os alta

Chega em uma fase que tudo é um porre né? É isso aí, responsabilidades, desemprego, faculdade, primeiro amor, coração quebrado, decepção com os amigos, as pessoas, altas brigas com os pais e você começa a achar que a vida está de sacanagem com a sua cara por tantas coisas ruins que lhe acontece. E aí você se pergunta.. O que aconteceu? A meu amigo a vida aconteceu. E mesmo sendo encantador quando a vida acontece, acaba sendo um grande inferno cheio de monstros chamados obstáculos também. E não pense que sou uma pessoa cheia de negatividade por está escrevendo isso não, porque o que escrevo é só um pouco da ironia na nossa realidade. Mas mesmo em meio a isso, temos que aprender a lidar com as nossas dificuldades porque pensando por outro lado, quando os dias ruins passam a vida começa a valer a pena, a felicidade vai entrando sem nem bater na porta e nos confortamos. E aí sim tudo começa a valer a pena.’- G.

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The Grisha Trilogy Meme - [1/7] Locations

Os Alta

“Two days later, just after dawn, we passed through a massive gate and through the famous double walls of Os Alta. […] I felt a twinge of disappointment as we passed shuttered shops, a wide marketplace where a few vendors were already setting up their stalls, and crowded rows of narrow houses. Os Alta was called the dream city. It was the capital of Ravka, home to the Grisha and the King’s Grand Palace. But if anything, it just looked like a bigger, dirtier version of the market town at Keramzin. All that changed when we reached the bridge. It spanned a wide canal where little boats bobbed in the water beneath it. And on the other side, rising from the mist, white and gleaming, lay the other Os Alta. As we crossed the bridge, I saw that it could be raised to turn the canal into a giant moat that would separate the dream city before us from the common mess of the market town that lay behind.When we reached the other side of the canal, it was like we had passed into another world. Everywhere I looked, I saw fountains and plazas, verdant parks, and broad boulevards lined with perfect rows of trees. Here and there, I saw lights on in the lower stories of the grand houses, where kitchen fires were being lit and the day’s work was starting.”

Amarelo também é uma cor triste

Minha cabeça doía de tanto chorar, foi a primeira vez que eu disse em voz alta todos os meus lamentos. A primeira vez em que minha mãe me olhou nos olhos e viu minha dor. Eu me confessei pra ela, confessei que estava cansada e que suicídio era sempre uma opção que estava em mente. Ela não entendeu minha dor, me olhou com desprezo. Me gritou coisas que eu jamais imaginaria ela gritando. Eu senti o desapontamento na voz dela como se eu fosse o erro do mundo e por um momento eu acreditei que fosse. E eu quase fui. Naquela noite eu não dormi, não rezei, só chorei. Minhas angústias pesaram e meus demônios apareceram pra rir de mim do canto escuro do quarto. Eu me matei mentalmente. E na manhã seguinte eu acordei sendo outra, pronta pra morrer outra vez.

8

“I saw the prince when I was in Os Alta,” said Ekaterina. “He’s not bad looking.”
“Not bad looking?” said another voice. “He’s damnably handsome.”
Luchenko scowled. “Since when—”
“Brave in battle, smart as a whip.” Now the voice seemed to be coming from above us. Luchenko craned his neck, peering into the trees. “An excellent dancer,” said the voice. “Oh, and an even better shot.”
“Who—” Luchenko never got to finish. A blast rang out, and a tiny black hole appeared between his eyes.
I gasped. “Imposs—”
“Don’t say it,” muttered Mal.” 

