o charmoso

Eu amo os teus sorrisos. Todos eles. Do mais charmoso até o mais misterioso, do mais cínico até o mais romântico. Eu amo tuas expressões, as tuas fases, os teus charmes discretos e os teus sorrisos encantadores. Eu amo a delicadeza do seu toque, o mistério dos teus olhos, o desejo lacrado da tua boca, os teus pelos dos braços eriçados. Eu amo a calma que a tua voz me passa. Eu amo as nossas conversas de madrugadas, mesmo que quando pego no sono com a calmaria que tu me passa. É de uma calmaria só. Você é o meu calmante. Não há coquetéis de remédios que substitua o remédio da tua voz, dos teus olhos, do teu toque. Da tua presença. E, eu amo isso. De alguma forma, você é o meu prazer involuntário, é a espera que vale mais a pena, é o entusiasmo da minha vida. Você é a pessoa que eu amo.
—  Bruno Grey.
Imagine - Harry Styles

Oi gente, bom, eu ando tendo MUITA dificuldade para escrever os pedidos, então, para não deixar vocês mais um dia sem nada, escrevi algo que veio de livre e espontânea vontade. E sim, vai ter continuação Espero que gostem! Beijos ❤


O dia estava tão lindo no litoral.
Antes das oito horas da manhã eu já estava na estrada indo em direção de Brighton. Selena Gomes tocava no rádio e eu cantava junto em alto e bom som. Uma hora de viagem não era tão ruim, ainda mais com a estrada livre desse jeito.
Eu havia fugido para escrever. Meu prazo de entrega estava apertado e a cidade grande me dava calafrios, assim como as buzinas me deixavam angustiada. Eu sempre fui a menininha típica de cidade grande e há um ano me sentia sufocada com a rotina corrida que abandonei por uma semana.
Depois de passar no mercado que ficava mais ao centro de Brighton, fui para casa, desfiz as malas, guardei as compras e limpei a casa de forma rápida. Como a casa da minha família no litoral estava fechada a uns dois meses e, por isso, não estava tão suja.
Na varanda do segundo andar, abri uma mesinha e uma cadeira de madeira, liguei o notebook e voltei para dentro do quarto pegar meu caderno de anotações para ver quais ideias ainda tinha que pôr em prática.
A listinha de detalhes me deixou meio triste por ver tantos quadradinhos em branco esperando ser preenchido quando aquela “cena” ficasse pronta.
Anna, minha personagem, ainda precisava de um par romântico, mas eu estava tão frustrada com meus relacionamentos que estava cogitando até a deixa-la para titia. Coitada, ela não tinha culpa das minhas desilusões.
Verifiquei onde havia parado e comecei a sentir fome. Desisti de começar a escrever e desci para a cozinha fazendo o almoço. Frango com salada, uma coisa fácil e bem saudável; o suco de laranja já não era tão saudável, mas na caixa dizia “natural”.
Depois de almoçar e limpar a louça, fiquei algum tempo assistindo televisão e depois subi novamente para a varanda onde estava o computador.
Meia hora foi mais ou menos o tempo em que fiquei olhando para o caderninho. Havia escrito um tópico onde eu descreveria o namorado de Anna, suas características e maneira de agir. Risquei cerca de dez características, estava em dúvida sobre a cor dos olhos do garoto assim como seu nome; não sabia como moldar seu corpo ou qual seria seu tom de voz.
Estava desiludida por não obter nenhum parágrafo se quer depois de tanto tempo. Por mais que pensasse, as características do garoto se voltavam para os meus ex’s e a raiva me fazia odiar o personagem antes mesmo de escrever totalmente quem ele seria.
Bufando, recolhi meu caderno e a caneca, desci as escadas, tranquei a casa e fui para a beira da praia. Alguns bancos estavam posicionamos de frente para o mar.
- Posso me sentar aqui? – Perguntei a um cara que estava sentado no único banco vazio próximo a casa da minha família, rabiscando um caderno de forma revoltada.
