olhos vermelho

Eu sempre digo o que ninguém confessa, mas eu chorei. Chorei porque eu senti. Eu sorri. Ninguém viu e eu fui feliz. Meus versos não combinam mais, vi no espelho meus olhos vermelhos. Ninguém quis saber da minha verdade, das minhas dores. Mas veja bem, tudo o que eu amei, eu perdi. Eu só quero sossego. Eu sou uma mulher de carência, isso não quer dizer que quero alguém me beijando ou dizendo que me ama. Só quero alguém pra me ouvir.
—  Máh Soares.

Tu engole as mágoas para não afetar quem te rodeia, né, ana?
Engole os cacos que ficam cada dia mais afiados para não correr o risco de cortar alguém
e acaba sangrando só.
Ana, você tem medo de fazer vítimas e morre em silêncio.
Prende o ar quando a dor vem,
mas eu já te falei que você deve soltá-lo.
Ah, ana, eu odeio te ver chorar, fico sem saber como agir,
e me dói ver teus olhos vermelhos e molhados.
Mas pelo menos posso te abraçar e dizer que vai passar.
respira, ana. Estou aqui.
Não engole o que te dói,
mesmo que isso comece a doer em outro alguém.
Você que é tão fã da tal empatia,
use-a também com você que tanto precisa.
Só dessa vez, esqueça um pouco de mim e lembre mais de você.
Eu vou entender.

meu namoro foi fumar um beck no espaço hoje, eu vi uma moça chorando na rua e quis sentar e chorar junto. tirei meu tênis no meio fio porque estavam me matando. peguei chuva na getúlio. acabei de chegar em casa, tô desde cedo à base de água. ainda não parei. repetindo pra mim mesma que eu consigo. acontece, né? tô aqui escrevendo isso e querendo chorar. pela fumaça do cigarro dela que tá me doendo lá da lua, pela menina com os olhos vermelhos e inchados na calçada. pelas minhas tentativas frustradas de fazer as coisas darem certo. de tentar me encaixar numa rotina que tampouco me cabia. mas antes eu preciso comer alguma coisa. tomar um banho. me fazer uma boa massagem nos pés. e aí talvez eu possa respirar um pouco pra cuidar dos pedaços que eu ando perdendo por aí

estamos juntos nessa

eu já quis desistir
eu já quis me ausentar [desse corpo, dessa vida]
eu já desanimei
eu já quis abrir mão de tudo
já me olhei no espelho e não me reconheci, esfreguei meu rosto com força só para encher as minhas mãos de lágrimas e ter mais um motivo para me odiar
olhos vermelhos, olheiras e a fraqueza estampada em minha testa, lembrando-me que eu não era o suficiente - e nem queria ser - esse era o meu estado [o meu estado por dentro era mil vezes pior]
eu já não soube para onde ir, já me escondi, me excluí
me tranquei em meu quarto e fechei as janelas
eu já perdi todas as razões para continuar
já ri de quando diziam “vai passar”
eu cheguei a ser apenas um eco do que um dia eu havia sido
eu era um pedido de socorro e um medo cruel de ser resgatada ao mesmo tempo
um tiro no escuro
mas hoje eu estou aqui, inteira, reconstruída, caquinho por caquinho
todas as minhas células foram renovadas, com o tempo e com a vontade de melhorar
aquela vontade que volta e meia acendia uma chama dentro de mim em meio a uma faísca e outra
a esperança renasceu
eu me levantei
e agora eu grito por mim e por você: tudo vai ficar bem
encontre no céu razões para acordar
encontre nas flores razões para viver
encontre no canto dos pássaros razões para se fortalecer
para começar a acreditar em você nunca é tarde

Pedido: xuxu faz um imagine com o Harry em que os dois são famosos. Eles terminam e a S/N da uma entrevista e tem várias perguntas sobre ele e tals, então ele vê ela falando tudo e vai atrás dela. (Pode ter um hot no final, se quiser).

 

               A mais ou menos duas semanas que não vejo o rosto da pessoa que me inspirou a ser quem eu sou que me fez acreditar que eu posso ser uma pessoa melhor para o mundo é que me prometeu o mundo, mas em questão de segundos tudo foi perdido por conta de um ciúmes bestas que só ele estava vendo. Passei o meu dedo na tela de bloqueio que eu ainda fazia questão de manter a nossa foto, o seu sorriso e seus lindos olhos verdes fazia a foto ganhar um brilho especial, nós estávamos tão felizes nesse dia que fizemos um álbum apenas de fotos nossas tiradas naquele dia.

