o sedutor

Tu é meu trevo de quatro folhas...?

Tu é o meu principal motivo de querer sair de casa em dia de muito calor ou de muito frio, em dia chuvoso ou não, para numa dessas saídas eu ver se te encontro e ainda dizer que foi o acaso.

Tu não deixou de ser o rosto mais encantador, o corpo mais sedutor, o sorriso mais maravilhoso, os gritos mais marcantes e o ser que me conquista da forma mais louca.

Tu segue sendo a pessoa que me dá a sensação de liberdade como é pegar a estrada para viajar, a ter o colo que pode ser comparado ao ouvir o mar, a que se encaixa em exatamente tudo (e que sabe do que eu to falando).

E tu segue não sabendo ser outra coisa para mim do que a confusão mais instável que eu simplesmente amo sem saber explicar.

Reaction: As vontades sexuais secretas de cada um

OBS: Oi bolinhos lindos do meu core! Com vocês estão? Queria dizer que eu to de volta! {{Pelo menos é o que eu acho shaushas}} Eu estou tentando fazer alguns posts extras e deixa-los programados, assim eu consigo estudar de boas e o Tumblr não fica paradão. Espero que gostem desse reaction um pouco mais +18 shuashauh Obrigada pelo apoio que me dão! Amo muito vocês!  (▰˘◡˘▰)

• Rap Monster • 

 Tudo que Namjoon mais queria era poder te enlouquecer em um lugar público. Dentro do elevador, de um carro parado no acostamento, em uma sessão vazia do supermercado, no banheiro de um avião… para ele tanto faz. O perigo, aquele sentimento de que talvez possa tudo dar errado, para ele era a real diversão. Só de pensar em você tentando com todas as forças controlar os gemidos por conta das pessoas que poderiam facilmente pegar vocês em uma situação tão quente já lhe excitava. 

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*∘✧ Oitava reação ✧∘*

Kim Namjoon (Rap Monster): 

“Ele foi incrível…Preparou um jantar muito bom por sinal e você já deve imaginar oque rolou depois…Quer que eu comente?” 

Namjoon se sentiu meio invasivo no começo mas quando ouviu seus diversos elogios sobre a noite passada se sentiu muito feliz e satisfeito. Sabia que sua garota havia gostado mas não queria sair como convencido. 

Kim Seokjin (Jin): 

“Jin me surpreendeu…Nunca imaginei o lado sedutor dele e nem dominador…Foi espetacular sabe? Estou louca para poder tê-lo novamente para mim daquela maneira.” 

(S/n) dizia ao celular enquanto caminhava lentamente pela cozinha arrastando os pés com uma meia branca no chão. Sorri pervertidamente ao ouvir aquilo e soltei um gemido baixo ao imaginar nossos corpos colados. 

“(S/n)? Cheguei…” 

Originally posted by bangtannoonas

Min Yoongi (Suga): 

“Saímos para beber juntos e foi uma das coisas mais incríveis que fiz com Suga…Percebi que ele é engraçado e deixa a grosseria de lado quando está meio bêbado…Ele é incrível..Eu amo ele por completo sabe?” 

Suga abriu um sorriso de orelha a orelha quando escutou aquilo através da porta do quarto de vocês. Decidiu que te levaria para beber mais vezes mesmo depois de um dia cansativo na empresa. 

Originally posted by chimchams

Jung Hoseok (J-Hope): 

“Ontem foi incrível com o Hoseok…Apenas ficamos juntos curtindo o momento já que ele não vai estar em casa por mais de um mês…Estou tão feliz com ele, ele é incrível…Ele é uma parte de mim já.” 

J-Hope ouviu um trecho da sua conversa com a sua melhor amiga já que antes estavam se falando por skype e você esqueceu de desligar ao atender o celular. Ele desligou para não ser mais invasivo mas a felicidade estava estampada em seu rosto afinal, você já era uma parte dele também. 

Originally posted by myloveseokjin

Park Jimin (Jimin): 

“Nós fomos para Busan…Sim! Eu conheci a família dele! Foi tão especial…Nunca me senti tão bem ao lado de alguém como ao lado de Jimin. Ele foi simplesmente maravilhoso assim como seus pais. Me senti completa.” 

Assim que Jimin adentrou a sala e ouviu você dizer isso para sua amiga, um sentimento bom o invadiu. Ele sabia que tinha escolhido a garota certa e se sentiu tão orgulhoso, sendo descarado e lhe abraçando por trás com a felicidade o invadindo por completo. 

Originally posted by itschiminie

Kim Taehyung (V): 

“Ontem foi incrível (S/a), nós almoçamos, rimos e nos divertimos. Sem contar que no final da tarde ele me deu um anel de presente. Ele não deveria ter gastado dinheiro com isto pois estar ao lado dele já é um presente…Mas ele mesmo disse que presentes não se negam…Eu estou muito feliz com ele.” 

Taehyung havia chegado de um dia cansativo de ensaios e ouvir você dizer aquilo no telefone, o fez se sentir completo e renovado. Uma das cenas que mais fez seu coração bater forte era você olhando para o anel enquanto falava ao celular. Aquilo realmente era significante para ele. 

Originally posted by jxnhyungs

Jeon Jungkook (Jungkook): 

“Não ficamos tão juntos na premiação mas só por ele ter me levado foi incrível. Jungkook me deixou tão orgulhosa ao vê-lo dançando daquele jeito e dando tudo de si, além de que ás vezes ele dava uma fugidinha das câmeras para se sentar comigo e me mimar…” 

Jungkook ouviu você comentar com a sua amiga sobre a noite passada de vocês. Ele não sabia que aquele pequeno gesto da parte dele foi tão grandioso para ti já que é você que sempre surpreende ele. O maknae golden não poderia estra mais feliz do que nunca. Mesmo depois da ligação Jungkook ainda te olhava radiante sem você entender nada. 

Originally posted by officialwookkibby

Pedido:Faz um do Niall que ela ensina tudo sobre sexo pra ele (esse negócio sobre velocidade, oral, como pegar nos peitos e tals kkkkk) e depois eles transam.


***

- Eu tenho tanto medo. - Niall exclamava desesperado. - Eu até pareço um virgem em pânico.

- Mas você é um virgem em pânico Niall! - Rolei meus olhos e me sentei na cama na qual ele se encontrava sentado. - Eu já disse que posso esperar mais até você estar preparado.

- Mas eu estou! - Falou exaltado levantando da cama e parando na minha frente. - Eu só estou com medo de fazer tudo errado e você não sentir prazer nenhum.

Vi como ele estava assustado com a ideia e peguei suas mãos tentando passar toda a confiança que ele não tinha.

- Não quero te pressionar amor! Se não se sente confortável com a ideia deixamos para outro dia.

- Você não está entendendo (S/A). - Niall ficou ligeiramente rubro e soltou tudo de uma vez. - Eu quero muito fazer amor com você!

- Eu não estou te entendendo Niall! - Disse confusa. - Se você quer,o quê tanto te impede de fazer?

- (S/N) eu… Eu… - Niall respirou fundo. - Euqueriatermaisexperiencia.

Niall falou tudo muito rápido e enrolado e fiquei sem entender nada.

- O quê? - Confusão era visível em minhas palavras e rosto. - Eu não entendi nada do que você falou,será que dá pra repetir devagar e mais claro?

Vi a frustração de Niall quando não o entendi e ele teve de repetir tudo.

- (S/N),eu falei que queria ter mais experiência nisso, sabe? - Sua voz se tornava mais baixa conforme ia acabando de falar e ele abaixou a cabeça envergonhado. - Eu não tenho nenhuma experiência com mulheres e tenho medo que algo possa sair errado e eu acabe com uma noite tão especial como a que vamos ter.

Mesmo com a cabeça abaixada sabia como Niall estava constrangido por toda aquela situação.

- Amor…- Levantei sua cabeça o mais delicado que pude e olhei para ele sorrindo. - … Não precisa disso! Se é isso que lhe aflige tanto,posso te ajudar.

- Como? - Uma pequena ruga se formou na sua testa em sinal de desentendimento.

- Posso te ajudar com suas “dúvidas”…- fiz aspas com os dedos. - E então?

Vi o olhar de Niall se animar com a ideia e logo se sentar no meu lado dá cama.

- Está bem. - Falou se virando para mim e timidamente perguntou. - Tem uma velocidade certa, sabe, pr…Pra m…mim,você sabe…

Suas mãos se mexiam sem parar no ar e seu nervosismo estava voltando quando decidi interromper.

- Sobre velocidade,depende muito do casal e da ocasião. - Olhei para ele que assentia em entendimento. - Próximo! E por favor sem vergonha Niall! Você não pode ficar assim na hora “H”.

- Tá bom,mas ainda é estranho tudo isso. - Falou encolhendo os ombros. - Você gosta de sexo oral? Como posso fazer em você? E tem uma velocidade certa também?

- É lógico que sim Niall! É uma das coisas mais importantes,o sexo oral é fundamental,mas desde que ambos gostam de fazer e sentem prazer. Você antes de chegar com a boca deve me estimular primeiro, principalmente o clitóris… - Parei olhando Niall com curiosidade. - Sabe na onde fica o clitóris? - Ele sacudiu sua cabeça sinalizando que sim e sussurrando algo do tipo que aprendeu na escola. - Ótimo,porque quando você sabe estimular bem o clitóris e ao mesmo tempo usar sua língua, é orgasmo na certa.

Niall parecia concentrado em absorver todas as informações possível.

- Tem algum outro ponto em que a mulher sente prazer que o parceiro possa explorar?

- Hum… - Pensei um pouco. - Os seios,quando você estimula os nossos seios,pelo menos no meu caso,sinto uma excitação inexplicável. Beijos e carícias são maravilhosos e muito bem-vindo.

Sorri vendo que Niall tinha acompanhado tudo e se encontrava mais relaxado e aberto.

- Eu quero tentar. - Sussurrou quebrando o silêncio que se instalou no meu quarto.

- Tem certeza? - Perguntei apreensiva. - Se você quiser podemos esp…

Fui calada com os lábios de Niall me beijando suavemente,suas mãos seguravam minha cintura com força e as minhas agarraram seus cabelos sedosos,puxando mais para perto e parando somente quando estava sentada no colo do Niall.

- Nunca tive tanta certeza como agora. - Ele separou nossos lábios e murmurou para mim. - Eu preciso sentir você!

Ele parecia desesperado,como se meu toque fosse um novo jeito de respirar para Niall.
Não respondi,apenas me abaixei e juntei nossos lábios novamente, agora de um jeito mais duro e forte,nossas línguas se encontravam com intensidade. Minhas mãos desceram por seu pescoço lentamente enquanto passava minha unha lá,ouvi um gemido contido de Niall e separei nossos lábios distribuindo beijos pelo seu maxilar.

- Não precisa sentir vergonha. - Sussurrei deixando uma trilha de beijos por sua cartilagem da orelha e dando uma mordida leve nela. - É apenas eu e você agora. E eu preciso que você me mostre o seu pior.

Tentei soar o mais sedutor que pude e olhando para Niall agora,tenho a certeza que consegui o efeito que queria.
Niall se levantou comigo em seu colo e me deitou na cama me deixando por debaixo do seu corpo.

- Você não deveria fazer esses tipos de coisas comigo. - Sua voz levemente rouca e seu volume contido me deixaram em chamas.

Entrelaçando minhas pernas na sua cintura puxei ele mais para mim suspirando quando senti sua ereção.
Niall trilhou beijos por toda minha clavícula e apenas parou no momento em que suas mãos seguraram a barra da minha blusa. Ele me olhou pedindo silenciosamente se podia continuar e eu apenas dei um aceno. Levantei um pouco minhas costas para que Niall conseguisse tirar minha blusa e quando o fez vi como o brilho em seus olhos se intensificaram e olhava tudo parecendo que queria decorar cada curva.

- Você é perfeita. - Murmurou roucamente e voltou sua atenção para meus olhos.

Nunca me senti tímida em uma transa,mas com Niall era tudo diferente. Ele carregava um olhar lascivo como os outros homens do qual eu já tinha me deitado,mas eu podia ver o olhar apaixonado em que ele carregava enquanto me tocava com amor e delicadeza. Sem que percebesse nossos lábios voltaram a se unir,porém dessa vez com paixão e sem pressa, como se nossas línguas quisessem conhecer cada canto de nossa boca.
As mãos de Niall abriram minha calça e abaixaram até onde ele conseguia e tirei o resto sozinha. Deslizei minhas mãos pela suas costas até chegar na barra de sua blusa e quebramos nosso beijo para tira-lá de seu corpo e logo fizemos o mesmo com sua calça.
As mãos de Niall foram para minhas costas e subiram até o fecho do meu sutiã.

- Você tem certeza? - Perguntei fazendo ele parar suas ações e me olhar. - Depois daqui não tem mais volta amor.

Niall apenas me olhou e me deu um sorriso sacana antes de se abaixar e juntar nossos lábios dando a confirmação que eu esperava. Senti o fecho do meu sutiã ceder e ele ser arrancado de mim. Meu namorado descia seus beijos pela meu maxilar e vez e outra dava mordidas de leve. Passou a beijar minha clavícula e morder com um pouco mais de força,deixando sua marca.
Vi como ele ficou tenso quando chegou perto dos meus seios e logo tratei de lembra-lo.

- Não precisava ficar apreensivo ou com vergonha. - Ele me olhou e assentiu. - É só fazer tudo que eu falei, você se lembra?

Senti seus lábios encontrarem o meu com luxúria e os dedos de Niall acariciando minhas mamas com suas mãos em movimentos circulares.
Meu gemido era abafado pelo beijo que Niall me dava e mesmo com tão pouco já me sentia muito excitada.
Niall deu um arranhão suave nos meus seios,mas não machucou e sim provocou uma onda de prazer por todo meu corpo.

- Não! - Falei manhosa quando ele parou de me beijar e todos os seus movimentos. - Meu Deus!

Senti que ia explodir no momento em que Niall começou a beijar meus seios com intensidade. Ele chupava e lambia o bico deles e ficava alternando, até que mordiscou delicadamente e desceu seus lábios pela minha barriga chegando na barra da minha calcinha e tratando de se livrar dela. Niall parecia mais confiante,porém sabia que ele estava tenso em me fazer um oral.
Niall se ajoelhou na minha frente e colocou minhas pernas em cima dos seus ombros. Senti seus lábios beijando todas as partes da minha vagina e todos os meus músculos relaxaram com o contato. Soltei um suspiro de lamúria sentindo sua língua entrar em ação lambendo todo meu grande lábio, depois o clitóris e a vagina.
Minhas mãos seguravam o lençóis com força e minha visão estava meio desfocada.

- Mais Niall! - Choraminguei. - Por favor!

Uma das mãos de Niall apertou minha bunda com força e a outra massageava meu clitóris enquanto sua língua entrava e saia da minha vagina. Meus gemidos se tornaram altos e o suor começou a se acumular pelo meu corpo.
Soltei um último gemido antes de me desmanchar em sua boca. Sua boca deu uma última lambida e ele ficou de pé.
Seu pênis estava esmagado na cueca e parecia que iria estourar a qualquer minuto.

