal vez esto era demasiado para él.

Pero él tomó una respiración profunda, y sus manos se dirigieron al borde de su suéter. Se lo sacó por la cabeza y salió con el pelo rizado adorablemente. No llevaba camisa bajo el jersey. Él la miró y se mordió el labio.

Ella se acercó a él, admirando con los ojos y los dedos. Ella lo miró antes de poner sus manos sobre él y le vio asentir, Sí.

Tragó saliva. Ella había llevado esto tan lejos hacia adelante como una hoja en la marea de sus recuerdos. Los recuerdos de James Carstairs, el muchacho con el que se había comprometido, y había planeado casarse. Con el cuál casi había hecho el amor en el suelo de la sala de música en el Instituto de Londres. Ella había visto su cuerpo, entonces, con el torso desnudo, su piel pálida como el papel, estirada y delgada sobre las costillas prominentes. El cuerpo de un niño moribundo, a pesar de que siempre había sido hermoso para ella.

Ahora su piel descansaba sobre sus costillas y pecho, en una capa de músculo liso; su pecho era ancho, estrechándose hacia abajo hasta una cintura delgada. Ella puso sus manos sobre él tentativamente; era cálido y duro bajo su toque. Podía sentir las cicatrices tenues de antiguas runas, pálidas contra su piel dorada.

Su aliento silbó entre dientes mientras pasaba sus manos por su pecho y bajo sus brazos, la curva de sus bíceps dando forma a sí mismos bajo sus dedos. Ella lo recordó en la lucha con los otros Hermanos en Cader, Idris. Y por supuesto que había luchado en la Ciudadela de Batalla, los Hermanos Silenciosos se mantenían listos para la pelea, aunque rara vez luchaban. De alguna manera ella había nunca pensado en lo que podría significar para Jem, una vez que ya no estaba muriendo.

Le castañeteaban los dientes un poco; se mordió los labios para mantenerlos en silencio. El deseo estaba lavando a través de ella, y un poco de miedo también: ¿Cómo puede estar pasando esto? ¿En realidad sucede?

“Jem”, susurró. “Eres tan …”

“¿Asustadizo?” Puso su mano en la mejilla, donde la marca negra de la Hermandad todavía se mantuvo en el arco de su pómulo. “¿Horrible?”

Ella negó con la cabeza. “¿Cuántas veces tengo que decirte que eres hermoso?” Se pasó la mano por la curva desnuda de su hombro hasta el cuello; temblaba. Eres hermoso, James Carstairs. “¿No has visto como todos te miraban en el puente? Eres mucho más hermoso que yo”, murmuró, deslizando sus manos a su alrededor para tocarle los músculos de la espalda; se estiraron bajo la presión de sus dedos mirando. “Pero si eres lo suficientemente tonto para quererme, entonces no voy a cuestionar mi buena suerte.”

Volvió la cabeza hacia un lado y lo vio tragar. “Durante toda mi vida”, dijo, “Cuando alguien dice la palabra "hermosa” “, es tu cara lo que veo. Tú eres mi propia definición belleza, Tessa Gray.”

El corazón le dio un vuelco. Se incorporó en sus dedos de los pies. Siempre había sido una chica alta, pero Jem era aún más alto y puso su boca a un lado de la garganta de este, besando suavemente. Sus brazos se acercaron alrededor de ella, apretándola contra él, su cuerpo era duro y caliente, y ella sintió otra punzada de deseo. Esta vez ella lo mordisqueó él, mordiendo la piel donde el hombro se curvaba hasta su cuello.

Todo salió al revés. Jem hizo un sonido bajo en su garganta y de repente estaban en el piso y ella estaba encima de él, su cuerpo amortiguando su caída. Ella lo miró con asombro. “¿Que pasó?”

Él parecía desconcertado también. “No podía soportar más.”

Su pecho estaba lleno de calidez. Había pasado tanto tiempo que casi olvidó la sensación de besar a alguien con tanta fuerza que tus rodillas se debilitan solas. Él se empujó así mismo hacia arriba apoyándose en los codos. “Tessa -”

“No pasa nada”, dijo ella con firmeza, ahuecando su rostro entre las manos. “Nada. ¿Entiendes?”

Él entrecerró los ojos en ella. “¿Me haces tropezar?”

Ella se echó a reír; su corazón aún latía, mareada de alegría, alivio y terror, todo al mismo tiempo. Pero ella lo había mirado antes, había visto la forma en que él miraba su pelo cuando estaba hacia abajo, había sentido sus dedos en ella, acariciando tentativamente, cuando él la había besado en el puente. Levantó la mano y lo tiró de los pasadores del cinturón, lanzándolos a los dos a través del cuarto.

Su cabello emanaba hacia abajo, derramado sobre sus hombros, hasta la cintura. Se inclinó hacia delante hasta que rozó con su rostro su pecho desnudo.

