o nome dela eu n sei

Imagine Harry Styles

Anônimo disse:

amor, faz um com o Harry que ela sai pra tomar um café sozinha e encontra ele com a mãe dele conversando, aí a Anne vai falar com ela e mostra pros dois que foram feitos um para o outro

Obrigada pelo pedido meu amor, me conta o que achou na ask. Boa leitura.

S/N P.O.V

Havia acabado de sair do ensaio fotográfico para vogue, estava morrendo de fome então resolvi passar para tomar um café no Monnet´s, a parede toda de vidro me fez enxergar Anne e Harry Styles do lado de dentro, outro restaurante estaria muito longe então eu resolvi entrar assim mesmo.

Entro na cafeteria e os olhares queimam sobre mim, pego uma mesa na parede longe de Harry, a mesa onde sentei foi a última mesa em que eu e Harry tomamos nossos cafés e demos algumas risadas. O garçom se aproxima e pergunta o que eu comeria, peço um chocolate quente e um muffin. Mexo no celular por alguns segundos, na verdade eu queria mesmo que Harry estivesse ali comigo, me dando uma bronca sobre o quanto eu mexo no celular.

- Obrigada. – Agradeço assim que meu pedido chega.

- Por nada. Bom apetite Senhorita. – O mesmo se retira.

Eu estava me sentindo sozinha, mas mesmo assim continuei comendo meu muffin, mexia no celular tentando disfarçar minha solidão. Alguns fãs me viram e pediram fotos ou até mesmo um autografo, eles faziam com que eu me sentisse única.

Depois de atender todos eles minha mesa ficou vazia novamente, observo Anne se levantar e deixar Harry sozinho na mesa em que eles sentavam.

- S/N, querida! Como você está? – Ela se senta na cadeira a minha frente.

- Anne! Que surpresa. – Limpo a boca com o guardanapo, eu estava nervosa. – Estou bem e você?

- Estou bem, está trabalhando muito? – Ela pergunta.

- Acabei de sair do estúdio.

- Vogue? – Ela fala animada

- Sim, eu fiquei realmente feliz quando me convidaram.

- Posso te pedir um favor?

- Depende.

- Harry está muito mal desde o termino de vocês, ele emagreceu 4kg desde então, quando ele viu você entrando ele ficou sem reação, por ver quão bonita você está.

- Tudo bem, eu posso ouvir o que ele tem a dizer.

- Obrigada minha linda, vou chama-lo.

Ela se levanta da mesa e retorna a mesa que o filho está sentado e diz algo a ele que se levanta e vem até a mesa onde estou sentada. Na mesma hora vejo paparazzi nos fotografar. E fica um silêncio eterno, até que eu digo algo.

- Às vezes sinto falta deles. – Digo me referindo aos paparazzi.

- Eu não, eles estão por toda a parte. – Ele mexe no anel, estava nervoso. – Você continua linda.

- Harry Styles nervoso? Uau, essa é nova. Bem-Vindo ao universo das pessoas normais. – Ele ri e eu também. – Você está lindo também, mas precisa seguir em frente Harry. Talvez, nós não fossemos para dar certo.

- Você não me entende. Eu quase fiquei doente, pensei em desistir de tudo e quando vejo você em algum anúncio ou revista meu coração acelera, minha mão soa e eu fico nervoso. Deu pra entender? – Uma lágrima cai de teus olhos e eu limpo rapidamente.

- Ei, não chora ok? Eu também sinto sua falta.

Anne se aproxima e senta conosco.

- Já chega. Só vocês que não percebem. Harry, toda noite você fala o nome dela durante a noite e as vezes até chora. S/N, eu sei que você sente falta do Harry, porque você disse a Gemma por serem melhores amigas e eu acho que vocês deveriam ficar juntos. Não tem o que conversar, é só sentir e provar que se amam.

- Mas eu não tenho certeza. - Digo e ela me olha no fundo dos olhos.

- Se você não tivesse certeza jamais teria aceitado conversar com Harry, não se importaria se ele chora, você só iria embora.

- Mãe, por favor. – Harry diz chorando.

- S/N, vai me falar que ele chorando não te comove? Eu sei que está se segurando para não se sentar no colo dele e o abraçar como sempre fazia a ver ele chorar.

Na mesma hora eu me levantei e abracei Harry, ela realmente sabia disso e então depois que ele parou de chorar, olhou no fundo dos meus olhos e disse:

- Por favor, volta pra mim? – O selei.

- Eu nunca te deixaria.

- Se não sou eu na vida de vocês. – Minha sogra diz e nós rimos.

* Eu não sei se ficou como pedido, mas fiz o meu máximo.
* Desculpa a demora


Imagine Harry Styles - Meu primeiro amor.

Entrei na sala do oitavo ano e confesso que estava nervoso, seria a primeira vez que daria aula para alunos que nunca tiveram física na vida. Era uma grande responsabilidade, agora eles iriam amar ou odiar a minha matéria para o resto da vida.

- Bom dia, turma - sorri quando todos se sentaram e algumas meninas ficaram se olhando de uma forma engraçada.

- Professor, hoje é só apresentação! - um menino falou fazendo os outros concordarem.

- Certo… - me virei e escrevi meu nome - me chamo Harry Styles, podem me chamar de professor Harry, nada demais.

- Senhor Styles - uma das aulas levantou a mão me chamando.

- Harry - corrigi rindo.

- Senhor Styles, - falou novamente fazendo a sala rir - seu nome é mesmo Styles?

- Sim - respondi enquanto os outros riam - é realmente o meu nome, sei que o faço valer, né - apontei para a minha roupa e eles riram de novo, até que são legais.

- Você é professor de que? Moda? - a turma novamente caiu na gargalhada e eu fiz uma careta.

- Não, sou professor de física - o rosto da maioria mudou - gente, fala sério, física é muito bom… Não precisam ter medo!

Comecei a falar um pouco sobre a matéria, como era a minha forma de dar a aula e corrigir as tarefas, tudo que envolvia o meu jeito de trabalhar. Botei algumas das fórmulas e eles me lotaram de perguntas engraçadas.

- Certo, mas e ai, quem é o mais inteligente aqui? - sentei no canto da mesa, observei todos virando para um menino que estava um pouco atrás.

- Com certeza o Nathan - um dos garotos falou fazendo o menino ficar vermelho - ele nunca tirou uma nota abaixo de oito, professor!

- É sério? - perguntei surpreso e ele deu de ombros - Então sabe me dizer quais são as três leis de Newton? 

 - Inércia, fundamental da dinâmica e ação e reação - falou sem nem pensar.

 - Você já viu física? - ele negou - Como sabe? 

 - Minha mãe diz que meu pai gostava, eu não sei, simplesmente amo física - seus olhos brilharam e eu fiquei sem saber o que falar por um tempo, algo nele me fazia parar. 

 - Tudo bem, eu…

- Senhor Styles - a menina chamou de novo - você já se apaixonou?

- Que tipo de pergunta é essa? - ri me ajeitando na mesa.

- Hoje é só apresentação e temos mais uma aula inteira - ela comentou e os outros começaram a me perguntar coisas pessoais, o menino de trás só ficava me olhando parado e calado em seu canto.

- Sim… Eu já, todo mundo já se apaixonou - respondi para a menina. 

- Awnnn - as meninas sorriam - como foi? 

- Sério? - concordaram e ficaram me olhando com os olhos atentos, suspirei pesado e fui me lembrando daquilo tudo, não fazia mal falar para eles, são só meus novos alunos - Bem, eu tinha meus dezesseis anos quando comecei a gostar de uma menina, ela tinha quinze anos, eu acho, quando a vi pela primeira vez foi como se tudo não importasse mais, sei lá, a sala dela era na frente da minha e eu todo dia ficava a olhando… 

- Vocês ficaram? - um menino perguntou animado. 

