pai inocente

Como uma criança correndo feliz numa brincadeira eu quero correr para os braços do Pai; como uma criança inocente e destemida eu quero confiar minha vida ao Senhor; não quero ficar presa, acorrentada, imóvel. Eu não fui feita para ser uma estátua. Eu fui feita para ir além, para levar a Palavra ao mundo, realizando o Ide. O Espírito de Deus habita em mim, o que mais posso querer? Pegarei a minha essência e continuarei sendo moldada de acordo a vontade de Cristo.
—  Corredores do Céu
QUANDO EU MORRER...

Eu morro, eu morro. A matutina brisa
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.
JUNQUEIRA FREIRE

Quando eu morrer… não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério…
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.

Corre nas veias negras desse mármore
Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.

Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério…
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam
Para as plagas sem fim do outro mundo.

Tem os fogos  —  errantes — por santelmo.
Tem por velame  — os panos do sudário…
Por mastro — o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas  —  o mocho funerário…

Ali ninguém se firma a um braço amigo
Do inverno pelas lúgubres noitadas…
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas…

Como deve custar ao pobre morto
Ver as placas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares
Levantar-se por entre as avenidas!…

Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito…
E um deles vos dirá “Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito.”

Outro: “Dei-o a meu pai”. Outro: “Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho”…
… Meus amigos! Notai… bem como um pássaro
O coração do morto volta ao ninho!…

São Paulo, de março 1869.    

Castro Alves

Diligunt Dead

Significa “Amor a la Muerte” En latín e inglés.

Edad: 24 Años.

Altura: 1.56 mts.

Personalidad:

- Juguetón.
- Sarcástico.
- Coqueto.
- Sádico.
- Desquiciado.

Actitud:

- Valemadrista.
- Le gustan los juegos infantiles, pero más a su manera.
- Sin sentimientos.
- No posee sentir físico.
- Suele coquetear
- Sobreactua
- Mentiroso por naturaleza
- Insensible
- No posee alma

Gustos:
- Juegos
- Personas inocentes
- Luna
- Pay de Manzana

Habilidades:

- Habitacion cerrada, fuera del espacio tiempo.
- Invocar cualquier clase de arma (incluso objetos generales)
- Escuchar “Muertos”
- Inmune al dolor
- “Inmortal”

Capítulo 45

Clara despertou sentindo a dormência do braço, pelo peso do corpo de Vanessa sobre ele. Deliciosa sensação de descobrir que a noite anterior não fora sonho.


– Van…


Clara tentou despertar carinhosamente sua namorada acariciando suas costas.


– Já estou acordada boba… Estava aqui esperando o galo cantar, mas me decepcionei, que interior é esse que não tem galo?


Clara riu divertida.


– Só você mesmo Van…


– … tão bom acordar do seu lado… Melhor dizendo… Em cima de você.


– Sou obrigada a afirmar que a recíproca é verdade absoluta. Mas, antes que eu acorde todos os meus desejos e te ame até a hora do almoço… Precisamos compor a história que vamos encenar para meus pais aceitarem sua presença aqui.


– Adorei a opção de acordar seus desejos…


Vanessa disse erguendo seu tronco, expondo seus seios aos olhos de Clara que corresponderam ao teor libidinoso do momento.


– Van… sério… Daqui a pouco já estarão todos acordados e não vou ter como explicar você aqui… Essa hora só a Marieta está acordada, fica mais fácil você sair e voltar depois.


– Minha namorada está me expulsando da sua cama? – Vanessa perguntou descendo com sua boca pelo pescoço de Clara, despertando arrepios do corpo de ambas.


– Nunca… Só quero garantir que você possa ficar nela todos os dias do carnaval que faltam.


– Qual é seu plano infalível?


– Vou dizer aos meus pais que uma colega de sala vem passar esses dois dias do feriado aqui, por que precisamos preparar um trabalho para apresentar, e como você ficou sozinha em São Paulo no feriado…


– Você acha que quando eles olharem para mim, vão acreditar que dirigi horas da capital pra esse elo perdido pra estudar em pleno carnaval?


– Por que não? Agora você tem que ir, pegar seu carro lá no posto, que a essa altura deve ter virado atração turística! Vai enrolar umas duas horas pela cidade, até chegar aqui, é o tempo que preciso para avisar aos meus pais sobre sua chegada.


– O que farei por duas horas nessa cidade? Um safári?


– Para de exagero! A gente está a poucas horas de São Paulo, não está na mata selvagem não!


– Um elo perdido, parece que entrei por um portal do túnel do tempo, nem meu celular pega aqui!


– … justamente sua operadora que não pega aqui… Mas temos celulares aqui sim.


– Então, como vou sair daqui donzela? Terei que pular pela janela?


– Vou distrair a Marieta, pra você sair pelos fundos, em duas horas você volta, dessa vez, pela porta da frente ta?


Com o coração saindo pela boca, esgueiraram-se pelos cômodos da casa, e como um meliante Vanessa escapou, depois de roubar um beijo de Clara no quintal de casa.


– Clarinha? O que aconteceu?


Clara com os olhos esbugalhados, pálida demorou até se situar no tempo e no espaço e responder sem despertar suspeitas à velha empregada:


– Aconteceu! Estou morrendo de fome Mari!


Disfarçou, mas sabia que esse artifício era infalível com Marieta, a cozinheira adorava lhe preparar as guloseimas e pratos preferidos e logo a emoção do seu “crime” de ser mentora da fuga da doce invasora de sua casa foi substituída pelo ar familiar do café da manhã naquele feriado, com todos reunidos, a oportunidade para Clara anunciar a visita que receberia.


