onde ela estar

tudo em mim tem um pouco de você. Cada risada, cada brincadeira, cada dificuldade. É claro que tem. Você participou de tudo que veio acontecendo na minha vida. Como não ter um pouco de você em cada coisa que eu faço ou em cada pensamento meu? É que quando eu to conversando com os meus amigos e eles comentam algo que me lembra você, e o que a gente já passou. E eu quero comentar e rir que eu já passei por aquilo. Mas ai eu lembro que eu tinha você e agora eu não tenho mais. 
Como ser feliz assim?
Qual é a fórmula mágica que as pessoas usam para esquecer umas das outras?
Eu fui lá e fiz o que me mandaram fazer. Eu conheci gente nova, eu sai pra beber até cair, eu fiz amigos, eu dei risada até a barriga doer, eu visitei lugares que eu achei que nunca visitaria, eu sai daquela droga de emprego. Mas você ainda tá aqui em cada passo meu, em cada atitude. 
Como a gente supera alguém que só de sentir o calor do toque já sente aquele embrulho no estômago? 
Como que a gente sai pra beber até vomitar e quando vomita quer ligar pra quem causou esse vomito? Como as pessoas conseguem fazer isso de sair e fingir estar feliz? 
Você tenta substituir alguém que fazia as melhores coisas, que sabe o seu jeito, suas frescuras, suas manias, seus gostos musicais, sua roupa preferida. Eu não acredito que seja possível substituir alguém dessa forma. É um espaço muito grande ocupado no peito. Chega a queimar. Chega a da falta de ar. Como viver assim?
E você só quer correr desesperada atrás daquela pessoa que escolheu ir embora e dizer pra ela que ir embora foi a pior escolha da vida dela. Que aqui é onde ela deveria estar. Não em uma cama a cada dia, não com uma boca diferente a cada dia. 
E você quer desistir, quer deixar o tempo curar essas feridas. Mas ai você sente novamente aquele toque quente e percebe que aquela pessoa também quer estar ali, também quer estar somente na sua cama, também quer beijar somente a sua boca. Porque pra ela você também é aquele alguém que sabe exatamente o que ela gosta. As melhores musicas, a comida preferida, o lado preferido da cama. 
E ai aquela ferida que já estava quase cicatrizando, sangra novamente. Porque você quer lutar por aquilo. Você não quer deixar aquela pessoa ir embora. Você quer continuar sabendo o lado preferido dela da cama, que por acaso também é o seu. Você quer continuar revezando o seu lado favorito da cama com ela. Porque o amor é assim, ele cede, ele aceita os defeitos, ele cura as dores, ele deixa você em segundo plano, suas feridas em segundo plano para cuidar primeiro da ferida dele. 
Como explicar que a vida de ambos desmoronou quando cada um decidiu seguir seu caminho? Que quando estavam juntos, a vida era mais feliz e melhor? 
Eu só estou cansada de fingir estar feliz. E acho que você também.

“Ai desculpa, eu não planejava ter dormido aqui, e-” Parou abruptamente, levando mão em frente ao nariz quando segurar o espirro se mostrou impossível, sua cabeça já se sentindo tonta, mas ela não sabendo se era por estar se sentindo realmente resfriada ou por ter acabado de ser despertada de seu sono. “Desculpa por isso, eu já vou sair daqui, eu juro.” 

Onde você estava ontem? Me deixou sozinha na loja e eu tive que lidar com uma crise!” Apesar do tom irritado, havia sombra de um sorriso no rosto da Ollivander. No dia anterior um casal havia levado o filho pequeno para comprar a primeira varinha e a criança fez o mais estrago na loja e claro sobrou para a única pessoa presenta na hora arrumar. No meio disso ela jura que viu um vulto passar por ela, o que desencadeou uma crise existencial onde ela jurava estar sendo perseguida por fantasmas. “Você está me devendo uma.”  

@gregcrovic

Não tinha quem lhe guiar, ninguém chegou até ele e mostrou as possibilidades que existiam e quais poderiam seguir. Por conta própria ele foi fonte de energia que iluminou os passos diante do espaço em que estava. Foi descobrir por si mesmo o que poderia ser viável ou não, correr atrás das oportunidades sem ter a menor ideia de onde elas poderiam estar. É como colocar a cara a tapa, ou se leva uma esbofeteada para aprender que aquele caminho não lhe pertence ou passará ileso por estar na direção certa. Perdido, teve que se achar, entrando em becos sem saída, passando por todo e qualquer tipo de trecho que poderia existir. Sozinho se desdobrou para consolidar, sem saber se estava indo bem. Sempre sentindo a insegurança de não saber se estava fazendo algo certo. Ele não teve apoio, e impulsionado por instintos ele está vivendo por si só agora.
—  (escrevinhar)
Do segundo sexo.

A segunda cena mais bonita relacionada a gêneros que já presenciei foi aos dezoito anos, numa classe de Sociologia Geral. Quando o Prof. Amaro Braga disse a um calouro que se ele continuasse a repetir que há “diferenças biológicas entre homens e mulheres que impedem um gênero ou outro de exercer certas profissões” ele não precisaria retornar às aulas, pois estaria automaticamente reprovado.

A primeira foi quando, estando ocupada, meu irmão mais velho pediu que eu fizesse o jantar e meu irmão mais novo, de sete anos, perguntou “por quê? Porque ela é mulher? Ou você não tem mão? É porque não sabe cozinhar? Devia aprender. Comer é uma ‘necessidade básica’”. E eu vi que ele era capaz de surpreender com muito mais do que novos vocábulos bem-colocados.

Me deixa curiosa quando dizem “pra que um 8 de Março? Pra que um dia das mulheres? Por acaso tem dia dos homens?”. Como a clássica “pra que um dia da consciência negra? Por acaso tem dia da consciência branca?”. Uma dessas ocasiões em que você precisa respirar muito fundo e dizer com a paciência de quem explica a uma criança por que não se deve atravessar a rua sem olhar para os dois lados: “opressão, militância, mortes, minorias, machismo? Algum dia, você ouviu falar?”.

Eu ainda estava na terceira ou quarta série do ensino fundamental quando tive de fazer um seminário sobre as mulheres da fábrica de 1857, e recuso a crer que alguém que haja passado por uma escola também não o tenha feito em algum momento. Recuso crer até mesmo que alguém que tenha ouvidos não tenha escutado de algum conhecido sobre tal coletivo homicídio e suas causas. Que qualquer pessoa, estando numa universidade, independente da área, não tenha trombado no fato histórico ou em algum texto de Simone de Beauvoir. Que, tendo acesso a internet, ainda não tenha se deparado com uma página feminista.

Igualmente recorrente ao “pra que um 8 de Março?” é o famoso “não sou feminista nem machista, é tudo tolice”. Dos muito espertos que não sabem o que são antônimos, misoginia ou misandria, muito menos femismo (oh, yeah, sem o “in” depois daquele m). Dos muito espertos que acreditam de olhos bem fechadinhos que feministas odeiam homens, ou que “essas mulheres ficam querendo provar que valem tanto quanto nós e tentam roubar nossos cargos e salários” - porque uma mulher não pode querer um melhor salário ou um cargo por si, ela quer porque, batendo o pé nº 35 no chão, aquele é um “cargo de homem”. É claro.

É muito atrevimento prum segundo sexo só.

De ver homens se sentirem “oprimidos” porque mulheres “resolveram” achar que cantadas são algo ofensivo. Porque verdadeira opressão não é ouvir aos dezesseis anos, de um total desconhecido, que esses tais dezesseis anos foram “muito bem vividos”.

De aturar, todos os dias, repetirem, como quem segura um relógio e balança numa tentativa de efeito hipnótico, que não há machismo.

Não há machismo, não.

Quando garotas de oito anos preferem o suicídio ao casamento obrigatório, no Oriente Médio, e uma mulher sofre estupro coletivo da comunidade em que vive porque engravidou de um estuprador. Quando é preciso ouvir dos jornais nacionais sobre o suposto, sempre suposto, estupro daquela garota que saiu do baile funk. Que, afinal, sempre alguém sussurra, “baile funk não é lugar de mulher direita”. Que ainda é preciso ouvir que há tipos de mulher: mulher de respeito, mulher pra casar, mulher pra curtir, mulher pra pegar, mulher pra só olhar e zoar porque, afinal, “mulher gorda é sempre engraçada”.

