oposta

Já tive um quase amor, um lance quase perfeito, um final quase feliz. Você pode se perguntar, mas como pode isso? É como um filme de romance com um final trágico, não deixa de ser lindo, mas é doloroso e nos surpreende. Um casal que está na cara que nasceram pra ficarem juntos, duas pessoas opostas, mas totalmente apaixonadas. Um romance de primavera, que por mais lindo que seja, uma hora acaba. Foi quase!
—  Amparas.
Sempre tive medo de perder o que não posso segurar com firmeza. Quero dizer, pessoas não são objetos que podemos controlar e guardar numa gaveta. Pessoas não são fantoches para os quais podemos planejar cada fala, cada sílaba, cada movimento. Pessoas não são de ninguém e demoramos um pouco para aceitar que elas possam ir em direções opostas às nossas. Por quê? Porque pessoas mudam. Pessoas têm sentimentos, vontades, e são suscetíveis a erro. É impossível controlá-las.
—  Isabela Freitas
Eu te amo, e tenho certeza que esse amor será para sempre, mesmo que eu tenha que amar sozinha, mesmo que nós nos casemos com outras pessoas e tenhamos uma vida totalmente oposta à aquilo que nós planejamos um dia, mesmo que nós estejamos longe, fisicamente e talvez até sentimentalmente também, mas esse amor será eterno em mim, porque o que é verdadeiro, não acaba, não apaga e a gente não esquece, porque mesmo que esteja sem vida, e quase morto, em algum lugar, ele ainda viverá. O meu amor por ti sempre viverá, porque é verdadeiro, mesmo que eu sofra com isso, mesmo que eu passe noites chorando e lembrando de você, de nós e te querendo aqui do meu lado na cama, eu sempre vou lembrar de você, porque o meu coração nunca me deixará esquecer.
—  Pra alguém que nunca vai ler.
Eu quero me casar com você. Eu quero ter filhos com você. Eu quero construir uma casa. Quero sossegar e envelhecer com você. Eu quero morrer com 110 anos em seus braços. Eu não quero 48 horas ininterruptas. Eu quero uma vida toda. Você está vendo o que está acontecendo? Eu digo coisas assim e você trata de correr para a direção oposta. Está bem. Eu entendo. Eu não entendia, mas agora entendo. Você está começando agora e eu já tenho vivido assim há muito tempo. No fundo, você é apenas uma novata que não está pronta.
—  Grey’s anatomy.
O oposto de perfeita
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Sou completamente o oposto de garota que todo menino sonha. Eu sou toda cheia de manias, tenho milhares de defeitos, sou cheia ruídos, tenho centenas de sorrisos, falo alto, as vezes muito alto, sou extremamente carente, super estressada,costumo ser inconstante, eu falo palavrões, a minha gargalhada é alta, e eu sou uma desastrada de carteirinha.
Sou totalmente diferente das meninas que existem por ai, sem comparação. Posso me vestir como uma princesinha mais nunca vou agir como tal. Estou longe de ser perfeita. Eu gostava de brincar mais com carrinhos do que com bonecas. Eu preferia jogar bola ao invés de ficar jogando conversa fora com as outras garotas, ainda é assim. Mas isso não me faz deixar de ser feminina, eu sou, só que do meu jeito, avesso mesmo.
Nem sempre tenho uma maneira dócil de tratar as pessoas, as vezes sou muito grossa, estupida e reinenta, mas ainda assim sou muito carinhosa. Na verdade eu só perco a paciência com pessoas idiotas e escrotas, como diz a famosa frase “cada um tem de mim o que merece.” ou talvez não funcione bem assim, e eu acabe sendo grosseira com pessoas que nem me fizeram nada, e assim saem os comentários que eu sou mal educada e que nem pareço uma garota. Mas eu nem ligo.
Gosto de viver no extremo, andar ao lado de um precipício, e viver em perigo. Por isso me meter em encrencas não é tão difícil. Sou perfeita num triangulo imperfeito. Nunca, jamais desejaria que alguém assim fosse igual a mim, pois tenho defeitos incuráveis que me fazer ser única no meio de tantas pessoas iguais. E na verdade o que eu mais gosto é de ser diferente, o comum não me faz feliz, eu sempre preciso estar fora do mundo comum, e o mundo estranho sempre me acolhe.