– Algum problema papai?


– Claro que não filha, que bom que você já tem uma amiguinha lá na cidade.


Intimamente Clara ria do jeito inocente do pai se referir a Vanessa.


– Ela deve chegar daqui a pouco, está vindo de carro.


Agiu com naturalidade diante da família, pelo menos era o que Clara acreditava estar fazendo, mas, sua ansiedade e alegria eram perceptíveis aos olhos de dona Fátima, sua mãe. Enquanto arrumavam o quarto de Clara, para receber a visita, dona Fátima interpelou a filha:


– Como é essa sua amiga filha?


– Como assim mamãe?


– Esse povo da capital é diferente de nós, como ela se comporta, o que ela gosta, essas coisas…


– Ah mãezinha, não existe isso de gente da capital e gente do interior, a Van é super tranqüila, a senhora vai gostar dela, por que essa preocupação?


– Nada demais Clarinha, só preciso saber do que ela gosta de comer, se é uma pessoa simples, afinal ela está vindo de carro, ela deve ter uma condição melhor de vida…


– Ai mamãe! Que bobagem! A Vanessa é rica sim, mas nem por isso é esnobe, ela até trabalha lá em São Paulo.


– Trabalha? Em que?


– Ela é fotógrafa, e toca em festas também.


– Toca em festas? Ela toca em orquestra de baile?


Clara revirou os olhos e esboçou um sorriso, imaginando a reação de Vanessa se ouvisse uma pergunta daquelas da sua mãe.


– Não mãezinha, ela seleciona músicas pras pessoas dançarem em festas de aniversário, da faculdade, em boates…


– Que trabalho estranho…


Dona Fátima dobrava os lençóis com cuidado, caprichando nos detalhes como boa dona-de-casa. Ao ouvir a campainha da porta, Clara não escondeu o sorriso e disparou para atender, voando pelas escadas. Entretanto, o senhor Álvaro foi mais rápido e abriu a porta para Vanessa.

– Bom dia, a senhorita Clara está?


– Você deve ser Vanessa não é? Entre moça! Já estávamos esperando você!


O senhor Álvaro cumprimentou a visita com um aperto de mão forte, que fez Vanessa se balançar toda.


– Seja bem-vinda.


– Obrigada senhor.


Clara desceu as escadas finalmente para receber Vanessa. Os sorrisos não passariam despercebidos na denúncia do real sentimento entre as colegas de faculdade, se os pais de Clara não fossem tão ingênuos a tais questões.


– Oi Vanessa! Fez boa viagem?


– Oi Clara, a viagem foi tranqüila sim, obrigada por perguntar.


– Vamos subir, pra acomodar suas coisas no meu quarto?


– Ah claro, mas, o meu carro, tudo bem deixar aqui em frente?


– Não tem problema moça, ninguém vai mexer no seu carro não, diferente da capital né?


O sotaque do senhor Álvaro era ainda mais carregado que o de Clara, o que provocava em Vanessa uma vontade incontrolável de rir.


– Como minha filha não fez isso, eu mesma me apresento, sou Fátima, mãe da Clara, como vai minha filha?


– Muito bem dona Fátima e a senhora?


Vanessa estendeu a mão para cumprimentar a mulher formalmente, mas a mãe de Clara a puxou para um caloroso abraço.


– Que maravilha conhecer uma amiga da Clara. Minha filha você não disse que sua amiga era tão bonita! Parece uma bonequinha da Barbie!


Clara sorriu concordando com a mãe, enquanto Vanessa corou as bochechas imediatamente.


– Então vamos subir Dul? Não se preocupe com seu carro, depois o papai dá um jeito de guardar na garagem.


– Clarinha, depois leve sua amiga pra conhecer a cidade! – O pai de Clara disse.


– Conhecer o que homem de Deus? A menina é da capital, o que ela teria para conhecer nesse fim de mundo?


– O clube da cidade mulher! As paisagens, as serras são bonitas!


Defendeu a cidade o senhor Álvaro, enquanto Vanessa segurava o riso.


– Pode deixar paizinho, vou fazer um tour pela cidade com a Vanessa.


Clara beijou o rosto do pai com carinho, seguiu para seu quarto com Vanessa, trocando olhares e sorrisos cúmplices, as duas ansiavam estar de novo a sós.


– E como se diz por aí: enfim sós!


Vanessa disse, abraçando Clara pela cintura, que a segurou pela nuca, puxando seu rosto até colarem seus lábios em um beijo cálido.


– Então, você vai me mostrar as atrações dessa cidade?


– Claro que sim!


Clara empurrou Vanessa contra sua cama, a fotógrafa caiu apoiada nos cotovelos, contemplando a namorada abrindo os botões da blusa, jogando a peça para Vanessa recolher. A loira era puro desejo, salivava qual pessoa faminta diante de um prato suculento. Clara então caiu sobre o corpo quente de Vanessa, a fotógrafa tratou de se desfazer do sutiã da namorada, e mergulhar sua boca nos seios firmes e eriçados de Clara que deixava escapar gemidos, enquanto mordia os próprios lábios.


– Shi… Sem barulho… – Vanessa sussurrava.


As mãos de Vanessa percorrendo a pele arrepiada de Clara anunciavam a paixão que seguiria aquele momento, quando Clara remexeu seus quadris, dopando a namorada de excitação. Envolvidas com o prazer que se desenhava nas suas faces, se sentiram sugadas para outra atmosfera, desencadeada com as batidas na porta: