o gelo e o fogo

Talvez os jogos não sejam vorazes.
Talvez a culpa não seja das estrelas
Talvez o desastre não seja iminente
Talvez a maldição não seja do tigre
Talvez a os instrumentos não sejam mortais
Talvez as cronicas não sejam de gelo e fogo
Talvez o teorema não seja de katherine
Talvez a bússola não seja de ouro
talvez exista muitos talvez… 

“E hoje acredito, acredito no acaso. Acredito que algumas coisas não mudam, que certos sentimentos são tão falsos quanto nossa vontade de levantar cedo aos domingos… por que coração ingênuo, por que me ser esse carcereiro de alma pura… hoje percebi que não fomos feitos um para o outro, você é fogo e eu sou o gelo.”

-srmoretti

Antes de perder a vista, o meistre amara tanto os livros como Samwell Tarly. Compreendia o modo como por vezes se podia cair dentro deles, como se cada página fosse um buraco aberto para outro mundo.
—  O Festim dos Corvos (George R. R. Martin)

Nós somos apolares. Nada homogêneos. Nós somos como o fogo e o gelo. Nada semelhantes, nós somos criaturas repletas de espinhos. Nada é exatamente igual. A vida trouxe o nosso encontro quando você já estava pronta pro caos que sou, porque quando mais precisei de paz os seus braços me serviram de abrigo. É diante do teu abraço que posso, fielmente, ser eu mesmo… porque não há pessoa nesse mundo capaz de defasar minhas barreiras como você consegue. Mas Lucas, por que realçou as diferenças e não as semelhanças? Porque amar as semelhanças é fácil demais, o desafio do amor é exatamente esse - amar o diferente -, e é exatamente por isso que nos amamos. Nós estamos dando mais um passo em direção ao futuro, brincando de ser adultos e descobrindo que nem sempre vai ser fácil, a vida exige que nos tornemos aquilo que escolhemos ser… (mesmo não estando preparados para tal)

Lucas

Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor
O fogo se derreteu, o gelo se incendiou
E a brisa que era um tufão
Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu
O vento da paz soprou
—  Los Hermanos | Romeu e Julieta
O mundo está cheio de horrores, Tommen. Pode lutar contra eles, ou rir deles, ou olhar sem ver… fugindo para dentro de si mesmo.
—  O Festim dos Corvos, As Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martin)
Pra você guardei o amor que nunca soube dar. O amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir. Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar, o amor que vive em mim vem visitar, sorrir, vem colorir solar, vem esquentar e permitir. Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar. Guardei, sem ter porque nem por razão ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar. Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar. Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais, o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz, céu cheiro e ar na cor que o arco-íris. Risca ao levitar. Vou nascer de novo, lápis, edifício, tevere, ponte, desenhar no seu quadril meus lábios beijam signos feito sinos, trilho a infância, terço o berço, do seu lar. Guardei, sem ter porque nem por razão ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar. Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar.
—  Nando Reis

eu te chamei de amor quando não sentia os pés naquele frio de quatro graus
você me olhou como quem devora pacificamente sem receber crítica
porque o teu toque é gelo e queima como o fogo
e nesse inverno eu quis me munir com as tuas forças 
pra desgastar o que o tempo não supera.

guardei
sem ter porque
nem por razão
ou coisa outra qualquer
além de não saber como fazer
pra ter um jeito meu de me mostrar

achei
lembrei você
e explicação nenhuma isso requer
se o coração bater forte e arder
no fogo o gelo vai queimar