- Claro! Fique a vontade! – Sem nem mesmo me olhar, ele gesticulou para o banco e eu me sentei dando de ombros.
Eu observei o mar por um tempo, até que comecei a ouvir batidas ritmadas da caneta no caderno; eu estava quase pedido para que ele parasse de bater quando de repente ele ergueu a cabeça me encarando.
- Desculpa, não quis incomodar. – Ele sorri me mostrando covinhas adoráveis.
- Tudo bem. – Voltei a encarar meu caderno.
- Também não consegue escrever?
- É, o prior de tudo é que eu tenho prazo para entregar e isso me deixa mais apreensiva. – Confesso e suspiro.
- Sei como é. – Ele olha para o caderno. – Trabalha com música também?
- Não, sou escritora; trabalho com romance. – Sorrio.
- Bom, de certo modo, eu também trabalho com romance. – Ele sacode o caderno.
- Verdade, de certo modo. – Ele pondera se fala mais alguma coisa ou não. – Qual seu problema? Digo, o que você não consegue escrever?
- Eu não consigo descrever o namorado da minha personagem. A última coisa que escrevi no meu computador foi: “ meus olhos encontraram os dele, “. Não consigo nem decidir que cor de olhos o infeliz vai ter! Isso é tão frustrante.
- Bom, eu, hoje pela manhã, decidi escrever uma canção de uma amor de verão. Uma coisa romântica, melosa e que pudesse mostrar que eu estava apaixonada por alguém, mas o problema é que não estamos no verão e eu não estou apaixonado por ninguém. Acho que estou mais perdido que você!
- Acho que empatamos…. – Dou de ombro.
Ele sorri fraco e volta a rabiscar no caderno. Eu cruzo as minhas pernas, prendo meus cabelos e abro o caderno. Olhos: verdes; sorriso: lindo; cabelos: macios e em um tom castanho de suspirar. Olho para o estranho ao meu lado. Corpo: alto, mas só o suficiente para passar confiança; não muito forte; hobbie: tocar violão; sonho: cantar e se apaixonar. Detalhes: tem covinhas e uma pontinha perto do queixo.
- Qual o seu nome? – Pergunto tocando em seu braço para lhe chamar a atenção.
- Harry. – Ele me olha e sorri.
Seu nome, namorado da Anna, é Harry.
- Eu vou indo; foi um prazer te conhecer, Harry! Obrigada! – Sem que o mesmo me dissesse algo, levantei e voltei para casa.
Como estava esfriando, recolhi o notebook da varanda, coloquei a lasanha de microondas para descongelar e fui tomar banho. Depois de completamente limpa, de pijama e cabelo seco. Coloquei a lasanha para esquentar e subi no quarto em que eu dormiria para pegar uma manta.
Me servi de um bom vinho branco e da lasanha, coloquei o computador e o caderninho no sofá, liguei a televisão e jantei.
Deixei o prato sobre a mesinha de centro, e puxei o notebook para o colo. Abri o arquivo que dizia Um sonho amais e dei continuidade a frase.
“Meus olhos encontraram os dele, verdes; o sorriso era lindo e tinham covinhas que o deixavam mais charmoso. Mesmo pelo uniforme da escola, eu via os braços fortes que, por um momento, imaginei me abraçando. Eu estava ficando louca. Mesmo que o novato me desse bola, o que eu seria para ele? A nerd ou só estranha?
- Muito prazer, eu sou Harry. “

O problema não é coração partido. É coração que tem medo de se partir. É coração que não gosta de arriscar. Coração que não se permite. Prefere ser sozinho. Veste uma armadura que nem o mais charmoso dos guerreiros é capaz de ultrapassar. Coração medroso. Bobo. Covarde eu diria. Prefere ser sozinho. A decepção não vem para aqueles que não se permitem apaixonar. Coração sem cicatrizes. Sem primeiro amor. Sem marcas profundas. E principalmente, sem lembranças.
—  Isabela Freitas

ele é o cara mais charmoso que eu já vi em toda a minha vida!!!! mesmo sendo nerd e tapado, ele consegue ser lindo s2s2s2s2 mereço meu like pq foi um sofrimento postar essas headers lindas lindas lindaaaas /isa