           Sentei-me no sofá e olhei o horário, apenas cinco minutos até a minha entrevista começar, ninguém sabia do nossa termino e eu ainda não estava pronta para dizer isso ao mundo, então vou ter que aguentar algumas perguntas sobre o nosso relacionamento feliz. Abaixei minha cabeça e tentei segurar as lagrimas que insistiam em cair. Assim que escutei meu nome sendo chamado, levantei-me e sorri e disse para mim mesma que tudo iria ficar bem e nada iria atrapalhar o dia de hoje, precisava está boa para essa entrevista meus fãs precisam me ver bem.

           Assim que entrei gritos e aplausos entraram pelos os meus ouvidos me fazendo ficar quase surda, sorri e caminhei até James Corden que tinha um sorriso gigante nos lábios, só o fato de olhar para o seu rosto causa-me um ataque de risos. Assim que o cumprimentei acenei para a plateia que gritava meu nome loucamente.

- Depois de meses tentando uma entrevista com a senhorita, finalmente consegui. – James olhou seriamente para mim.

-Oh, James desculpe-me estou ocupada demais com essa turnê. Mas é sempre uma hora participar do seu programa. – Disse sorrindo.

           Após algumas perguntas sobre o meu novo CD e a minha turnê que estava rodando o mundo o momento mais temido da entrevista iria começar, soube assim que ele olhou para mim e sorriu. Tentei sorrir e não demonstrar nada.

- Harry, Harry Styles. – A plateia gritou. – Estive com ele ontem e ele disse maravilhas sobre você.

           Assim que ele disse isso meu coração disparou. – Serio? – Disse animadamente.

- Claro você parece ter realmente roubado o coração do pequeno Harry.

           Esse momento fiquei animada para continuar a entrevista. – Harry é uma ótima pessoa, sou muito sortuda por ama-lo. – Assim que disse essas palavras senti como se ele estivesse ali do meu lado dizendo que tudo iria ficar bem.

- Vocês pensam no futuro? – James disse se referindo ao casamento.

- Sim, nós pensamos, mas ainda é muito cedo para decidir isso. – Respirei fundo lembrando-me de cada promessa que ele me fez. – Somos novos de mais, é agora estamos com a nossa turnê… Um passo de cada vez.

- Soube que Sweet Creature foi uma musica inspirada em você.

- Sim, foi Harry me disse algumas semanas antes de lançar o álbum que fez uma musica para mim e assim que a escutei já soube que essa Sweet Creature. – Meus olhos se encheram de lagrimas, quando me lembrei do Harry sentando na nossa cama com o violão nas mãos escrevendo as musicas do seu álbum, como eu amava o vê trabalhando e dando toda a sua alma para esse álbum.

- Você está bem? – James colocou a mão no meu ombro.

- Si, estou apenas estou emocionada por ter alguém tão bom e doce ao meu lado. – Menti.

- Harry sempre faz isso com o nosso coração. – James fechou os olhos e colocou a mão no peito. – Você também escreveu uma musica para ele não foi?

- Ah, na verdade meu novo álbum inteiro conta um pouco sobre o nosso relacionamento.

           Assim que a entrevista terminou fui o mais rápido para a minha casa eu apenas queria colocar minha cabeça no travesseiro e chorar o máximo que eu conseguisse. Tirei toda a maquiagem e aquela roupa e coloquei uma camisa velha no Harry e deitei-me no sofá e comecei a chorar, tudo que estava preso. Depois de alguns minutos ouvi a porta sendo destrancada, pensei que fosse a minha melhor amiga, mas assim que pus os meus olhos na porta vi o Harry parado com os olhos vermelhos assim como os meus, a minha primeira reação foi ficar apenas parada olhando para ele.

- Me desculpa apenas me desculpe por tudo. – Harry se ajoelhou na minha frente e pegou na minha mão e a beijou.

- Harry… – Passei minha mão nos seus cabelos e o beijei. – Eu te amo. – O abracei com toda a minhas forças.

- Sweet Creature. – Um sorriso lindo se abriu em seus lábios, fazendo-me sorrir juntamente com ele. – Eu te amo.