“Aquela saia? Muito curta. Muito longa. Ela não tem corpo pra isso. Ela tem corpo demais. Tá pedindo pra nenhum homem a olhar. Tá pedindo pra ser comida.”

A frase mais desprezível que ouvi nos últimos dias é de uma senhora não Diante, mas sentada no Trono e dizendo “a filha daquele irmão passou em primeiro lugar em Medicina no vestibular, mas não sabe pregar um botão!”. Sem levar em conta a sabedoria concorrente que ouvi, hoje, 7 de Março, de um policial: “uma chave que abre muitas fechaduras é uma chave-mestra, uma fechadura que abre pra todas as chaves não tem nada de especial”. Ele havia dito, antes, que as mesmas mulheres que pegaram dez homens no carnaval, agora vão correr atrás de namorado e postar frases de amor em rede social. “Quer pagar de puta? Pague, mas aceite que nenhum homem irá te valorizar. Quer ser santa? Seja santa realmente e terá vários homens atrás de você.”

É impossível que apenas eu, lendo aquilo, tenha sentido vontade de vomitar.

O que eu cresci ouvindo de vários lados é que “homem não gosta de mulher rodada ou muito atrevida”. O que eu peço, crescida, é “senhor, piedade pra essa gente careta e covarde”.

Eu tenho um sinal de nascença acima da pálpebra esquerda. Minha avó tem um sinal de sangue no olho esquerdo que, palavras dela, foi “herança do seu avô”.

Claudia

PS: Lugar de mulher não é no tanque. De lavar roupa ou de guerra. Lugar de mulher é onde ela quiser estar. Eu escolhi um laboratório químico acadêmico. Ingrid escolheu desenhar e costurar, lá no Paraná.

Profissionalismo do 4Minute e os motivos pelo qual todo mundo deveria ligar para o grupo

Isso daqui é um desabafo de uma 4NIA que anda um pouco de saco cheio do fandom, da empresa e outros fatores que a irritam.

• O profissionalismo do 4Minute

Não, não é uma cena agradável mas vamos começar assim.

Consegue adivinhar de quem é? De nossa querida Hyuna durante as gravações de Hot Issue!

Boas partes dos MVs “Muzik” e “Hot Issue” foram gravadas com as integrantes descalças pelo fato dos sapatos não caberem em seus pés e causarem desconforto. Isso aconteceu em Crazy também, já que o sapato era pesado de mais para Gayoon movimentar as pernas.

Performances na chuva são típicas no K-pop e o 4Minute não poderia ficar de fora dessa. 

No Open Concert de 2009, durante a performance de Muzik, a chuva começou a apertar e a performance continuou. Não vou entrar em muitos detalhes porque vários grupos já passaram por essa situação mas isso é mesmo correto? O mais recente e popular caso foi do Gfriend, onde uma das integrantes caiu inúmeras vezes no palco e continuou a apresentação. Por sorte, nenhuma das integrantes do 4Minute se machucou mas, se vocês repararem, o palco fica balançando até o final do show.

E a era continua com alguns problemas técnicos…

Depois do primeiro refrão, quando chegou em sua parte da música, podemos ver que Gayoon mantem sua mão atrás de suas costas até o resto da apresentação. E por que ela faria isso? Pelo incrível fato da lapela de seu microfone ter caído de sua roupa. Ela continuou segurando a lapela até o final, cantando e fazendo a coreografia.

Nessa performance de I My Me Mine, tudo de errado.

Enquanto todo mundo estava feliz, lalalala as meninas estão animadas, o fanchant tá incrível e o palco quebra. Ele não só quebra, mas quebra com Jiyoon, Jihyun e Sohyun em cima dele.

Você pode notar que Sohyun se apoia em Jihyun para não cair enquanto as outras integrantes estão espantadas com o ocorrido, mas não deixam de performar. Logo depois, você pode ver o palco desmontado e, no segundo refrão, Hyuna impedindo Jiyoon de pisar em falso.

E no final da performance? Elas chiaram? Correram pros bastidores?

Não, mandaram um coraçãozinho.

No Green Concert, em 2010, Jiyoon estava evidentemente se sentindo mal. Com a mão no estômago durante toda a conversa, ela ainda se manteve forte durante as apresentações, não demonstrando nenhuma dor.

Em 2011, durante sua participação no programa Dancing With the Stars, Hyuna tinha vários machucados em seus pés durante os ensaios, pois, nessa época, ela tinha acabado de promover Heart to Heart e Mirror Mirror do 4Minute e estava preparando seu comeback solo com Bubble Pop.

Depois de vários avisos de “Mana, você tá acabada. Se aquieta e não dança!”. Adivinhem o que ela fez?

Isso mesmo, ela dançou!

Que tal falar agora de uma coisa que todo feministan sabe MUITO bem o que é?

Em 2011, durante as promoções de Mirror Mirror, Jihyun foi criticada por estar acima do peso. Com as roupas coladas usadas na era, o corpo das integrantes ficava bem visível e isso foi o suficiente para os Netizens dizerem que ela teria posto silicone e, por conta do tempo em que teria que ficar em repouso, engordou.

Já em 2013, Gayoon disse ter emagrecido 8 quilos em poucas semanas para o debut 2YOON. Bom, o que poucos não sabem é que Gayoon já disse se achar gorda e esse pode ter sido o motivo de sua mudança.

  • “Eu era bastante popular no Brasil quando era gorda. No entanto, depois de perder peso, a popularidade foi dissipada. Eu acho que preciso engordar novamente.” - Gayoon durante o programa Stargazing em 2014

Então, além de impor um padrão de beleza, sabem de mais uma? Acusaram Gayoon de ter emagrecido tão radicalmente por ter feito uma cirurgia em sua mandíbula e não querer assumir a operação.

Com muito humor, o 4Minute não ficou calado sobre isso (e ninguém deveria ficar!). Em 2013 elas lançaram “Bad Commenters” no programa SNL Korea. Segue aí um trecho da letra

“Todos os ídolos são como nós
Mas para o 4Minute ainda é mais difícil
Então por que há ataques contra nós? […]

Então seu oppa gosta de mim
Por isso você fala de mim com tanta liberdade[…]

Tivemos que deixar isso passar
Não podíamos ser estranhas desconhecidas[…]

Roupas curtas e dança com pernas abertas foram acusadas de serem “muito sexy”
Então resolvemos isso em “Volume Up”
E agora você vem falar que estamos muito vestidas?
Cala boca!”

Poderia passar o dia listando situações ruins que o 4Minute teve que passar ao logo de sua carreira como a febre de 39° de Sohyun durante as gravações de Hot Issue, afinal, todas as integrantes menos Gayoon ficaram doentes durante as promoções muitas vezes tiveram que se apresentar nesse estado. Ou também quando Sohyun não conseguiu andar durante os ensaios de sua performance solo mas se apresentou como se nada tivesse acontecido. Ou o acidente de carro que o 4Minute sofreu em 2012 indo para o ensaio de um concerto em Osan.

Bom, inúmeras coisas aconteceram com o 4Minute durante os anos de carreira, mas todas são atualmente um motivo para nos orgulharmos delas. Nunca abaixar a cabeça e seguir em frente é um grande exemplo que recebemos delas nesses quase 7 anos de atividade, o que nos leva a outro fator…

• “Fãs” que nunca aparecem quando precisamos

Uma coisa que me entristece e eu sei que deve entristecer qualquer fandom é aquele fã que só tá lá quando lançam álbum. E nem é pra ajudar nas views, charts ou vendas, é só pra ouvir o download do K2nblog mesmo.

Recentemente, no comeback do 4Minute com Hate, tivemos uma péssima notícia que se tratava da renovação de contratos. Jihyun disse que nenhuma das integrantes teria renovado seu contrato com a Cube Entertainment para aquele ano e que a renovação dependia do desempenho do ACT. 7. O fandom ficou maluco nessa hora, porque estava mais do que claro que ACT.7 não iria garantir mais e mais anos de 4Minute explicação básica: muitos não gostaram do single, o que não atrai a vontade de ouvir o álbum. Nessa hora, foram projetos, eventos, tags, multirão e muito desempenho colocado para que a Cube visse como o álbum estava se saindo bem. E falando em sair, saíram fãs até do boeiro!