“¿Te importa?”, Susurró.

“A medida que se desarrolla,” dijo él, contra su boca, “No me importa. Me parece que prefiero estar recostado ”.

Ella se rió y se pasó la mano por todo el cuerpo de él hasta abajo. Se retorció, arqueándose a su toque. “Para una antigüedad”, murmuró, “te venderías bastante bien en Sotheby. Todas tus partes trabajan en orden.”

Sus pupilas se dilataron y luego se echó a reír, su cálido aliento le sopló a ella en la mejilla. “He olvidado lo que se siente al ser objeto de burlas, creo”, dijo. “Nadie se burla de los Hermanos Silenciosos.”

Ella había tomado ventaja de su distracción para librarlo de sus vaqueros. Ahora había poca ropa distractiva entre ellos. “Ya no estás en la Hermandad”, dijo ella, acariciando sus dedos a través de su estómago, del fino cabello justo debajo de su ombligo, de su pecho desnudo y suave. “Y yo estaría muy decepcionada si
siguieras silencioso”

Él la alcanzó a ciegas y la atrajo hacia abajo. Sus manos se enterraron en su cabello. Y se estaban besando de nuevo, con las rodillas a cada lado de sus caderas, las palmas de ella abrazando el pecho de Jem. Sus manos la recorrieron por el pelo una y otra vez, y cada vez que ella podía sentir su cuerpo torcerse hacia ella, sus labios presionaban contra su propia voluntad. No eran besos salvajes, no ahora: eran decadentes, creciendo en intensidad y fervor cada vez que se separaban volvían a reunirse.

Llevó las manos a los cordones de su corsé y tiró de ellos. Ella se movió para mostrarle que también se abrochaba al frente en su pecho, pero él ya había llegado a para quitar la parte delantera. “Mis disculpas,” dijo, “a la antigua”, y luego, de manera más nada-estilo-Jem, arrancó el corsé abierto por la parte delantera y lo tiró a un lado. Debajo estaba su camisola, que ella se detuvo y la dejó caer a un lado sobre su cabeza.
Respiró hondo. Estaba desnuda delante de él ahora, como nunca lo había estado antes

* * *

Jem tenía la sensación de que más tarde sus manos picarían (nunca antes había despedazado un corsé), pero por el momento, no podía sentir a nada más que a Tessa. Estaba sentada a horcajadas sobre sus caderas, sus ojos muy abiertos, su pelo vertiéndose sobre sus hombros desnudos y los pechos. Parecía Venus surgiendo de las olas, con sólo el colgante de jade para cubrirla, brillando contra su piel.

“Creo,” dijo ella, su voz se había elevado y sonaba entrecortada, “que necesito que me beses ahora.”

Alzó la mano para atraerla hacia abajo, agarrándose de sus delgados hombros. Él les dio la vuelta para estar encima de ella, apoyándose sobre sus codos, atento a su peso. Pero a ella no parecía importarle. Ella se acomodó en él, curvando su cuerpo para adaptarse a él. La suavidad de sus senos se apretó contra su pecho y el hueco de sus caderas era una taza para agarrarlo y sus pies desnudos lo recorrían por sus pantorrillas.

Hizo un oscuro y pobre sonido en lo bajo de su garganta, un sonido que apenas reconocía como proveniente de él mismo. Un sonido que hizo que las pupilas de Tessa se ​​expandieran, quien suspiró rápidamente. “Jem”, dijo, “por favor, Jem,” y ella volvió la cabeza hacia un lado, almohadillando su mejilla en el cabello suelto.

Se inclinó sobre ella. Hasta ahora era lo mismo que habían hecho juntos, antes. De esto se acordaba. Que a ella le gusta ser besada en una línea bajando por su garganta, y que si seguía la forma de la clavícula con su boca ella lloraría y cavaría con las manos en su espalda. Y si tenía miedo de lo que vendría después, sin saber
qué hacer, o cómo complacerla, este fue arrasado con rapidez por la forma en que ella respondía: sus suaves gemidos mientras pasaba sus manos por sus piernas y le besó los pechos y el estómago.

“Mi Jem,” susurró mientras la besaba. “James Carstairs. Ke Jian Ming ”.

Nadie lo había llamado por su nombre de nacimiento en más de medio siglo. Era tan íntimo como un caricia.

No estaba del todo seguro de cómo se deshicieron del resto de sus ropas, sólo que de alguna manera estaban descansando sobre los restos destrozados de su vestido de seda y enaguas. Tessa no era suave y flexible bajo él como había imaginado, sino responsiva y exigente, levantando la cara para ser besada una y otra vez,
pasando sus manos sobre él, cada roce de sus dedos encendía chispas en las terminaciones nerviosas que él había temido que hubieran muerto hace mucho tiempo.

