pais e mestres

Same Old Love.

Capítulo 2.


Me joguei no sofá ao lado de Harry, ele tinha um pote de pipoca no colo e o controle remoto na mão.
— O que vamos assistir? — Perguntei pegando uma pipoca e levando a boca.
— Todo mundo em pânico. — Respondeu de boca cheia.
— De novo? — Fiz uma careta.
— É o cinco. — Suspirei e me ajeitei no sofá, Harry apertou um botão no controle e o filme começou.

Bocejei e encostei minha cabeça no ombro de Harry.
— Está achando esse filme um saco, não é?
— Completamente. — Suspirei ainda deitada em seu ombro.
— E o que quer fazer? — Me sentei.
— Não faço ideia. — O encarei.
— Me fala como foi o encontro com o gnomo. — O olhei em reprovação. — Nate. — Corrigiu rolando os olhos.
— Foi legal. — Dei de ombros. — Eu fiquei junto das namoradas do competidores, pude ver tudo de perto.
— Comeram alguma coisa depois?
— Não.
— Ele é um idiota. — Harry disse arrumando sua posição, ficando de frente para mim. — Leva uma garota para sair e a deixa com fome, que tipo de encontro é esse?
— Harry, não foi um encontro, eu fui assistir a competição dele, só isso. — Peguei uma pipoca no balde e coloquei na boca.
— Se fosse comigo, você teria o melhor encontro da sua vida.
— E como seria? — Perguntei rindo.
— Eu te levaria a um jogo. — Sorriu, me fazendo rolar os olhos. — Faria um touchdown para você, depois iríamos a uma lanchonete, comeríamos hambúrguer, então eu levaria você até a porta da sua casa. — Harry se aproximou, deixando o balde de pipocas no chão.
— E depois? — Sussurrei, olhando para a sua boca.
— Eu te daria um beijo de boa noite. — Os olhos de Harry encontraram a minha boca, sua mão foi para o meu queixo, ele acariciou o local com o polegar, fechei meus olhos e senti meu coração bater forte, então os lábios de Harry tocaram os meus, foi um beijo doce, lento.
— Que nojo! — Me afastei ao ouvir a voz de Christian, senti minhas bochechas queimarem ao olhar para Harry, ele também estava envergonhado. — Por que vocês estavam se beijando? — Meu irmão perguntou se aproximando. A porta abriu, revelando minha mãe e Anne.
— Quem estava se beijando? — Anne perguntou entrando e tirando seu casaco.
— Anna e Harry. — Chris colocou se sentou ao meu lado e pegou o balde de pipocas do chão.
— É mesmo? — Minha mãe perguntou com um sorriso maroto nos lábios. — Vocês formam um casal bonitinho.
— Mãe.— A repreendi baixinho, Harry passou a língua entre os lábios e coçava a nuca.
— Estávamos… fazendo uma experiência. — Harry disse pigarreando.
— Isso. — Concordei, dando-lhes um sorriso nervoso.
— Que tipo de experiência? — Anne perguntou, ela estava se divertindo com tudo aquilo.

— Sobre… beijos técnicos. — Forcei um sorriso. — Eu vou entrar para o grupo de teatro da escola, e preciso saber essas coisas. — Harry sorriu e assentiu, nossas mães se olharam e sorriram cúmplices uma para a outra.
— Tudo bem, vocês venceram. — Minha mãe ergueu as mãos.
— Eu e Andrea vamos fingir que acreditamos nessa desculpa e vamos fazer o jantar. — Anne sorriu.
— Vamos jantar aqui hoje? — Harry perguntou.
— Harry, é quinta, sempre jantamos aqui às quintas. — Anne sorriu para o filho e seguiu com minha mãe para a cozinha.
— Eu… — Harry disse coçando a nuca novamente.
— Eu vou para o meu quarto, tenho que terminar um livro. — Sorri.
— Vou jogar com o Chris. — Nos levantamos.
— Okay. — Disse tentando passar, mas Harry foi para o mesmo lado, tentei ir para o outro e novamente aconteceu, Harry agarrou meus ombros e me virou, passando pelo meu lado.

