os da minha sala

eu não quero te assustar, mas saiba que a minha vontade é de abrir a sua cabeça e jogar todos os seus pensamentos no tapete da minha sala só para ver se você pensa um pouquinho em mim, você me entende?

eu não suporto não saber se eu te tenho na mesma intensidade que você me tem

Imagine - Harry Styles

Eu sei que eu tinha dado o nome de outros meninos, mas a ask de uma pessoa especial chegou me avisando de uma data importante, então @churrosgostoso espero mesmo que você goste! Beijooos  ❤

Pedido: Faz um do Harry em que eles são BFF’s e ele é mega super apaixonado por ela, só que não fala pq não quer que ela sofra as consequências da fama já que ela é super tímida. E ele faz uma declaração bem cute quando ele vai visitar ela na casa dela…❤❤


- Poxa, Harry, você deveria ser honesto com ela… vocês se conhecem a tanto tempo… – Niall disse ao sentar do meu lado. Faltava pouquíssimos minutos para que aterrissássemos no aeroporto, onde (S/N) estaria esperando.

- Eu sei, mas ela é tão quietinha; a imprensa vai massacrar ela. Eu tenho tanto medo. – Suspirei. – Eu tenho tanto medo de vê-la sofrer.

- Mas você está arrebentado, cara. – Niall bateu no meu ombro. – Comece a pensar que daqui um tempo, se você não tomar nenhuma atitude, ela vai encontrar outro alguém; e ai, você não vai poder fazer nada.

- É, eu sei. Vou pensar em tudo com calma. Inclusive se vou me declarar para ela, ou apenas manter sua amizade. O que é muito mais importante para mim.

- Seja sábio, meu amigo Harry! – Niall resmungou mais alguma coisa e saiu do meu lado.

Iriamos pousar.

Meu coração deu uma breve palpitada e meu estomago revirou.

- Sua mala, cabeção! – Liam jogou a mala em mim.

- Valeu, cara! – Joguei a bolsa de couro em meu ombro e praticamente corri para a porta de desembarque. Nosso voo não havia sido anunciado e por isso, (S/A) ainda estava sentada e olhava de tempos em tempos para o celular; por um breve momento, a voz de Niall veio a minha mente me dizendo que ela poderia, a qualquer momento, encontrar outro.

- (S/A)! – Disse assim que a vi e ela correu para meus braços. - Que saudades de você!

- Saudades de você, Harry! – Ela ficou agarrada ao meu casaco por um tempo.

- Ei, pequena, o que aconteceu? – Perguntei calmo.

- Eu senti muito a sua falta. – Ela murmurou baixinho contra meu peito e eu a abracei com força.  

Engoli em seco. Por Deus, eu amava essa menina. Beijei o topo da sua cabeça.  

- Eu estou aqui, agora! – Ela se soltou devagarinho e olhou para cima.

- Quando você viaja de novo? – Ela perguntou baixinho.

- Não vamos falar sobre isso hoje. – Ela riu fraquinho. – Vamos apenas aproveitar… e eu preciso muito de um banho.

- Tudo bem. – Caminhamos devagar lado a lado até o local onde o carro nos aguardava. (S/A) passaria o resto do dia na minha casa e a noite ela iria para a faculdade, mas provavelmente arrastaria ela de volta para ficar comigo.

Levamos meia hora para chegar até minha casa e logo estávamos os dois embaixo de cobertas no grande sofá da minha sala. Enquanto eu tomava banho, ela preparou chocolate quente.

- Que saudade disso! – Disse me chegando mais próximo dela.

- Digo o mesmo. – (S/A) disse se aconchegando no meu abraço.

Ficamos a tarde toda conversando sobre tudo, até a hora que (S/A) teve que ir para a faculdade.

- Eu sei que você chegou hoje, mas eu tenho uma semana de provas a partir de segunda, sinto muito. – Eu sabia o que significava essa semana de provas; seria uma semana sem (S/A).

- Tudo bem, pequena! – Beijei sua testa. – Nos vemos qualquer dia.

Eu não sabia em que mão segurar o buquê que eu carregava. Minha testa suava, assim como minhas mãos. Eu havia passado noites e noites pensando nas possibilidades de dar um fim no sofrimento que eu passava sozinho; conversas e conversas com Niall me fizeram perceber que ela era a garota certa e que não haveria outra, assim como nunca existiu. Bati na porta do dormitório da universidade onde ela costumava ficar quando não estava na minha casa ou na casa dos seus pais.

Sabrina, colega de quarto da (S/A) foi quem abriu a porta; ela sorriu assim que viu as flores na minha mão.

- Eu já chamo a (S/A)! – E, simplesmente, sumiu para dentro do pequeno quarto.

- Tudo bem. – Murmurei mesmo depois da garota ter sumido.

- Harry? – A voz dela sussurrou baixinho e eu ouvi o estralo da porta se fechando.

- Oi, (S/A)! – Eu estendi o buquê. – Eu sei que você está em semana de provas, e também sei que você está muito confusa; sei disso por causa da ruguinha na sua testa. Mas eu pensei e repesei se deveria vir aqui e quando vi, já estava estacionado no campus. Eu sinto sua falta, (S/A); quando estou viajando, quando você fica aqui no dormitório, ou quando você viaja com os amigos ou para casa dos seus pais. Eu queria ter você para sempre pertinho de mim, no café da manhã, no almoço, no chá da tarde, na janta e na hora de dormir. Eu nunca, se quer, beijei os seus lábios, mas eu sinto um ciúme absurdo de pensar que alguém já fez isso. Eu sei que isso tudo pode soar meio possessivo, mas isso é amor, (S/A), que eu cultivo a anos e guardei apenas para mim. Eu sei que você morre de medo da imprensa, mas eu te protegeria, com unhas e dentes, como sempre fiz. Eu quero você como minha namorada. É claro que eu entendo se você quiser apenas manter nossa amizade, mas era cruel demais te ver e nem ter tentado. Mas agora eu tentei, e só depende de você.

O olhar que (S/N) mantinha no rosto me fez ter um breve ataque de pânico.

Os olhos dela brilhavam e sua boca estava aberta. O silencio me corroía.

- Ser sua namorada? - (S/A) soltou um pigarro, como se algo a engasgasse. – Harry a gente não brinca com os sentimentos das pessoas. Isso é crueldade! – Ela empurrou o buquê de volta para mim e eu segurei seu pulso.

- Eu nunca brincaria com esse tipo de coisa. Eu gosto de você! De verdade! – Nossa aproximação era tanta, que eu sentia sua respiração afobada. Meio perdido, juntei seus lábios nos meus apenas em um selinho.

- Eu ainda não sei o que dizer. - (S/A) acariciou a lateral do meu rosto e sorriu fraquinho; encostou seus lábios de novo nos meus e eu iniciei um novo beijo, lento, mas com vontade.

- Você vai namorar comigo? – Perguntei baixinho assim que nos separamos.

- Sim. – Ela disse mais baixo.

- Mesmo com todo risco da mídia e as fans em cima de você?

- Mesmo com o mundo em cima de mim.

Enfermaria - Rap Monster

Categoria: Hot

 1458 palavras

OBS: Meu santo Yoongi do Céu! Mais desesperadas do que vocês para lerem esse imagine, estava eu para posta-lo!! shuahsu Acreditem: Eu tive um bloqueio ferrado e não saiu nada! Espero que no final, tenha ficado bom e vocês curtam esse tão esperado 1° imagine Hot do tumblr. Me digam via ask o que acharam depois, okay? 

Amo vocês! Kissus ~~

Totalmente distraída. 

 Eu era esse tipo de pessoa nas aulas de matemática. Mas hoje eu estava um pouco mais pois sentia uma dor de cabeça que não me deixava em paz. Larguei a caneta e coloquei as mãos em minha cabeça, fechado os olhos com força tentando minimizar inutilmente a minha dor. 

 - algum problema senhorita _____? - meu professor perguntava. 

- Não, senhor. Só estou me sentindo mal. 

 - Você gostaria de ir a enfermaria? 

 - com sua permissão… 

Keep reading

hoje precisei de uma pausa para abrir todas as cartas que enviei a josé e voltaram. endereço inexistente, remetente ausente… entre uma xícara de café e as cartas de amor constatei que as tardes existem porque entre a partida e a chegada deve haver a solidão de esperar alguma coisa, de esperar alguma coisa se pôr por dentro… assim talvez, como o pó se põe sobre os móveis da minha sala e sobre o meu vestido azul. saudade é mesmo coisa bonita de sentir, mas quando começa a amargar, hunm… acho que é dela a gastura da vida.

belmonte, 02 de setembro de 1992.
ana.

(Continuação)

Ele ficou quieto e pareceu desconfortável por eu estar o avaliando.

- Parece que eu fui o único a não ser avisado. - Falou de forma irônica mas aquilo não soava como uma crítica. - Você vai voltar para casa? - Harry agora parecia um garotinho que estava indo pela primeira vez na escola e não queria largar da mãe.

Fechei meus olhos tentando conter minha imensa vontade de gritar com ele por pensar que as coisas seriam tão fáceis assim.

- Não. - Respondi de forma curta o vendo concordar com a cabeça. - Eu vim aqui para nós nos acertamos, por um ponto final ou continuar com uma vírgula. - Foi a única maneira que consegui expressar o que eu estava sentindo e relação a nós dois.

Mais uma vez ele concordou com a cabeça.

