os amigos

O plano dos dois era muito simples. Permanecer juntos pelo resto de suas vidas. Um plano que qualquer um, em seu círculo de amigos, concordaria que era realizável. Todos os consideravam excelentes amigos, amantes e almas gêmeas destinadas a ficarem juntas. Mas por acaso, um dia o destino havia mesquinhamente mudado de ideia.
—  P.S. Eu Te Amo.
Sinto saudades da minha infância. Época em que eu não precisava fingir sorrisos e não sabia o que era decepção, sinto saudades de quando eu chorava por causa de um machucado, e não por causa de coração quebrado. Saudade do tempo que tudo era brincadeira e a internet não podia substituir o contato com os amigos. Saudade do doce abrigo que é casa dos pais, do colo da mãe, dos sonhos de voar de mãos dadas com Peter Pan e achar que poderia tocar o céu. Saudades do tempo em que era feliz e não sabia, do tempo em que achava que ser “Grande” é que era ser feliz. Saudades de quando eu acordava, e minha única vontade era brincar e assistir meu desenho favorito, hoje abro meus olhos, penso na vida, e minha vontade é ficar na cama, porque hoje, viver dói. Tenho saudades de quando meus únicos medos era de escuro ou da bronca do pai por uma nota vermelha no boletim e não de mentira, ilusão, frustração, falsidade. Sinto saudades de quando meu mundo era leve e colorido e não pesado e repleto de cinzas, inseguranças, dores e essa falsa paz. Saudade da minha infância e da liberdade de se poder somente sonhar. Saudade do que não terei de volta, que era a sensação de viver sem medo de ser feliz!.
—  Giulia S.
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com presença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente. Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar. Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim. Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
—  Fabrício Carpinejar.
Eu não vou ser o tipo de cara que vai correr atrás de você ou ser o trouxa do relacionamento. Saiba diferenciar as coisas em seu determinado tempo. Seja orgulhosa com os seus amigos, afinal, eles que têm o costume de ir atrás de você. No entanto, a partir do momento em que você promete uma coisa, seja o que for, é  preciso cumpri-la. Não sou de responder você com palavras curtas, então eu te peço: faça o mesmo. Eu sou complicado, cheio de mi-mi-mi, não sou? Os riscos também vem de brinde, mas eu avisei. Se apaixonar por mim é treta, meu bem.
—  João Fontinelly.

é só me chamar que eu deixo a bagunça no chão
nem aviso os amigos, 
assumo o risco se a vida invadir a contramão.

Sobre 13 reasons why

Fui fã do livro quando tinha 15 anos e sofria. Assisti a série em um dia. Amei o Clay. A Hannah. A Jess. O Alex. E principalmente o Jeff. Mas gostaria de fazer algumas considerações que na minha opinião são importantes.
Esse assunto é delicado, passamos por situações parecidas todos os dias. Somos alvos. Fomos armas. Nosso dever é não nos deixar abalar. E não impactar de forma negativa a vida de ninguém.
Enfim, seguem alguns pontos.
1. Suicídio nunca é a saída. Sempre haverá mais esperando por nós.
2. Procurar ajuda de um profissional é sim eficiente, eles estudam e se preparam para nos deixar confortáveis e ver que a há um mundo lá fora.
3. Nossa família é o nosso refúgio. Seja o pai, a mãe, um primo mais velho, os avós.
4. Nossos amigos são especiais demais, mas as vezes eles nos magoam, não vamos crucifica-los, todos temos direito de errar.
5. Hannah é maravilhosa ela não errou na vida e você também não.
6. Mesmo que você se ache um porque de alguém, não se culpe, converse sobre isso com os envolvidos, peça desculpa e se perdoe.
7. Olhe pra você e veja que sua vida não está nem na metade. E sim, você pode ser escritora se quiser, bailarina, ir pro clube de poesia, abrir seu coração. Existem sim pessoas boas no mundo.
8. Oito e mais importante, as vezes pode parecer que ninguém se importa, mas torcemos por você. E acredite, eu que estou escrevendo te amo e vou sentir sua falta mesmo sem lhe conhecer.
9. Não romantize a dor, o sofrimento e o suicídio.