Fue mucho mejor de lo que había imaginado. Estaba rodeado por ella, su olor a jabón de agua de rosas y su piel suave y su confianza implícita. No era sólo que ella confiaba en que no la lastimaría; era más que eso. Ella confiaba en que su inexperiencia no le importaría, no importaba nada excepto que se trataba de ellos dos y siempre habían tratado de hacer que el otro sea feliz. Cuando él vaciló y dijo, “Tessa, no sé cómo…” ella susurró contra su boca y puso sus manos donde deben ir.

Una especie de lección, pero la más suave que él había recibido, y la mejor. No había imaginado suficiente de esto, que sus respuestas serían reflejadas, que el placer de ella magnificaría el suyo propio. Que cuando él deslizara las manos por sus piernas ella se envolvería alrededor de su cintura por su propia voluntad. Que cada pensamiento huiría de su cabeza a excepción de la sensación de ella bajo él y luego alrededor de él mientras ella lo guiaba hasta donde tenía que estar. 

Se oyó así mismo gemir a la distancia como si se enterrara en ella. “Tessa.” Se aferró a sus hombros como si se aferrara a los jirones de su control. “Tessa, oh Dios, Tessa, mi Tessa.” La coherencia lo había abandonado por completo. Él farfulló algo más también, ya no en inglés, no sabía qué, y sintió que ella apretó sus brazos alrededor de él.

Él respiraba entrecortadamente mientras se movía, luchando desesperadamente por controlarse a sí mismo, porque no quería que se terminara, no todavía. Tenía los ojos cerrados; la luz resplandecía detrás de sus párpados. Tanta la luz. Oyó la voz de Tessa, susurrando su nombre; estaban tan cerca, más cerca de lo que nunca había creído posible. Sus manos se deslizaron por su cuerpo para agarrarlo de la cintura. Había una línea delgada de concentración entre sus cejas; ella tenía los ojos fuertemente cerrados, las mejillas le brillaban de un rojo escarlata, y cuando ella trató de decir su nombre otra vez, un jadeo irregular se lo tragó. Una de sus manos voló a su boca y ella mordió con fuerza sus dedos mientras su cuerpo se tensó alrededor de él.

Era como un fósforo encendiendo hierba seca. El último vestigio de su control se evaporó. Enterró la cara contra su cuello mientras la luz detrás de sus ojos se fracturó en colores caleidoscópicos. Había llevado la oscuridad de la Ciudad Silenciosa dentro de él incluso cuando dejó la Hermandad. Y ahora ella había abierto su alma y dejó entrar la luz, y fue brillante.

Nunca había imaginado esto. Él ni siquiera se había imaginado imaginando esto.

Cuando volvió en sí, se encontró con que todavía se aferraba con fuerza, con la cabeza inclinada hacia abajo en su hombro. Ella estaba respirando suavemente y regularmente, con la mano en su pelo, acariciando, murmurando palabras cariñosas.

Él se apartó de ella de mala gana, rodando para acomodarse de forma que quedaran descansando cara a cara. La mayor parte de la luz del día se había ido; se miraron el uno al otro en un crepúsculo oscuro que suavizó los bordes ásperos. El corazón le latía con fuerza mientras extendía la mano para deslizar el pulgar por el labio inferior de ella.

“¿Estás bien?” Dijo, con voz ronca. “¿Era eso…?” Se interrumpió, dándose cuenta con horror que el brillo de sus ojos eran lágrimas. Una rodó por su mejilla, sin control. “¿Tessa?” Podía oír el pánico salvaje en su propia voz. Ella le dio una sonrisa rápida y temblorosa, pero eso era típico de Tessa. Ella nunca mostraría decepción. ¿Que tal si para ella fue horrible? Él había pensado que era increíble, perfecto; él había pensado que su cuerpo se rompería en pedazos de sentir tanta felicidad a la vez. Y había pensado que ella había respondido, pero ¿Qué sabía él? Maldijo su propia inexperiencia, su arrogancia y su orgullo. ¿Qué le había hecho pensar que podía?

Ella se sentó, inclinándose sobre la mesa de café, con las manos haciendo algo que él no podía ver. Su cuerpo desnudo fue esbozado en el crepúsculo, insoportablemente bello. Él la miró con su corazón tartamudeando. En cualquier momento ella se pondría de pie, se vestiría y le diría que lo amaba, que siempre lo había amado, pero no de esa manera. Que la suya no era una pasión, sino una amistad.

Y él se había dicho a sí mismo que podía soportar eso, antes de que llegara al puente para confesarse. Se había dicho a sí mismo que podía tener su amistad y nada más, que era mejor que no estar cerca de ella en absoluto.

Pero ahora que él sabía, ahora que habían compartido el aliento, el cuerpo y sus almas, ya no podía dar un paso atrás. Para ser solo su amigo, nunca tocarla nuevo, le desgarraría en mil pedazos. Sería más agonía de lo que el fuego celestial había sido nunca.

Ella se volvió hacia él, sosteniendo algo en sus manos.