Por: Aline Fontana
Perdão Deus. Às vezes meus próprios pensamentos me levam para longe de Ti. E me fazem pensar coisas que são totalmente opostas a Tua vontade. Quem sou eu ? Um humilde servo. Te peço perdão e direção. Eis-me aqui, que cumpra-se em mim a Tua vontade.
As pessoas falam muito em amor, mas não acreditam que ele realmente exista. Pois não aceitam relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo; de raça ou religião diferente; com idades diferentes, ou de personalidades opostas, e acham estranho e até errado relacionamentos desses tipos. Vivem tentando explicar o amor, mas simplesmente, ele não tem explicação. Acham que algumas pessoas se relacionam por puro interesse material, como se o amor pudesse ser vendido e comprado, quando na verdade o único interesse dessas pessoas é o de amar e ser amadas.
—  Christiellen Pinto. 
Nunca nos demos muito bem, ela sempre tinha uma opnião oposta da minha. A cor preferida dela era roxo e a minha preto. A comida preferida dela era lasanha e a minha pizza. Ela tinha medo, eu não. Ela acreditava nas pessoas e sempre as ajudava, e eu era o tipo de pessoa egoísta. Ela era boa, e eu, eu era bom apenas quando a tinha por perto. Ela era tudo e eu nada. Ela queria assistir um filme romantico e eu de comédia. Ela queria casar de noiva e eu de pijama. Eramos totalmente ao contrário, não concordavamos em nada e brigavamos quase o dia todo e todos os dias. Mas tinhamos uma coisa em comum que sempre fazia com que esquecessemos tudo que não tinhamos, nos amavamos. E isso, bom isso era o suficiente pra que eu a suportasse e pra que ela contiasse aqui.
— 

Talita Milani.

Estranho é que eu sou uma pessoa contraditória, oposta e indecisa. Digo que não vou me importar, mas sempre me entristeço com o que os outros fazem e falam. Corro chorar escondido para que ninguém ouça, mas bem que eu queria que alguém soubesse o motivo da minha dor e me ajudasse a acabar com ela. Eu amo frio, mas queria alguém aqui para me trazer calor. Eu até gosto de ficar sozinho, mas sinto uma tremenda vontade de ter alguém para me fazer companhia. Eu gostaria, de verdade, que as pessoas me compreendessem, mas nem eu mesmo me compreendo. Eu queria ser amado, mas nem sei se me amo.

(The Secret Life of the Teenager)

Somos opostas, ela é loira e eu sou morena. Ela é alta e eu sou baixa. Ela é de Teen Wolf e eu sou de Orange Is The New Black. Ela é da Sonserina e eu sou da Grifinória. Ela é Miley Cyrus e eu sou Katy Perry. Ela prefere filme de romance e eu de comédia. Discutimos sempre, mas a nossa conexão é de outro mundo. Podemos ser diferentes, mas para entender o que a outra está pensando, um olhar já basta. E apesar de tudo, ainda nos consideramos como irmãs de pais diferentes, pois afinal, ninguém nos aguentaria se morássemos juntas.
—  Gabriela Mesquita.
Talvez seja isso que me mata cedo, minha serenidade, minha paciência, minha calmaria, minha tolerância, minha vida e mais vidas que aqui residem, escondidas para o mundo que esta tão sujo. Todos somos livros de características diversas, especificidades, historias, personagens, figurinos, momentos, trilhas sonoras. No meu livro as músicas são as maiorias lentas, personagens diferentes, momentos repetidos, características opostas, complementares, parecidas. Eu já não consigo saber se sou eles, ou se eles me são.
—  Maiara Pietra Tomaz
Nunca fui a maior fã da cor cinza. Desde bem pequena, adorei a tristeza do preto e deixei o branco queimar meus olhos. Mas cinza nunca foi minha cor favorita. É bem verdade que não vivi expressando minha raiva por ela, mas, se você me perguntar, eu digo que odeio o que ela representa: a união de luz e escuridão. Presença e ausência. Tudo e nada. A cor cinza não deveria existir nesse mundo, se você parar para pensar a respeito. Duas pontas opostas não se tocam. Duas linhas paralelas não se encostam. O sol e a lua vão eternamente fugir um do outro.