Caso ainda não tenha entendido meu ponto, deixe-me exemplificar: Existe uma página do 4Minute chamada “4Minute Juntas para Sempre”. Essa fanbase tem 500 curtidores. É uma fanbase atualizada, com boas traduções, postagens divertidas e consegue atrair bastante público. Infelizmente, suas postagens não tem muitas curtidas ou comentários, mesmo seu alcance sendo grande. Certo dia essa fanbase avisa que irão sortear um CD do grupo. É claro que várias pessoas começam a curtir, comentar, compartilhar mas não necessariamente por gostar da página ou terem acabado de conhecer e sim porque elas podem ganhar alguma coisa com isso. Conseguem entender?

Muitos fãs só estão aí pra quando tem lançamento, eles não ligam realmente o fim que o grupo leve, pois eles não mostram o verdadeiro apoio que é necessário. Eu não estou querendo dizer que você tem que ser um escravo de 4Minute mas é sempre bom e sim que as pessoas só dão valor quando perdem, então é importante que mostre seu interesse pelo grupo enquanto ele está aí.

E, pessoal, pode parecer mas ainda não acabou!

Muitas coisas aconteceram na era Hate para acreditarmos que ainda é preciso mantermos esse empenho por bastante tempo. Como, por exemplo, os 4NIA coreanos que foram impedidos de participar do showcase do grupo, onde foi permitida apenas a entrada da imprensa. E, para se redimir, a Cube marcou um fanmeeting no mesmo dia para recompensar esses fãs. Legalzão, hein? Tudo em cima da hora!

Muitos fansites reclamaram da falta de profissionalismo da empresa em avisar boa parte dos eventos do grupo atrasado, impedindo que os fãs fossem e os fansites tirassem fotos (um desses casos foi durante o fansign, onde tinham apenas mil vagas(?) e foi avisado 2 horas antes para os fãs). Também na falta de organização em coisas mínimas como lançar o 360VR de Canvas no canal da Cube e não do 4Minute, o que poderia prejudicar o grupo em questão de divulgação (a parte boa é que o 4Minute faz parte dos primeiros grupos a fazer um vídeo nesse estilo uuuhhh)

Com apenas 1 mês (na verdade menos) de promoção, Hate foi totalmente injustiçado e causou vários problemas, como vocês podem ver a cima mas isso não tirou a alegria das meninas em promover essa música e esse álbum, no qual colocaram muito esforço!

Deixo com vocês essa última performance de Hate, onde elas demonstram estar muito felizes. Todos nós morremos com a Hyuna dizendo “eu te adoro” no final

Agora voltando ~infelizmente~ com a parte ruim da história

Nesse climão, ainda tivemos a G.NA deixando a Cube e Hyunseung saindo do B2ST. Acreditamos na união do 4M, mas não sabemos o que se passa dentro da empresa atualmente.

Fique atento, tudo pode acontecer a qualquer momento.

• União do grupo e do fandom

Hyuna acalmando Jihyun após se emocinar com performance de Pretend e depois começaram a zoar Jihyun imitando seu choro, mas é só um detalhe

“Eu tenho muito orgulho do 4minute. Não importa o que digam, é um grupo de cinco pessoas realmente boas. Eu gostaria que o nosso grupo ficasse junto, de coração, e se tornasse maior. Sempre que uma adoece, fica difícil para as outras preencher o espaço vazio. Quando Gayoon-unni ficou doente, estávamos todas preocupadas. Nos preocupamos juntas, eu gostaria de continuar fazendo coisas assim juntas[…]” - Hyuna

Uma coisa que eu sempre tive vontade de falar foi da união do 4Minute. Atualmente, eu vejo muitos integrantes saindo dos grupos ou dos grupos se desfazendo e penso: será que isso pode acontecer com o 4Minute um dia?

Tudo é inevitável. Sim, é possível que um dia alguma saia por x motivos ou o grupo se desfaça por y motivos. Mas a amizade, esse é o ponto. Vejo sempre como cada integrante demonstra nos mínimos detalhes sua preocupação, carinho e admiração umas com as outras

4Minute dando suporte a Jiyoon durante seu musical em 2012 + Gayoon dando suporte a Jiyoon nos bastidores de seu web drama

Tem certos dias que, sem algum motivo eminente, eu me sinto feliz em ser 4NIA. Apenas isso. Me sinto alegre em fazer parte da história do grupo, e nesses dias eu paro pra pensar na união delas.

Um dos momentos que mais me deixa “feliz” (porque não foi uma boa coisa em tudo) e me faz acreditar que todos devam conhecer é o caso de 2013 com WYN.

Depois de 1 semana de promoção com What’s Your Name?, Hyuna desmaiou nos bastidores de um programa onde tinha acabado de se apresentar. Com isso, ela foi internada no hospital com febre alta e desidratação, deixando o grupo para promover com apenas com 4 integrantes. Nesse tempo de repouso, o grupo continuou a promover com 4 integrantes mas sempre mostrando a falta que Hyuna fazia.

Desenhando seu rosto nas fotos onde ela não estava presente

Ou abraçando o espaço vazio que ela deixava

Ou levando um dos prêmios recebidos para a amiga no hospital

“Em primeiro lugar, nós tentamos respeitar umas as outras. E tem tantas [outras] coisas para nos preocuparmos. Depois de passar muito tempo juntas, conseguimos nos sentir confortáveis. Isso tudo é possível porque acreditamos umas nas outras.” disse Jihyun após perguntarem como o grupo durou tanto tempo sem problemas ou mudanças de membros

Em questão do fandom, precisamos melhoras umas coisas.

Por que não podemos ser tão próximos quanto as integrantes? Somos irmãos! Precisamos ter mais compaixão uns com os outros, a fanbase brasileira precisa de união! E não só a brasileira, preciamos ser amigos de todos os 4NIA de qualquer país. E não só do nosso fandom entre si, mas entre outros fandons também. Vamos amar e respeitar o próximo assim como gostaríamos que fizesse com a gente!

É o mesmo fato sobre o 4Minute e seu profissionalismo: Eu poderia passar dia e noite aqui listando os momentos em que elas demonstraram que o grupo também se trata de amizade entre membros e de como elas gostam e respeitam umas as outras, mas isso poderia durar a eternidade e eu não concluí ainda o que queria dizer, então vamos seguir!

“É meu desejo que o 4Minute dure pra sempre. Mas, se isso não acontecer, eu gostaria de estar perto delas e manter contato… Talvez morar no mesmo bairro, vizinhança ou edifício.” - Sohyun

Desculpa, eu não resisti

• Como fazer para demonstrar seu apoio ao grupo

Metade das coisas é de graça, vambora, mana!

Não, você não precisa ser rico e gastar o seu dinheiro com o grupo para apoia-las. Na verdade, as coisas são bem mais simples do que parecem.

       1. Compre tudo que puder!

Errr… eu sei que disse que não precisava gastar seu dinheiro mas, caso tenha condições de comprar, ajude o grupo! Compre CDs, lightstickes, banners, goodies e o que der pra por no carrinho! comprar digitalmente também vale!

       2. Visualizações

Isso é super fácil. Quem não gosta de assistir 4Minute aqui? Tudo que você precisa é assistir aos vídeo clipes e apresentações, pois ajuda bastante em época de comeback.

      3. Streams

Ok, os singles tem vídeo clipe mas e as outras faixas? Como eu faço? Uma coisa que vai facilitar a vida de muitos é que agora os programas musicais contam com as visualizações de sites como Spotify, por exemplo. Então basta criar uma conta e ouvir as músicas por lá que é de graça!

       4. Mensagens

A coisa mais simples de se fazer nesses casos é demonstrar do modo mais carinhoso o quanto gosta do grupo. Comentar nas fotos do instagram, enviar mensagens positivas no twitter, curtir as publicações no facebook, esses são os modos mais simples de se ajudar. É importante lembrar que as vendas não são tudo, o grupo precisa saber que, além de fazer sucesso pelo número de vendas, também faz sucesso pelo número de fãs!