Subi as escadas correndo, um sorrisinho se formou em meu rosto, toquei meus lábios com a ponta dos dedos, suspirei e entrei em meu quarto, me jogando em minha cama, relembrando cada segundo daquele beijo.
— Senti sua falta no jantar ontem à noite. — Harry disse andando ao meu lado.
— Eu acabei dormindo. — Sorri de lado. Não dissemos mais nada, apenas seguimos nossos caminhos.
— Bom dia, Milady. — Nate disse assim que me viu no portão de entrada, ri ao vê-lo fazer uma reverência.
— Bom dia, as vezes você parece um bobão, sabia? — Sorri. Nate riu e me acompanhou até meu armário, como tem feito todos os dias.

Entrei na sala e me sentei na grande classe de dupla, teríamos aula de biologia e meu parceiro ainda não entrara.
— Bom dia, alunos. — Senhor Rupert disse ao entrar na sala de aula. — Hoje iremos dissecar sapos. — Alguns garotos comemoraram e as líderes de torcida fizeram barulho de nojo.
— Professor. — Nate ergueu a mão em sua classe, o velho o olhou. — Meu parceiro não veio e o da Anna também não, posso sentar com ela?
— Evidentemente. — O velho homem disse assentindo, Nate sorriu e sentou ao meu lado, colocando sua mochila no chão ao seu lado.
— Olá turma. — A voz do diretor soou, fazendo o burburinho parar. — Professor, me dá alguns minutos com a turma? — O professor assentiu e se sentou em sua cadeira. — Bem, o semestre está chegando ao fim, teremos uma reunião de pais e mestres na sexta feira que vem, vocês tem uma semana, não se esqueçam. — O homem sorriu e se virou.
— O pai da Anna não vem. — A voz de Harry soou baixa, mas todos escutaram. O diretor parou e se voltou. — O senhor não sabia? — Ele perguntou com sarcasmo, meu coração apertou, ele não faria aquilo comigo. — O pai da Anna abandonou ela e a família por uma secretária com um belo par de seios. — Meus olhos encheram de água, todos na sala riram, menos Nate, que me olhava com pena.
— Senhor Styles! — O diretor disse alto, fazendo todos se calarem.
— Eu só disse a verdade. — Harry riu.
— Você não tem direito de falar assim. — Nate disse se levantando.