“¿Jem?” Dijo. “Jem ¡Estás a miles de kilómetros de distancia!” Ella se había envuelto con una funda gris del sillón; se sentó junto a él; las lágrimas se habían ido y ella era cálida y sonriente. “Honestamente, si lo que acabamos de hacer no consigue tu atención, no sé lo que haría.”

Él la miró fijamente. “Pero estabas llorando”, dijo, por fin.

Ella lo miró con curiosidad. “Porque yo soy feliz. Porque eso fue maravilloso.”

Expulsó el aliento en una oleada de alivio. “Así que fue… ¿Estuvo bien? Yo podría ser mejor, podríamos practicar…”

Se dio cuenta de lo que acababa de decir, y cerró la boca.

Una sonrisa maliciosa se ​​extendió por su cara. “Oh, vamos a practicar”, dijo. “Tan pronto como estés listo.”

“No tengo otros compromisos esta noche.” dijo con gravedad.

Ella se sonrojó. “Tu cuerpo puede necesitar tiempo para… Para recuperarse.”

“No.” dijo, y esta vez se permitió un pequeño matiz de complacencia. “No, yo no lo creo.”

Ella se sonrojó aún más. El amaba hacerla ruborizarse; siempre lo hizo. “Bueno, necesito cinco minutos, por lo menos!” Dijo ella. “Y te necesito para ver esto. ¿Por favor?”

Le tendió una hoja de papel para él. Su expresión era sorprendentemente grave; se limpió la presunción, y su deseo de burlarse de ella también. Sin atreverse a hablar, tomó el papel de ella y lo desdobló.

Ella aclaró su garganta. “Pude haber estado bromeando antes” dijo ella “Cuando dije que era dueña de este piso bajo el nombre de Bedelia Bacalao”.

Él se quedó mirando la escritura del departamento en la Puerta de la Reina. Estaba hecha a nombre de Tessa, o algo parecido. No Tessa Gray, o incluso Tessa Herondale. Fue hecha en el nombre de Tessa Herondale Carstairs.

“Cuando hablé con Magnus en Idris, después de la Guerra Mortal” comentó ella. “Me dijo que había soñado que te curabas. Ya sabes cómo es Magnus. A veces sus sueños se cumplen. Así que me permití sentir esperanza por primera vez en mucho tiempo. Yo sabía que era poco probable, si no imposible. Sabía que sería dentro de muchos años. Pero tu me pediste casarme contigo, una vez, hace mucho tiempo. Y en cierto modo, esta es nuestra noche de bodas. Una consumación con mucho retraso.” Ella le sonrió, mordiéndose el labio, claramente nerviosa. Sus dedos se movían en la manta que sostenía a su alrededor. “No debería haber tomado prestado tu nombre, tal vez, pero siempre he sentido en mi sangre que éramos familia.”

“Tessa Herondale Carstairs,” susurró. “Nunca debería preocuparte pedir prestado mi nombre cuando sabes que puedes conservarlo”

Él dejó que la hoja de papel se deslizará de su mano y se extendió hacia ella. Ella se inclinó sobre su regazo y él la abrazó con fuerza, contra la sensación de ahogo en su garganta.

Ella nunca había renunciado a él. Recordó decirle a Will una vez, que él le había dado fe, cuando Will no tenía fe en sí mismo. Él siempre había tenido esperanzas en Will, aunque Will no tenía esperanzas para sí mismo. Y Tessa lo había hecho por él. Hacía tiempo que había perdido la esperanza de una cura, pero ella… Ella siempre había tenido esperanzas.

“Mizpa, Tessa.” susurró. “En verdad, porque ciertamente Dios estaba cuidando de nosotros mientras nos despedimos unos de otros. Y ha cuidado de nosotros mientras Will era apartado de nuestro lado y nos trajo de vuelta el uno al otro ”.

* * *

Durmieron, acurrucados, en los restos del vestido de Tessa, y más tarde se trasladaron al sofá. Estaba bastante oscuro, y bebieron té frío e hicieron el amor de nuevo, esta vez más suave y lentamente hasta que Tessa agarró a Jem por los hombros y le rogó que fuera más rápido. “Dolcissimo, no appasionato”, dijo él con una sonrisa tormentosa de pura diversión.

“¿Oh?” Ella se agachó e hizo algo con la mano que, estaba claro, no había sido preparado. Todo su cuerpo se tensó. Se rió mientras las manos de él arañaban de repente en su cintura, clavandole los dedos. El pelo oscuro de Jem colgaba delante de sus ojos; su piel brillaba por el sudor. Anteriormente, ella había cerrado los ojos: esta vez ella lo observaba, tanto el cambio en su expresión como su control se rompieron por la forma de su boca mientras jadeaba su nombre.

“Tessa…”

Y esta vez, ella se olvidó de morderse la mano para amortiguar los sonidos que hacía. Oh, bueno. Al diablo con los vecinos. Había estado en silencio durante casi un siglo.

 "Quizás eso fue más rápido de lo que había previsto" dijo con una sonrisa, cuando yacían juntos después, encajados entre los cojines. “Pero tú hiciste trampa. Tienes más experiencia que yo.”

“Me encanta.” Tessa le besó los dedos. “Voy a tener una gran cantidad de diversión enseñándote todo. No puedo esperar a que escuches música de rock and roll, Jem Carstairs. Y quiero verte utilizando un iPhone. Y un ordenador. Y viajar en el metro. ¿Has estado en un avión? Yo quiero estar en un avión contigo.”

Jem seguía riendo. Su cabello era un desastre terrible, y sus ojos eran oscuros y brillantes a la luz de la lámpara. Se veía como el chico que había sido, hace tantos años, pero diferente a la vez: se trataba de un Jem que Tessa recién empezaba a conocer. Un joven, y saludable Jem , no un niño moribundo o un Hermano Silencioso. Un Jem que podía amarla con toda su fuerza a medida que ella lo amaba a él.

“Vamos a tomar un avión”, dijo. “Tal vez a Los Ángeles.”

Ella sonrió. Sabía por qué tenían que estar allí.

“Tenemos tiempo para hacer todo”, dijo él trazado uno de sus dedos por el lado de la cara de Tessa. “Tenemos la eternidad.”

No la eternidad, pensó Tessa. Tenían un largo, largo tiempo. Toda una vida. El tiempo que él viviera. Y ella lo iba a perder un día, como había perdido Will, y su corazón se rompería, como se había roto antes. Y se recuperaría de nuevo y seguiría adelante, porque el recuerdo de haber tenido a Jem sería mejor que nunca haberlo tenido en absoluto.

Ella era lo suficientemente sabia como para saber eso.

“Lo que dijiste antes” preguntó. “Que Jace Herondale ama a Clarissa Fairchild más que nadie que hayas conocido, excepto alguien…. Nunca terminaste la frase. ¿Quién era?”

“Yo iba a decir tú, yo y Will,” dijo. “Pero… No es eso algo extraño que decir ¿no?”

“No es extraño en absoluto.” Ella se acurrucó cerca contra su costado. “Tienes toda la razón. Siempre y para siempre, toda la razón.”

***

Olhando minhas paredes pintadas de solidão.
Tentando olhar pela brecha de esperança da minha janela.
Rasguei o peito mil vezes só hoje…
—  Oi? Prazer me chamo Maria
Minha vida é ácido sulfúrico. Meus olhos, lanternas de medo que perseguem os erros. Sou lobo, sou voz, sou fato. Sou sentimento indomável de realidade incomum. Meu corpo é espinho sangrento e minha alma, copo vazio. Minhas palavras dissipam-se com o vento junto à minha respiração. Meus pensamentos são paredes mal pintadas a descascarem com o tempo. Sou complexidade fatal. Sou um suicídio cinematográfico. Sou o erro inaceitável. Um tanto faz constante. Um irreversível talvez. O sim e o não nunca ditos. Sou tempo. Sou morte em vida. Sou simples. Sou segredo contado. Sou poema sem rima. Uma carta de despedida que não fora entregue ao destinatário. Sou chama que nunca apaga. Sou a morte antes do fim. O texto inacabado. O peso morto jogado à beira da estrada. O coração partido em pedaços, estraçalhado como um pedaço de vidro. Sou labirinto, por fim, infinito.
—  Wordland.
Divagações sobre um dia em que não tive gastrite

Parte 1

Não escrevo sentada em uma cadeira macia e cara. No máximo coloco um travesseiro em meu traseiro e termino com os pés enrolados na extensão em baixo de mim. Não escrevo em uma instalação moderna e movida à arte. Eu não vou até os centros de cultura ou bares paulistas para escrever. Daqui só tenho minha janela para o morro e uma parede que precisa ser pintada. É tudo claro daqui: de onde venho não se chega a nenhum lugar com a escrita. Assim como a música, teatro e dança. É uma sorte descabida, assim como um bilhete premiado ou ganhar na loteria. Porque de onde eu venho pouco se acredita em arte. No máximo em algum curso que te dê dinheiro. Que pelo menos compre um carro. O que você vai ganhar escrevendo? Pois bem, eu não tenho nenhum assessor importante, não faço parte de um site famoso e nem escrevo para televisão. O que eu tenho é simples e sem grandes metáforas. É fácil de engolir, passa livre e sem grandes dificuldades pela garganta. Não dá azia e nem faz um livro ruim. Caberia em uma sacola amassada de pão, em um guardanapo sujo de óleo ou atrás da agenda de 2012. O que eu escrevo, ou melhor, do que eu escrevo vem de dias limpos de remédio para gastrite o que me permite um pouco de leveza ou discernimento. Não é nada de especial, nem arrojado, nem transcendental. Você não vai encontrar palavras gloriosas ou difíceis que precisem de um suporte ou que te garantam uma leitura inteligente. Aliás, eu mal sei como terminar um texto e se eu tenho que passar alguma mensagem, espalhar uma lição de moral, promover uma reflexão importante. Porque de onde eu venho a gente aprende com o suor salgado do rosto, as três prestações atrasadas e uma felicidadezinha reluzente quando sobra um trocado para uma pizza na sexta feira ou um sorvete no sábado. Porque vivemos absortos nas lotações esmagadoras de seres humanos e nos metrôs estufados de obrigações, sonhos e cheiro ruim. Quando a liberdade do outro é um espaço para sentar ou três minutos para a porta abrir. Enquanto isso eu escrevo. Daqui do morro, da cadeira cheia de cupim, sem nenhum chá preto a La escritora ou algum vinil tocando uma música calma e tranquila. Eu só escrevo sobre o que parece com a vida para mim. Eu só escrevo porque tenho um estômago ruim e uma memória traidora. 