- Eu acho que eu deviria começar lhe pedindo perdão. - Ele falou devagar como que se ele assumisse o erro fosse difícil. - Primeiro, por permitir que você fosse embora quando na verdade eu deveria lutar por nós dois. - Engoli seco e mais uma vez senti meus olhos arderem, mas eu não iria chorar, não na frente dele. - Eu me sinto um lixo toda vez que me lembro que simplesmente virei as costas e deixei você sozinha naquela maldita sala.

Se você tivesse insistido mais um pouco, talvez eu ficaria…

- Segundo… - Suspirou fortemente. - …por fazer você passar por coisas que não deveria, eu sei o quanto você tinha vontade de ter filhos comigo e admito que fui um moleque ao engravidar uma completa desconhecida. - Um nó enorme se formou em minha garganta.

Não era fácil para mim tocar naquele assunto, talvez nem para ele, mas saber que até mesmo uma desconhecida poderia dar a ele algo que eu não podia fazia com que eu ne sentisse a pior mulher do mundo.

- E eu gostaria de deixar bem claro a você que não tenho mais nenhum tipo de laço com ela. - Falou soando um pouco desesperado para que eu acreditasse.

- Eu sei. - Falei baixinho e seus olhos se arregalaram. - Sua mãe foi em casa. - Expliquei o vendo balançar a cabeça. - Sabe Harry, quando eu pedi para darmos um tempo eu sinceramente achei não iria duarar mais de duas semanas…- Começei sentido uma dor na garganta por tentar não chorar. - …mas é que naquele momento eu realmente achei que era o melhor para nós, você sabe, nós estávamos sempre brigando e isso acabava com a gente. - Entrelaçei minhas mãos. - Os primeiros dias sem você foram horríveis, eu acordava sozinha, tomava o café da manhã sozinha e isso parecia uma tortura. Eu pensei várias e várias vezes em voltar para casa, mas eu sabia que se isso acontecesse nós provavelmente faríamos amor mas no outro dia já estaríamos quebrando a casa. - Sorri triste vendo ele prestar atenção em mim. - Eu procurei me isolar de tudo que lembrava você, bloqueei seu número, não respondia mais as mensagens de ninguém porque eu não queria que ninguém influenciasse minha decisão de voltar mais cedo para casa. Eu refleti sobre tudo, desde os votos de casamento até a primeira briga que tivemos, eu vi que realmente te amava, sobre qualquer hipótese, eu analisei a última briga que tivemos e vi o quão boba fui por deixar aquilo nos afetar já que passamos por coisas piores, e aquilo provavelmente era apenas uma crise. E então, eu pensei em voltar, pensei em voltar porque eu imaginava como que você estava se sentindo, eu estava preocupada pois não sabia se você estava conseguindo comer direito, se você estava conseguindo deixar a cozinha em ordem ou até mesmo se estava dando o nó na gravata da meneira certa. - Seus lábios se contorcetam em um sorriso. Não ainda Styles. - Então, depois de um longo período fora de casa, eu acordei feliz pela primeira vez, naquele dia eu estava decidida, eu iria voltar. Eu acordei cedo, comi um café da manhã digno o que eu não fazia a tempos e me arrumei para ir trabalhar. - Sorri ao lembrar do quão empolgada eu estava. - Dei bom dia de forma simpática a todos os funcionários e entrei na minha sala querendo acabar o serviço da forma mais rápida possível. Mas, naquela quarta-feira, aquela maldita quarta-feira, eu resolvi abrir meu email, você sabe que eu nunca abro emails as quartas. - Disse vendo ele concordar e o sentimento de dor no peito me veio novamente. - Eu vi que alguém havia me enviado um anexo e resolvi abrir… - Fechei meus olhos tentando conter ao máximo minhas lágrimas, mas já não era possível, elas já escorriam de forma lenta pelo meu rosto. - …eu me arrependo todos os dias por ter aberto aquela merda de link. - Rosnei. - …era uma notícia onde informava eu e o mundo que você seria pai. - Ao encarar Harry vi que seus olhos estavam marejados e sua respiração descompensada.

Eu não consegui continuar pois meu choro era mais forte, aquilo doía mais que qualquer coisa eu me sentia tão inútil.

- Eu juro que não queria lhe machucar… - Ele falou aproximando a cadeira da minha e ameaçou tocar em meu rosto mas recuei. - …S/n, eu juro que não tem um dia se quer que eu não me arrependa.

- E-eu me sinto tão burra por ter me preocupado com você. - Admiti já soluçando. - Eu pensei que você estaria em casa, talvez pensando em mim, em nós dois, mas você estava me quebrando em milhões de pedacinhos fazendo um filho em outra… - Novamente suas mãos vieram até mim e dessa vez não desviei.

- Por Deus S/n, me perdoa! - Ele falou encarando meus olhos enquanto também chorava. - Eu estava tão puto por você ter me deixado eu achei que me embebedar seria a melhor solução, para mim aquela garota não significou nada eu nem se quer lembrava o nome dela no outro dia…

- Você parou para se ouvir Harry? - Esbravejei ainda com lágrimas me soltando dele. - Você a engravidou, ela pode não significar nada para você, mas para mim sim! Você se quer tem noção de como eu me senti ridícula? Uma desconhecida pode te dar em uma noite o que eu não pude durante sete anos, por mais que ela não tenha chego a ter o bebê nada muda o fato de que ela engravidou e eu nunca Harry, nunca vou conseguir isso! - Praticamente gritei.

Eu já não sabia se sentia raiva de Harry ou de mim mesma por ser tão patética, a única coisa que eu queria no momento era poder chorar no colo de alguém enquanto deixava toda a amargura ir embora junto com as lágrimas. Eu me sentia tão boba quanto uma criança de cinco anos.

Os fortes braços de Harry me rodearam e sua mão apoiou minha cabeça em seu peito. Minhas mãos agarraram a camisa branca enquanto minhas lágrimas a molhavam. Não sei quanto tempo fiquei ali descarregando todo minha tristeza em forma de lágrimas enquanto o homem que até então eu estava morrendo de raiva se pronunciou.

- Pra mim você sempre foi uma mulher incrível… - Começou falando baixinho. - …você sempre lutou para conseguir o que tem hoje, você nunca precisou ou quis meu dinheiro mesmo depois de casados. Você é a mulher mais inteligente que já conheci, você administra uma empresa enorme, da reuniões para milhares de homens engravatados que nunca chegariam ao seu nível, mas erra a se achar un lixo por não poder ter filhos. - O encarei com a sobrancelha arqueada. - Eu sei que não mereço seu perdão e não estou falando essas coisas para tê-lo, mas eu quero que você enxergue que é muito mais do que pensa. O fato de você não poder engravidar não faz a minha admiração por você diminuir nem faz com que eu te ame menos, pelo contrário. - Ele suspirou. - Durante todo esse tempo que você ficou longe de mim eu só imaginava o quão bem você poderia estar sem eu, você sempre foi tão competente e isso sempre me intimidou e eu estava frustrado, pois eu sabia que provavelmente você não iria voltar. Eu cometi uma burrada, deixando você ir embora, mais uma me envolvendo com uma desconhecida e vou cometer outra se deixar você ir novamente. - Seu polegar acariciou de forma leve minha bochecha fazendo eu perceber o quão necessitada estava de seu toque. - Nenhuma borracha no universo vai apagar as coisas que eu fiz, mas eu não quero que isso atrapalhe meu furturo ao seu lado, eu sei que errei feio, muito aliás, mas estou disposto a fazer o que for necessário para te ter de volta. - Os olhos verdes me encaravam de uma forma tão intensa que eu poderia dizer que ele estava vendo dentro de mim.

Eu o amava tanto, mas ainda estava machucada com tudo.

- Você não precisa voltar para casa, nós podemos recomeçar com calma eu prometo que não irei lhe pressionar e vou fazer o possível para fazer você a mulher mais feliz novamente. - Eu queria tanto acreditar em suas palavras mas estava com tanto medo. - Eu juro para você que vou dar o meu melhor porque eu vi o quão ruim é ficar sem você!

Meus lábios foram mordidos por meus próprios dentes. Eu o amava tanto, tanto, e se aquilo tudo na verdade foi só uma aprendizagem para nós? Para amadurecermos mais como casal?

Eu realmente não sei, mas sinto tanto sua falta. E…

- Nós podemos adotar uma criança? -Perguntei baixo vendo ele ficar surpreso.

Nós queremos recomeçar devagar, mas eu ainda quero ter uma família ao seu lado.

- Uma criança? - Perguntou ainda chocado.

Ok, talvez fosse muita coisa de uma vez só, a pouco tempo eu estava o odiando e agora já queria adotar um filho com ele.

- É só uma ideia. - Falei revirando os olhos.

Ele me encarou por um tempo e logo sorriu.

- Eu adoraria ter uma família ao seu lado S/n. - Sorri com sua resposta. - E então, vamos tentar um recomeço? - Questionou com expectativa.

- Sim, vamos tentar um recomeço. - Respondi sorrindo assim como ele.

Seu olhar desceu para minha boca e ele sorriu de forma singela.

- Eu posso te beijar? - Perguntou baixinho me fazendo rir.

Acenei com a cabeça dando permissão para que seus lábios se encotrassem com os meus e um beijo repleto de saudades. Fazia tanto tempo que eu não o beijava que parecia que era a primeira vez.

- Por Deus, eu estava com tanta saudade de você! - Sussurrou entrecortando o beijo.

- E eu de vocês juntos. - A voz mais que conhecida falou nos fazendo sorrir.

One Shot - Harry Styles

  • Pedido

- Quem é Mark? - respirei fundo pela milésima vez e ignorando-o completamente eu me sentei no sofá e liguei a TV - (s/n), eu estou falando com você! Quem é Mark?

