parceria carioca

Um amor,
Um amor sem espaço
Não se desprende da latente
Incômoda e vulgar rima de dor.
É pleno no limite que se pode ter
Incompleto no que poderia ser.
Em bora um amor,
Um amor sem espaço
Brutalmente corroí
Destrói , faz sofrer.
E, se em tudo,
A dor domina
Quem sabe curar
Com igual veneno
Sorver a dor
Suave estricnina
Ameniza o viver,
Desloca os olhares tremulos
Até o encanto se esvai.
Distante da pele
A angustia faz corroer.
Tanta morfina
Presa em minhas veias
Caminha distraída até o óbito.
Pois as flores cultivadas
Acabará de morrer.
Enquanto o peito é carregado
Do que não se pode conter.
Esse triste amor
Transformou em dor
O meu ser.