- Espera cara! - ri baixo - Então tive coragem de falar com ela, os meninos diziam que ela nunca tinha beijado e que era “CDF”, mas mesmo assim eu tentei e muito! Até que um dia depois de três meses…

- Três meses? - outro garoto falou fazendo os outros rirem. 

- Pois é, já era questão de honra! Nós finalmente ficamos, depois de algumas semanas eu a pedi em namoro e isso foi passando até meus dezoito - sorri lembrando - até que teve uma festa de quinze anos de uma das amigas dela e ela não pode ir, eu fui só… 

- Você traiu sua namorada? Professor!

- Não trai! Eu… Eu só pensei em trair, tinha uma loira muito bonita na festa e eu fiquei completamente louco por ela e percebi que eu não era o cara que minha namorada merecia, pois a loira tava me dando mole e eu já estava por um fio de trair - as meninas me olhavam pasmas - e então, eu terminei com minha namorada, depois de dois anos. 

- Por causa da loira? - concordei. 

- Como assim? Mas o senhor não amava a sua namorada? - concordei novamente. 

- Você perdeu a virgindade com a namorada? - concordei sem nem perceber e logo depois percebi o estrago. 

- Não, quer dizer… - Professor, eu oficialmente odeio você e a sua matéria! - uma das meninas disse, sorrindo. 

- Me deixem terminar - todos voltaram a atenção - se passou um mês e eu percebi que a loira só era uma menina bonita, ela não era legal e nem inteligente, sem falar que minha namorada era engraçada e eu tinha sido o primeiro dela para tudo - suspirei - então, eu fui atrás dela, mas ela não quis falar comigo, depois de uns dois meses ela se mudou, seu número não era o mesmo, e eu nunca mais tive a oportunidade de pedir desculpa. 

- Meu Deus, você ainda a ama? - pensei na resposta. 

- Amar como amava antes não, mas sei que ela foi quem mais amei e meu grande arrependimento foi um dia ter a deixado. 

- Como é o nome dela? - Eu não vou dizer, nem se preocupem que ela não tem facebook ou instagram - ri. 

- Se ela não tem, fala! - insistiram. 

- Pra que? - eles começaram a falar juntos vários motivos - Certo! O nome dela é (S/n), (S/n) (S/s). 

O menino de trás finalmente fez algo, levantou a mão com pressa e eu jurei que algo tinha acontecido. 

- Nathan? 

- Professor Harry, ela é a minha mãe - tudo ficou um silêncio até o sinal tocou e todos correram para sair logo, eu fiquei parado por vários segundos olhando para o menino que estava sentado, parado e me olhando.

- Sua mãe… Sua mãe se chama (S/n)? - perguntei baixo.

- Sim, (S/c) - falou o nome completo e não me restou dúvidas, que merda, eu sabia que não podia falar essas coisas em sala! 

- Eu.. Eu… - Ela me disse que meu pai adorava física - meus olhos se encheram de lágrimas sem perceber. 

- Você tem quantos anos? - me aproximei dele. 

- Doze - meu coração parou e voltou a bater mais rápido, mal consegui tirar os meus olhos dele, só até escutar uma voz, aquela voz. 

- Filho, já tocou faz uns 10 minutos! O que você… - sua voz se perdeu quando eu me virei, parecia aquelas cenas de filmes e eu não sabia o que fazer. 

- Mãe o meu professor de física já foi seu namorado! - Nathan falou sorrindo, mal sabia o que estava acontecendo ali. 

Ficamos nos olhando alguns segundos antes dela sorrir fraco e eu me senti melhor, me senti perdoado. 

- Oi, Harry - falou baixo e eu sorri junto. 

- Oi, (S/n). 

Naquele momento eu sabia, minha história com ela estava apenas começando. 

 Gabi 

Pedido: Faz um do Harry que a S/n pega ele na cama com a MÃE DELA e perde o bebê por causa do choque (gravidez de risco). Depois de uns anos, a S/n termina bem com OUTRO homem e o HARRY e a mãe da S/n ficam sem ela e eles terminam solitários. – Anônimo

*Aqui nesse link http://hot-1d-imagine.tumblr.com/pedidos vocês podem ver quais e a ordem que em os imagines vão ser postados, se o seu não estiver na lista é porque infelizmente não chegou, vou estar sempre atualizando a lista*
***

Imagine do Harry: a (S/n) pega o Harry na cama com a mãe dela .

Eu estava finalmente grávida, eu pensei que fosse infértil, pois o medico disse que eu tinha grandes possibilidades de ser, mas aconteceu um milagre e eu estou grávida, Harry é o pai do meu filho e eu não poderia estar mais feliz. Mas tem um porem, minha gravidez é de risco o que me deixa preocupada, mas irei tomar todos os cuidados para eu tornar meu sonho de ser mãe em realidade .

Eu estava voltando do meu trabalho quando resolvo passar na casa da minha mãe, para poder ver como ela estava .

Minha mãe pode ter uns 48 anos, mas é uma mulher bonita, ela está sempre arrumando uns namorados novos por causa de seu rosto.

Chegando na casa dela eu abro a porta com a chave que até hoje eu tenho e vou adentrando na sala e vejo que a casa está muito silenciosa .

Será que ela saiu?

Mas o carro dela está estacionado na garagem então ela deve estar no quarto .

Fecho a porta e caminho até as escadas e as subo devagar . Entro no corredor dos quartos e vou me aproximando do quarto dela. Escuto gemidos e suspiros .

Reviro os olhos .

Ela está transando com um dos seus ficantes .

Me para viro para ir embora quando eu escuto algo á mais .

- Harry, mais rápido… – Minha mãe grita com prazer e eu sinto meu corpo todo paralisar no meio do corredor .

- Não é possível- Digo baixinho e escuto um gemido rouco de homem . Eu já ouvi esse gemido antes .

Sinto meu sangue borbulhar e uma sensação horrível dominar o meu corpo.

Me aproximo da porta coloco a mão em cima da maçaneta e respiro fundo e abro  a porta com tudo e vejo a pior cena que já vi em minha vida, a cena que acabou comigo e deixou meu coração em pedaços minúsculos .

Harry, meu noivo, estava nu em cima da minha mãe, ela estava com as pernas presas na cintura dele e ela o arranhava nas costas e ele apertava os seios dela . Os dois gemiam enquanto ele penetrava ela com força .

MEU NOIVO ESTÁ TRANSANDO COM A MINHA MÃE .

O MEU HARRY ESTÁ TRANSANDO COM A MINHA MÃE.

Fecho a porta com força fazendo o maior barulho e cruzo os braços encarando as pessoas que acabaram com a minha vida.

Minha mãe é a primeira a me notar e arregala os olhos .

- (S/N) – Ela grita o meu nome e Harry sai rapidamente de cima dela e de dentro dela também. Sinto meu estomago revirar furiosamente na minha barriga . Encaro Harry e vejo os olhos verdes deles cheios de surpresa e arrependimento .

- Eu não acredito, eu não consigo acreditar – Falo baixo mas eu sei que os dois escutaram – As duas pessoas que eu mais AMAVA na minha vida me traíram da maneira mais baixa e suja, eu nem consigo expressar o que eu sinto, eu quero matar os dois com as minhas mãos, mas vocês são tão nojentos que eu não quero me sujar – Falo e sinto as lágrimas descerem pelo meu rosto com força e rapidez .

Harry se levanta da cama .

- NÃO, VOCÊ… SENTA – Gritei apontando para ele, que se assustou com minha reação, não vou mais deixar ele fazer minha cabeça como fazia antes comigo .

- (S/n) … – Harry tenta falar .