Então, por que diabos cinza existe?
Lá pelos meus dez anos de idade, cansei de toda essa bobagem de dias cinzentos e casacos cinza e todas as tiaras cinza que uma tia minha insistia em comprar para me dar de presente, como se fosse minha cor favorita. Por isso, peguei uma das tiaras e joguei no chão no momento em que essa tia saiu da minha casa, totalmente frustrada com o presente inútil. Minha mãe franziu o cenho e, com dez anos, eu já sabia o suficiente das pessoas para entender que estava encrencada. Comecei a gritar como tudo isso não fazia sentido. Que cinza era uma cor horrível e que preto e branco apenas não combinam, e nunca iriam combinar, independente do quanto as pessoas tentassem fazer com que eu engolisse essa anormalidade das cores. Minha mãe começou a rir, como se eu tivesse contado a piada mais engraçada que ela já ouvira. E aí ela disse a pior frase do universo. A pior coisa para se ensinar a uma filha.
Sabe o que ela disse?
Talvez o preto e o branco tenham se apaixonado. Talvez não tenham conseguido evitar.
Sei que eu nunca consegui. Não quando o assunto é você.
Pensando em retrospectiva, admito que eu deveria ter percebido mais cedo o que eu estava sentindo por você. Já fui toda sorrisos e brincadeiras, e você tinha essa cara emburrada de quem tinha acabado de sair da cama apesar de ser cinco e meia da tarde. Não odiei você de cara nem nada, mas torci o nariz para aquela minha amiga que estava com você na época e não calava a boca sobre como você era maravilhoso – você era horrível com ela – e que, definitivamente, ela tinha encontrado o homem certo. Não me considero nenhuma expert em romance ou algo assim, mas era bem óbvio que você não estava cantando aos quatro ventos que tinha encontrado a mulher da sua vida.
Na verdade, a nossa primeira interação foi você me olhando da unha do pé até meu último fio de cabelo, fazendo com que minha cara ficasse mais vermelha que o cabelo ruivo dessa minha amiga. E você percebeu – é claro que percebeu. E começou a rir como se deixar uma garota envergonhada fosse sua missão de vida e eu quis atirar meu refrigerante em você. O que, para relembrar, eu eventualmente fiz, mas em outra ocasião completamente diferente. E você mereceu. Você sabe que mereceu.
Não lembro muito bem o que você falou. Alguma bobagem sobre como você não sabia que ela tinha amigas tão bonitas e esse tipo de merda. Aquela foi a primeira e única vez que você me tratou como trata todas as outras garotas. Depois disso, todas as outras vezes que a gente se encontrou você agiu como se eu fosse, surpreendentemente, um ser humano que merece ser olhado nos olhos, não nos peitos. Achei que você apenas não estivesse interessado, para ser sincera. Que era assim que você tratava as garotas quando não queria nada com elas.
Mas eu estava errada. Meu Deus, eu estava totalmente errada.
“Porra, Anna! Você não pode estar falando sério.” Você gritou, apesar de não ter nenhum barulho na nossa volta. A gente sempre acabava se encontrando nessas festas – tudo bem, não era assim tão casual. Eu sempre procurava saber onde você estaria. Eu estava interessada. E gostava de você. Viu? Fazia pouco mais de alguns meses e eu já gostava de você. – e acabávamos sentando em um canto para conversar.
Eu já deveria saber, só por isso. Você não ficava catando a saia mais curta quando eu estava por perto. Você não desviava o olhar de mim quando alguma loira vagabunda ficava perto de nós e ria alto demais para chamar sua atenção. Mas eu nunca tinha estado apaixonada. Eu não sabia qual era a sensação.
Eu não sabia que essa era exatamente a sensação.
“É totalmente sério”, eu respondi, me controlando ao máximo para não rir da sua cara de decepção.
“Considerando como você é bonita, eu não deveria me surpreender. Mas você é inteligente demais para gostar de uma coisa tão tosca quanto comédias românticas”, exclamou, balançando a cabeça, como se essa fosse a maior ofensa do universo. E eu ignorei a parte em que você disse que eu era bonita. Você só tinha dito isso uma vez, naquela noite em que nos conhecemos, e eu nunca pensei que você fosse repetir porque achei que tivesse sido da boca para fora. Achei que você não pensasse em mim dessa maneira.