- Caramba Harry, eu já te disse. Mark é um estagiário da empresa.

- E desde quando você tem o número dos nossos estagiários?

- Desde que ele precisou se ausentar porque sua filha estava em estado grave no hospital e eu liguei pra saber como a criança estava. Só isso!

- Só isso? O que acharia se eu ligasse pra uma estagiária fora do horário de trabalho?

- Depende do assunto que você iria tratar com ela, Styles. - continuei comendo calmamente o sorvete que havia colocado pra mim.

- Eu iria perguntar da filhinha dela. - fez voz fina e eu gargalhei - Não ri de mim.

- Desculpe.

- Mas e então… - bateu o pé no chão.

- Então o quê?

- O que me diz dele? - eu ri.

- Nada, é só um estagiário qualquer da nossa empresa. Se quiser pode ligar pra ele e perguntar também, ele e a mulher dele iriam adorar. - sorri de canto e Harry suspirou.

- Ele é casado?

- Sim, é.

- Droga. - coçou a nuca e jogou o meu celular do assento ao meu lado - Desculpa - beijou-me rapidamente - Quer massagem?

- Como desculpas? - ri.

- Sim.

- Está esperando o quê? - Harry revirou os olhos rindo logo após e iniciando a massagem em meus pés e depois ombros.

11 a.m.

Olhei o relógio e corri apressada até os portões principais da empresa. Cumprimentei todos e praticamente corri pra minha sala, eu tinha uma reunião na internet com uns chineses malucos que não podiam fazê-la pessoalmente.

-  “nǐ hǎo” - falei olá, a única palavra em chinês que eu consegui aprender, abaixando minimamente a cabeça e iniciando a reunião que durou duas horas. Demorou mais porque o tradutor ao meu lado precisava me explicar tudo - Isso me cansou demais. - falei esticando as costas depois que acabou. O tradutor riu.

- É verdade, ouvir chinês não é mole.

- Pois é. - ri encarando meu celular. Dez mensagens do Harry. Isso mesmo, dez! - Jesus Cristo! - arregalei os olhos.

- O que houve?

- Ãhn… Nada. - ri fracamente - Está liberado, pode ir.

- Obrigado.

Eu esperava o rapaz sair para poder retornar as mensagens do Harry e até ligar pra ele, mas antes disso o vi entrando na sala com os cabelos bagunçados provavelmente de tanto mexer neles e o seu rosto vermelho combinando com seu maxilar trincado.

- Olá, senhor Sty… - o homem tentou falar, mas Harry fechou a porta na cara dele.

- O-oi. - gaguejei encarando-o.

- Oi? Oi é uma porra, (s/n)! O que vocês estavam fazendo aqui, hein? - vasculhou o escritório e voltou pra me encarar.

- Numa reunião? - arqueei uma sobrancelha - Acredito que minha secretária tenha te dito.

- Disse. Mas duas horas aqui dentro?

- Sim. Eram chineses. - revirei os olhos e os ombros de Harry ficaram menos tensos - Só acho que isso está indo longe demais, Harry. Você é meu marido, casado comigo há dois anos, tem que me respeitar e confiar em mim.

- Eu… Eu sei… - colocou o cabelo pra trás e respirou fundo - Desculpa, amor. - aproximou-se e beijou minha testa - Que vergonha!

- Pois é. Não faz mais isso, por favor.

- Tudo bem. - sorriu de canto, totalmente sem graça.

- O que faz aqui? Hoje você não tinha nada na empresa pra fazer.

- Eu vim porque… Porque…

- Não acredito, Harry. - interrompi - Ciúmes?

- É.

- Você veio só por isso?

- Sim. Desculpe. - abaixou a cabeça.

- Patético.

- Desculpa, porra! Pensa pelo meu lado também, eu tenho uma mulher linda, independente, firme, inteligente, simpática e tantos outros adjetivos bons que eu já ouvi de outras pessoas por aí… Você acha que eu fico como? Fico com medo, medo de chegar alguém melhor que eu e te levar de mim. - esfregou as mãos no rosto e prendeu o cabelo - Vou pra casa, conversamos lá.

- Não, calma aí. - eu não podia deixá-lo ir embora depois de me dizer o motivo de estar nessa crise de ciúmes por semanas - Eu te amo, Harry. Você vai ter que aprender a confiar em mim. Por favor. - acariciei seu rosto e beijei a ponta do seu nariz. Ele sorriu.

- Vou tentar, eu prometo.

- Eu estarei do seu lado sempre, senhor Ciúmes. - falei fazendo-o rir.

(…)

As semanas se passaram tranquilamente e Harry ligava todos os dias pra mim, mesmo estando na empresa, digamos que a três metros de distância de mim. Eu respirava fundo e o correspondia, até porque se entrássemos em colisão agora ele provavelmente pioraria de comportamento.

- Vamos pra casa agora? - ele me olhou com um biquinho ridiculamente fofo.

- Não, tenho que terminar de ler esse relatório aqui.

- Deixa pra amanhã.

- Amanhã é o dia de repasse.

- (s/a)…

- Só se você me deixar ler ele em casa.

- Na nossa cama?

- Sim.

- Nem pensar.

- Mas Harry…

- Então fica aí mesmo. - me interrompeu. - Vou pra casa. - bateu a porta e eu respirei fundo enquanto guardava as coisas às pressas.

- Amor! - chamei enquanto corria atrás dele no estacionamento.

- Oi?

- Vou com você. - entrei no carro antes que ele negasse.

- E cadê os papéis? - questionou quando entrou no carro também.

- Está vendo alguma coisa aqui comigo? - arqueei as sobrancelhas.

- Não.

- Pois bem, deixei tudo na minha sala. - falei fazendo-o sorrir.

- Então você é só minha?

- Sim, todos os dias, todas as horas, minutos e segundos. - eu disse segurando sua mão e a beijando - Agora dirige e vamos pra casa.

- Você prepara aquele omelete que eu gosto?

- Ah meu Deus! - coloquei as mãos na cabeça e Harry me olhou confuso - Você me tirou do meu trabalho pra me fazer de escrava? - perguntei fazendo-o rir.

- Não, te tirei do seu trabalho porque estou sentindo falta da minha mulher e estou de saco cheio da minha sócia.

- Ow! Pode ter certeza que ela vai saber disso amanhã.

- Não conte pra ela, por favor. - colocou o dedo indicador na boca, como se pedisse silêncio.

- Vamos ver se você merece.

(…)

Harry me auxiliou no preparo do nosso jantar e escolheu um dos vinhos que tínhamos para colocá-lo na geladeira. Enquanto a lasanha, que era a única coisa que sabíamos fazer, estava no forno eu fui tomar banho e colocar uma roupa mais confortável para jantar. Harry fez o mesmo.

- Isso está uma delícia. - ele disse fechando os olhos me fazendo rir.

- Isso é uma lasanha, amor. Não fale assim da comida.

- Uh, desculpe Deus. - ele ergueu os braços para o céu e isso me fez rir mais. Eu me casei com um bobão ambulante - Mas então… Quando que você irá me fazer um carinho, hein?

- Oh céus! - limpei minha boca e me levantei para ir até ele e sentar em seu colo - De onde veio tanta manha?

- Não é manha. - fez careta.

- Carência?

- Melhorou. - fechou os olhos com a carícia que eu fazia em seu cabelo - Só estou com saudades mesmo.

- Sei… - cerrei os olhos, beijei-o e prossegui com o carinho. Harry, minutos depois, me levou no colo até o sofá, sentou-se de maneira esparramada e me deixou em cima dele.

- Agora quero beijos e depois massagem.

- Harry…

- Amor, estou com sauda…

- Já sei - interrompi-o distribuindo beijos pelo seu rosto e pescoço. Depois de um tempo fiz a massagem nas costas que ele tanto pediu.

Aquela noite foi de total carinho, amor e risadas.

(…)

- Vem (s/n), a Candace vai dançar no ferro. - Karen disse batendo palmas e pulando animada. Sim, ela estava bêbada e eu não estava muito diferente.

- Pole Dance, sua burra. - Rachel disse revirando os olhos enquanto tentava se manter em pé.

- Já vou, meninas. Só tenho que responder o Harry.

- Ele mandou mensagem de novo? - Rachel riu balançando negativamente a cabeça - Que homem grudento, Senhor!

- Para, não fala dele assim.

- Tudo bem! - ergueu os braços como se estivesse se rendendo - Mas é bom você dar muito carinho a ele porque um homem daqueles não se joga fora, viu? E carente do jeito que está alguém pode vir e… - ele fez sinal com as mãos de duas pessoas se beijando - Faz por você.

- Ah, tudo bem. Conselhos de uma bêbada agora.

- Isso mesmo. - ela disse gargalhando - Aceita se quiser, estou bêbada, te dou um desconto - piscou o olho.

- Mas pior que você tem razão.

“Estoi indp pars casa” -  digitei rapidamente com a visão ainda turva. Se eu sabia que estava errado? Claro que sabia, mas eu não estava em condições motoras de corrigir.

“Eu vou te buscar, fique aí.” - consegui ler o que Harry mandou e ri.

- Ele está vindo me buscar.

- Homem grudento - Rachel disse colocando o dedo na boca e fingindo que vomitava - Mas eu gosto dele mesmo assim.

- Vou embora, acho que estou começando a ser infectada com esse seu vírus de idiotice.

- Não é vírus não amiga, é cachaça mesmo. - gargalhou erguendo o copo de cerveja e eu tive que rir também. Às vezes era bom entrar na onda.

- (s/n)! Você está bêbada?

