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Palavras Frágeis 34 - Assim começou nosso novo amor

A fome de Juliana a despertou antes mesmo que o despertador tivesse tempo de fazer. A noite havia sido intensa no quesito amor. Os corpos pareceram não querer se separar um do outro. Havia uma necessidade quase que vital de se amarem. E foi isso que fizeram.

Rodrigo dormia pesado a seu lado. O braço envolto de sua cintura, dificultou sua saída da cama. Ao tentar levantar, acabou acordando Rodrigo.

- Fica aqui. – falou com uma voz rouca

- Estou morrendo de fome. – riu

- E quando isso não é sua realidade? – falava ainda de olhos fechados.

- Anda! Me deixa levantar! – pediu tentando tirar o braço de Rodrigo que a prendia com ainda mais força. – Hoje tem trabalho. Esqueceu?

- Droga! Depois da noite maravilhosa deveria ser crime ter que sair dessa cama.

- Vida de adulto, docinho.

- Dessa parte não gosto. – falou beijando o pescoço de Juliana.

- Não começa. Estou esgotada!

- E você acha que me deixou como? – Juliana ficou levemente corada.

Por Rodrigo teriam iniciado mais um momento de prazer, mas a fome estava maior do que o desejo para Juliana. Aquela hora do dia sempre foi a que mais teve necessidade de comer.

(…)

Rodrigo saiu do banho e Juliana já estava pronta a sua espera. Buscou a pequena mala que Felipe havia trazido em busca de algo para ir trabalhar. Já sabia que seria difícil essa tarefa, mas não imaginou que o irmão não tinha posto nada que fosse apresentável no trabalho.

- Porra! O Fi se superou nas escolhas. – falou com todas as roupas jogadas na cama. – Aqui tem roupa de quando eu tinha três anos e ia para a creche.

- Deixa de ser exagerado, amor. – falou sem se sentir.

- Repete? – seus olhos brilhavam

- Você é muito exagerado. – não percebeu sua intenção

- Não isso, mas a parte que sou o seu amor. – falou a deixando sem graça. – Fala, meu AMOR?

- Rodrigo, deixa de graça. Estamos atrasados.

- Fala! – levantou para abraçá-la. – Só mais um vez, por favor?

- Amor. – sua voz saiu tímida

- É isso que você é pra mim, Ju. O meu amor. Olha, ontem não tive tempo de te dizer o quanto eu me arrependo pela burrice que cometi.

- Não quero mais falar nisso. – tentou se soltar

- Me escuta? Eu preciso do teu perdão. Preciso ouvir de você que não guarda mais raiva de mim.

- Não guardo, Rodrigo. – foi sincera. – Na verdade, acho que nunca tive raiva de você. Só me agarrei a isso para não admitir que mesmo depois de tudo que ouvi de você, continuava te amando feito louca.

- Eu quero fazer tudo certo agora, Ju. Quero te fazer feliz. Quero ser digno do seu amor.

- Você já é, Rod. Vamos esquecer isso. Eles não podem mais nos assombrar. Acabou!

E realmente essa página havia sido virada. Estava riscada de qualquer lembrança que ela poderia querer ter. Tudo tinha ficado para trás. Agora tinham outras preocupações mais sérias para enfrentarem.

- Você é mais do que eu poderia querer.

- Agora para de me atrasar e escolhe logo uma roupa. Parece até miss.

- Ju, acho que vou ter que passar na casa dos meus pais. Aqui não tem nada com que eu possa ir trabalhar. Aliás, não tem nada que possa sair de casa.

- Tem certeza que vai encarar essa agora?

- Eu não tenho outra escolha. Quem sabe ela não está mais calma e não seja um bom passo para eu dar? – se referia a mãe.

- Só não fala coisas que possa se arrepender depois. De certa forma ela está se sentindo traída.

-Eu sei. Só não vou mais aceitar que queiram me separar de você.

- Estive pensando em como vai ser para os meus pais morarem lá.

- Ei! Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

- Tem sim! Não deixei de ser filha deles porque a sua mãe me odeia.

- Ela não te odeia, amor. Ela só está magoada, confusa. Agora deixa eu ir enfrentar a fera. A não ser que queira me emprestar um modelito seu. – riu

- Até que não seria má ideia te ver de saltinho.

- Vem cá, vem? – falou mordendo sua bochecha.