       5. Projetos & Fanbases

Existem muitas páginas brasileiras sobre o 4Minute, tanto de informação quanto de humor, e é sempre importante para os fãs que gostam de ter informações ou de serem entretidos, mostrar que também apoia a fanbase. Muitos administradores desistem pela falta de interesse do público, então tente aproveitar o possível e deixar claro para os administradores como é feliz com o trabalho deles.

“PESSOAL, VOCÊS SÃO DEMAIS” “Obrigada pela legenda!” “Parabéns pelo trabalho” são simples comentários que fazem o dia de alguém!

E um resumo desse post em poucas palavras: POR FAVOR, APOIEM O 4MINUTE E SUAS INTEGRANTES!

4Minute é o meu grupo, 4NIA é meu fandom, no qual eu faço parte com MUITO ORGULHO. Por isso, eu peço, por favor, você que é fã de grupos como Stellar, Nine Muses, que passaram/passam por barras piores do que essa, façam o mesmo que fiz. Mostre seus motivos para stanarem seus grupos favoritos, não deixe que o grupo morra e o fandom se apague!

Meu recado tá aí, peço perdão por qualquer erro obrigada por lerem e lembrem-se: Existe um motivo para você ser fã de um grupo, mostre ele para outras pessoas.

Pedido: Oii. Faz um do Niall que o Greg diz que ela só está interessada no dinheiro e ele acredita termina com ela e ela tá grávida aí um dia o Greg vê ela na rua e pergunta a quem é ela diz da única pessoa que amou na vida. Aí o Niall descobre e vai atrás dela e pergunta por que não o procurou e ela diz que não precisava do dinheiro dele. - @maritoml

Não sei se eu fiz exatamente oque você queria, mas eu não entendi muito bem o pedido. Caso não tenha ficado muito bom, me desculpa.

***

Imagine Niall Horan:

Pov’s Niall

-Niall me escuta! Você tá cego pelo amor, você não vê que ela só quer saber do seu dinheiro?
Greg me falava enquanto eu negava incrédulo.

-Não! S/n me ama, eu sei disso!
Falei um pouco mais alto.

-Ela e mais quantas? Qual é! Você é famoso, claro que elas te amam, todas querem um namorado rico para poder ter tudo oque quiser.
Greg indagou novamente. Parei e pensei. Realmente, antes da fama quase ninguém me notava.

-Mas ela pode ser diferente!
Tentei me justificar. S/n não é assim! Eu a amo, de verdade.

-Niall eu estou falando isso porque sou seu irmão e me importo com você, abre seu olho, ninguém é como nós pensamos.
Falou agora um pouco mais calmo e saiu do meu quarto batendo a porta.

Talvez Greg tenha razão, nunca sabemos com quem andamos. Mas primeiro vou ficar a observando, se ela demonstrar se importar muito com o meu dinheiro nós terminamos.

Pov’s S/n

Eu andava passando um pouco mal de uns dias para cá e hoje quando fui no médico recebi a notícia de que estou grávida. Niall vai pirar quando descobrir, ele sempre quis ser pai, não foi muito planejado, mas acho que ainda sim vai ficar feliz com a notícia.
Decidi ir até a casa de Niall fazer uma pequena surpresa.
Quando toquei a campainha Greg me recebeu de cara feia.

-Niall não está.
Falou e ia fechando a porta na minha cara mas eu empurrei.

-Posso pelo menos o esperar?
Perguntei e quando Greg ia me responder Niall apareceu atrás do mesmo.

-S/n? Porque não ligou?
Perguntou me olhando confuso.

-Queria fazer uma surpresa.
Falei sorrindo e o selei.

Pov’s Niall

Convidei S/n para entrar e Greg me fez um sinal do tipo, “fique atento!” concordei com a cabeça e nós subimos para o meu quarto.

-Então…qual era a surpresa?
Perguntei me sentando ao seu lado em minha cama.

-Bom primeiro eu quero conversar um pouco com você…
Falou e eu assenti para que ela continuasse.

-Se nós tivéssemos um filho…ou filha. Você acharia bom? Quer dizer, uma nova vida. Talvez nós mudássemos para um lugar onde o bebê possa nascer e ter uma vida…
Ela falava e eu só pensava em uma coisa. Ela quer mais dinheiro! Ela quer se mudar, quer ter crianças, o que significa mais gastos.

-Eu não esperava isso de você!
Falei a interrompendo.

-Como assim?
Me olhou confusa.

-Greg estava certo! Você não é diferente das outras, só quer o meu dinheiro!
Gritei já irritado.

-Não! Niall, porque você acha isso?
Tentou se aproximar mas eu me afastei.

-SAI DA MINHA CASA!
Gritei e vi seus olhos lacrimejarem.
S/n abriu a porta de meu quarto e saiu, segui ela até a sala para ter certeza de que a mesma iria embora.

Greg estava no sofá e vi que o mesmo me olhava confuso e ao mesmo tempo um pouco aliviado.
S/n pegou sua bolsa no sofá e foi embora.

-Oque aconteceu?
Greg perguntou assim que a porta foi fechada.

-Você tinha razão, eu terminei com ela.
Falei me sentindo um pouco mais calmo agora.

- Cinco meses depois -

Pov’s S/n

Cinco meses se passaram desde que Niall terminou comigo, até hoje não entendi o real motivo dele ter feito isso.
Hoje eu teria uma nova consulta no médico, desde que engravidei como não tenho ninguém para ficar comigo costumo ir sempre no médico para verificar se está tudo bem com o meu bebê.

Estava andando pelas ruas já que o hospital não é tão longe, eis que encontro uma pessoa indesejada pelo caminho. Assim que vi Greg sair de uma loja de conveniências eu tentei o máximo possível me esconder, mas acho que fica meio difícil quando se tem uma barriga de cinco meses.

-S/n?
Me perguntou com o olhar confuso.

-Oi Greg!
Fingi estar feliz em o ver.

-Oi, parece que já se resolveu na vida.
Falou se referindo a eu estar grávida.
Não me aguentei com a cara de cínico dele e deixei escapar.

-Na verdade o seu sobrinho está muito bem, pode informar o Niall de que ele não está precisando do seu dinheiro!
Falei grossa. Greg arregalou os olhos.

-O Niall é pa…
Não deixei ele terminar de perguntar.

-Sim, o único homem ao qual eu amei na vida, o único homem que eu confiei e me entreguei de verdade. Ele é o pai. O seu irmão que pelo dinheiro me deixou sozinha quando eu mais precisava.
Falei sentindo meus olhos lacrimejarem.

-S/n eu…
Tentou falar algo.

-Tchau Greg tenho que ir.
Falei firme e saí andando a passos largos.

Pov’s Niall

Greg chegou em minha casa parecendo um furacão.

-Que foi cara?
Perguntei vendo o mesmo preocupado.

-A S/n, ela tá grávida.
Disse e a raiva me dominou.

-E porque tá me falando isso?! Já terminamos, não quero saber com quem ela se envolve.
Falei ríspido.

-Não Niall, você não entendeu, você é o pai!
Falou e eu arregalei os olhos.

-OQUE?! Preciso encontra-la.
Falei e sai de casa.

Peguei meu carro e dirigi sem rumo. Onde ela poderia estar?
Ela não tem família por aqui e eu não conheço os amigos dela.
Enquanto procurava uma solução a encontrei saindo do hospital. Sua barriga já era um pouco visível.
Tentei andar com o carro no mesmo ritmo que ela, oque a fez olhar assustada para o carro e apressar o passo.

-S/n!
Gritei abaixando o vidro do carro.

-Me deixa em paz!
Rosnou de volta.

-Espera! Preciso falar com você. Por favor para!
Implorei e ela parou de caminhar.
Saí do carro e parei em frente à mesma.

-Quando ia me contar?
Perguntei sério.

-Oque? Que não preciso do seu dinheiro? Pensei que isto já estava claro.
Respondeu me olhando nos olhos. Ela estava irritada, e muito.

-Você sabe do que estou falando.
Suspirei.

-Sua filha? Ela está bem. Não precisamos do seu dinheiro, e tenho quase certeza de que também não precisaremos da sua presença.
Respondeu ríspida.

-Olha me desculpa, eu estava errado e agora eu reconheço isso, por favor me perdoa.
Falei triste e a mesma se acalmou um pouco.