Diz para ela, o quanto ela é importante para você, a vida é uma só para se viver a base de orgulho, diz que sem ela nada tem sentido, e todo os sonhos não tem mais graça. Liga na madrugada e diz que errou, diz que deu uma desculpa qualquer só para ir a bagunça com os amigos, peça desculpa, mande flores, se declare, seja romântico à moda antiga, junte dois ou três amigos e faça uma serenata, inove e renove esse amor todo os dias, só não deixe cair na rotina, amor é para ser regado e cuidado, não por obrigação, mas sim por saber que no futuro algo lindo se tornará fruto de tudo isso. Um dia vocês dois vão rir juntos de tudo que passou, e vão perceber o quanto valeu a pena lutar cada segundo por esse amor.
—  Sabrina Santana

Eu gosto de abraço demorado, eu gosto de contato, eu gosto de estar perto. Eu gosto de ser chamada pra conhecer a família. Pra aqueles churrascos bregas do domingo, que tá todo mundo descontraindo, tirando uma folguinha e falando merda, sabe? Eu gosto de conhecer os amigos, eu gosto de passear de mãos dadas, eu gosto de tirar fotos aleatórias, eu gosto de ir pra barzinho junto, eu gosto de ficar em casa vendo filme. Relacionamento é isso, é parceria, conexão, estradas e caminhos se cruzando, aquela coisa que parece arroz todo misturado com feijão no prato, aquela coisa que parece com crianças correndo atrás uma das outras sem saber realmente quem é a polícia e quem é o ladrão, é uma bagunça? É sim, mas eu gosto disso, eu nunca disse que eu sou uma pessoa calma, organizada. Eu gosto é de gente que gosta de mim do jeito que eu sou e tá ali comigo pro que der e vier, eu sempre serei recíproca quando o sentimento é verdadeiro.

Seja um amigo

 não use, não  abandone, seja apenas aquela pessoa que segura a mão, que abraça sem pedir, que está presente mesmo ausente, nunca  esqueça que apesar do outro ser forte ainda tem sentimentos, chora,  cai, e ainda tem um coração que se preocupa com você todos os dias.

Como podemos definir amizade, quais palavras e sentimentos a descrevem melhor? Amizade e amor são umas daquelas palavras que não sabemos mensurar, pois cada pessoa tem seu próprio significado. A nossa amizade podemos definir como “torta”, pois ela não é perfeita temos altos e baixos, mas estamos aqui sempre que o outro precisar, nos apoiando, ajudando, brigando quando necessário, uma amizade só é verdadeira se tem umas briguinhas e alguns puxões de orelhas. Amigos de verdade não servem somente de apoio para o outro, mas também abrem os olhos um do outro. Um amigo se faz rapidamente, mas a verdadeira amizade cresce com o tempo e pela sinceridade de sentimento que existe nela e nos momentos difíceis da vida que identificamos os nossos verdadeiros amigos. Não é fácil nos dias de hoje e no ambiente cada vez mais frio e sem afeto em que vivemos , onde todo mundo vive ocupado consigo mesmo, encontrar alguém disposto a oferecer um abraço e uma palavra de conforto nos momentos que mais precisamos, encontrar alguém disposto a te ouvir, é quase uma raridade, então sorte é quem tem essa pessoa no decorrer da vida, um amigo com o qual tenha com quem contar nas horas complicadas e difíceis  para dar alento e nas horas alegres pra rir juntos. Por isso, existe aquele ditado que diz, quando se fala em amigo, mais vale a qualidade do que a quantidade.
—  Vórtex & Giulia S. - O valor de uma amizade.
Eu me lembro de cada decepção, e de como me esforcei para continuar com a minha essência após cada uma delas. Me lembro de todas as coisas ruins que já me disseram, e só de lembrar é como se estivesse ouvindo novamente. Me lembro que achava o fim do mundo as “briguinhas” com os meus melhores amigos, sem saber que haveria coisa pior pela frente. Eu me lembro de todos os momentos em que tentaram me colocar para baixo, dizendo o quão eu era incapaz ou que não iria alcançar tal objetivo. E doía muito, pois muitas vezes era de pessoas próximas à mim. Cada dia era uma pancada diferente, que só me fazia sentir vontade de ficar deitada, lá quietinha, só eu e meu fone de ouvido, pois com ele sim eu ouvia melodias e falas boas. Eu me lembro quando comecei a perceber que ninguém valia a pena, ao ponto de eu perder a minha paz. Me lembro de quando tudo que eu tinha era eu e meu espelho, porque nele refletia exatamente como eu me enxergava. Eu me lembro de tudo. E ao reviver esses pequenos flashbacks, acho até que eu tenho medo do mundo. Ou, talvez, das pessoas? Eu tenho medo de me entregar, me decepcionar, de confiar, de vacilar. Uma insegurança toma conta de cada centímetro do meu corpo, e por mais bobo que seja, aos poucos se vai meus sonhos.
—  Escrito por Fran, Beatriz, Grazi e Amanda N. em Julietário.