oxigenio dapalavra

ninfador  asked:

Me indica 10 tumbrl ?

Sim, vou falar alguns que gosto muito e estão passando pela minha dash agora!

http://amortizing.tumblr.com/

http://animicida.tumblr.com/

http://oxigenio-dapalavra.tumblr.com/

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Escritor da Semana 18/10/2015

Parabéns John, dono do Tumblr (poeta-narcisista) você foi o escolhido. Nos identificamos muito com tua escrita. Assim como nós, muitos gostam e votaram para que você se tornasse o “Escritor da Semana”. Nossos sinceros agradecimentos.

Qual seu nome?

Gosto que me chamem de John.

Qual a sua idade?

Tenho 19 anos.

Local de nascimento:

Belo Horizonte - Minas Gerais.

Escreve desde quando?

Comecei a arriscar alguns versos em agosto de 2009.

Qual o valor da escrita para você?

É a forma que encontrei de colocar pra fora tudo que tenho acumulado aqui dentro. É a única hora do meu dia em que posso parar e me colocar no centro das coisas.

Qual seu maior sonho?

Conseguir me formar em psicologia e ser reconhecido como compositor.

Quem é o(a) seu(sua) escritor(a) favorito(a)?

Paulo Leminski e Millor Fernandes.

Qual a sua poesia (autoral) favorita?

“Até uma puta barata
Me daria mais verdades em uma noite
Que você em uma vida.”

O que o Tumblr representa para você?

É o meu melhor amigo. O que me dá mais orgulho. Tenho tumblr a seis anos e é de longe a melhor coisa que já fiz.

Quais seus blogs favoritos no Tumblr?

Oxigenio-dapalavra, lorenzofonseca, nuagedereves, desarvorado e rastrospoeticos.

Você se considera um poeta?

Sim, acho que todos somos poetas quando nos propomos a colocar no “papel” um pouco de nossa essência.

Deixe um conselho para outros escritores?

Escrever poesia é a coisa mais simples que existe, por isso poucos escrevem. O ser humano tem a mania de buscar pela complexidade na intenção de agradar olhares alheios, por isso são em sua grande maioria pessoas frustradas. Acredito que apenas se é feliz escrevendo poesia quem entende a simplicidade de sua essência e a aceita. Acreditem em vocês e no que vocês escrevem e colherão frutos.

Estou inquieto. Gostaria de pensar se sei quem sou, mas estou interessado no mundo como um todo. Não importa onde estou vivendo. Eu tenho uma caneta e um caderno que comprei num mercado em Manchester. Isso é tudo que preciso. 

Alex Turner

Querem mandar no que eu visto,
querem julgar quem eu sou
Querem anular o que eu conquisto e que eu fique só com o que sobrou
Pode procurar nos registro,
o que fazem com a nossa cor
E se você é mais um tipo eu,
resista,
onde quer quer for
Porque somos todos alvos aqui.

Um dos 5 moleques no carro no Rio,
podia ser eu
Ou o Douglas que se foi no Jd. Brasil,
podia ser eu
Outro inocente morto a noite e ninguém viu,
podia ser eu
E em nenhum desses casos cê nada sentiu,
só se fosse eu!
Faz tempo que a rua não é fábula, vim tipo rábula
Pelos meus com discurso pra encabular
Conteúdo!
Me escuta,
cansei do estábulo,
não vou te adular
Com essa Stabilo em mãos escrevi coisas que me levaram a confabular na facul que você curte cabular.
Falemos de chances mas aviso, não existe igualdade pra quem tem que correr atrás de quase 400 anos de prejuízo.
Cê num sabe o que é isso,
já antecipo
e nem ser seguido na loja pelo segurança que é do seu bairro e acha que conhece seu tipo
Se chama inversão de valores,
ou show de horrores.
Quando a definição de suspeito vem com uma tabela de cores
Sua justiça morreu quando embrião,
sua lei já falhou no protótipo
E o azar é daquele que assim como eu se encaixa no estereótipo.

Pela roupa que eu visto,
a quebrada que eu moro e a cor que eu sou
O tira me para enquanto a filha dele deve tá querendo colar no meu show
Imagina que loko, durante o café da manhã, quando ele vai ler o jornal e vê minha foto na capa e não é por óbito, nem motivo criminal.
Sou mais um igual tantos que já levou tantas porta na cara que perdeu a conta.

Minha vingança é estilo Carl Brashear,
só d'eu tá aqui representa uma afronta
Agora me conta, olha pro mundo de ponta a ponta e vê como é sujo
Quantas Cláudias se foram antes de ter a chance de ser Taís Araújo?
Falemos de chances, pra você que esbraveja com raiva que é contra as cota…
Quantas vez você já teve que provar que o que é seu, é seu, quase mostrar a nota?
Quantas vez cê acordou pra trampar, passou 2 horas só no caminho e no vestibular disputou com quem acordou mais de 2 horas e foi pro cursinho?

Fica facinho assim
e a mentalidade aí se define
Quando gente igual eu só te serve se tiver fazendo gol pelo seu time
Esse estereótipo é baseado em séculos de história controversa
E se você que abraça não sabe,
já sei quem tem mais Q.I nessa conversa.

Somos todos alvos.

—  Estereótipo - Rashid

Somos todos
um bando de viciados,
enquanto o mundo
não para nunca,
acelera
e nos engole.

Viciados
nas imagens cinematográficas
no noticiário da Folha de domingo
no rebolado de Cecília na avenida
na bebida, no Malboro, na escrita,
no sorriso escancarado de Joel
no espetáculo tragicômico da vida
no amor
na ferida
nas flores que despistam a morte
na despedida.

Somos todos
um bando de viciados
enquanto o caos
não para nunca,
acelera
e nos engole por dentro.

E depois do estrago o suicídio abre as gavetas
e escrevemos todas as magoas, as metades, as perdas
escancaramos nossas almas sem sinal nem cortinas
iniciamos o espetáculo da utopia desvanecida
porque chorar se torna medíocre
porque as mãos estão suadas e escorregadias
porque você não se cansa de ir embora
porque a visão não permite mais o foco

e a realidade escapole e afoga
e o amor alucina e ressuscita a única saída,
a poesia.

Somos um bando de poetas enlouquecidos.

—  Elisa Bartlett
Ás de prata vil

Era louco aquele homem, que a cercava com os olhos e punia com o cheiro. Ele a despia em migalhas, com afeto e casualidade. A pôs com naturalidade no colo e a contorceu de prazer. Observava suas veias saltadas com seu toque pressionado. E agora virou-se um colapso. Desastre de uma casualidade. Revira os olhos, abandona as mãos e em seguida ao próprio feito, retira-se imenso. Evaporou-se aprofundando os rastros sobre a sua pele. O gozo escorre pelos pés da cadeira exausto até o chão, a guerra se vinda, paralisam-se as roletas. O corpo morre inerte, a alma esmorece, o paladar salgado se mistura ao whisky encharcando os olhos que cerram o íntimo e se retiram da luz.

Gabriela NogueirolElisa Bartlett