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Eu amo os teus sorrisos. Todos eles. Do mais charmoso até o mais misterioso, do mais cínico até o mais romântico. Eu amo tuas expressões, as tuas fases, os teus charmes discretos e os teus sorrisos encantadores. Eu amo a delicadeza do seu toque, o mistério dos teus olhos, o desejo lacrado da tua boca, os teus pelos dos braços eriçados. Eu amo a calma que a tua voz me passa. Eu amo as nossas conversas de madrugadas, mesmo que quando pego no sono com a calmaria que tu me passa. É de uma calmaria só. Você é o meu calmante. Não há coquetéis de remédios que substitua o remédio da tua voz, dos teus olhos, do teu toque. Da tua presença. E, eu amo isso. De alguma forma, você é o meu prazer involuntário, é a espera que vale mais a pena, é o entusiasmo da minha vida. Você é a pessoa que eu amo.
—  Bruno Grey

Eu amo os teus sorrisos. Todos eles. Do mais charmoso até o mais misterioso, do mais cínico até o mais romântico. Eu amo tuas expressões, as tuas fases, os teus charmes discretos e os teus sorrisos encantadores. Eu amo a delicadeza do seu toque, o mistério dos teus olhos, o desejo lacrado da tua boca, os teus pelos dos braços eriçados.Eu amo a calma que a tua voz me passa. Eu amo as nossas conversas de madrugadas. Não há coquetéis de remédios que substitua o remédio da tua voz, dos teus olhos, do teu toque. Da tua presença. E, eu amo isso. De alguma forma, você é o meu prazer involuntário, é a espera que vale mais a pena, é o entusiasmo da minha vida. Você é a pessoa que eu amo.

Eu amo os teus sorrisos. Todos eles. Do mais charmoso até o mais misterioso, do mais cínico até o mais romântico. Eu amo tuas expressões, as tuas fases, os teus charmes discretos e os teus sorrisos encantadores. Eu amo a delicadeza do seu toque, o mistério dos teus olhos, o desejo lacrado da tua boca, os teus pelos dos braços eriçados. Eu amo a calma que a tua voz me passa. Eu amo as nossas conversas de madrugadas, mesmo que quando pego no sono com a calmaria que tu me passa. É de uma calmaria só. Você é o meu calmante. Não há coquetéis de remédios que substitua o remédio da tua voz, dos teus olhos, do teu toque. Da tua presença. E, eu amo isso. De alguma forma, você é o meu prazer involuntário, é a espera que vale mais a pena, é o entusiasmo da minha vida. Você é a pessoa que eu amo.

Bonny está ansiosa, o sangue que corria por suas veias parecias mais rápido e quente do que os outros dias, na verdade, desde que descobrira estar grávida a garota não conseguira abaixar sua ansiedade, nem que fosse para coisas simples como ter o marido (@darioujisama) colado a sua barriga, sussurrando coisas idiotas para seus dois brotinhos. Seriam ótimos pais, sentia isso. Essas coisas não paravam de rodear a sua mente enquanto se vestia para ir ao médico com seu amado que tinha chegado à pouco do trabalho. Desceu as escadas até a sala, onde ele se encontrava, belo como sempre, usando a mesma roupa que tinha ido trabalhar, porém mais charmoso com o cabelo mais desarrumado, envolvendo o braço alheio com o seu pequenininho e caminhando até a garagem, onde adentraram o carro já que chovia naquela noite, ficando animada e colocando as mãos na barriga, sabia que não chutariam, mas não podia evitar acariciar aquela parte de seu corpo. Com um sorriso no rosto a italiana virou o rosto ao outro e perguntou: “Vamos?”

Ar condicionado

Olhava-se no espelho. Gostava do que via. Aos 66, considerava-se em riba. O marido partira há seis anos. E sentia-se disponível. O uso de short e regata justa, no calor, era um convite, pensava. Banco, supermercado ou shopping, sentia-se deslumbrante. Naquela tarde, na praça de alimentação, engatou conversa com o rapaz charmoso. Ao se despedir, ele aconselhou: Melhor usar um agasalho, tia. O ar condicionado daqui pode lhe fazer mal. Passou dias em deprê.

