papagaio's

Dinossauros

Sem querer a vida se infiltra na sintaxe. Meu jeito de ver, de viver, sobreviver – a frase espelho. Eu ia andando pela rua sem nenhum drama nas mãos, ocupado com os passos, olhando pro chão, só cuidado pra não pisar em nenhum buraco, em bosta de cachorro. É impossível diluir esse momento cristalino. O céu no imenso azul. O sol distribuindo raios, rios de luz por onde navegassem todos os transeuntes, transatlânticos do tempo. Íamos todos no mesmo barco: o presente e seu destino. Estávamos nós em nós de marinheiro, unidos na mesma corda, sem rosto ou expressão, cara de pão cru. Meio papagaio de pirata do instante levando do momento só a repetição que nada interrompia, que nada pedia de mais abstrato, o concreto absoluto de não querer.

Eu descia pela rua para pegar o meu ônibus, ônibus era destino no certo das ideias. A magnitude de não precisar guiar os dias. Eu subia no ônibus e ele me levava. Eu nem precisava raciocinar, eu flanava na existência. Só agora que conto sei que me perguntaria em breve: quanto duraria o sol na cara e essa cara de massa ainda por assar? Esse coração ausente de qualquer desejo de fuga. Essa mansidão que não se prova todos os dias, a não ser em missas e meditações solitárias, e ainda assim não é pra todos esse estado de benevolência de mar em repouso.

Mas o mar em repouso é só um jogo de óptica. As ruas correndo com seus asfaltos também. Debaixo do mar os cardumes fogem de tubarões, a baleia-azul move lentamente o excesso que a Natureza lhe deu. A morte era selvagem e meiga: um só bocejo dessa baleia levaria milhares de inocentes seres que ele nunca quisera de comer. Embaixo das ruas os esgotos corriam sua água azeda, o sol quente evaporando os fluidos fétidos, a nossa própria excreção despejada para que não víssemos nós o nosso pior: o que o nosso corpo dejetava. Essas águas correriam, pois, para os rios e os rios para os mares e os mares para os oceanos e sem saber estávamos envenenando a enorme baleia-azul que agora se movimenta lenta com seu corpo de toneladas. O caos estava a um piscar de olhos.

Foi por ter a leve menção de pensar, que tudo perdi. O pensamento que se faz em choques elétricos, basta um para que surja outro, puxando outro e mais outro. Como o vinho que se derruba na toalha limpa de linho branco. A tinta rubra se espalhando por entre as tramas. Agora minha vida tinha trama. E drama. Minha cara, a cara-comum, que eu comungava com os outros certamente ganhava expressão de preocupação e culpa. Um homem que tem culpa é um homem em si mesmo unidade inviolável. Eu egoísta de tudo. Do grande mar morrendo eu vinha voltando pela mente dentro do cais da identidade até aportar no mais mesquinho de mim que eram meus próprios problemas e que eu – no momento do despojamento – havia esquecido.

Pisando na areia da consciência com seus entulhos e banhistas sem rostos eu corria na direção do centro de eu. Aquele enorme prédio cheio de andares sem elevador, sem números, todo desregulado e torto. Ali é que moravam minhas coisas que não sei dispor sem dor no papel. Tantos problemas são apenas neuroses: uma culpa do que não fiz. As coisas que não fiz me culpam mais. E crescem tanto que sobem pra retina e eu já nem vejo a rua e os outros e o ônibus passando. Eu precisava arranjar um jeito de me tranquilizar. Pegar de novo o timão do pensamento. Colocar ordem. Inventar alguma solução para mais tarde que me fizesse poder viver sem a cegueira da paixão pelo que ainda não foi feito. Eu que me preocupo demais com o que preciso fazer. Então a hora do agora passa e mais coisas passam junto e mais coisas se acumulam na culpa do que não fiz, quanto menos faço mais preciso fazer eu que não posso transferir a ninguém a chave do edifício com seus andares espelhados, ninguém pode morar em minhas memórias e tudo que sou só pode ser, vagamente, desenhado pelas linhas dispostas em quadros dentro do prédio pendurados na parede. Faz sentido? As linhas são traçadas com carvão do período mais pré-histórico do mundo. Eu sou por dentro um dinossauro em extinção. E todos nós por dentro o somos. Incomunicáveis dinossauros arrastando nossos corpos virtuais pelos andares de nossos prédios solitários. Há muito que a vida deixou de passar pelos olhos, captando a rotina por osmose. Mas depois passava o perigo e eu voltava para a realidade possível de um ônibus passando e me levando além. Mas em mim – em nós – sempre estaria o risco iminente de o dinossauro despertar. Então tudo recomeçaria – preciso aquietar meu ser. Somos, sim, esses dinossauros olhando pela janela que dá para a praia que dá para o mar que dá para alguma ilha distante onde outro dinossauro talvez esteja a fazer o mesmo. Não virá nenhum meteoro para nos dizimar. Nossa própria extinção reside em nós que, podendo nos salvar a nado, preferimos morrer seguros dentro desse prédio o qual chamamos Eu.