- Vem aqui. - Chamei ele com o dedo depois que me recuperei do orgasmo. Niall se ajoelhou na cama e eu me sentei na sua frente. - Eu vou tirar,okay?

Niall me olhou assustado antes de me dar permissão.
Virei ele na cama e o deitei nela, tirando sua cueca vi seu pênis se erguer na minha frente. Era grande e grosso. Sentei em cima de sua coxa e comecei a masturbar-lo.
Os gemidos de Niall era a perdição,seus olhos se fecharam sentindo todo o prazer que lhe proporcionava e vi como ele se derreteu todo quando substitui a minha mão pela minha boca. Olhava todas as suas reações e no momento em que ele abriu os olhos e me olhou,sabia que precisava dele agora.
Parei todos os movimentos e pude ouvi-lo protestar, me estiquei até a mesinha que ficava no lado da minha cama e peguei uma camisinha dentro dela. Niall observava tudo atentamente,abri a camisinha e coloquei ela no seu membro duro,vendo o quanto ele ficava afetado pelo meu toque.

- Pronto? - Me posicionei em cima do seu pênis e segurei ele com a mão. Niall concordou e segurou minha cintura. Desci ao poucos sentindo Niall me preencher por completo. Apoiei minha mão no seu peito e comecei a me movimentar em cima dele,no início os movimentos eram lentos,mas foram aumentando conforme sentíamos que precisamos de mais. - Oh meu Deus! Isso é tão bom!

Niall estava bastante concentrado em aprender todos os movimentos e quando cansei ele inverteu nossas posições ficando por cima e dando estocadas firmes e rápidas.

- (S/N) acho que não vou aguentar por muito tempo. - Niall exclamou se apoiando em cima de minha cabeça.Eu também já estava sentindo meu orgasmo chegar, mas Niall chego antes que eu. - (S/A)!

Seu corpo ficou mais mole e suas estocadas se tornaram lentas,mas ele não parou até que tive meu segundo orgasmo seguido gemendo seu nome.
Fechei meus olhos sentindo meu corpo todo se explodir em sensações boas e quando voltei a abri-lo,Niall me observava atentamente.

- Espero que você tenha gostado. - Murmurei vendo o loiro se deitar em cima de mim. - Porque essa foi definitivamente a melhor noite que já tive.

Niall me olhou dando um sorriso cansado.

- Sério? Achei que tinha feito tudo errado.

- Tudo errado? Não iria ter dois maravilhosos orgasmos atoa! - Seu sorriso não saia da cara e ele voltou a se deitar em cima do meu peito enquanto fazia carinho nos seus cabelos. - Tudo foi perfeito Nini.

- Você é perfeita (S/A) e eu te amo muito.

- Eu também te amo muito. - Ouvi um som de agrado sair de Niall que logo estava adormecido. - Te amo demais meu amor.


***

N/A: Aqui está o 1s com o nosso ex-loirinho mais lindo ❤

Espero que vocês tenham gostado 😊

Desculpa se tiver algum erro,não revisei 😯


Mah xx

REACTION BTS - AO SE EXCITAREM AO VER VOCÊ DANÇANDO part.1

▶ PEDIDO by @cachos_styles ◀

“Faz um reaction dos meninos que eles vêem a (s/n) dançando Slow e eles ficam com a barraca armada”

▶ NOTAS◀

•Este pedido foi feito por uma de minhas melhores amigas, Laryssa. Ela não tem conta aqui no tumblr, mas eu quis abrir exceção porque eu sei que ela, assim como eu, ama reactions e imagines. Este user, é da conta do Wattpad dela.

•Esta é a parte 1 que estou postando. A parte 2 vem amanhã e talvez venham outros dois.

《Talvez eu poste a música a qual está sendo pedida para o reaction.》

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◇ Kim SeokJin - Jin ◇

Ele havia saído para as gravações de um novo MV e pediu para que você fosse para sua casa o esperar para mais uma noite de filmes, beijos, abraços e comida, bem típico de SeokJin, que amava estar em sua companhia.

Vendo a bagunça que ele havia deixado para trás, você quis lhe fazer um favor arrumando suas coisas e as organizando, pois sabia o quanto ele chegaria cansado e que tudo o que ele gostaria de fazer quando chegasse era poder tomar um banho e descansar ao seu lado.

Com o dormitório completamente vazio e silencioso, música era a saída para aquele clima depressivo se tornasse colorido. E assim, ao apertar o play em seu celular em uma de suas músicas preferidas, Slow, você se deixou levar pela batida e letra. Provocante e animada, seu corpo se movia ao ritmo, arriscando algumas reboladas sexys.

Você só não contava com a presença de seu namorado ao batente da porta, com uma expressão surpresa e lábios crispados. Com um meio sorriso, totalmente sem graça, você se aproximou.

- Jin-Oppa, há quanto tempo estava aqui? - Tentava agir normalmente, mas por dentro não era bem assim.

- O suficiente pra ver coisas que gostaria muito que fizesse quando eu estivesse por perto. Somente eu. - Jin lhe dava agora o seu olhar sedutor, passando a mão por sua coxa direita, a apertando. Seguindo o pegar para baixo, você via a marca do que lhe dava muito prazer à noite, pedindo por atenção. - Ah, não me olhe assim, jagiya. Você quer dançar? Então vamos dançar do meu jeito.

♧Jeon JungKook - JungKook♧

Numa das séries de desafios que você e suas duas melhores amigas sempre faziam, seu desafio da semana era fazer a dança mais sexy que podia na sala de treino dos meninos, sem que fosse pega e gravasse para que elas pudessem ver que você tinha cumprido.

Você rebolava, descia, subia e jogava os cabelos para os lados, atiçando o fogo do menino parado à porta. Jeon JungKook sabia o quanto você era extrovertida, mas não imaginava que poderia esconder tanto talento. O corpo o qual só ele podia tocar dançando ali, na sua frente, fez sua mente criar perversidades. Tudo bem que vocês já tinham transado algumas vezes, mas aquela noite talvez fosse a melhor.

- Será que a moça poderia fazer isso tudo no meu colo? - Ele pergungou, após algumas reboladas suas lentas que o deixavam com os hormônios quase que gritando. Você se virou, assustada.

- JungKo… - Ele a cortou.

- Sem cerimônias, (s/n). - Não demorou para que ele a agarrasse pelos quadris e mordiscasse seu pescoço, chegando a sua orelha. - Desligue a câmera, vamos brincar.

☆Min Yoongi - Suga☆

Sobre a cama de casal, você e Yoongi dividiam um momento quente de provocações, mãos bobas e algumas palavras sujas. Ele já estava mais que excitado e você, como a boa namorada que era, quis animar ainda mais aquele joguinho de sedução.

Se levantando de seu colo e o deixando com uma cara nada boa, você riu debochada e buscou por seu celular, onde deu play numa das músicas de batida mais sexys que você conhecia: Slow.

Os passos começaram com movimentos nos quadris, de um lado ao outro lentamente, e eram acompanhados pelo olhar faminto de Yoongi, que já sentia-se apertado com aquela calça. Você engatinhou na cama, olhando em seus olhos. Para ele, aquilo uma das provocações mais excitantes que só você sabia fazer.

- (S/n), provocar-me assim agora não é uma boa idéia para não sair mancando amanhã. - Você o mandou ficar quieto, colocando um indicador em seus lábios. - Não prometo parar depois disso.

•Kim Namjoon - Rap Monster•

Numa das festas após o show, você passou um pouco da conta no quesito animação. Dançou como nunca na vida. Não que Namjoon não soubesse sobre seus talentos ocultos como a dança, só não imaginava que você fosse literalmente dar um show para todos presentes ali, se esquecendo por um minuto dele. Ele, que estava puto não só por não poder a tocar ali na frente de todos, também não gostou muito da idéia de você se exibir daquela forma. Um jeito que somente ele poderia ver.

Com a festa ao fim, você foi para sua casa, já que não havia encontrado Namjoon para ir para a dele. Deixando o vestido cair por seus ombros, você ficou somente de lingerie, despreocupada.

Até ouvir palmas.

Ele caminhava em passos firmes até você, aplaudindo. Em sua face, a raiva era nítida. Engolindo seco, você arriscou palavras.

- Namjoon, me perdoe, oppa, eu…

- Pra você, hoje é daddy. Acha divertido me ignorar? - Ele a puxou por trás, já que você estava de costas para a porta de onde ele estava, e não teve coragem de se virar. Em sua bunda, você sentia o volume sedento por ti. - Acha divertido me deixar duro numa festa e ir embora? Pois que os jogos comecem, babygirl.

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Kisses by Sweetie♥

Don Juan
Para mim, isso não passava de uma história, um conto. Foi um mulherengo inveterado, que seduzia as mulheres disfarçando-se de seus amantes, ou lhes prometendo o matrimónio, cruel sedutor que buscava apenas a conquista e o sexo. Atrás de si deixa um rastro de corações partidos e mulheres aos prantos. Pois bem, isso foi a séculos atrás. E para a minha sorte ou azar, eu encontrei um Don Juan. O verdadeiro Don Juan dos tempos modernos, um cafajestes em outros termos. Foi como no conto, um homem encantador, lindo, pele e olhos perfeitos, corpo escultural, fazia de tudo o que você imaginar. Para muitos olhares “um sonho”, já para mim, um pesadelo. Estava na cara o que ele era, o nome já dizia tudo. De Juan para João. Mas como eu poderia imaginar? O amor me cegou, cai completamente na história dele. Me entreguei para uma pessoa que hoje sem sei quem é. Vivi uma mentira, aliás, tudo que saía da boca dele eram mentiras. Aos poucos, eu fui descobrindo os outros “amores”, fui descobrindo a verdadeira identidade do homem que dizia me amar. As mentiras foram caindo, junto com a máscara dele. Que consigo, levou meu coração. Mas como no conto, diz a lenta, que houveram mortes e nada mais justo que a minha história terminar igual. Houve grandes mortes, de corações desolados. Apesar de tudo, o que mais me dói, é saber que não sou a única nessa história. Já passaram e iram passar, muitos corações onde eu estou agora. Então para as minhas futuras colegas de corações partidos, só quero dizer, para cada morte, há um recomeço. Pegue seu coração e recomece, seja mais forte do quem a feriu. E para você, querido Don Juan, tanto bate que um dia apanha. Ninguém está livre do amor, um dia ele vai te pegar. Você pode não olhar para atrás, mas cuidado lá na frente! O mundo, ou melhor, os corações partidos, jamais esquecem quem os feriu.
—  Beatriz Maria.
OS ARQUÉTIPOS MASCULINOS E SUAS DUALIDADES

Cada personagem é único a sua própria forma, mas no momento de sua criação é sempre útil tirar por base alguns arquétipos que servem como esqueleto do personagem antes que cada um possa moldá-lo a sua própria forma. Por isso, a seguir, estão alguns  arquétipos masculinos e as dualidades de cada um de acordo com Vyctoria Lynn Schmidt que vocês podem usar como base ou inspiração para suas próprias criações.

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┇※※┇ WELCOME TO PATCHA!! ┆

  As luzes da Patcha foram acesas para mais uma noite de diversão, as portas foram abertas para seus inúmeros clientes e as bebidas começavam a ser preparadas enquanto todos esperavam pelas grandes atrações da noite, os gogoboys e as strippers. 

  A Patcha já era conhecida por seus eventos e noites temáticas e a noite à fantasia para comemorarem o Halloween seria um sucesso na cidade. Os fetichistas e dançarinos estariam mais sedutores que o normal, com fantasias sexy para atiçar os frequentadores da casa de entretenimento. Uma grande noite estava por vir, regada a álcool e muitas drogas.

  Are you ready for PATCHA?

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Preference: "Estranhos" costumes brasileiros

Harry 

— Não. — Falei manhosa deitada preguiçosamente no colo de Harry, que estava sentado no sofá assistindo televisão, quando ele insistiu em fazer cafuné no meu cabelo. 

— Porque não? — Perguntou com a sobrancelha arqueada. — Você nunca reclamou quando eu faço carinho no seu cabelo. 

— Mas eu lavei ele ontem à noite, e se você ficar mexendo muito nele, vai ficar todo sujo e oleoso. — Expliquei. 

— E o que que tem? — Disse levando a sua mão novamente para o meu cabelo, mas eu o afastei rapidamente. 

— Tem que eu vou ter que lavá-lo de novo hoje, dãh. — Falei óbvio. — Dois banhos em dois dias seguida? Por isso que sua conta de água vem tão alta. — Harry comentou. 

— E o que é que tem? Eu sempre tomei banho todos os dias por questão de higiene, e não é por que eu estou na Inglaterra que eu tenho que seguir o costume de vocês de tomar poucos banhos na semana. 

— Tá insinuando os ingleses não tem higiene? — Perguntou com a cara fechada. 

— Não é isso meu amor. — Dei um beijo em seus lábios. — Mas eu acho que vocês deveriam ter o costume de tomar mais banhos, sabe? Principalmente para não deixar o cabelo com aspecto de sujo que nem o seu. — Meio que sussurrei as últimas palavras para que ele não ouvisse. 

— Ei! Meu cabelo não é sujo, eu lavei ele anteontem. — Harry se defendeu. — Isso também faz parte do meu estilo, ok? Está no meu nome. — Falou convencido. 

— Estilo, sei. — Disse irônica. 

 Niall 

— S/a! Onde você tá? — Chamei por minha namorada assim que cheguei em casa.

 — Aqui no banheiro! — Ela respondeu ao meu chamado cantarolando. Assim que eu cheguei ao banheiro encontrei uma cena um tanto engraçada. S/n estava em pé no box do banheiro vestida somente com suas roupas íntimas e com quase todo o seu corpo coberto por uma pasta branca. 

— Mas que porra é essa S/a? — Perguntei me segurando para não rir. — Por acaso é algum tipo de creme afrodisíco? Porque se for isso, saiba que não funcionou hahaha 

— Muito engraçado Nialler. — S/n falou séria. — Isso daqui é descolorante, seu idiota. 

— Mas se você quer ficar loira por que não passou no cabelo? — Perguntei óbvio. 

— Você é burro ou se faz, hein? Eu tô descolorindo os meus pelos do meu corpo. 

— Mas por que? Não seria mais fácil passar cera quente ou lâmina? 

— A cera resseca muito e doe para caramba, e a lâmina irrita a minha pele. — Explicou. — Além de que é mais prático e já tô acostumada com o descolorante, eu fazia isso sempre quando morava no Brasil, lá é comum fazer isso. 

 —Comum? Isso é estranho, isso sim. Deus do céu! Minha namorada louca! S/n e seus costumes brasileiros esquisitos, tsc, tsc, tsc. — Falei balançando a cabeça em sinal de negação 

— Vai te catar Horan! — S/n gritou brava jogando uma tolha na minha direção.

Liam 

— Vamos vai Liam. — Chamei pela milésima vez tentando convencer o meu marido a se levantar da cama e para fazermos uma caminhada. 

— Já disse que eu não, caramba! — Liam falou ainda de olhos fechados e se virando de lado na cama. 