— Não, tudo bem Nate. — Disse baixo, peguei minha mochila e saí da sala, minha visão estava embaçada por causa das lágrimas e eu podia ouvir as risadas na sala.
Caminhei tudo o que pude e me encostei na árvore que havia no pátio, sentei no chão e abracei meus joelhos.
— Anna. — A voz de Nate se aproximou, ele sentou ao meu lado e eu o abracei. — Ele é um idiota.-Sussurrou acariciando meus cabelos.
— Ele não tinha direito de falar isso! — Minha voz estava embargada.
— Eu sei, se você quiser eu posso voltar lá e dar uma surra nele. — Funguei e sorri para ele.
— Não, tudo bem.-Suspirei. — Eu tenho que voltar. — Sequei meu rosto com as mãos.
— Você não precisa. — Nate disse colocando as mãos em meus ombros.
— Aquele sapo não vai se dissecar sozinho. — O olhei, Nate sorriu.
— Você é muito forte Anna, eu invejo você. — Sorri para Nate e peguei minha mochila, passei no banheiro feminino no caminho e lavei meu rosto, passei um pouco de base e pó.
A sala se calou quando entrei, o professor parou de explicar e me olhou com um pouco de receio, Nate estava com o braço sobre meus ombros.
— Você está bem, senhorita?
— Estou sim, obrigado. — Sorri fraco e me dirigi até minha classe.
— O peixinho conseguiu consolar a nerdzinha? — Duny, a capitã das líderes de torcida perguntou com deboche ao meu lado.
— Cala a boca, garota. — Disse pegando meu caderno e o estojo na mochila.
— Olha só, ela aprendeu a responder. — Disse com sarcasmo, colocando a ponta do lápis na boca.
— Duny, você não cansa? — Perguntei, todos agora nos olhavam.
— Cansar de que? De ser bonita, capitã das líderes de torcida, uma pessoa maravilhosa? — Perguntou sorrindo para as amigas.
— Não, de ser fútil, de não ter nada na cabeça e se contentar com pessoas que só dão a mínima para o que você faz por que é popular. — Algumas pessoas riram baixo, ela abriu a boca para responder, mas eu a interrompi. — Você acha que vai reinar em alguma faculdade? Aliás, acha que vai ser aceita em alguma? O seu reino de futilidade vai acabar no fim desse ano, se você não reprovar, então se acostume, porque beleza não é para sempre. — Sorri com sarcasmo, fitei as pessoas atrás de mim, Harry estava com a boca aberta, então um sorriso se formou em sua boca.
— Sua vagabunda! — Duny disse alto.
— Agora chega. — O professor bateu na mesa.-Senhorita Peterson, para fora.
— Mas professor… — Duny tentou argumentar.
— Agora. — Apontou para a porta.
— Mas foi ela quem começou! — Disse se levantando.
— Você e o seu grupinho provocaram a senhorita Celli, agora saia da minha sala ou vou chamar o diretor. — Duny bufou e pegou suas coisas, saindo e batendo a porta com força. — Como eu ia dizendo…
Aumentei o volume dos meus fones quando vi Harry virar a esquina, aumentei o passo, mas mesmo assim senti sua mão me segurar.
— Me solta! — Gritei, Harry tirou meus fones.
— Me desculpa. — Suspirou.
— Não. — Me soltei das suas mãos.
— Anna, me desculpa, eu fui um idiota. — Ele me seguiu.
— Foi. — Me virei para ele. — Você expôs para toda a sala que o meu pai abandonou a mim e a minha família por uma qualquer, você jurou nunca contar isso a alguém! — As lágrimas já rolavam em meu rosto.
— Eu sei, me desculpa, por favor. — Se aproximou.
— Não Harry, dessa vez você foi longe demais. Eu sempre defendi você, vi o seu melhor lado. — Suspirei. — Eu sou mesmo uma idiota. — Neguei com a cabeça e sai correndo.
Entrei em casa e agradeci por minha mãe estar na cozinha, subi as escadas e me tranquei em meu quarto, me deitei e abracei o ursinho rosa que Harry me dera no meu aniversário de treze anos, sentindo meu coração apertar, chorei baixinho, até cair no sono.


Eitaaa
E agora? 

Me digam uma coisa, tá tudo indo rápido demais? Os tamanhos dos capítulos está bom? 

Espero que tenham gostado :3

Satã: o fogo que arde em minha alma; a chama que em mim habita sem me consumir. Permita que meus desejos e vontades não sejam apenas reflexos da alma, mas sim elementos do meu viver. Me derrube, mas mostre como levantar; me queime, mas me ensine a renascer. Palavras não podem te definir ò pai do prazer, do desejo, do homem e da humanidade. Habite-me assim como eu o habito. Hail Satan!

Lúcifer: pai da sabedoria e mestre da iluminação. Emane sua luz em meu caminho para que assim eu possa traçar meu rumo. Mostre-me a luz no fim do túnel; alimente minha fé para que com ela eu possa realizar minha vontade. Seja como o vagalume na escura caverna; guie-me; e assim viveremos como eternos irmãos. Agios Lucifer!

Belial: senhor da terra e rei da magia. Permita que eu use de teu poder para realizar meus objetivos; permita que a magia faça parte de mim e que com ela eu possa transformar o mundo em que habito. Seja meu chão, minha base meu irmão; o poder humano que há em minha alma; o poder mágico da natureza. Ave Belial!

Leviatã: Sombra do passado, presente e futuro. Seja meu mestre e professor, meu aliado e meu adversário. Lute comigo e ao mesmo tempo contra mim; seja o amor e o ódio. Seja a escuridão da minha alma e permita-me adentrar suas profundesas. Mostre-me o mapa do tesouro, o conhecimento oculto nas trevas e o mistério por trás de sua existência; seja a sombra de minha luz, a serpente abissal - o misterioso guia que vaga pelas profundesas de meu espírito. Hail Leviathan!

Assim seja, assim sera! lml Shemranforash!

*oração do dia*

- Juan

youtube

Cherry Bomb - The Runaways

Para minha filha ouvir quando…

…perguntarem que música ela quer cantar na apresentação de final de ano da escolinha.