Están allí pintadas las paredes, los techos de las cavernas; alces, bisontes, figuras que vienen de eso que llaman Prehistoria; caballos, fieras, hombres, mujeres que no tienen edad. Fueron pintadas, pintados, hace miles y miles de años, pero nacen de nuevo cada vez que alguien las mira.
Y uno se pregunta: ¿Cómo pudieron ellos, nuestros remotos abuelos pintar de tan delicada manera? ¿Cómo pudieron aquellos brutos que peleaban mano a mano con las fieras más feroces, crear esas figuras tan, tan plenas de gracia, esas mágicas obras volanderas que se escapan de la roca y por los aires vuelan? ¿Cómo, cómo pudieron ellos…?
¿O eran Ellas?
—  Eduardo Galeano.
Breve historia de algo que no es amor

Abrió los ojos porque la luz que entraba por el ventanal le pegaba justo en la cara. No era una luz que lastimaba; al contrario, se trataba de una luz tenue, blanca, sin ningún chiste pero que inundaba el lugar, extraño para ella, de una tranquilidad incómoda.

Abrió los ojos y fue tratando de reconocer ese lugar. Ella abrió los ojos y, sin moverse, pensaba en el cómo, en el por qué y en el quién. La habitación era grande, tal vez lo parecía porque no tenía muchas cosas: una cama matrimonial, dos burós y el closet, que estaba cerrado. Ese ventanal estaba cubierto con papel, lo que ayudaba con el tema de la luz. Las paredes estaban pintadas de blanco. Nada más. Recuerda haber subido escaleras, ¿dos pisos, quizá? 

No le dolía la cabeza, lo que significa que la noche anterior no había tomado tanto como en semanas anteriores: dos copas de vino y dos whiskys. ¿Bailó? Sí, bailó como nunca, como si nada más importara. ¿Estaba feliz? Si lo estaba, ¿por qué se sentía tan vacía? ¿Tan expuesta? ¿Qué hacía ahí? 

Miraba fijamente al ventanal, ya sin sueño, como si tratara de dibujar al edificio que estaba al otro lado de la calle, como si ese dibujo le fuera a dar todas las respuestas. Sintió cómo alguien respiraba a su espalda y no tuvo que dar vuelta para saber de quién se trataba. Cerró los ojos y sintió alivio de saber que estaba con él. Volvió a cerrar los ojos y ahora, quiso llorar precisamente al saber que volvía a estar con él, solamente con él. 

Él y ella se conocieron hace cuatro meses. La noche que salieron por primera vez, terminaron durmiendo juntos en una habitación diferente a donde estaba despertando hoy. Aquella, mucho más pequeña, fría, llena de muebles y libros, se volvió el último rincón del mundo para alguien que quería escapar de la cotidianidad. Ella llegaba pasadas las dos de la mañana, borracha pero sin llegar a perder el control. Él abría la puerta y le quitaba la ropa. Ella se dejaba llevar por la tentación, por el deseo, por algo que no es amor. Él dejaba que se quedara a dormir para en la mañana despedirla como quien despide a un conocido. 

Esta noche fue diferente. Ella lo sabe porque no se ha sentido así nunca. ¿Se divirtió? Su cuerpo le dice que lo disfrutó, pero le duele. ¿Lloró antes de dormir? ¿Por qué le arden sus ojos? Siente que las piernas le tiemblan, necesitará tiempo antes de poder levantarse. Se siente sucia, ridícula, perdida, pero sobre todo, expuesta. Tiene que disimular y fingir que ese contacto para ella significó tan poco. Ella debe evitar a toda costa que él descubra la tristeza que la invade cada vez que él evita mirarla a los ojos, a pesar de que son las cuatro de la mañana y siguen riéndose. 