— Poxa! Por que você nunca vai comigo fazer caminhada de manhã? — Perguntei sentando ao seu lado. 

— São cinco e meia da manhã S/n! Quem é o trouxa que acorda esse horário para caminhar? — Falou abrindo os olhos. — Agora me deixa voltar a dormir, vai? 

Tá certo que tava meio cedo para caminhar, mas eu sempre tive o costume de andar pela manhã desde quando eu estava solteira e ainda morava no Brasil. Lá era comum você ir aos parques e ciclovias e ver várias pessoas andando e se exercitando, comprovando o que dizem por aí que o povo brasileiro é o mais ativo em relação às atividades físicas comparando com outros países. 

— Não acredito que eu me casei com um preguiçoso. — Falei indignada. — Preguiçoso não. — Disse se defendendo. 

— A culpa não é minha se EU me casei com uma brasileira que não para quieta no lugar. — Ah é, é? Então é assim? Tá bom, fica aí dormindo, tendo uma vida sedentária, seu gordo. — Falei me levantando brava e indo para a porta.

 — Ei! Eu não sou gordo! Isso aqui é só excesso de gostosura. — Liam disse se achando e eu rolei os olhos. 

— Se acha viu? Bem, se o Senhor Gostosão algum dia tiver problemas com as roupas que não servem mais porque elas devem ter “encolhido” na máquina de lavar, não me venha procurar. — Falei a verdade saindo do quarto e fechando a porta atrás de mim. Liam nos últimos tempos sempre reclamara que suas roupas estavam “encolhendo”, mas no fundo ele sabia que estava à cima do peso, só não admitia. Quando eu estava quase saindo de casa, eu ouvi passos atrás de mim descendo as escadas rapidamente. 

— Pera, S/n! — Me chamou. — Eu vou caminhar com você, talvez uma caminhada ajude um pouco. — Falou baixo se dando por vencido e eu sorri vitoriosa. Quem mandou mexer com a brasileira aqui, hein? 

Zayn 

— ZAYN! Vem aqui! — Ouvi S/n chamando por meu nome do quarto me obrigando a pausar o meu jogo e rolei os olhos indo até lá. 

 — Que foi? — Perguntei nervoso adentrando ao quarto e encontrando uma S/n , de costas para mim e somente vestindo um biquíni, enquanto mexia no closet. 

 Aquela era a visão do paraíso. S/n vestia O Biquini Brasileiro, que ela tinha trazido diretamente do Brasil. Ele era estranho, estranho no quesito diferente. Ao contrário dos biquínis que as inglesas costumam vestir por aqui, o biquini brasileiro de S/n tinha um caimento perfeito em seu corpo, não que eu conheça muito sobre moda, mas… Cara! Aquele que ela vestia naquele momento, valoriza totalmente o seu corpo, e principalmente deixava bem à mostra aquela sua bunda gostosa que eu gostava de apertar toda hora por causa da calcinha fio dental. 

— Você viu a minha canga? Vou sair com a Sophia para a praia, e eu não tô achando ela. — Disse S/n enquanto se esticava e ficava nas pontas dos pés para alcançar as prateleiras de cima do closet, o que deixava a sua bunda tencionada e durinha. Vendo aquele cena, estava me fazendo a começar a ficar duro. Tive que me controlar naquele momento para não correr e agarrar S/n, então decidi me sentar na ponta da cama, de pernas abertas e com os braços apoiando meu peso atrás de mim. 

— Não vi não. — Falei distraído observando sua bunda ainda. 

— Você tem certeza? Eu juro que eu deixei ela por aqui. — S/n disse e ficou meio curvada para procurar nas gavetas. Oh Deus! Eu não aguento mais essa tortura! Levei minhas mãos ao meio das minhas pernas e tentei aliviar um pouco a minha tensão naquela região. 

— Achei! — S/n gritou animada e se virou mostrando a canga para mim, mas logo arregalou os olhos ao me ver masturbando. 

— Za-zayn… 

— Droga S/n! Você fica putamente gostosa com esse biquini. — Falei entre gemidos. 

— Fico, é? — S/n disse dando um voltinha para me provocar. 

— Fica. — Não me aguentei e puxei o corpo dela para perto de mim e logo a deitando-a na cama. — E fique sabendo que eu não vou deixar você sair assim, esse biquini é muito vulgar e não vou deixar os marmanjos apreciar o que me pertence. — Falei tentando parecer sedutor o que acabou não dando muito certo fazendo S/n rir. 

 Louis 

Era a primeira vez que eu e Louis, meu namorado, tomávamos café da manhã juntos. Estávamos na minha casa e enquanto eu preparava o café, Louis colocava à mesa os pratos, talheres, xícaras e mais algumas coisinhas para comermos. 

— Café? — Louis perguntou franzindo o cenho enquanto me observava colocar a bebida escura e quente em uma xícara. 

– É, ué! Quer um pouco? — Ofereci ao meu namorado e mesmo parecendo meio receoso,se aceitava ou não, ele assentiu pegando uma xícara no armário e logo estendendo para lhe servir. Deixei o bule na mesa, peguei a minha xícara cheia assoprando um pouco fazendo com que a fumaça dançasse ao ar, e logo em seguida dei um gole do café fechando meus olhos ao sentir todo o meu corpo se esquentar rapidamente e tirando a tensão dos meus nervos. Assim que eu abri meus olhos, me deparei com um Louis fazendo uma careta estranha enquanto olhava para a sua xícara ainda cheia de café. 

— Há algo de errado Louis? — Perguntei.

 — Hã? Ah… Não é nada de mais. — Louis parecia meio tímido e continuei a observá-lo por mais alguns instantes até ele voltar a falar novamente. — É que… Hum… Você gosta de café forte, né? — Riu nervoso. 

— Muito, me ajuda a relaxar quando estou nervosa. Acho que também é um costume brasileiro que eu nunca vou conseguir me desapegar, uma boa xícara de café forte todas as manhãs. — Comentei mas logo voltei a prestar atenção nele. — Mas por que a pergunta? Não gostou do café? 

— Não! Não é isso. É que… — Louis parecia meio enrolado para falar. — Digamos que eu prefira mais a chás do que ao café. Não é que eu não gostei do seu café, não é isso, ele está ótimo. Mas para quem está acostumado com café forte… — Sussurrou a última parte como se fosse para eu não ouvir seu desabafo. 

— Oh! Tudo bem. Eu tinha me esquecido desse detalhe. Vocês ingleses, bebem mais chás e café fraco. Eu posso fazer um chá para você… — Falei já pegando a caixinha de chá no armário.

 — Não precisa. — Louis disse pegando na minha mão e fechando o armário. — É estranho esse costume brasileiro de beber café forte, eu confesso. Mas eu posso me acostumar com isso, assim eu posso ficar acordado até mais tarde com você. — Falou com um sorriso malicioso em seus lábios me fazendo rir com a sua safadeza.

O AMIGO DA MINHA NAMORADA

Oi, me chamo Carol, tenho 17 anos, 1,53, 48kg, tenhos ótimas curvas, morena dos olhos verdes, seios médios, bumbum grandinho, empinado.

Eu namorava com uma menina, pra ver mesmo como era, nunca transamos, sempre saímos juntas, ficavamos, nada demais.

Um dia minha amiga me chamou pra ir em uma social na casa de um amigo dela e foi lá que conheci o maycon, alto, mais ou menos 1,78, 18 anos, cabelo e olhos castanhos, barriga defenida, eu não liguei muito pra ele, pois namorava, maycon ficava me olhando, ele passava por mim e me olhava, com o olhar bem sedutor, me chamou para conversar e eu fui, conversamos sobre tudo, tinhamos muitas coisas em comum, eu sem saber que ele era o amigo da minha ex, fiquei surpresa quando ele me disse que era, no final, eu estava indo embora, foi quando maycon me beijou, fiquei surpresa e pensando na minha ex.

Acabei terminando com minha ex, por outros motivos também e 1 mês depois essa mesma amiga me chamou para ir em outra social, sem eu saber que era na casa do maycon, eu fui, a gente não tinha onde dormir, dormimos lá, ficou eu, o maycon, minha amiga e um amigo do maycon, ficamos assistindo filme até que minha amiga e o amigo dele foram para outro quarto deixando a gente a sós, ficamos assistindo na cama dele, até que o maycon perguntou se eu gostei do beijo dele:

–Gostou do meu beijo, Carol? 

–Gostei. (Fui sincera)

– Quer mais um? 

– Não maycon

Fiquei sendo difícil, mas no fundo queria muito aquele beijo novamente, estávamos conversando e eu disse que ia dormir:

Não vai me dar um beijo de boa noite? Disse maycon e ele me beijou, beijei ele loucamente,  ficamos se beijando até que ele subiu em cima de mim, ele me beijava, beijava meu pescoço, me deixando com muitos chupões, foi descendo até tirar minha blusa, eu tirei a dele, ele começou a chupar meus peitos, ele chupava gostoso, eu pedia mais e mais, gemia baixinho, já toda molhada, maycon arrancou minha calça e minha calcinha e enfiu seus dedos na minha buceta e começou a chupala, chupando bem gostoso o meu clitoris, ele enfia a lingua até o fundo da minha buceta, eu gemia pedindo mais, pedi pra ele sentar, fiz uma dança em cima dele cheguei a senti o pau dele subindo pela calça, beijava ele, deixei ele com muitos chupões também, depois pedi pra ele ficar de joelho, ti a calça e a cueca dele, chupei ele por uns 10 minutos, chupava gostoso, aquele pau grande e grosso, maycon me chamava de sua vadia, eu amava, ele pedia mais, enfiava o pau dele na minha boca e tirava bem devagar, ele amava, me chamando de novinha experiente, pediu pra mim ficar de quatro, fiquei, começou a chupar a minha buceta e enfiou seu dedo no meu cuzinho apertadinho, nunca gemi tão alto como naquela noite, maycon pegou o seu pau e enfiou bem devagar na minha buceta, tirando e colocando, pedi pra ele ir com força, ele obedeceu, subi em cima dele e comecei a cavalgar, mudamos de posições muitas vezes, ele enfiava com tanta força que eu ficava louca, descansamos um pouco e brincavamos mais, a madruga inteira, passei a tarde do outro dia com ele, foram dois dias de puro prazer, a melhor transa que tive até agora, dormimos juntos e na hora de ir embora:

—Vamos marcar isso de novo, Carol?

—Vamos sim, maycon.

Pedido: “Oi poderia fazer um pedido em q (SN) fica grávida e como ele reage depois que ela ganha o bebe! Obrigado😘😘😘”


Harry

- Eu só queria saber que horas você vai parar de comer e vai me dar um pouco de atenção. - Harry resmungou ao meu lado. Parei, olhei para ele de olhos cerrados e voltei para o meu sanduíche. - Legal.

- Não reclama, eu estou com fome. - Falei de boca cheia.

- Você já estava dizendo isso quando eu te dei o primeiro sanduíche, você já está no quinto. 

- Sem comentários. - Harry riu. Quando terminei o sanduíche limpei minha boca e fui pra perto dele. - Pronto, estou à disposição. 

- Que bom. - Meu marido puxou-me pela cintura para que eu ficasse em seu colo e me deu um beijo. 

Eu já estava com a barriga enorme e minha médica havia dito que minha fome incontrolável passaria no quarto mês e não foi bem assim, eu já estava no nono e continuava comendo como uma ogra. Eu e Harry estávamos dormindo quando senti uma coisa descendo de minhas pernas.

- Ah, não… - Resmunguei baixo. - Não acredito que urinei. Ótimo, sintomas de gravidez incluem xixi repentino? - Harry remexeu-se na cama e riu em seguida.

- Mijona. - Dei uma tapa em seu ombro e preparei pra me levantar, mas antes tomei um susto com meu marido levantando-se de repente da cama. - (s/n), acho que a bolsa rompeu. 

- Como?

- Minha mãe disse que é mais ou menos isso, você está sentindo dor? 

- Estou, mas… Ai! - Gritei segurando minhas costas. - O que diabos está acontecendo comigo, Harry? - Fechei os olhos com força. 

- Calma, calma… Vou te levar para o hospital. - Falou me pegando em seu colo. 

- Mas eu vou de camisola? 

- É isso ou sentir mais dor sem auxilio médico.

- Está esperando o quê pra começar a andar? - Falei batendo no ombro de Harry que riu. 

Quando chegamos ao hospital eu logo fui colocada em uma maca e me levaram pra longe do meu marido. Pude ouvir um enfermeiro dizer ao Harry que ele deveria se preparar pra me acompanhar no parto, nem preciso dizer que meu marido quase teve um ataque de histeria, não é? Harry tinha medo da sua reação ao ver a nossa menina. 

- Parabéns papai, sou uma linda menininha. - A obstetra disse depois que eu havia feito a maior força que pude para que aquela criança saísse. Olhei pra Harry e constatei que meu marido estava mais branco que o normal, na realidade Harry estava sem cor! 

- Harry? - Chamei-o. Quando todos menos esperavam, Harry caiu desmaiado no chão. Imagine só um homem daquele tamanho desmaiado no meio de uma sala de parto? Eu não sabia o que fazia, além de me preocupar com a minha filha eu terei que cuidar do Harry também. Boa sorte pra você, mamãe.

Louis 

(POV’s Louis)

- Corre e pega o carro, (s/a) vai dar a luz. - Minha mãe disse assim que eu estava entrando em sua casa. Eu tinha ido buscar minha esposa na casa da minha mãe e me assustei com a movimentação. - Vai, Louis! - Ela gritou. 

- Cadê ela? - Perguntei enquanto tentava achar a chave no meu bolso. O incrível é que eu tinha acabado de colocá-la e não estava achando. 

- Está indo, ande logo com isso. - Minha mãe respondeu brava. Corri até o carro e abri tudo, rapidamente minha mãe apareceu trazendo (s/n). Fomos para o hospital e o nervosismo estava me matando. 

- Acalme-se, homem. - Uma amiga da minha mãe, que eu nem sabia o que estava fazendo ali, disse.

- Meio impossível quando a sua esposa está gritando dentro de uma sala de parto. - Dei um sorriso sem mostrar os dentes para que ela visse que eu havia odiado seu conselho. 

- Nasceram! - Uma enfermeira apareceu eufórica na sala de espera. - São gêmeos. Um menino e uma menina. 

- O quê? - Nós três falamos ao mesmo tempo. 

- Vocês não sabiam? 

- Não. - Eu respondi. Então era essa a surpresa da (s/n)… Meu Deus, eu sou pai de gêmeos! Andei de um lado para o outro nervosamente e quando me vi eu já havia saído do hospital. Fui para um bar que tinha ali perto.

- E aí cara, o que faz aqui essa hora? - O barman já me conhecia. 

- Vim comemorar o nascimento dos meus filhos.

- São quantos? - Me olhou assustado. 

- Dois. - Ri.

- Parabéns, cara. - Bateu em meu ombro e me deu uma bebida. 

- Vou só tomar essa e vou correndo ver minhas crias. - Ri mais ainda. - E minha mulher, claro.

Liam

- Liam, por favor, me dá essa chave. - Essa era a milésima vez que eu pedia a chave do meu carro. Liam não queria me dar porque de acordo com ele eu estava com a barriga grande demais pra conseguir dirigir. 