Mas eu pensava. Meu Deus, eu pensava nisso o tempo todo. Não que eu adorasse admitir para mim mesma, porém, não conseguia tirar da cabeça esses seus olhos escuros e seus ombros largos. Não conseguia deixar de ouvir sua risada quando o mundo estava em silêncio. Bem que eu queria. Bem que eu tentei.
Nunca deu certo.
Talvez não tenham conseguido evitar.
“É mesmo? E o que você esperava? Ficção científica e filmes com muito sangue?” perguntei, torcendo o nariz.
“Algo tipo isso. E terror. Você tem cara de quem gosta de filmes de terror”
“Eu odeio filmes de terror. Não vou perder duas horas da minha vida para ficar assustada!” disse, com os olhos arregalados por você ter errado tão feio.
“Ah, sim. E, em vez disso, prefere ficar duas horas assistindo a romances totalmente irreais. Isso faz total sentido”.
“Nessa última semana, nenhuma garota saiu rastejando da minha televisão”, respondi, com o máximo de sarcasmo que pude reunir. “Você sabe que vai perder no final, Henrique. Todo mundo gosta, pelo menos um pouquinho, de comédias românticas. Elas são engraçadas e fazem com que a pessoa saia com o coração leve. É uma sensação boa, mesmo para um homem de lata como você”, ataquei, procurando não sentir meu próprio coração – que nunca foi feito de metal – saindo do peito por mencionar a palavra coração e românticas na mesma frase. Sei que não é nada demais, mas eu preferia não ter que discutir essas coisas com você. Preferia não complicar nada.
Mas a gente já tinha complicado tudo, não é?
Você fixou os olhos nos meus e suspirou, fingindo uma decepção que só me fez rir ainda mais. Eu gargalhei alto, mas você sequer abriu um sorriso. Apenas continuou me encarando com seus terríveis olhos do tamanho do infinito, como se não conseguisse entender o que estava acontecendo. Sei que eu definitivamente não entendia.
Parte de mim queria parar de rir, com medo de parecer completamente retardada e você pensar que estava dando em cima de você com a técnica ria-de-tudo-que-ele-disser-e-fizer. Mas… Eu não me sentia assim. Algo em você, desde o início, fez com que eu me sentisse livre; e, por isso, eu não me importava. Não ligava se o resto da festa olhasse para nós e pensasse que eu estava dando mole para você. Não ligava se você pensasse que eu estava dando mole para você. Para mim, você sempre foi uma das pessoas mais engraçadas do universo. Mesmo que não esteja me fazendo rir tanto assim nos últimos tempos.
“Você tem medo de monstros debaixo da sua cama, Anna?”, perguntou, com a mesma expressão séria que me fez ficar meio na dúvida se você queria uma resposta sincera ou estava só brincando. Mas seus olhos não desviaram dos meus. E eu comecei a tremer. Comecei a tremer violentamente e não sabia como esconder esse fato de você.
Eu sempre tive medo de monstros. Dos debaixo da minha cama. Dos de dentro do espelho. Dos que me perseguiam enquanto eu caminhava pela rua. Dos que sempre viveram dentro de mim.
E, naquele momento, eu também tive medo de você. Eu tive pavor de você.
“Você tem, Henrique?”, eu desafiei. Sabendo estava apenas fugindo da pergunta. Sabendo que você provavelmente apenas desviaria o olhar e fingiria que nada aconteceu. Sabendo que esse nó no meu estômago precisava desaparecer o quanto antes. Porque isso não podia acontecer. Eu e você – não era certo, não era possível e nunca aconteceria.
Eu era o branco. Você era o preto.
E eu sempre odiei cinza.
Mas você não desviou o olhar.
Não fingiu que não tinha nada acontecendo.
E o nó do meu estômago não sumiu. Ele apenas continuou. E ainda continua aqui.