El blanco de la luz poco a poco fue desapareciendo para dar paso a otra iluminación que brotaba del sol y el cielo azul. La tranquilidad incómoda se había ido también. Él se había levantado de la cama y andaba por la casa esperando a que ella se vistiera con la ropa que llegó en la noche. Le recordó lo gracioso que es para él que ella saliera siempre con un vestido de fiesta de su casa a las nueve de la mañana. 

Todo era diferente a como lo había imaginado, no solo porque en la noche no distinguía colores ni formas, sino porque era un espacio inmenso. Era una casa con potencial de universo donde solamente un planeta estaba en órbita. Ella sintió tristeza al verlo ahí, acomodando todo y explicándole lo que en un futuro ese espacio se transformará. Sintió curiosidad por saber quién era ese alguien que lo había lastimado tanto como para ocultar la persona que en realidad es. 

Ambos recorrieron la casa ocultando todo lo que pasó en esa habitación, la cual ella miró muy bien y prometió no regresar. Se despidieron como dos extraños, como desconocidos que se encuentran una noche y se prometen un para siempre que olvidan al día siguiente. 

Lucía viva

A los 16 años hay adolescentes que aún no han debutado, y otras que ya están embarazadas de su tercer hijo, las hay delgadas y gordas, morochas y pelirrojas, estudiosas y analfabetas, soñadoras y concretas, con un techo y un lindo colchón o durmiendo en taperas, cartoneando o comprando en el shopping, militando o bailando reggaetón.

A los 16 años las chicas suelen tener sueños: casarse con algún/a ídolo/a o con alguien del colegio, no casarse jamás, viajar a Japón a dibujar comics, ir a Disney, tener la panza chata para usar bikini, comprarse una moto, tener una beca de algo, tener hijxs, no tener nunca hijxs, vivir solas, irse de vacaciones sin sus madres/padres.

A los 16 años las chicas suelen ser confiadas, sentir que el mundo es un lugar seguro, les gusta conocer personas, suelen desear ser más libres –siempre un poco más-, no quieren ser controladas, son superpoderosas, y pueden llorar toda la noche por un comentario de Facebook.

A los 16 años la vida es intensa: bailar, comer, no comer, tatuarse, perforarse, la música, el arte, la ropa, los cambios en el pelo, reir, llorar, cortarse, pasear, dormir, no dormir nunca, publicar fotos en Instagram, los cien grupos de wassap, el celular como parte del cuerpo, las paredes pintadas de la pieza, beber más de la cuenta, probar algunas sustancias, netflix, el maldito colegio, los adultos insoportables, pensar en la vejez como algo que sucede luego de los 25 años, odiar la “vejez”.

Lucía Perez tenía justo eso: 16 años. No sé de ella, no la conocí. Veo una foto donde sonríe, tiene un piercing, el pelo enmarañado, rastas, chaleco, buzo. Es muy linda y sonríe con ganas. No hay miedo en la foto. Es una adolescente que cursa el último año del secundario, hija de una familia trabajadora, que vive en Mar del Plata. Las rastas ¿serán porque escucha reggae? El piercing del labio,¿se lo habrá hecho algún amigo? ¿Le gustará lengua, historia o físico-química?

Releo: hablo de Lucía en presente. Y no lo está: el domingo 9 de octubre –el día que fusilaron al Che Guevara, el día que nacieron John Lennon y PJ Harvey- fue drogada, violada y asesinada por empalamiento. Ese mismo día en Rosario 100.000 mujeres –donde seguramente habría muchas chicas de su misma edad- debatían todo el día en talleres, eventos artísticos, marchaban, vivían.

Creo que no conocería el término “empalamiento” si no fuera por mi temprana lectura de Drácula, quien fuera apodado “el empalador” por cierta afición a empalar enemigos y dejarlos como trofeo en un bosque.

No es un término de la vida moderna, hasta que dos ¿hombres? matan a Lucía –con un dolor inimaginable, esto es seguro-, lavan el cadáver, la llevan a un centro médico y se “disculpan” con la excusa de la sobredosis. Parece que estos femicidas venden drogas, y sospecho que intentarán “atenuar” lo bestial de su acto bajo el mote de “adictos”.

Yo tengo una larga y extensa formación y experiencia en trabajo clínico con adolescentes y con adictos: lxs adolescentes suelen confiar a veces un poco más de lo debido, y ningún consumo justifica o “disculpa” delitos de crueldad tan extrema. Así como no cualquiera puede linchar a una persona hasta matarla, tampoco por el consumo de drogas una adolescente de 16 años es violada, sodomizada y empalada hasta la muerte. Una conducta tan regresiva, con tanta perversidad, habla de una sociedad donde el vale todo cada vez más tiene nada de freno: acá no hay ley, no hay salud, no hay lazo social. Tampoco aplicaría el término “animal”, ya que los animales matan para alimentarse, sobrevivir, escapar de amenazas: no aplica.