- Não e não. Para de insistir. - Ele sentou-se no sofá.

- Mas… - Quando eu ia tentar falar, uma dor atingiu em cheio minha barriga. - Liam…

- Não.

- Liam… - Fiz cara de dor.

- Nem vem fingir que está sentindo dor (s/n). Toda vez você faz isso. - Tomou mais um pouco da sua cerveja.

- Acho que vou morrer de tanta dor, meu Deus! - Exclamei já com lágrimas nos olhos.

- É… É sério? - Levantou-se.

- Você acha que eu estaria assim se fosse mentira, porra? - Me irritei com tanta desconfiança. 

- Aguenta ai, vou pegar o carro. - Falou atrapalhado procurando a chave por entre as almofadas.

- Não é mais fácil eu ir contigo e ficar te esperando lá embaixo? - Questionei. Isso era óbvio. 

- Será que você vai ter bebê agora? - Ele perguntou dirigindo. 

- Só vamos saber quando chegarmos lá. Dirige, Liam! - Falei impaciente.

(…)

- É um menino. - O obstetra disse.

- Menino? A minha médica disse que era uma menina. - Como assim, gente? 

- Ela provavelmente se enganou. - O obstetra deu de ombros rindo. - Parabéns. 

- É um… Um menino? - Liam perguntou quando nos viu. Eu já estava num quarto para repouso com o nosso filho nos braços. 

- Sim. - Sorri. - Vou matar aquela médica desgraçada. 

- Um menino. - Eu sabia que isso era o que Liam queria de verdade. Um filho homem. - Eu sou pai de um menino. - Ele falou baixo colocando as mãos no rosto. Era isso mesmo que eu estava vendo? Liam Payne estava chorando

- Amor? - Chamei, pude ver seus ombros se mexerem. Ele ergueu a mão em minha direção num pedido para que eu ficasse quieta e eu acatei. Essa realmente me pegou de surpresa, meu marido chorou ao ver o filho. 

Niall

- Acho que alguém vai parir. - Uma amiga minha riu quando me viu suar e praticamente perder a voz de tanto gritar de dor. 

- Você acha? - Perguntei irritada. Cadê Niall? 

- Niall, anda logo e pega esse carro. - Ela gritou. 

- Estou indo. - Ele respondeu. Havia acontecido alguma coisa, ele estava demorando muito e minha dor só aumentava. 

- O que houve hein Niall? - Eu questionei. 

- Nada, nada. - Ele parecia nervoso, resolvi então ir até onde ele estava.

- Tem certeza que não é nada? - Falei próxima a ele. 

- Tenho.

- E por que ainda não abriu o carro ainda?

- Porque… Porque eu… - Parou pra pensar. - Perdi a chave.

- Porra Niall. - Minha amiga gritou e aproximou-se do carro dele. - Isso aqui. - Apontou para dentro. - É a chave?

- Merda.

- Você esqueceu a chave dentro do carro? - Eu estava mais irritada ainda, minha dor parecia aumentar cada vez mais. 

- Desculpa, amor. - Ele segurou meu braço. - Vou pegar um táxi. 

(…)

- Fiquei sabendo que a menininha irá ter olhos azuis. - Niall disse entrando no quarto. 

- Acho que já dá pra notar. - Falei sorrindo. Mesmo com todo o atraso causado por Niall, eu consegui chegar a tempo na maternidade e tudo deu certo. E de repente meu marido começou a rir. Escandalosamente. - O que deu em você?

- Eu não sei… - Riu ainda mais. Tive que o acompanhar nessa, meu marido só poderia estar rindo de tanta emoção, Niall não sabia lidar com os seus sentimentos direito, tudo pra ele era motivo de riso, então… 

Zayn

(POV’s Zayn)

- Onde elas estão? - Perguntei assim que cheguei ao hospital.

- Sua mulher já teve o bebê. - Minha mãe disse. 

- Eu sei, quero saber onde estão.

- Tudo bem, senhor estressado. - Ela riu. - Estão no quarto pós-parto, se é esse o nome que dão… - Fui correndo até lá e pude ver minha mulher com o nosso filho nos braços. 

- Amor, desculpa… 

- Não precisa pedir desculpas, eu sei que você estava fazendo show em outro país e blá blá blá. - (s/a) riu. - E eu te admiro por conseguir chegar logo. - Sorri brevemente e olhei para o pequeno pacote em seus braços.

- É… É ele?

- O que acha? - Riu. - Vem ver. - Ergueu um pouco a criança em minha direção. Aproximei-me e o peguei em meu colo.

- Você se parece muito comigo. - Falei pra ele, o menino abriu os olhos minimamente e sorriu. - Ele entendeu? - (s/n) riu.

- Parece que sim. 

- Você vai ser o cara mais lindo da sua escola, do bairro e quem sabe até do país. Vai ser o cara mais sedutor também. 

- Você quer fazer dele um mini Zayn? - Ela me encarou. 

- É, digamos que sim. - Ri. Eu realmente tinha ficado bobo ao ver meu filho, eu achei que fosse ser impassível, manter minha pose de durão, mas aquela criança me desarmou completamente. Filho muda qualquer um. 

Cap 23 (Clara's POV)

As paredes frias de meu imenso apartamento pareciam amplificar o som de meus coturnos chocando-se contra o piso de mármore. A fraca iluminação, fornecida pela tímida luz da lua, manchava de cinza as formas duras de meus móveis, talvez se unindo ao barulho de meus passos numa singela tentativa de me fazer sentir ainda mais solitária. Fora os sons que eu produzia, o silêncio dominava por completo o ambiente; não havia sequer uma outra respiração, um outro coração batendo por perto. Somente eu, somente meu próprio silêncio.

E é exatamente nessas horas que me pergunto: pra que mais do que isso? Qual é a vantagem de se ter mais alguém? Qual é a vantagem de estar acompanhada, quando não existe nada melhor que ficar sozinha? Não existe nada como a liberdade que se tem ao estar completamente só, totalmente livre dos olhares dos outros, sempre como urubus sobrevoando a carniça que são as desgraças das vidas alheias. Para mim, a solidão era nada mais que uma dádiva, da qual eu sabia fazer uso como poucos.

Parei em frente à enorme janela de meu apartamento, que consistia numa parede inteira feita de vidro, e de lá observei a cidade. Não havia muito mais do que luzes, prédios, carros e pessoas andando nas ruas iluminadas, a típica imagem de uma sexta-feira à noite. Para mim, observar o movimento das ruas era mais interessante do que ligar a televisão e assistir a todo o lixo de sempre; a espontaneidade era absurdamente contrastante. Sentindo a baixa temperatura do copo de uísque entre meus dedos espalhar-se por minha pele, soltei um suspiro baixo e bebi todo o seu conteúdo sem pressa. Um sorriso mórbido fez uma pequena curva surgir no canto de meus lábios, e eu esqueci meu olhar num ponto qualquer da rua. Ele não tinha importância naquele momento; não havia nada relevante para se ver.

Eu realmente gostava de ficar sozinha. Mas naquela noite em especial, eu preferia ter algo para por minhas mãos, ou quem sabe também meus lábios ainda umedecidos pelo álcool. Algo que não fosse duro como o vidro do copo, ou frio como a bebida que descia queimando por minha garganta. Algo que pudesse satisfazer meus sentidos e despertar o exigente interesse de minha virilidade.

Algo como uma mulher.

Uma única mulher.

Dei as costas à monotonia de Miami que minha janela me permitia ver e caminhei até a mesinha de centro. Coloquei o copo preenchido apenas por gelo sobre a superfície transparente e continuei meu caminho até o quarto. Pelo trajeto, comecei a desabotoar os primeiros botões da camisa preta que vestia. Não havia mais sentido em continuar com aquela roupa agora que eu havia optado por ficar em casa… Mais uma vez.

Ainda sorrindo daquele jeito medíocre, entrei em meu quarto com uma curva ágil. Aquela era a terceira vez na semana que eu simplesmente preferia ficar em casa a ir a um bar encher a cara, por pura falta de motivação. Não havia mais sentido nisso, já que a única droga que parecia anestesiar a agonia pulsante de minhas vias sanguíneas provavelmente repousava em seu quarto àquela hora, trancafiada e segura. A salvo de mim.

- Vanessa… – esbravejei baixo, terminando de desabotoar minha camiseta e atirando-a longe. – Maldição de garota.

Cheguei ao quarto e encarei minha cama, mordendo o interior de minha boca em tom de desgosto. Como se a visão morta do cômodo já não surtisse um efeito negativo em meu humor, minha mente tinha o prazer de divagar por entre as costuras da colcha azul marinho, desenhando com elas a forma de um corpo feminino. O corpo feminino que me atormentava desde que meus olhos cismaram em decorar seu contorno, e que assombrava meus lençóis a partir de então.

- Maldição de garota. – repeti, abrindo o botão e deixando que a calça branca justa caísse aos meus pés. Chutei-a para qualquer lugar, assim como meus coturnos e meias, atirando meu corpo sobre o colchão logo em seguida. Abri meus braços, quase tocando as extremidades da cama com a ponta de meus dedos, e respirei fundo, sentindo o ar gélido me acalmar ao resfriar meus pulmões. Fechei os olhos, sentindo meu corpo se arrepiar levemente pela temperatura inadequada para minha única vestimenta: a calcinha e o sutiã. Fiquei imóvel por alguns segundos, apenas deixando meus sentidos se apurarem em meio ao silêncio denso e à brisa gelada que vinha da janela, e inevitavelmente minha mente intensificou seu raciocínio, contrariando propositalmente minhas ordens para que seguisse o caminho oposto.

Há menos de uma semana atrás, eu a tinha em meus braços. Sua respiração batia calmamente contra meu tórax, seu corpo jovem e adormecido depositava um peso confortável sobre mim, o perfume cítrico de seus cabelos confundia-se com minha respiração como uma bênção… Ela era minha.

Hoje, ali estava eu novamente. Sem nada mais do que algumas lembranças, muitos desejos e uma quantidade considerável de seu ódio para chamar de meu.

O que mais me intrigava nisso tudo era que as coisas pareciam ter efeito contrário quando se tratava dela. Quanto mais eu demonstrasse meu interesse e corresse atrás, mais ela parecia se afastar de mim, como ímãs que se repelem. Justo eu, que nunca havia perdido uma chance de me aproximar. Justo eu, que sempre lutei pelas coisas que quis. Está certo, concordo que dinheiro, homens e mulheres nunca foram problema para mim, mas há um certo momento na vida de uma mulher no qual não se tira mais vantagem de detalhes como esses. Pessoas como eu amadurecem de fora para dentro: primeiro, os desejos carnais, a luxúria, a ambição, o materialismo incontroláveis; depois, conforme o tempo passa e a experiência começa a pesar sobre nossos ombros, boa parte desse encanto se esvai, e apenas uma fraca e temporária névoa permanece, deixando-nos nada mais que o vazio. Um vazio que dói, lateja, pulsa e sangra cada vez mais, implorando por algo que o preencha.

E esse momento parecia enfim estar chegando para mim. Já era hora de reconhecer que eu estava ficando velha demais para brincadeiras. Agir como gente grande parecia uma tarefa bastante interessante aos olhos da boa apreciadora de desafios que eu era. Prêmios fáceis não aguçavam minha competitividade; nunca fui adepta de prendas baratas e sem valor algum, a não ser para preencher o tédio. Mesmo tendo a criação farta que tive, o bom senso nunca me faltou. Sempre soube investir em tarefas árduas, pois sabia que a conquista me recompensaria de maneira equivalente a todo o tempo e suor gastos para obtê-la.

Sempre soube que após algum esforço, ela seria minha. E dessa vez não seria diferente. Se ela pensava que finalmente havia me feito desistir, não conhecia o tamanho de minha obstinação. Se ela achava que eu me daria por vencida tão cedo, não conhecia nem metade da determinação que havia dentro de mim.

Virei-me de lado na cama, deparando-me com o relógio de cabeceira: meia-noite e dez. Meus olhos começaram a dar leves sinais de sonolência, e eu atribuí tal feito aos copos de uísque que havia bebido há pouco. Obrigado, álcool, meu fiel companheiro, por mais uma noite de sono. Sem demora, minhas pálpebras se fecharam confortavelmente, e eu soltei um suspiro relaxado. A sensação de decisão tomada se disseminava por meu corpo, provocando um torpor delicioso e um leve sorriso em meu rosto.

Eu a veria naquele maldito baile. E mesmo que ela tentasse me recusar de todas as formas, eu a teria novamente em minhas mãos e em minha boca, como sempre deveria tê-la.

Já disse que realmente gosto de desafios?

Uma música ensurdecedora enchia meus ouvidos, fazendo com que minhas entranhas parecessem vibrar conforme o ritmo da batida eletrônica. A iluminação era irregular e colorida, acompanhada de uma leve névoa, e a grande quantidade de pessoas fazia com que a temperatura aumentasse dentro daquele ambiente.

Olhei brevemente ao redor, tentando me localizar, e não demorei muito tempo para reconhecer o lugar: estava no ginásio do colégio onde trabalhava, e uma enorme pista de dança havia sido injetada nele. Vultos passavam rapidamente por mim, e somente algum tempo depois, me dei conta de que eram alunos e professores rodopiando ao meu redor, envoltos em suas próprias coreografias improvisadas e empolgados demais com a música para me notarem.

Um sorriso esperto se alojou em meus lábios quando finalmente a ficha caiu dentro de meu cérebro. Eu estava no baile de primavera. Ou seja, faltava pouco para que Vanessa entrasse em meu campo de visão, e não muito tempo depois, em algum banheiro ou sala vazia.Comigo.

Vasculhei discretamente a multidão de gente que dançava, mas não encontrei sinal algum da única pessoa que desejava ver. Caminhei rapidamente até o bar, que para minha surpresa, estava vazio, e pedi o drinque mais forte que o barman pudesse me dar.

Eu não planejava ficar bêbada naquela noite, mas se eu ainda teria que esperar mais por ela, que fosse com uma boa dose de álcool correndo em minhas veias. Virei o corpo de frente para a pista, sentindo uma leve adrenalina formigar em meus músculos e delatar a imensidão de minha ansiedade. Se durante a espera eu já me sentia prestes a implodir, não sei se gostaria de estar na pele dela quando finalmente a tivesse em minhas mãos.

E então, foi como uma alucinação. Meus olhos se chocaram contra a imagem inesperada, e tiveram que fazer o caminho de volta ao distanciarem-se distraidamente dela. Os cabelos volumosos, os olhos vorazes, os lábios sensuais, o colo sedutor, o busto delicioso… A cintura definida, os quadris sinuosos, as coxas fartas… Sim, era ela.

Vanessa.

O desejo transbordava em meu olhar. Aquela só podia ser a visão do paraíso. Como se o simples fato de ela estar ali já não me bastasse, Vanessa estava absolutamente deslumbrante. Nunca, nem sequer em meus delírios mais profundos, imaginei que a veria linda como ela estava naquele momento, aproximando-se cada vez mais de mim e tornando a possibilidade de tocá-la cada vez mais válida.