 - Caio Augusto Leite

WMSE is currently running their annual Spring Membership Drive to help keep the radio station going.  Some of the DJ’s put together special programming for the fund raiser.  Saturday Afternoon Boogie Bang crew have a set of old school jams that were played at an old club called Papagaio’s back in early-mid 80’s.  Listening to the music reminded me how much of a bummer it was not to be of age back then.  I missed out on hip hop, freestyle, and electro-funk in a club setting.
From the Boogie Bang archive page, you can download the Papagaio’s set from one of the 2012–4–28 media links.

SUPER, MEGA, ULTRAVIOLETA, BABY!

OLÁ, HABITANTES DO TUMBLR. ESTOU DE VOLTA!

Beatriz Moraes, ao seu dispor.
Alvorecer, meu primeiro livro, fechou contrato com a incrível e mundial Chiado Editora no começo de 2015. Atualmente, Alvorecer se tornou ULTRAVIOLETA (por quê? quando? como? em breve, meus caros). Este é o primeiro volume da trilogia  MONARQUIA DAS ROSAS. Vou postar todas as novidades, eventos, especiais e promoções aqui para vocês, bem como irei deixar todo mundo super atualizado à respeito da data e local de lançamento e do preço do original.  Enfim, eu gostaria de agradecer MUITO à TODOS OS LEITORES que compartilharam comigo essa experiência, que me apoiaram e me fizeram acreditar na história da Valerie. Estou preparando diversas coisas legais também para os leitores de primeira-mão sentirem o sabor de Ultravioleta, e tudo virá em breve para todos vocês. 
Peço a colaboração de vocês para que DIVULGUEM, COMENTEM E COMPARTILHEM ULTRAVIOLETA com os amigos, tios, primos, cachorro, papagaio e afins, porque, como o sábio Raul Seixas já dizia, “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.E quem não gosta de sonhar? Mas cuidado! O que encontra nos seus sonhos pode ser mais real do que imagina.
Beijo no coração,
Beatriz Moraes.
rockinrio.vw.com.br
Muitíssima boa tarde followers mais lindos do BR. Vim aqui mais uma vez pedir à vocês pra que votem na banda da minha cidade que está concorrendo ao concurso mais bagual do mundo: "Sua banda no Palco Sunset do Rock in Rio"! A galera da banda é muuuuuito gente boa e merecem muito ganharem pois são pessoas que tão batalhando mesmo pra conseguir ficar em primeirão. Votem pelo Facebook de vocês, da mãe, pai, vó, vô, tio, tia, padrinho, madrinha, cachorro, gato, fake, papagaio, etc.... Por favorzinho aí gente! Custa nada e é rapidinho! Aproveitem e curtam o som deles que é demaissss. Valeu pra quem ajudar e pau no cu dos que só lerem xD ♥
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Rocky 🐦 e sua paixão pelo meu cabelo 💁🏻😂😍 #dogwalker #loveanimals #friend #papagaio

Em um maio qualquer, meus pais me trouxeram ao mundo deles. Era um mundo assombroso, de tão grande e alheio. Mas tinha uma menina para brincar comigo. Tinha os papagaios dos quadros em tinta acrílica. Tinha os montes de livros, o caminhão de ovos bombeiros, os piqueniques na Praça Universitária. As visitas ao laboratório e ao ateliê. A locutora da Rádio Executiva, com sua voz de domingos quentes, que se misturava ao cheiro de capuccino. Tinha as bagunças e tinha as solidões.
Foi pelo mundo dos meus pais que cheguei ao meu mundo. Foi pelo caminho que eles me traçaram. Pelos aprendizados, especialmente os tortos, os indiretos, os indevidos. Tenho mania de ignorar palavras e me embrenhar nas entrelinhas. Pois foi pelas mãos de uma cientista e de um artista plástico que me tornei viajante. Curiosa. Em busca da matéria e da beleza do mundo, que já não era aquele dos meus pais.
Um dia o mundo era meu.

E um dia eu trouxe meus pais ao meu mundo. Convidei-os para entrar. Não foi indolor - nenhum parto é. Levei-os para fazerem trilha e escalarem pedra. Ensinei-lhes a seguirem sem planos, e a aceitarem os imprevistos. Eu trouxe meus pais ao meu mundo, e dormimos dentro do carro, quando não encontramos hotel. Ficamos perdidos por horas, e aprendemos a confiar nos anjos que aparecem no caminho. E a depender deles. Falamos sobre anjos e pedras: ambos são mestres.
Meus pais me ensinaram a andar. Eu os ensino a tropeçar: é este meu mundo. No fundo tudo é caminho. 🌸🌸🌸 Lian(@liantai), viajando com seus pais, em Pacific Valley, nos Estados Unidos. #demalaemochila #aspetalas http://ift.tt/1LSsZzA

A toda ação maligna, aos bons cabe não serem subjugados. E transformar o que é mal em bom, caso contrário destruir é uma caminho!

Hoje é quarta!!
QUARTA!!!! e tem página nova!!!!
confiram ai toda a magia primordial! 

Se gostaram… divulguem, mostrem para suas mães, irmãos, primos, e amigos, ensinem o papagaio da vó a falar “Hank”. Ou digam q é uma bosta, mas ainda assim, mostrem pra todo mundo :P

anonymous asked:

Vai viajar p onde ?

Pro meu interior. ver meus pais, cachorro, piriquito, papagaio kkkkk