- Só um pouquinho. - fiz um gesto com os dedos pra indicar pouco e ele me segurou em seus braços.

- Um pouquinho? Sei. - me arrastou para o carro.

- Não briga comigo, vai. Eu só estava bebendo um pouco com as minhas amigas.

- Bebendo um pouco? - colocou o cinto em mim e tomou o seu lugar de motorista - Eu não vou brigar com você, amor. Está tudo bem. - segurou meu rosto e me beijou - Mas agora vamos pra casa que eu vou te colocar numa banheira bem quente, pedir uma pizza e depois nós vamos dormir. Sim? - apertou minha mão.

- Sim. - sorri e beijei sua mão enquanto ele dirigia.

Meu marido poderia ser meloso, grudento, carente e ciumento, mas acredito que um pouquinho de cada característica dessa que ele tinha apenas o tornava um marido maravilhoso para mim. Não o perfeito, mas o suficiente.

Jess

mihs-stuff  asked:

Responde a 24 e 28?

24: Nome que eu sempre quis ter

Bianca. 

Não sei porquê.

Só…

Bianca.

28: Se pudesse ter um poder qual seria?

EU TERIA O PODER DO INK DE TRAZER COISAS À VIDA!

Nossa cara, eu ia poder fazer tanta coisa

Acabar com a fome no mundo, acabar com a pobreza, matar os políticos do Brasil, explodir uns moleques da minha sala, matar os cream shippers…

Seria muito foda :)

“De frente para os pedaços de nós espalhados pelo chão da sala, a minha vontade era só ter engolido mais um ou dois sapos, ter bebido soda cáustica ou chorado no colo de alguém, mas, sobretudo, te desdizer tudo aquilo que acabei vomitando na sua cara. Em você. Queria não mais ter dito tudo aquilo que foi impossível para mim, conter. Juro. Juro. Fiz tudo que era humanamente possível para evitar o fim, mas ele chega para todos nós.

Qualquer relação é marcada por altos, baixos, mas a nossa… A nossa já se rastejava. Era quase que um desencontro. Como se você falasse alemão e eu mandarim. Nem eu bem entendia as tuas frases de efeito de timbre alto, nem eu conseguia me fazer entendível.

O problema de qualquer discussão é que a gente sempre acha os melhores argumentos e as melhores afirmações para fazer e dizer, depois que já não é mais possível. Depois que todos os pilares que sustentavam aquelas duas pessoas foram apedrejados verbalmente até que não restasse nada realmente sólido que pudesse justificar qualquer coisa além. Qualquer coisa durável. Até que não haja mais como apagar as ofensas, as verdades dita um na cara do outro.

Eu só queria te desdizer tudo aquilo que acabei vomitando na sua cara. Era muito melhor ter posto um fim sem sal, sem graça, ter engolido tudo calado e seguido em frente. Seguido o meu rumo. Meu caminho. Minha história. Sem dizer nada. Nem sequer uma única palavra além de – obrigado. Obrigado pelas partes boas, mas vamos varrer tudo que poderíamos ser e não fomos, para debaixo do tapete dos dias. Para debaixo do tapete do esquecimento.

Juro. Juro. Fiz tudo que era humanamente possível para evitar o fim, mas ele chega para todos nós. E agora, fica na minha memória a imagem dos pedaços de nós espalhados pelo chão da sala. Os meus olhos marejados, os teus olhos tristes. As nossas cabeças conturbadas, atordoadas, de pensamentos, emoções, de vontade que tudo aquilo, simplesmente, fosse um pesadelo e nós fossemos acordar e perceber que foi só uma noite mal dormida entre dois dias felizes.

A verdade precisa ser dita. Sentida. Preciso me perdoar. Preciso acalmar meu coração. Não mereço engolir mais sapos, arrotar tristezas ou beber soda cáustica para dissolver todas as amarguras que, durante muito tempo, curei nos colos de outros alguéns. Qualquer relação é marcada por altos, baixos… Fiz de tudo que era humanamente possível para evitar o fim, mas ele chega para todos nós.” (Matheus Rocha)

To com esse post de bios de supernatural mofando aqui nos meus rascunhos fazem anos luz para terminar e eu nunca termino então eu to postando assim mesmo

Já sabem né, creditem no @niallodioso

  • as inimigas choram ao som de carry on my wayward son
  • nada contra você que é destiel shipper, eu só acho que o planeta é pequeno demais para nós duas
  • os meninos da minha sala são tão lindos que ontem mesmo eu olhei pra um e pensei que wendigos estivessem frequentando a minha escola
  • não vejo necessidade em se maquiar e ficar parecendo uma striga enquanto se alimenta
  • se eu assisto série do capeta ou não interessa só a minha mãe que é quem banca minha internet

One Shot - Zayn Malik (Parte I)

  • Pedido

Parte II >>

- Papai, você irá na minha peça hoje? - Diana, minha filha, perguntou com seus olhos a piscar rapidamente. Típico para conseguir o que deseja.

- Talvez, meu amor. Tenho que trabalhar.

- Ah não. - Cruzou os braços. - De novo?

- Sim. O papai trabalha muito, filha. - Ri da sua cara amarrada.

- E quando você vai me ver?

- Quando eu puder.

- Se a mamãe tivesse aqui ela faria você ir. - Bateu o pé no chão e subiu as escadas correndo.

- Olha aqui Diana, não fale o que você não sabe, ouviu bem? - Gritei irritado. - E não suba as escadas correndo! - Gritei mais alto e subi atrás dela. - Diana, estou falando com você.

- Minha mãe nos deixou por causa de você. - Ela gritou antes de fechar a porta na minha cara. Incrível como uma garotinha de cinco anos podia ser tão esperta e irritante, às vezes.

- Diana! Abre essa porta! - Gritei espancando a porta dos seu quarto. Minutos depois a porta se abriu e a menina estava com uma mochila nas costas. - O que diabos é isso?

- Vou para a casa da vovó.

- Ah, é? - Coloquei a mão na cintura rindo nervosamente enquanto passava a outra mão pelos cabelos.

- É. - Colocou as duas mãos na sua cintura.

- Pare de ser mal criada garota, vá guardar essa merda agora mesmo. Você não vai a lugar nenhum.

- Mas…

- Guarde! - Gritei e ela correu para o quarto novamente, entrei logo para me certificar que ela não iria fechar a porta de novo. - Não sei como você ficou tão irritante desse jeito Diana.

- Eu não tenho atenção nenhuma sua. - Cruzou os braços mais uma vez e se sentou na cama. - Quando a mamãe morava aqui ela ia me ver sempre. - Suspirei e abaixei-me à sua frente.

- Sua mãe não tinha nada pra fazer, era diferente. - Acariciei seus cabelos pretos. - Eu trabalho muito, meu amor. Preciso garantir a nossa sobrevivência. Eu sei que ando em falta com você, mas é necessário.

- A mamãe é boa.

- Boa? Você acha que ela é boa mesmo após nos largar? - Diana balançou a cabeça que não. - E então, por que diz isso?

- Porque ela foi a única pessoa que ia me ver, às vezes me buscava na escola, que me fazia carinho pra dormir.

- Raridade de vezes.

- Mas era mais que você. - Fechei os olhos e respirei fundo. Ela estava totalmente carente de uma presença feminina na vida dela, eu precisava arranjar uma namorada boa que possa cuidar da Diana. Que merda eu estou pensando? Seria uma namorada, não babá. Babá? Essa ideia parece boa.

- Me desculpe, filha. - Abracei-a de forma inesperada. Tanto pra mim quanto pra ela, tenho certeza. Ela após um tempo retribuiu o abraço fortemente. - Eu te amo.

- Eu também.

- Mesmo que não pareça.

- Mesmo que não pareça. - Ela repetiu e eu ri. Sim, ela realmente era muito inteligente e esperta. - Vai a minha peça?

- Você sabe fazer as coisas. - Gargalhei pegando-a no colo. - É claro que vou. E você terá uma surpresa!

(…)

- E você sabe cuidar de crianças? - Encarei a linda moça à minha frente. Ela era muito bonita, muito bonita mesmo. Pelo menos pra mim. Ela poderia ser a babá da minha filha? Eu conseguiria deixá-la ficar?

- Sim, claro. Eu tenho bastante experiência, já trabalhei na casa dos Harshaw, Trumell, Carter e Thompson, todos são da vizinhança. - Sorriu convincente e eu, na verdade, não prestei muita atenção nos sobrenomes.

- Qual o seu nome mesmo?

- (s/n), mas prefiro que me chamem de (s/a).

- Está contratada, senhorita (s/s). - Olhei o papel com o seu currículo. Só agora lembrei que ele estava em minhas mãos.

- O que eu falei sobre o apelido mesmo? - Ela cerrou os olhos me fazendo rir. É, ela é maravilhosa.

- Vejo que a Diana vai entrar na linha com você. - Recolhi todos os papéis de cima da mesa de centro da minha sala e me levantei sendo acompanhado por ela. - Podes começar hoje.

- Já?

- Sim, desculpa, alguma problema?

- Não, nenhum. Só que é… Estranho. - Coçou a nuca e riu. - Essa Diana deve ser uma pestinha mesmo.

- Talvez, mas ainda há esperança. - Pisquei o olho e sorri. Fomos para o carro, já estávamos atrasados em 20 minutos para a peça dela. A minha menina não era tão terrível assim, só tinha uns ataques de fúria às vezes e quebrava as minhas coisas ou rasgava os meus papéis do trabalho. Nada demais.

- Papai! - Ouvi sua voz a gritar por mim. Virei para trás, seguido pela (s/a) que sorriu para a menina de cabelos pretos e franjinha. Ela estava tão adorável vestida de princesa.