Seus cabelos estavam caídos sobre os ombros, formando perfeitas e charmosas ondas em seus fios. Seus olhos eram felinamente delineados por linhas pretas ao seu redor, deixando suas íris faiscantes e fixas nas minhas ainda mais hipnotizantes. O corpo era coberto apenas por um justo e curto vestido tomara-que-caia vermelho, que destacava toda a região de seus ombros, colo e pernas. Uma delas, inclusive, estava quase totalmente nua devido ao corte vertical que abrangia desde a barra do vestido, que ficava na metade de sua coxa, até perto de seus quadris. Os sapatos pretos de salto tornavam os contornos de seu corpo ainda mais sensuais, fazendo com que minhas mãos subitamente começassem a suar frio e meu coração parasse por alguns segundos, antes de recomeçar a bater com velocidade alucinante.

E antes que eu pudesse me conter e pensar em alguma coisa que não fosse sua beleza, seu perfume envolveu a atmosfera que me rondava, anunciando sua aproximação. Meus olhos ainda encaravam os dela, provocantes, e sua sensualidade começava a surtir efeitos físicos em mim: gradativamente, o efeito do calor que estava acontecendo no meio das minhas pernas tornava minha calça justa extremamente desconfortável, assim como todo o resto de minhas roupas, e a necessidade de sentir sua pele quente contra a minha chegava a me arrepiar por inteira. Era possível sentir o suor gelado brotar de minha testa, o sangue ser violentamente bombeado para o resto do corpo, a garganta secar em poucos segundos, as extremidades formigarem de tesão. Como ela podia ser tão maravilhosa?

Vanessa me olhou de cima a baixo, assim como eu havia feito com ela há poucos segundos, e seus lábios avermelhados se retorceram num sorriso malicioso. Ou ela havia desistido de se afastar de mim, ou ela estava tirando uma com a minha cara. Não consegui me decidir, havia outros milhares de pensamentos colidindo em minha mente para que eu pudesse concluir alguma coisa. Para mim, não fazia muita diferença, eu sabia que a teria naquela noite e nenhuma dessas opções representava um obstáculo para mim. Ela virou lentamente o corpo, indicando que se afastaria, e me lançou um último olhar significativo antes de caminhar até a pista, rebolando de um jeito enlouquecedor.

 Deus do céu, o que ela estava planejando para mim?


Apenas a observei se distanciar, totalmente nocauteada, até que ela parou praticamente no meio da pista de dança e voltou a me encarar. Havia menos gente ao seu redor agora, por algum motivo que eu não estava interessada em saber, tornando minha visibilidade plena. Ela voltou a sorrir, safada, e como se cada parte de seu corpo tivesse vida própria, começou a dançar de um jeito extremamente sensual, como se fosse apenas para pisar no que ainda restava de meu autocontrole fragilizado. A música parecia tocar conforme seus movimentos, e não o contrário; seus olhos mantinham-se presos aos meus, como se analisassem o efeito que sua movimentação provocava em mim. Meu corpo gritava, cada pedacinho de mim urrava, em um uníssono perfeitamente audível e impossível de ser reprimido, a minha sentença.

Eu precisava tê-la. Não havia mais forças para esperar.

Engoli em seco, sentindo dificuldade para respirar, e retomei parte do controle de minha mente. Ignorei tudo e todos ao meu redor e caminhei determinadamente em direção a ela, sentindo os joelhos tremerem e a calça apertar mais ainda meu corpo. Nossos olhares estavam tão conectados que eu mal podia enxergar outra coisa em minha frente a não ser o brilho de seus olhos. A cada passo, meu coração parecia acelerar ainda mais seus batimentos, ansiando pelo momento em que ela estaria grudada em mim e nossos corpos, prestes a se fundirem num só.

Mas esse momento parecia não chegar nunca. Na verdade, eu já estava andando há tempo demais para não a ter alcançado ainda. Franzi levemente a testa, confusa, e só então me dei conta de que ainda estava no mesmo lugar. Ela, porém, pareceu não perceber isso, porque não houve mudança alguma em seu comportamento. Angustiada, apenas apertei o passo, tentando inutilmente sair dali, mas nada mudou. Minha visão já estava um tanto turva pela falta de oxigênio, mas eu não me importava com aquilo.

Tudo que eu queria era chegar até Vanessa antes que alguém o fizesse. Antes, talvez, que Pepa o fizesse, se é que ela estava ali.

E não precisei de muito tempo para descobrir.

Dois segundos depois, ela surgiu de algum lugar perto de mim e simplesmente passou reto, com os olhos fixos na pista. Acompanhei seu trajeto com o olhar, e para meu pânico, ela se aproximava cada vez mais dela, que agora retribuía seu olhar com um sorriso cheio de segundas intenções. O meu sorriso – sim, ele era só meu, e nada mudaria minha opinião. Pepa chegou até ela com facilidade, e envolveu sua cintura com as mãos, deixando que as dela se apossassem de seu pescoço. Um nó apertado surgiu em minha garganta, gerando uma dor lancinante; olhei ao meu redor, procurando por alguém que pudesse me ajudar a me mover, mas subitamente, todos que estavam próximos a mim pareceram sumir, deixando-me completamente a sós com minha agonia. Ou pelo menos quase, até uma voz familiar sussurrar bem ao pé de meu ouvido.

- Ah, aí está você.

Virei-me de um pulo na direção do som, e fui dominada por um horrível enjôo assim que reconheci o dono do sussurro.

- Estava te procurando há horas! – Fabien Kroenze disse, com um sorriso presunçoso no rosto e, antes que eu pudesse sequer abrir a boca para dizer algo, senti sua mão agarrar minha camisa e me puxar na direção oposta à de Vanessa. E, como num passe de mágica, meu corpo obedeceu a seu comando e se moveu para longe da pista. Minha respiração, que já era praticamente nula, tornou-se ainda mais entrecortada conforme a imagem de Vanessa e Pepa ficava cada vez mais inatingível.

E então meu celular tocou. Espera aí. Meu celular tocou?


A visão mal iluminada do ginásio deu lugar à claridade do sol, esparramando-se quarto adentro pela janela e sendo refletida nas paredes brancas. Minha respiração era ruidosa e minha boca estava seca, ao contrário de meu corpo, que parecia ter ensopado os lençóis de suor. Olhei em desespero ao meu redor, sem nem me lembrar de como havia ido parar sentada na cama, e tudo que vi foi meu quarto, exatamente como deveria estar. Nenhum móvel a menos, nenhum corpo a mais.

Soltei um suspiro aliviado, fechando pesadamente os olhos em seguida e sentindo meu corpo se acalmar gradativamente. Tudo aquilo havia sido um sonho, ou melhor, um pesadelo. Apenas, somente, nada mais do que isso. Voltei a encarar meus lençóis revirados, normalizando meus sinais vitais, e só então o barulho estridente que me despertara voltou a se apoderar de meus tímpanos. Franzi minha testa umedecida de suor e virei-me na direção da mesinha de cabeceira, fonte do som: meu celular tocava e vibrava energicamente sobre a superfície, implorando por atenção.

Revirei os olhos, irritada com a perturbação matinal, e joguei meu tronco violentamente de volta ao conforto do colchão. E somente por um único motivo, decidi atender à chamada, sem nem olhar de quem ela era para não desistir de meu ato de gratidão.

A maldita ligação havia me tirado daquele pesadelo horripilante. E isso era uma boa ação num sábado de manhã. Obrigado, estranho… Eu acho.

- Alô? – rosnei, sem fazer a menor questão de ser simpática. Fosse quem fosse, já estava com sorte demais por ter sido atendido àquela hora.

Aguilar? – uma voz melada emanou do celular, e por um segundo, me arrependi de ter sido tão piedosa. O enjôo pelo qual fui atingida em sonho retornou com força total assim que ouvi Fabien pronunciar meu nome daquele jeito vulgar de sempre, me fazendo pensar que vomitaria a qualquer momento.

- Queria poder dizer que não. – grunhi, respirando fundo logo em seguida para conter a movimentação suspeita do conteúdo de meu estômago.

Ih, pelo jeito acordou de mau humor. – ele notou, com a voz levemente ofendida, o que me causou uma súbita vontade de rir. – O que houve? Andou tendo sonhos ruins?

Ah, foi macumba sua eu ter sonhado aquelas coisas, não foi, seu babaca? Eu já devia saber que estar prestes a conviver algumas horas com você fora do calendário escolar semanal seria traumático o suficiente para me causar noites ruins.

- Meus sonhos não são da sua conta. – falei, com a voz encharcada de tédio. – Já a maneira como você os interrompe desnecessariamente devia lhe render pena de morte.

A hipótese de ver Fabien recebendo uma injeção letal ou numa das câmaras de gás famosas na época de Hitler me fez divagar por técnicas de tortura bastante interessantes, distraindo-me por tempo suficiente para que eu quase perdesse sua resposta.

Como você é estúpida às vezes, Clara. – sua voz afetada reclamou, provocando um sorriso maldoso e satisfeito em meu rosto por ter conseguido demonstrar o efeito péssimo que ele tinha em meu humor. – E, pra sua informação, eu não liguei para falar baboseiras, tá? Só queria saber que horas você vai passar aqui hoje, pra poder estar pronto a tempo.

Ergui uma sobrancelha, adotando uma expressão horrorizada, e olhei rapidamente para o relógio: nove e cinco da manhã. Meu rosto se contorceu ainda mais, num reflexo chocado por sua atitude idiota. Quem em sã consciência acorda às nove da manhã num sábado para acordar outra pessoa e falar sobre um baile de primavera idiota?

Pois é. Fabien Kroenze parecia ser exatamente esse tipo de pessoa. E eu era o tipo de otária que se deixava acordar por gente como ele. Você pode até tentar me consolar dizendo que eu provavelmente não era a única mulher a ser acordada por seu acompanhante naquele dia, e eu te respondo que tal fato não me consola nem um pouco.

Aposto que Vanessa ainda estava dormindo, mal se preocupando com futilidades como bailes de primavera. Pra que programar o dia todo ao redor de uma festa idiota, sendo que em pouco mais de meia hora ela já poderia estar magnífica dentro de qualquer roupa?

Soltei um suspiro levemente irritada comigo mesma por minha capacidade de desviar meus pensamentos para ela com tamanha facilidade. Calma, Aguilar, desse jeito não vai sobreviver até a noite. Seu coração de trinta anos não resiste ao mesmo ritmo frenético de dez anos atrás, apesar de ser perfeitamente saudável e acostumado a situações como essa.

- Ahn… Sei lá, Kroenze, se vira. – respondi, retornando ao assunto com certa dificuldade de concentração e sentindo os últimos vestígios de minha bondade se esvaírem rapidamente. – Agora se me der licença, vou voltar a dormir.

Mas Clara… – ouvi Fabien protestar, com sua típica voz de viadinho revoltado, mas não o dei chance de continuar.

- E não corra o risco de tentar me ligar de novo, porque eu vou desligar o celular. Siga meu exemplo e volte a dormir também, pelo bem da humanidade.

Com um sorriso sacana no rosto e sem ouvir mais uma palavra sequer, encerrei a ligação, colocando o aparelho no modo silencioso logo em seguida. Uma mulher sempre precisava de um pouco de paz após um diálogo tão desgastante com Fabien Kroenze, e eu estava prestes a ter o meu. Ou pelo menos tentar tê-lo.

Mesmo voltando a me acomodar confortavelmente entre meus lençóis, o sono já me parecia distante. Meus olhos se recusavam a fechar, e uma leve agitação havia se alojado em meu estômago, arrancando suspiros tensos de meus pulmões vez ou outra. Abracei um de meus travesseiros, com a intenção de descarregar um pouco de minha inquietação repentina na força de meu aperto. Em vão.

- Merda. – sussurrei baixo e entre dentes, quando finalmente desisti de dormir. Levantei-me de um pulo, espreguiçando-me assim que fiquei de pé, e respirei fundo antes de me dirigir ao banheiro para fazer minha higiene matinal. Dez minutos depois, saí de lá uma nova pessoa, rosto lavado, dentes escovados e hálito fresco.

Ainda esticando-me, caminhei preguiçosamente pelo corredor frio até chegar à cozinha. Revirei os armários abarrotados de besteiras e preparei um café da manhã quase adolescente: torradas com geléia e um copo enorme de achocolatado. Se a manhã não havia começado tão bem quanto eu previra, nada me impedia de tentar consertá-la, certo?

Atirei-me sobre o sofá após colocar a bandeja com minha refeição sobre a mesinha de centro, e liguei a enorme TV de LED. Noticiários matinais, programas para crianças, e toda aquela chatice de sempre. Bufei diante daquele tédio, deixando alguns pedaços da torrada que eu mastigava escaparem de minha boca, e não pude deixar de rir de meu momento infantil. Eu costumava ser sempre tão metódica, sempre tão objetiva, que às vezes minha criancice diante de alguns detalhes bobos me surpreendia, permitindo-me pensar que ainda havia algo valoroso dentro de mim.

Minha nossa… Isso foi profundo. Eu bem que devia anotar pensamentos filosóficos como esse.

Tsc, quer saber? Que se foda.

Tamanha ocupação mental às nove e meia da manhã me deu uma suave dor de cabeça, e eu resolvi desligar meu modo Platão e parasitar um pouco diante da televisão. Após alguns segundos trocando furiosamente de canal, encontrei um programa agradável: Hell’s Kitchen. Você deve estar pensando que eu sou algum tipo de moça de família enrustida por assistir programas de culinária, mas tenho dois excelentes motivos que explicam a relação entre minha imagem “mocinha prendada” e a gastronomia.

Primeiro, a arte da culinária é algo a ser muito apreciado, principalmente quando se mora sozinha e se aprende o quão difícil é preparar um almoço digno após uma manhã de trabalho árduo; segundo, Gordon Ramsay era o cara. Essa frase pode ter soado meio estranha, mas é que para mim, Hell’s Kitchen era não só um programa sobre comida, mas também sobre como ser um filho da puta de primeira categoria. E ambas as opções me atraíam de certa forma.

Fiquei assistindo, em meio a gargalhadas e lágrimas de tanto rir, aos esculachos de Gordon durante boa parte da manhã, graças à pequena maratona de Hell’s Kitchen, e assim continuei, estirada em meu sofá absurdamente confortável, pulando de canal em canal até ficar sem opções de programação. Quando enfim desisti da TV, meu estômago já estava implorando por comida, e obviamente não o contrariei.

Liguei para um restaurante chinês e pedi um yakissoba tamanho família, com tudo que minha forma atlética tinha direito. Enquanto meu almoço não chegava, tomei um banho rápido, tentando espantar os últimos rastros de preguiça. Não que eu realmente acreditasse que uma ducha gelada me daria o ânimo que eu precisava, mas não custava nada tentar. Confesso que durante o banho eu andei me lembrando da parte boa de meu sonho/pesadelo, o que estendeu minha estadia debaixo do chuveiro por alguns minutos. Ser mulher (e ainda por cima bi) tinha suas desvantagens, como a fraqueza mental diante das mulheres (e consequentemente, a física que se seguia a ela).