LOUIS TOMLINSON

  • anna-luisa11:Você pode fazer um imagine do Louis em que ele é grosso e rude com ela e só liga para os filhos deles e ela fica triste então ele encontra ela chorando e fica tudo bem!? 
  • Mais um imagine pra vocês! Espero que tenha atendido ao pedido e que gostem! Volte na ask para dizer o que achou.
  • BOA LEITURA!


Ultimamente eu estava me sentindo fora do baralho pelo meu marido, ele chega do trabalho e simplesmente fingi que eu não existo a única coisa que ele faz é ir falar com nossos filhos que sempre estão comigo na sala brincando. Nesse momento eu estou assim, meus filhos brincando no canto da sala e eu sentada assistindo um filme qualquer que passava, escuto a garagem sendo aberta e o barulho do motor do carro sendo desligado, logo vejo meus filhos levantando pra ir falar com o pai e eu continuei sentada onde estava ele entrou abraçou os filhos, brincou com eles e depois subiu para o quarto sem falar comigo. Eu não sei o que acontece com ele, se ele está me traindo, ou se ele perdeu o amor dele por mim, e eu também não estava a fim de saber para não me machucar mais.

- Crianças tá na hora de dormir – falo pro Carlos e pra Anita

- Ah mamãe só mais um pouquinho – eles fizeram biquinho.

- Não dá, amanhã a Anita tem balé e você vai pra escola  - eles desistiram e acabaram indo subindo, desliguei tudo e subi atrás deles, coloquei o pijama de cada um e Carlos dormiu só Anita que demorava um pouquinho e fiquei com ela até ela dormir, quando nem percebi eu estava chorando, pode ser bobagem mas é difícil ser deixada de lado por alguém que você ama.

Quando a Anita dormiu, com o rosto ainda molhado respirei fundo para entrar no meu quarto e ele estava acordado com os olhos vidrados em seu notebook, e nem percebeu que eu entrei, fui ao banheiro escovar meus dentes e depois deitei na cama, meus olhos estavam vermelhos de tanto chorar e espero que ele não perceba. Deitei na cama e virei pro lado ao contrário que ele estava e as lágrimas logo vieram novamente.

- (Seu nome)? – ele me chama e eu fingo que estou dormindo, ele toca no ombro e eu sinto um arrepio - (Seu nome)? – ele me chama de novo.

- O que foi Louis? – sento na cama e olho pra ele

- Eu precisava da sua aju… você esta chorando? – ele pergunta

- Não - respondo seca

- (Seu nome) eu te conheço e eu sei que você está chorando , o que aconteceu?

- Você jura que não sabe?

- Não, não sei

- Olha Louis eu fico aqui o dia inteiro, levo e busco as crianças faço comida cuido deles o dia inteiro e a noite eu espero ter pelo menos um carinho do meu marido, você chega e simplesmente me ignora, fala só com as crianças e me esquece, eu estou chorando porque eu não achei que seria assim, você sempre me disse que faria de tudo pela nossa família, mas parece que você se preocupa mais com o seu trabalho do que com a sua família, principalmente comigo – ele abaixa a cabeça – me diga Louis, você não me ama mais? Quer se separar?

- Não (Seu nome) claro que não, é que estou tentando subir de cargo lá na empresa – interrompo.

- Não importa, sua família é mais importante que qualquer coisa – digo me levantando quando ele me segura

- Não vai! Me desculpe, eu estava me esforçando tanto que nem percebi – ele diz

- Eu estou torcendo para que você consiga, eu sei que você vai conseguir, mas não se esqueça da sua família – digo – e espero que isso mude porque não quero perder você

- E não vai meu amor, me desculpa se não percebi o que estava fazendo, prometo melhorar – ele me abraça – você me desculpa?

- Sim, desculpo – sorri e ele me beija – agora vem vamos dormir – nos deitamos e ele me abraçou. Esperando que ele mude esse jeito e seja mais atencioso, eu acredito e confio que ele vai mudar e vamos ser aquele casal que éramos antes.

LEMBRE-SE:PLÁGIO É CRIME!