- Minha princesa. - Abaixei-me para que ela corresse até mim e me abraçasse.

- Literalmente princesa. - (s/n) disse rindo. Diana olhou pra ela e em seguida pra mim. - Prazer, me chamo (s/n).

- Você namora o papai?

- Nã…

- Sim. Ela é a namorada do papai. - Sorri docemente pra ela interrompendo (s/a) que me olhou horrorizada. Ela não tinha farda, nós combinamos para que ela não precisasse dessas coisas. E o pior: eu não sabia se ela tinha namorado.

- Oi. - Minha filha sorriu abertamente. Ela iria amolecer o coração da (s/n), tenho certeza. - Me chamo Diana e você é bonita. Muito bonita, papai. - Tocou meu rosto com as duas mãos e aproximou-se no meu ouvido. - Mais bonita que a mamãe.

- Diana! - Repreendi-a rindo. De fato isso era verdade.

- O que estão falando aí, hein? - (s/n) perguntou tentando parecer que tudo estava normal.

- O quanto você é bonita. - Diana respondeu por mim. - Espero que goste da minha peça, vou fazer o meu melhor pra vocês. - Beijou minha bochecha e puxou a mão de (s/n) para que ela também se abaixasse e beijou a dela. - Tchau. - Correu até seus amigos.

- Olha aqui Zayn, eu fui contratada pra ser babá da sua filha, não fingir que namoro você.

- Eu sei, me perdoe. Ela vai ficar muito irritada comigo quando souber que eu contratei uma babá pra ela.

- Porra cara, ela é a sua filha! Você é que põe moral nela. - Ela disse irritada. Nossa, ela falava palavrões assim sempre? - Desculpe. - Respirou fundo e olhou para o lado. Acho que o meu silêncio fez com que ela pensasse no que estava a fazer.

- Tudo bem. Eu contarei a ela agora. - Dei um passo, mas a (s/a) me puxou.

- Não, agora não. Ela ficou tão feliz com essa história que se contássemos agora ela provavelmente iria ficar atrapalhada e fazer tudo errado.

- Tem razão. Bom, vamos sentar. - Apontei para duas cadeiras juntas na segunda fila colocadas por Deus devido o quão lotado aquilo estava.

- A mãe dela morreu? - (s/a) perguntou de repente.

- Não, nos abandonou. Era uma vadia.

- Ah.

- Sempre odiou a Diana, porque pra ela a garota não era planejada, mas na verdade não foi planejada por ela, mas por mim foi. Eu queria muito ter uma filha, mas escolhi a mãe errada. Fora que ela me traía, deu a desculpa de que eu vivia trabalhando e que era fraco de cama… - Fui interrompido pela gargalhada da (s/a).

- Desculpa.

- Não há problema. Eu não sou ruim na cama, ela é que não sabia aproveitar minhas melhores qualidades sexuais. - Falei fazendo-a rir mais. Era estranho falar sobre isso com a babá da minha filha, mas era ao mesmo tempo divertido vê-la rir.

- Sinto muito. - Encarei-a e rimos de repente.

A peça logo começou e tudo foi maravilhoso. Não pude deixar de dizer a (s/a) e a minha filha o quão orgulhoso eu estava em vê-la em cima do palco contracenando. Minha filha além de talentosa era linda, praticamente a minha cara, não que eu queira me gabar. Longe disso!

- Por que vocês não se beijam? - Diana perguntou enquanto caminhávamos para o carro. Eu carregava sua mochila com roupas sujas.

- E pra quê isso? - Questionei.

- Porque casais normais se beijam.

- Como sabe disso? - Eu quero mesmo que ela responda?

- Os pais das minhas amigas se beijam. Isso é normal, não é? - Arregalou os olhos assustada, talvez pensando que tenha falado besteira, algo totalmente obsceno. Isso me fez rir.

- Sim, é normal.

- E por que não se beijam? - Repetiu a pergunta.

- Porque respeitamos você. - (s/a) disse de repente. - Não seria legal. - Agradeço através de um olhar e ela assente.

(…)

Jess

asaka-jonnie  asked:

Infelizmente n adianta nada,essa turma é a mesma que eu tava no ano passado e é um inferno,o pior é que n é só os da minha sala n,de outras tmbm fazem isso,n adianta vc chamar os pais,ocorrência etc que n ADIANTA NADA!Continuam cm o mesmo comportamento.N to me fznd de santa na sala nem nada,até pq n sou,ms me comparando cm eles,eles são piores,nossa.Sobre o recreio,a vice-diretora ou sla o que ela é,falou que é pra alguns anotarem os nomes de quem está fznd baderna no Recreio,tomara que resolva

Anota sem dó o nome de todo mundo então, se não der certo eles vão ter que amadurecer uma hora ou outra, fighting pra lidar com isso, se você decidir mudar de escola eu também vou estar aqui te apoiando mas acredito que todo lugar tem gente assim, não tem como fugir muito :(

[Elder - Casa do MM: Tarde]

Após andar um tempo, finalmente chegamos. Abri a porta sem muitas dificuldades, obviamente, e adentrei, dando passagem para que a ruiva entrasse na casa, pequena. Estava um pouco desorganizada, com uma prateleira na sala para montar ainda, alguns parcos livros espalhados pelo chão – além de anotações e algumas xícaras de café. - Falta organizar algumas coisas… Mas deve dar para sobreviver aqui dentro.

Raios, não lembro desse lugar estar tão bagunçado.

Chutei uma caixa para o canto e rumei até o balcão – que separava a cozinha da sala/biblioteca. Lá, os dynamos colocaram minhas compras, e eu mesmo comecei a tirá-las fora da sacola.

Lucas: Odeio primeiro dia de aula, principalmente quando sou novato. Não sei onde se localizam as coisas, esse prédio é enorme comparado a os outros que já passei. Depois da recepção que teve para os novatos fui procurar minha sala, ou pelo menos tentar. Passei 10 minutos andando de um lado para outro e decidi parar. Encostei-me em uma parede e tirei a jaqueta, já estava com calor. Senti alguém me chamando, quando olhei era a garota da entrada, ela me perguntou onde ficava a sala dela, quase respondi “Garota eu nem sei onde são os banheiros quanto mais tua sala.” mas fui educado e falei que eu era novato, ela pediu obrigado e saiu. Quando finalmente achei minha sala percebi que a dela era ao lado da minha.
Cecília: Todo ano eles insistem em mudar as salas, e todo ano mais uma vez, eu fico perdida procurando a minha. Não conseguia achar, e perguntei pra alguém que estava de costas para mim, e por coincidência era o menino que havia visto mais cedo, rapidamente ele respondeu, com aquela voz tão meiga que não condizia com suas roupas “Sou novato, não sei quase nada daqui” fiquei constrangida, se eu o tivesse reconhecido, não tinha perguntando, mas ele havia tirado a jaqueta e parecia ser outra pessoa, com outra roupa. Fiquei sem saber o que responder, e só consegui dizer “obrigada”. Procurei logo um jeito de sair daquela situação, e finalmente achei a sala, e pra piorar, era ao lado da dele.
—  Dois pensamentos e um sentimento.
XII - Capitulo

A pilha de papel a minha frente apontava que eu tinha muito trabalho para essa tarde, sentei no meu escritório tentando me concentrar nos afazeres sem nenhuma distração, o que não era fácil, as vezes me pegava pensando em algo nada a ver e encarando os papeis com o pensamento longe. Piscando e voltando para onde estava. 

Duas batidinhas na porta e um dos novos empregados entrou na sala. – Oi, com licença, você é a Vanessa?

- Sou eu. – respondi, o estagiário novo atravessou minha sala com alguns papeis na mão e com cara de perdido, ele devia ter apenas uns 16 anos.

– Vanessa, cê pode me ajudar com isso aqui? Não sei o que devo fazer com esses papéis ainda. – ele me entregou permitindo que eu visualizasse por algum tempo. Folhei os papeis observando o que era.

- Esses aqui são os registros de todos os medicamentos que entraram mês passado no setor de veterinária, você tem que separar por mês e em ordem alfabética cada um, dai você faz copias de todos eles e arquiva na pasta azul os originais. Sabe a pasta azul?

- Sim aquela da sala 12. Obrigada. – ele sorriu pegando os papeis da minha mão

- Começou quando? – perguntei, ele estava muito atrapalhado coitado.

- Ontem? Tô tão ruim assim? – ele fez uma expressão de desapontado e baixou o olhar

- Calma com o tempo você pega jeito, dai vai ganhar uma dessas. – apontei para minha pilha de papeis que cobria boa parte da mesa, e ele fez um cara de assustado

- Caramba, boa sorte. – ele deu risadinha

Assenti e ele deixou a sala ainda meio atrapalhado deixando algumas folhas cair e juntando. Eram apenas 15 horas, ainda tinha muito trabalho, então voltei a me concentrar  nos papeis para liberar pelo menos um espaço daquela mesa hoje.

POV Clara

Levei Max para o parque para pegar um sol, May me acompanhou, ela já estava sentindo falta de Los Angeles e o calor de lá, não havia tantas coisas para fazer no Brasil como havia lá, seu noivo também ligava muito pra ela o que aumentava mais ainda a saudade de casa.