Ficou meio bobo, mas tá ai.
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-(s/n), caralho. Já disse para não levantar dai.- eu dizia já irritado, porque (s/n) queria ficar de um lado para o outro casa.
-Amor, para de ser neurótico! Eu to ótima. E eu só quero escolher outro filme na estante.- minha namorada dizia já se abaixando na altura da estante, escolhendo um filme.
-Neurotico? Você está com uma febre de quase 60º…
-37,5º.- (s/n) me interrompeu revirando os olhos.
-É alta igual. E ainda está com o nariz escorrendo. - eu disse me abaixando e pegando a garota no colo.
-É só uma gripe, amor. Para com isso.- a garota cruzou os braços emburrada.
-Para de ser chatinha, você sabe que te amo e só faço isso para o seu bem.- dei um selinho em seu bico.
-Tudo bem… Então… Você está a minha disposição, certo? - (s/n) sorriu docemente piscando os olhos.
-Totalmente. - sorri. - O que a majestade deseja? - coloquei uma mecha de seu cabelo atras de sua orelha.
-A majestade quer chá.- (s/n) riu com o termo usado.
-Então vou lá fazer. - me afastei da cama e fui até a porta, gritei do corredor:
-SE PRECISAR ME CHAMA.- e desci para a cozinha. Coloquei a água para esquentar e esperei uns 5 minutos para tira-la.
-NIAAAAALL! - (s/n) gritou. Larguei na mesa a água quente que eu estava colocando na xícara para fazer seu chá, e corri desesperado até o quarto.
-O que foi, amor?- perguntei indo até a cama que (s/n) estava, checando se ela estava bem.
-Niall… Eu… Eu to vendo a luz no fim de túnel. - a minha namorada dizia com os olhos abertos vidrados no teto, e mexendo a cabeça de um lado para o outro.
-O QUE? (S/N), NÃO. PARA. NÃO SEGUE A LUZ! FICA COMIGO. - eu segurava seu rosto tentando faze-la olhar para mim. Eu já segurava o choro.
-Niall… Eu… Eu to vendo o meu cachorro, o Simba. Aquele que morreu quando eu tinha 9 anos. - ela esticava o braço, tentando alcançar o cachorro.
-PARA, (S/N)! UM DIA VOCÊ VOLTA A VER ELE, QUANDO VOCÊ ESTIVER BEM VELHINHA. MAS NÃO HOJE. -Eu abaixava seu braço, segurando sua mão.
-Ele… Ele está falando comigo… Ele… Ele esta pedindo alguma coisa para você. Uma mensagem. Para você. -Eu apertava o lençol, tentando me acalmar.
- Eu vou ligar para a emergencia. -Comuniquei, já pegando o telefone.
-Ele diz… “Niall, a (s/n) te ama muito. E…- ela fez um pausa dramática, me deixando agonizado. - E você pode trocar as pilhas do controle remoto, por favor? - (s/n) mudou sua voz, voltando ao normal e sorrindo docemente para mim.
-Mas… QUE MERDA FOI ESSA?- me afastei da cama enquanto (s/n) começou a gargalhar sem dó nem piedade. -(S/N)! -a repreendi.
-Desculpa, amor. Mas não pude perder a chance. Você está tão preocupado, e eu já te disse que é só uma gripezinha. Não sei porque você cancelou a sessão de fotos que você tinha hoje.- a garota se sentou na cama.
-É que… Eu quero te proteger de tudo, sabe? Não quero que nada te machuque ou te faça mal. - me sentei ao seu lado na cama.
- Amor, sabe qual é a melhor coisa que você poderia fazer para me ajudar a melhorar? - neguei com a cabeça.- Se deitar aqui comigo, ficar de baixo do cobertor, e assistir um filme de comédia enquanto comemos besteiras e você me enche de beijos. Que tal? - ela sorriu docemente, tentando me convencer. Sorri de lado e me joguei encima de (s/n), a atacando de beijos.

A gente toma um porre da vida por que não pode deixar a maré baixar no fim da tarde ou de uma ressaca. Nos embebedamos por amor ao corpo, fazemos amor por dentro. Por que o porre sempre volta quando a maré fica alta e os sonhos pesados demais para uma taça de vinho.
—  Velho Boteco
[Ponte da Esperança]

-Eh? Ano novo? Isso explica do por que ter tantas pessoas na rua, a musica tão alta, os estouros, e a cidade estar um tanto mais decorada. - Falou em um tom pensativo, com seus braços cruzados, e logo se lembrou de mais uma coisa, parece que não vou passar o ano novo com minha mãe, irmã e pai novamente… Mesmo ela estando na mesma cidade que eu, eu não pude… Pensou para si mesmo com um semblante triste, - Passar com ela… Isso é… Frustrante!- Sentia um pouco de raiva devido a isso, talvez se ele fosse mais ligado a esse tipo de coisa, - Nem com o grupo eu pude comemorar… – Assim dando um soco de frustração em uma das barras de metal da ponte.

-Eu estive tão desligado, que parei aqui..?- Suspirou, então continuando sua sentença – Bom… Agora já tarde demais, eu não deveria pensar no que eu podia ou não ter feito. Falou baixo, porém ainda com um semblante triste.