- Não pronuncia meu nome, ele não merece sair pela sua boca imunda – Digo limpando minhas lágrimas .

Sinto fortes dores no meu ventre, mas eu não ligo, apenas encaro os dois traidores na minha frente .

- Como a senhora pôde fazer isso comigo, mãe? – Pergunto chorando e ela deixa algumas lágrimas caírem – A mulher que eu sempre admirei, mas eu estou te odiando tanto, mas tanto, eu nem consigo mais te ver como sendo minha mãe – Falo e sinto algo molhado descer por minhas pernas e encaro as feições de Harry e da minha mãe .

Eles encaram assustados as minhas pernas e encaro o que eles estão olhando .

É sangue, minhas pernas estão cobertas de sangue e eu começo a chorar mais forte e sinto minha visão ficar turva .

- O meu filho, salvem o meu filho – Falo sussurrando e percebo Harry correr em minha direção com tudo – MEU FILHO – Grito e cai desmaiada nos braços de Harry . A ultima coisa que eu vejo é a preocupação e o arrependimento estampados em seus olhos verdes .

***
Acordo em um quarto todo branco e vejo que estou deitada em uma cama muito desconfortável . Sinto uma agulha em minha veia do braço e já começo a me sentir pior que já estou .

As imagens que passam em minha cabeça sobre o momento antes de eu desmaiar me deixam completamente enjoada .

Me mexo na cama e a única coisa que eu quero saber é como está o meu filho, eu quero ele mesmo ele sendo filho do Harry, o meu bebê não tem culpa do pai que tem .

Escuto a porta abrir e Harry entra, suas roupas estão amassadas e sua expressão é de cansaço .

- O que você está fazendo aqui? Não quero ver você nunca mais na minha frente – Digo soltando minha fúria nas palavras que eu lanço contra ele .

- (S/n) podemos conversar? – Harry pergunta e eu dou uma risada cínica .

- Conversar? Conversar sobre o que? Sobre como minha mãe é melhor na cama do que eu? Harry, pelo amor de Deus, não tem o que conversar, só de olhar no seu rosto eu sinto nojo e se você me tocar é capaz de eu vomitar – Digo sentindo meu estomago revirar.

Harry engole em seco .

- Me desculpa . – Ele pede de cabeça baixa e eu suspiro .

- Mesmo que eu perdoe você, nunca conseguiria superar o fato de que te peguei na cama com a minha mãe, COM A MINHA MÃE, PORRA – Falo me descontrolando e me sinto tonta .

Escuto mais uma vez a porta se abrir e vejo um médico extremamente atraente passar pela porta .

- Bom dia, bom eu tenho más noticias, para você – Ele diz lendo o papel em suas mãos, eu sinto meu coração afundar . – Sua gravidez era de risco e com as fortes emoções que você passou, a senhorita perdeu o bebê, eu sinto muito – O medico me encara como se quisesse passar a suas forças para mim .

Começo a deixar minhas lágrimas a caírem pelo meu rosto e soluço sem querer, a tristeza me domina mais a casa minuto .

- (S/n) o nosso filho … – Harry tenta dizer e me toca no braço . Me solto dele rapidamente.

- Não toque em mim, isso tudo é culpa sua e da minha mãe, eu tenho nojo de vocês dois – Falo chorando mais.

- Esse homem está incomodando a senhorita? – O médico pergunta me encarando com seus olhos lindos.

- Sim, está – Respondo parando de soluçar.

O médico abre a porta e deixa aberta .

- Sugiro que se retire, não quero que incomode a minha paciente . – Ele diz e vejo Harry ficar vermelho de raiva .

- Eu sou o NOIVO dela – Harry diz e eu dou uma risada triste.

- EX noivo – O corrijo e retiro meu anel de noivado e jogo na cara dele – Agora saia do meu quarto e nunca mais apareça na minha frente – Digo segurando minhas lágrimas e vejo Harry me encarar e sair bufando do local .

O medico fecha a porta e me encara.

- Não sei pelo o que está passando mas posso garantir que um dia vai passar, essa sua dor vai passar, mas isso leva tempo, você tem que seguir em frente de qualquer jeito a vida não para só porque estamos sofrendo – Ele diz e passa sua mão forte pela minhas costas, eu o encaro e tento sorrir .

- Não sei se vai passar, eu amava aquele homem, mas depois do que eu vi… não sei se vou conseguir seguir em frente, e tem também o meu bebê, eu tenho problemas para engravidar e agora que eu perdi um filho, vai ser mais difícil ainda – Explico e o médico senta ao meu lado e segura minha mão.

- Você pode ter dificuldades para engravidar, mas você ainda pode ter um bebê, a perda de um não afeta o seu futuro como mãe, e sobre aquele homem, ele é um idiota por ter feito uma mulher tão linda como você sofrer – Ele diz e sorri e eu sinto meu rosto corar . – A propósito eu me chamo Louis .

***
Três anos depois

Eu estava tão feliz, eu finalmente tenho uma pessoa em quem confiar e amar, sim, o meu médico, Louis Tomlinson, virou meu marido. Nem eu consigo acreditar .

Depois que eu recebi alta do hospital, Louis me chamou para sair e acabou que viramos amigos, eu contei tudo o que aconteceu para ele e Louis simplesmente queria ir até a casa de Harry e dar uns murros nele, sorte que eu consegui aquietar a fera .

Louis é o meu porto seguro, durante os primeiros meses que eu fiquei bastante ruim ele estava lá e me mantinha feliz o tempo todo com suas piadas e suas historias de medico, acabou que essa nossa amizade virou outra coisa quando ele me beijou com desejo na frente da casa dele quando eu estava de saída .

Depois desse beijo nós começamos uma amizade colorida, eu confesso que foi uma ótima decisão.

Depois de um ano eu me senti segura o bastante para me entregar a ele de maneira carnal, fizemos sexo no apartamento dele e no final ele me contou o que sentia por mim e me pediu em namoro bem ali mesmo e eu aceitei e logo depois fizemos amor.

No ano seguinte foi o melhor ano da minha vida, o nosso namoro era maravilhoso, mas claro que tinha as nossas brigas de sempre, as vezes tinha o ciúmes dele comigo e tinha o meu ciúmes que eu sentia dele, mas sempre acabava em sexo no sofá, na cozinha e teve um dia que foi em cima da maquina de lavar . Louis nunca me fez ficar insegura e passei a confiar bastante nele .

No nosso terceiro ano juntos, ele me pediu em casamento, e eu aceitei e nos casamos com tudo que um casamento tem direito .

Já fazia três anos que eu não via Harry e nem minha mãe, não sinto mais tristeza pelo o que aconteceu, porque por causa deles eu conheci Louis.

Já estávamos quase fazendo quatro anos juntos quando descobri que estava grávida, eu fiquei tão feliz e quando eu contei para Louis ele fez uma festa, ele sabe o quanto isso era importante para mim . Ele estava extremamente atencioso e cuidadoso comigo, vivia acariciando minha barriga de maneira instintiva sem nem notar .

Quando eu estava com cinco meses e minha barriga já estava maior, fomos dar um passeio no parque de Londres, esse parque ficava lindo durante o inverno .

Louis segurava minha mão com firmeza e eu sorria das coisas que ele me contava .

Quando viramos em uma curva vejo Harry, reconheci seus cachos mais longos de cara . Ele me encarou surpreso e eu engoli em seco e apertei a mão de Louis, ele já encarava Harry com um aviso no rosto dele que dizia “Fique longe da minha família, se não irei espancar você”, mas Harry parece que não percebeu a expressão mortal de Louis e se aproximou .

- (S/n) como vai ? – Ele pergunta e me encara e para seus olhos na minha barriga maior .

- Estou muito bem – Respondo e Louis dá um sorriso cínico para ele .