-Você me abandonou quando eu mais precisei de você, me expulsou da sua casa quando eu ia contar sobre minha gravidez, e ainda por cima teve a ganância de dizer que eu estava com você por dinheiro!
Falou. Cada palavra era uma facada em meu peito.

-Eu sei me desculpa, Greg colocou isso na minha cabeça e eu pirei! Me importei mais com o meu dinheiro do que com o meu próprio bem estar.
Falei cabisbaixo.

-Niall…eu até te perdôo, mas será a sua última chance! Faça alguma besteira e você nunca mais verá sua filha.
Falou e logo um sorriso abriu em meu rosto.

-É uma menina?
Aposto que meus olhos brilharam.

-Sim.
Respondeu e um sorriso abriu em seu rosto também.

-Eu posso te…?
Perguntei meio nervoso me referindo a beija-la.

-Não sei. Não estou muito confiante ainda.
Abaixou a cabeça.

-Por favor…eu sei que quer.
Implorei. S/n suspirou e assentiu.

Me aproximei da mesma e delicadamente a beijei. Como senti falta daquilo.
Direcionei minha mão até sua barriga, a fim de sentir minha pequena filha. E S/n sorriu entre o beijo.

Nunca mais deixo alguém acabar com meu relacionamento.

***
Espero que tenha gostado.😘

As pessoas estão exatamente onde elas deveriam estar. Mas cabe a elas mudarem o seu destino, trilharem um novo caminho, começar ou mesmo terminar uma história, de maneira diferente. Tudo é questão de “onde você quer estar”
—  M.S.
Em Seus Olhos - Cap 10

Deixei o porteiro para trás, não dando importância ao guarda-chuva, porque agora eu precisava sentir a chuva. Eu a tinha feito chorar, havia feito com que ela não quisesse mais me ver. Ódio misturado a dor foram os sentimentos que me consumiram. A chuva caia insistentemente e muito fria, em poucos passos eu já estava encharcada. Virei a esquina e continuei vagarosamente até chegar ao carro, apertei o botão do alarme e abri a porta, eram movimentos mecânicos, eu mal podia sentir, tranquei a porta, mas não liguei o carro.

Eu apoiei meus braços no volante e fiquei olhando a chuva cair no pára-brisa, gotas pingavam do meu cabelo, tudo estava embaçado, confuso, como eu.

Eu não sei quantas vezes eu pensei em sair do carro e voltar ao quarto, agarra - lá e não deixar que saísse dos meus braços. Mas se eu fizesse isso as coisas poderiam piorar, no fundo eu sabia que ela precisava de um tempo, que ela precisava pensar e enxergar a situação toda.

Parecia que eu tinha acabado de entrar no carro, mas quando olhei no relógio no painel do carro já passava da uma da madrugada. Liguei o carro, percebi que eu estava tremendo.

No hotel eu resolvi subir pelas escadas, eu não queria olhar para ninguém. Eu só conseguia pensar que ela não queria me ter por perto. A angustia que eu estava sentindo não estava me deixando raciocinar, eu não queria pensar no dia de amanha, eu tinha plena consciência que não iria me concentrar em mais nada a não ser ela.

As palavras dela não saiam da minha mente.

Você entendeu tudo errado, eu não estava sendo apaixonando para você, e sim para mim mesmo, como há muito tempo eu não era.

Algo vibrou e vibrou de novo, lembrei que meu celular estava na minha bolsa, só podia ser ela, eu peguei para ver, meu desanimo quase me fez jogar o celular longe, era Luis, resolvi não atender.

Fechei os olhos e toquei minha boca, o gosto dela ainda estava ali. Foi o beijo mais intoxicante de toda a minha vida, como eu queria tê-la agora, eu a jogaria na cama ou no chão e faria dela minha, só minha.

O que raios poderia ter acontecido com ela? Quem a teria magoado? Ou ela teria magoado alguém e estava tentando me privar de algo?

- Que PORRA!! – esbravejei me levantando.

Porque ela não se abriu comigo? Porque tantos segredos? Fui para o banheiro tomar um banho, fechei os olhos deitada na banheira e só podia confirmar o que eu já sabia desde o inicio, eu estava ferrada, ferrada de verdade.

Acordar foi desesperador, porque toda a dor e angustia de ontem voltaram. Olhei para o meu celular, nem sinal dela. Fui para o escritório de carro, a chuva continuava, só para piorar a situação, qualquer movimento me fazia olhar para fora, na esperança de que ela estivesse na chuva de novo.

A hora estava custando a passar, ouvi baterem na porta, era Amanda, acenei com a cabeça para que ela entrasse.

- Senhora, eu não gosto de me intrometer, eu já perguntei uma outra vez, mas dessa vez a senhorita está me preocupando, você está bem? Precisa de algo?

- Não Amanda, eu agradeço sua preocupação.

- Entendo! – ela disse ruborizada, parecia ser difícil para ela dizer aquelas palavras.

- Clara? Eu.. eu me preocupo com você, e … bem eu seu que sou só sua funcionaria, mas por favor se precisar de algo, eu estou aqui. Com licença – Amanda já estava comigo o tempo suficiente para me conhecer, nem que fosse um pouco, eu sabia que podia contar com ela.

Ficar ali estava me sufocando, peguei minhas coisas e sai.

- Amanda, vou para a construção e depois volto para o hotel, trabalharei de lá o resto da semana, qualquer coisa me ligue e caso queira, pode trabalhar do hotel também.

Assim que cheguei na construção um dos funcionários disse que Richard havia tentando entrar novamente. Agradeci e logo em seguida liguei para Luis.

- Luis, ligue para Richard e deixe claro que não temos mais negócios com ele, por favor, faça isso hoje, não quero ele vindo a construção mais… Sim eu estou bem.. Eu sei.. Hoje? Não estou com cabeça Luis… Mulher? Sim você acertou, é ela..quem diria não é mesmo?  Pois bem, faça o que eu pedi, até mais Luis… sim tenho certeza, ok -  não tinha como enganar Luis, ele ainda era um dos poucos se não o único amigo mais próximo que eu tinha, voltei para o carro, liguei o sim na mesma radio de sempre o radialista estava falando alguma coisa.

O céu estava com um tom escuro por causa da chuva. Segui meio sem direção, mas eu sabia para onde eu estava indo e quando dei por mim, lá estava eu em frente ao hotel dela.

Na recepção o atendente me reconheceu.

- Boa noite senhorita!

- Boa noite! Você pode me deixar subir sem que a senhorita Mesquita saiba? Eu gostaria de fazer uma surpresa – isso é o Maximo que seu cérebro consegue inventar Clara? Pensei comigo.

O atendente me olhou como se eu tivesse dito algo de errado. Depois de alguns segundos parecendo meio inseguro ele continuou.

- Senhora, a Srta Mesquita fez seu check out hoje mais cedo.

A notícia ainda estava sendo absorvida pelo meu cérebro, quando uma recepcionista surgiu por de trás de uma porta e sorriu para mim.

- Senhorita Clara boa noite! A Srta Mesquita me pediu que entregasse isso a senhora – estendeu sua mão com um envelope branco, olhei para os dois que também me olhavam e peguei o envelope.

- Obrigada! – o envelope na mão parecia pesar cem quilos. Assim que entrei no carro, percebi que não tinha desligado o radio. Olhei para o envelope e respirando fundo o abri, havia uma carta dentro, meu coração disparou assim que comecei a ler.

Clara

Eu passei a noite toda acordada e perdida… Completamente perdida, se você soubesse o quanto me faz mal sentir assim.. você não teria pronunciado aquelas palavras. Eu estava em paz comigo mesma pela primeira vez em muito tempo, uma paz que eu necessitava como se fosse ar. Eu sei que você não sabe meus motivos, mas acredite, eu tenho motivos e contar a você não mudaria nada.

Você interpretou isso como paixão, mas entenda Clara, eu abri seus olhos sim, mas para a vida e não para um amor, uma paixão. Agora que você consegue enxergar as pequenas coisas, você tem tudo, tudo mesmo para ser feliz e fazer uma mulher feliz. Você sabe o efeito que tem sobre as mulheres, todas acham você extremamente linda, mas elas não podiam ver alem disso não é? Porque você não deixava ninguém te conhecer. Eu vi alem e gostei do que vi, você alem de bonita por fora é bonita por dentro, você faz coisas boas sim, so que sem perceber, você é culta, interessante, engraçada e quando se deixa levar parece uma menina, livre e leve, Seja mais assim, senhora autoritária, deixe mais pessoas verem quem você realmente é, certo?