Será que nós realmente somos aquilo tudo que pensamos que somos ?
A questão é que uma hora ou outra a vida, o destino, seja lá o que for nos testa. Não é questão de perda de humildade, amor próprio ou orgulho em alta. Até os mais seguros de si uma hora irão se encontrar rente a um horizonte, um rumo desconhecido cuja sua capacidade será abalada. Não me levem a mal, gosto desses momentos. Muitas vezes são esses momentos que definem grande de parte de nossas vidas, um passo errado ou um passo muito certo, muda tudo. Mas confesso que os caminhos nem sempre são amplos como nós pensamos que seja. Para falar a verdade se resumem em dois : Tentar ou não tentar, é uma questão lógica até de se pensar. Mas entre esse agir e não agir existe uma variável, a incerteza. Somos alvos do tempo e uma das poucas coisas que tenho certeza é que tudo pode acontecer a qualquer momento, inclusive absolutamente nada. Chorão estava certo, ‘’ o medo cega nossos sonhos’’. Creio que todos os seres humanos caem nessa inevitável labirinto da vida, aonde até mesmo sua respiração é posta a prova. Confesso que num curto espaço de tempo pensei como  os frios e orgulhosos, as pessoas que literalmente ligam o foda-se no máximo e simplesmente vivem como querem. Admito que essas pessoas não sentem muito, não se machucam muito, levam ao pé da letra o que o maternal diz : ‘’ É melhor prevenir do que remediar’’ . Ironicamente quem muito previne uma hora oprime. Machucamos alguém sem saber, pois nos fechamos e acabamos por não sentir quase nada pelo próximo. Noutro momento vi o outro caminho, os dos que tentam. A verdade é que esse caminho é perigoso, estreito, quase ninguém passa por ele. Um dia você entrará num pesadelo e verá diante de ti esses dois caminhos e é aí que o verdadeiro propósito da vida é revelado. Quando descobrimos que em nossas vidas o ‘’ eu ‘’ é menos que ‘’ eles’’. Por mais que tenha família, amigos, eles também possuem suas próprias vidas e não podem viver a mercê de nós, isso seria injusto com quem amamos. Injusto também é perceber que nessa longa estrada da vida é você e você , mais ninguém. Dentro da sua vida você detém o poder ou no mínimo o dever de conquistar o seu espaço, ninguém fará isso por você e se fizer desconfie. São longos passos que devem ser dados em busca do crescimento, passos que vão além do amor próprio e do orgulho. Quando optamos por um destes rumos a vida passa a fluir diferente, agora sabemos aonde ir. Não existe um caminho certo ou errado, somos diferentes e cada ser com sua experiência tende a escolher seus próprios caminhos. A recompensa desse caminho virá mais pra frente, quando parte de si mesmo aceitar as consequências de seus atos, a velha conversa de que colhemos o que plantamos. Felizmente aqueles que amamos nos dão forças e em mais um momento a vida novamente prega uma peça, nos mostrando que apesar de difícil é necessário à companhia de outro, seja esposa ou namorada. Vai ver nos deixam um longo tempo no individualismo para que vejamos o quão é necessário o poder do coletivo. Ouvi dizer que certas coisas na vida é pra quem merece, envelhecer, casar, ser feliz é uma delas. Mas ainda sim devem ser conquistadas. Se será ou não de benefício para você, disso só o tempo irá dizer. Mas enquanto isso o tempo deixa muitos aqui, com a incerteza de não saber por onde ir, mas com a certeza de saber que se pode ir a algum lugar.
—  s-olenidade 28/07/2015

entre uma dose e outra que recuso me pergunto por que parece doer 70 vezes mais em mim do que em quem não tem um prato de comida nem uma cama limpa para apaziguar a mente conturbada. me pergunto por que pesa tanto essas cargas que nem volumosas são. 

nesse bar que há de fechar daqui a pouco, tento afogar minha tristeza nesse copo de cerveja quente intacto. 

enquanto tento imaginar os corpos que tu toca e gosta.

enquanto tento imaginar onde estaríamos se a minha vontade de estar contigo fosse recíproca. 

enquanto os carros passam em alta velocidade e não se importam com minhas lágrimas.

enquanto o dono do bar me olha com tanta comoção que me sinto atravessado por um lamaçal de compaixão.

enquanto a cerveja esquenta mais e mais e eu a recuso mais e mais e você me esquece mais e mais, e mais e mais eu sinto sua falta e dói. mais e mais. 

e eu aceito tudo. a dor, a cerveja quente, o olhar de compaixão do dono do bar, a sua distância, a saudade, a verdade. eu aceito tudo e sei por que dói 70 vezes mais em mim do que em quem é atingido por uma dor 70 vezes mais forte:

porque a dor é meu vício, e degusto cada pedaço dela como se fosse a minha última companhia. porque é.