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✨ Pedidos: Status p wpp: Frases Reggae ✌🍃

☀ Se a vida fosse bela, todo dia teria sol, todo mar teria onda, toda música seria reggae e toda fumaça faria a cabeça. 💭

☀ Pelas costas, eles tentam te eliminar.
Mas quem Jah abençoa, ninguém amaldiçoa. 💪✌

☀ Menina rastafári que gosta de um Bob Marley, cabelos dredados um estilo descolado. ✌☀

☀ Livre-se dessa disputa. 🎯

☀ Saudades do tempo, dos velhos momentos, dos anos passados que foram com o vento 🍃

☀ Aquela morena, de saia pequena com seus olhos grandes parece voar 🎤🌀

☀ Não importa a feira, é dia de doideira e não de trabalhar. 💪

☀ Escuto meu coração, pois a minha razão muitas vezes atrapalha o meu pensar. 💭❇

☀ Sem aviso a vida dá, sem aviso a vida tira. 🌠💨

☀ Aproveite com prazer enquanto o amor ainda brilha. 🌅🌌

☀ Aproveite um bem querer mesmo que for na despedida. 💨

☀ Sem pressa, bem calmo, direito. 🌀

☀ Perna doendo por causa do futebol, olho vermelho por causa do sol. 🍃

☀ Duas histórias que se cruzam sem intenção. 💏

☀ Combustível pra alma, minha inspiração.🌠

☀ E eu vou dizer pra ela, q ela é a luz que me traz paz. ✌💕


💝 Tema sugerido por: memoriiaas |❇| obg amor! 🌀

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One Shot Louis Tomlinson

  • Pedido - Tay quero um do Louis que ela é ex dele e eles têm um filho mas ele não liga para a criança e ambos voltam para a cidade natal e se reencontram


As coisas nunca foram fáceis quando (seu nome) se descobriu grávida, não fazia muito tempo que tinha terminado o namoro de dois anos com Louis e para ele isso foi como se ela estivesse tentando reatar o que tiveram. Ele ajudava em algumas coisas, mas sempre deixava claro que não seria muito presente por ser um filho que ele não desejava, ela não sabe ao certo quando ele começou a ser extremamente indiferente quando se tratava dela, mas era visível que não poderiam nem ter uma amizade.

Assim como os meses de gestação passaram, os anos também foram passando e Louis foi ficando cada vez mais distante. Hoje Christopher tem cinco anos e a última vez que Louis apareceu em suas vidas foi no primeiro aniversário do garoto, depois disso (seu nome) não o procurou e nem insistiu para que ele fosse pai para o seu filho, ela não queria que ele aparecesse e sumisse sempre, isso deixaria seu filho desestabilizado.

(Seu nome) fazia de tudo para que Christopher não sentisse a falta de um pai na sua vida, ela o amava imensamente e fazia questão de lembrar isso sempre para que ele não lembrasse que também poderia ter o amor de outra pessoa. Somente uma vez por ano ela não conseguia o confortar completamente, o dia dos pais sempre foi um pouco triste desde que o garoto entrou para a escolinha.

No primeiro ano estudando, quando (seu nome) foi o pegar em sua sala, ele estava com a cabeça apoiada sobre os bracinhos em cima da mesa e quando ela o chamou pelo nome, ele correu até ela a abraçando enquanto seus olhos e nariz estavam vermelhos por causa do choro. A professora explicou que eles estavam na semana de preparação para a apresentação e presentinhos para os pais e que quando Christopher disse que ele não tinha um, as crianças riram dele causando o choro que não cessou durante todo o resto de aula.

O caminho para casa foi silencioso diferente dos dias em que Christopher se empolgava contando sobre o que havia feito na escolinha e todo esse silêncio cortava o coração de (seu nome) pois ela sabia que podia fazer nada para colocar sorriso no rosto dele, isso infelizmente não dependia dela. Quando entraram em casa, Christopher foi direto para o quarto de brinquedos e sentindo a dor de ver o filho tão triste, (seu nome) buscou o número de Louis em sua agenda, mas o número não era mais dele.

Ele não poderia se importar menos com o filho, nem ao menos ligou para atualizar o contato. Suspirando de olhos fechados, nesse dia (seu nome) decidiu que toda a semana que antecede o dia dos pais, Christopher não frequentaria as aulas para poupá-lo da decepção de se sentir abandonado.

— Chris, amor, vamos logo!

(Seu nome) o chamou do andar de baixo enquanto erguia uma caixa do chão, eles estavam se mudando para a sua cidade natal e o caminhão da mudança já havia ido, ela ficou para trás encarregada de levar a Christopher e a caixa onde ficava os seus pertences mais frágeis.

