o mosquito

Eu não preciso de você, nunca precisei. Eu estava bem antes de você aparecer e continuo bem agora que você não está mais aqui. Eu não preciso de você, mas quero precisar. Eu não penso em você quando acordo, lembranças suas não invadem minha cabeça durante o dia. Minha vida segue perfeitamente sem você. Praticamente intocada. Mas durante aqueles últimos segundos de consciência antes de adormecer eu penso em você. Mas não me entenda mal, eu não perco o sono por sua causa. Eu simplesmente penso em você, não é saudade nem carência. Não é arrependimento nem tristeza, nada do tipo. É incômodo. É como aquela mecha de cabelo que se recusa a ficar no lugar, é aquela etiqueta da roupa nova que você esqueceu de cortar, e que fica te incomodando todo o dia, é aquela unha lascada que ainda não quebrou mas que você sabe que vai quebrar. É como o zumbido do mosquito que você não consegue encontrar, é o pedacinho de carne que às vezes fica preso entre os dentes. É incômodo. Mas não é necessidade, não é falta de você. Eu não preciso de você, mas quero precisar. Quero precisar porque esses segundos incômodos são mais dolorosos do que qualquer saudade, qualquer carência ou arrependimento. Quero precisar de você por que pensar em você e não sentir nada é incômodo e dói muito mais do que sentir a sua falta.
—  Anna Maia
viver na 3° pessoa não faz poesia boa

você diz que amor não precisa moldar pra caber, ele tem que encaixar e pronto, e eu até concordo. mas isso é no começo, depois você tem que moldar pra ele não soltar, você não fez isso. você ficou lá, torcendo pra que durasse, e isso não basta, não bastou. você devia ter lutado, devia ter levantado e feito algo. você deixou o externo mudar as cores que só você via em mim. você se esqueceu do quanto meu azul combinava com o seu amarelo. você me viu lutando e desistindo e se quer levantou um dedo. até quando vai levar sua vida como se fosse uma peça de teatro na qual você não é a atriz principal, se quer faz parte do elenco. fica lá na última fileira, sentada e desinteressada. entediada com a peça, se distraindo com mosquitos e o buraco no banco da frente?

John and blues

Porque quando estou perto de você eu fico tão nervosa pareço uma tonta deve ser o efeito do amor como eu faço para isso ir embora, mas você não facilitar as coisas com esse seu olhar, com esse seu sorriso, com esse seu jeito de falar. Já era o mosquito do amor me picou me sinto alérgica é não são os melhores sintomas como fica acorda a noite toda, frio na barriga, borboletas, nervosismo é outros a lista é infinita o único remédio que faz feito é ter você aqui perto de mim o que eu faço as minhas preces já fez a deus para ter você aqui do meu lado.

Cuando el aburrimiento los golpee, entréguense a él. Que los aplaste, que los sumerja, toquen fondo. En general, con las cosas desagradables, la regla es: mientras más pronto toquen fondo más pronto volverán a flotar. La idea aquí, para parafrasear a otro gran poeta de la lengua inglesa, es mirar de frente a lo peor. La razón por la que el aburrimiento merece semejante escrutinio es que representa el tiempo puro, incontaminado, en todo su repetitivo, redundante y monótono esplendor.

Para decirlo de alguna manera, el aburrimiento es nuestra ventana sobre el tiempo, sobre esas propiedades suyas que uno tiende a ignorar con peligro probable del propio equilibrio mental. En suma, es nuestra ventana sobre la infinitud del tiempo, es decir, sobre nuestra insignificancia en él. Esto es lo que cuenta, tal vez, en nuestro horror por los atardeceres solitarios y torpes, en la fascinación con la que a veces miramos una mota de polvo flotar en un rayo de sol, cuando en alguna parte repica un reloj, hace calor y nuestra fuerza de voluntad es nula.

Una vez abierta esa ventana, no intenten cerrarla; déjenla, por el contrario, de par en par. Porque el aburrimiento habla el lenguaje del tiempo y va a enseñarles la lección más valiosa de la vida -la que no obtuvieron aquí, en estos verdes prados-: la lección de su completa insignificancia. Será valiosa para ustedes, así como para aquellos con quienes se codeen. “Eres finito”, les dirá el tiempo con voz de aburrimiento, “y hagas lo que hagas, desde mi punto de vista es fútil”. Por supuesto que esto no será música para sus oídos; pero el sentido de futilidad, de significación limitada incluso para las mejores acciones, para las más ardientes, es mejor que la ilusión de sus consecuencias y el consiguiente autobombo.