Agora, é claro, se você está lendo isso já sabe que eu não estou mais hospedada no hotel. Eu resolvi dar um tempo de Miami, na verdade eu acabei ficando mais tempo do que eu havia planejado, então dei continuidade a minha viagem. Talvez você esteja certa em alguns pontos, mas acredite em mim, é melhor não nos envolvermos, nos acabaríamos machucadas, de uma chance para o tempo ele vai te ajudar a ver com clareza e você ficara agradecida. Existe alguém nesse mundo para você sim, mas não sou eu.

Obrigada de verdade pelas semanasincríveis.

PS: Miami fica melhor com você. Vanessa

Eu li e reli a carta, eu não podia acreditar que ela havia ido embora, ela não podia estar falando serio. Peguei o celular e liguei para Luis. Passei os dados de Vanessa, conversamos sobre os possíveis lugares onde ela poderia estar e expliquei por cima para ele o que tinha acontecido, assim que ele tivesse uma posição do que faria primeiro me avisaria.

Eu queria tentar ajudá-la com o que quer que ela tenha passado, assim que eu encontrasse eu daria um jeito de afastar esses demônios e fantasmas dela.

No quarto de hotel, deixei as luzes apagadas, a chuva caia muito forte agora, deixei que toda dor viesse à tona. Apenas me deitei na cama e me permiti chorar.

No dia seguinte, liguei meu notebook, mandei alguns e-mails e liguei para Luis por volta das onze da manha, para saber se ele tinha alguma novidade, mas ele disse que estava aguardando um posicionamento de um contato dele.

Pedi meu almoço no quarto. Eu dificilmente tirava Vanessa dos meus pensamentos, mas com ela longe eu só conseguia pensar nas coisas erradas, e se ela estivesse em algum outro lugar do mundo onde estivesse chovendo também? E ela resolvesse sair para andar na chuva, mais alguém iria ate ela? E se esse alguém fosse diferente de mim em todos os aspectos, aspectos que chamariam a atenção dela? Droga perdi o apetite, larguei o garfo e tomei uma decisão, eu não a deixaria, ela não precisava saber, pelo menos não agora que eu estava a sua procura, mas eu não ia me distanciar dela, eu sabia que se eu ligasse ela não atenderia, então peguei meu celular na mesa e comecei a digitar uma mensagem.

Para: Garota da chuva

É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos…

Antoine De Saint Exupéry

Eu não esperei respostas, mas eu me senti um pouco menos pior, com essa pequena conexão entre nós.

Na manhã seguinte, peguei meu celular e como era de se esperar não havia nada dela. Mas mesmo assim mandei mais uma mensagem.

Para: Garota da chuva

Bom dia, se estiver chovendo por ai,leve um guarda-chuva, já que não estou por perto…

Na hora do almoço, eu sai um pouco de carro e parei em frente a um mercado, ele não era muito grande. Peguei um carrinho e fui as comprar, na verdade me deu vontade de comer todas as porcarias possíveis, eu queria me sentir melhor, então eu peguei coisas que me lembravam a minha infância, Biscoitos, refrigerantes, chocolate e balas, resolvi mandar uma mensagem para ela.

Para: Garota da chuva

Tentando suprir a falta que você me faz… e você não tem idéia do quanto você me faz falta.

PS: acho que minha TPM está próxima.

Comer aquelas coisas que me fizeram relembrar de uma época mais simples da minha vida me deram ter vontade de ligar para a minha mãe em Nova York.

- Mãe? …Oi é a Clara.. Sim estou bem mãe… não! Não, eu liguei porque fiquei com saudades mesmo… como estão as coisas por ai? …Por aqui estão bem também, as obras já começaram, e estão em um ótimo ritmo.. acho que sim.. eu também.. você acha que estou diferente? … (risos) sim mãe, talvez tenha algo a ver com uma garota ai.. ok!… bom, ela se chama Vanessa, ela é a garota mais diferente que eu já conheci em toda a minha vida, como posso explicar? Ela é livre mãe, alegre, engraçada, uma pessoa boa – eu pensei mais um pouco e me veio na mente – ela gosta de água.. como? Bom pra ter uma idéia eu a conheci enquanto ela tomava um banho de chuva.. sim ela não é como as outras… ela é simplesmente linda, vou mandar uma foto para  você.. eu também acho que era de alguém assim que eu precisava …claro, um dia eu a levo para conhecer você mãe.. agora preciso desligar.. sim também foi bom para mim, te amo mãe.

Eu não acho que menti para minha mãe, eu realmente queria levar Vanessa para conhecer minha família, mas eu não podia dizer que eu não fazia idéia de onde ela estaria agora. Abri a foto que tirei aquela noite e enviei para o celular da minha mãe, alguns minutos depois ela me mandou uma resposta.

De: Mâe

Ela é linda filha, e deve ser encantadora, mas com certeza sortuda por ter conseguido seu bom coração, quero conhecê-la.

Eu sorri por dentro, será que só eu não achava tudo isso de mim mesmo? Bom, mãe e mãe, não conta. Passei para o notebook a foto que eu tinha dela no celular e fiquei um tempo olhando.

Guardei o monte de comida que estava jogada em minha cama, tomei um banho de banheira, e resolvi não pedir o jantar hoje, eu havia comido muito doce. Liguei a TV para me distrair um pouco, mas não estava conseguindo prestar atenção. Peguei o celular e mandei mais uma mensagem antes de dormir par Vanessa.

Para: Garota da chuva

Minha mãe quer conhecer você… bom, espero que esteja bem, boa noite, garota da chuva.

Viado… Como que tu conseguiste enfiar isso aí, cambacica?!

Não adianta querer fugir de um sentimento, é inútil, e ilusório. No começo pode parecer ótimo, pode parecer que você esqueceu, e que isso nunca mais vai voltar a te atormentar, mas isso é um terrível engano. Sentimentos não somem, nunca. A não ser que sofra um acidente, ou qualquer outra coisa que afete seu sistema nervoso, você nunca vai esquecer. O sentimento vai ficar guardado, perdido em algum canto, mas alguma hora ele vai voltar, e o impacto vai ser bem maior.
Mas e agora? O que fazer, morrer sofrendo? Não.
Sentimentos não desaparecem, não são esquecidos, mas, eles podem se transformar. E nós podemos transformar ele em algo menos nocivo, algo que não vai nos destruir, mas para isso, temos que encarar ele, frente a frente. Não temos que bloquear a pessoa, nem queimar fotos, nem evitar ir aos lugares onde ela pode estar,  nem se isolar num universo paralelo onde essa pessoa não existe. Nós temos que pensar naquela pessoa, e trabalhar com o nosso sentimento, aos poucos. Pode parecer impossível, mas não é, um belo dia você vai ver, vai olhar para aquela pessoa e não vai mais sentir dor. E você vai saber que superou, que evoluiu, que aprendeu, quando for capaz de olhar todos os dias para aquela pessoa, e não vê-la como um tormento, mas sim como uma pessoa, que afinal é o que ela, apenas uma pessoa. Não é um pesadelo, não é um carrasco, é uma pessoa. Uma pessoa que entrou na sua vida, e agora faz parte dela, talvez não da forma como gostaria que fosse, mas de qualquer forma faz parte de você, e você tem que aceitar.
—  Entendendo a mente
Capitulo 30 {Tudo ou Nada}

POV VANESSA MESQUITA

Fechei os olhos enquanto sentia a mão de Clara acariciar meu rosto. Peguei sua mão e levei em direção a minha boca. Depositei um beijo quente ali. Abri lentamente os olhos e pude ver um sorriso em seus lábios. Levei minha mão até a sua e as entrelacei. Observamos nossas mãos por um tempo.

Estávamos tão perto que eu podia sentir a respiração de Clara, e o silêncio, que era quebrado pela musica que tocava no fundo. Reconheci como sendo “Kiss me” de Ed Sheeran, uma das minhas preferidas. Além da musica, a única coisa que quebrava aquele silêncio era o som dos nossos corações acelerados.