— Já estou indo, mamãe! — Christopher gritou do andar de cima correndo em direção as escadas.

— Ei, não corra ao descer as escadas. — obediente o garoto parou de correr — Temos que ir logo, o caminhão vai chegar antes de nós.

— A vovó vai estar nos esperando? — ele perguntou caminhando para fora de casa na frente da mãe.

— Vai sim, vamos morar naquela casa ao lado da dela, você se lembra? — o garoto assentiu freneticamente e (seu nome) apoiou a caixa sobre a coxa segurando-a com uma mão enquanto trancava a porta com a outra.

— Na casa da tia vovó que me dava biscoitos sempre que eu ia lá. — ele disse sorrindo ao se lembrar — Vamos morar com ela?

— Não… Ela fez uma viagem para o céu e a mamãe comprou a casa. — ela explicou do mesmo jeito que havia o explicado quando o bisavô morreu.

— Eu nunca mais vou ver ela? — ele fez um biquinho assistindo a mãe caminhar até ele.

— Não, meu amor… Mas ela está em um lugar melhor agora, isso é bom não é?! — (seu nome) tentou animá-lo enquanto abria a porta de trás do carro onde colocou a caixa e logo depois o garotinho o prendendo a cadeirinha.

— Sim, ela pode ficar o pai do vovô. — ele voltou a sorrir seguro de que a senhora ficaria bem.

— Agora vamos para a nossa nova casa. — (seu nome) falou animada depois de entrar no carro e deu partida ligando o rádio em uma música infantil.

A semana na casa nova havia sido muito legal para Christopher, o bairro era bem tranquilo e agora que morava ao lado da casa da avó, ele corria para lá sempre que queria e isso era o máximo no pensamento dele. Quando sua mãe saia para o trabalho que ela havia encontrado, ele podia ficar com a avó sem ter que ficar com as babás chatas que não deixava que ele fizesse nada que gostava, diferente da avó que deixa que ele faça de tudo e mais um pouco.

A manhã de sábado havia nascido com um sol radiante e como (seu nome) prometeu a Christopher que o levaria ao parque, às seis da manhã ele estava ao lado de sua cama chamando-a animado para o passeio. Ela havia se esquecido que não podia prometer nada a ele.

Depois de enrolar para que ficasse um pouco mais tarde, eles foram ao parque onde ele foi chegando e fazendo um amiguinho chamado Davi. Eles estavam inseparáveis desde que Christopher chegou, (seu nome) estava procurando uma forma de convencê-lo a ir embora quando desse a hora de almoçar enquanto assistindo-os brincar de pega-pega e às vezes correm de mãos dadas correndo o risco de cair, mas ela não queria cortar o barato deles os mandando parar.

Era quase impossível não sorrir assistindo a inocência dos dois ao brincarem quando nem ao menos se conheciam há muito tempo, ela se perdeu completamente do que havia ao seu redor apenas olhando os dois não muito longe.

— Ele está tão crescido…

(Seu nome) sentiu seu corpo gelar quando ouviu a voz que veio pelas suas costas e quando ela se virou devagar, lá estava Louis olhando para o filho de uma forma que ela não podia identificar. Ela não sabia se havia amor ou algum afeto refletido naquele olhar.

— L-Louis? — ela perguntou ainda surpresa, havia criado dentro de si uma confiança de ele nunca mais voltaria a aparecer em suas vidas — O que está fazendo aqui? — perguntou assim que se recuperou um pouco.

— Eu fiquei sabendo que se mudou e hoje eu estava passando por aqui e te vi, resolvi me aproximar. — foi por acaso, ele não se dispôs nem ao menos bater em sua porta para ver o filho quando soube que estavam na cidade.

— Eu não sabia que você estava morando aqui… — porque se soubesse, ela nunca teria a ideia de se mudar.

— É… Eu me mudei não faz nem três meses. — ele disse e se sentou ao lado da mulher — Isso é ruim para você?

— Não é ruim… É péssimo. — ela foi sincera, não havia porque ser gentil com uma pessoa que não sente amor pelo próprio filho — Christopher não precisa de um pai fantasma. Você nos fazia mal estando longe, não quero imaginar o que fará estando perto.