- Quando voltar vou passar pelo menos uns três dias na casa do meu amor por que não aguento mais de saudade dele, ele me manda mensagem e me liga toda hora coitado. – May vez um beicinho

- Também tô sentindo falta de L.A, mas vou voltar pra matar a saudade, depois vou vim de volta para o Brasil passar mais um tempo aqui. – falei

Admito que não estava nos meus planos permanecer no Brasil mais tempo além do combinado que era o tempo de reunião dos meus tios, mas eu estava aproveitando aqui, Max havia se apegado muito a minha mãe, e eu estava matando saudade dos meus amigos, então resolvi prolongar minhas férias antecipadas aqui.

- Você vai ficar mais tempo? Isso é novidade. – May estava realmente surpresa, ninguém esperava que eu ficaria aqui mais tempo depois que tudo aconteceu.

- Sim, resolvi ficar mais um pouco. – Agora May me olhava com um sorriso diferente

- O que foi? – falei rindo de volta

- Sei por que quer ficar…

- Por que quero ficar? – revirei os olhos

- Pela Vanessa. – falou firme como se tivesse a maior certeza

- Vanessa foi só uma soma nisso tudo, meu primeiro motivo é o Max, sempre será o Max o primeiro pensamento de qualquer decisão minha. – respondi

- Mas vai dizer que –

- Também! Também May, foi ótimo rever a Van, isso por que eu não esperava, foi uma surpresa na minha vida e sem duvida uma das melhores até hoje. – interrompi

- Ui, uma das melhores até hoje… o que tá rolando? – perguntou

- Não sei o que você tá falando. – menti, não consegui esconder nada de May, ela sempre percebia as coisas em mim, mesmo que o que estava sentindo não bastasse de saudade e uma provável atração física forte.

Agora ela me olhava com uma cara de tédio, tipo ‘’cê ta zoando com a minha cara?’’ – Clara… vai cagar!

Eu ri. – Que foi May? – ainda ria da cara de tédio dela.

-Você mora em que mundo, que acha que depois de todos esses anos ainda me engana? Então é muito ingênua dona Aguilar. – bufou

- Okay, hm, Talvez nós tenhamos se beijado. – tentei conter o sorriso mordendo o lábio

- Talvez?

- A gente se beijou, ontem na chácara. – admiti

- Eu meio que desconfiava já, pelo jeito que você falava, e a forma que se olhavam, atração física exposta. – encarei ela por um momento, tão exposta assim? Na percepção de todos isso traria problema.

- Isso me assusta as vezes, digo, ela tem um namorado sabe, não deve passar de pegação. – falei

- O que você acha nem sempre é o que quer, você quer que passe disso? – ela perguntou arqueando uma sobrancelha

Me tirou um sorriso pensar dessa forma, eu e Van fazendo algo a mais, seu tipo físico me atraia demais, e ter uma mulher dessa na cama seria sensacional, ainda mais quando a pessoa combina com você e compartilha das mesmas ideias.

- Pela sua cara de safada a resposta é obvia. – falou balançando a cabeça negativamente.

- Você não concorda com isso né? – perguntei

- Ela tem um namorado sério Clara, como acha que o cara vai se sentir quando souber que a mina dele tá pegando a ex-bff? – não sei se ele se sentiria traído, mas não foi nada demais, não era algo que tinha planos futuros, então não tinha preocupações.

- Eu ainda não falei com a Van sobre isso direito. Não nos falamos desde ontem quando fui embora.

- Então conversem, marquem uma janta sei lá. – não era algo a tratar com urgência, até por que Van havia dito que não queria que acontecesse novamente.

- Tô com saudade dela, talvez eu pergunte para Erick onde ela trabalha. – apontei para o outro lado da rua onde o garoto fazia manobras de skate sem preocupação

POV Vanessa

Finalmente chegando a hora de eu ir embora, consegui desfazer duas pilhas de papel das 7 que estavam em cima da minha mesa, adiantei o trabalho para o outro dia, o que me fez sorrir aliviada.

O garoto novato bateu novamente na porta abrindo e espiando para dentro de meu escritório. – Ah oi, você tá aí, tem visita. Posso mandar subir? –perguntou

- Quem é? –perguntei, ele voltou rapidamente para checar o nome depois falou:

- Clara. – me olhou esperando a resposta

- Manda entrar. – Não sabia que clara sabia onde eu trabalhava, ela aparecer no meu ambiente de trabalho era realmente uma surpresa

- Oi Van. – ela entrou com um sorriso animado na sala, jogando os cabelos para trás de uma forma linda, as vezes achava que ela só fazia para provocar.

- Oi. – levantei da cadeira para dar um beijo no seu rosto, e ela irresistivelmente fechou os braços ao meu redor em um abraço amigável, seu perfume dominou todos meus sentidos.

Quando o abraço terminou ela me olhou nos olhos, e eu sorri timidamente tentando controlar meu rosto que provavelmente estaria corando no momento.

- Por que você tá vermelha? – perguntou ainda com um sorriso de canto

- Também queria saber. – respondi

- Não sabia que era tímida por um simples abraço. – ela puxou a cadeira de frente para minha mesa sentou e cruzou as pernas.

- Aff cala boca Clara, que peste. – falei dando um tapa no seu braço

Ela sorriu satisfeita com a minha reação que nem mesmo eu entendia quando aquela mulher se aproximava.

- Bem, vim aqui pra convidar você para dar uma volta, hoje á noite. – aguardou minha resposta me encarando por um momento

- Hum, não sei se você merece. – falei tentando parecer durona

- Tá doida mulher? Não fiz nada de errado para não merecer, cê deixa de ser vagabunda Vanessa….

- Ta bom, calma, tô brincando. Vamos sim, espero que se comporte Clara Aguilar.

- Por que não me comportaria? – ela perguntou tentando demonstrar um ar inocente que não me enganava.

O mais engraçado nisso tudo é que ambas, entendiam e provocavam de certa forma, eu sabia que era errado largar tudo essa noite para jantar com ela, correndo o risco das segundas intenções guardadas em mente pudessem surgir, mas ao mesmo tempo respondendo por elas. Na verdade nem entendia por que insistia em tal coisa, devia simplesmente dizer não e ir para casa de Alexandre, mas ela parecia ter um controle sobre mim.

- Não sei, você que me diga. – falei

- Olha você diz que sou só eu né? Mas da pra ver que fica pensando. – ela falou balançando a cabeça como se estivesse afirmando a coisa mais obvia do mundo como se estivesse dizendo que 1+1 é igual a 2.

- Aprendeu a ler mente nesses 17 anos então? Ou se acha adivinha. – falei irônica

- Nunca precisei ser adivinha para saber sobre você Van, sempre nos entendemos sem trocar uma palavra. – ela disse

- Enfim… vai me levar aonde? – perguntei

- Onde quer ir? – perguntou olhando no relógio

- Algum lugar publico de preferencia. – ela deu um sorriso safado e eu revirei os olhos. – Pensando bem acho que vou direto para casa…

- Cala boca Vanessa, vamos ver um restaurante que faça seu gosto. Sei que tem dieta pelo treino e não sei mais o quê. – me interrompeu

Recolhi a jaqueta no braço da cadeira. – Vamos logo então.

( Adiantei o capitulo para hoje, espero que gostem, e obrigada pelos 400 seguidores no tumblr, queria só ter certeza se são exatamente todos que leem. Elogios, críticas, perguntas, spoilers - > @ClanessaNewFic no twitter. )