- Ela está muito bem casada e esperando um filho nosso, acho que nunca fui tão feliz, (S/n) é a mulher que eu pedi a Deus – Louis diz e eu dou um sorriso e ele beija minha testa . Encaro Harry e vejo que ele está bastante mal, está magro, usa roupas amassadas – Mas agora temos que ir, daqui a pouco vamos saber o sexo do nosso filho, eu estou bastante animado, vamos amor? – Ele pergunta para mim e eu assinto .

- Tchau, Harry – Digo e ele assente e eu me afasto . E caminho junto com meu marido, eu estou definitivamente feliz com ele .

(POV Harry)

Eu não queria ter transando com a mãe da (S/n) mas o meu desejo e libido falou mais alto e quando fui ver eu já estava dentro daquela mulher do demônio .

Quando vi (S/n) parada na porta nos encarando, meu mundo caiu, eu fiquei louco, eu estraguei tudo por causa do desejo que eu sentia pela mãe dela .

Depois que vi o sangue escorrendo pelas pernas dela, aquilo me matou mil vezes porque eu entendi o que estava acontecendo, e ela pedindo para eu salvar o filho dela, o nosso filho, me matou mais umas milhões de vezes .

Eu nunca mais tinha voltado a falar com a mãe dela depois do que aconteceu, mas fiquei sabendo que a mulher entrou em uma profunda depressão e que estava sendo tratada em uma clinica, mas eu não ligo, eu só queria a (S/n) aqui comigo. Eu fui um babaca completo.

(S/n) cumpriu o que ela falou, eu não vi ela por longos três anos, quase 4 anos.

Mas quando eu vi ela andando toda sorridente de mãos dadas com aquele médico, eu percebi o que eu tinha perdido realmente. Eu perdi a oportunidade de ter uma família, uma mulher maravilhosa do meu lado . Eu percebi a barriga dela e isso me matou, porque poderia ter sido eu no lugar daquele idiota do médico . Ela estava linda grávida, ela é linda de qualquer jeito.

Agora eu estou aqui, virei um alcoólatra, desempregado, quase depressivo e completamente solitário.

Espero que tenham gostado, se sim, mandem uma ask me contando

Imagine com Harry - Inspirado em A Little Bit Of Your Heart - Ariana Grande ( Ouça a musica, se for preciso mais de uma vez)

Seu POV

Abri os olhos e avistei o outro lado da cama vazia. Harry que antes de eu apagar se encontrava lá já não estava mais. Me sentei na cama e vasculhei com os olhos cada parte do quarto para ver se eu o encontrava. Mas nada.

- Harry? - O chamei ficando sem respostas. Respirei fundo pensando no fato dele ter ido embora pela segunda vez. Levei um susto quando seu celular tocou em uma notificação. - Só não esquece a cabeça porque é grudada no corpo. -Me referi a Harry usando aquele termo que todos usavam quando alguém esquecia algo. Peguei o celular o ri com o papel de parede, era uma foto nossa tirada a poucos dias.

” Estou te esperando. Onde você está? - Mellissa”

Li aquela mensagem sentido um grande aperto no coração, eu já imaginava aquilo a algum tempo mas eu nunca tinha coragem de perguntar a Harry. Tinha medo de sua resposta. Mas aquela mensagem era uma das provas o que era pior do que saber uma resposta que podia ser uma mentira de Harry. Respirar funda já estava começando a não funcionar, meu coração apertado fazia com que meu olhos enchesse de lágrima e minha mente trabalhar em muitos pensamentos e curiosidade para saber com quem e onde Harry estava.

” Me responda! - Mellissa” Outra mensagem surge no celular. Responda? Eu queria responder dando um tapa nela.

Ouvi um barulho no andar de baixo e deduzi que seria Harry, coloquei o celular rapidamente de volta a cômoda e Fingi estar dormindo. Ele adentrou o quarto e andou até a cômoda.

- Aqui está! - sussurrou pegando o celular. Ouvi seus passos voltarem de onde vieram então eu fingir acordar.

- Harry? - ele se virou para mim e abriu um sorriso.

- Diga querida…

- onde vai? - ele sorriu sem jeito e coçou a cabeça.

- Reunião da banda, sabe como são imprevisíveis. - Explicou colocando o maldito celular no bolso.

- Tem certeza? - me sentei na cama vendo um rosto confuso se formar.

- Tenho. - ele veio até a mim e me beijou - Para de ser desconfiada, mulher - brincou e novamente beijou meus lábios.

- Posso ir com você?- Torcendo para respostas ser sim e toda aquelas mensagens não ser de quem estou imaginando. 

- Acho melhor não, querida - Droga Harry! Não era essa a resposta. - Vai ser chato e cansativo, volte a dormir e quando acordar eu já estarei aqui… quero dizer que vou tentar . - Explicou e beijou minha testa, assim deixando meu quarto.

Eu poderia ter estourado e o enchido de perguntas até ele confessar a verdade, ou o xingar, bater e até mesmo terminar todo que tínhamos. Mas eu não sou assim, não quando se trata de Harry, na verdade eu só queria sentir um pouco do seu amor, ter um espaço em seu coração nem que seja mínimo.

Liguei a TV com a intenção de me distrair, mas nada adiantava. Me levante (ler-se: me arrastei) da cama até o banheiro onde se encontrava um grande espelho, vi meu reflexo nele com receio e insegurança.

- Qual é o problema com você? - sussurrei ainda me olhando naquele maldito espelho. - Feia. Gorda. Burra. Idiota. Sim, muito idiota. - Algumas lágrimas descerem em meu rostos enquanto eu encarava que lá imagem no espelho vendo todos meus defeitos, físicos e interno. - Olha esse cabelo! Harry tem motivos de encontrar outra…- Falei comigo como se tivesse julgando alguém que não gostava. Talvez seja isso mesmo. - Esse nariz! Meu deus…- me julgava já perdendo a voz por conta do choro.

E lá estava a menina do colegial, a garota que além de se odiar, era odiada por todas. A garota que sempre usou pulseiras para esconder sua dor e as vezes alívio.

Peguei meu celular indo nas últimas chamadas, logo discando o número de Harry. Sim, eu precisava botar tudo aquilo para fora.

- Oi meu amor…- Sua voz era feliz, eu apertei os olhos e mais lágrimas desceram eu fiquei quieta alguns segundo e finalmente consegui forças para responder.

- Harry…- Falei fungando.

- (s/n)? Está chorando? O que houve? - Seu tom mudou de feliz para preocupado.

- Harry porque ainda está comigo? Por que está me enganado? Eu sei que não sou boa o suficiente,mas não faça isso comigo… - Não consegui segurar a merda do choro.

- (s/n ) o que está acontecendo? Não estou entendendo nada! - Harry pediu uma explicação.

- Sou feia, gorda e a prova disso é que você me trocou… Mellissa o nome dela não é? - funguei mais uma vez com a uma voz embargada pelo choro, completei: - Não negue nada, eu já entendi, esta tudo tão claro…Me escute bem, eu quero que você me esqueça, esqueça! - desliguei o telefone e voltei a chorar desesperadamente. Eu sabia o que iria me aliviar, vasculhei a gaveta da pia atrás da minha antiga amiga, lâmina. - Sabe (s/n), você não é perfeita…- Fiz o primeiro corte, ainda sem forças, foi fraco. - Não é bonita, não tem talento algum…- mas um corte fraco foi feito em meu pulso esquerdo. - E as pessoas fazem questão de jogarem na sua cara, fazem questão de te ver sofrer, fazem questão de te trocar! - Meu olhos transbordando lágrimas fez com que minhas vista embaralhasse. Um corte forte e fundo foi feito abaixo dos outros, diferentes dos dois esse começou a sair sangue de imediato. - Mas é tão injusto eles estarem sorrindo agora enquanto eu…- fiz outro corte fundo- Morro lentamente. - Sangue. Muito sangue escorria pelo meus braços, um pouco de arrependimento bateu, mas não era mais forte que a dor dos cortes e a dor do meu coração quebrado.