Exatamente quando terminei de me vestir, o interfone tocou, anunciando a chegada de minha refeição. Poucos minutos depois, já estava sentada novamente em meu sofá, saboreando as delícias da culinária chinesa (ou japonesa, pra mim é tudo igual). Devorei tudo em tempo recorde, sendo atingida em cheio pelo arrebatador sono pós almoço.

 Lavei rapidamente a louça que havia usado, tentando me manter acordada, mas parecia que o sono de uma manhã desagradavelmente interrompida também começara a se manifestar. Tudo que me lembro após essa constatação foi que assim que terminei a louça, cambaleei até minha cama ainda desarrumada, e me deixei cair sobre ela, sentindo as pálpebras pesarem e a mente entrar em hibernação.


E, como se tivesse acabado de fechar os olhos, voltei a abri-los, subitamente assustada. Ao invés da claridade amena da tarde, minhas pupilas dilataram-se ao encontrarem a escuridão da noite dominar meu quarto. Eu odiava aquela sensação, fazia com que minha cabeça parecesse pesar toneladas. Instintivamente, olhei para o relógio de cabeceira, ainda um pouco zonza: 20:15hrs.

- Merda! – exclamei, quase caindo da cama ao querer me levantar depressa, embolando-me nas cobertas e levando o triplo do tempo que levaria para ficar de pé normalmente. O baile já havia começado há quinze minutos e eu mal havia separado um vestido decente! Jamais me perdoaria se Vanessa chegasse e eu não estivesse lá para vê-la… Seriam quinze minutos desperdiçados de uma noite com ela, e eu me amaldiçoaria para sempre por perdê-los.

Ajeitei a cama com toda a rapidez que pude e tomei uma rápida ducha fria, somente para afastar os últimos vestígios de sono e deixar que a água gelada me trouxesse a concentração da qual eu precisaria naquela noite (não, não estava com humor nem tempo para lembrar novamente do sonho, tá legal?). Enxuguei-me depressa e enrolei a toalha em volta do meu corpo, deixando o banheiro feito um raio e pegando a primeira combinação de vestido, meia-calça, cordão, brincos e sapatos de salto que encontrei.

Meu figurino aleatório até que não ficou tão mal: uma vestido roxo, uma meia-calça preta e o resto dos acessórios de cor preta, assim como a calcinha que vesti correndo (e quase caindo ao fazê-lo). Odiava estar atrasada, odiava me arrumar correndo, sempre deixava os outros esperando e que se danem os horários, mas hoje era uma rara e necessária exceção.

Vesti o resto das roupas na mesma velocidade, e em menos de cinco minutos, já estava praticamente pronta. Me olhei rapidamente no grande espelho do banheiro para me certificar de que estava tudo certo, e ajeitei a maquiagem que ainda estava um pouco fraca.

Voltando ao assunto, escovei os dentes com todo o cuidado que alguns minutos me permitiram, e dei uma rápida bagunçada em meu cabelo, o suficiente para que ele ficasse do jeito que eu gostava. Pelo menos ele parecia estar contribuindo para o sucesso de minha noite. Peguei o vidro de perfume que aguardava sobre a pia do banheiro e borrifei nos lugares de sempre: nos pulsos e no pescoço. Saí do banheiro e fui até o quarto para pegar meu celular, minha bolsa e minha carteira, únicos itens que me faltavam, sentindo aqueles sapatos de salto me incomodarem um pouco. Nada que fosse conquistar minha atenção quando meus olhos estivessem ocupando espaço demais em minha mente, como eu sabia que estariam assim que Vanessa entrasse em meu campo de visão. Após (quase) um dia inteiro sem pensar nela, o que era um tanto raro, já que a via cinco dias na semana, não pude deixar de sorrir sozinha ao visualizar o momento em que estaríamos próximas novamente.

Mas logo voltei à realidade, e revirei os olhos ao guardar o celular na bolsa. Pra que eu ia precisar daquele pedaço de tecnologia irritante? Aquilo só servia pra me estressar, afinal, sempre tem aquele energúmeno que me liga justo nos momentos mais impróprios só para torrar minha paciência. Tipo a Ferreira. Fiz uma careta ao me lembrar dela e de todo aquele triângulo amoroso no qual estávamos metidas; com certeza, ela era a mais desavisada do perigo que corria estando em meio ao fogo cruzado no qual se resumia minha interferência em sua relação com Vanessa.

Não que eu tivesse orgulho de ser a responsável pelos chifres da minha melhor amiga. Como eu acabei de dizer, ela é minha melhor amiga - bom, pelo menos por enquanto ela é, não sei se continuará sendo por muito tempo -, mas as coisas se tornam um pouco mais complicadas quando essa amiga está com a única garota que você quer em todo o universo, entende? Se ela estivesse pegando o Kroenze ou qualquer outra pessoa oferecida da escola, eu mal estaria ligando pra isso. Mas não. Ela foi escolher a Vanessa. Justo a Vanessa. Eu vi primeiro, eu tinha mais direito do que ela, ainda mais agora que ela me correspondia, mesmo que não quisesse admitir. Certo?

Larguei o celular sobre a mesinha de cabeceira e voei até a porta, rodando a chave da Ferrari no dedo indicador de uma mão e guardando minha carteira na bolsa. Peguei o elevador e rapidamente cheguei à garagem, onde meu brinquedinho vermelho reluzia, me esperando, pronto pra me levar o mais depressa possível para aquele baile. E, consequentemente, pra Vanessa. Porque, com toda a certeza do mundo, ela seria minha hoje.Toda minha.

Enquanto manobrava com facilidade e acelerava rumo à saída da garagem, me peguei pensando em como ela estaria vestida. Será que estaria de vermelho, como em meu sonho/pesadelo, só pra me provocar ainda mais antes mesmo de encostar em mim? Ou talvez estivesse de preto, escondendo por debaixo de seu vestido todas aquelas curvas que faziam meu sangue borbulhar em certas regiões e me deixavam com aquele sorriso tarado no rosto só de pensar nelas? É… Pensando assim, eu prefiro que ela esteja de preto.

Dirigi o mais depressa que pude até a escola, sentindo meu coração acelerar a cada semáforo ultrapassado. Estacionei bem na frente do colégio, abençoando quem teve a brilhante idéia de reservar as vagas privilegiadas para o corpo docente, e saí da Ferrari, respirando fundo e me preparando pra finalmente vê-la. Não seria difícil encontrá-la, era só procurar a garota mais perfeita no meio daquele monte de alunos sem graça. Contive um sorriso ao imaginá-la, quase irradiando luz própria de tão linda em meio àquele bando de gente idiota, e atravessei a rua, me esgueirando por entre a multidão que entupia a entrada da escola.

Com passos largos e rápidos, logo cheguei ao local onde havia mais gente: a pista de dança, que era basicamente a mesma que eu havia visualizado em sonho (talvez porque todo ano, a mesma decoração se repetia, a ponto de todos os professores já saberem de cor). Uma música qualquer tocava, fazendo as pessoas se moverem conforme seu ritmo, mas nenhuma dessas pessoas era quem eu procurava. Bufei, lançando olhares impacientes para todas as direções, e em poucos minutos, já tinha percorrido todos os ambientes disponíveis, sem encontrá-la em lugar nenhum. Não havia motivo para estar naquele de baile se não fosse para vê-la, então a leve irritação que começava a me dominar fazia um certo sentido. Sem contar os arrepios que se manifestavam por debaixo do tecido da roupa ao passar pelo bar praticamente idêntico ao que visualizei em sonho.

- Cadê ela? – rosnei, baixo o suficiente para ninguém escutar, e quando estava prestes a começar uma segunda ronda, ouvi uma voz pronunciar meu nome.

- Ei, Aguilar! – alguns meninos do terceiro ano chamaram, e quando me virei em sua direção, vi que eles carregavam expressões confusas. – Você viu o Fabien por aí?

Meus olhos se arregalaram após aquela pergunta, demonstrando meu pânico. 
Eu tinha me esquecido completamente de buscar Fabien.

Merda! Merda, merda, merda!

- Não. – respondi, tentando manter a calma, e graças a Deus consegui recuperar minha concentração antes que os garotos percebessem minha falha. – Ele… Ele deve estar… Por aí.

- Nós o procuramos por toda parte, e nada. – um deles disse, agravando sua expressão desconfiada. – Bom, se o vir, peça a ele para nos procurar, pode ser?

- Pode deixar. – assenti, disfarçando minha afobação para que eles fossem embora, e assim que se distanciaram, caminhei avidamente até a saída do colégio. Àquela hora, Fabien deveria estar me xingando de todos os nomes feios que conhecia, e eu aposto que conhecia muitos. Não que eu ligasse para isso, pelo contrário, enfurecê-lo era algo que eu gostava de fazer, mas do jeito que era vingativo, seria capaz de qualquer coisa para me ver pagar pela gafe de tê-lo esquecido em pleno baile de primavera, ainda mais em seu último ano no colegial. E me ver metida em escândalos era a última coisa que eu queria no momento, já havia coisas demais em minha cabeça requerendo minha preocupação.

Entrei apressadamente na Ferrari, e acelerei sem demora, a caminho da casa de Fabien. Estava com a cabeça tão perdida em mil pensamentos diferentes que mal me lembrei de que, incluída no caminho da escola para a mansão dos Kroenze, havia uma rua que me despertava muita curiosidade depois que descobri um interessante fato sobre ela.

Era ali que ficava a casa de Vanessa.

Fazia tanto tempo que eu não dirigia por aquele trajeto que mal me recordei desse fato tão relevante. Só me dei conta desse detalhe quando meus olhos se depararam com a casa familiar, poucos metros à minha frente. Quando estive ali pela primeira e até então única vez, após a última festa de Fabien à qual tinha ido, terminei num poste, com minha BMW amassada feito sucata. Senti meus pulmões se contraírem de tensão devido às sensações que aquele lugar me trazia, e não consegui conter a vontade de frear bem em frente à casa, tentando não chamar muita atenção, é claro.

Observei atentamente as janelas, buscando por alguma luz acesa, mas não encontrei nada, a não ser por um detalhe no mínimo curioso: os vidros de uma janela próxima à porta estavam abertos. Perigoso descuido, sem dúvida, apesar de aquele ser um bairro bastante famoso por seu baixo índice de criminalidade. Provavelmente, sua mãe ainda estava em algum cômodo e logo notaria a discreta abertura, por isso nem me preocupei em tomar qualquer atitude.

- Como eu sou idiota. – murmurei para mim mesma após mais alguns segundos na espreita, relaxando meus ombros e balançando negativamente a cabeça, porém sem tirar os olhos da casa. – Ela deve estar chegando ao baile enquanto você a espera aqui, feito uma mula.

Suspirei profundamente, sentindo o peso da ignorância me desanimar, e após mais alguns segundos de tola esperança, voltei a girar a chave na ignição, rindo de minha própria burrice. Lancei um último e ansioso olhar à casa escura, contendo minha curiosidade em saber como ela era por dentro, e assim que meus olhos voltaram a se afastar dela, vi algo que me pareceu uma miragem a princípio, mas depois se tornou fato.

Uma das luzes havia sido acesa no andar de cima.

Voltei a fixar meu olhar no cômodo agora iluminado, sentindo meu coração palpitar ansiosamente, e não precisei esperar muito para que o responsável por ativar aquela iluminação passasse bem em frente à janela, perto o suficiente para que eu o reconhecesse.

Perto o suficiente para que eu recebesse a melhor notícia de minha noite. 
Aquele só podia ser o quarto de Vanessa.

Porque era justamente ela quem estava lá dentro.

- Eu não acredito nisso. – sussurrei para mim mesma, ouvindo os batimentos eufóricos de meu coração ao constatar tais fatos, e como num piscar de olhos, todas as peças se uniram em minha mente, formando uma imagem muito mais do que clara, apesar dos riscos que me oferecia. – Então… Ela não vai ao baile?

Meus olhos foram da janela de Vanessa até os vidros abertos no andar de baixo, e continuaram fazendo esse percurso vicioso por alguns segundos, buscando por possíveis falhas. Encontrei algumas, como a possibilidade de sua mãe estar em casa, mas eu estava tão boquiaberta diante daquela situação tão favorecedora que hipóteses como essa me pareceram meros detalhes.

Está tão fácil!, uma voz ecoou em minha cabeça, e eu não pude fazer nada a não ser concordar com ela. Após mais alguns poucos segundos de indecisão, respirei fundo e me desfiz do cordão, dos brincos, sentindo que precisaria de mais ar do que o normal. Minha escolha estava feita; estimulada pela exorbitante recompensa que sua presença poderia me trazer, a coragem necessária para lidar com as piores derrotas agora zunia em minhas veias.

Porque para a doce vitória, eu já estava mais do que preparada.

- Hm… – pensei alto, cerrando meus olhos agora fixos na janela do andar de baixo, e um sorriso criminoso surgiu em meu rosto. – Por que não?

Com tuas próprias mãos você me fez ser teu, com seus lábios sugou-me beijos molhados, em seus olhos de faróis o mundo inteiro cabia ali, naquele par de orbitas na cor verde esmeralda, nas suas frases feitas, entregava-se a mim com maestria, pouco a pouco, por cada noite em que deitávamos esplêndidos em nossa nudez e nos aquecíamos depois que a luzes da cidade se apagavam. As palavras para ela são apenas palavras, assim, a nossa corda começou-se a desgastar, o laço fora enfraquecendo, até ficarmos por um fio, mas nada que o teu beijo terno não possa resolver. Ela é a simpatia de um sonho, vive o seu próprio sonho americano antes que o mesmo faleça para as verdades do mundo, jogadora primorosa, mata de fome a saudade que és concebida ao fundo de teu âmago. A sua imagem já está desgastada de tanto ser o desejo secreto de meninos e meninas novatos aos mares da cidade, o melhor a se construir é a destruição de sua própria imagem de sedutora, assim não terá imagem alguma, pura neblina emancipada, talvez memória apagada. Crescemos juntos em nossas intimidades, mas o medo teima em nos aparar, por hora somos relva densa e infinita, desequilibrados e nossos corpos suados. A crítica tece inúmeros comentários, não damos ouvidos, sobre os holofotes dos postes, fazemos nosso show, ao vivo, fetichistas que somos, atraímos os olhares de todos os voyeres, apenas não nos cobramos amor e seguimos a destilar o nosso veneno sedutor. Se o passado viesse, descalço e atingisse-me na euforia melancólica da nota ré bemol, a enarmônica das notas em mitose acelerada, desdobrando-se em duas notas opostas que reproduzem por sua vez o mesmo som, nas cores degradê de semitom. Averiguo as pistas que me levam até você, é impossível perder-te de vista, pois estes olhos deixaram as trilhas por onde você caminhou no silêncio da Rua Augusta, enquanto a mesma encontra-se em repouso. Tu és a menina dos olhos de seu pai, mas ele não está cego? Não precisas pregar que é feliz, pois ninguém irá te forçar a ser o mais novo produto a se consumir. Enquanto eu voltei para casa, com o pescoço manchado de seu batom, você voltou para sua casa com o coração marcado por meu afeto, como nunca sentira antes, mas os retalhos e retratos que fizemos foram consumidos pelas chamas do incêndio acidental que nos consumiu por completo, ao final, nada sobrou, apenas as cinzas do que nós dois geramos…
—  Romances Blindados Sobre As Luzes Da Cidade Grande, Pierrot Ruivo
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Ninguém vê notícias do tumblr. Ninguém diz “ei, viu o que vão colocar no tumblr? Vão mudar o coração por estrela”. Ninguém sabe o que acontece aqui dentro. Ela não é uma rede social por que você não está aqui pra tentar ser sociável. Você está aqui pra ser você mesmo, mostrar seu essência, seus desejos estranhos e tudo mais. O que está no tumblr, fica no tumblr. Nada sai daqui, e quando sai, são frases lindas e cheias de poesia e amor. Não tem brigas aqui, não se discute aqui. O tumblr é a prova que o ser humano ainda tem esperança, é só ser ele mesmo e não ligar para como os outros são.