Capítulo 24

Os dias começaram a fluir menos pesados depois que eu e minha mãe fizemos as pazes. No dia seguinte à esse fato, ela decidiu fazer uma comemoração, alegando que a minha volta era um motivo enorme para festejar. Claro, todos os nossos parentes adoraram a ideia, e no primeiro Domingo desde a minha chegada, todos se reuniram lá em casa. Fizemos um churrasco, colocamos música e trocamos ideias. Dona Solange fez questão de servir grande parte de suas especialidades culinárias para nós. As coisas nessa tarde fluiram tão natural que por algumas horas eu acabei esquecendo que vivi um ano fora do Brasil. Era como se eu nunca estivesse saído de casa.
A noite logo nos alcançou, e aos poucos as pessoas foram indo embora. Quando o relógio bateu meia-noite, não havia ninguém menos importante dentro daquela casa. Mamãe já estava dormindo e eu fiquei com o Jack, um dos meus cachorros e o mais especial para mim. Ficamos juntos observando as estrelas sentados na varanda de minha casa, como sempre fazíamos todas as noites antes de eu ir embora.
-Fiquei muito feliz por não ter perdido essa mania. -Brinquei acariciando o cão, que respirava com a língua para fora e enganava o meu cérebro parecendo estar sorrindo. -Sabe, Jack, preciso falar umas coisas… desabafar, entende? -Perguntei para o cachorro. O mais curioso de tudo isso era o fato de eu não estar nem um pouquinho bêbada. -Eu estava pensando em falar com outras pessoas, mas pensei mais um pouco e eu descobri que elas são pessoas; humanos que não nos deixam desabafar, porque eles falam e te interrompem com o seu pensamento alto ecoando por através de seus lábios apenas por pensarem que têm razão sobre tal coisa… E você não fala, então é ótimo desabafar com você, correto, amigão? -Esfreguei rapidamente o topo da cabeça de Jack e ele balançou o rabo afirmando a brincadeira. Desviei meu olhar do cão, e novamente pus minha atenção nas estrelas.
Ao mesmo tempo que estão perto, na minha vista, elas também estão longe, numa distância impossível de se alcançar. Elas são como Clara. Ao mesmo tempo que ela está aqui dentro, no fundo do meu peito num lugar mais conhecido como coração, ela também está longe, mais especificamente em Vegas, onde eu não poderia ir agora.
Jack pareceu ler minha mente e pôs sua cabeça em minhas pernas, ficando paradinho e manso lá.
-Eu conheci uma pessoa durante a viagem, Jack. Ela… simplesmente não saí da minha cabeça. -Bufei. Outras lembranças de Clara começaram a me atacar. -O nome dela é Clara Aguilar. Lindo nome, não é? Clara de clareza, claridade. É como se ela fosse uma luz, certo? E bem, ela é uma luz. Ela é a luz acesa dentro de meu peito afirmando todos os dias que eu estou apaixonada.-Sorri triste. -Mas ao mesmo tempo que ela é essa luz, ela também é uma escuridão. Eu tive os meus melhores e piores tempos em Vegas por causa dela. Os melhores eram quando nós nos olhávamos, ou quando nos abraçávamos e nos beijávamos e simplesmente esquecíamos do resto do mundo para ficar amando uma à outra durante toda a noite… Ela foi a única pessoa capaz de me mostrar que a noite é mil vezes melhor que o dia. -Fiz uma breve pausa. -Os piores eram quando nós nos separávamos. Quando brigávamos por motivos idiotas ou sérios e não nos falávamos por causa disso. A pior coisa no mundo para mim foi ter fingido que ela não existia, mesmo que por algumas horas. Era torturante demais olhar para o seu rosto, sentir o cheiro de seu perfume e não poder tocar em sua pele e acariciar ou proteger ela. -Fechei os olhos, e tomada pela ilusão acabei embriagando-me com o cheiro de seu perfume. Senti os seus toques sob meu corpo, me trazendo arrepios leves. Abri os olhos, mas ela não estava na minha frente. Era apenas a saudade revelando a minha dependência dela.
-Deveria mesmo ser alguém importante. -Ouvi minha mãe pronunciar e virei meu rosto para ela, encontrando-a escorada na porta de entrada.
-Ela era. -Sorri fraco.
-Você ainda ama essa moça? -Mamãe perguntou.
-Vai passar. -Menti. Minha mãe riu e se aproximou de mim, vindo se pôr ao meu lado, também sentando-se no chão.
-Só me restou uma dúvida depois dessa sua resposta… -Ela disse, mas eu não tive tempo de perguntar qual. -Você está tentando enganar à si mesma ou à mim? -Ela perguntou divertida porém com um ar sério. Sorri envergonhada e desviei o olhar apenas por saber que ela estava certa. -Não tem que desistir dessa moça… Não pode fazer isso, para ser mais clara… -Mamãe disse. Mal ela sabe do duplo sentido que a sua última palavra me causou.
-Acha que devo ir atrás dela? -Pensei alto. Por algum tempo as palavras que saíram de minha boca ficaram ecoando no ar. Acho que minha mãe fez isso apenas para me deixar entender que aquela era uma pergunta a ser respondida apenas por mim e ninguém mais. Suspirei.
-Por que não dorme um pouco? -Ela perguntou, colocando sua mão em meu ombro e chamando minha atenção. Assenti fracamente e lhe dei um abraço, indo me recolher logo depois.

Senti dois braços me envolverem calorosamente e logo me virei para saber quem era. Quase tive um troço quando vi o rosto da mulher à minha frente. Pepa estava irreconhecível, e mais linda do que nunca. As maçãs de seu rosto, os olhos brilhosos, os lábios carnudos, ela estava mil vezes mais atraente.
-Olha quem resolveu voltar! -Ela disse aos risos e eu também ri, envolvendo seu pescoço para um abraço rápido.
-Não acredito que é você, olha só como está! -Apontei para o seu corpo maravilhada.
-Não diga mais nada, minha beleza não significa muita coisa comparada à sua. -Pepa disse rindo. Sorri sem graça e ela logo começou a falar. -Como foi Vegas, hein? Eu pensei que tinha te perdido para sempre menina, nem para mandar um postal… -Ela reclamou ainda em tom de brincadeira.
-Perdão, Vegas estava muito agitada, eu não tinha tempo para falar com ninguém… -Disse sincera. -Ei, por que você não apareceu aqui ontem? Eu tenho certeza que a Dessa te avisou…
-Desculpe, eu tive compromisso ontem não podia deixar de ir… Mas eu estou aqui agora, não é o que importa? -Ela perguntou sorrindo. -Para ser bastante sincera, eu vim aqui te fazer uma proposta, já que você voltou e pelo o que eu ouvi, você vai ficar. -Ela disse com uma expressão sapeca.
-Hm, pode falar. -Eu disse.
-Você sabe que sempre tivemos um sonho, certo? Sempre que conversávamos tínhamos nossos pontos em comuns e etc. Então, antes de você ir embora eu fiz uma surpresinha para nós, mas eu nem consegui te pegar à tempo, já que quando eu cheguei aqui você já tinha partido e tal…
-Me lembro disso. -Interrompi. Pepa assentiu e continuou.
-Bem, eu espero que Vegas não tenha te mudado muito, e que você ainda tenha o sonho da ONG… -Ela disse, tímida.
-ONG? -Perguntei confusa.
-Desde que você foi embora eu inaugurei uma. Era para ser minha e sua, mas como você partiu, a documentação ficou apenas comigo mesma… Mas bem, eu estou aqui porque eu não quero viver o nosso sonho juntas comigo mesma. Acho que a minha única oportunidade de realmente fazer isso ser como deveria é pedir para que você trabalhe comigo antes de você decidir voltar a morar em Vegas… -Pepa disse. Fiquei um pouco pensativa.
-Eu não sei se posso… -Disse e ela negou.
-Por favor, Van, por nós, vai… -Ela pediu fazendo biquinho. Eu ri de seu gesto infantil, mas logo voltei a ficar séria.
-Eu ainda não decidi a minha vida, Pepa… Sabe, eu sei que voltei para o Brasil, mas a minha cabeça ainda está em Las Vegas e nas coisas e… pessoas… que eu também deixei lá. -Eu disse, quase soltando o nome de Clara. Me recompus. -Olha, isso não é um não…
-Mas também não é um sim. -Pepa completou. -Eu te entendo, é que realmente eu estava com medo de não conseguir perguntar isso para você, ou sei lá, tava ansiosa… Mas não é algo que você precise necessariamente responder agora, Van, você tem tempo para pensar, o tempo que quiser. -Pepa disse compreensiva. Assenti e respirei fundo, sendo logo envolvida por seus braços. Abracei ela devolvendo o seu jeito carinhoso.
-Senti sua falta, não pense que não… -Sussurrei e ela riu.
-Eu também senti, quase pensei que tinha perdido a minha grandona. -Ela brincou, se afastando. -Eu queria ficar, mas eu tenho que ir para a ONG… eu dei uma fugidinha de lá só para vir aqui falar com você mesmo, estava muito ansiosa e com saudades, então… -Ela fingiu vergonha e eu ri.
-Tudo bem, eu te vejo depois… -Eu disse.
-Tá legal, então tchauzinho. -Pepa disse e deu um beijo firme na minha bochecha. Ela sorriu lindamente e se afastou, desaparecendo da minha vista alguns segundos depois. Eu fiquei apenas encarando o lugar por onde ela havia desaparecido.
-Quem era? -Virei-me e minha mãe me encarava desconfiada.
-Mãe, posso te perguntar uma coisa? -Perguntei um pouco afobada e ela logo tratou de assentir, preocupada com a minha mudança repetina. -Você se importaria se eu passase uns dias em Vegas?