Já estava uns trinta minutos ali vendo meu sangue jorrar, nunca tinha feito tão fundo quanto aqueles, eu tentava fazer parar de sair sangue mais nada adiantava, liguei a torneira para limpar meu braço, assim que enfiei meu braço debaixo da água sentir uma ardência horrível e não consegui ficar muito tempo com o braço ali.

Cai no chão já me sentindo fraca, o sangue ainda escorria. Já parei de pensar no que fazer para parar o sangramento, mas do que adianta. Uma hora ia para, sempre para. Minhas vista estava embaçada, doía mais que o normal e o chão já estava todo sujo de sangue. Ouvi barulhos no andar debaixo que logo surgiram no andar de cima.

- (s/n) será que pode me explicar o motivo daquela ligação? - Não respondi- (s/n)? - seus passo se aproximaram mais do banheiro e então ele adentrou. - (s/n)! O que está… - ele correu até a mim segurando meu braço. Ele pegou o celular e discou um número, logo colocando o celular no ouvido. Eu não tinha forças para me mexer ou falar. - Atende caralho!…- ele falou desesperado - Oi, eu preciso de uma ambulância! Urgente, ela está sangrando muito! -Ele passou o endereço e desligou. - Amor, fala comigo…Por que fez isso? - não respondi, apenas respirava pausadamente, fechando e abrindo os olhos como se fosse em câmera lenta. - por que estava tentando se matar? Me responda! - ele pedia com uma certa tristeza na voz. - Não faz isso comigo. Você tem que ficar aqui, pra cuidar de mim…pra me amar. - Se sentou no chão. - Eu nunca pensei que pudesse amar alguém como eu te amo, (s/n)! Então por favor, não me deixe sozinho.

Rapidamente a ambulância chegou, enfermeiros invadiram meu banheiro e me colocaram em uma maca, depois disso só escuridão.

(…)

O cheiro do lugar e uma maquina que a todo segundo apitava um “pi” denunciava o lugar onde eu me encontrava - deitada-, Era um hospital. Abri os olhos ainda piscando devagar para enxergar normalmente, a minha frente tinha um sofá ocupado por uma pessoa, era Harry, estava dormindo.

- A droga! - Olhei meu pulso enfaixado. Não foi um pesadelo.

- Olha só quem acordou! - A enfermeira adentrou a sala com uma bandeja em mão. Harry acordou com a voz alto da moça, coçou os olhos e me olhou sem falar nada. - Como se sente querida? - Juntei os ombros como um “ Não sei” e ela sorriu - Coma tudo e sentirá melhor. - colocou a bandeja sobre meu colo e assim saiu.

Olhei a bandeja que havia frutas, suco de laranja e torradas. Comida boa demais para ser de hospital. Eu estava faminta então comecei dando um grande gole no meu suco.Observei Harry se levantar e se espreguiçar, andou até a ponta da cama e ficou me olhando, com as mãos no bolço, reparei na sua camiseta branca repleta de sangue. 

- Você me deu um grande susto. - Falou e sorriu em seguida. - Nunca mais faça uma coisa dessa. - Ficou serio novamente. Eu não respondi, voltei a encarar a bandeja pegando um torrada e comendo - Vai me dizer o motivo de você ter quase se matado? - eu o olhei ainda mastigando a torrada. Neguei com a cabeça e dei outro gole no suco.- Eu preciso saber…- Engoli a comida e suspirei.

- Quem é Mellissa, Harry? - Ele me olhou confuso.

- Que? Ela é minha produtora. Da onde você tirou que eu e ela estava tendo um caso? - Senti um enorme arrependimento bater. O maior que eu ja senti.

- Eu vi uma mensagem…- sussurrei- Quando você deixou o celular ontem, ele tocou e eu fui ver e eu pensei…

- Por deus (s/n). Já disse para parar com isso…

- Não briga comigo! Eu não tenho culpa se me sinto insegura, eu não linda, perfeita ou algo que chegue perto disso Harry…

- E que foi que disse que eu não te acho perfeitamente linda? - Ele veio até a mim e se sentou ao meu lado na cama,de frente pra mim. - Você não é só beleza, (s/n) não foi isso que me conquistou. Você é mandona, chata, irritante mas além disso é inteligente, protetora e minha…Minha, menina. Minha mulher. Minha…vida; - acariciou meu rosto. - Ontem eu fiquei tão desnorteado e vulnerável. Mesmo com você nos braços eu não pude fazer nada para te salvar, foi tudo tão rápido…Nunca mais me assuste assim. - Senti meu olhos queimarem e uma lagrima teimosa descer. Mas logo sendo secada pelos dedos de Harry.

- Me desculpe. Por favor, me desculpe. - Pedi milhares de vezes. Ele me abraçou forte - Perdão. - Falei baixinho.

- Não faça isso comigo. Eu te peço - Passou os dedos por cima dos cortes. - Tiveram que costurar, acho que vai ficar a cicatriz por um bom tempo. - Olhei meu braço e suspirei.

- Também acho. - Coloquei a mão sobre meu coração. Ele entendeu o que eu queria dizer.

- Meu perdão pode cicatriza-lo?

- Pode até reforma-lo. Deixa-lo novinho em folha. - sorri fraca. Seus lábios quente encostaram no meu.

- Te perdoou se me perdoar também. Eu não vou mais deixar que você pense que não é perfeita para mim.Nunca - sussurrou ainda com os lábios encostados nos meus.- Eu amo você, mulher.

- Eu amo você, homem - Me beijou e em seguida me abraçou. Por tantas vezes eu cuidei de Harry, agora que a situação era inversa ele conseguiu se sair melhor que eu. Sem duvidas ele era o melhor.

Imagine Liam Payne – colaboração

Colaboração enviada por Bellah (x)

Parte IParte II – Parte III

**

Eu estou acompanhando o Liam até a terapia, talvez isso também fizesse bem a mim e eu poderia dizer a minha versão da história. Liam aparecia muito mais feliz agora do que quando estávamos juntos, a terapia estava fazendo bem a ele de verdade, enquanto estávamos a caminho ele me disse tudo o que tinha feito na terapia e o quanto já se sentia mais leve por ter ido atrás de ajuda. Ficamos na sala de esperar até que fossemos chamados e ele estava nervoso, talvez por eu estar aqui e estivesse com medo do que poderia acontecer quando fosse a nossa vez de estar conversando com a terapeuta.

- Vai ficar tudo bem Liam, não se preocupe. - Eu segurei a mão dele.

- Obrigado por ter vindo, agora parece ficar tudo mais fácil de lidar com você aqui. - Ele apertou a minha mão e sorriu com os olhos brilhando.

- Não se preocupe, tudo vai acabar bem no final você vai ver. - eu sorri, a recepcionista disse que já era nossa vez de entrar, o Liam estava ainda mais nervoso agora.

- Sr. Payne fico feliz em ver você. - A terapeuta disse ao Liam, ela era uma mulher com pouco mais de quarenta anos e muito bonita.

- Sra. Martinez e bom revê-la também, essa e a S/N de quem eu falei. - Ele nos apresentou.

- Sra. S/S e com prazer em conhecê-la, Liam tem falado muito sobre você. - Ela sorriu e o Liam ficou sem graça.

- O prazer e todo meu Sra. Martinez, eu espero poder ajudar o Liam nesse processo e me ajudar também. - Começamos a terapia, ela fez primeiro as perguntas para o Liam e depois foi a minha vez de contar a minha versão da história.