— Você fala de mim como se eu fosse um monstro. — ele suspirou — Eu não estava preparado.

— Eu também não estava, mas eu não deixei o meu filho, nunca o deixaria. — (seu nome) voltou o olhar para o filho que ajudava Davi se levantar depois que ele caiu e assoprava o joelho ferido do amigo — Ele é a coisa mais preciosa da minha vida, você é um irresponsável, mas me deu o meu maior presente.

— Eu me arrependi de ter o deixado… Tudo bem que não seriamos uma família, mas ele é meu filho. — Louis disse olhando o garoto se aproximar segurando a mão do amigo que tinha lágrimas nos olhos.

— Mamãe, sem querer eu puxei o Davi forte. — Chris disse com um biquinho se sentindo culpado pelo machucado do amigo — Eu não queria fazer dodói nele.

— Tudo bem, querido, vai ficar tudo bem com o Davi. — (seu nome) disse se levantando e se abaixou próxima aos garotos — Onde está sua mãe, doce? — ela perguntou ao menininho que coçava os olhos todo manhoso, ele apontou para o lado e ela pôde ver um homem sentado no banco do outro lado da praça, um tanto irresponsável por estar mexendo no celular e sem nenhuma atenção na criança — Eu vou te levar até lá.

(Seu nome) pegou o menino em seu colo começando a andar em direção ao homem, Christopher iria a seguir, mas Louis segurou sua mão sorrindo para ele e por algum motivo o garoto não ficou com medo do estranho e apenas esperou a mãe onde estava. Ao se aproximar do homem, (seu nome) chamou sua atenção com um pigarreio e assim que o homem se colocou de pé, ela o entregou a criança.

— Bom dia, eu vim trazer o seu filho, ele estava brincando com o meu menino acabou caindo… — (seu nome) apertou os lábios em um sorriso sem jeito.

— Sua mãe já te disse para não ficar correndo. — o homem repreendeu o menino que se encolheu em seu colo — Obrigado, moça.

— Imagina… Qualquer dia desses você e Christopher se veem por aí, Davi. — ela acenou para o menino e ele devolveu o gesto.

Quando (seu nome) se virou para caminhar de volta para o lugar que estava, pôde ver Christopher correndo em sua direção e assim que ele a encontrou, abraçou suas pernas fortemente enquanto Louis vinha logo atrás correndo também.

— O que você fez com ele? — seu rosto assumiu uma carranca no mesmo momento que o garotinho a apertou mais.

— Ele disse que é o meu pai, mamãe… Ele é o meu pai? — os olhos do garotinho estavam cheios de lágrimas quando ele ergueu a cabeça para olhar a mulher.

— Você disse isso para ele? — (seu nome) falou de forma irritada — Quem você pensa que é para invadir assim a vida do meu filho? Pai você não é porque desde o primeiro aniversário dele você não ligou nem para saber se ele estava vivo. Você não pode simplesmente decidir a hora que sai ou entra na vida dele, ele é uma criança e você está o confundindo.

— Eu pensei que ele se lembrava de mim… Eu não sabia que ele ficaria assustado. — Louis disse um pouco envergonhado e com um pouco de dor por não ser bem recebido pelo filho.

— Há muitas coisas sobre ele que você não sabe, Louis. — (seu nome) pegou seu garotinho no colo — Você abriu mão quando resolveu que não queria a responsabilidade de se manter presente na vida dele.

A mulher deu as costas para o homem e começou a caminhar de volta para casa com o menino fungando em seu pescoço. Ela entendia o filho, o assunto ‘pai’ não é bem visto para ele desde seu primeiro ano na escolinha e isso a chateava bastante, não queria que o seu pequeno guardasse mágoa ou medo do passado.

— (Seu nome)? — Louis a chamou fazendo-a se virar antes que estivesse longe o suficiente — Como posso fazer para voltar ser um pai para ele?

— Só… Vai devagar com isso. — ela respondeu sem saber se era uma boa — E só faça isso se for realmente ficar, se pretende fugir depois de um tempo continue sendo um nada para ele, por favor.

Louis assentiu decidido que se colocaria na vida do filho para ficar, não iria fugir ou desistir de conquistar o lugar que ele reivindicou anos atrás. Dessa vez ele assumiria a responsabilidade e não faria mais o seu filho chorar.




Espero que tenham gostado ^.^

- Tay