parasitismo

Os seres humanos são tão complexos quanto os próprios mecanismos eletrônicos. São seres dotados de uma capacidade deplorável de se beneficiar uns dos outros sem que haja uma relação benéfica de mutualismo, onde ambas as partes são igualmente beneficiadas. Porque, meus caros, aproveitar-se do próximo e esgotar-lhe as energias vem se tornando mais proveitoso do que estabelecer relações verdadeiras de amizade e respeito mútuo. Mas lembrem-se, meros mortais: As pessoas das quais vocês se aproveitam hoje talvez amanhã possam estar se aproveitando daquilo que vocês designam erroneamente como vida, porque, no meu humilde conceito, pessoas aproveitadoras não vivem, apenas vegetam até que a morte venha acolhê-las em seu manto negro, perante o qual nenhuma tentativa de fuga obterá êxito. (TLTK)

Sobre Artistas, Relações e Breaking Bad

Frank Yang publicou no Facebook algo assim: “Assisti Breaking Bad e me fez ficar suicida e sem enxergar qualquer sentido na vida. FODA-SE ESSA SÉRIE”. Li isso e fiquei com uma dúvida: Será que devo parar de dar atenção para muitas coisas que não contribuem em nada para o meu sucesso pessoal?


Pete Doherty uma vez disse que o artista é aquela pessoa que te faz levantar com mais vontade de realizar as suas coisas. Concordo com essa definição porque ela expande o campo da arte para além dos sete campos conhecidos. Henry Ford pode ser um artista tanto quanto Shakespeare.


O que me incomoda na arte é a falta de sentido, o abstrato. Esse não é um fenômeno recente, porque deriva dos valores que movimentam o mundo por muito tempo. Mostrar que o mundo não faz sentido e que ele é indiferente a sua presença é fácil, isso eu consigo desde os meus oito anos. Agora, mostrar que mesmo nessa situação podemos ser melhores e apresentar motivos para buscar essa evolução é tarefa que poucos conseguem fazer. Aí está o artista.


Embora até aqui tenha falado apenas do campo artístico, tenho certeza que esse fundamento pode ser expandido para outros lugares, como nas nossas relações. Qual o interesse em manter vínculo com quem não acrescenta, ou pior, que apenas suga a nossa vontade de seguir em frente?


Assim como Frank Yang decidiu parar de assistir Breaking Bad, você deveria pensar em quais relações são benéficas para os dois lados e quais são puro parasitismo.