- Bem eu conheci o Liam alguns meses depois que Ela morreu…

- Ela quem? - A Sra. Martínez me interrompeu.

- A ex dele. - Ele me encarou triste, eu não conseguia dizer o nome dela, eu não gostava dela, é por culpa dela que estamos aqui.

- A Sophia e porque você não diz o nome dela e sempre se refere a ela na terceira pessoa? - Me perguntou, eu queria ir embora.

- Eu não sei, eu só não gosto de dizer o nome dela, talvez por ela sempre estar presente em tudo que me cerca, eu não tenho nada contra ela, só que eu não gosto de dizer o nome dela é como se eu estivesse trazendo-a para perto de mim, e eu não quero isso. - Liam estava concentrado em mim e jurei ver uma lágrima rolar em seu rosto.

- Pode continuar S/N. - ela me pediu.

- Foi em um museu em Paris, eu não sei ao certo, mas eu fiquei encarando ele enquanto ele via um quadro daí ele me chamou pelo nome dela pela primeira vez naquele dia, eu não me importei sabe? Já que eu não o conhecia e nem sabia o que tinha acontecido, e depois os nossos encontros foram ficando mais frequentes, até que ele me fez o convite depois de 3 meses que havíamos nos conhecido para poder ir morar com ele. - Eu expliquei toda a nossa história até o presente momento em estar ali com eles, no meio da minha explicação as vezes ela me interrompia e fazia outras perguntas sobre a minha vida antes de conhecer o Liam. 

- Eu espero por vocês na próxima sessão, e S/N eu quero conversar mais sobre você pode ser? - Ela se levantou.

 - Claro, posso marcar para esse mesmo horário se quiser? - Eu peguei minha bolsa. 

- Eu aguardo vocês então e Liam você está progredindo bem. - Ela nos acompanhou até a porta. 

Liam estava tão estranho depois que saímos do consultório, ele parecia distante num submundo dos seus pensamentos do passado onde ele não permitia que ninguém chegasse lá, o mesmo onde ele fugia quando queria pensar na Sophia, ele estava de novo pensando nela.

- Liam você está bem? - Eu perguntei a ele.

- Sim. - Ele estacionou o carro em frente ao prédio onde eu morava.

- Eu sei que está sendo difícil Liam, mas você precisa querer fazer isso, você só vai conseguir seguir com a tua vida se você quiser.

- Por que você nunca falou do Nicholas? - Ele me encarou.

- Como sabe do Nicholas? - Nicholas era o meu ex noivo.

- Responde a minha pergunta primeiro? - Eu respirei fundo e o encarei.

- Eu não gosto de falar sobre isso. Não importa mais - a minha voz saiu falhada.

- Podemos conversar sobre isso no teu apartamento se quiser… - ele tirou o cinto e desligou o carro, eu sai sem dizer nada ele apenas me acompanhou até meu apartamento. Fazia tanto tempo que eu não tocava nesse assunto com alguma pessoa.

- Quer beber alguma coisa? - Eu perguntei.

- Não, obrigado. - Ele se sentou na poltrona e eu no sofá em frente a ele.

- Como sabe do Nicholas? - Perguntei outra vez, eu nunca contei nada sobre o Nick para o Liam.

- Emily me contou, quer dizer ela não contou tudo, mas boa parte da história. - Emily era minha melhor amiga aqui em Londres, foi por conta dela que eu vim parar aqui.

- Ela não devia ter feito isso.

- Por que você nunca me disse nada sobre ele, por que não disse que ele também morreu?

- Por não aceitar, eu não aceitava a morte dele assim como você não aceita a da Sophia até hoje. -Encarei o chão para manter o equilíbrio emocional e não chorar.

- Porque você escondeu isso de mim e porque sofreu sozinha?

- Eu não queria sofrer de novo, foram anos dentro do meu próprio eu me culpando pela morte dele.

- Como foi? - Ele estava me encarando.

- Foi num acidente de carro em Paris depois de uma festa, eu e ele discutimos e fomos embora, no meio do caminho perdemos o controle do carro e batemos, o carro caiu no lago e começou a afundar eu tentei…- As lágrimas caíam no meu rosto.- Eu tentei salvá-lo, mas ele não deixou, ele não me deixou ajudá-lo eu poderia ter feito alguma coisa pra tirar do cinto, mas ele não me deixou, eu comecei a ficar sem ar e tive que sair do lago eu poderia ter morrido junto com ele.- Eu coloquei a mão no rosto. 

- Quando foi? - Ele veio até mim.

- Faltava uma semana para nós casar, eu tive que trocar os preparativos do meu casamento para o velório do meu noivo, é tudo culpa minha, ele morreu por minha culpa.

- Não, não é culpa sua, foi um acidente você não poderia fazer nada. - Ele me abraçou. - Se eu tivesse segurado a minha respiração mais um pouco eu teria conseguido salvá-lo.

- Você não estaria aqui agora, poderia estar morta também. - Ele limpou minhas lágrimas.

- Eu entendo a tua dor Liam, sei que dói muito perder quem a gente ama, eu perdi o Nick que era o homem da minha vida. - Liam me entregou um copo com água.

- Como você superou a dor? 

- Dói até hoje, dói muito, mas eu aprendi a conviver com ela e parte de mim agora é como se eu estivesse nascido com ela, eu só a sinto quando eu permito que ela doa, eu apenas me acostumei com ela aqui dentro. - Eu coloquei a minha mão em seu peito.

- E como foi depois até o dia em que nós conhecemos? - Ele segurou minha mão e a beijou.

- Eu fiquei depressiva nos primeiros meses, depois Emily me chamou para vir passar uns dias com ela que me faria bem, dois meses que eu estava aqui eu conheci um cara em um museu que me fez ver que a minha vida não tinha acabado. - Ele sorriu.

- Esse cara tinha perdido um grande amor também.

- Eu sei, foi por isso que me identifiquei com ele, por que ele sentia a mesma dor que eu, ele me entendia, mas eu descobri que dois doloridos não dariam certo e me deixei levar pelo o que passei a sentir por ele. - O encarava diretamente, eu não queria parar de olhá-lo para não perder parte dos sorrisos que ele dava.

- E ele o que fez? 

- Ele deixou que a dor tomasse conta de todos os outros sentimentos dele e esqueceu de viver e agora ele está começando a se dar uma segunda chance.

- Me ajuda a superar isso S/A, eu quero muito não sentir mais essa dor aqui, eu quero poder te amar do mesmo jeito que você me ama. - Seus olhos brilhavam feito duas estrelas.

- Eu te amo Liam e seria muito egoísmo da minha parte não te ajudar a superar tudo isso, faremos isso juntos.

Já se foram 5 meses desde aquele dia em que eu e o Liam nos demos uma segunda chance, agora as coisas estão mais fáceis para nós, estamos indo com calma como a Sra. Martinez sugeriu um dia de cada vez, sem pressa nenhuma e nenhuma expectativa do futuro. Eu redescobri um Liam totalmente diferente do Liam que eu conheci, um Liam alegre e feliz e complemente apaixonado pela vida.

- S/N. - Eu ouvi a voz dele na sala.

- Estou na cozinha. - Eu gritei estava terminando o jantar.

- Achei que era meu dia de fazer o jantar. - Ele disse entrando na cozinha.

- Engraçadinho, hoje é seu dia de lavar a louça, terça e quinta você lava a louça e eu segundas e quartas. - Havíamos feitos regras na cozinha. Liam odiava lavar a louça.

- Precisamos rever essas regras, eu posso ser o Chef oficial e você lava a louça já que eu tenho muito mais experiência na cozinha do que você. - Ele pegou o pano que estava no meu ombro. - O seu molho está um pouco mais ácido, precisa um pouco mais de açúcar para tirar a acidez. - Liam me irritava as vezes.

