o campeÃo voltou

Tomou o último gole de seu copo antes de virar-se para o lado procurando o primeiro rosto que lhe inspirasse confiança. — Sabe? Sempre imaginei que aos trinta e cinco eu já estaria casado e com uns dois filhos por aí, mas ultimamente não consigo nem falar com uma mulher nova porque sempre acontece alguma coisa, e quando falo não mantenho contato… mas você não está interessadx nisso, não é?

[ prev ] @grimory-reaper

“Street parece ser mais fácil. Até porque tenho um pouco de base… Tá legal que eu fazia street jazz, mas mesmo assim.”

“E bom, confesso que queria mais dança do ventre… Mas até pra treinar tem que ser com a roupa toda certinha?” Na verdade está é tentando se imaginar usando as tais roupas. Porque tem certos lugares que ela preferia deixar cobertos.

Então, virar uma sem teto nunca foi uma possibilidade, mas parece que agora é uma boa opção. Levando em conta que já estou andando por essa cidade há umas quatro horas sem encontrar nenhum rosto conhecido, é pouco provável que eu encontre um teto para me abrigar hoje. É isso o que se ganha quando decide fazer uma volta surpresa totalmente surpresa.

Thyme estava feliz. Sua vida pessoal havia se tornado motivo de muita revolta, contudo, sua vida profissional parecia estar saindo do chão. Ele havia arrumado seu primeiro aluno. Dois, na verdade. Irmãos, de sete e nove anos. A primeira aula começou desconfortável, mas foi fácil fazer amizade com os garotos e logo estavam aprendendo os nomes dos acordes e criando uma saudação complicada para fazerem toda vez que se vissem. E com as lembranças da tarde gasta com tanta leveza, o americano caminhava tranquilamente pelas ruas do condomínio, as mãos nos bolsos e um sorriso calmo nos lábios.