“Não. Eu acho que qualquer criatura que precise esperar até a noite para atacar, não merece meu medo.”, você respondeu, finalmente erguendo o canto esquerdo da boca. “Meu problema atual são os monstros bonitos que insistem em me encarar como se não estivessem fazendo nada de errado”
Eu estava encarando você. Eu estava encarando você como nunca tive coragem de fazer. Estava inspecionando seu rosto e procurando por algo que fizesse com que essa ânsia de passar o dedo pela sua cicatriz no queixo passasse. Algo que me fizesse perceber que isso era só uma brincadeira, que você estava brincando comigo e não queria de verdade roçar sua mão na minha.
Mas você se enganou. Eu sabia que era errado. Eu tinha certeza absoluta de que era errado.
Só não consegui evitar.
Assim como eu acho que você não conseguiu evitar trazer seus lábios até os meus e me fazer perder o ar. E eu queria dizer que foi um beijo puramente feito de atração, mas foi gentil demais para que eu pudesse mentir. Você tocou meu rosto como se eu fosse a coisa mais delicada e bonita que já tivesse existido no mundo e eu quis morrer naquele instante. Quis morrer porque eu finalmente tinha entendido um monte de coisas sobre o mundo que antes não faziam o menor sentido.
Não se deve brincar com fogo.
Agora, meu corpo inteiro está queimando.
Faz anos desde que esse beijo aconteceu, porém, eu continuo sem ar. Estou morrendo sufocada com a avalanche de memórias que insistem em tomar conta da minha mente. Preciso de ajuda.
Continuo olhando para os lados, mas não enxergo você. Continuo gritando pela sacada, mas você não aparece. Faz dois meses que não tenho notícias suas e eu estou apavorada. Só consigo pensar em onde você pode estar e com quem você está e em como eu gostaria de poder me desculpar. Não fui nada legal com você. Eu sinto tanto. Tanto. Tanto.
Você sempre foi a minha pessoa favorita no mundo inteiro. É óbvio que me apaixonei por você. É óbvio que ainda sou apaixonada por você. Sei que disse o contrário, mas eu menti. Menti muito e fui estúpida e você precisa me perdoar, Henrique.
Por favor.
Por favor.
Apareça, Henrique. Volta pra mim.
Volta pra casa.
—  Não consegui evitar nosso fim. - Ana F.
Por dias você pensou em desistir, pensou em deixar tudo pra trás, mas viu que, se desistisse perderia tudo. Todas as suas conquistas, todas as pessoas que você teve e tem ao lado, mas que de alguma forma já as perderam. Você sabia que de algum modo se perderia também, se perderia junto com as lembranças deixadas no passado, com aquele sorriso apagado ou com aquela musica. Você sabia que se você desistisse, perderia de vez aquela garota que te amou de verdade, e você teve medo, medo do que você seria, do que se transformaria. O medo é comum, mas você foi fraco e caiu fora, abriu mão e se deixou ir junto com ela, ambos em direções opostas. Você sabia que perderia tudo, desde as lembranças de sua infância, até aquele natal em que passou com ela, e mesmo assim você abriu mão e perdeu feio. Chegou até a conhecer uma “gata”, a mais linda de uma festa no sábado a noite, mas no final de tudo você percebeu que nem a mais linda a substituiria. Você voltou a estaca zero, se lembra ao menos da primeira vez em que se apaixonou? Lembra-se do primeiro sorriso bobo, ou simplesmente todas essas lembranças cairiam no esquecimento? Você não tem nada que te faça lembrar de tudo o que um dia foi bom, está triste, e se culpando e, puta-que-pariu, você sabe que é tarde pra pensar na ideia de não ter “desistido de tudo”. Era mais fácil ter continuado insistindo, mesmo que aquilo te fizesse certo mal, mesmo que você tivesse se considerado incapaz de algo, mas ainda assim você seria algo. E foi de suas escolhas erradas que agora você se tornou um nada.
—  Derick Thiago and  Mediei.

sou vítima dos romances curtos
dos amores que não duram até a próxima semana
dos corações flácidos
das mãos flácidas
dos olhos vãos e alheios a tudo
da paixão que entra em combustão e depois acaba
dos ‘eu te amo’ que convém
dos passos desalinhados em direções opostas
do destino que afasta
do horóscopo que bate e não condiz com nada
do apego fadado ao vento
daquilo que não tem sentido nenhum
sou vítima do que falta
do peso que sobra
das sensações que rasgam
dos abismos que não levam a lugar algum