olique

— Híque, vem cá.
— O que eu já te disse sobre você ficar me chamando de “Híque”?
— Mas é um apelido carinhoso, poxa.
— Não é, é gay. Mau nome é Caíque e não “Híque”.
— Tudo bem, Caíque.
-Silêncio-
— O que você queria falar?
— Nada não, Caíque.
Ele ri.
— Você é muito boba.
— Não sou não, você que quer que eu te chame assim.
Ele a agarra e a joga no sofá.
— Me deixa Caíque. Que saco!
— TPM?
— Você ainda não viu nada, Caíque.
— Af Olivia, dá pra parar?
— Parar com o que?
— De me chamar assim.
— Assim como?
— De Caíque.
— Mas esse é seu nome, não é?
— É, mas pra você não.
— Você quem foi que disse que “Híque” é coisa de gay.
— Eu te amo sabia? Amo esse seu jeito. Toda linda.
— Tá querendo o que hein Híque?
— Hí… - Ela o interrompe.
— Quero dizer, Caíque.
— Linda.
— Lindo. - Ela sorri.
— Minha.
— Meu Híque.
— Eu até deixo você me chamar assim, mas só se você me der um beijo daqueles de cinema agora. - Ele ri.
Ela se joga em cima dele, aproxima seu rosto do dele e sussura.
— Promete ser meu pra sempre?
— Pra todo sempre. Agora me beija logo.
— E se eu não der?
— Não vai poder mais me chamar de Híque.
Ela morde a boca dele, levanta do sofá e grita:
— Sonha Híque, sonha.
—  Noite fria, sofá aconchegante e aquele apelido que você odeia. — Mariana Almeida, s-tarsky.
Ela entra no quarto dele e já começa gritando:
— É sério isso?
— O que foi Livi?
— O que foi? Faz quase uma hora que tô esperando você passar lá em casa e você aqui jogando video game?
— Relaxa Olívia! Quanto drama.
— Drama? Eu tô é com raiva.
— Raiva de que?
— Você ainda pergunta? Faz um tempão que eu cheguei aqui e você ainda não pegou meu controle. - Ela sorri.
— Eu não vou jogar com você, nem vem.
— O Caíque tá com medinho é?
— Ganho de você de olhos fechados Livi.
— Vamos ver então.
Ela se joga no chão ao lado dele e estica a mão.
— Meu controle?
Ele sorri, pega o controle dela e a entrega.
— Bota pra dois ai e vamos vê quem é que ganha aqui. - Ela ri.
Ele se estica e a beija.
— É por isso que eu sou apaixonado por você, gordinha.
—  Eu prometo pegar leve com você amor.— Mariana Almeida, s-tarsky.
Ela atende o celular meia sonolenta.
— Alô?
— Olívia? Olívia?
— Caíque? O que foi? Aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu que eu não estou conseguindo dormir porque não paro de pensar em você.
— É sério isso Caíque? São 3:50 da manhã, cara.
— Desculpa por pensar em você tanto assim.
— Desculpa Híque, mas poxa, eu tava dormindo.
— Eu sei. Liguei por isso também, tava sentindo falta desse seu mal-humor.
— Eu não tenho mal-humor.
— Claro que não. Enfim, liguei pra dizer que te amo mais que qualquer coisa nesse mundo tá?
-Silêncio-
— Gordinha?
-Silêncio-
— Olívia?
— Fala. - Ela diz quase dormindo.
— Desculpa te acordar tá? É que eu queria dizer que te amo e que eu to sentindo sua falta.
— A gente se viu hoje Caíque.
— Mas eu to sentindo sua falta.
— Eu também te amo muito e também já to sentindo sua falta, Híque… Sabe de uma coisa?
— O que?
— Vem dormir comigo?
— É sério?
— É, só não demora porque se não eu vou dormir e você vai ficar do lado de fora.
— Vai abrindo a janela ai que o seu homem-aranha já tá chegando.
— Não demora?
— Não. Mas enquanto eu não chego pensa no quanto eu sou apaixonado por você.
— “já pensei, e não chega nem perto do jeito como eu sou apaixonada por você, gordinho” - Ela sussurra, sorri e desliga o telefone.
—  “Te salvando com a minha teia.Prazer, me chamam de Homem-Aranha. Seu herói!" — Mariana S, s-tarsky.