Eu te odeio por não se importar comigo e por não me perceber. Como você ousa sair por ai todo divertido, bonito e charmoso? Partindo o coração de garotas e se divertindo com sua desgraça. Eu te odeio, por eu ser uma dessas garotas e por você não ter nenhuma misericórdia em seu coração.
—  Laís Lima. Constelava.
Hoje eu liguei no seu número ainda com a esperança de você atender, nem sei se atenderia ou não, se atendesse não sei se falaria algo ou ficaria em silêncio, se falasse não saberia o que. Tomei a coragem de discar, e no primeiro segundo deu que o número não existia me senti a maior idiota do mundo, mesmo depois de um ano eu ainda achei que o seu número era o mesmo. Lá no fundo eu sabia que você podia ter trocado, mas eu preferi acreditar que você continuou com o mesmo, o mesmo telefone, o mesmo medo de trovão, o mesmo mal gosto pra roupas, o mesmo gosto musical que é igual ao do meu pai, as mesmas piadinhas sem graça, a mesma risada tímida, o mesmo sorriso torto que pra mim é o mais charmoso do mundo, e por fim o mesmo mal gosto de coração que um dia chegou a gostar de mim.
—  Morena nativa
Eu fui até a casa dela com um buquê de rosas que, entre uma flor e a outra, haviam três notas de cinqüenta reais. Quando bati a sua porta e ela abriu, me abriu um sorriso que juro que seria de um valor muito mais alto que das notas que eu carregava em meio as rosas. Quando pegou o buquê, confusa, ela analisou e depois me olhou sem reação. Ela tirou uma e disse “Com esta nota aqui, posso me comprar um lindo par de sapatos novos.” e me beijou. Logo depois, foi a outra “Com esta aqui, posso comprar o vestido mais charmoso da vitrine.” e voltou a me beijar. Já na última nota, ela disse “Com esta, posso comprar um lindo colar.” e dessa vez, quando eu esperava seu beijo, ela não me deu. Estranhei sua reação, e ela colocou as notas no meu bolso e suspirou serena me olhando nos olhos. “Eu não preciso de um par de sapatos novos, o vestido mais charmoso da vitrine ou um colar valioso - respirou antes de concluir - Tudo que eu preciso está bem na minha frente, segurando um lindo buquê e sorrindo diante de mim”.
—  ventaniadepoesia
Capítulo 48

O retorno à faculdade depois do carnaval foi marcado pela reunião dos alunos do primeiro período que precisavam organizar o trabalho de IED, o júri simulado, no qual, os principais personagens foram nomeados pela própria Dorothea.

Como continuavam a esconder a relação, Clara e Vanessa chegaram separadas à sala, onde a maioria da equipe já estava reunida trocando novidades sobre o feriado.


– Então, estamos todos aqui já? Vamos começar? – Clara convocou.


– Pensei em usar um caso conhecido, o que vocês acham? – Sheila sugeriu.


– … você minha advogada? – Vanessa perguntou interessada.


– Sim. – A menina respondeu sorrindo.


– Então trate de escolher um caso onde a ré seja absorvida… – Vanessa brincou.


– Você está nas melhores mãos Vanessa, não se preocupe.

O tom de flerte de Sheila despertou em Clara a face insensata do ciúme, sua expressão mudou instantaneamente, fechou seu caderno com violência, descontando nele a raiva que sentia. Acabou por chamar atenção de todos com o gesto brusco.


– Então Sheila, qual o caso que você tem em mente? Apesar de não concordar com a ideia, quero ouvir sua sugestão.


– Se você não concorda com a minha ideia por que não me diz outra melhor? – Sheila foi ríspida.


– A melhor ideia é construirmos nosso caso, pegar um caso já julgado nos faz apenas encenar uma peça de teatro, e não estamos fazendo faculdade de artes cênicas.


– Você quer isso por não querer perder o caso pra mim não é? – Sheila insistiu na rispidez.


– Perder pra você? Sheila se enxerga! Pegar um caso pronto não tem sentido, assim como colocaremos em prática o que aprendemos? Só decoraremos falas! O sentido do trabalho é que estudemos, nos aprofundemos…


– Garota você está louca? Estamos no primeiro período, no segundo mês de curso, o que aprendemos não serve nem pra entendermos a lei Áurea, que dirá falas de um inquérito de assassinato.


– Meninas! Ei guardem toda essa energia para o tribunal! – Vanessa interveio. – Acho que faz sentido o que a caipira disse, mas não temos tempo para elaborar, precisamos apresentar na terça, e Dorothea será a juíza, estou condenada de todo jeito!


Todos riram concordando com Vanessa.


– Precisamos distribuir os papéis de testemunhas e do júri. – Sheila disse.


– Otimo! Mas, que caso é esse que vamos encenar? – Clara perguntou irritada.