Pues el aburrimiento es una invasión del tiempo en nuestro repertorio de valores. Pone nuestra existencia en perspectiva, con un resultado neto que siempre implica precisión y humildad. La primera, debe notarse, engendra la segunda. Mientras aprendemos sobre nuestro propio tamaño, más humildes y más compasivos nos volvemos con nuestros semejantes, con ese polvo flotante en un rayo de luz o ya inmóvil sobre la mesa. ¡Ah, cuánta vida hubo en esas motas! No desde nuestro punto de vista, sino desde el de ellas. Nosotros somos para ellas lo que el tiempo es para nosotros; por eso es que parecen tan pequeñas. ¿Y saben lo que dice el polvo cuando lo limpian de la mesa?

“Recuérdame”,

susurra el polvo.

Nada podría estar más lejos de la agenda mental de ustedes, jóvenes y despiertos, que el sentimiento expresado en estos dos versos por el poeta alemán Peter Huchel, ya muerto.

Lo he citado porque me gustaría inculcar en ustedes la afinidad con las cosas pequeñas -semillas y plantas, granos de arena o mosquitos-, pequeñas pero numerosas. Cité estos dos versos porque me gustan, porque me reconozco en ellos y, si a ello vamos, en cualquier organismo vivo que debe ser limpiado de la superficie disponible. “Recuérdame, susurra el polvo”. Y lo que oímos es que si de vez en cuando aprendemos algo sobre nosotros por cuenta del tiempo, quizás el tiempo pueda, a su vez, aprender algo de nosotros. ¿Qué habría de ser? Que aunque inferiores en significación, tenemos la ventaja de la sensibilidad.


Extracto de una conferencia de Joseph Brodsky en la Universidad de Dartmouth, 1989

UMA DEFINIÇÃO

amor é uma luz à
noite atravessando o nevoeiro

amor é uma tampinha de cerveja
pisada no caminho
do banheiro

amor é a chave perdida da sua porta
quando você está bêbado

amor é o que acontece
uma vez a cada dez anos

amor é um gato esmagado

amor é o velho jornaleiro na
esquina que
desistiu

amor é o que você acha que a outra
pessoa destruiu

amor é o que desapareceu junto
com a era dos navios encouraçados

amor é o telefone tocando,
a mesma voz ou uma outra
voz mas nunca a voz
correta

amor é traição
amor é o incêndio dos
sem-teto num beco

amor é aço
amor é a barata
amor é uma caixa de correio

amor é a chuva sobre o telhado
de um velho hotel
em Los Angeles

amor é o seu pai num caixão
(aquele que te odiava)

amor é um cavalo com a perna
quebrada
tentando se levantar
enquanto 45.000 pessoas
observam

amor é o jeito que nós fervemos
como a lagosta

amor é tudo que nós dissemos
que não era

amor é a pulga que você não consegue
encontrar

e o amor é um mosquito

amor são 50 lançadores de granada

amor é um pinico
vazio

amor é uma rebelião em San Quentin
amor é um hospício
amor é um burro parado numa
rua de moscas

amor é um banco de bar vazio

amor é um filme do Hindenburg
se retorcendo
um momento que ainda grita

amor é Dostoiévski na
roleta

amor é o que se arrasta pelo
chão

amor é a sua mulher dançando
colada com um estranho

amor é uma senhora
roubando um pedaço de
pão

e o amor é uma palavra usada
muitas vezes e
muitas vezes
cedo demais.

—  BUKOWSKI, Charles. Amor é tudo que nós dissemos que não era.

amor é uma luz á
noite atravessando o nevoeiro
amor é uma tampinha de cerveja
pesada no caminho
do banheiro
amor é a chave perdida da sua porta
quando você está bêbado
amor é o que acontece
uma vez a cada dez anos
amor é o velho jornaleiro na
esquina que
desistiu
amor é o que você acha que a outra
pessoa destruiu
amor é o que desapareceu junto
com a era dos navios encouraçados
amor é o telefone tocando,
a mesma voz ou uma outra
voz mas nunca a voz
correta
amor é traição
amor é o incêndio dos
sem-teto num beco
amor é aço
amor é a barata
amor é uma caixa de correio
amor é a chuva sobre o telhado
de um velho hotel
em Los Angeles
amor é o seu pai num caixão
(aquele que te odiava)
amor é um cavalo com a perna
quebrada
tentando se levantar
enquanto 45.000 pessoas
observam
amor é o jeito que nós fervemos
como a lagosta
amor é tudo que nós dissemos
que não era
amor é a pulga que você não consegue
encontrar
e o amor é um mosquito
amor são cinquenta lançadores de granada
amor é um pinico
vazio
amor é uma rebelião em San Quentin
amor é um hospício
amor é um burro parado numa
rua de moscas
amor é um banco de bar vazio
amor é um filme de Hindenburg
se retorcendo
um momento que ainda grita
amor é Dostoiévski na
roleta
amor é o que se arrasta pelo
chão
amor é a sua mulher dançando
colada com um estranho
amor é uma senhora
roubando um pedaço de
pão
e o amor é uma palavra usada
muitas vezes e
muitas vezes
cedo demais


Charles Bukowski.