Eles nem estavam notando, mas uma rotina começava a nascer naquele apartamento. Ainda teriam muito o que se encaixar na nova vida, mas com certeza estavam trilhando o caminho certo.

Rodrigo entrou em sua casa e agradeceu o silêncio. Infelizmente esse agradecimento veio cedo demais. Quando já ia chegando perto da escada, ouviu a voz da mãe e respirou fundo. Sabia que vinha chumbo pesado.

- Resolveu dar as caras?

- Mãe, por favor. – pediu antes mesmo de se virar. – Não vim brigar com a senhora.

- Não? E veio para quê? – era sarcástica – Ah… já sei! Veio atrás da vergonha na cara que parece que perdeu.

- Mãe, eu juro que não queria te causar essa dor, mas eu amo a Juliana. Sempre amei. Por muito anos eu sufoquei esse amor.

- Não quero ouvir esses absurdos, Rodrigo. Só quero que saiba que enquanto não parar com essa loucura, não quero mais… – foi interrompida

- Ser minha mãe? Me ter como filho? A senhora está querendo me dizer que deixei de ser importante na sua vida porque estou amando e sendo amado?

- Você pode amar qualquer uma, menos a Juliana!

- Mãe, isso não se escolhe. Você sabe! Eu não posso simplesmente apertar um botão e deixar de amar a Ju. É impossível.

- Não quero…

- Me escuta, por favor? – quase implorou e Ana não teve como negar – Se eu não tivesse sido covarde há dois anos atrás, hoje, aqui nessa casa poderia estar correndo uma criança. O seu neto ou neta. Foi o meu medo de te magoar que acabou deixando uma brecha para me afastarem da Ju. Quando ela foi embora naquela manhã, mãe. – Rodrigo estava visivelmente emocionado – Ele me levou com ela. Ela levou a minha vontade de viver.

- Eu nem quero ouvir isso, Rodrigo. – Ana tampou os ouvidos.

- Mas vai! Eu preciso que escute tudo que aconteceu. Eu sei que acima de qualquer coisa que você me diga, há o seu amor por mim. O amor da minha mãe. Da mulher que me ensinou a andar. A mulher que me acalentou quando levei meu primeiro tombo de bicicleta. A mesma mulher que um dia correu nessa mesma sala querendo me bater porque tomei meu primeiro porre. A  amiga com quem eu sempre contei. A minha amiga que cansou de sentar na minha cama enquanto eu chorava por algum motivo e que sempre me dizia que um novo dia ia nascer, era só eu fechar os olhos e deixar os sonhos agirem. Mãe. Minha mãe.

- Eu não sabia que esse filho ia me apunhalar pelas costas. – falou já com os olhos marejados.

- Isso não é verdade. Mãe, eu estou feliz! Isso não conta? Não conta saber que seu filho finalmente encontrou um caminho. Não te conforta saber que eu estou vivendo o momento mais completo da minha vida?

- Rodrigo, eu amo você, mas a Juliana é como se fosse minha filha.

- E não vai deixar de ser, mãe. Ela é o meu amor. A mulher que eu amo. Nós só queremos viver esse amor. Não queremos te magoar.

- Rodrigo, faz o que você veio fazer. Me deixa pensar. Eu preciso ficar sozinha.

- Só não esquece que tanto eu quanto a Ju amamos você. Nós só queremos ser felizes juntos.

Rodrigo subiu para o quarto, até porque já estava atrasado e sabia que a mãe colocaria as idéias em ordem sozinha. Era assim que ela funcionava. Insistir naquele momento, só a deixaria estressada , e com certeza não cederia.

Agora era dar tempo ao tempo. Deixar que ele fosse um aliado do amor. Ana sempre colocou a felicidade dos filhos acima de tudo. Rodrigo tinha esperança que dessa vez não seria diferente.

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Estou pensando em fazer uma mini maratona amanhã. O que acham?

Beijos

– dando uma risada, observou de pé em um dos galhos de uma árvore perto da descida do acampamento outro semideus escorregar e cair por causa de um líquido transparente que os filhos de Mercúrio/Hermes haviam colocado, sequer se importando em descer e ajudar alguém. –

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Quand hier, j’ai dû aller chercher ma grand-mère et ma cousine à la gare, mais que je trouvais pas pour me garer (et le seul créneau possible qui me fait monter sur le trottoir était d’un level trop élevé pour moi).