POV Clara
Balancei a cabeça lentamente para ver se pelo menos um pouco da dor de cabeça passasse. Outra atitude falha para aquele dia.
A empresa começava a sentir o estrago que o desvio de dinheiro havia causado. Algumas dívidas que costumávamos quitar assim que chegavam, começavam a ficarem mais altas e um pouco mais apertadas. Mesmo que eu tivesse dinheiro para quitar aquilo, uma setor da empresa de onde eu tiraria o dinheiro, para ajudar a completar a quantia, acabaria sendo prejudicado.
Bella veio algumas vezes em minha sala. O setor de contabilidade havia virado um inferno desde a saída de Vanessa, e isso acabou afetando os outros setores da empresa.
Na minha vida pessoal, o fim do meu romance com a Van ainda deixava marcas pesadas em mim. Eu não podia e nem queria superar a ausência dela em minha vida. Ela era uma das metades que me compunha, e sem ela eu estava incompleta. Eu também não via o meu filho há duas semanas. Fabian não me permitiu vê-lo por eu ter ido à casa de papai e ter pedido aquilo. Eu já deveria saber que meu pai abriria a boca para protestar alguma coisa.
Levantei cansada da cadeira e comecei a andar em direção à porta da minha sala, não me preocupando em deixar os papéis em cima de minha mesa organizados. Isso me daria mais trabalho e a minha enxaqueca estava em um nível elevado demais para eu tentar fazer minha mente voltar a pensar em alguma coisa. Abri a porta e me impulsionei para frente, dando um esbarro forte em quem estava lá e me desequilibrando um pouco. Finalmente recuperei o equilíbrio e estava disposta a xingar a pessoa de todos os palavrões possíveis que eu conhecia, mas assim que pus os olhos nela, o meu coração falhou.
Vanessa estava na minha frente, com o cabelo liso jogado de lado num franjão perfeito, e óculos de grau que a faziam ficar mais linda ainda. Ela estava nas suas roupas mais normais, e que eu sabia que ela mais gostava. Tudo muito confortável para ela estava de bom tamanho. A expressão em seu rosto denunciava que ela estava mais nervosa e ansiosa que eu. Perdi minha sensatez por um segundo e me joguei em seus braços, abraçando-a com toda a força que eu tinha. Ela respondeu o abraço no mesmo nível, me jogando para dentro da sala ainda com o seu corpo agarrado ao meu. Afastei-me um pouco de Van e peguei seu rosto com as duas mãos, maravilhando-me novamente com toda a beleza que ela sempre exalara. Seus olhos estavam molhados, mas as lágrimas ainda não haviam começado a cair, diferente de mim que estava quase transbordando nelas.
-Eu senti tanto a sua falta. -Nem sei como eu consegui encontrar a voz no mar de emoções que eu estava navegando com ela na minha frente. Vanessa sorriu brevemente, levando uma de suas mãos ao meu rosto e acariciando a minha bochecha.
-Eu pensei que ia morrer sem você. -Ela confessou, e pela expressão que fez, odiou a si mesma por isso. Soltei um riso falho que mais pareceu como um grunhido animado. Van recompôs a sua pose e se afastou de mim, encarando os objetos distintos da sala. -Como foram esses dias em Vegas? -Ela perguntou fingindo indiferença.
-Os piores possíveis. -Eu respondi, limpando minhas lágrimas. -Você vai ficar? -Perguntei antes que ela abrisse a boca para falar alguma coisa. Van negou.
-Depende de você. -Ela disse firme. Vacilei. Se ela começasse essa história não mais que real de que eu e elas deveríamos ficar juntas, eu teria que ser grossa novamente, e é uma coisa que eu não queria. Eu sei que sou julgada pelas escolhas que faço, mas vou ser sempre dependente do Fabian enquanto ele estiver com o meu filho.
-Van… -Tentei falar.
-Eu não vim aqui para brincadeiras, Clara. Não vim aqui apenas para matar saudades e depois ir embora… -Ela disse, voltando a me encarar. -Eu não posso ficar sem você, é a pior sensação do mundo ter de ficar longe.
-Eu sei, Van.. -Ela novamente me interrompeu.
-Não sabe. -Ela disse. -É por isso que eu vim aqui te mostrar. -Vanessa veio rapidamente em minha direção e puxou minha cintura contra seu corpo, logo depois juntou seus lábios com os meus e me beijou firmemente, da maneira que eu mais sentia falta. A saudade estava transbordando naquele beijo, e as batidas de nossos corações denunciavam isso. Coloquei as duas mãos em seu rosto e o puxei contra mim, e ela abraçou a minha cintura como sempre costumou fazer. Vanessa não precisou pedir passagem para mim, e invadiu a minha boca com a sua língua, explorando todo o território já conhecido e que ela tinha consciência de que era seu a qualquer momento que eu cedesse. Eu brinquei com nossas línguas e depois chupei o seu lábio inferior para encerrar o beijo, já no ápice do meu fôlego. Vanessa se manteve colada à mim, embora o beijo estivesse acabado. Eu sentia a sua respiração acariciar suavemente o meu rosto, e fechei os olhos desfrutando daquilo.
-Você sabe como me deixar em plena insensatez. -Eu disse com a voz rouca.
-E você sabe que não há ninguém que possa te tirar tão do sério como eu faço, e também sabe que eu e você somos passado, futuro e presente uma da outra. -Ela disse. Abri os olhos e assenti tristemente. Eu sabia de tudo isso, mas sabia muito mais que nós não poderíamos permanecer juntas enquanto nada se resolvesse.
-Você gosta de prolongar o nosso sofrimento. -Eu disse sorrindo fraco.
-Fica comigo. -Van pediu manhosamente. -Fica comigo para sempre, Clara. Eu preciso de você e você precisa de mim. Nós não somos nada sem a outra, quando vai entender isso? -Ela perguntou, me encarando firmemente.
-Eu já sei disso, e eu quero ficar com você até o fim dos meus dias Vanessa. -Eu disse sinceramente.
-Mas não pode. -Vanessa disse, antes mesmo que eu continuasse.
-Me dê um tempo para pensar. -Pedi, impedindo que ela saísse de perto de mim.
-Pensar no quê? -Ela perguntou começando a ficar irritada.
-Em uma maneira de escapar disso, e finalmente ir ser feliz com você. -Eu disse. -Eu só tenho mais uma coisa para resolver com ele, e se eu resolver isso, nós seremos livres. -Completei.
-Eu posso te dar todo o tempo do mundo, Clara. -Vanessa disse. -Mas saiba que essa é a última vez, e que se a resposta for “não”, esse será o último que eu irei ouvir de você, e então nunca mais nos veremos. -Van completou seriamente.
-Então me dá esse tempo? -Perguntei. Van assentiu.
-Eu amo você. -Ela disse, voltando a se aproximar e me beijando rapidamente.
-Eu também amo você. -Respondi sincera e tristemente. E foi com essas palavras que eu acabei descobrindo que os meus dias com Vanessa Mesquita estavam em plena contagem regressiva. A hora do adeus estava muito mais próxima do que eu realmente imaginava. Tudo o que restava era esperar.

anonymous asked:

sou apaixonado por uma garota, ela é da minha sala. os olhos dela, o sorriso dela... ambos são perfeitos. ela é perfeita, cara. você me entende? o jeito que ela ri, que anda. poderia escrever o livro dizendo o quando ela é perfeita, talvez dois, três, um milhão. ela é tão linda, queria poder dizer tudo isso, e mais um pouco pra ela. mas eu não tenho coragem. ela é perfeita demais pra mim. ah se ela soubesse, cara.

Ai que amor, eu preciso de alguém que me de essas características, eu to vendo que você ta super apaixonado por ela, cara faz o seguinte fala tudo o que você sente a ela, fala sobre o sorriso dela do seu cheiro e de tudo que você gosta dela, mesmo que isso não leve a nada, ela se sentirá bem por que alguém conseguiu enxergar o que ninguém mais enxergava.  

Por favor não. Não diga essas palavras como se não tivesse grande significado só por não ter para você. Quer saber, chega de me calar enquanto escuto o sofrimento por coisas bobas de vocês. Você não vai morrer só porque ele não te quer. Acredite, eu faria o mesmo se tivesse alguém ao me dispor a hora que quisesse. Afinal pra que compromisso se posso ter quando eu desejar, não é mesmo? E você… Pare de dizer que sou fria, pois você não conhece nem metade de quem eu sou. Você conhece apenas o que eu quero que conheça. Não sabe meus defeitos, minhas qualidades, meus problemas. Você não sabe de nada alem das minhas boas notas e histórias bobas que compartilho quando estamos sem assunto. Não sabe minhas preferencias, não sabe me decifrar. Eu já passei por coisas das quais o sofrimento é realmente uma escolha e sabem o que eu fiz? Eu chorei feito uma cadela sendo chutada por todos que passavam. Era escola, amigos, amores, família. Eu realmente havia chegado ao meu limite. Lagrimas e sangue rolavam no chuveiro. Calma, não me refiro ao sangue do corte. Afinal, eu pensava em ir alem disso tudo. Vontade e laminas afiadas de tesouras escorregavam pelos meus dedos indecisos sobre fazer um corte profundo do qual saísse de tudo isto. Um dia. Ajoelhada no banho me perguntei o motivo daquilo tudo. Se algum dia eu me livraria por fim daquilo tudo. E não houve resposta. Maldito todo poderoso, pensei. Tola. Só foi quando li um trecho da musica da Demi Lovato no tumblr que percebi que não era o garoto que eu amava que chorava. Não eram as garotas que compartilhei bons momentos e jurava serem minhas melhores amigas que choravam. Não eram os idiotas da minha sala que me humilhavam por ser gorda pobre e feia que choravam. Não eram meus pais e muito menos os diretores que choravam. Então por que diabos estava chorando? Por que raios de motivo chorava feito uma garotinha de 2 anos toda vez que finalmente me trancava no banheiro para tomar um banho gelado? Droga, não que fizesse diferença, mas eu já tinha 11. Foi então que eu me vi a frente de duas escolhas. Eu poderia chorar e sangrar ate tudo escurecer para sempre. Ou podia parar de me importar e levantar-me como um aranha céu. Então foi o que eu fiz. No começo doeu muito. Me sentia um lixo e quase me arrependia de fingir não me importar. Porem foi bem mais fácil do que imaginei. Em poucos meses deixem que os outros chorasse por mim. Decidi que não precisava de ninguém para me sentir completa. Só me preocuparia com minha frágil irmã mais nova. E os outros que resolviam seus problemas. Cansei de tomar dores e carregar o peso dos outros nas costas para que eles pudessem brilhar. Foi então que me reergui. Só que não era mais a aconchegante madeira. Eu era mais, muito mais. Um vidro brilhante, alto e polido me cercava. As paredes eram frias, mas não me importava com aquilo. De dentro tudo via, de fora apenas o próprio reflexo. É o todo poderoso realmente sabe o que faz. A resposta dele demorou, mas chegou. Hoje com 16 reconheço que mereci passar por tudo aquilo para crescer. Não digo de altura ou idade. Mas de amadurecimento. O mundo é cruel e se você permitir-se sentir não haverá uma peneira para controlar o que é bom do ruim. Sabe, as vezes fico irritada comigo mesma pensando que estou perdendo o melhor da vida. Porem é tarde demais, já não sinto mais nada. E quer saber? As vezes fico irritada comigo mesma pensando que estou perdendo o melhor da vida, mas eu não me arrependo da escolha que eu fiz. Por isto pense mil vezes antes de me julgar fria. Pense mil vezes antes de julgar qualquer pessoa. Eu usei minha dor para crescer, mas nem todos pensam assim. Muitos escolherão o caminho mais fácil, indolor.
—  Confessions of a Frozen Queen, NHZ (Setembro Amarelo, para um mundo com mais sorrisos e menos suicídios)