Deja que las ruedas de la carreta
traqueteen tu camino.
La gravilla se incrustará
en la madera,
y puede que en algún bache
se tuerza el trazo
mientras te pintas los labios.

Las rutas angostas
tienen peligros angostos
también.
Quizás sean lobos
o mosquitos.
Nunca se sabe
cuando acampas al aire libre.

Lo importante es comprender
que tienes que llegar.
Los caminos siempre fueron tu fuerte.
Yo prefiero los raíles.
Aunque claro, el destino
siempre será
otro.

*You o Te amo?
*Quien le saco la foto a willy?
*Dice Wigetta o Vegetta?
*Chupon o picadura de mosquito?
*Es el ruido de un beso o del mando?
*Es el pie de vegetta o de karol?
*Alguien mas escuchó en el min 23:50 como vegetta le toca la teta a willy?


Nosotras así forevah 😂

El cielo de los perros. Por Héctor Abad Faciolince.

Hace poco, el día de acción de gracias, el párroco de la iglesia Mater Amabilis de Turín, Ruggero Marini, dio una misa especial a la que convidó no solamente a sus parroquianos, sino a todos los animales que quisieran llevar, para bendecirlos.

Pues bien, el día señalado sus fieles se presentaron en el templo con más de 200 bestias: los niños llevaban frascos con pececitos de colores o jaulas con hámsters; otros más llegaron con pollitos y gallinas; enigmáticas señoras aparecieron con gatos ronroneantes; otras más tiernas se abrazaban a sus perritos falderos; hubo hombres y mujeres a caballo, que prefirieron aguardar la bendición en el atrio (porque no es fácil adiestrar a los equinos en el control de esfínteres).

Uno por uno, el cura párroco bendijo los animales. En el sermón sentenció: “Hoy nuestra parroquia es una pequeña arca de Noé, todas estas son criaturas de Nuestro Señor: también los animales van al Paraíso”. Así, entre maullidos, relinchos y ladridos —los peces tienen la virtud del silencio—, la misa terminó. La piensan repetir el año entrante.

No había pasado una semana de esta animada misa de animales cuando el papa Francisco pareció retomar la misma idea. Buscando con lupa en los Evangelios, encontró una cita en la carta de San Pablo a los Colosenses: “todo ha sido creado por la mente y el corazón de Dios y por tanto todo será partícipe de su gloria final”. Y añadió el papa: “el Paraíso está abierto a todas las criaturas”. Es decir, que lo que ha creado Dios (y todo lo existente ha sido creado en la mente de Dios), seguirá para siempre. El papa alemán no lo creía así. Para Benedicto, las criaturas diferentes a los humanos “no están llamadas a la eternidad”, es decir, que a su muerte se mueren para siempre. Es fácil estar de acuerdo con el papa anterior cuando uno piensa en las serpientes venenosas, los mosquitos o el virus del Ébola. Pero si piensa en el perro que se nos murió ayer, es más consolador el concepto del papa argentino: un más allá con bestias resucitadas.

Aunque la palabra animal venga de “ánima”, alma, la doctrina católica en general no ha sido tierna con los animales. Hasta ahora, si tenían alma, esta no era eterna, sino temporal y terrenal. Según mi Diccionario de teología moral, “si nosotros sufrimos por nuestro bien, es justo que el animal sufra por este mismo bien nuestro”. También dice que maltratar a los animales es un pecado “no fácilmente grave”. Mejor dicho, venial.

Pero el papa de la apertura a los gais, a las parejas divorciadas y a las mujeres que tienen hijos sin casarse, tenía que hacerle honor a su nombre, Francisco, el santo que les cantó a todas las criaturas, al sol y la luna, al fuego y al agua, y que habló con los pájaros y amansó al lobo de Gubbio. Según él, también hay cielo para los perros. Bastó esta declaración para que animalistas y zoófilos entraran en éxtasis. Ahora esperan con ansias la epístola de Francisco sobre el medio ambiente y todos los seres vivos. Al fin la Iglesia —parece— va a ampliar el círculo moral de protección también a los animales.

Yo no sé qué pensar. Por un lado, creo que este bípedo implume y mamífero, el animal humano, es tan mortal como las vacas. Creo tanto en nuestra supervivencia después de la muerte como creo en la resurrección de las cucarachas. Pero que evolucione esa Iglesia torera y despiadada con los animales, la iglesia carnívora que siempre cita el Génesis (“dominad sobre los peces del mar, sobre las aves del cielo y sobre los ganados y sobre todo cuanto vive y se mueve sobre la tierra”), me parece un avance ético en contra de la crueldad. A veces creo que los humanos más civilizados del futuro serán vegetarianos, aunque no tanto porque los animales vayan también al Cielo, sino simplemente porque también sienten y sufren y es muy dudoso el derecho que nos hemos tomado de esclavizarlos y matarlos para comérnoslos. Quizás un día haya un undécimo mandamiento: no matarás animales para comértelos.