Aproximei-me mais, e nossas bocas ficaram tão próximas que eu podia sentir o gosto da boca da Clara. Ainda sem encostar completamente nossos lábios, eu levei minha mão em direção de seu rosto e tirei uma mecha de cabelo que caia em seu rosto, colocando-a atrás de sua orelha. E então foi a vez de Clara fechar os olhos.

Estávamos viradas uma de frente para a outra, por isso, quando Clara respirou fundo, senti seu corpo sendo pressionado contra o meu. E isso fez com que eu respirasse fundo também.

Clara abriu os olhos e me encarou novamente. Seus olhos mel transmitiam algum sentimento que eu não tinha ideia de qual era. E eu me peguei pensando que faria qualquer coisa para saber o que ela  estaria pensando. Não sei quanto tempo permanecemos nos encarando, até que então nossos lábios, como que em perfeita sintonia, se colaram e deram espaço para um beijo delicado. Sem, pressa, sem possessão. Eu não estava  brigando por dominância, muito menos ela. Era como se tivéssemos todo o tempo do mundo para que ele fosse perfeito. E céus, como era perfeito. Os toques, a nossa respiração, o beijo… tudo estava perfeito. Mas isso não me surpreendia. Tudo era perfeito quando se tratava de Clara. Estando ali, naquele momento,  eu sentia como se ela fosse minha. E ela era. Era minha Clara. E eu era sua Vanessa.

Tentei não pensar a respeito do que isso significava. Minha vida estava se ajeitando agora por conta de Polly e Kadu… Eu disse que não queria trazê-la para essa confusão, mas com a boca dela tão próxima da minha, ficava impossível raciocinar. E eu a queria mais que qualquer coisa.

Paramos apenas quando o ar se fez necessário. Era impossível não se apaixonar por aquela mulher. Ela continuava com aquele sorriso lindo em seus lábios, o que me fazia sorrir de volta.

Ouvi o trecho da musica que tocava:

“So Kiss me like you wanna be loved. You wanna be loved, you wanna be loved.

Respirei fundo e encarei Clara com uma sobrancelha levantada de forma sugestiva, como que em um pedido de permissão que logo foi aceito com um aceno dela com  a cabeça e um sorriso tímido. Posicionei meu corpo sobre o seu, e nos encaixei. E foi como em um encaixe perfeito. Como se meu corpo tivesse feito para o dela e vice-versa. Minhas mãos caminharam juntas por sua barriga, subindo junto com a camisa de Clara. Pude observar Clara morder seus lábios e direcionei minha boca a sua orelha. Sussurrei em seu ouvido.

- Você é perfeita Clara Aguilar.

Encarei aqueles olhos mel que tanto me encantavam. Outro trecho da musica preencheu o espaço do quarto:

“This feels like falling in Love. Falling in love, we’re falling in love.”

Depositei um beijo em seu pescoço e pude ver seus pelos da nuca se arrepiarem. Ela estava entregue. Continuei beijando aquela região, enquanto minhas mãos passeavam por suas costas, até encontrarem o feixe de seu sutiã. Desabotoei e deslizei meus dedos, de ambos os lados dos seus ombros, trazendo suas alças para baixo. Retirei seu sutiã com calma. E aí, pude ter visão perfeita. Aqueles seios fartos e redondinhos… Mal conseguia tirar os olhos do corpo de Clara até que percebi que ela estava corada. Eu peguei suas mãos  e trouxe até mina barriga. Levantei me um pouco do seu corpo e então ela direcionou suas mãos a minha camisa. Retirou-a e mordeu seu lábio inferior ao me ver sem a camiseta. Clara retirou meu sutiã com o mesmo carinho que eu havia retirado o seu. Seu toque em minha pela fazia com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem. Eu me sentia viva como nunca. Era como se eu sentisse o toque de Clara com tanta intensidade que me deixava drogada. Eu estava drogada de paixão por aquela menina-mulher. Clara era uma droga, e eu precisava de mais. Assim que terminou de tirá-lo, colei nossos lábios, juntando nossos corpos. Minha pele em sua pele. Meus seios em seus seios. Tive de me esforçar para não deixar escapar um gemido quando este contato se fez presente. Respirei fundo enquanto fui afastando meus lábios dos seus. Fui descendo em direção aos seus seios. Distribuindo beijos e mordidas. Olhei para Clara e percebi que ela mordia seu lábio inferior.

Cheguei ao seu seio direito e olhei em direção de seu rosto. Clara tinha seus olhos fechados. Eu podia ouvir as batidas fortes do seu coração de onde eu estava. Ela parecia estar morrendo de vergonha. Sorri e beijei seu seio enquanto mina mão pressionava seu corpo em direção ao meu, colando-nos mais ainda.

Encaminhei minha mão direita, percorrendo todo seu corpo, até que ela chegasse ao seu seio. O apertei com cuidado e pude ouvir um gemido de Clara enquanto seu corpo se mexia embaixo do meu. Aquele único gemido fez com que meu corpo se arrepiasse por completo.

Olhei nos olhos de Clara e observei-a me olhando de volta, dessa vez com paixão, desejo. Virei minha atenção ao seu seio esquerdo, enquanto minha mão pressionava seu seio direito. Clara gemia. E isso me fazia querer mais. Ao longe, eu ouvia seu coração descompassado. Ela então entrelaçou seus dedos nos meus  cabelos, e puxou minha cabeça para cima, levando minha boca em direção de seus lábios. E eu não pude deixar de sorrir com aquilo. Ela me apertou contra seu corpo, como se quisesse sentir que aquilo fosse real. Eu não podia negar que também me sentia em um sonho. Nossas respirações estavam ofegantes. Meu coração batia agora descompassado junto ao de Clara. Aquele beijo foi mais intenso, com mais desejo.

Quando nossos lábios se separaram, eu trilhei o caminho com minha língua em seu pescoço. Desci até seus seios e continuei até sua barriga. Clara apertava o lençol. Minha boca estava bem próxima ao seu short, enquanto deslizava as mãos e abria o mesmo. O puxei delicadamente, retirando-o. Deixei sua calcinha. Comecei a descer meus lábios e ouvi Clara gemer baixo. Minha boca parou antes de chegar ao seu sexo. Puxei gentilmente sua calcinha com meus dedos. Tirei-a completamente. Olhei para Clarinha e vi que ela estava respirando fundo, com os olhos fechados. Ela estava claramente desconfortável. Então, parei qualquer movimento que eu estivesse fazendo eu subi até sua boca novamente enquanto minhas mãos passeavam por seu corpo.

- Não farei nada que não queria, Clara – falei ofegante enquanto nossas testas se encostavam.

Clarinha me encarou nos olhos. Sua respiração estava tão ofegante que eu sentia seu corpo encostar-se com o meu com frequência, enquanto ela respirava e inspirava. Acariciei seu rosto levemente e ela fechou os olhos, respirando fundo.

- E-eu q-qu-erro – ela disse, sem jeito, enquanto buscava ar. – Eu só não sei o que fazer. – Ela deixou escapar um sorriso envergonhado e vi seu rosto enrubescer. Sorri de volta para ela e selei nossos lábios, a envolvendo em um abraço apertado, enquanto Clara me puxava mais ainda contra si.

Quando nossos lábios se descolaram, fui ao seu pescoço e sussurrei:

- Confia em mim. – Posicionei minha perna entre as suas. Ao sentir o meu contato com seu sexo molhado, Clara mordeu meu ombro tentando abafar seu gemido. O que não adiantou muito. Então comecei a pressionar minha perna contra seu sexo com mais frequência, enquanto minha boca estava em seu pescoço. Eu queria ir com calma.

Podia sentir Clara rebolar em minha perna devagar. Isso estava me deixando extremamente mais excitada. Ela apertava meu corpo e gemia gradativamente. Subi a sua orelha e comecei a mordê-la. Pude ouvir a respiração descompassada de Clara em meu ouvido. Afastei-me um pouco e a encarei. Ela ainda parecia estar toda envergonhada. As maçãs do seu rosto estavam completamente vermelhas e ela fechava os olhos vez ou outra. Mas ela estava maravilhosa, tentando a todo custo achar uma forma de recuperar o ar. Ela abriu os olhos, me encarando de volta e sorriu. Juntei nossos lábios. Seus lábios estavam de uma forma indescritível. Era um misto de gelado com quente gerado por sua excitação. O que acabou me deixando louca.