Você junta até você pessoas com mesmos interesses e isso faz com que pessoas de opiniões diferente não se aproxime e se isto acontecer, é por que ela está disposta a explorar determinado assunto que te interessa. No tumblr não tem ódio nem inveja. Ninguém arruma treta no tumblr por que não vale a pena. Cada um fica na sua e se aproxima de outras pessoas apenas se sentir a vontade e nunca recebe uma má resposta. O tumblr é feito de pessoas problemáticas e rejeitadas que querem se sentir bem de alguma forma. É o refúgio dos excluídos. De alguma forma o que você sente é ao contrário da sociedade e ao entrar aqui e digitar na busca… Você encontra milhares de coisa de pessoas como você. O tumblr te dá conforto, e ele mesmo tem um jeito simpático de se relacionar com seus visitantes, tentando não deixar ninguém frustado por não achar o que quer e se por algum acaso pesquisar demais sobre suicídio, ele cuida de você.

O tumblr cuida. O tumblr se importa e de mostra ajuda. O tumblr é um universo mágico e perfeito onde eu posso ser o que eu realmente sou, não o que eu quero ser. No twitter, todo mundo se mostra mais reclamão do que é de verdade, no face mostramos quantos amigos podemos ter, no insta somos pura ostentação, no tinder somos o mais sedutores, no snap mostramos como nossa vida pode ser divertida. No tumblr mostramos como tudo realmente é.

Obrigado, Tumblr, por ter me dado liberdade e me fazer sentir aceito

Capitulo 33

O quarto do  hotel era bem bonito, tinha uma cama enorme, com lençóis brancos, o quarto amplo e uma sacada, no banheiro havia até uma banheira.

- Que tal pedir uma janta pra nós? – Van propôs

- Pensei em jantar fora.

- Amanhã a gente janta fora, hoje quero aproveitar esse quarto. – o modo que falou não fez com que soasse sexual, apenas normal, resolvi mudar o sentido.

- Hmmm, também quero aproveitar. – falei sorrido

- Você não presta menina. – respondeu colocando as sacolas e malas no canto do quarto.

Pedimos a janta no quarto, jantamos e Van foi para o banho, enquanto fiquei tirando nossas roupas da mala e colocando no armário que tinha ali, mal comecei a esvaziar as sacolas das coisas que havíamos comprado, encontrei um par de sapatos novos que ela havia comprado, brancos, quando ela saiu foi minha vez de tomar um banho, tomei um banho longo e demorado, não cheguei a lavar os cabelos pois havia lavado pela manhã, escovei os dentes e sai do banheiro apenas de calcinha e sutiã.

- Van nós temos que aproveitar essa banheir… – fiquei calada assim que entrei no quarto e meus olhos a encontraram.

Ela se encontrava sentada na cama com os braços para trás e as pernas cruzadas, com um corset  e cinta liga branca, com delicadas meias que cobriam suas pernas torneadas, nunca havia imaginado assim de cinta liga, fiquei paralisada igual uma idiota olhando com a boca semi aberta, ela me olhou com um olhar diferente, sedutor, voraz, sexy, tudo ao mesmo tempo acredito.

- Meu Deus.- falei, nem sabia o que falar isso saiu sem eu nem perceber

Seu cabelo cobria praticamente as costas inteiras, estavam soltos, e seus olhos estavam apenas com um traço de rímel, o suficiente para destacar o olhar negro. Seu olhar sedutor prendia o meu, eu não sabia exatamente para onde olhar, havia tanto para olhar, ela levantou devagar, em cima dos saltos brancos e veio em minha direção, continuei encarando pasma, a forma que ela se aproximou lentamente de mim, olhando dentro dos meus olhos, me fez sentir um formigamento, e um frio na barriga. Quando chegou próximo estendeu a mão para pegar a minha, e me levou até uma poltrona que se localizava em meio ao quarto, quase de frente pra cama, que eu nem tinha percebido a existência antes, ela colocou ali como ponto estratégico, me empurrou e eu cai sentada. Segurou meu queixo e aproximou o rosto do meu.

- Hoje, Dona Clara, a senhora vai se comportar. – olhei confusa pra ela, então tentei beija-la e ela recuou.

- Não! Você não esta autorizada a me tocar. – falou firme como se tivesse tratando de assuntos profissionais ou algo do tipo.

Caminhou até a estante e ligou o rádio, reconheci facilmente T.N.T – AC/DC. Voltou com passos lentos e ficou de frente pra mim novamente e começou a dançar, na minha frente provocando rebolando aquela bunda enorme de costas pra mim, virou de novo segurou meus cabelos acima da nuca e puxou, fazendo-me levantar o rosto, eu quase não resistia a não toca-la, passou as unhas de leve no meu pescoço, fazendo enrijecer o corpo e sentir me molhar, ela sorriu provocante, passei a mão na sua perna e ela me deu um tapinha no rosto, segurou meu queixo e aproximou os lábios da minha orelha.

- Você não entendeu? Não pode me tocar, se insistir, você vai apanhar. – e passou os lábios húmidos na minha orelha.

Fechei os olhos tentando controlar a respiração, abri de novo e resisti em olhar para seu corpo desviei o olhar para o pilar do quarto. Eu variava o olhar entre ela dançando na minha frente e o pilar, tentando resistir a não toca-la assim como pediu.

Apoiou o joelho na poltrona e afastou meus cabelos, roçou de leve o nariz no meu pescoço, depois lambeu, de baixo até o queixo e mordeu ali, eu cravei as unhas na poltrona e arfei tentando não toca-la, deu leve beijos no meu pescoço, não importava os movimentos que fazia ali, a sensação que me causava era lá em baixo, sentia-me umedecer a cada o toque, qualquer transa e toque nosso sempre foi excitante, mas ela estava se superando naquele dia, excitação devia transbordar meu corpo, luxuria e calor por toda parte, mas eu não podia nem ao menos toca-la, tirou o joelho da poltrona que se localizava basicamente entre os meus, e apoiou as mãos nas minhas coxas levantando a bunda e aproximando o rosto do meu, eu estava rígida com as unhas ainda cravada no braço da poltrona, ela mordeu meu lábio, de leve, mas ainda deixou o rosto próximo, eu estava com os olhos fechados mas sentia seu nariz toca de leve meu rosto, selei seus lábios e ela arranhou minhas pernas cravou as unhas, eu protestei com um gemido.

- Vai sofrer consequências piores por não ser uma boa menina. – falou, e então sentou no meu colo de frente pra mim, com sua intimidade próxima a minha, me dando mais tesão e vontade de segurar sua cintura.

Ela coloca o dedo indicador no meu sutiã e abaixa devagar deixando meu seio nu, senti meus mamilos endurecerem com o simples toque. Faz o mesmo com o outro, depois abaixa a alça do lado esquerdo, eu me livro a alça tirando o braço de dentro. Delicadamente seus lábios quentes se fecham ao redor do meu mamilo, endureci as pernas e mordi o lábio tentando conter o gemido, sua língua quente tocou meu mamilo em movimentos circulares e ela agarrou o outro seio com a mão massageando-o, sinto uma doce sensação descer até minha virilha. Seguro seu quadril e roçando-me em seu corpo em busca de prazer, ela arranha forte meus ombros, forte mesmo, me castigando por toca-la, mas meu corpo se concentrava tanto nas sensações que vinham de baixo que não percebi o quanto tinha sido profundo o aranhão até que vi sangue. Não dei bola, ela segurou minhas mãos e prendeu em cima da minha cabeça.

- Isso que acontece quando não obedece minhas ordens. – disse provocante mordendo o lábio inferior no fim da frase.

- O que não faz diferença amor, por que isso só me dá mais vontade ainda de tê-la. - respondi com um sorriso pervertido.

Ela sorri também, agora coloca o joelho entre minhas pernas, pressionando minha intimidade, agradeço mentalmente pelo movimento, mas não consegui me mover, estava sem saída ou alternativa.

- Nem tente se mover. – diz como se estivesse lendo meus pensamentos. Pressiona mais o membro em mim e eu gemo, deixo sair o gemido pela primeira vez e ela sorri.

- Oh, meu deus Vanessa, por favor…

- Por favor o que querida? – pergunta arranhando minhas costas com a mão direita. Apenas balanço a cabeça e fecho os olhos tentando controlar o calor e a vontade de tê-la dentro de mim.

Depois passa o dedo indicador levemente sobre minha barriga, descendo e subindo, sentindo minha pele se arrepiar toda sobre seu toque e um frio desce pelo meu útero.

- Okay então. – ela diz – Uma mão está permitida o toque, apenas uma mão.  - Seguro sua cintura com a mão direita e roço meu corpo nela gemendo devagar. – Assim você tá trapaceando. -  Ela diz e tira o joelho da minha intimidade. Atiro a cabeça pra trás e suspiro frustrada.

Se a ajoelha no chão e seus lábios tocam minha barriga, ela percorre ali, com o lábio inferior húmido, e introduz a língua no meu umbigo, seguro seus cabelos com toda força e solto um gemido. Ela sobe lambendo a ponta da minha barriga até o queixo, meu corpo estremece em vibrações nervosas e eu gemo novamente. Depois sua língua invade minha boca com ferocidade em um beijo quente e cheio te luxuria, sua língua passa na minha e eu perdidamente dominada pelo prazer tento corresponder, mas me sinto perdida, termino a tentativa do beijo mordendo seu lábio com força.

- Isso é uma tortura. – digo baixinho.

- Você acha? – pergunta em um tom engraçado. – Você não sabe o que é tortura.

Sua mão desce arranhando de leve até minha calcinha e ela pressiona lá com os dedos, gemo abafadamente sobre seus lábios, não aguentando mais tanta provocação seguro sua mão por cima da minha intimidade e ela tira.

- Não, apressada demais, quer perder o direito de me tocar. –balancei a cabeça negativamente e segurei seus cabelos novamente. Ela dentrou a mão na minha calcinha devagar, sentido o quanto eu estava molhada. Gemi novamente.

- Oh, meu deus Clara, você tá muito molhada, assim eu que não resisto. – disse

Começa movimentou circulares, estimulando meu clitóris que eu pensava que depois de tudo aquilo no primeiro toque já poderia gozar. Gemia freneticamente, alto sobre suas estimulações, seus dedos médio e indicador mais em baixo passaram pela entrada da minha vagina, ela os penetrou em mim algumas vezes devagar e eu estava quase explodindo de excitação, gemendo meu corpo suava podia sentir as gotas escorrendo pelas minhas costas. Ela retira os dedos pressionando minha intimidade e eu rebolo ali.

- Não! Quietinha, sem se mexer. – pelo amor de deus Vanessa, ai jesus ela quer que eu morra só pode

Aumentou os movimentos circulares, fazendo me contorcer na poltrona, segurei seus cabelos e apertei seus ombros levantando o quadril e gemendo muito, gemendo alto.

- Não goza ainda. – falou exigindo

Então se levantou e pegou na minha mão, seus dedos molhados pela lubrificação do meu desejo, me deitei na cama e ela tirou minha calcinha.

- Chega de tortura, deixa vir. – Falou e botou a boca na minha intimidade, sua língua quente tocou, enquanto ela fazia movimentos com os dedos dentro de mim fazendo-me puxar os lençóis da cama e arranhar seus ombros. Ela me estimulava com movimentos para baixo e para cima com sua língua extremamente habilidosa, lambia e chupava meu clitóris. Deixei meu corpo se levar.

- Não… Oh, não para amor, por favor me chupa toda. – consegui falar com a voz falha entre gemidos.

Ela continuou me chupando com vontade até chegar ao meu ápice, pensei que fosse explodir, dei um grito que cortou o quarto, sem duvida alguma foi o orgasmo mais longo e intenso de toda minha vida, o melhor de toda minha vida, deixe-me derreter em sua boca. Quando acabou relaxei na cama fechando os olhos e tentando controlar a respiração frenética. Ela subiu e invadiu minha baca com sua língua me fazendo sentir todo meu gosto, eu nem correspondia ao beijo ela fazia o que queria de mim, eu estava completamente em êxtase.

Continua…

( Oi safadinhas de plantão, não esqueci o titulo, só acho que o numero 33 fala o suficiente, e elogios e reclamações em @ClanessaNewFic)

Capitulo 49 - FINK (Feelings I Never Know)

(Pov Vanessa)

Meus pés batiam no chão em um movimento ritmado e frenético que irritava qualquer um que passasse pelo saguão do hotel. De braços cruzados, eu estava funda em uma poltrona encarando o elevador, como se Deus fosse descer por ali a qualquer momento e me dizer exatamente o que fazer.

A noite anterior não foi fácil, outra noite em claro com a voz de Siope rodeando a minha mente como uma assombração perpétua, eu sabia o que fazer mas não tinha coragem. Soltei um suspiro alto e continuei encarando as pessoas que iam e vinham no saguão do hotel. Já estava ali há tanto tempo na mesma posição que um garotinho me olhou como se eu fizesse parte da mobília moderna do local.

–Você vai acabar ficando doente desse jeito - uma mão delicada pousou em meu ombro e eu ergui o olhar, arfando de surpresa ao ver Sinu sorrindo tranquila para mim

– Só estou pensando - suspirei alto e ela se sentou na poltrona de frente para a minha, me encarando por alguns segundos, me deixando ainda mais confusa

– Como você está? - ela perguntou passando as mãos pelo curto cabelo demonstrando nervosismo

– Acha mesmo que podemos achar Clara? - ignorei sua pergunta e ao escutar o nome da filha seu rosto endureceu e eu sabia que ela queria chorar

– Se a polícia estivesse com a mesma determinação que você, nós já teríamos a encontrado

Sem nem me dar tempo de resposta, ela saiu e foi em direção ao elevador, me fazendo ficar um bom tempo analisando as suas palavras. Então ela acredita em mim, ela acredita que eu posso realmente encontrar Clara. Sinu Aguilar acredita que eu possa encontrar sua pequena e adorada filha, ela acredita em mim mas não acredita na polícia.

A pessoa que mais me odiava, que me queria longe, tinha esperança em mim. Isso foi como um choque de ânimo.

Antes que a adrenalina saísse de meu corpo, peguei meu celular e disquei o número de Thais.

– Thata?