El mismo domingo que Lucía Perez pasó de la vida a la muerte, en Rosario reprimían a mujeres, adolescentes y jóvenes con balas y fuerza bruta. Los muros y los foros se llenaban de voces a favor y en contra: que las tetas al aire, que los graffitis, que cuan sucias son las mujeres cuando se juntan por miles, que si la iglesia, que la policía, en fin…puros “que”.

En la morgue de un hospital un cuerpo muerto ya no se llamaba Lucía, ni tenía presente: no terminaría el secundario, no tendría hijxs, no recorrería el mundo, no sonreiría más.

Hay algo que no estamos viendo, me parece.

Yo estoy muda: solo escribo.

A los 16 años me gustan las adolescentes despeinadas, sonrientes, con planes, con proyectos.

Vivas, ¿entienden?

Vivas.

(Miriam Maidana)

Estoy casi segura que yo no salgo de tu mente, que por mas que lo intentes me recuerdas y piensas hasta que punto fue correcto dejarnos partir. La tienes a ella en tus brazos pero no se acomoda a tu soledad como lo hacia mi trizteza, ni mucho menos rellena tu alma como lo hacia la mía.
Quizás no sea cosa de todos los días, pero en cuanto me piensas se que lo haces con la intensidad y el deseo de entonces.
Quizás seas feliz en aquella vida armada, con sus paredes pintadas y los monosílabos de tus hijos, pero la nostalgia que a mi me entumece esta noche y no me deja dormir es la que te produce insomnio de mi.
Tal vez un día cualquiera nuestros ojos se crucen en alguna multitud, y por un breve momento de indecisión se nos de por fugarnos lejos, muy lejos. Luego tan solo nos acercaremos con un saludo cordial a comentar de nuestra felicidad.
Y así de vez en cuando tu no te iras, aunque mis sabanas estén llenas, yo no me iré aunque las tuyas también…
—  Magdalena.

ayer pensaba en vos, y en tu antiguo cuarto,
y en las paredes pintadas tan como vos que me hacían sentir cerca tuyo,
y de como me preparabas un trago antes de irme a dormir,
y de como elegías una película para que no la vieramos,
y de como fumabas al lado de tu ventana y de como yo me moría de felicidad cada momento que me despertaba en medio de la noche y veía que estaba en tu cama,
y de tu olor a cigarrilo y de tu olor a marihuana y de tu pelo largo apoyado en la almohada y de tus dedos con tantos huesos marcados y de tu voz que siempre que aparece en mi mente me dan ganas de correr y que me cuentes todas esas historias que ya me contaste mil veces y me las repetís siempre,
y capaz ya no te extraño tanto a vos, pero extraño a vos y yo en tu cuarto sin luz y con la ventana abierta y el vientito y las calles de laberintos y que me esperes en la avenida y que me abraces y que me preguntes como estoy de la manera que más me gusta que alguien lo haga,
y me des unas tostadas y odies el día que empieza tanto como lo odio yo porque no sé cuando voy a volver a estar con vos en tu antiguo cuarto

we’re not something, but we’re not nothing.

As luzes do corredor quase o cegaram enquanto caminhava até a Sala da Perdição, como ele chamava. Ele tinha acabado de receber a sua tatuagem e o peito ardia com a marca recém feita; era como se ainda sentisse a agulha perfurando sua pele. Paxton odiava ser obrigado a passar por aquilo e odiava ainda mais o governo por obrigá-lo a passar por aquilo. Era ridículo que quisessem lhe impor uma relação com alguém que provavelmente nem conhecia. O rapaz entrou na sala e teve a sensação de que a pessoa que decorou o ambiente tentou fazer com que uma prisão parecesse mais confortável. As paredes eram pintadas de branco gelo e o chão tinha uma cor acinzentada que combinava com a mesa localizada no centro do recinto. Duas cadeiras acolchoadas estavam de frente uma pra outra, com a mesa quadrada entre elas, e um lustre elegante demais para o espaço ganhava lugar no teto logo acima do móvel. Paxton sentou-se em uma das cadeiras com os braços cruzados sobre o peito e as pernas abertas, com uma expressão emburrada no rosto enquanto esperava que sua alma gêmea aparecesse.

O mundo é grande demais para se desbravar sozinho, mas é  uma coisa com a qual já me conformei. Não reclamo da solidão, - pelo contrário, nos até tornamos íntimos. Reclamo da palidez da minha pele, dos dias que se arrastam, do amor que nunca vem, das madrugadas frias me arrastando pela casa esbarrando por essas paredes cuidadosamente pintadas de branco. Reclamo do nó na garganta sem motivo aparente, da nostalgia, da insatisfação, da falta de interesse por qualquer coisa, da falta de paciência e de carinho mas reclamo sobretudo da assustadora falta que sinto de algo que não sei o que é. Minh'alma reclama por algo que eu desconheço.