Com certa relutância, Clara direcionou suas mãos ao meu short e posicionou a mão ali. Provavelmente ela estaria se perguntando se o retirava ou não. Eu resolvi ajudá-la e retirei-o junto com ela. Minha calcinha foi junto.

Nossos corpos ficaram colados novamente. Encaminhei minha mão direita até suas coxas. As arranhei delicadamente, até chegar a sua bunda. Apertei-a e pude ouvir outro gemido alto sair dos lábios de Clara.

Trouxe minha mão deslizando até seu sexo e pude sentir Clara ficar mais ofegante. Apenas pressionei dois dos meus dedos contra seu sexo, e pude sentir ele completamente molhado. Aquilo era tão atrativo.. Desci meu corpo, percorrendo beijos pelo corpo de Clara até chegar com mina língua nas suas coxas.

Se fosse qualquer outra pessoa, qualquer outra mulher, eu já estaria cansada e entediada, mas com Clara era tão diferente. Eu queria causar nela todas as sensações mais gostosas. Eu queria prolongar todo e qualquer tipo de toque. Eu queria que aquele momento durasse o máximo que pudesse durar.

Clara agarrava o lençol soltando gemidos. Cheguei a sua coxa esquerda e a mordi acariciei e deslizei mina língua por toda ela indo à direção do seu sexo. Mas antes que eu chegasse nele, parei e pulei para a outra coxa. Senti Clara se contorcendo na cama.

Parei um momento e olhei para ela, sem tirar minha boca da sua coxa. Seus olhos permaneciam fechados. Ela estava mais corada do que nunca, eu sorri.

Comecei meu trabalho em seu sexo. Abri as pernas dela e levei minhas mãos até o meu objetivo principal. Abri espaço em seu sexo com as mãos e então posicionei minha língua em seu clitóris. Assim que minha língua encostou-se a sua intimidade, pude ouvir Clara soltar um gemido alto. Ela agarrou meus cabelos como que em um sinal para que eu não parasse.

Continuei chupando o sexo de Clara por algum tempo. Minha língua brincava em sua intimidade, e meu sexo estava latejando apenas com seus gemidos.

O corpo todo de Clara parecia reagir a cada toque. O corpo dela se contorcia na cama e ela puxava meus cabelos toda vez que minha língua entrava em contato com seu clitóris. Continuei com movimentos rápidos por algum tempo. O som dos gemidos dela eram como musicas para mim. Não sabia ao certo quando a musica tinha parado ou se eu não estava ouvindo nada que não fosse os gemidos de Clara. Fui diminuindo o ritmo com a mina língua em sua intimidade e finalmente, me separei de seu sexo. Subi o caminho de seu corpo até voltar ao seu pescoço, enquanto deslizava minha mão para sua intimidade. Clara afundou seu rosto em meu pescoço e começou a chupar meu ponto de pulso. Seu corpo se contorcia contra o meu. Nossos olhos se encontravam. Os olhos dela pareciam famintos por aqueles toques. E aposto que os meus estavam do mesmo jeito. Era como se nos completássemos. Como se beijar não fosse suficiente… Nossos sentimentos não cabiam mais em um beijo. Eu precisava de seu corpo no meu. Eu precisava de Clara entregue a mim daquela forma. Eu havia feito sexo inúmeras vezes. Mas aquilo não era sexo. Definitivamente não era.

Minha mão pressionava seu sexo, fazendo alguns movimentos superficiais. Clara gemia em meu ouvido, completamente ofegante. Penetrei um de meus dedos que continuavam a tocar seu sexo, e pude sentir Clara arranhar minhas costas com suas unhas.

- Vanessa – Clara gemeu meu nome alto e isso me encheu de tesão. Observei seu rosto. Ela fazia uma careta da qual pude entender que estava sentindo algo como… OH  MEU DEUS.

Clara era virgem.

A encarei com as sobrancelhas levantadas. Minha voz saiu rouca:

- Cla-clarinha… eu não.. – Fui interrompido por seus dedos em meus lábios.

Ela fez um sinal para que continuasse e eu continuei fazendo aquele movimento um dedo. Clara gemia cada vez mais alto.

- Mais – ela pediu, mais ofegante que em qualquer outro momento.

Levantei uma das minhas sobrancelhas. Ela tinha acabado de perder a virgindade e já queria mais.

Entretanto, não desobedeci a sua ordem. Penetrei-a com dois dedos dessa vez. Ela gemeu alto. Podia sentir sua intimidade completamente apertada, e de inicio me assustei. Não queria machucá-la.

- Clarinha… – tentei falar, mas ela trouxe suas mãos até meus cabelos e me puxou para um  beijo. Assim que se soltou dos meus lábios, me observou com os olhos faiscando de desejo.

Engoli em seco. Aquela mulher estava me tirando do sério. Aumentei a velocidade dos meus dedos dentro dela e ela se contorceu, mordendo o lábio inferior com certa força, tentando conter os gemidos. Continuei naquele movimento com os dedos dentro de Clara, enquanto Clara arranhava minhas costas com cada vez mais força. Depois de algum tempo penetrando-a, senti seu corpo se retorcer. Algumas contrações se tornaram presentes em volta dos meus dedos, ainda dentro de seu sexo. O corpo de Clara tremeu uma ultima vez e senti ela amolecer embaixo de mim.

Retirei meus dedos de dentro de sua intimidade e subi meus olhos pelo seu corpo reparando em cada detalhe. Assim que cheguei em seu rosto, notei Clara sorrindo, com seus olhos fechados. Céus, como ela podia ser tão perfeita?! Tão linda?! Que sorriso era aquele?!

Sua respiração continuava ofegante. Seu peito subia e descia de forma descompassada. Depositei um beijo em sua bochecha a fazendo me encarar. Seu sorriso aumentou. Olhei para a minha mão e observei-a com o sangue de Clarinha.

Era estranho tirar a virgindade de alguém. De certa forma, apavorante. Entretanto, depois de tudo o que aconteceu, pareceu tão pouco.

Deitei-me ao seu lado e Clara se encaixou perfeitamente a mim. Sua cabeça estava afundada no meu pescoço.

Eu não conseguia dormir. Eu não queria que aquele momento acabasse. Eu não queria que ela me deixasse ir, tanto quanto não queria ir. Depois de tantas conturbações pela minha vida, eu descobrira naquela noite que eu amava Clara Aguilar. E após aquela noite, eu sabia que Clara também me amava.

João, eu vi ela de novo, naquela cafeteria barata na esquina, eu estava lá, e vi ela passar. Não João, ela não estava sozinha, estava com um homem, um homem bonito, vou ser sincero com você, ela usava um vestido florido, margaridas talvez, e um chinelo simples, eu a vi, meu mundo parou, mas o mundo em que vivemos continuou a girar, ela estava feliz, meu deus! Ela realmente parecia feliz, você deve está perguntando se ela me viu, claro, viu e sorriu pra mim, e eu conhecia aquele sorriso, era o sorriso apaixonado, o cara com ela parecia gostar de livros, de café no final da tarde, e de restaurantes com música calma, diferente de mim, ele parecia fazer o tipo dela, aquele tipo que ouvi Tom Jobim, que lê Bukowski, ele parece fazer ela feliz, parece suprir com as necessidades dela, diferente de mim. Eu vou ser sincero com você, eu realmente gostaria que ele fodesse com a vida dela, e que ela percebesse que o melhor lugar pra ela estar é do meu lado, mas eu não quero isso, eu tive a oportunidade de mostrar pra ela onde ela deveria estar no fim do dia, que era nos meus braços, mas eu não mostrei, eu não valorizei nada que ela fez pra mim, eu não demostrei o quanto eu a amava, não a levei pra sair, eu não fiz ela rir quando o que ela mais queria era chorar, eu a deixei chorar João, porque eu perdi aquela mulher? Eu sou um idiota, eu deixei a coisa mais importante da minha vida sair pela porta, e agora, ela está nos braços de outro, outro que faz ela realmente feliz, coisa que eu não soube fazer.
—  Cartas para joão.