– O que você quer, Mesquita? - sua voz soou arrastada do outro lado da linha, como se soubesse que boa coisa não seria

– Tem como você me emprestar uma roupa?

Estava um calor infernal e a roupa colada de Thaís não estava me ajudando em nada, o minishort fazia com que minhas dobras soassem e a blusa colada e decotada me deixava desconfortável com os seios apertados, eu estava a verdadeira prostituta.

A casa de Celo era um verdadeiro destaque em meio a todas aquelas construções precárias, a casa verde de dois andares era como uma mansão em meio a favela e eu me perguntava como isso não chamava a atenção dos policiais que estavam investigando o caso. Toquei a campanhia mais algumas vezes até ver seu rosto surgir na porta, completamente surpreso em me ver, nos primeiros segundos ele parecia nervoso e amedrontado mas ao caminhar em minha direção, sua expressão se transformou em verdadeira felicidade

– O que você veio fazer aqui, branquinha? - ele abriu o portão me encarando de cima a baixo e eu envolvi meus braços em seu pescoço dando o melhor sorriso sedutor que eu podia dar

– Eu estava morrendo de saudades - ele colocou as mãos em minha cintura e aproximou nossos rostos, ao saber exatamente o que ele iria fazer, eu virei meu rosto bruscamente e o enfiei em seu pescoço

Só espero que minhas aulas de teatro na infância me ajudem hoje.

– Eu sabia que uma hora você viria - ele entrelaçou nossos dedos com força, me puxando para dentro de casa

Fiquei surpresa ao perceber que o lugar em si não havia mudado muita coisa, apenas alguns móveis foram substituídos por outros mais modernos e as paredes mudaram de cor, o branco gelo deu espaço ao ar quente do tabaco. O resto permanecia igual e intocado, o sofá de couro no meio da sala, tapetes de pele e pinturas consagradas, o mesmo Celo de sempre.

Eu estava tão imersa na decoração que levei um susto ao sentir suas mãos agarrarem forte a minha cintura, levando-me ao sofá e me deitando de forma rápida e delicada, tentei empurrar seus ombros mas logo o seu corpo estava sobre o meu, e ele pressionou nossos lábios com força.

Eu queria gritar, queria empurrá-lo contra a parede e chutar o meio de suas pernas até torná-lo estéril mas eu não podia botar tudo a perder, eu tinha que fingir iria voltar para ele. Seus lábios eram macios e urgentes, ele me sugava em um beijo desconcertante e desesperado, e eu correspondia apenas deixando a boca entreaberta. Finalmente o fôlego lhe foi faltando e com vários selinhos demorados ele finalizou o beijo, se afastando alguns centímetros de mim, encarando cada traço de meu rosto com ternura.

– Eu sabia que um dia você iria voltar pra mim, eu sabia - ele abriu um largo sorriso e passou os dois braços em volta do meu corpo apertando-me com possessividade

Ele enfiou o rosto na curva do meu pescoço e eu acariciei seus cabelos por um longo tempo. Eu podia sentir o seu sorriso contra a minha pele, por um rápido instante eu senti pena dele, pena por ele cultuar um sentimento inexistente meu mas ao mesmo tempo as minhas têmporas latejavam de ódio.

– Celo - chamei e ele se afastou prontamente encarando meu rosto – Eu estou com um pouco de fome

– Ah sim, claro - ele levantou sem jeito e estendeu a mão para que eu levantasse também – O que você quer? Eu faço

– Pode ser qualquer coisa mesmo

Fomos andando pelo largo corredor que levava até a cozinha e eu pude perceber que todas as portas estavam abertas. Sem que ele percebesse, eu passei os olhos por todos os cômodos e nada, nenhuma pista ou coisa que chamasse atenção.

– Você gosta de pizza de frango com catupiry? - assenti fitando-o de cenho franzido – O que foi?

– Você nunca gostou de pizza, e agora tem um estoque de massas prontas na sua dispensa - Por um momento ele pareceu congelar mas logo em seguida forçou uma risada

– Pessoas mudam - ele passou uma das mãos pelo cabelo e se voltou para a pia terminando de temperar a massa

Celo nunca gostou de pizza. Pizza era a comida favorita de Clara, e por mais que pudesse ser coincidência, eu procurava uma ligação nisso. Eu precisava de mais coisas, algo concreto.

– Sabia que eu reformei meu escritório? - ele perguntou risonho enquanto colocava o catupiry na borda da pizza

– Reformou? - fingi interesse e ele assentiu – Tem algumas fotos suas, pode ir lá ver se quiser - ele disse e eu assenti sorrindo

Ele tinha acabado de me dar tudo que eu queria, a oportunidade de observar tudo sozinha. Segui em passos largos pelo corredor até chegar na segunda porta à esquerda, o escritório, era o meu cômodo favorito, e eu sempre pedia para ele reformar, dar um toque mais moderno, mas ele nunca quis. Liguei as luzes e fiquei boquiaberta, o ambiente estava lindo e irreconhecível, com uma grande estante repleta de livros, dois armários de ferro e no fundo, uma grande mesa de mogmo com uma cadeira de macia e robusta como a do meu pai. Mas uma sensação estranha tomou conta de mim quando foquei meu olhar na parede lateral, haviam diversos quadros meus,fotos recentes em um tamanho quase real. Continuei a andar pelo ambiente cada vez mais cautelosa e com medo de toda esse amor doentio dele por mim. Andei centímetro por centímetro do escritório sem achar uma pista, me joguei em um dos puffs e fiquei pensando sobre o que Siope disse “O Marcelo sabe”, vai ver que ele apenas sabia de algo. Bufei e afundei meu rosto no pequeno círculo almofadado, rapidamente me afastei ao sentir algo espetar minha bochecha.

Que porra era aquela?

Tateei o local e forcei a vista, achando uma pequena corrente dentro de um rasgo no puff, com cuidado puxei-a e tomei-a nas mãos trêmulas, segurando um grito de medo e surpresa ao ver a pulseira dos seis pingentes que dei para Clara. Minhas pernas começaram a tremer e minha respiração estava descompassada.

Ela esteve aqui. Ela deixou a pulseira ali como pista, ela sabia que eu viria. Ela esteve aqui antes de mim.

Porra, ela esteve aqui!

Minha mente gritava e eu coloquei a pulseira no bolso e corri para o banheiro, batendo a porta com força, praguejando-me pelo barulho

– Está tudo bem, meu amor? - Celo gritou alto da cozinha

– Tudo sim, príncipe - gritei de volta, sentindo a nausea se apossar de mim

Ainda com as mãos trêmulas tirei o celular do bolso, ligando para o número da polícia, andando de um lado para o outro, rezando para que ele não perceba minhas verdadeiras intenções ali

– Alô?

Eu mal deixei que a mulher respondesse e com a voz mais baixa que um sussuro eu cuspi todas as informações necessárias, com um forte embrulho na barriga.

– O que foi branquinha? - ele me sentou em seu colo no sofá – Não gostou da pizza?

– Não estou me sentindo muito bem - tentei sorrir fraco e ele acariciou meu rosto

– Quer uma água ou um remédio?

– Onde ficam os remédios? eu mesma pego, não precisa se incomodar

– No armário de cima, na cozinha, mas eu pego -ele fez menção de se levantar mas eu não deixei

– Deixa que eu pego - segurei seu rosto e lhe dei um selinho demorado e ele assentiu

Puxei meus shorts e levantei em passos arrastados pelo corredor, sentindo seu olhar em minhas costas. Quando finalmente me vi livre de sua guarda, acelerei o passo e comecei a andar de um lado para o outro na cozinha pensando em alguma coisa para fazer até a polícia chegar, Clara tinha que estar naquela casa.

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Flashback on

– Marcelo, me solta - murmurei rindo contra seus lábios enquanto batia em sua mão que adentrava meu short – A gente não vai transar com a sua mãe em casa - tentei afastá-lo mas só gerei o contrário

– A gente vai pra dispensa - suas mãos subiram por dentro de minha blusa, levantando-me o suficiente para que eu entrelaçasse minhas pernas em torno de seu corpo

– Dispensa?

– Chão oco - ele mordeu meu lábio inferior me levando até a cozinha – Meu quartinho secreto

Flashback off

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– A dispensa - soltei um grito involuntário e tapei minha boca automaticamente.

Como eu pude esquecer disso?

Abri as portas do armário da dispensa com um certo desespero, agachando-me para tatear o chão, rapidamente achei o vão entre o piso e o rejunte, com um dos dedos pressionei para cima tendo o vislumbre da estreita escada de ferro. Cheguei meu corpo mais para frente, quase entrando na dispensa e coloquei a minha cabeça ali, podendo ver um quarto rosa, cheio de livros e coisas interessantes cujo Celo nunca se interessaria.

Então meu sangue gelou e minhas mãos voltaram a tremer, ao ver Clara deitada na pequena cama, com um livro na mão. Sem pensar duas vezes me afastei e larguei a placa de piso no chão fazendo um estrondoso barulho, e antes mesmo de conseguir ficar de pé, a voz rouca de Celo soou pela cozinha

– Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou tranquilo, sem se dar conta do que eu tinha acabado de ver – Ah Vanessa, os remédios não ficam aí - ele me afastou com uma velocidade desnecessária, revelando seu medo de me ver tão perto do seu segredo

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(Pov Clara)

Eu estava imersa no terceiro capítulo de O Herói Perdido quando um barulho ensurdecedor ecoou pelo quarto, fazendo-me soltar o livro em cima da cama e ir até as escadas de ferro, tentar escutar o que se passava. Com um pouco de dificuldade consegui colar o ouvido na placa solta

– Ah Vanessa, os remédios não ficam aí

Ao escutar aquele nome, todo o meu corpo se enrijeceu e minha respiração, assim como meu coração, começou a acelerar fazendo-me hiperventilar, como se estivesse prestes a ter uma crise de asma.

Num reflexo levantei a placa solta e subi engatinhada os degraus que me deixavam dentro da dispensa, que para minha surpresa e azar (ou não) estava aberta.

Meu cenho se franziu automaticamente ao encarar Vanessa de cima a baixo, que mais estava parecendo uma garota de programa. Ela estava com o rosto assustado, encostada na pia e com uma das mãos atrás de si, como se tivesse visto algo. Ela focou seus olhos em minha direção e arfou ainda mais assustada, fazendo com que Celo se virasse e arregalasse os olhos ao me ver

– Marcelo - sua voz estava uns quatro tons mais alta

– Calma, fica calma - ele se pôs na minha frente e Vanessa veio em sua direção ficando a alguns passos de distância, ainda com uma das mãos atrás de si – eu posso explicar isso, Vanessa

Antes mesmo dele terminar de pronunciar seu nome ela estendeu a mão que estava atrás de si, exibindo um enorme facão e eu engoli seco

– O QUE VOCÊ FEZ COM ELA? - Vanessa gritou e Celo recuou cinco passos fazendo seu corpo se chocar com o meu

– Eu ia te falar, eu ia pedir o resgate mas ela não quis colaborar - ele tentava acalmá-la enquanto eu tremia cada vez mais

– EU VOU TE MATAR, SEU FILHO DA PUTA - ela estendeu o facão mas eu corri para me jogar em seus braços e tirá-la dali sem machucar ninguém

Antes que de fato eu chegasse perto dela, Celo me agarrou, colocando-me na frente de seu corpo como um escudo, antes mesmo de Vanessa dizer alguma coisa, ele puxou uma arma da bermuda fazendo-a recuar

*****************

(Pov Vanessa)

Celo apontou a arma na cabeça de Clara então luzes vermelhas invadiram a janela da casa e as sirenes começaram a tocar

– Que porra é essa, Vanessa? - ele perguntou desesperado prendendo mais Clara contra si ao escutar o barulho da porta sendo arrombada – QUE PORRA É ESSA? - ele gritou e eu larguei a faca no chão para fazer barulho, enquanto Clara se debatia em seus braços

– Larga a moça - a voz desconhecida e forte soou atrás de mim fazendo com que Celo olhasse para os lados desesperado em busca de respostas

Senti dois braços me envolverem e ergui o olhar para ver outro policial que me colocou atrás de si, sendo meu escudo

– Se vocês não saírem daqui, eu não largo ninguém - pude ouvir Clara gemer de dor e soltei um grito involuntário ao vê-lo pressionando a arma em sua cabeça enquanto a apertava contra si

– Calma, calma - o policial tentou dar um passo para frente e Celo recuou dois

– MAIS UM PASSO E EU ATIRO NA GAROTA

– Olha só, se você soltar a garota, a gente fala que foi rendição, é melhor pra você

– EU NÃO VOU SOLTAR, EU VOU ATIRAR, EU VOU ATIRAR - assim como eu, Clara chorava em seus braços, enquanto ele ficava cada vez mais desesperado, hiperventilando e mudando o foco de seus olhares

– Calma - o policial esbravejou - O que você quer com a menina? O que ela fez pra você?

– O irmão da minha branquinha me deve uma grana

– Se você soltar, deixamos você ir

– EU SOLTO - ele disse desesperado e os policiais se olharam curiosos, cada vez mais em volta e de mim para que eu não visse a cena – EU SOLTO A GAROTA E O GAROTO

– Que garoto?

– O irmão dela - ele apontou com a arma em minha direção – Ele tá lá em cima, no outro esconderijo

–E o que a gente faz pra você soltar? - o policial perguntou com a voz mais calma

– EU QUERO A BRANQUINHA - ele gritou trêmulo, gesticulando com a arma – Eu quero branquinha, se me deixarem sair daqui com a branquinha eu solto a garota, o garoto e perdoo a dívida

– Sem condições - o policial se apressou em dizer

– EU TOPO - gritei sem reação diante tudo aquilo e pude ouvir Clara soluçar em protesto quando todos os olhares se voltaram para mim – Ele solta ela e eu vou

– Isso - ele concordou abaixando o tom de voz – Isso minha branquinha

– Garota, você é maluca? - o policial segurou meu braço com força e eu deixei as lágrimas escorrerem descontroladas

– Faz logo a troca, por favor - foi tudo que eu consegui dizer e os policiais se entreolharam aflitos

Ela estaria salva, nada mais importaria se ela estivesse salva.

Os policiais se afastaram de mim e eu comecei a andar em direção ao Celo que afrouxou os abraços de Clara. Dei mais um passo e ele a soltou de vez, fazendo com que ela viesse em minha direção. Minhas lágrimas começaram a descer com mais ferocidade ao vê-la soluçando meu nome e eu apenas fechei os olhos com força para não ter que vê-la sofrer

– Isso é para que você nunca mais tire ela de mim - ouvi o barulho de arma sendo sacada e abri os olhos a tempo de ver Celo apontando para Clara.

Antes que os policiais conseguisem fazer algo eu o vi puxando o gatilho e como um reflexo, me joguei na frente dela, ouvindo um disparo e logo em seguida uma fisgada em minha barriga, como se tivesse me jogado uma pedra em chamas. Sem conseguir me sustentar, senti o baque do meu corpo no chão e minha visão ficou embaçada enquanto eu lutava para manter meus olhos abertos, enquanto tudo o que eu escutava eram vozes ao longe