– O mais discutido na mídia atualmente, o caso Richthofen. Vamos antecipar o julgamento de Suzane.


– Ei! Como espera me livrar de ter matado meus próprios pais? – Vanessa disse em tom jocoso. – Com um caso desses, Dorothea me manda pra cadeira elétrica, mesmo não existindo no Brasil, ela cria!


Mais uma vez, os colegas riram da loira.


– Não se preocupe Vanessa, tenho minha estratégia de defesa montada, nem Dorothea condenará a inocente manipulada pelos irmãos Cravinho, que você representará. Com esse seu rostinho angelical, não será tão difícil assim convencer o júri.


Sheila piscou o olho para Vanessa que retribuiu com um sorriso enfurecendo Clara.


– Já que está tudo acertado, a reunião está encerrada não é?


Clara perguntou recolhendo seu material, enquanto os demais se distribuíam nas funções de testemunhas de defesa e de acusação, ficando a cargo do resto da sala a tarefa de júri. Saiu da sala encarando Vanessa faiscando ciúme dos sorrisos dela com Sheila.


– Van, você pode ficar mais um pouco? Pra combinarmos detalhes da defesa… – Sheila segurou o ombro de Vanessa que caminhava atrás de Clara.


– Eu… … que… – Vanessa gaguejou.


– Se você preferir podemos marcar para mais tarde, na minha casa ou na sua se você tiver compromisso agora…


Vanessa ficou nervosa, com a batida na porta violenta que Clara deu. Fechou os olhos fazendo careta, realizando mentalmente a crise de ciúme que ia enfrentar quando encontrasse a namorada.


– Sheila, eu só preciso dar uns telefonemas, e conversamos tudo bem?


Sheila acenou em acordo. Vanessa saiu apressada à procura de Clara, a fim de evitar uma crise maior. Clara descia a rampa disparada, trincando os dentes com o eco dos diálogos de Sheila e Vanessa em sua mente.


– Clara espera!


Vanessa a alcançou e pediu.


– Para, por favor! Preciso berrar pra fazer você parar?


– O que é Vanessa? Por que você não está lá com a oferecida da Sheila? Ou por acaso marcaram em um lugar mais íntimo?


– Dá pra você se controlar?


Vanessa arregalou os olhos repreendendo a namorada pelo escândalo.


– Que se dane!


Clara bradou. Vanessa segurou-lhe pelo braço e a arrastou para trás de uma escultura no campus.


– O que deu em você? Quer que todos percebam o que há entre nós?


– Isso seria ruim pra você né? Afinal não ia poder paquerar outras na minha frente!


– Você está louca! Clarinha quem que eu paquerei? A Sheila é minha colega assim como sua também, estávamos fazendo um trabalho, ela só estava sendo gentil, raridade naquela sala.


– Ah claro! Sendo gentil?! Ela estava praticamente tirando a roupa pra você comê-la ali mesmo!


– Deixa de exagero Clarinha, ta bom, ela estava mesmo me dando mole, mas, você queria que eu reagisse como? Eu tenho uma reputação a zelar… Dispensar uma gatinha como ela assim de cara não pegaria bem…


Vanessa fez cara de safada, tentando quebrar a tensão do momento.


– Então vá lá salvar sua reputação!


Clara disse furiosa, os olhos dela cintilavam raiva. Vanessa segurou forte a namorada, a empurrou contra a escultura, olhou para os lados se certificando que não havia ninguém por perto, e tascou o beijo pacificador em Clara


– Deixa de ser boba… Sou só sua.


O beijo deixou Clara com as pernas bambas. Não só pelo medo de serem vistas, mas, principalmente pelo desejo que ele acendeu. O sorriso travesso e charmoso de Vanessa jogou por terra a postura de luta de Clara, só se rendeu retribuindo o sorriso.


– Vejo você mais tarde.


Vanessa saiu caminhando faceira, convicta que encerrara a questão, e que logo mais se aproveitaria do ciúme da namorada para apimentar as carícias. Clara por sua vez, pensava: “estou ferrada, ela me domina”. Ainda com o gosto do beijo em seus lábios,Clara caminhou para o ponto de ônibus, sem esconder o sorriso resultante de sua paixão por Vanessa, quando fora abordada mais uma vez de surpresa por Cássio.