- Sim Chef. - Eu entreguei o posto para ele. - Mas da próxima vez você não escapa da louça ouviu Chef? - Eu fui lavar a louça.

- Eu levo você para jantar fora e assim escapo da louça de novo. - Ele disse rindo.

Enquanto jantávamos eu me sinto mal e corri para o banheiro.

- Está tudo bem? - Liam estava na porta.

- Sim, só foi um mal-estar. - Eu saí do banheiro.

- Mal-estar é? Ontem também você sentiu isso. - Ele disse dando indireta.

- Eu só andando enjoada esses dias Liam, não é nada demais são apenas enjoos é coisa de mulher. - Eu me sentei na cama.

- Muitos enjoos por sinal, não é? Você nem está comendo direito que corre para o banheiro. - Me encarava desconfiado e ficou me encarando.

- O que você está querendo dizer com isso. - O encarei.

- O óbvio, enjoos, idas ao banheiro no jantar, desmaios, atraso de mais de duas semanas… - ele disse com um sorriso no rosto e encarando minha barriga.

- Liam…- eu olhei pra minha barriga. 

- Eu já volto. - Ele saiu do quarto e volto logo depois com uma caixinha. - Eu passei na farmácia quando eu voltava do trabalho e te comprei isso. - Me entregou o teste de gravidez, peguei o teste e voltei para o banheiro, fiz o teste e deu positivo, eu saí do banheiro e o encarei.

- Deu positivo Liam. - Eu não sabia se chorava ou se sorria.

- Eu te amo S/N, amo vocês dois. - Ele me abraçou bem forte.

- Obrigada por ter me dado o meu bem mais precioso. 

- Ei bebê, estamos felizes por você estar crescendo aí dentro e por você ser a melhor coisa que aconteceu em nossas vidas - Ele beijava a minha barriga. Um bebê? Eu e o Liam íamos ter um bebê. A alegria dele era tão nítida mesmo sabendo em tão poucos meses seriamos pais, agora sim nossa felicidade estava completa e tínhamos mais um motivo para continuarmos juntos a cada dia.

Fim.

Sentada na sala eu esperava que Harry chegasse em casa, para conversarmos, já era tarde e ele estava de plantão na delegacia e provavelmente chegaria cansado mas fazia tanto tempo que ele não conversava comigo, não me escutava e aquilo me irritava e me destruía por dentro. A porta se abriu e eu sorri caminhando em direção a ele e o ajudei a retirar o casaco o selando em seguida. 

-Podemos conversar? - perguntei manhosa passando os braços em volta do pescoço dele. 

-Aconteceu algo com Darcy? - ele perguntou preocupado e eu sorri ao ver o quanto ele se importava com nossa filha. 

-Não, eu só queria… 

-Não tenho tempo pra besteiras, (S/N). Eu estou cansado e quero dormir, o jantar está pronto? - senti meu coração apertar e um nó se formar na minha garganta. Simplesmente assenti e me encaminhei até o sofá e me sentei ali segurando o choro. - Você não vai chorar por besteiras agora, não é? - depois de jantar, ele se sentou ao meu lado e acariciou minha coxa, mas eu me virei de costas pra ele. - Vamos lá, não haja como uma criança, (S/N). - ele suspirou enquanto eu ainda tentava não chorar. - Tudo bem, você quer conversar sobre o quê? - ele perguntou me puxando para o colo dele. 

-Eu só queria saber se… - fui interrompida pelo celular dele tocando, o qual ele atendeu prontamente ao ver o nome dela escrito ali. Ellah é a parceira de viatura de Harry, eu sinceramente não queria sentir ciúmes deles mas algo me diz que eu deveria, não sei o porquê. Ele terminou a conversa com ela e começou a fazer seu caminho até as escadas. - Harry…? - chamei-o e ele me encarou - Nós não iríamos conversar? 

-Estou cansado demais pra suas futilidades de mulher. - ele disse simplesmente e eu engoli o choro. 

Já devia ser umas três da madrugada e eu ainda estava sentada na sala encarando a tv, eu não a assistia, só observava, era só uma desculpa pra não subir e me deitar com Harry, eu me perguntava por que ele mudava tanto quando acabava de falar com Ellah e por que ele tinha que ser sempre tão machista. 

-Você ainda está ai? - eu escutei a voz dele mais rouca que o normal perguntar - Estou sentindo sua falta na cama. - ele disse, mas aquilo não me afetou. - Vamos. - ele parou na minha frente esticando os braços pra mim, eu o ignorei desligando a televisão e começando a subir as escadas, entrei no quarto e me deitei me cobrindo em seguida, ele entrou no quarto e tinha certeza que me encarava - Você está chateada? Só por eu ter dito a verdade? 

-Será que você poderia me fazer o favor de apagar as luzes? Está me atrapalhando. - eu o ignorei e ele fez o que eu pedi se deitando ao meu lado e me envolvendo pela cintura e depositando um beijo no meu pescoço. Ignorei-o. 

-Boa noite. - ele se aconchegou me abraçando mais e logo adormeceu, senti algumas lágrimas rolarem pelo meu rosto e deixei que elas fossem livres. 

No dia seguinte eu me levantei cedo pra fazer o café, hoje era o dia de folga de Harry e nós tínhamos um churrasco na casa de Ellah no horário em que Darcy estaria na escola, então estava tudo bem. 

O café-da-manhã foi calmo e silencioso, Harry levou Darcy até escola enquanto eu fui tomar banho me arrumar para o tal churrasco, eu não queria ir mas sei que Harry daria um show se eu dissesse que não iria, segundo ele, eu como sua esposa, deveria acompanhar ele a todo e qualquer festa/evento, e eu nunca reclamei, era bom saber que ele gostava de me ter por perto ainda. 

Ele chegou e foi direto tomar banho, quando saiu eu já estava pronta e ele me encarou incrédulo. 

-Onde você pensa que vai vestida assim? - ele me encarou sério. 

-Ao churrasco, oras. 

-Olha só pro tamanho dessa coisa que você chama de vestido! 

-Não seja machista. 

-Comigo você não vai a lugar algum vestida desse jeito. Até parece uma vadia. 

-Pois então se eu não posso ir vestida de vadia como você diz, eu não vou, talvez assim seja mais fácil pra você e Ellah. 

-Eu e Ellah? O que tem demais? 

-Você acha que eu não noto?

-Cale a boca e vamos logo pro maldito churrasco. - ele fugiu do assunto e se arrumou rapidamente e logo fazíamos o caminho em direção a casa de Ellah no carro dele. 

Ao chegar no lugar, Harry simplesmente me abandonou pra ficar ao lado de Ellah, eu passei o churrasco inteiro sozinha, me sentia deslocada ali, me sentia indesejada, aquilo estava me matando aos poucos eu não aguentava mais. Caminhei em direção ao grupinho de amigos no qual Harry estava abraçando a mulher pelos ombros. 

-Harry, podemos ir embora? - eu perguntei o encarando. 

-Mas já? - Ellah o encarou triste. 

-Não podemos ficar mais um pouco? - ele me encarou. 

-Não, eu sou sua mulher, eu tenho prioridade na sua vida e estou te pedindo pra ir embora. - eu disse tentando me controlar e vi Harry se irritar. 

-Até amanhã, gente. 

Ele disse e me agarrou pelo braço e me colocou dentro do carro dando partida em seguida, o clima tenso tomava conta do carro e eu sabia que isso renderia e muito em casa. 

Desci do carro e caminhei pra dentro de casa parando somente em nosso quarto e começando a tirar meus brincos e maquiagem na frente do espelho. 

-O que foi aquilo no churrasco? - ele entrou gritando no quarto. 