– Olha só quem eu reencontro finalmente! E dessa vez, sem nenhum mané pra atrapalhar!


Clara fez menção de correr, mas foi impedida por Cássio que a segurou pela cintura, colou sua boca no pescoço da moça que a essa altura estava apavorada.


– Agora você não me escapa gatinha…


Clara esperneou tentando se desvencilhar dos braços de Cássio, mas, não teve sucesso. Reuniu suas forças e pisou no pé do rapaz que a largou imediatamente, enquanto a moça corria de volta para universidade. Cássio seguiu como se a farejasse e conseguiu alcançá-la antes que Clara entrasse em um dos prédios, sem defesas foi arrastada pelo rapaz até o estacionamento, a relutância da garota não teve testemunhas, a faculdade estava com pouco movimento, após o feriado poucos cursos tinham aula e àquela hora a movimentação sempre era menor. Quando finalmente viu um grupo de estudantes se aproximando, Clara pediu socorro, o que provocou ainda mais a ira de Cássio que a segurou pelos cabelos, e calou sua boca com as mãos.

As meninas se apressaram para chamar os seguranças do campus ao ver a cena, mas isso deu tempo suficiente para Cássio encontrar seu carro, jogar Clara dentro dele e arrancar em alta velocidade dali.

Antes de sair do estacionamento, os seguranças avistaram o carro anotaram a placa e acionaram a polícia. Mas, Clara não esperou o socorro aparecer, numa atitude desesperada, abriu a porta do carro quando Cássio diminuiu a velocidade para fazer uma curva e saltou.

Rolou pelo asfalto até o meio fio, do chão viu uma viatura da polícia parar, tonta e sentindo as dores no corpo, sentiu a luz sumir dos seus olhos, desmaiou. Foi levada de ambulância para o hospital mais próximo.

A notícia se espalhou pela universidade, as meninas que testemunharam a violência relataram aos policiais o ocorrido, assim como os seguranças do campus. Cássio não escaparia do processo, apesar de ter conseguido fugir da polícia naquele dia.


**********


Sheila se insinuava descaradamente para Vanessa, especialmente depois que ficaram sozinhas na sala, e esta se esquivava como podia, desviando o assunto todo tempo para o trabalho de IED.


– Não estou te entendendo Vanessa. – Sheila falou intrigada.


– O que você não está entendendo Sheila?


– Seu comportamento! Até parece que você não…


– Eu não… – Vanessa calou para que Sheila completasse.


– Que você não gosta de mulher! Não é possível que eu tenha me enganado!


Vanessa ficou constrangida, em sua mente tentava formular um argumento que justificasse sua passividade às investidas da colega sem ser desagradável, dada a gentileza de Sheila ficar do seu lado no trabalho da professora que publicamente lhe manifestava desafeto.


– Sheila me desculpe, sou meio desatenta com essas coisas, acredite! Você é linda, não tem nada com você, e não, não se enganou, mas, estou comprometida, desculpa.


– Bom… Então nem tudo está perdido.


Sheila disse misteriosa.


– Agora fui eu que não entendi.


– Você disse que está comprometida, não disse que é comprometida… Uma hora esse estado muda.


Sheila deixou a sala depois de dar um beijo malicioso na bochecha de Vanessa. A loira caminhou até o estacionamento mais atordoada com a observação de Sheila do que com seu gesto ousado. Refletia sua própria capacidade de comprometer-se com alguém, e temeu pela primeira vez na vida, machucar alguém com sua imaturidade emocional para relacionamentos. Queria com Clara um compromisso, não podia fazê-la sofrer, precisava cuidar dela e do sentimento que crescia entre elas como algo prioritário, sagrado.

É tão bom poder falar com você o tempo todo, podemos ficar sem assunto por horas, mas se pararmos um só bocado, logo vem a saudade. Entre milhões de sorrisos, certamente o teu é o mais lindo, o mais charmoso, o que me deixa com mais tesão. Eu queria te mostrar tamanho é o meu amor por você, dificilmente terei chance, não há explicação pra tamanha vontade, de ter você sempre perto de mim, sempre com os teus lábios ao meus .Hoje eu acordei com uma fome incrível, mas fome, do teu amor.
—  Bilhetes de amor. 17 de Março, encontrei na mesinha do lado da cama.