-Aquilo foi eu te mostrando como você age comigo em público - eu disse o encarando pelo espelho. 

-Você deu uma crise de ciúmes na frente de todo mundo. 

-Se você não me desse motivos. - voltei a limpar minha maquiagem. 

-O que eu faço? 

-Você age como se Ellah fosse sua esposa, não eu. 

-Nós somos amigos, não é como se eu estivesse transando com ela. - ele disse e eu o encarei sentindo as lágrimas brotarem nos meus olhos. - Lá vem você com essas suas lágrimas ridículas. 

Terminei de tirar minha maquiagem, já estava anoite e minha mãe havia trago Darcy pra casa como combinamos então eu tomei um banho pra tentar me acalmar mas não funcionou, eu sai do banheiro já de pijama e Harry estava sentado na cama. Eu simplesmente ignorei a presença dele ali e comecei a sair do quarto. 

-Aonde você vai? - ele perguntou calmo. 

-Dormir. - respondi secamente. 

-Você tem que dormir aqui comigo, você é minha mulher! 

-Posso ser sua mulher, mas não sou sua propriedade. 

Saí do quarto e fui me deitar no quarto de Darcy que se aconchegou nos meus braços e continuou a dormir, e dormi tranquila como não fazia há tanto tempo com minha filha serena e calma entre meus braços. Duas semanas se passaram e eu ignorava Harry com todas as minhas forças e simplesmente o ignorava quando ele dava os ataques dele. 

-Você quer ter aquela conversa agora? - ele perguntou sentado no sofá enquanto eu limpava a mesa do café-da-manhã. 

-Estou ocupada agora pra essas futilidades. - respondi terminando de colocar as louças na pia a começando a lavá-las. 

-É sério. - ele parou ao meu lado na pia. 

-E eu por algum acaso estou rindo? - me virei séria pra ele. 

-Até quando você vai ficar com esse joguinho, eu não aguento mais dormir sem você. - ele confessou triste - Eu mudei de parceiro. Ellah não está mais na mesma viatura que eu. - ele disse e eu o encarei procurando indícios de que ele não estava sendo verdadeiro e não os encontrei - Por favor, eu não aguento mais. Eu prometo tentar mudar. 

-Tentar? 

-Eu prometo mudar, agora vem cá e me dá um beijo porque eu não aguento mais ficar sem você. Eu percebi o quão incompleto eu seria sem você, eu te amo sua fútil. - ele tinha me envolvido a cintura e eu fechei a cara ao ser chamada de fútil - Minha linda e perfeita mulher fútil. - ele selou nossos lábios e eu finalmente parei de resistir.

FIM. 

/lululis

One shot  Harry - Ele terá que partilhar a guarda com S/N do bebê que ele quer adotar - Parte 1

- Há um problema na adoção de Hayla - disse a assistente social. Eu sempre tive o sonho de adotar uma criança, e quando eu vim visitar este centro de adoções, ou melhor, este orfanato, me apaixonei por Hayla.
Uma bebê de três meses, que perdeu seus pais em um acidente e milagrosamente, Hayla não sofreu nem um arranhão. O que me surpreendeu muito.
Só lembro de ter desenvolvido um amor que nunca sentira antes. Um amor paterno. Como se realmente fosse pai daquela criança. E tudo que eu conseguia pensar era em cuidar daquele bebê indefeso.
Mas infelizmente nem tudo é como a gente quer. Não foi apenas eu quem se comoveu com a história de Hayla. Uma mulher também se apaixonou pela bebê. Bom, era o que eu estava entendendo do que a assistente social dizia.
- E S/N - nome da moça que está interessada em Hayla - quer muito adotar a bebê - terminou a assistente.
- Mas eu também quero muito!
Eu estava com os nervos a flor da pele.
- Como você deixou uma senhora também entrar na causa? Eu estou nesse processo há mais tempo! - porra, que raiva.
- É que, bom, hm, ela é uma mulher. E Hayla é um bebê que precisa de cuidados maternos.
EU NÃO ACREDITO QUE ELA VAI DAR A GUARDA DE HAYLA PRA UMA QUALQUER SÓ PORQUE ELA É UMA MULHER.
- Mas eu serei um ótimo pai.
- Exatamente: pai. E Hayla necessita de uma mãe.
- Mas eu posso ser ambos pra ela. Eu posso.
- Mas não será a mesma coisa.
- Ai meu Deus - eu pus as mãos no rosto, eu não conseguia acreditar naquilo - eu serei um ótimo pai, eu vou fazer o meu melhor - tirei as mãos do rosto - eu amo Hayla, ela é minha filha - disse segurando o choro. Eu posso ser homem, mas me fazia querer chorar aquela situação. Porra, eu cheguei antes.
A assistente pareceu se comover.
- Olha. A S/N teve quase a mesma reação que você, quando dissemos que talvez ela não fique com a guarda, o que mostra que ela também quer muito essa criança. Nós estamos em duvida sobre quem escolher, por isso iremos fazer uma reunião, e com o juiz do caso iremos escolher quem é o melhor para Hayla. Entraremos em contato.
Disse acabando a conversa. Assenti, me levantei, apertei sua mão e antes de sair pela porta, olhei para trás e disse:
- Por favor.
Ela assentiu e fui embora.
Duas semanas se passaram e nada de ligação, ou aparecimento da assistente social. Eu já estava preocupado e pensando que tinham escolhido S/N ou sei lá qual era o nome dela, ao invés de mim e me esqueceram de avisar. Então quando comecei a pensei em ir até o orfanato, o telefone toca.
Corri até ele e atendi:
- AlÔ? - dei um grito no final da frase pela ansiedade.
- Senhor Styles?
- Ele mesmo.
Sentei no sofá.
- Temos uma notícia pro senhor.
- Fale. Por favor.
- Prefiro dar pessoalmente.
- Ta bom, estou indo ai.
- Não precisa, já estou a caminho.

E desligou.
Eita. Prevejo coisa ruim. DROGA DROGA DROGA.
Em alguns minutos (que pareceram infinitos, já que eu andava de um lado à outro da sala pra passar o tempo), a assistente apertou a campainha.
Abri rapidamente a porta. Ela sorriu não querendo sorrir.
- Boa tarde senhor Styles.
- Boa tarde senhora Ellie. Sente-se. Quer um café? - tentei parecer simpático, mas ela sempre foi dura na queda.
- Obrigado senhor Styles. Mas não e não. Tenho alguns assuntos pra tratar hoje, então será tudo muito rápido.
- Hum, okay.
- Bom - disse ela andando pela sala - nós analisamos muito o seu caso e da senhorita S/S. E chegamos à uma conclusão um tanto inusitada.
- Como assim?
Ela parou pra me olhar.
- O senhor e a senhorita S/S partilharão a guarda de Hayla.
- O QUE?
- Calma senhor Styles.
- Mas…
- Esta é a melhor solução. Quem se sair melhor, irá ficar com a criança e caso um de vocês desistam de Hayla, ou do convívio, o outro ganha a guarda.
- Hm.
- S/N já foi contatada e está de acordo. E o senhor?
- É claro que eu estou.
- Ótimo. Apareça às oito horas da manhã, na sexta feira no centro de adoções para conhecer a sua companheira partilhadora de guarda. E ah, amanhã virá outra assistente social ver em que condições o senhor vive e também irá uma na casa da senhorita S/S, para que haja o escolhimento de em que lar vocês irão conviver, porque como você deve saber, ambos irão partilhar o mesmo ambiente.
Pensei nisso.
- Ah… é. Hum, okay.
- Então, o senhor me leva até a porta?
- Claro, sim - e num movimento automático levei-a até a porta, após ela sair, voltei e me joguei no sofá.
Pensando o por quê de as coisas serem tão complicadas.


Pedido postado.